The Blood of Olympus
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Aula Fixa I - Pericia com Arcos

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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Pietro Di Giorgio em Dom 11 Mar 2018 - 22:52


Son of War

No alvo

Di Giorgio estava cansado de treinar espada naqueles últimos dias, estava se tornando algo extremamente tedioso, foi quando teve um vislumbre, era um neto de Febo afinal, queria ser bon em todas as áreas, tanto de combate quanto estratégicas.

Decidiu ir até a arena para treinar com Emmanuelle que estava passando uma aula de "introdução", ela não parecia muito gostar de pessoas do sexo masculino, porém Di Giorgio sabia que aquilo era um movimento automático de uma caçadora de Artemis então mantinha distância dela, apenas observando o que ela ensinava.

Como tinha certa facilidade com arcos e outras armas, não dependia muito de explicações, precisava somente agir que a naturalidade de seu aprendizado, iria ajudar a manter uma evolução constante.

Foi até o arsenal, para pegar os equipamentos que seriam usados na aula, voltou até o interior da arena, portando arco, aljava e algumas flechas.

Ficou posicionado a 20 metros do primeiro alvo, em suas mãos possuía um arco curto mais rijo, já que o treinamento não seria a longa distância, era seu favorito.

Carregava em suas costas, sobre o ombro esquerdo uma aljava de couro, que continha flechas comuns, ele iria apenas usar o material para treino, então não precisa de coisas mais refinadas.

Ficou com a postura correta, com a perda de apoio um passo a frente da outra, joelho flexionado, apontando o arco para baixo com a flecha já em posição.

—Vamos começar com um tiro reativo—, em um movimento único, colocou o arco em direção ao alvo aproveitando de toda a elasticidade da madeira dele efetuando o primeiro disparo, que ficou cerca de 8cm distante do centro.

—Mas o que...suspirou, franzindo o cenho quando viu que errou a primeira tentativa.
Retirou outra flecha da aljava se preparando para o próximo, porém desta vez seria um disparo concentrado.

Encheu seus pulmões até o limite começando a soltar o ar lentamente, quando efetuou o segundo disparo, até o som foi diferente, porém o que o deixou mais irritado, ele não acertou em cheio novamente.

"Então você desvia para a esquerda não é mesmo? Safadinho?sorriu ladino, repetindo o mesmo processo, a postura era naturalmente a de um arqueiro experiente, o sangue não negava isso, usou novamente toda a flexibilidade do arco, efetuando mais um disparo, desta vez seguido de um som firme e único, ele tinha passado com êxito do primeiro.

O alvo de 30 metros também parecia extremamente próximo, desta vez ele sabia as manias do seu arco e flechas, o canhoto firmou novamente a postura, puxando novamente até o limite.

Após efetuar o primeiro disparo naquela distância, notou que a limitação do arco curto tinha dado as caras,  a flecha caiu um pouco abaixo do centro, então Di Giorgio teria que compensar a queda pela distância.

Elevou a mira, cerca de 6cm, o que seria o bastante para compensar, se preparou para o segundo disparo, porém agora com uma pequena diferença, o seu cotovelo, ficou mais elevado, quase perpendicular a flecha, ele queria diminuir o desconforto durante seu treino, praticamente criando o próprio jeito de manusear o arco.

O segundo disparo fora quase certeiro, entrando no centro no limite entre as duas divisões, Di Giorgio sorriu enquanto caminhava para o próximo, agora teria mais dificuldade, ele teria que dobrar os ajustes que fez no segundo alvo, com certa margem de erro.

Preparou a postura para o último alvo, elevando a sua alça de mira cerca de 11cm mantendo o cotovelo no mesmo angulo que tinha usado no disparo anterior, aquela posição era confortável mas ainda assim iria cobrar muito mais no futuro, quando fosse usar arcos longos e pesados.

Flexionou novamente até o fim, após ter compensado o pequeno desvio a esquerda e a queda por distância, soltando a flecha, que partiu em direção ao seu destino derradeiro se chocando com grande força contra o alvo, acertando novamente no limite, o que deixou o jovem de certa forma irritado, iria com certeza efetuar mais alguns disparos até acertar precisamente no centro.

Abaixou a mira cerca de 2cm, inspirando fundo, mergulhando em um estado de concentração que nunca tinha chegado, puxou lentamente a corda, sentindo as fibras da madeira se flexionar, sua visão se aproximava mais e mais do alvo.

Começou a soltar o ar, sentindo seus batimentos se acalmarem, não ouvia mais nada, apenas sentia tudo ao seu redor, soltou a flecha, a vendo em câmera lenta, cortar o ar se dirigindo até o alvo, quando tudo voltou a velocidade normal, viu ela acertar precisamente o centro, sorriu largo, deixando um grito escapar, —Isso aí!!

Logo percebeu que atraiu a atenção de todos, o que o fez pegar os materiais que tinha usado e devolver todos rapidamente, voltando para seu alojamento, em silêncio, porém absorvido pela felicidade.

Sempre sonhe alto!


Última edição por Pietro Di Giorgio em Dom 11 Mar 2018 - 23:16, editado 1 vez(es)
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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Eleonor Moonlight em Dom 11 Mar 2018 - 23:05

Eu jamais havia treinado com o arco e flecha e, tampouco, possuía um, porém sabia que no Acampamento haviam armas disponíveis para nossos treinos e pensei que poderia usar uma delas no dia de hoje. Vestia um short de malha negro, a camiseta do Acampamento e um, nos pés, um par de all stars de cano médio. Eram roupas que permitiam uma boa movimentação e eu poderia movimentar-me sem problemas naquela aula que, ao que parecia, exigiria muito de mim. Claro, eu estava acostumada com exigências, que eram naturais quando você forja coisas para os semideuses, porém haviam descrito a instrutora de tal modo que a simples presença dela no Acampamento chegava a ser intimidadora. De todo modo, devia ser um pouco melhor para mim já que eu era uma garota.

Cheguei alguns minutos antes da Caçadora começar as explicações, séria. Eu havia confirmado o que haviam me dito sobre os seus modos e seriedade, mas também havia notado que, apesar de tudo, ela seria uma boa instrutora e que não teria problemas em auxiliar a mim ou a quem precisasse de ajuda realmente. Claro, não haveria espaço para duvidas idiotas ou erros propositais, mas não poderia culpar a Tenente das Caçadoras por repreender e/ou ser especialmente dura com aqueles que agissem de má fé. Quando ela terminou de falar e permitiu que iniciássemos o treino, fui até os arcos deixados ali para os alunos para escolher o modelo que me parecesse mais adequado para a aula e minha habilidade ainda inexistente.

Entre todas as opções, eu acabei escolhendo um arco curto recurvo. Instintivamente, sabia que o formato dele iria aumentar um pouco o dano e precisão em comparação ao arco curto tradicional, mas ainda perderia em comparação ao arco longo ou um arco composto. O lado positivo era que um arco curto exigia menos força e habilidade que um arco maior. Não que eu possuísse alguma habilidade com a arma ou que força fosse necessariamente um problema, apenas estava enunciando o positivo da arma. E como eu sabia disso? Queridos, eu passo quase o dia todo em uma forja fazendo equipamentos para semideuses. É minha obrigação saber as características básicas das armas que produzia e, portanto, conhecer informações básicas para manuseio da arma era o minimo que podia se esperar. Depois de escolher a arma, peguei uma aljava de couro com capacidade de doze flechas e me dirigi para os alvos.

Antes de começar efetivamente o treinamento, analisei melhor a arma. Seu peso era agradável em mãos e bem distribuídos pela arma toda, lhe dando equilíbrio. Quando deslizei os dedos pelo corpo da arma, a madeira escura era lisa e sem farpas, rachaduras ou qualquer tipo de falha ou problema da arma. Quem havia feito havia, de fato, sido bastante cuidadoso com a arma. Testei o fio da arma, puxando-a um pouco e soltando, puxando e soltando. Era resistente aos puxões e também em defesa, mas não o suficiente para dificultar seu manuseio. Após um tempo de devaneios olhando a arma, balancei a cabeça para afastar meus devaneios. Estava na hora de iniciar realmente meu treinamento com a arma.

Peguei uma flecha na aljava, segurando o arco com a mão esquerda e me posicionando. Os pés estavam separados e paralelos, com o corpo de lado, e ergui a mão até a altura dos olhos. Coloquei então a flecha em posição, segurando a pontinha pós pena entre o indicador e o dedo médio como havia observado fazerem e puxei a corda com os demais dedos. Minha vontade era simplesmente soltar a flecha, mas ser apressada demais nunca era algo bom. Ergui levemente a arma, mudando o ângulo para compensar a resistência do ar e o peso da flecha, que iriam dificultar o disparo ideal. Respirando fundo e soltando o ar, liberei a seta junto com a respiração. Eu "vi" o projétil perfurando o ar e seguindo o caminho até o alvo. Não acertei o centro ou sua proximidade, devido a ter exagerado na elevação que fiz, acertando vários centímetros acima e alguns míseros milímetros para o lado porque não considerei o desvio para a direita pela ação do ar.

Que merda!

Praguejei. O problema ali era que eu não havia planejado direito o disparo e sabia daquilo. Respirei bem fundo, revirando os olhos e deixando os braços descansarem ao lado de meu corpo. Movi um pouco os braços para relaxar os ombros e limpar a mente antes de levantar novamente a arma. Mais uma flecha encontrou a arma e puxei a corda do arco. Tal como o outro, arrumei o angulo - porém não tanto quanto anterior - e movi-o um pouco para a esquerda para compensar o pequeno desvio do disparo anterior. Vi, em minha mente, a trajetória da flecha e comecei a modificar um pouco mais o angulo de inclinação, o quão para esquerda ou direita movia a arma, minha própria posição... O tempo que perdi com isso começou a fazer os músculos do braço doerem pelo esforço e soltei um pequeno gemido, baixo e abafado. Controlando a respiração, fazendo os últimos ajustes na mira e soltei a flecha.

Foi mais próximo ao centro e me senti mais orgulhosa de meu desempenho agora. Mas ainda não havia sido próximo o suficiente do centro para ser considerado válido para passagem do próximo. Mais duas flechas foram gastas com o primeiro alo e finalmente consegui passar para o "próximo nível" Esse foi mais complicado porque, como estava mais longe, os ângulos corretos de tiro eram diferentes e a resistência do ar afetava mais os disparos. Apesar da dificuldade, já havia compreendido como e o que deveria fazer. Isso não tornava tão mais fácil quanto eu havia acreditado e, bem, eu mesma me coloquei uma dificuldade extra. Não iria atirar apenas em pé e parada, o que me fez começar a tentar com um joelho apoiado no chão. Não tinha como mexer na iluminação, mas conseguia mudar pequenos detalhes como o já citado.

Quando consegui executar o que era necessário para ir ao terceiro alvo, eu precisei repor as flechas. Já o terceiro foi bem mais fácil do que o primeiro e não tive problemas tão grandes para encontrar angulo e mudar formas de disparar. Se eu tinha falhas? Muitas. A distância maior me complicava sim, porém devido as tentativas anteriores eu entendia um pouco melhor a arma. O suor, que já havia começado a cobrir meu corpo e fazer ter pouca firmeza para os disparos, me convenceu que era hora de parar. Agradecendo o auxilio de Emmanuelle, guardei o arco e a aljava. Precisava tomar um banho e descansar.


—Daughter of fire


A razão de eu não falar é porque eu estou sufocando com sentimentos que as palavras não são capazes de descrever.
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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Félika Dermod em Ter 13 Mar 2018 - 23:31

Aula de Arquearia


Era sua primeira aula, e Félika estava nervosa. Na realidade, era a primeira vez que fazia alguma coisa no acampamento meio-sangue que não fosse dar voltas pela praia e pela floresta ou fazer tarefas simples, por isso estava um tanto nervosa em ter que pegar em uma arma de verdade e fazer, bem, coisas que semideuses fazem. A principal razão, no entanto, era que ser uma garotinha de 12 anos completamente nova e inexperiente no acampamento lhe incomodava um pouco. Geralmente os campistas mais velhos a olhavam com olhar divertido, como se pensassem "olha que fofinho essa menininha brincando de ser semideusa."

Ok, talvez ela até o momento ela de fato esteja apenas "brincando de ser semideusa", mas ela queria provar que conseguia fazer algo! E para aprender, nada melhor do que uma aula. O dia estava ensolarado e ela usava roupas frescas e confortáveis, que faziam com que fosse para a arena com um "vibe" positiva e alto astral. A instrutora parecia ser uma mulher séria, então Félika tratou de ouvir bem suas instruções antes que finalmente fossem liberados para pegar um arco, flecha e começar um treino.

Haviam muitas opções disponíveis no arsenal. Entre elas, avistou um arco belíssimo, ele era longo e continha entalhes em sua madeira clara. Animada Félika pegou ele juntamento com uma aljava leve, boa para que seu corpo pequeno carregasse e algumas flechas comuns. Ela nunca tinha atirado na vida, então estava meio incerta sobre o que fazer, mas resolveu realizar o óbvio primeiro: colocar a flecha no arco. Pegou uma flecha da aljava e segurou o arco no centro, do modo que a senhorita Emannuelle havia ensinado. Foi então que percebeu que ela mal conseguia segurar a flecha e coloca-la na corda ao mesmo tempo sem derrubar a flecha no chão. — Hmm, senhorita Emanuelle, poderia vir aqui por favor? — Chamou ela, antes de pedir que a ensinasse a segurar a flecha de modo correto, o que foi enfim ensinado à Félika com êxito.

Bom, agora ela sabia como segurar a flecha do modo certo, usando os três dedos, então só teria que coloca-la no arco. Qual não foi seu desapontamento ao ver que, se seus braços cansavam apenas de segurar o arco, era ainda mais difícil para ela puxar a corda por completo, o que exigia mais força do que ela imaginava. —Droga... — Murmurou ela, mal conseguia se manter segurando o arco, como iria atirar assim? Demorou alguns instantes até que Félika se tocasse de que ela apenas precisaria de um outro arco, um menor.

Foi até o arsenal e pegou um menorzinho de madeira escura e bem simples. Levantou-o e viu que era muito mais leve do que o outro, e mais fácil de se manter o equilíbrio com ele também. Voltou para onde estava e percebeu que era mais fácil de puxar a corda também, apesar de ainda precisar de força para puxar o necessário. Agora tinha finalmente conseguido, arrumou a postura, se mantendo reta e com as pernas separadas. Sendo assim, só faltava a parte principal: atirar a flecha.

Novamente posicionou a flecha no arco e puxou a corda. Fechou um dos olhos, concentrada para que pudesse ter uma mira melhor. Ela se perguntava se deveria mexer o arco para a direita ou para a esquerda, para cima ou para baixo. Enquanto mirava, percebeu que estava cada vez mais difícil se manter naquela posição com a corda estendida, e suas mãos e braços começavam a tremer. Nisso, quando finalmente soltou a corda, a flecha foi disparada torta e em uma direção que definitivamente não era a direção do alvo, isso causado pelo seu tremelique. Respirou fundo e resolveu tentar de novo. Dessa vez, tentaria atirar mais rápido.

Novamente posicionou a flecha ao arco e puxou a corda até que ela estivesse esticada o máximo que conseguia. Fechou um olho para ter uma melhor mira, respirou fundo e soltou a corda quando achou que estava com a mira correta. Dessa vez, a flecha foi reta, e apesar de não ter acertado o centro do alvo, ao menos conseguiu que ela atingisse a parte inferior do alvo. Antes de passar para o próximo alvo, resolveu tentar mais uma vez, e nessa tentativa ela conseguiu com que a flecha chegasse um pouco mais perto de seu objetivo, tendo subido um pouco mais.

Passou para o próximo alvo então, com 30 metros de distância. Fez o mesmo procedimento do anterior, e se decepcionou ao ver que a flecha sequer alcançou o alvo, tendo caído antes mesmo de chegar lá. Era claro, ela não tinha muita força, então as flechas não iam com muita potência. Sendo assim, resolveu que era melhor que mirasse um pouco mais para cima. Se mirando no centro ela caía no chão, talvez mirando acima do alvo ela o atingisse. Fez isso, se certificando de colocar o mesmo tanto de força que tinha colocado na disparada anterior e atirou, satisfeita ao ver o projétil atingir o alvo, mesmo que tivesse quase ido muito para o lado esquerdo e quase não acertado o alvo.

Tentaria esse mais uma vez, esperando que conseguisse chegar mais próxima ao centro. Por já estar cansada de puxar a corda, a flecha foi mais baixa do que queria, mas ao menos agora que tinha mirado mais para a direita estava muito mais próxima do que da última vez, resolvendo então ir para o último alvo, não sem antes dar uma descansada de alguns minutos para os braços.

Após se recuperar, foi para a última parte de sua aula, o alvo de 40 metros. Nesse momento, ela já sabia mais ou menos o que deveria fazer, mas não sabia exatamente o quão alto deveria apontar seu arco. Já que era o último alvo e tinha acabado de descansar, resolveu por força total, assim não teria que subir tanto o arco. Novamente mirou em um ângulo que achou adequado, tendo certeza de que não iria muito para os lados. Em determinado momento, seus músculos começaram a doer novamente, de forma que mais uma vez seus braços começaram a tremer, o que fez com que ela soltasse a flecha de forma totalmente errada e ela caísse no chão depois de voar uns 30 centimetros.

Parece que tentar fazer força realmente não adiantaria, teria que fazer do jeito de sempre. Mirando para cima para compensar a falta de força nos braços. Após várias tentativas, onde sempre acabava indo demais para um lugar ou outro, ela enfim conseguiu acertar razoavelmente perto do centro, terminando assim o treino. Ela não tinha de fato conseguido acertar no lugar ideal nenhuma vez, mas ao menos agora sabia o básico do básico. A aula havia sido proveitosa, embora da próxima vez esperasse que seus braços doessem menos.
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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Caim Dähl Bouwknech em Sex 23 Mar 2018 - 21:40



Wanna
Play?


you can tell me when it's over




 Transpassou a porta com passadas pesadas, descontando - em cada estocada da sola contra o mármore - a frustração de ter sido desperto abruptamente. Poucas coisas podiam alterar seu humor com tamanha facilidade quanto fez um rapaz desconhecido lhe exigindo espaço para concluir um trabalho de limpeza. E foi com esse semblante ranzinza que ele abandonou o meio-irmão a praguejar sozinho, afoito por um confronto que não aconteceria se dependesse do sonolento Caim.

 O couro da aljava pressionava seu tórax, tornando um pouco difícil que esta parte da fisionomia se movesse naturalmente ao respirar. As pálpebras baixavam vez ou outra para que suas íris claras fossem defendidas da luz excessiva que fazia jus ao horário, conteve o impulso de interromper seu percurso e ir diretamente ao refeitório, os músculos fadigados pareciam exigir isso. Ignorando os protestos do estomago, apenas prosseguiu até a arena.


[...]


 Havia decidido no dia anterior que se submeteria aos ensinamentos de uma caçadora, inclinado a isso pelo fato de possuir como principal arma um arco e habilidade alguma em manuseá-lo.  Um grupo de semideuses já o ladeava, amontoando-se para que fossem vistos pela garota que explicava didaticamente o proceder daquela lição. Caim recuou para livrar-se do aglomerado de corpos inquietos, esticando a manga da blusa até que cobrisse suas mãos, uma mania que transmitia certa confiança ao garoto todas as vezes que ele se via solitário de presenças familiares e intimas.

 Assim que foi anunciado a ordem em que seriam feitas as tentativas, suas íris vagaram buscando ilustrar o ensinamento. O olhar pousou sobre o formato circular do alvo, analiticamente ele fitou, como se pudesse criar intimidade o suficiente para acertar caso encarasse tempo o bastante aquele objeto inanimado.

 Pois foi enquanto os semideuses eram direcionados até o arsenal – para que escolhessem suas armas -, que Caim retirou a aljava do corpo e largou ao lado de seus pés, sentindo o alivio ao mover os ombros circularmente. Aos poucos todos se posicionavam, alguns veteranos tomavam a dianteira ante os alvos, já erguendo seus arcos e atirando majestosamente. Outros aguardavam para que pudessem caçoar dos menos experientes, antes de demonstrar maestria.

 A prole de Zeus optou por esperar, ficava inquieto com tanta atenção. Quando foi solicitado que avançasse alguns passos, arrastou com os pés a aljava que criou um rastro de poeira o fazendo franzir as narinas em desagrado. Notou que o dia estava seco e isso iria facilitar com relação a interferência do vento, porém, ela era um aliado para o louro.

 Diante do alvo, ainda não havia tomado posse de sua arma, incerto se teria plena capacidade de fazê-lo agora. Com a tez franzida pelas duvidas que lhe cercava, adiantou a canhota defronte o tórax, curvando os dedos em uma concha para que então um arco fosse materializado, reluzindo devido o material.  Inspirou lentamente ao tempo que curvava a silhueta para agarrar uma das flechas, quando ereto novamente apontava o armamento para baixo, fixando seu olhar e tentando encontrar um ponto de equilíbrio para apoiar a flecha. Toda vez que tentava erguer o conjunto, acabava por desalinhar tudo. Olhou de soslaio para uma garota experiente que já acertava o terceiro alvo, Caim cogitou a ideia de ela estar ali por puro exibicionismo. Não podia negar que ela atirava habilmente, o fazendo concentrar-se em sua postura e a forma como conduzia toda a cena, parecendo tão natural quanto um filho de Zeus faria com a espada.

 Algumas tentativas frustradas e finalmente ele conseguira levar diante do tronco o extenso arco, envolvendo com os dedos longos e firmando a flecha entre seu indicador e dedo médio, tencionando a corda para trás até que soltasse sem qualquer expectativa de acerto. Pois estava certo, a flecha jazia no chão inerte, símbolo de um fracasso.

- Era o cotovelo, garoto. Não impulsione a corda, apenas solte. – As palavras soavam mais como uma repreensão do que ensinamento. Algo que feriu o ego do louro, fazendo-o voltar-se para a voz que fizera tamanha afronta. Era a garota que outrora dava seu terceiro tiro e servia de exemplo para ele. Orgulhoso e receoso pela nova companhia, apenas anuiu. Acentuando a posse de seu arco ao pressionar mais os dedos em torno dele, copiando o ato que ela encenava ao seu lado.

Apontar para o chão. Posicionar a flecha. Erga até alinhar os ombros. Puxe a corda.


Respire fundo.  Atire.

 Antes que pudesse notar, o objeto disparado já traçava uma linha mortal em direção ao primeiro alvo, acertando-o pelas beiradas. Ao atravessar sua ponta metálica na madeira, carregou consigo um sorriso do semideus, satisfeito. Desejou agradece-la, mas não encontrou palavras e tão pouco a tutora. Por isso apenas deu espaço para alguns garotos hiperativos que tentavam utilizar sua posição, afim de findar a primeira tentativa. Caim moveu-se até estar alinhado com o segundo alvo, a diferença de distância era considerável e isso fez com que um suspiro lhe escapasse de entre os lábios.

 Esvaziar os pensamentos era tão crucial quanto entender que na repetição vinha a prática, pois em seu terceiro tiro sequer havia encontrado a posição certa para uma tentativa válida. A corda raspava no maxilar, já deixando um vermelhidão na área que tocava - devido a excessiva palidez da pele. Os dedos sutilmente doloridos pela força que aplicavam na corda, enquanto modificava a nivelação dos ombros e arco.  

 Inspirar, atirar. Mais uma flecha e sua aljava já estava pela metade novamente, antes de expirar um novo disparo. Os pés arrastavam-se alterando a posição para encontrar uma que lhe fosse mais confortável. Estalou quando perfurou o novo alvo, fazendo com que o Bouwknech se sentisse aliviado por estar livre daquele novo obstáculo. Ainda que tivesse sido tão penoso, deveria prosseguir evoluindo a dificuldade.


 Suas pálpebras selaram, exigindo lubrificar as Iris para que pudesse aguçar a visão. Sentido muito aclamado pelos arqueiros. Apontou o arco para o chão e colocou a haste da flecha sobre o descanso , encaixou a parte de trás do projétil na corda de forma que ela ficasse em baixo da alça de mira. O dedo indicador acima, médio e anelar logo abaixo. A tensão na corda até que estivesse bem próximo de sua face, tocando-a sutilmente. Deslocou o arco até que estivesse direcionado para o alvo, relaxou os músculos do braço utilizando de suas costas, um macete que lhe fora entregue certa vez.

Olhar atento, respiração lenta e então o tiro em uma facção de segundos.  



  Conforme fora evoluindo, já estava mais habituado com o ritual. Por esse motivo foi mais fácil acertar o ultimo alvo, ainda que ele estivesse mais distante. O armamento já desmaterializou, para que apenas o suporte de couro ainda fosse visível, sendo ele o único a voltar para o chalé na posse do novo arqueiro.

arma usada:
- • Arco [Aparentemente uma aljava comum com flechas comuns, mas que contém uma toxina rara extraída de uma planta da ilha. Além disso a aljava vem com dez flechas e, quando essas se acabam, são respostas automaticamente após dois turnos.| Efeito 1: Ao carregar tal aljava e de acordo com o desejo do semideus dono do mesmo, um arco irá ser materializado, sendo feito de ouro imperial. Efeito 2: Tais flechas possuem uma toxina que torna, por dois turnos, o sangue do semideus/monstro atingido incapaz de coagular, porém o efeito irá funcionar apenas uma vez por missão, evento, mvp etc em cada indivíduo. | Ouro imperial. | Sem espaço para gemas. | Beta. | Status 100%, sem danos. | Mágica. | Arsenal do acampamento]




note # note # note



Look into my eyes, What do you see? I'm someone who can show empathy.
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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Park Sora em Dom 25 Mar 2018 - 7:06

Primeira Aula de Pericia em Arcos
Os olhos de Sora se focavam no portal que havia sido aberto por uma feiticeira de Circe. Naquela manhã quando ouvira a respeito das aulas que ocorreriam no acampamento meio-sangue tivera suas dúvidas a respeito. A garota nunca antes havia ouvido a respeito do acampamento grego e sentia uma pontinha de medo de não ser bem recepcionada. Mas ao chegar ao local aonde o portal havia sido aberto se surpreendeu ao não encontrar mais que cinco pessoas. Estava no acampamento Jupiter a pouco menos que dez dias e nesse meio tempo Sora aprendera que romanos tinham uma linha militar bastante forte em suas mentes. As camas eram duras, a rotina pesada e os sorrisos mais raros do que ela imaginara ser possível. Por vezes ela sentira falta de sua casa em Seoul, do café da manhã preparo por sua avó, das histórias contadas por seu avô.

Soltando um suspiro, a garota deixou que um sorriso de agradecimento se formasse em sua face no momento em que chegara sua vez de passar pelo portal. Seus olhos vasculharam a arena de treinamentos pertencente ao acampamento grego. Diversos campistas se espalhavam pelo ambiente, haviam alvos se distanciando alguns metros uns dos outros e havia uma garota de cabelos castanhos e olhos claros que parecia impaciente para começar o que quer que os esperava. A garota se posicionou ao lado de seus colegas romanos e esperou pacientemente que algum dentre os gregos tomasse a frente daquele treinamento. Fosse por que a garota de cabelos castanhos esboçasse uma aura de superioridade ou por seus olhos ter uma confiança que não havia nos olhares ao redor, Sora não se surpreendeu grandemente quando esta tomou a frente e em sua voz autoritária deu início ao treinamento.

Explicou com paciência que deveriam escolher seus arcos junto a pilha onde esses se encontravam, completar o conjunto junto a aljava de flechas e seguir em direção aos alvos. O treinamento consistiria em buscar acertar o ponto avermelhado que indicava uma pontuação máxima em um jogo olímpico ou um alvo em uma guerra. Sora compreendia a necessidade de se iniciar pelo básico, ela mesma não obtinha nenhuma ideia de qual era a maneira correta de se posicionar ou de segurar o arco. A semideusa seguiu em direção a pilha de arcos e esperou sua vez. O arco que chamou sua atenção, era simplório e rustico. A madeira era envelhecida a corda pouco maleável, mas o peso parecia ideal. Passando as mãos pela madeira a garota deixou que sua mente corresse longe imaginando a quem aquele arco já teria pertencido. Armas antigas tendiam a ter história e se havia uma coisa que encantava Park Sora, isso eram histórias.

Pegou uma das aljavas de flechas e seguiu em direção aos alvos. Muitos já haviam conseguido acertar o alvo de vinte metros o que dava a ela grande liberdade. Sabia que não acertaria de primeira não era inocente a ponto de não conhecer a si mesma e os limites de suas habilidades. Tendia a ultrapassa-los, mas isso não queria dizer que ela não os conhecia. –Primeira vez?- os olhos da garota foram de encontro a face inquisitiva da instrutora. Não sabia o que poderia ter chamado a atenção da moça para si, mas duvidava que fosse sua excelente aptidão. –Sim, não sei ao certo como segura-lo- disse Sora em resposta. –Certo, primeiro vamos trabalhar na sua postura. Afaste suas pernas deixando-as uma palma de distância, dobre o joelho esquerdo mantenha o direito reto. Endireite seus ombros para que eles fiquem na mesma direção que as pernas, os mantenha de uma maneira que te deixe confortável- conforme as palavras da moça iam sendo ditas Sora seguia suas instruções modificando a postura de seu corpo.

-Isso, muito bem. Agora, o arco. A maioria das pessoas tende a ter mais aptidão com a mão direita, mas isso não quer dizer que sua mão dominante não possa ser a esquerda. Teste, veja com qual das duas você se sente mais confortável- anunciou a moça fazendo com que Sora assentisse antes de segurar o arco com a mão esquerda testando a corda, passando este para a mão direita seguindo o mesmo procedimento. Ao ver que tudo se tornara mais fácil com a mão direita, manteve o arco nesta pronta a seguir as próximas instruções da treinadora. –Deixe seu cotovelo em uma altura média, apoie o arco no queixo. Isso. Agora você deve começar a pratica- anunciou a moça dando as costas para Sora. Satisfeita com o que havia aprendido até ali, a semideusa puxou a primeira flecha de sua aljava.

O queixo apoiava o arco, no minuto em que ela posicionou a flecha na corda. Notara que as pessoas ao seu redor tendiam a usar apenas um dos olhos ao lançar a flecha. Testou com seu olho direito, não contente com o resultado testou seu olho esquerdo. Este a dava mais confiança. Focando o olho no ponto central, soltou a flecha observando atentamente a rota traçada por esta até atingir o alvo escolhido. Não diretamente, mas bem próximo deste. Relegando o resultado a sorte, a moça puxou uma outra flecha. Voltou a sua posição, apoiou o arco no queixo e deixou que a flecha seguisse seu curso. Um sorriso se formou nos lábios da moça ao ver que o mesmo ponto havia sido atingido. Ainda assim, não se sentia satisfeita, o que fez tentar mais uma vez. Sora tendia a acreditar que tudo na vida podia ser melhor na terceira vez, foi recompensada com um acerto direto no ponto avermelhado.

Em uma competição teria conseguido a pontuação máxima, em uma guerra teria dado fim a vida de seu inimigo. Satisfeita com o sucesso no primeiro alvo, a moça seguiu em direção ao segundo. Com dez metros a mais na equação, ela já não tinha tanta confiança. Arrumou sua postura afastando as pernas, dobrou o joelho esquerdo deixando o direito reto, ajeitou seus ombros deixou o cotovelo em uma posição media e se preparou para lançar a primeira flecha. O erro foi tão grotesco que a garota pode ouvir risadinhas ao seu redor, ainda assim aquilo não obtinha nenhum efeito sobre si. Pegou uma nova flecha posicionou-a no ar e a lançou. Foram necessárias mais algumas tentativas para que ela conseguisse acertar o ponto correto. A alegria que a invadiu ao finalizar não foi nem de longe o suficiente para anima-la para o próximo desafio.

Mesmo que seu arco fosse razoavelmente leve, seus braços começavam a se incomodar o peso. A postura nunca antes realizada, somada com sua falta de preparo físico a impediam de dar o melhor que poderia conseguir. Mas, ela ainda tinha um último desafio a finalizar. O alvo de quarenta metros. Respirou profundamente e seguiu em direção a linha onde deveria se posicionar. Pela terceira vez no dia arrumou a postura da maneira que havia aprendido da instrutora e posicionou o arco com o apoio do queixo. Puxou uma flecha da aljava e a posicionou no arco. Com o auxílio de seu olho esquerdo, procurou pelo ponto certo onde deveria lançar a flecha, mirou e soltou a flecha. Atentamente, observou o caminho feito pela flecha até chegar a seu destino. Um sorriso se formou em seus lábios ao ver que a flecha tinha parado bem ao lado do ponto avermelhado.

-Sora? Você terminou? O portal foi aberto precisamos ir- os olhos da garota seguiram em direção a voz de um de seus colegas de acampamento. Eles pareciam desconfortáveis, como se a muito tempo estivessem apenas esperando para que ela finalizasse para que eles pudessem partir. Mesmo querendo praticar mais algumas vezes, ela compreendia que não tinha muita escolha. A placa em seu pescoço indicava que ela ainda não tinha muita voz. Mesmo tendo passado pelo treinamento de Lupa, teria um logo ano pela frente antes da finalização de seu probatio. Esboçando um sorriso derrotado, Sora seguiu em direção aos locais aonde deveria colocar os equipamentos que havia utilizado, colocou cada qual em sua pilha e seguiu em direção ao local onde o portal havia sido aberto. Mesmo que a instrutora houvesse permitido que partissem ao termino da atividade, ela sentia como se não houvesse de fato finalizado. Passou pelo portal e foi recepcionada pela paisagem que se tornava cada vez mais familiar a esses olhos.
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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Ella Grace Harris em Sex 30 Mar 2018 - 21:50



Porque eu preciso sempre começar pela comida? Porque é a parte mais importante do meu dia. Joguei fora o resto do churrasco no lixo, pelo menos as partes que eu não gostava. O acampamento estava perfeito com aquele clima quente do deserto. Eu aproveitaria o restante da minha tarde me juntando às filhas de Afrodite para um banho de sol, usando o menor biquíni que eu conseguisse encontrar.

Caminhava calmamente para o chalé de Hefesto quando ouço alguém gritando o meu nome. – Quem me invoca? – Me virei para trás á tempo de ver uma jovem anoréxica acenando. Repeti os mesmos gestos e caminhei até ela. – Oi, querida. – Distribui dois beijos em seu rosto. Todos sabem que devemos tratar as filhas da deusa do amor com o máximo de educação e cuidado possível,  a não ser que queiram ser alvos de boatos por todo o acampamento.

- Ella, o banho de sol foi cancelado. Fomos convocadas para uma reunião importante para nos ajudarmos a escolher as roupas que iremos usar no aniversário de Selena. – Ela sorriu, mesmo transpassando falsidade. – Sorry, hanney.

- Tudo bem, se divirtam. – Falei entre os dentes com o mesmo sorriso. No meu íntimo mental amaldiçoava aquela vadia para morrer asfixiada no próprio blush. – Tchau. – Fui me afastando agora sem rumo e começando a me sentir entediada. Eu me recusava a voltar para as forjas e terminar o restante do meu dia mergulhada em engenhocas. Não percebi quando os meus passos me guiaram para uma aula. Talvez fosse o destino.

Preparava-me para dar meia volta quando observo um rapaz loiro e de olhos claros. Ele aparentemente me lembrava o meu deus grego da aula de yoga. Sinto um comichão em minhas partes baixos e roço uma perna na outra para disfarçar. Tudo bem, eu participaria daquilo seja lá o que fosse. Torcia para que fosse uma orgia grupal.

No centro havia uma jovem de fisionomia de poucos amigos e do tipo que carregava uma faca para furar quem fosse falar com ela. Ela era bonita com o seu olhar angelical, pele límpida parecendo porcelana e estatura “fofa”. Embora lhe faltassem peitos, não pude deixar de reparar. A instrutora iniciou o treinamento falando algo a respeito de arco e flecha, a importância de seu uso e o quanto se precisa “refinar” aquela arte. Tudo bem, eu conseguia-me ver atirando flechas nos outros, na verdade era tentador não me imaginar montada em um cavalo branco, vestida totalmente de couro e acertando os garotos com a minha “arma do amor”.

Havia inúmeras armas jogadas no centro da arena, arcos de vários tamanhos, formas e materiais. Ao lado, aljavas contendo flechas de inúmeros tipos. Escolho um arco tradicional, algo simples e idêntico aos vistos nos filmes antigos. Penduro a aljava de couro nos ombros e pego a primeira flecha. O material era de couro, geralmente era feito assim para manter a precisão, só não me perguntem como eu sabia daquilo, talvez fosse “coisa” de construtora de armas.

Ao longe haviam alvos pintados, bonecos com pontos no centro. Eles eram divididos em três distâncias: 20,30 e 40. Escolho a distancia mais curta afinal eu não dominava aquela técnica. Além disso, havia outro problema, o peso. Eu era forte, pelo menos eu me sentia daquele jeito, mas o arco também era pesado apesar de simples. Outro lance importante era a postura e digamos que a minha era péssima. Emmanuelle, a instrutora perdeu tempos preciosos tentando me ensinar a juntar e equilibrar as costas. Querida, eu sei abrir as pernas, fechar é um pouco complicado. Envolvia um lance de apoio com os pés, todo o corpo cooperava para um tiro perfeito.

Seguro o arco com a flecha encaixada e miro no alvo, solto. Se eu quisesse acertar algo em um raio de dez metros ao redor do alvo, parabéns para mim. – Eu sou péssima nisso. – Confesso. Miro outra vez e acerto o chão, por pouco uma garota loira que se distraia escolhendo as flechas. – Foi mal, irmã. – Me desculpo. Tento novamente e o máximo que consigo é “raspar” o objeto de couro próximo do alvo. Volto para o meio da arena e busco uma nova flecha, agora mediana, ao contrário da enorme de anteriormente. Miro no alvo, mantendo o apoio nos cotovelos, quase lambendo meus dedos encostados na minha bochecha. Solto a flecha e ela voa em direção ao alvo, não acertando o centro, mas próximo. Grito e danço repetindo algo que eu vi em uma programa “Lady do gueto – Seduzindo Caras Chocolates” – Eu acertei! – Comemoro e não querendo perder a sorte, miro e acerto novamente. Eu era péssima naquilo, mas a culpa era da escolha de flecha. Meu arco era mediano e pedia flechas do mesmo tamanho.

Passo para o alvo de trinta metros e no início encontro a mesma dificuldade, porém com o tempo acabo me acostumando. Em nenhum momento acerto o centro do boneco, mas próximo. Acho que posso comemorar não é mesmo? O alvo de quarenta metros miro e não consigo acertar uma só flecha, não havia santo que me conseguisse fazer ter êxito. – Ok, desisto por hoje. – Digo largando o arco. – Valeu aula, irmã. – Aceno para Emmanuelle. Ela era pálida, sem peito e bunda, mas no fundo poderia ter alma de mulher negra.        
   
                   



Aula de Arquearia  / Me sentindo poderosa / Emmanuelle minha irmã negra.
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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Sex 6 Abr 2018 - 11:00

Modelo de Avaliação
Criatividade: 40
Ortografia: 40
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Total: 150 exp
Bônus de aula: + 50
Bônus Geral: +50 por cada aluno presente na aula.

Aron Tinuviel
Criatividade: 40
Ortografia: 40
Coerência: 28
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Bônus de aula: + 20
Bônus Geral: +450
Total:618 XP

Alyson E. V. Schwartz
Criatividade: 40
Ortografia: 38
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Bônus de aula: + 50
Bônus Geral: +450
Total:648 XP

Norfalcon Hool Shieldhear
Criatividade: 40
Ortografia: 38
Coerência: 28
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Bônus de aula: + 20
Bônus Geral: +450
Total:614 XP

Pietro Di Giorgio
Criatividade: 40
Ortografia: 37
Coerência: 28
Ações Realizadas: 19
Aparência: 20
Bônus de aula: + 20
Bônus Geral: +450
Total:614 XP

Eleonor Moonlight  
Criatividade: 40
Ortografia: 39
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Bônus de aula: + 50
Bônus Geral: +450
Total:649 XP

Félika Dermod
Criatividade: 40
Ortografia: 40
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Bônus de aula: + 50
Bônus Geral: +450
Total:650 XP

Caim Dähl Bouwknech  
Criatividade: 40
Ortografia: 40
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 18
Bônus de aula: + 50
Bônus Geral: +450
Total:648 XP

Park Soral
Criatividade: 40
Ortografia: 40
Coerência: 28
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Bônus de aula: + 40
Bônus Geral: +450
Total:638 XP

Ella Grace Harris  
Criatividade: 40
Ortografia: 40
Coerência: 28
Ações Realizadas: 15
Aparência: 20
Bônus de aula: + 20
Bônus Geral: +450
Total:613 XP

Ps: Eu não fiz comentários individuais de cada aula por falta de tempo, raramente faço esses comentários também. Contudo dou liberdade para qualquer um dos presentes me procurar via MP caso deseje essa avaliação detalhada.



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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Circe em Dom 8 Abr 2018 - 19:29

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DRACMAS: 50 (x9) = 450

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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Aislynn Prescott em Sex 25 Maio 2018 - 8:03


Game Over

Dois dias após limpar o arsenal, Aislynn finalmente criou coragem para participar de ao menos uma aula de arquearia. Sonhar com arco duas noites seguidas influenciaram bastante este acontecimento. Precisava se livrar dessa energia de alguma forma, nada melhor do que um lugar próprio onde poderia obter até mesmo auxilio quando necessário. — Aja com naturalidade, Aislynn. Não seja estranha, ninguém liga para você, continue em frente. — Murmurava enquanto pegava um dos arcos de forma aleatória. Sentia resquícios da vergonha que sucedeu na aula de combate a monstros, mas precisava compreender que já passou tempo demais para ficar remoendo esses sentimentos. — Águas passadas não movem moinhos. — Continuou.

Estava prestes a se retirar daquele ambiente, mas parou ao sentir um incomodo na mão. Ao olhar para o arco que portava, reparou que ele era pequeno demais, além de extremamente leve. Riu de seu descuido e o recolocou no devido lugar. Dessa vez, ao invés de limitar-se ao primeiro que avista, Aislynn preferiu observar o que havia a sua disposição. Existia tantos tipos de arcos que sequer sabia por onde começar, os demais campistas, principalmente os veteranos, já tinham os seus ou sabiam exatamente o que queriam. — Começamos bem.  — Ironizou.

Um arco especifico chamou sua atenção mais do que os demais, o formato de suas lâminas assemelhava-se a um "S". Hipnotizada, o pegou com cuidado, conseguiu ver desenhos de raios entalhados em sua madeira, além de alguns arranhões indicando que já foi usado muitas vezes. Ao tocar na corda, conseguiu caracterizá-la como maleável. Não era tão leve quanto a que pegou agora pouco, muito menos pesada demais que poderia impedir de movimentá-lo, o peso do objeto encontrava-se em meio termo, facilitando o seu manuseio. Para a sua estatura, o arco era grande tendo em torno de 1 metro, mas nada que a incomodasse. — O escolhido foi você. — Cantou radiante.

— Veja quem escolheu um arco recurvo. — A voz familiar chamou sua atenção, virou para observar quem era e sorriu ao reconhecer o rosto. — Nos encontramos novamente, filha de Apolo. — Aislynn assentiu, eufórica. Observou que a garota carregava o seu arco nomeado de Usurpadora. — Não nos apresentamos na última vez, sou Helena, filha de Eos. — Identificou-se, oferecendo a mão. —  Sou Aislynn. — Cumprimentou de bom grado. Viram-se por pouco tempo no arsenal, mas foi esta a garota que apresentou a pequena o que um arco poderia significar. — Tenha uma boa aula. — Desejou, saindo em seguida. Aislynn apenas continuou seguindo-a com o olhar.

Desatenta, a pequena semideusa pegou uma aljava aleatória e a colocou no ombro. Seguiu para a arena onde continham diversas bases iniciais divididas pela aria. Como instruído por Emmanuelle, caminhou até o seu primeiro alvo que ficava a cerca de vinte metros. A presença da caçadora de Artemis deixava-a um pouco tensa, ainda mais ao ver ignorar um semideus que conversava abobrinha. — Que isso Aislynn, não é nada demais. É só mais uma aula, apenas isso. — Começou a conversar com si, para acalmar os nervos, um costume que nunca largava.

Antes de iniciar, acabou olhando para o lado a procura de Helena. Quando a avistou, sua boca entreabriu com admiração. A postura da semideusa era impecável, sua concentração chegava a ser invejável e a maestria que acertou o alvo, exatamente no centro, não deixou de arrancar alguns suspiros ao redor. — Espero chegar lá um dia. — Sonhou. Finalmente decidiu concentrar-se, retirou uma flecha de sua aljava surrada enquanto iniciava uma respiração profunda, ativando dessa maneira o mecanismo de relaxamento de seu corpo.  Conforme foi arrumando a postura, colocando e ajeitando a flecha em seus dedos, os seus músculos começaram a ficar menos tensos, seus batimentos cardíacos desaceleraram deixando-a confortável.

De forma instintiva, Aislynn posicionou suas pernas abertas com um paço de distância entre ambas, deixando uma atrás e a outra na frente. O seu primeiro joelho dobrou-se de forma nítida, enquanto o outro foi tão pouco que apenas quem ficasse atento a sua postura perceberia que estava flexionada também. Soltando mais uma respiração, Aislynn levantou seu arco, segurando-o com a sua mão mais fraca, a direita focou em firmar a flecha. O peso da flecha era mais pesado do que imaginava, mas dava para aguentar. Utilizou o queixo para apoiar o arco e começou a mirar utilizando um único olho. Antes de poder ter a oportunidade de atirar, a instrutora se aproximou e abaixou seu ombro.

— Mantenha seu ombro em uma posição confortável. — Aconselhou antes de ir inspecionar os próximos alunos. Aislynn estralou o pescoço e endireitou-se, buscando ouvir o conselho. Novamente, fechou um dos olhos e observou o seu objetivo a vinte metros de distância. — Calma Aislyn... — sussurrou. A flecha estava tremendo em sua mão, respirou profundamente, sentindo os seus próprios batimentos cardíacos. Neste momento, estava tão concentrada que sequer prestava atenção no mundo ao seu redor, a flecha parou de tremer como um aviso que estava na hora de libertá-la: "como desejas", a respondeu em pensamentos antes de soltá-la.

Observou todo o trajeto de sua flecha e não pode deixar de morder os lábios ao vê-la passar perto do alvo, acertando-o por muito polco. Um sorriso bobo surgiu em sua expressão enquanto admirava seu feito, não esperava que passasse tão perto na primeira tentativa, o que indicava que estava no caminho certo. Respirando fundo, Aislyn arrumou outra flecha e recomeçou o ritual que fizera minutos antes. Para a cria de Apolo, existia apenas ela e seu alvo ao ponto de realmente não ligar para as pessoas ao seu redor, diferente da última aula que participou em outra disciplina. Sentia-se muito confortável, como se juntas fossem uma só.

Fechou seu olho esquerdo, mirando no alvo, esperou sincronizar a respiração com seus batimentos. A flecha aos poucos parou de tremer como um aviso e, em seguida, a soltou sem pestanejar. Acompanhou novamente o lançamento, sem sequer piscar, ao fim, começou a rir como uma tola. — Minha nossa, não acredito. —  Levou a mão a boca, espantada por acertar seu alvo. Não foi perfeito, visto que fincou na beirada superior do alvo, passando longe do meio, entretanto, para Aislynn, era um vestígio de esperança, um indicio que ela não era completamente inútil e, quem sabe, estava encontrando-se em algo.

Por conta de sua empolgação, seu corpo começou a reagir deixando-a agitada. — Calma, calma. Estamos indo bem. — Disse para si, pulando algumas vezes no mesmo lugar e sacudindo a mão, não podia permitir que seu ânimo atrapalhasse. Esticou as mãos e posteriormente recomeçou a cuidar de sua respiração, levou os dedos ao coração para acompanhar o ritmo. Quando percebeu que estava diminuindo a euforia, reposicionou o arco e sua posição, deixando-os da mesma forma que a primeira vez. De maneira espontânea, o seu redor foi sumindo e apenas o alvo a trinta metros de distância era o seu foco.

Mirou e esperou, inalou o ar a sua volta e soltou vagarosamente. O tempo não importava, as pessoas não importavam, apenas a sua meta. Quando a flecha parou de tremer, Aislynn não a soltou, esticou mais a corda para que ganhasse mais velocidade e, somente após expirar novamente que a soltou. Limitou-se a olhar apenas o alvo, não observando dessa vez o trajeto do que acabara de lançar. O som de sua risada saiu mais alto que pretendia, abraçou seu próprio corpo a procura de algum lugar para liberar toda a sua energia. — Eu estou conseguindo, estou conseguindo. — Sussurrava. Andou de um lado para o outro e passou a mão pelos cachos antes de parar. — Ainda não acabou, falta um, apenas um. — Disse tentando se recompor novamente.

Trocou outra vez de objetivo, deixando seu alvo anterior com uma flecha entre o centro e a borda superior. Estava cada vez mais se aproximando do centro. Precisando se acalmar, Aislynn esperou um pouco mais. A pequena precisava ter mais autoconfiança, afinal, se toda vez que acertar-se o inimigo resolvesse comemorar seria esmagada, sem quaisquer rodeios. Ainda dispersa a esse fato, a filha de Apolo preparou-se de novo. Realizou todo o preparo inicial, incluindo a espera no momento que sua flecha começou a tremer. Algumas vozes foram ouvidas, mas nada que chamasse a atenção. Ao soltar, o disparo não foi forte o suficiente, perdendo a força antes de atingir o fim e caindo miseravelmente no chão.

— Droga. — Soltou franzindo o cenho. Olhou para as próprias mãos, percebendo que precisava de muito mais força do que possuía. Apenas neste momento Aislyn notou o suor escorrendo por sua testa, seus braços começaram a dor. Reparou em novos machucados entre seus dedos, avisos sutis de que estava chegando ao seu limite. Precisava, no futuro, melhorar este fato, aumentar a quantidade que conseguiria atirar por dia. — Aguente mais um pouco. — Pediu para o seu corpo. Finalmente encontrou algo que a agradasse, que se sentisse ser útil, não poderia terminar por agora. — Poderei ajudar Juanito na próxima vez. — Sussurrou olhando para o objeto.

Decidida, Aislyn recompôs a sua postura, segurando o arco com firmeza, reunindo todo o restante de energia que possuía. Olhou para o seu alvo com seriedade. — Última chance. — Afirmou determinada. O alvo mais distante daquela arena, o de quarenta metros, parecia inalcançável agora depois da falha, mas não podia desistir, era entre erros e acertos que aprenderia e se aprimoraria. O formato do alvo começou a mudar, na mente de Aislynn ele ganhara a fisionomia de uma cabeça de escorpião, mas não qualquer um, era especificamente o primeiro escorpião que viu, aquele que a atacou antes de poder alcançar o acampamento.

— Um único tiro. —  Disse, encarando-o com austeridade. Preparou, mirou e, deixando o arco com tração máxima, soltou a flecha acertando a cabeça do escorpião: a criatura gritou e se desintegrou, dando lugar ao alvo que, em seu centro, estava com uma flecha fincada, mas não qualquer uma e sim a da cria de Apolo. — Game over. — Anunciou, abaixando o arco e respirando fundo, aliviada. Suas mãos estavam tremendo por conta do esforço e a fraqueza começou a se entender por suas pernas. Não era o suficiente para desanimá-la, sabia que era completamente diferente de uma luta, mas um passo de cada vez era o que importava.

— Vou chegar lá. — Finalizou, olhando para Helena que guardava os seus pertences. Os três alvos da semideusa estavam com as flechas fincadas no centro. — Bom trabalho. —  Aislynn virou o corpo e deparou com a instrutora observando o seu feito. A pequena sorriu radiante com o elogio, ser reconhecida, mesmo que de forma sútil, fizera seu dia, a incentivou a perseverar.
Poder Passivo:
Nível 2
Nome do poder: Arqueiro I
Descrição: A maioria dos campistas iniciantes não tem qualquer tipo de afinidade com as armas, porém, devido a ligação com o divino acabam por receber um instinto natural com as armas ligadas aos seus pais. Apolo/Febo é um arqueiro perfeito, e por isso seus filhos tem uma maior afinidade com a arma. Mesmo sendo novato no acampamento, o semideus possui uma perícia iniciante que faz com que o mesmo saiba o uso básico de um arco, diferente de outros campistas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de assertividade no manuseio do arco.
Dano: + 5% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nível 5
Nome do poder: Concentração de Arqueiro I
Descrição: Arqueiros precisam se concentrar para acertarem o alvo, pois qualquer distração, podem fazer seu tiro certeiro sair pela culatra. Os filhos de Apolo têm a benção de seu pai, que faz com que eles sejam mais calmos e objetivos quando precisam realizar uma tarefa que exija concentração.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 15% de vantagem ao realizarem uma tarefa que exija concentração.
Dano: Nenhum
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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Kevin H Kingsman em Ter 19 Jun 2018 - 2:05


O Arqueiro

Filho de Apolo | 18 anos | Argonauta de Hera
Alyssa love | Embaixador Grego | Your Sun

Mesmo sendo um filho de Apolo e nunca ter passado problemas com arcos, eu sempre achei necessário treinar, afinal queria ser o maior de todos, não só mais um arqueiro comum, por isso era a oportunidade perfeita para continuar sendo um arqueiro ainda mais perfeito.

''Isso tudo não deve ser difícil''

Pensei enquanto estendia meu braço, e meu arco se formava em minhas mãos, minha aljava que era minha fiel companheira, sempre presa as minhas costas já era uma parte de meu corpo, era quase impossível esquecê-la, era tão inseparável de mim quanto Alyssa.  Um arco de ouro imperial se formou em minha mão, acompanhado de flechas e aljava comuns -a primeira vista, claro- saquei uma flecha, flexionei meus joelhos enquanto mantinha a postura reta , um tiro instintivo sem muita concentração para começar, passou em branco.

''merda, vamos fazer isso a sério, não sou tão bom ainda''

Novamente me foquei, enquanto observava somente o centro, estiquei o cordame, aproveitando de toda a flexibilidade do arco, com a mesma postura e os joelhos um pouco mais flexionados, soltei a flecha que partiu em grande velocidade em direção ao alvo, infelizmente, acertou cerca de um palmo fora do centro.

--Você é canhoto não é mesmo? por que não segura o arco com a mão esquerda, acho que vai melhorar sua precisão--
disse a instrutora que passou por mim ao ser chamada por outro semideus

''Pela madrugada, eu sou muito burro''

Troquei o arco de mão e na mesma hora senti a total diferença entre as duas formas de segurar, mais firmeza, mesmo vibração, pois é, agora a brincadeira ia mudar, flexionei o cordame mais uma vez, desta com mais facilidade do que a anterior, o alvo parecia mais perto e mais fácil de atingir, soltei a flecha que fora seguida de um ''clac'', quando a mesma se chocou com o centro do alvo.

O segundo alvo estava mais distante, não muito mas já me mostrava que nada era tão fácil quanto parecia, mirei novamente no centro, sempre aproveitando da flexibilidade total do arco para que tivesse o maior impulso possível, ao soltar o cordame, notei que a flecha caiu em excesso, pegando por pouco no marcador do alvo.

''Preciso de mais angulo, vamos resolver isso''

Consertei o angulo elevando um pouco o braço, repetindo todo o processo e ao soltar a flecha, outro tiro passou em branco, notava aos poucos a interferência do vento, distância e afins por isso precisava lapidar pouco a pouco minha técnica, mais uma flecha sacada de minha aljava, apenas diminui um pouco a angulação e inclinei o arco um pouco, para uma posição mais confortável para o meu pulso, soltei-a e ''zap'', parecia que a velocidade tinha triplicado, acertando alguns milímetros para dentro do meu alvo.

Meu aprendizado era rápido, meu sangue não negava e a assistência da instrutora fora ideal para a prática, agora era o último alvo, necessário para acabar com aquela aula, com um aproveitamento não tão bom quanto esperava, mas dentre todas novas coisas que tinha visto, como, angulo de tiro, como pegar no arco, posições de flecha, tudo se juntava em um único movimento que teria que ser certeiro.

Peguei a flecha da aljava, observando o alvo a 40 metros de mim, sabia que não seria fácil acertar de primeira, concentrei meu foco total naquele momento, era como se minha vida dependesse de um tiro e eu não iria errar. Puxei o cordame, flexionando toda a estrutura do arco, com toda a força que eu tinha, conferindo se o angulo estava bom, se o vento iria prejudicar mas tudo estava perfeito, pela primeira vez.

Ao soltar a flecha senti algo que jamais tinha sentido, meu corpo todo estremeceu um som seco foi emitido pelo esforço do arco, a flecha não se movimentou nem mesmo vibrou, apenas percorreu o caminho até o alvo, acertando em cheio sem emitir som algum, minha aula estava concluída, o arco se desfez em minha mão, enquanto eu me direcionava a saída do local, me sentia mais completo, com aquele treino entretanto ainda tinha um longo caminho a percorrer.

poderes:
Nível 7
Nome do poder: Arqueiro II
Descrição: Sua perícia está crescendo, a sua habilidade com o arco se desenvolveu com precisão, e agora, além de conseguir atingir o alvo com uma flecha, também aprendera a manusear duas, e a usar o arco como porrete.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de assertividade no manuseio do arco.
Dano: + 10% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nome do poder: Concentração de Arqueiro I
Descrição: Arqueiros precisam se concentrar para acertarem o alvo, pois qualquer distração, podem fazer seu tiro certeiro sair pela culatra. Os filhos de Apolo têm a benção de seu pai, que faz com que eles sejam mais calmos e objetivos quando precisam realizar uma tarefa que exija concentração.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 15% de vantagem ao realizarem uma tarefa que exija concentração.
Dano: Nenhum

FPA:



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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

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