The Blood of Olympus
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Aula Fixa I - Pericia com Arcos

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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Belona em Ter Ago 15, 2017 11:39 pm

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Belona
Somente os mortos conhecem o fim da guerra-
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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Rhaenna Vermont em Qui Nov 23, 2017 3:13 am

strengthening
aula fixa I - arco e flecha
Eu ainda estava extasiada mesmo depois de quase um mês no acampamento. Com exceção daquele caos causado pelo mundaréu de zumbis na noite em que eu pus os pés nesse refúgio, tudo correu maravilhosamente bem até então. Inclusive, eu já estava começando a me acostumar ao fato de não ser atacada por monstros como frequentemente eu e minha mãe éramos, durante toda a nossa vida. Esse foi o ponto mais relevante desde a minha mudança.

Os dias passavam rápido demais, o que me obrigava a aproveitá-los o máximo possível. Os campistas eram extremamente gentis com aqueles que, como eu, haviam chegado há pouquíssimo tempo. Mas eu me sentia muito estranha por simplesmente me divertir ao estar ali enquanto, desde a minha forçada e arriscada chegada, eu não tinha informações da minha mãe. Também não revelei isso para ninguém, com medo de que as palavras tomassem força, concretizando o pior.

O que eu poderia fazer, no entanto, era treinar. Do jeito que eu estava, talvez conseguisse escapar daquele grupo de dracaenas do qual minha mãe me salvou, mas que mesmo assim eu saí machucada. Então de nada adiantaria eu ir sem rumo. Eu ficaria forte. Treinaria o máximo possível. E a encontraria.

Das diversas armas que um meio-irmão, Ford, me apresentou no arsenal do acampamento, aquelas que recebemos do nosso pai eram as que mais me agradavam: o bastão mágico e o arco. E, mesmo que minha perícia sobre elas não fosse surpreendente, eu não era ignorante o suficiente para deixar o bastão cair num rápido giro ou errar ridiculamente um tiro com o arco. Com ambas as armas me passando a sensação de conforto, optei por desenvolver o controle sobre elas.

Desta forma, o sábado seguinte serviu para demarcar o início da minha mudança. Eu me pus de pé tarde e comi a maçã que trouxera para o chalé na noite anterior. Vesti um short jeans, a camiseta do acampamento e meu único tênis antes de escovar os dentes. Minha cabeleira alva foi repuxada num alto e mal feito rabo de cavalo, deixando à mostra os três piercings na minha orelha - um spike no tragus direito e duas argolas na cartilagem superior da orelha esquerda.

Saí do chalé e sorri ao notar o sol em seu auge. Achava aquela a melhor parte do dia. Trazia somente meu colar de contas, como se fosse grande coisa. O arco dado por meu pai permaneceu no chalé. Eu não via muito sentido em usá-lo agora, já que ele era mais rebuscado e suas flechas eram sônicas. A aula prevista seria simples, assim como meu manuseio com a arma. Melhor aprender do básico com o básico do que arriscar algo diferente disso.

Suspirei ao encontrar o estande de tiro ocupado por somente uma moça. Meu coração acelerou e eu cogitei seriamente a possibilidade de sair de fininho. Mas, engolindo em seco, segui na direção da morena, forçando um sorrisinho para não parecer tão estúpida. — Err… oi.

O olhar da semideusa quase me fez sair correndo, mas seu singelo sorriso abrandou meu coração. Mais uma vez, eu suspirei, transbordando de alívio. Ela percebeu, o que a fez sustentar seu sorriso por mais alguns segundos, até apanhar um arco e uma aljava cheia que jaziam sobre a mesa.

Primeira aula, certo? — a instrutora questionou retoricamente logo depois de nos apresentarmos. Eu fiz que sim com a cabeça, acompanhando-a na caminhada até o estande de tiro. Haviam três distintas formas de praticar ali, sendo que a diferença delas era a distância entre o atirador e o alvo. Sem perguntar, Emmanuelle me conduziu para o primeiro alvo de todos, cuja metragem era a menor: 20.

Eu já usei arco umas poucas vezes, sabe… mas não me acho muito boa. — confessei quando recebi a arma. Depois de pendurar a aljava nas costas, me atentei ao formato típico do arco amadeirado. Enquanto a caçadora dava as instruções básicas eu dedilhava o cordel, numa brisa estranha. Então, quando senti dois tapinhas no ombro, me virei assustada para ver a jovem se afastar um pouquinho.

Respirei fundo, puxando a primeira flecha da aljava. Fleti suavemente o joelho destro ao mover a perna respectiva para frente, criando uma base fixa, confortável e propícia para o que eu estava prestes a fazer. O arco foi erguido logo depois que seu cordão foi esticado ao ter a flecha encaixada. Sem muito jeito, eu fechei o olho esquerdo para facilitar a mira, efetuando o disparo segundos após. O projétil, por poucos centímetros, não errou o alvo, fazendo-me exibir uma careta decepciona.

Relaxe mais os ombros, Aprilla, e controle a sua respiração. Mais uma vez. — a seriedade evidente na voz de Emmanuelle provou que ela estava realmente ali para isso. Fiquei admirada e mais empenhada em seguir seus conselhos. Então, novamente, muni o arco com outra flecha e a puxei, preparando o tiro.

Desta vez, mantive os ombros alinhados, mais relaxados, e me concentrei no que estava fazendo. Meu olhar estava fixo no centro do alvo, como se fosse o fator determinante para o tiro perfeito. Esperei longos segundos para que minha respiração ficasse uniforme, contribuindo para um bom desempenho no tiro vindouro. Assim, julgando ser a hora, soltei o cordel. A flecha rasgou o ar até alcançar o redondo e avermelhado alvo, mais ou menos perto do seu centro. Um disparo definitivamente melhor do que o outro.

Virei-me para a instrutora com um sorriso no rosto, recebendo, provavelmente por educação, outro em troca. Ela me parabenizou e em seguida apresentou o alvo de 30 metros. Suas orientações não foram diferentes. Eu só precisava segui-las com dedicação.

Mantive a calma refletida na respiração. Minha mente estava focada na aula. Retraí o terceiro projétil da aljava e o engrenei no arco já erguido. Repetindo as dicas da semideusa, não subi os ombros mais do que deveria. Também mantive as pernas espaçadas como antes - isso eu já havia aprendido com Ford. A flecha, enfim, cravou num lugar semelhante a anterior, um pouco mais para a diagonal inferior direita, mas ainda relativamente próxima do centro do alvo.

Emmanuelle me passou para o alvo seguinte. Não contestei, mas o temi. Parecia longe demais. O vislumbre do rosto da minha mãe que repentinamente eu tive me deu a coragem - ou a loucura - necessária para ignorar a distância até o alvo e rearmar o arco. Entretanto, precisei me concentrar outra vez para fazer com que a minha respiração estivesse quase imperceptível.

Assim que soltei a flecha, ela correu pelo ar até ser enterrada na mesma região dos tiros anteriores, mas, desta vez, mais próxima do limite do alvo. Um bufe imediatamente escapou da minha boca, inflando minhas bochechas. O silêncio da treinadora me encorajou a não olhá-la; afinal de contas, isso não era necessário. Então eu somente pendurei o arco no ombro para esfregar uma mão na outra.

Meus disparos conduziram todas as flechas para uma mesma região. Assim sendo, uma mudança sutil na forma de segurar o arco fazia sentido. Mudando o ângulo inicial, o final por consequência também sofria tal alteração. Foi isso, portanto, que fiz ao preparar mais um tiro, focando-me na respiração desde que peguei a flecha.

Reprimi um gritinho de felicidade assim que soltei a corda do arco, enviando a flecha contra o alvo. Minha teoria dos ângulos estava certa, o que fez com que a flecha, mais do que nunca, se aproximasse do círculo central do alvo. Foi impossível disfarçar o orgulho translúcido no meu rosto sem parecer um derrame, então não o fiz. Me aproximei de Emmanuelle com o sorrisinho bobo na cara.

Parabéns, Aprilla! Você foi ótima. Mas ainda há muito o que melhorar. Você pode voltar aqui amanhã, por exemplo, se quiser. Ou outro dia. Tanto faz. Mas você tem jeito, então deve insistir com as aulas. — ela disse, mostrando os dentes num sorrisinho simpático. Recolheu o arco e a aljava e, depois de nos despedirmos, foi em direção aos alvos para provavelmente recuperar as flechas.

Os saltitos expressando a alegria que eu sentia foram dados só depois que eu saí da arena, de modo que a instrutora não os visse. Eu com certeza voltaria para a próxima aula. Mas, enquanto isso, eu me imaginava toscamente lutando contra vários monstros de uma só vez, usando arco e flechas para heroicamente derrotá-los. Três flechas de uma vez, lançadas logo depois de uma cambalhota. Um dia eu seria reconhecida pelas minhas habilidades. Ou talvez só continuaria sonhando.

Habilidade passiva - legado de íris:
Nível 3:
Nome do poder: Pericia com Arcos I
Descrição: Apesar de não ter o mesmo domínio de um arco que os filhos de Apolo/Febo, ou as caçadoras, os filhos de Iris/Arcus aprendem a manusear o arco com facilidade e pratica. Com o tempo, essa habilidade pode se aperfeiçoar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 15% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 5% de dano ao ser acertado pela arma do semideus
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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Seg Nov 27, 2017 2:28 pm

Modelo de Avaliação
Criatividade: 40
Ortografia: 40
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Total: 150 exp
Bônus: + 50

Aprilla Deapryth
Criatividade: 40
Ortografia: 38
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 19
Total: 147 xp
Bônus: 50 = 197 xp



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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Nox em Dom Dez 10, 2017 5:57 pm

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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Gabrielle Sanchez Muñoz em Ter Jan 02, 2018 4:31 pm



Archery


O sol brilhava alto no céu diurno, embalando as cigarras em seus cantos estridentes nas copas das árvores longínquas. Podia sentir o calor de Apolo tocar meus ombros nus, protegidos apenas pelas finas alças da regata branca que usava. O cabelo preso em um firme rabo de cavalo deslizava pelas costas ao passo que me dirigia até o local em que os semideuses, em sua grande maioria, novatos, se reuniam.

Emmanuelle S. Henz, a filha de Poseidon que se tornara a líder das Caçadoras de Ártemis dedicava algumas palavras de lição, explicando sobre as diferentes partes de um arco. Passei os olhos pelos semideuses ali presentes e muitos sequer prestavam atenção, achando que aquilo não era importante.

— E quem quer saber sobre corda, limbo e essas coisas? — Um garoto de traços arredondados deixou escapar, com um sorriso bobo no rosto.

— Você consegue entender melhor a mecânica da arma se entender como as suas peças funcionam separadamente. — O respondi, fuzilando-o com o olhar.

Assim que minha voz começou a soar o semideus virou o rosto para mim, assustado, e deu uma rápida olhada para Emmanuelle, que continuava a explicar como colocar a corda em um arco, levando-o ao chão e recurvando-o com o auxílio dos pés e das mãos, com a corda já enganchada. Ela não o havia percebido, então ele continuou agindo como um babaca.

— Ui, tá bom... — Respondeu de forma debochada, e eu apenas revirei os olhos. — O que importa é aprender a acertar o alvo. — Maneei a cabeça em positivo, com um sorriso de canto, e voltei a prestar atenção nas palavras de Manu.

Pelo que ela explicava a confecção da arma era extremamente importante para influenciar no tipo de alvo que estávamos almejando. Os limbos mais rijos e a corda mais pesada influenciam na força que a flecha é projetada e, consequentemente, mais tempo de trajetória sem desvio por vento ou gravidade. O único revés que a filha de Poseidon explicou é que quanto mais pesado forem os limbos e a corda, mais força é necessário usar para a arma...

Força é algo que não era um problema para mim.

— Peguem seus arcos! — Manu gritou e eu apenas sorri, satisfeita que poderia escolher o mais apropriado.

Me dirigi até uma das mesas e observei as diferentes peças, das mais variadas, e comecei a montar, de acordo com o que ouvira das palavras da filha de Poseidon e com o que podia sentir. Busquei o Punho do arco e conectei a um limbo superior extremamente rijo. O limbo inferior também era bastante rijo, tanto quanto o outro. A igualdade de maleabilidade me garantiria uma precisão ainda maior. Podia sentir. A corda de aço era forte o suficiente para aguentar a pressão tremenda, porém, ainda precisava ligar os limbos ao cabo.

Diferente da Líder das Caçadoras, segurei um dos limbos, já tendo engatado a corda neste, e segurei o cabo, puxando com toda a minha força até finalmente enlaçar ambos os limbos. O arco estava pronto para disparar.

— Aí, asshole! — Me aproximei do semideus e entreguei para ele o arco. — Tenta puxar.

Ele segurou e tentou, mas o arco parecia pesado demais para retesar perante sua força. Ele até mesmo franziu o cenho após a quarta tentativa.

— Você não vai conseguir puxar ele... — Apenas sorri e peguei de volta a arma.

— Aguarde e verá...

Me distanciei e fui para o alvo de vinte metros, me posicionando lateralmente e buscando uma das setas cravadas no chão. Posicionei a seta no arco, puxei a corda e fiz a mira, tencionando completamente o arco. Sentia meus músculos forçarem, trabalhando além das capacidades humanas, e quando usei da lógica, posicionando um pouco acima do alvo para compensar desvios de vento e queda por gravidade, relaxei os dedos.

A corda se moveu rápida o suficiente para fazer meus cabelos dançarem com o vento. A seta passou por cima do alvo, exatamente onde havia mirado.

— Então ainda não tem queda depois de 20 metros. — Murmurei para mim mesma.

Busquei outra seta e, diferente de antes, mirei exatamente onde estava o centro do alvo, aproveitando da visão aprimorada que os anjos de Éter possuem, e relaxei os dedos uma vez mais. Não demorou nem um segundo para a flecha atingir o centro do alvo, derrubando-o ao chão, tamanha a força que a flecha o abateu. Mantive o braço erguido, com o arco disposto na horizontal, e movi os olhos para meu lado, percebendo que o Asshole e seus amigos estavam observando, um pouco boquiabertos.

— Se tivessem prestado atenção no que a Emmanuelle falou saberiam que tipo de arco usar. — Ergui a sobrancelha para eles e me dirigi para o próximo alvo.

A distância era um pouco maior, mas nada que impossibilitasse minha visão aprimorada pelos escolhidos de Éter. A compensação não foi pensada, por conta do que vira no alvo anterior, e quando soltei a seta, ela descreveu uma delicada parábola, atingindo um pouco abaixo do alvo, que foi projetado para trás e voltando a ficar na posição, como alguém que perde o equilíbrio. Aquela brincadeira era bastante divertida e, por mais que eu não precisasse repetir o tiro, busquei outra flecha, reposicionando-a no arco e compensando o trajeto, erguendo 1 grau radiano a mira do arco.

O resultado disso foi um disparo preciso no meio, levando o segundo alvo ao chão.

— Foi um bom tiro. — Ouvi a voz de Emmanuelle por cima de meu ombro, e olhei para trás.

— Obrigada, mas quando se tem tempo para mirar e fazer os cálculos a respeito de um alvo parado... não e preciso muita perícia. — Sorri entregando o arco para a garota.

— Tem razão, mas o arqueiro perfeito não é aquele que tem perícia ou facilidade com a arma, e sim aquele que treina com ela continuamente, e se aprimora em usá-la.

Eu sorri com o seu ensinamento e ela buscou uma seta no chão, posicionando no arco e, quando foi puxar, pude notar que sentiu o peso do arco. Ela franziu o cenho e me olhou rapidamente, me fazendo soltar uma risada boba.

— Que arco é esse que você montou? — Ela executou um movimento, posicionando o arco para cima e usando os ombros como músculos auxiliares, conseguiu puxar a corda, disparando de onde estávamos em um alvo a mais de cem metros de distância.

— Eu ouvi suas explicações sobre os arcos, e pensei que seria proveitoso usar limbos resistentes pra aumentar a força da flecha. — Expliquei, orgulhosa do meu raciocínio.

— Nem sempre, Samanta. — Franzi o cenho, intrigada. — O que você fez aqui foi, basicamente, usar uma bazuca pra matar uma mosca.

Ela estava com o cenho franzido enquanto observava o arco que eu montara, e me entregou ele novamente.

— Usar um arco como esse, capaz de atingir alvos a mais de um quilômetro de distância, é um gasto de energia desnecessário.

— Então que arco eu deveria usar? — Perguntei, colocando outra flecha armada no arco.

— O necessário para a flecha chegar ao seu alvo, devendo compensar, ainda, as couraças.

— Acho que entendi. — Findei, armando o arco e disparando no último alvo, também derrubando-o .



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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Qui Fev 01, 2018 12:49 pm


Notas


Modelo de Avaliação
Criatividade: 40
Ortografia: 40
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Total: 150 exp

Samanta Sink 
Criatividade: 40
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Ações Realizadas: 20
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Bônus: 50 XP
Total: 200 XP



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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Afrodite em Qui Fev 01, 2018 5:44 pm

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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Aron Tinuviel em Ter Fev 27, 2018 9:51 am








AronTinuviel

A soldier on my own, I don't know the way I'm riding up the heights of shame I'm waiting for the call, the hand on the chest I'm ready for the fight, and fate



Eu devia estar louco quando pensei em treinar com Emmanuelle S. Henz.

Quando eu soube que a líder das caçadoras dava aulas de arquearia no acampamento, eu ficara ansioso para participar. Minha irmã me mostrara numa situação real como um verdadeiro arqueiro pode dizimar um grupo de monstros sem maiores dificuldades. Além disso, estava curioso para conhecer a Tenente de Ártemis que devia ter instruído minha irmã como arqueira. Imaginava uma mulher expansiva, alegre e animada, tal qual Cristie.  

Nada me preparou para a realidade.  

Emmanuelle estava muito distante do meu ideal de caçadora. Não dava espaço para aproximações, de forma que quase podíamos ver seu perímetro de espaço pessoal, 2m. Ninguém ousava se aproximar mais do que isso da semideusa. Seus passos eram firmes e sem incertezas, seus gestos não eram desnecessários, como se estivesse economizando suas habilidades sociais para quem realmente interessava. Algo me dizia que nós não fazíamos parte desse grupo, que eu suspeitava ser bem seleto.

Com um pesado suspiro, eu me dirigi para o ponto de concentração, onde os campistas ouviam as instruções de Emmanuelle. Eu sabia que ela estava apenas falando, mas seu tom era tão sério, que me fez sentir que estávamos nos preparando para uma guerra. No momento achei um pouco exagerado, mas, ao me lembrar do episódio que havia me trago ao acampamento, fui obrigado a dar-lhe razão.


No dia havia um grande número de garotas, como se a parte masculina do acampamento estivesse evitando propositadamente aquela aula e, após meu olhar encontrar-se com o da instrutora, eu percebi o porque. Era como se ela tivesse avaliado completamente minha aptidão para a arquearia naquele instante em que nossos olhares se cruzaram e, pelo que pude perceber de sua expressão, eu fora reprovado. Com as mulheres, era algo mais ameno, embora não deixasse de ser criteriosa.

Hoje vamos treinar a postura e a mira de vocês. — Ela disse, os cabelos sendo levados pelo vento que prometia atrapalhar bastante nossa tarefa simples. Eu já havia feito exercícios como aquele e conhecia o básico das posturas. De certo, me sairia bem, ao menos era o que eu achava.

Ela tencionou uma flecha em seu arco. Foi um momento de puro silêncio, os campistas prestando atenção em cada um dos movimentos da instrutora, podia-se ouvir uma formiga caminhando há três quilômetros, tal era a concentração dos campistas, sempre barulhentos.

Haviam três bonecos feitos de gelatina balística espalhados em intervalos de dez metros, com o mais perto há 20 metros e o mais longe há 40 metros de nossa posição. Emmanuelle dissera que iria disparar nos três, em intervalos fixos de tempo, demonstrando a elevação e a postura correta para usar o máximo da força do arco.

A primeira posição era bem instintiva, com o oponente há vinte metros do arqueiro, ele deveria manter sua flecha exatamente na linha horizontal, paralela ao chão. O disparo de Emmanuelle fora tão rápido, que teria acertado uma andorinha ou um beija flor em pleno vôo. Vi, com horror, a flecha fincar-se no boneco até a metade.

Perdi o segundo e o terceiro disparo, pois estava tentando assimilar a primeira flecha e a caçadora fora rápida demais para acompanhar, mas percebi que ela erguera o ângulo do arco, talvez 6°, antes de disparar a flecha que acertara exatamente no pescoço do último boneco. Percebi, com espanto, que, se Emmanuelle quisesse, ela poderia matar três pessoas antes que elas percebessem sua presença. Se o olhar reprovador não bastasse, aqueles tiros foram o suficiente para matar todas as minhas expectativas de que eu receberia qualquer aprovação.

Apesar do sentimento depreciativo, me senti motivado com a possibilidade de não ficar tão perdido na próxima vez que uma alcateia de lobos atacar nosso BMW conversível.

Vão! — Ela disse sem maiores sentimentos. Todos ainda estavam atônitos com velocidade e precisão dos disparos — Estão esperando o que? — Inqueriu, sem se alterar. Ninguém precisou de uma terceira ordem, não queríamos descobrir o que aconteceria.

Eu procurei a baia mais discreta possível, distante das grandes aglomerações, onde eu poderia me esconder e tentar treinar sozinho, para que a caçadora não notasse meus erros antes de podê-los concertar e apresentar um resultado satisfatório. Talvez minha irmã ficasse sabendo dos meus resultados, que eu esperava serem positivos.

Ouvi inúmeros disparos ao meu redor, os gemidos dos arcos ao serem tensionamos, os zumbidos das flechas cortando o vento e o baque surdo quando ela penetrava nos bonecos, tudo parecia música para os meus ouvidos e eu resolvi fazer parte dela.

Tensionei o arco, sentindo a característica dor que acompanhava o movimento, estava me preparando para atirar quando Emmanuelle passou pelas minhas costas, avaliando minha postura. Senti imediatamente a tensão subindo pelos meus ombros e, na expectativa de impressioná-la, acabei por traindo a mim mesmo, puxando a corda distraidamente. Como eu não estava pronto para disparar a corda chicoteou sem qualquer misericórdia meu dedão. Eu xinguei, enquanto a Caçadora fez um discreto meneio de cabeça, lançando-me um olhar reprovador e avançou para a próxima baia.

Eu corrigi minha postura, dessa vez tendo mais cuidado. Inspirei profundamente como Max havia me ensinado, aliviei a tensão dos meus ombros e tomei meu tempo para o disparo. Não precisava ter pressa, os alvos eram imóveis, o disparo sempre podia ser preciso se eu tomasse tempo o suficiente.

Devo admitir que a dor, que geralmente acompanhava meus movimentos, desaparecera por completo, me dando uma maior liberdade para o movimento. Eu percebi que a caçadora virou-se na minha direção e ficou me observando mirar no boneco, tomando meu tempo, ajustando a respiração, sentindo a trajetória da flecha, seu zumbido em direção ao boneco e o baque surdo da flecha fincada no alvo. Disparei. No alvo.

Eu esperava um sorriso de aprovação, mas ela me ofereceu apenas um olhar analítico, como se reavaliasse sua primeira impressão. Me contentei com isso.

Posição dois — Ela disse e eu ergui o arco em uns 6 graus. — Dois! — Ela disse mais insistente e eu percebi que realmente não era aquela.

Eu não consegui ver a dois. — Confessei. — Foi muito rápido!

Não, não foi! — Ela respondeu simplesmente. Não estava se gabando, aquele era apenas um fato corriqueiro de sua vida. Significava que ela era capaz de fazer ainda mais rápido, o que só serviu para que eu a admirasse mais.  — Coloque a elevação em quatro graus! — Disse e eu obedeci quase de pronto.  Podia ver em seus olhos que ela fazia um esforço extra para não me ignorar e eu agradeci mentalmente por isso, embora não entendesse a causa.

Me concentrei, sentindo o ar ao meu redor, vendo novamente a trajetória da flecha, que acertara o alvo, para minha surpresa. Disparei uma segunda flecha apenas para confirmar, tendo um resultado positivo.  

Posição três. — Ela ordenou. Eu tentei me lembrar do grau de elevação. Acho que era 6. — 7°, não 6°! — Ela disse, me corrigindo em um tom seco.

Eu não imaginava como ela conseguia distinguir algo tão detalhadamente, mas preferi não externar que, para mim, não fazia diferença. Não queria cair ainda mais no conceito da semideusa.

O alvo fora alvejado com precisão, eu havia me acostumado totalmente com as posições.  

Eu repeti a sessão tantas vezes que só vi que haviam se passado duas horas, quando eu larguei o arco. Meus músculos gritando e reclamando pelo esforço, mas, ao menos, conseguia distinguir os graus de elevação bem o suficiente para conseguir identificá-los nos outros campistas. Emmanuelle era uma excelente professora.  

No final da manhã, eu estava faminto, cansado, mas totalmente realizado.


wod



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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Alyson E. V. Schwartz em Sex Mar 02, 2018 11:41 pm












Aula de Arquearia 1



Era a primeira aula de Alyson no acampamento meio sangue.

A garota estava ansiosa, no dia anterior no chalé tinha passado a noite imaginando como seria essa nova experiência. Só sabia por relatos de outros campistas que a instrutora seria uma caçadora de Ártemis.
A aula de arquearia seria dada por Emmanuelle, uma garota totalmente desconhecida para a novata, a única coisa que sabia era que ela era séria e não muito fã de conversas. Quando tinha perguntado naquela manhã a Lucas, seu irmão mais novo, se ele tinha interesse em acompanhá-la, o garoto apenas balbuciou alguma coisa sobre ir ao lago com os filhos de Ares e sumiu de sua vista rapidamente.

Certo, então vamos lá. Checou pela última vez as suas roupas. Torceu para que seu vestuário, composto de camiseta de algodão e calças de lycra, fosse o mais adequado para um treinamento com armas mortais e saiu do chalé 6.
A aula de arquearia era um desafio para ela. Todos ao seu redor comentavam sobre a predileção dos filhos de Athena por lâminas, como adagas e punhais, sem fazer muita alusão ao arco e flecha. Queria forçar seus limites naquele dia, e não era como se ela fosse familiar a punhais de qualquer maneira. Não importasse a arma, ela esperava encontrar uma agradável surpresa.

Ao chegar na arena onde seria ministrada a aula, deparou-se com dois pontos importantes. O primeiro era de que tinha tantos campistas veteranos quanto novatos (como ela) no local. A jovem havia imaginado que seria uma aula para iniciantes, onde todos iriam começar “do zero” a utilizar aquele equipamento. O segundo fato, era a presença em massa de pessoas do sexo feminino. Apenas alguns garotos apareciam no campo de visão de Alyson.

Temos aqui os representantes mais corajosos do sexo oposto. Riu consigo mesma ao ver a maior parte deles agirem nervosamente, talvez com medo de ofender a caçadora de Ártemis que acabara de adentrar na arena.
Emmanuelle era uma guerreira, Alyson não tinha dúvidas. Com um olhar penetrante, ela não abria sorrisos facilmente enquanto dava as explicações e os pontos principais da aula. Falava de forma clara, concentrada no que fazia. A expressão dela parecia muito com a dos seus irmãos quando se debruçavam sobre livros e formulavam estratégias por horas.

A caçadora começou dizendo sobre o que consistia a arquearia, e a posição correta do corpo ao utilizar o arco. Enquanto a instrutora falava, Alyson do local em que estava tentava imitar algumas das poses, tentando descobrir a melhor maneira de manusear aquela arma. Também falou sobre a importância de conhecer o instrumento, encontrando aquele que fosse melhor para cada um.
Por fim, Emmanuelle apontou os alvos distribuídos ao redor da arena, e disse que a aula do dia era basicamente acertar o centro deles, tentando atingir ao menos um de cada distância. Estando entre 20, 30 e 40 metros.

Alyson estava tão focada analisando os outros campistas presentes na aula que não notou que no outro lado da arena localizavam-se vários alvos, com uma distância considerável da garota. Foi até o local onde encontravam-se os arcos para os alunos usarem e testou um por um, tentando achar o que mais se adequasse a ela.

Seria mentira falar que a jovem fez sua escolha de forma consistente. Muitas das suas ponderações foram com base no seu conhecimento de 10 minutos sobre aquela arma. Finalmente optou por um arco de porte médio que se encaixava de maneira satisfatória na sua mão, ele era de madeira polida, curvado na medida certa e perfeitamente simétrico. Não pesava muito, contudo, não era tão leve. Pegou uma aljava de couro, assim como todas as outras, a qual possuía um número de flechas suficiente.

Na verdade Alyson tinha um arco próprio, um presente de reclamação de sua mãe. Entretanto, toda vez que ela o pegava o achava tão imponente, que não se sentia confiante o suficiente para utilizá-lo por enquanto. Por mais que seus irmãos tivessem afirmado que ela devia tê-lo levado para a aula, a jovem optara por pegar um dos arcos existentes na arena.

A filha de Athena ouvia o som dos seus passos enquanto andava até o primeiro alvo. Nunca 20 metros pareceram tão longe para ela. Por um segundo de hesitação ela refletiu se conseguia mesmo fazer aquilo, mas logo se recompôs respirando fundo.

Após ajeitar os ombros, ela ficou de frente ao alvo escolhido. Não teve tanta dificuldade em posicionar a flecha de maneira correta no arco, até aquele momento tudo parecia fácil. As palavras que a instrutora tinha dito minutos antes voltaram a sua cabeça.
Pernas separadas, cotovelo em posição. Foco.

Com uma concentração impecável, Alyson mirou no centro do alvo e disparou a flecha.
Foi ridículo. A flecha tinha derrapado da sua mão e caído quatro metros distante dela. Rapidamente, a campista correu para o instrumento, fingindo que aquilo não tinha acontecido.
- Não precisa ficar tão tensa. Aja como se o arco fosse uma parte de você. Mova seu corpo junto com ele. Não... separe menos as pernas, isso! – com Emmanuelle do seu lado, a atividade parecia muito mais fácil, tomando coragem para fazer sua segunda tentativa. Mirando no alvo, ela fechou um olho e soltou a corda novamente.

Não tinha sido no centro, muito menos no alvo. Mas tinha parado mais perto do que na última vez.
- Obrigada. Como você disse, é tudo questão de treino – disse para a instrutora com um sorriso nos lábios.
Emmanuelle assentiu e foi em direção a outra campista que parecia ter tanta dificuldade quanto ela.

Alyson quis mais. Pegou uma outra flecha da sua aljava e repassou a lição de Emmanuelle novamente, agora com mais calma. Ela dobrou o primeiro joelho e levantou os braços de forma que o seu cotovelo ficasse um pouco acima da altura do peito. A aljava era tão leve que o peso era quase imperceptível em suas costas.
Na quarta tentativa, a flecha havia cravado perfeitamente no círculo vermelho que delimitava o centro do alvo, a enchendo de alegria.

Ela foi em direção ao segundo alvo, agora 10 metros mais longe. Não que fosse um obstáculo impossível para a semideusa, ela estava determinada.
Ao usar o queixo para apoiar o arco como a caçadora havia dito, o tiro da flecha saia mais estável. Desta vez a flecha parou quase na área vermelha. Alyson comemorou internamente aquele avanço, mas não se deixou contentar com isso. O vento não estava muito forte naquele dia, mas incomodava um pouco a jovem, que precisava segurar com mais firmeza o seu arco.

Novamente. Você pode fazer melhor que isso. Ela estava no modo automático. Cada vez que errava o alvo, ela pegava mais uma flecha da aljava e repetia o processo. Só iria passar para o outro objetivo quando acertasse aquele círculo vermelho.
Fechou o olho esquerdo enquanto o dedo estava tenso na corda do arco, mirou onde queria atentamente, com um sorriso lhe vindo a face quando a flecha fez o percurso desejado.


***


O terceiro não estava sendo fácil para Alyson. Já havia tentado várias vezes e o seu máximo tinha sido na parte mediana do alvo, não o suficiente para ela. Em sua aljava restava poucas flechas e ela não pretendia usar mais do que as que já tinha para terminar aquela atividade.

A semideusa parou sua tentativa seguinte ao ouvir a voz de Emmanuelle próxima. Uma garota ruiva ao seu lado não conseguia acertar de jeito nenhum o último alvo, chamando a atenção da caçadora para lhe auxiliar. Alyson não pode deixar de ouvir a explicação da instrutora para a campista que estava com o mesmo problema que o dela.

Com mais energia, a filha de Athena voltou-se em direção ao alvo. Seu último. Por mais que não estivesse forte, o vento atrapalhava mais dessa vez, além de mudar um pouco o rumo da flecha, acabava por fazê-la perder o foco. Parou um instante para normalizar a sua respiração, deixando-a em um ritmo constante.

Vire um pouco para direita. Confira o ângulo. Repetindo isso em sua mente como se fosse um mantra, tirou o dedo da corda e viu a flecha parar exatamente no alvo. Apertou um pouco os olhos e se aproximou tentando ver melhor onde tinha acertado, não exatamente no centro como as outras, mas quase isso. Suspirando aliviada, Alyson deu meia volta e se deparou com o olhar avaliador da caçadora, ela parecia estar sempre por perto.

- Muito bom para uma novata. Parabéns. - o elogio parecia genuíno, Alyson não conseguiu conter o sorriso.
- Tenho uma ótima professora - a caçadora saiu do seu campo de visão mais uma vez para auxiliar os outros alunos enquanto a novata tentava enxugar com a camisa o suor que escorria do rosto.



***


A semideusa se sentia imensamente satisfeita por sua rápida evolução com aquele instrumento, e ela teve apenas uma única aula! A garota estava feliz o suficiente com o que tinha aprendido por hoje.
Não vai ser tão difícil assim, eu posso fazer isso. Não queria admitir nem para ela própria que a vida no acampamento tinha a assustado no começo. No início, fora trazido à tona alguns dos seus medos, como o de ser descoberta uma fraude ou das pessoas notarem que ela não era tão boa assim.

Ter a reclamação de Athena antes foi como estar em uma maratona sem fim, onde ela não queria parar nem para se refrescar, temerosa de perder seu lugar e ser tida como fracassada. Ela agora se sentia como se estivesse treinando para o grande jogo. Onde se ela se dedicasse o bastante, poderia provar principalmente a si mesma do que era capaz.

Com isso na cabeça, a jovem recolheu do chão as flechas que havia utilizado, e as levou junto com o resto do equipamento para o mesmo local onde havia pego-o pela primeira vez. Retirou-se da arena com passos vagarosos, indo em direção ao chalé 6 a fim de conseguir um bom banho de chuveiro.

PENSAMENTOS
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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Norfalcon Hool Shieldhear em Sex Mar 09, 2018 4:51 pm


Perícia com Arcos
No lado esquerdo da cintura de uma veloz figura a ponta das setas tilintavam umas nas outras, apressadas para serem utilizadas. Na mão direita, um esbelto e simples arco curto, tal seria utilizado para um tiro de pouco alcance e de preferência rápido. Futuramente, é claro, até por que, a imagem que empunhava o item mal sabia manejá-lo ou posicionar uma flecha. Muito menos atirá-la com alguma precisão. As barras da calça jeans já estavam marrons de tanto serem arrastadas na terra úmida, o tênis branco com mesma cor da barra, totalmente coberto por lama. Seguindo o caminho de cascalho, o semideus corria atentamente até a arena. Já na metade do caminho, sua camiseta roxa parecia manchada de suor, mas o garoto nem sequer mostrava-se cansado. Estava em uma situação deplorável e toda a sua vaidade havia acabado, isto porque era o seu segundo dia como um campista.

— Só pode ser brincadeira — Proferiu uma voz feminina na entrada da arena. Emmanuelle Henz, a caçadora, que praticamente vivia em treinamento – arco e flecha principalmente – cumprimentou o novato com um olhar de repreensão para a camisa manchada de suor. Falcon deu de ombros, pois sabia do histórico de chatice das caçadoras em relação aos homens. No entanto, reconhecia sua necessidade de treinamento com arco e flecha, até por ser sua arma favorita para ser manuseada atrelada as facas. Sem esboçar reação diante do comentário, o menino dirigiu-se a uma das fileiras de treinamento — Sejam todos bem vindos à aula de perícia com arcos — falou, em palavras rápidas e sem emoções — O treinamento de hoje é simples. Existem três alvos, 20, 30 e 40 metros. Vocês precisam acertá-lo, e é isso. Qualquer dúvida, estarei a disposição — e, tendo terminado a fala, dirigiu-se a parte de trás das fileiras de treinamento.

Ahn... Como eu coloco essa coisa no arco? — De início, a instrutora achou que Falcon estava debochando de suas habilidades ou sendo sarcástico. O romano sorriu descontente e sem jeito pelo canto da boca, até que ela lhe ajudou a posicionar a flecha, sem fazer contato físico nenhum. Pode parecer bobagem, mas é simplesmente complicado arranjar a flecha no arco e conseguir puxar a corda sem que a ponta do projétil deslize para baixo – desconectando todo o processo anterior. Após vários minutos, mais de meia hora treinando apenas isto (errando e deixando a flecha deslizar na maioria das vezes), Falcon finalmente conseguiu estabilizar o item acima da empunhadura.

Agora era a hora de aprender a disparar. Com um pouco mais de habilidade e agora acostumado com o material em mãos, Falcão postou a flecha em seu devido lugar, juntou sua base cercada de penas no centro da corda e puxou até onde seus dedos começariam a arder, segurando ali com todas suas forças. Neste momento o braço já estava se cansando, o trabalho e esforço anterior de tentar arrumar as setas em seu lugar era cansativo e então fez com que o cansaço vencesse o menina e após alguns segundos de resistência dos dedos ele disparasse sua primeira e falha flecha. O projétil dançou junto ao vento e cravou-se na areia da arena nem meio metro a frente do semideus.

O garoto puxou outra flecha da aljava, posicionou-a tentando ser preciso – tão preciso quanto fora lhe ensinado – e tentou outro disparo. Assim como anteriormente, ele mirou num alvo que estava a dez metros de distância. Do mesmo modo que antes, a flecha não se aproximou nem da metade do percurso antes de desabar. Após observar tudo quieta, Emmanuelle, a caçadora, aproximou-se de Falcon e o olhou rispidamente

— Garoto, sabe porquê não consegue disparar direito uma misera flecha?! — O romano arqueou as sobrancelhas e fitou sua “amiga” como se aguardasse uma resposta — Primeiro que sua postura está completamente incorreta — Ela se aproximou dela e indicou seu tórax, posicionando-o ereto. Falcon sentiu-se estranho sendo mandado por uma menina, já que toda a sua vida recebera ordens de homens — Abra essas pernas! Equilibre seu corpo. Seu busto deve estar na vertical! — Ela ordenava como um general para um soldado novato. Falcon se colocou como ela havia pedido, sentiu-se muito melhor até então — Agora esse seu modo de empunhar! Pelo amor dos deuses, isso não é uma espada, garoto! Não precisa pressionar desse jeito! — Falcon soltou um pouco a pegada  — O modo que seu braço está posicionado também é errado! Tudo é errado!.

Norfalcon corrigiu a postura, ajeitando as pernas da forma com a instrutora indicou. Sentiu novamente o peso do arco de madeira e da flecha, encaixando-a logo em seguida. Certificou-se de quê o projétil não iria escorregar quando em contato com a borda do arco, então o ergueu. Um, dois, três, contou mentalmente. Com um leve suspiro, soltou delicadamente a flecha, que voou rapidamente em direção ao centro do primeiro alvo. Bingo.

— É isso! É isso — berrou a caçadora, surpreendendo Norfalcon com o entusiasmo — Agora, continue. Faltam dois e poderá ir.

Falcon avançou em direção ao segundo alvo. Repetindo todo o exercício anterior, ergueu o arco. Fez uma nota mental de soltar a flecha com delicadeza, afinal, arquearia é o esporte dos deuses. Observou a flecha voando por todo o Campo de Marte a atingindo a parte lateral do alvo, a 3cm do alvo central. Sorriu diante disso; estava, definitivamente, melhorando. Com a autorização da caçadora, avançou para o último estágio do treinamento. Só nesse momento parara pra observar os outros semideuses que treinavam ali: ele havia sido o primeiro a atingir o terceiro estágio da tarefa.

Desejoso de sair logo do treinamento para ir almoçar, preparou o arco novamente.Ergueu o braço esquerdo em direção a aljava em busca de mais uma flecha; era de madeira, portanto, facilmente retirável. Nota mental: praticar retirar os projéteis mais rapidamente da aljava, lembrou-se. Posicionou o objeto de tiro no encaixe do arco e o ergueu, flexiando a corda até atingir na altura da bochecha. Preparou-se para o tiro. Novamente, sentiu a aproximação da caçadora.

— Não, não! — disse, agora num tom mais calmo  — Use três dedos para puxar a corda, não dois! — ele cumpriu a tarefa no modo informado, com toda certeza com mais facilidade e sorriu em seguida, quando a flecha zuniu alegre em direção ao centro do último alvo. Norfalcon sorriu, feliz, afinal não estava tão enferrujado como achava.

O som de uma corneta de concha ressoou pelo acampamento, inclusive pelos Campos de Marte. Era hora do almoço, fim do treino. Norfalcon despiu-se das armas do camping e juntou-se com o restante da Legião, satisfeito consigo mesmo, marchando em direção ao refeitório.



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