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Aula Fixa I - Pericia com Arcos

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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Eiva Weinz Aodhaigh em Ter Jul 11, 2017 1:17 am


Archery.


A luz da tarde já alcançava o ambiente harmonioso que se encontrava. Era um dia confortável para se andar entre os bosques ou fazer um tour pelo acampamento inteiro, porém, como fora imposto anteriormente, Eiva deveria ter novos hábitos educativos e devido à isso, lá estava ela; Pronta para mais uma aula, dessa vez, de Arquearia. Por ter um ótimo conhecimento com lanças e espadas, a prole de Zeus deveria procurar outras maneiras de combate. Arquearia era um assunto muito interessante para ela, visto que sempre achara bonito e elegante o modo que tal perícia era efetuada. Seria sua segunda aula oficial, e a garota estava realmente ansiosa para absorver uma nova habilidade.


Havia poucos semideuses que permaneciam no local de aprendizagem, entre eles, a líder das Caçadoras de Ártemis se mantinha atenta e curiosa para todos os alunos presentes. A aula já havia começado e era interessante o modo que a instrutora se focava naquela situação... Portanto, não demorou para que a novata se colocasse à aprender.

Dirigiu-se até um pequeno estoque de arcos, flechas e aljavas que descansavam em um canto qualquer do local. Elevou seus dedos para um arco excepcionalmente lindo de madeira clara. Para sua surpresa, o instrumento era leve e simples, constituía-se de uma meia lua com - aproximadamente - 100 centímetros de altura e uma corda firme, porém, bem fina de algum material parecido ao couro. Era simplesmente majestoso o modo que o instrumento adaptou-se na palma feminina devido à sua figura anatômica. A aljava escolhida foi uma bolsa média de couro, que se encaixou nos ombros e costas de Eiva e possibilitou uma movimentação graciosa à medida que a prole de Zeus curvava seu antebraço em busca de uma flecha. Havia 10 delas, todas normais e bem afiadas, com uma coloração parecidíssima com o arco em si. Era uma combinação perfeita.

Após ter resolvido seus primeiros passos, Eiv colocou-se na direção dos demais semideuses, escolhendo uma pequena vaga que ficava à vinte metros do alvo, sendo sua posição inicial. Por ter chegado um pouco mais tarde na aula, teve de observar os atos alheios para que entendesse o intuito daquela lição, compreendendo-a como uma missão de três fases. Não era sua primeira vez segurando um arco, por isso, soube se situar de forma ereta e composta, colocando sua lateral do corpo na direção do alvo enquanto seus braços e mãos buscavam a primeira flecha na aljava. Ao sentir o latejante toque com a pequena lança, puxou o objeto para cima, impulsionando o mesmo até que ele fosse em direção à corda de couro que se mantinha firme à meia lua. Eiv, à medida que respirava fundo, posicionou a flecha em seu devido lugar e esticou a corda lentamente até que a mesma chegasse perto de seus lábios. Estreitou os olhos, procurando uma mira impecável na parte amarela do alvo e, com um movimento firme e rápido, soltou a corda, liberando a flecha no sentido de sua mira. O objeto, que voou ligeiramente para seu destino, cravou-se na parte vermelha do alvo, muito próximo à área amarelada. Porém, aquilo não era suficiente para uma bela filha de Zeus. "Que merda", pensou, enquanto torcia seu nariz e memorizava o erro efetuado. "Mais para esquerda talvez?" perguntou a si mesma no mesmo instante que elevou novamente seu braço para capturar outra flecha.

Posicionou sua segunda tentativa junto à corda amarronzada e esticou sua coluna, elevando mais seus braços do que a última vez. Por ter memorizado seu erro, direcionou à ponta da flecha um pouco mais para o lado esquerdo, no intuito de cravá-la na parte amarelada daquela vez. Manteve-se com sua lateral do tronco ereta ao respirar novamente e soltar o ar de maneira lenta. Fechou sua pálpebra esquerda, mantendo apenas um olho na mira desejada e soltou a corda, escutando o fino zumbido que a mesma fazia após a flecha ter sido impulsionada. Para seu alívio mental, dessa vez, o objeto cravou-se no centro do alvo, totalizando dez pontos do acerto referido com mais oito de sua penúltima tentativa. Eiva sentiu-se bem com sua mira e deixou um sorriso escapar de seus lábios. — Deuses, isso é maravilhoso. — Balbuciou em um timbre baixo, referindo-se à sensação positiva de ter acertado seu alvo.

Andou em direção à sua segunda missão, os trinta metros. Eram apenas dez metros de diferença, e Eiv garantiu-se que acertaria aquele alvo por questão de orgulho, então, posicionou-se da mesma maneira que antes, tendo certeza de esticar o quanto podia sua coluna para que sua postura ficasse impecável aos olhares da instrutora. Faltavam apenas oito flechas, e a filha de Zeus pretendia usar no máximo 3 delas até o final da aula. Repetiu os mesmos movimentos de captura da flecha e instalou o objeto na corda firmemente, esticando-a até sua bochecha para que houvesse um alcanço maior de velocidade e então, soltou o objeto, que zumbiu em seu caminho até acertar a parte amarela, mas na pontuação nove. Apesar de sua memória estar fresca sobre o último movimento que efetuou, não fora o bastante para que ela acertasse em cheio. "Credo." elevou suas sobrancelhas e negou com a cabeça, questionando-se o porquê de sua existência à medida que andava para seu último alvo.

Os quarenta metros nunca pareceram tão difícil para Eiv. Já havia arremessado adagas e até lanças nessa distância, mas nunca com a precisão de um arco. Era desafiador o modo que a prole competitiva se portara naquela situação, intrigando-se com seu próprio rendimento precário. Após tirar os pensamentos negativos de sua mente, se pôs à última missão, capturando uma flecha em sua aljava e fixando-a na corda fina. Ergueu os ombros, inflou seu peitoral à medida que o ar foi entrando em seus pulmões e esticou o fio à sua frente com seu braço direito, flexionando-o até que a corda friccionasse sua orelha. Pôde sentir sua mão trêmula e demorou alguns segundos à mais para reconhecer sua mira, mal conseguindo visualizar os pontos descritos em cada área do alvo. Por fim, soltou a flecha, que cortou o ar rapidamente, acertando a parte azulada de seu objetivo. Eiva ficou decepcionada com seu rendimento, mas não abalou-se. Rapidamente, colocou outra flecha no eixo da corda rígida e a liberou, observando-a se fixar na parte vermelha do alvo. — Mas que porra é essa? — Questionou-se, incrédula. Era quase que uma ofensa ter errado por duas vezes seguidas e isso só fez com que uma eletricidade estimuladora atravessasse o corpo de Eiva, que balançou sua cabeça bruscamente em busca de foco.

Agarrou outra flecha, colocando-a entre os dedos indicador e médio à medida que a posicionava no mesmo instante que puxou a corda, fazendo-a roçar em sua orelha levemente junto de seus dedos. Respirou por, mais ou menos, um minuto e meio, fixando seu olhar na mira amarelada com a inscrição de "10" enquanto clareava suas idéias, "Não erre, estúpida." xingou-se mentalmente antes de soltar à corda de maneira firme, sentindo o impacto da impulsão da flecha que zumbiu em seu caminho antes de acertar a área de maior pontuação do alvo, deixando Eiva com um sorriso enorme em seu rosto. Havia gastado uma flecha a mais do que gostaria, mas mesmo assim, o resultado foi satisfatório.


Deixou os instrumentos no mesmo lugar onde os encontrou, despedindo-se tristemente daquele belo arco. Em sua mente, a partir daquele momento em diante, ela seria uma ótima aluna presente das aulas de Arquearia. Havia se interessado mais ainda pela arte ensinada e pelo modo que lhe dava paz e harmonia. Era essa arma que ela escolheria como perícia, sem dúvidas.



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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Theodore C. Daugherty em Ter Jul 18, 2017 4:25 pm


The beginning of an art


De todos os pontos fortes que Khaléo apresentou em combate desde a sua chegada ao acampamento, a arqueria era um dos que mais o deixavam inseguro. Quando se tratava de espadas, socos e chutes, o filho de Belona sabia muito bem por onde começar, mas atirar com o arco era algo que ele só tinha tentado uma vez em toda a sua vida, aos nove anos de idade. Era uma boa lembrança, ainda que não sirva muito bem para uma experiência de treino real como estava para ter.

Trajando pela primeira vez a armadura que ganhou de sua mãe, caminhou até a arena confiante de que faria um bom trabalho. A armadura agilizou o processo, já que diferente do que uma armadura normalmente faria, essa aumentava a agilidade do semideus. Ele imaginava que não aumentaria a sua precisão, mas não custava tentar. Afinal, em um combate real, ele provavelmente estaria usando a armadura.

Assim que chegou à arena, notou que alguns semideuses já estavam treinando. Imaginando estar atrasado, caminhou até a mulher que lhe foi indicada como instrutora tentando parecer confiante, o que não deu muito certo já que a mulher o encarou de cima a baixo com uma sobrancelha arqueada como quem tenta entender o que ele estava fazendo atrasado e com uma armadura daquelas em um treino de arco.

— Boa tarde. – arriscou dizer com um sorriso no rosto.

— Boa. – a mulher respondeu quase que de imediato. — Está atrasado, mas as lições de hoje são simples. Pegue um arco e uma aljava, imite a postura dos demais campistas e tente acertar os alvos de 20, 30 e 40 metros, respectivamente. Boa sorte, romano.

“Uau, direta ao ponto...” –  Khaléo pensou enquanto  dava as costas para a mulher e caminhava em direção aos equipamentos apontados por ela. Ali estavam presentes alguns tipos de arco diferentes, e ao ver que o que reconheceu como composto parecia complicado, acabou optando por um recurvo de cor prateada. A aljava não lhe importou muito, agarrando a primeiro que viu contendo flechas comuns. Imaginava que era melhor começar por baixo.

Depois de equipar a aljava, Khaléo agarrou o arco com a mão direita e caminhou até o ponto de tiro não utilizado mais próximo, olhando em volta para relembrar-se de como era o posicionamento adequado. Feito isso, tentou dar o seu melhor para imitar os demais campistas, ficando quase que de lado para o alvo, com as pernas separadas. Passando o arco para a mão esquerda, agarrou com a direita a primeira flecha que atiraria e a encaixou na corda do arco.

Antes de atirar, o garoto buscou em sua memória as informações que tinha recebido aos nove anos, lembrando-se apenas de algumas delas. Então, após respirar fundo, levantou o arco de maneira que a flecha alcançasse a altura de seu olho direito, apontando-a para o alvo mais próximo de si. Feito isso, prendeu sua respiração e fechou o olho esquerdo para que sua mira fosse mais precisa para então soltar a corda do arco.

A primeira flecha atingiu o alvo, mas estava há uma distância mediana de seu centro. Não contente, Khaléo sacou mais uma flecha e repetiu o procedimento, prendendo a respiração nos últimos segundos antes de atirar. Dessa vez, faltaram poucos centímetros para o centro do alvo. Exibindo um sorriso bobo, encarou de longe a instrutora e notou que ela o observava, medindo o seu desempenho. Isso fez com que ele começasse a cobrar mais de si mesmo a partir daquele momento.

— Vamos lá então. Você consegue... – murmurou para si mesmo enquanto preparava o arco se posicionava no segundo ponto de tiro a fim de acertar o segundo alvo. A distância não era muito maior, e ele sabia que para acertá-lo bastava subir um pouco a mira do arco uma vez que o vento não estava interferindo muito na trajetória da flecha. E assim o fez. Posição, respiração, tiro, alvo. Dessa vez seu tiro acertou o centro de primeira, e por mais que estivesse tentado a comemorar, sabia que não existiam muitos motivos para fazê-lo apenas por ter acertado um alvo imóvel.

Sem se dar o trabalho de olhar mais uma vez para a instrutora, caminhou até o terceiro e último ponto. Desta vez, nesse pequeno período de tempo, o vento estava um pouco mais forte e interferia na trajetória, ainda que minimamente. Tendo isso em mente, dessa vez sua mira não só subiu um pouco como também foi levada mais para a direita, a fim de zerar os efeitos do vento que atingiria a flecha em seu percurso.

Dessa vez a sorte não foi tão grande, ainda que o erro não tenha sido dos maiores. Ao ver a flecha se cravar na ponta do alvo, soltou um suspiro longo enquanto revirava os olhos e mais uma vez se reposicionava. Voltando o arco para a posição do último tiro, moveu a mira alguns poucos centímetros para a esquerda e mais uma vez soltou a corda de seu arco. A flecha então aproximou-se muito mais do centro, cravando-se a poucos centímetros deste.

Contente com os resultados relativamente rápidos, Khaléo caminhou até a instrutora com um sorriso bobo no rosto. Ele sabia que ela definitivamente não esperava um bom desempenho do novato de armadura.

— E então? O que eu faço agora? – perguntou.

— Na verdade nada, parabéns pelo trabalho. Mais tarde iniciarei um treinamento um pouco mais avançado. Apareça e veremos como se sai com desafios mais complicados, ok?

Khaléo arqueou uma sobrancelha. Ele sabia que caçadoras não se davam bem com homens, mas aquela mulher realmente parecia ter algo contra ele. Ao menos por enquanto. O interesse deu ao filho de Belona a sensação de que a impressão que ela tinha dele ainda poderia ser revertida.


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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Qui Jul 20, 2017 2:49 pm

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Eiva Dähl Bouwknech 
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Khaléo B. Hawkens 
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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Luna Minn em Seg Jul 31, 2017 2:04 pm




Archery Classes

mire, respire e solte



Arquearia não era bem a coisa que eu tinha mais experiência, ou melhor, é uma coisa que eu não tinha experiência nenhuma, provavelmente teria que pedir muita ajuda da instrutora com relação à postura correta e os demais detalhes. Confesso que eu tinha um certo medo em pegar um arco, parecia ser uma coisa muito poderosa, algo que poderia facilmente ser acertivo ou extremamente falho. Já tinha ouvido dizer que os arcos, assim como os bastões tinham o seu peso e sua flexibilidade, e era necessário equilibrá-lo para se obter a postura perfeita, tanto do próprio corpo, quanto do arco em si. Em minha imaginação eu conseguia soltar até mesmo flechas que viravam uma bola de fogo, ou uma que matava assim que penetrava a pele do inimigo, por conta de venenos mortíferos e coisas do tipo, mas bem, na realidade não era bem assim.

Eu sempre achei incrível a habilidade que as caçadoras tinham com o arco e a sua relação com o conjunto todo, era como se elas tivessem nascidos para a prática da arquearia e faziam tudo parecer tão fácil e simples sem nenhum esforço que eu me perguntava se arquearia era mesmo tão difícil como aparentava ser. Desta forma, adentro a arena, onde alguns semideuses já se reuniam com seus arcos, e alguns com arcos emprestados do arsenal, que era exatamente onde eu deveria ir para pegar um para a prática. Cumprimento alguns dos campistas que eu conhecia no caminho até o arsenal e então ao chegar lá me deparo com uma infinidade de arcos, flechas e aljavas, o útimo tudo muito parecido, feito de couro com a mesma forma, a única coisa que mudavam eram as cores, indo de claro até escuro.

Pego uma aljava marrom médio e coloco-a sob o ombro sentindo razoavelmente o pesar do objeto, partindo então para as flechas, na minha opinião, as flechas com pontas mais finas tinham melhor estabilidade no ar, mas não sabia se o peso delas era o suficiente para ir longe, então procuro pelas flechas medianas, as mais simples que pude encontrar, encho a aljava de flechas e então o peso que era suportável ficou um pouco incômodo, mas nada que me atrapalharia no final das contas, e eu sem dúvidas precisaria de várias flechas para conseguir acertar o primeiro alvo. Passo para a sessão dos arcos, haviam inúmeras variedades deles, o que me deixa um pouco confusa sobre qual deveria escolher. - Droga, e agora? - Falo comigo mesma, e então mordo meu lábio inferior passando o olhar para os arcos que tinham no máximo metade da minha altura, respiro fundo e então começo a pegar os arcos, sentindo sua estrutura, se eram grandes, pesados, rijos, flexíveis, enfim, checando tudo antes de me decidir por pegar um arco menor, do tamanho da parte superior do meu corpo, era um arco flexível, feito de madeira, era um arco mais fácil de ser carregado, mais leve do que os outros que peguei anteriormente.

Voltei para a arena, que estava dividida em três grandes sessões, os alvos estavam em distâncias diferentes em cada uma delas. Eu via que os semideuses já estavam praticando seus arremessos, os alvos se moviam para os lados, o que me dava a ideia de que eu precisaria estudar os movimentos e velocidades antes de mesmo pensar em atirar. Vou para a primeira sessão, de 20 metros pelo o que pude entender, não parecia tão longe, quanto os demais alvos, o que poderia ser uma coisa simples. Eu não tinha noção alguma de como deveria me posicionar para a começar a atirar, então procuro pela professora, Emanuelle, ela era uma caçadora, o que a fazia se diferenciar no meio da multidão era suas tranças. Assim que a encontro, falo em bom tom. - Com licença, Emanuelle? Você poderia me ajudar com a minha postura? Não tenho ideia de como fazer. - Peço educadamente, mantendo uma distância respeitosa entre os corpos, com medo de me aproximar mais do que eu deveria, a aura dela passava essa sensação de “fique longe de mim”.

- Só um minuto… Qual é o seu nome mesmo? - Percebo que ela estava ocupada com outros semideuses e então respondo-a gentilmente. - Luna, meu nome é Luna. - Espero-a terminar de ajudar os demais semideuses e então reparo que ela finalmente começa a me dar uma atenção separada. - Certo, Luna, segure o arco como você acha de deve segurá-lo, fique na posição que você acha ser correta, por favor. - Ouço-a e assim o faço, fico na posição, com uma perna mais à frente do que a outra, com os joelhos esticados totalmente, seguro o arco longe do meu corpo e puxo a flecha com o meu ombro tenso, fazendo-o estar alto. - Dobre seus joelhos, o da perna da frente mais do que o de trás. - Faço o que ela diz e então continuo ouvindo as dicas. - Agora por favor, relaxe seu ombro, se continuar com ele assim além de dor você somente vai acertar o chão com essa flecha. - Respiro fundo tentando relaxar e então faço um movimento circular com o ombro para baixá-lo até ele parecer estar em uma posição confortável. - Para puxar a flecha vou pedir para que você utilize o seu queixo como apoio, vai fazer uma diferença incrível na hora de atirar, e, mire apenas com um olho, assim a flecha vai exatamente onde você espera que ela vá! Respire fundo antes de soltar. - Faço o que ela me pede e então, espero a hora perfeita para atirar a flecha, assim que o alvo entra em meu campo de visão, respiro fundo e solto a flecha e ela por pouco, muito pouco não acerta a bola vermelha que havia no centro. - Muito bom! Você pode passar para a segunda área agora, Luna, caso precisar de mais alguma coisa, é só me chamar. - Dou um sorriso para ela e agradeço enquanto ela se virava para ajudar um outro semideus.

Vou para o segundo departamento, agora os alvos estavam mais longes do que o primeiro, mas ainda se moviam na mesma velocidade e padrão que o primeiro alvo. Me posiciono da forma que fui ensinada, prestando atenção ao meu ombro, que no momento anterior havia sido o meu maior problema, e então respiro fundo novamente, espero o alvo aparecer no meu campo de visão, e atiro, desta vez a flecha crava no centro do arco, o que me faz exclamar baixo - Isso!! - E comemorar com a mão que não segurava o arco. Com um sorriso no rosto passo para a próxima área. E Deuses! Parecia que estava a quilômetros de distância, tinha sorte de não ter problema nenhum com a minha vista. Passo a língua pelos lábios e me preparo novamente, pegando um local estratégico para melhor visualizar os alvos.

Assim que miro no alvo, agora tentando acompanhá-lo no movimento que fazia, respiro fundo e solto a flecha, o som que a fecha fazia ao cortar o ar era incrível e assim que olho para onde minha flecha acertara, comemoro novamente, não estava exatamente no centro do alvo mas um pouco mais ao lado, para mim isso era mais do que o suficiente. Eu estava feliz em ter praticado arquearia pela primeira vez nada vida, e não me deixaria desanimar por conta de um “quase”. Eu sabia que em situação de batalha isso não seria muito bom, afinal, estaria lidando com pessoas de verdade que possuem lugares definidos para ser fatal.

Logo que finalizo o treinamento, volto ao arsenal, simplesmente para devolver tudo o que eu havia pêgo. Guardo tudo em seu devido lugar, devido à minha mania de organização coloco tudo exatamente onde encontrei, da forma que encontrei, resisto ao impulso se organizar as flechas todas com a ponta virada para cima e então saio do arsenal e volto para a arena. Me despeço de Emanuelle, que ainda estava ocupada, com um simples acenar de mãos e um sorriso grato pela ajuda e volto aos meus afazeres diários.


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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Ariel Sehn Kahlfels em Ter Ago 01, 2017 5:45 pm


I hate
when the
moments
expected

&
A mentalista atravessou a passagem da arena tentando não atrair atenção, falhando em alguns aspectos. A discrição lhe era uma dádiva, mas, infelizmente não podia se esconder para sempre. Era a primeira vez que se aventurava em progredir na habilidade - a primeira que tinha procurado desenvolver quando era uma recém chegada - ainda em transgressão. Se lhe dessem uma espada, lutaria como uma desbravadora fiel, mas quando o assunto voltava-se para a arquearia, tornava-se uma completa mórbida hostil capaz de decapitar um pobre inocente por puro descuido. Já havia sido boa, um dia. Os passos tornaram-se lentos na medida em que aproximava-se do grupo formado para executar a aula do dia, e quando as íris claras num tom de azul céu encontraram a instrutora, teve de apertar o maxilar. Sempre era difícil olhar para Emmanuelle. Principalmente quando uma quantidade considerável de pessoas voltavam suas atenções para isso.

Não procurou um lugar logo na frente, ou entre os amistosos. Ocupou uma distância segura, com bons metros separando-as. Porém, nada podia fazer com a compulsão por observá-la. Tirou proveito das instruções, prestando atenção, ainda que os olhos não encontrassem outro caminho, se não nos lábios que moviam-se sabiamente, ensinando e alertando sobre o que deveria ou não ser feito. A tenente encontrava-se séria, como sempre estava, mas para Ariel - que já tinha lhe visto em diversas maneiras diferentes - aquilo era.... Uh. Pensou por uma terceira vez - sim, tinha pensado mais duas antes de estar ali - se estava fazendo a coisa certa. Poderia muito bem pedir por um treino particular, mas sabia que precisava mostrar um pouco de controle. Desviou o olhar dela, pensando sobre o armamento que deveria usar. Há algum tempo tinha sido presenteada com algo que, agora, seria útil de alguma forma. Segurou a estrela de Davi pendurada numa corrente prateada em seu pescoço, apertando-a como se buscasse por algum reconhecimento. Quando sentiu o material esfriar repentinamente, puxou-o dali e em poucos segundos o arco projetou-se em sua mão. A aljava já encontrava-se em suas costas, presa por uma tira transversal no tronco, com flechas transformando-se em outras, com pontas extremamente finas e letais.

Quando viu que ninguém iria se dispor para início da aula, abriu passagem ao caminhar até o centro, os olhos mantidos numa distância segura da caçadora para manter intacta sua própria concentração. Mas, não divagou ao mirar-lhe os olhos cristalinos por alguns segundos. Cerrou o maxilar, buscando uma flecha com a mão direita, encaixando-a na corda. O material tratava-se de prata pura, não pesando muito mais que uma moeda, o que lhe indicava uma projeção feita pelas mãos divinas. O mesmo se dava para o arco, com uma curvatura tão perfeita que no menor toque para a fina linha que o remediava, uma melodia angelical poderia ser ouvida.

Respirar fundo, puxar, projetar, mirar, soltar. — repetiu para si mesma o mantra que, há exatos sete anos usava. Não era uma coisa tão simples ter que coordenar a própria mão, principalmente quando tinha de manter o arco numa linha reta, ou acabaria perdendo a postura. Olhou de lado, encontrando o mar tranquilo nas íris de sua instrutora, assentindo para que permitisse os primeiros lançamentos. Não foi difícil. Acertou a primeira bola, mas não a perfurou no centro. No recanto direito o buraco se abriu, tão fino quanto a própria ponta da flecha, que não causou um estrago estrondoso, o que já não poderia dizer o mesmo referente ao dano.

A própria mente encontrava-se bloqueada, como numa rádio não sintonizada naquele momento. A última coisa que queria era estar no meio de conversas paralelas bombardeando a própria cabeça como uma multidão agitada no meio de um jogo de beisebol. Propagou a atenção na própria mão de força, puxando a flecha para trás quando a segunda flecha foi lançada. O material de prata cortou o ar, zunindo como um pequeno inseto, tão veloz quanto a própria capacidade de enxergar pequenas partículas em movimentos avançados. A bola fora atingida com precisão, apesar de ter sido penetrada no mesmo lugar que a bola anterior. Era bom, mas não o suficiente. — Se parasse de pensar na instrutora por um segundo... — resmungou consigo mesma, baixo o suficiente para que ninguém ouvisse as palavras que deixavam sua boca.

O próximo passo consistiu em desviar das bolas que eram atiradas em sua direção, tentando acertá-las. Fez o processo em etapas distintas, cortando a dúvida do que fazer para realmente agir como uma semideusa. Afastou-se vários passos, colocando uma distância segura entre si mesma e a máquina. Os primeiros disparos foram consideravelmente menos complicados, para não dizer mais fáceis. Não eram. Conseguiu desviar e disparar flechas, mas nem todas atingiram as bolinhas. Ornamentou alguns saltos, giros e movimentos coordenados para livrar-se das colisões, mas aquele não era o único contexto da aula. Ainda sim, tinha em mente que havia feito o suficiente para progredir com a habilidade. Por este motivo, seguiu com a oportunidade oferecida pela filha de Poseidon e instrutora, reunindo as flechas de volta à aljava, seguindo para o outro lado da arena, onde os alvos encontravam-se postos às suas distâncias.

Nos próximos segundos esteve lado a lado com a morena, olhando-a diretamente nos olhos. — Então eu escolho um alvo e atiro? — A expressão de completa seriedade partia de ambos os lados, mas havia algo no olhar da latina que era alarmante para a caçadora, que assentiu para a pergunta. A atenção da massa de campistas ali presentes era transferida para suas atividades, dando-as aquele tempo para um diálogo, curto, mas um. O olhar ministrado por Manu era transparente. "Não apronte." Ariel fitou-a por mais algum tempo, tendo ciência de que aquilo sempre a desconcertava, o semblante reflexivo.

Diria algo, mas conscientizou-se de que aquele não era o lugar e nem o momento para tal, por isso virou-se de lado, pronta para começar a ação, mas refreando-se para, mais uma vez, encarar a filha dos mares mais forte daquele acampamento. Olhou-a dos pés a cabeça, arqueando a sobrancelha sugestivamente. Soube que a atenção de um dos semideuses procuraria pela instrutora, então afastou-se muito antes de notarem a aproximação das duas. Já estava próxima do lugar preparado para a escolha daquele alvo, de vinte metros, quase no centro dos outros. Era o único livre, afinal. Resmungou internamente, projetando pequenos movimentos nervosos na ponta dos dedões. Sempre acontecia quando retraía-se diante da atenção externa. A ponta da flecha estava mantida no peitoril do alvo, sobre a onda ventricular da base, onde o vento o corresponderia no angulo graúdo perfeito. Soltou o tiro, acertando o centro sem uma dificuldade aparente. Precisou lembrar a si mesma de manter o punho firme. Tanto o que puxava a flecha, como o que circunstanciava a sua mira no arco.

Okay. Posso fazer isso.

Podia? Teria a resposta com o lançamento para o de trinta metros. Não era uma distância gritante, visto a anterior, mas abrigava uma preparação mais exata para o tiro. Não teria aquele tempo, num caso real, englobando uma situação que não poderia ser favorável. Olhou para o lado, de esguelha, encontrando Emmanuelle observando com cautela. Encarou de volta, arqueando uma sobrancelha, mas trouxe de volta a atenção para o alvo. Ergueu os braços, apontando na mesma posição de antes. Porém, fez uma pequena reclinação com o punho, uma vez que a distância havia tornado-se maior. Pouco, mas ainda sim, maior. Quando disparou a flecha, a respiração saiu junto, lenta. Podia ouvir as batidas do próprio coração enquanto a ponta cravejava no centro do alvo.

Empenhou a terceira flecha, do terceiro e errôneo disparo para o alvo de quarenta metros. Precisava de uma mira melhor, mas o vento não ajudava. Mais forte, tornara-se um obstáculo. Como tratava-se de uma progressão para a habilidade, iniciou um processo onde poucos optavam por seguir caminho; fechou os olhos, silenciando corpo e mente para conseguir encontrar a rota certeira. Ergueu o arco, o punho firme mantendo-o apontado para a direção leste, enquanto a mira encontrava-se ao norte. O vento estava leve, ainda que as brisas friorentas evidenciassem que a qualquer momento poderiam mudar aquela constante. O som do ar raspando em suas orelhas eram acolhedores, apesar de não gostar tanto da sensação. Permitiam que a semideusa ouvisse o que precisava, tanto é, que no exato momento em que tinha captado a frequência de suas ondas, o punho endireitou-se para o ponto onde o alvo se encontrava. Disparou. Soltou a flecha com tanta força, que ela atravessara o alvo, perdendo-se por algum lugar da arena.

Olhou para o objeto em sua mão, sentindo-se um tanto orgulhosa por ter conseguido. Já havia tido um longo dia, e ainda que o corpo precisasse de um pouco de descanso, nunca arrependia-se de completá-lo no final com uma atividade que fortaleceria suas habilidades. Era renovador. E se não fizesse isso, não seria Ariel. Ligou os olhos aos da instrutora, assentindo brevemente, enquanto preparava-se para ir embora.



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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Scarlett M. Hansdatter em Seg Ago 07, 2017 11:17 pm


Between light and darkness

Era um dia agitado para Scarlett, e ainda estava apenas começando.  Todos os momentos intermediários entre suas personalidades eram angustiantes, e nenhuma conseguia tomar controle por muito tempo no dia em questão. Ainda assim, ambos os extremos estavam determinados a começar o treinamento. Queria entender mais sobre o mundo a sua volta, mas sabia que para isso tinha que ser forte e aprender a sobreviver a ele. As vozes em sua mente estavam começando a dar uma forte dor de cabeça na garota, quando finalmente, ao chegar à arena, uma delas tomou posse de seu corpo. Ainda que nunca mais tivesse sentido a verdadeira paz de espírito que sentiu ao conversar com Joyce em sua chegada no acampamento, era muito mais confortável quando um de seus lados dominava.

— Agora sim, vamos brincar. — disse para si mesma enquanto encarava os alvos que constantemente eram atingidos pelos campistas que já haviam começado o treinamento. O ambiente ao mesmo tempo em que a animava, a decepcionava. Sua vontade de acertas alvos que pudessem gritar era real, mas sabia que teria que se conter, afinal, era a novata ali.

Traçando seu caminho para o local onde os arcos eram guardados, observou-os por breves segundos enquanto analisava suas estruturas. Aquilo ativou um pequeno gatilho em sua memória perdida, fazendo-a perceber que de alguma forma entendia sobre aquela arma. O sorriso em seu rosto tornou-se ainda maior. Agarrou então um arco recurvo com uma pintura escarlate que brilhava, chamando sua atenção no meio dos demais. Feito isso, agarrou também uma aljava simples e a equipou com facilidade, deixando as flechas com acesso fácil para sua mão direita.

Agora que estava armada, e mais confiante do que nunca, encarou o espaço à sua volta, lendo o ambiente para entender o que estava sendo feito na aula em questão. Logo ficou claro que existiam três alvos em diferentes distâncias para aumentar a dificuldade gradativamente. Optou então por não perguntar nada a ninguém e caminhar até o ponto de tiro mais próximo para começar o treinamento.

Assim que chegou ao local esperado, posicionou-se para atirar instintivamente e então se concentrou no peso do arco em questão. Não era dos mais leves, ainda que não fosse prejudicialmente pesado. Tendo isso em mente, usou sua mão direita para agarrar a primeira flecha, encaixando-a logo em seguida na corda. Feito isso, antes de preparar o arco para o verdadeiro tiro, puxou de leve a corda a fim de medir o seu peso. Com todos os dados estatísticos em mente, levantou o arco, fechou um dos olhos e prendeu a respiração, focando em posicionar a ponta de sua flecha em uma altura que a levasse, quando solta, para o centro do alvo. E assim o fez.

Logo que a flecha saiu de sua arma, a trajetória foi rápida e certeira, no centro do primeiro alvo. Ficando surpresa consigo mesma, parabenizou-se mentalmente pelo ato enquanto caminhava para o segundo ponto de tiro. A distância não era muito maior, e com o mesmo processo de tiro anterior, atirou mais uma flecha certeira que lhe garantiu a passagem para o último nível de dificuldade do treinamento.

— Não é comum encontrar semideusas novatas tão boas assim por aqui. — admitiu uma voz masculina atrás de Scarlett que, por sua vez, nem se deu o trabalho de virar enquanto caminhava para o último ponto de tiro. Aquilo incomodou o garoto que a abordava, mas ele não desistiu. — Eu não queria ser aquele alvo... — comentou em mais uma tentativa de chamar a atenção da garota que permanecia com o foco em seu objetivo. Quando a flecha atingiu o terceiro alvo no centro, a semideusa indefinida finalmente se virou para o garoto com uma expressão um tanto quanto ameaçadora.

— Certamente não. — respondeu de maneira seca antes de deixar o garoto sozinho e partir em direção ao lugar de onde havia retirado o arco. Estava curiosa para descobrir o quão boa conseguia ser com o arco e tinha certeza de que voltaria mais tarde para a segunda parte do treinamento. Enquanto se afastava do garoto, a segunda voz em sua cabeça tornou-se inquieta. Não gostava do jeito com o qual sua parte dominante estava lidando com a situação.






Explicações:
Então, pra você não ficar perdida... A Scarlett possui uma maldição (ainda não está no perfil, mas ela tem...) que separa a separa entre duas formas que seriam "luz" e "trevas". Quando não tomada por uma delas, fica em uma constante luta mental entre as partes... E no treino em questão ela claramente tornou-se o seu lado ruim. Sobre o gatilho de memória, espero que entenda e considere que ela não tem muitas de suas memórias passadas, mas que mesmo sem saber, ela tem uma grande paixão e certa habilidade com arcos. Espero que possa ser compreensiva e me desculpar pela objetividade da coisa, mas o primeiro treinamento é simples. Certamente vou narrar mais dificuldades com o decorrer dos treinos, tendo em vista o aumento de dificuldade de um para o outro.
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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Ter Ago 08, 2017 3:07 pm

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  Luna Minn  
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 Ariel Sehn Kahlfels 
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Scarlett M. Shcwartz  
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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Perséfone em Ter Ago 08, 2017 3:49 pm

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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Frannie A. Blackwell em Ter Ago 15, 2017 9:42 am


Arquearia I


Atenção: esse post é um flashback de quando Frannie é ainda uma recém-chegada no AMS, tendo acabado de ser reclamada como filha de Apolo. Possui 16 anos e não 17 que é a idade atual.


Rezava a lenda que filhos de Apolo eram ótimos arqueiros. O mais próximo que tive dessa modalidade, foi assistindo a filmes como Valente e a Grande Muralha, em que os arqueiros eram personagens principais. Fazia pouco mais de uma semana que as férias de verão haviam começado e tudo ainda era uma grande novidade. Inclusive o arco especial que repousava ao lado de minha cama no chalé de Apolo. Eu não fazia ideia de como manuseá-lo, apesar de meus meios-irmãos dizerem que era algo natural.

Eu ainda precisava testar essa teoria e era por isso que estava ali. Acordei mais cedo que o costume, deixando uma Bela Adormecida, vulgo irmã mais velha, repousando em seu sono profundo na cama ao lado. Costumávamos fazer as atividades juntas, mas ela não tinha dormido bem na noite anterior. Uma parte de mim se recusava a admitir que um pedaço de minha motivação era o fato de querer experimentar primeiro apenas para saber se era seguro para a Charlie praticar algo assim. Ela já havia se machucado quando tentou a parede de escalada e estava com o joelho enfaixado, consequências de seus dois pés esquerdos, mas era inevitável o sentimento de que eu poderia ter impedido aquilo de alguma forma. Pareceu uma boa ideia realizar a aula de arquearia, dado por uma caçadora.

Acredita que elas eram seguidoras da deusa da lua e eram todas virgens e imortais? Pois é, eu também ainda estou processando isso! Contudo, era evidente aquela energia um tanto feroz que irradiava da caçadora a frente de seus alunos. Para a aula havia escolhido um short de corrida e a blusa laranja do acampamento. O meu cabelo estava preso em um coque alto, um tanto frouxo, mas que cumpria sua função de segurar os fios castanhos claros.

Algumas instruções foram dadas e a tenente das caçadoras permitiu que as armas fossem escolhidas. Sim, eu tinha um arco, mas não queria aparecer com um ali enquanto outros poderiam não ter. Não queria chamar atenção demasiada para a minha tímida pessoa, então qualquer estratégia acabava por ser válida. Aproximei-me da estante que exibia os arcos, franzindo o cenho enquanto ajeitava os óculos em meu rosto. Haviam tipos diferentes, que variavam desde a forma ao tamanho. Um deles talvez fosse até mesmo de minha altura, quiçá um pouco maior! Soltei um longo suspiro, seguindo um critério de escolha não muito confiável, mas era o que eu tinha no momento: peguei o arco que era o mais bonitinho.

Um arco recurvo – a voz de Emmanuelle ressoou ao meu lado, quase fazendo-me ter um pequeno susto – Ele armazena mais energia do que os arcos flatbow e longbows. Foi uma escolha inusitada, pois esse é o modelo tradicional. Alguns novatos preferem os que se assemelham aos arcos dos super-heróis ou os que veem nos filmes. Esses são mais os arcos compostos – a donzela morena pegou uma aljava de couro com flechas e esticou em minha direção – Aqui, a coloque nas costas ou preso a cintura, opte pela forma que se sentir mais confortável e ágil.

Aceitei a aljava, checando a forma como se fechava o cinto ao redor do corpo. Em todos os filmes que já havia assistido, em sua maioria as flechas ficavam nas costas. Porém era mais complicado de armar, acabei optando pela opção de prender a aljava de flechas ao redor de minha cintura. Não era algo pesado, mas que provocava uma certa estranheza por nunca ter usado algo desse tipo em meu corpo antes. Peguei o arco que parecia ter um metro e meio de altura, ele não era exatamente leve, mas também não parecia pesar em minha mão. A sensação de conforto era derivada da naturalidade que os outros filhos de Apolo viviam comentando?

Posicionei-me a frente do primeiro alvo, há 20 metros de distância. Experimentei esticar o braço destro com o arco recurvo, meus dedos da mão canhota capturando a corda para retraí-la em teste. Eu queria dizer que recebi uma iluminação divina, sabendo sobrenaturalmente como usar aquela arma agora que a tinha em minhas mãos. A verdade? Eu me sentia um pouco boba e incerta do que estava fazendo. Soltei um longo suspiro, liberando a corda para que os dedos capturassem a primeira flecha. Meus olhos protegidos pelas lentes dos óculos analisavam aquele tamanho e a ponta metálica. Aquilo era relativamente afiado e perigoso.

Era hora de tentar realizar alguma coisa e aprender com meus erros. Estiquei o braço mais uma vez, minha mão segurando firmemente na tira de couro que rodeava o centro da madeira. Repousei a flecha onde julguei ser a posição correta para não acabar machucando a mão que sustentava o item. Ligando o cabo da flecha a corda, retesei o fio grosso sentindo uma certa tensão vinda das extremidades do arco. Inspirei fundo e não pensei demais ao soltar a ponta da flecha, a liberando para o mundo. E assim como muitos jovens, ela se perdeu em um rumo totalmente oposto do que o esperado. Balancei a cabeça tentando passar por aquela frustração. Eu sabia que iria errar, mas não esperava que fosse tanto! Capturei a segunda flecha e já estava a posicionando quando escutei aquela voz repentina ao meu lado.

A sua postura também influencia no tiro – o susto foi inevitável, quase que a flecha caia da minha mão. Olhei para o lado surpresa, Emmanuelle estava ali com um olhar crítico sobre meu corpo, provavelmente analisando como eu estava no momento. Deuses, ela era tão silenciosa que eu não escutei a sua aproximação! – Separe mais os pés, posicione a sua perna dominante um pouco mais a frente e flexione o joelho. Ao retrair mantenha seu cotovelo alinhado ou o ângulo irá influenciar na trajetória da flecha. Tente mais uma vez.

Ok, obrigada – meu tom de voz era educado, mas ainda um tanto encabulado.

Não que eu não aceitasse ajuda, mas desde sempre fiz tudo sozinha ou com Charlotte. Era estranho encontrar americanos gentis e educados, ao menos era essa a ideia que os alunos de meu colégio passavam. Voltei a me posicionar seguindo as instruções da tenente, afastando os pés, flexibilizando os joelhos e prestando atenção no meu cotovelo ao puxar a flecha junto a corda. Eu prontamente tinha sentindo a tensão no arco ser menor, mais confortável e até mesmo mais controlado. Naturalmente um olho havia se fechado, a cabeça tombando levemente para o lado. A mira foi feita de maneira inexperiente, mas assim que soltei a flecha a minha respiração ficou suspensa até ver que meu segundo tiro havia atingindo o alvo. Ok, foi na extremidade, mas o avanço que contava não é?

Emmanuelle pareceu satisfeita, aconselhando continuar a treinar naquele alvo até que eu atingisse o centro. Tendo um rumo, tornou-se um pouco mais fácil para poder traçar um plano de ação. Primeiro fui testando a minha postura, aprendendo sobre os efeitos do que a posição de meu corpo influenciava no tiro. O cotovelo não poderia estar alto demais, ou os ombros muito erguidos. Os joelhos flexionados ofereciam uma mobilidade corporal. Como era uma esportista em minha terra natal, eu sabia que a postura era um dos pontos principais para ter um exercício perfeito. Não foi surpresa ter descoberto que até mesmo a forma como seu tronco estava facilitava ou não no conforto em atirar.

Bom, também tentei atirar sem meus óculos. Sofria de miopia desde bem novinha. Um pensamento passou em minha mente de que a maioria dos filhos de Apolo deveriam possuir uma ótima visão para mirar. Nesse momento veio o cliché de que você não é necessariamente todo mundo. O meu tiro sem óculos quase acertou um sátiro que passava em direção a floresta. Emmanuelle lançou-me um olhar de alerta e prontamente o acessório estava em meu rosto novamente. Não, não era possível atirar sem os óculos. Obrigada pela ironia, senhor destino!

O primeiro tiro no centro veio de repente. A sensação era essa, pelo menos. Depois de ter gastado inúmeras flechas testando e aprendendo, estava quase distraída e seguindo no automático. Posicionei meu corpo de maneira inconsciente, tombando sutilmente a cabeça para o lado, apoiando a flecha no queixo antes de atirar. A mira aconteceu um pouco mais para cima, pois eu sabia – depois de muitos erros – sobre o pequeno desvio em arco que ela fazia em pleno ar. Quando soltei o projétil e ele cortou o ar atingindo o centro, meu coração deu um salto enquanto minha mente ainda processava que eu havia acertado.

Um sorriso orgulhoso estava estampado em meu rosto. Mas assim que percebi que os outros alvos eram ainda mais distantes, deixei um suspiro escapar. Porém, logo a determinação retornou, fazendo-me agarrar a aljava para ir preenche-la com flechas novamente. Eu só sairia dali depois que acertasse pelo menos uma flecha no centro dos outros dois alvos! Talvez o maior aprendizado daquela aula não era apenas acertar o tiro no centro, mas sim que as vezes era necessário ter perseverança e tentativas para se alcançar o sucesso.


E aqui vem os detalhes que quiser colocar, frases, música, com que esteve etc


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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Ter Ago 15, 2017 10:24 pm

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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

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