The Blood of Olympus
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Aula Fixa I - Pericia com Arcos

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Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Sab Mar 25, 2017 1:52 pm


Aula de Arquearia.


Introdução: Arquearia consiste basicamente em qualquer tipo de movimento com o arco, seja curvar, dar forma, manejo dentre outros. Como introdução para as aulas de arquearia não temos muito a fazer, basta saberem que coloquei abaixo algumas dicas de como manusear o arco, para melhor desenvolvimento da aula, de forma que, os campistas podem estar aprimorando seu conhecimento, se alguns já não o tinham, e adquirindo novas tendência. O arqueiro perfeito não é aquele que tem pericia ou facilidade com a arma, mas que aquele que treina com ela continuamente, e se aprimora em usa-la.

Personagem: Emmanuelle para muitos pode aparentar ser um tanto arrogante, não da brechas para conversar que não tenham a ver com instruções de batalha e manuseio de armas. Não se dá bem aparentemente com o sexo masculino, algo comum sendo ela caçadora de Artemis, muito seria e concentrada a garota detesta que a toquem, ou que tentem qualquer tipo de contato físico, caso queira tentar a sorte não se surpreenda se sair sem um braço, perna ou outra parte do corpo.

Dicas de Astucia para aula: O arco é uma arma de longa distancia, portando é normal que muitos se sintam intimidados por não saberem bem como comporta-la. Até porque um arqueiro precisa de certa habilidade, treino, postura dentre outras coisas que podem auxilia-lo para um melhor disparo. Muitos não fazem, ou não treinam arquearia por não saberem o que descrever sobre tal armamento, e convenhamos que dizer, miro, atiro, acerto o alvo se torna algo chato e monômio. Portando, preparei algumas dicas que podem ajuda-lo a descrever sua arma, postura, e deixar a aula minimamente mais interessante.
Manual aqui, ou dicas:

 Descrever altura da arma, peso, a forma com que ela se equilibra em sua mão, arcos tendem a ser diferentes entre si, algumas cortas são mais pesadas e mais rijas, outras mais soltas e maleáveis, depende muito do material com que é fabricada. Descreva a madeira, se ela pesa em suas mãos ou se é de fácil manuseio, algumas fazem aquela curva graciosa, e tem detalhes que as diferem dos demais.

 As flechas e a aljava, um conjunto completo para um arqueiro perfeito, geralmente a aljava do arco é feita de couro, um material resistente o suficiente com uma tira para circular e prender no ombro, tronco ou corpo, algo que permite rápido movimento do arqueiro em campo de batalha. Alguns tem peso mediano, outros são tão leves que quase se tornam imperceptíveis, descreve-los ajuda o narrador a entender a forma com que você se porta diante da batalha.

 Flechas, tipos e tamanhos, existem flechas comuns, especiais, moderadas, moldadas, com veneno, sem veneno, que podem pegar fogo em meio ao ar, incendiar as penas da calda. Cada flecha foi criada com uma percepção diferente, apesar de parecerem semelhantes para muitos, elas não são, tem detalhes que as diferem, como a ponta, que pode ser mais fina, mais rija, mais detalhada. Ou o final dela, que dependendo da forma pode torna-la mais rápida, mais lenta ou mais pesada. Para treinamentos usamos flechas comuns, geralmente de peso médio, por que assim os semideuses podem se acostumar a um peso mediano, e não estranhar quando são tão mais leves ou tão mais pesadas.

 Postura, pernas separadas, geralmente uma um paço em frente a outra, o primeiro joelho dobra o segundo nem tanto. O arqueiro não deve levantar tanto o ombro, e sim mantê-lo em uma posição considerada confortável. O cotovelo deve estar em altura media, e usar o queixo para apoiar o arco pode ser uma ótima saída para sempre acertar o alvo. Mire com apenas um olho, respire fundo e solte, é questão de técnica. Lembre-se de sempre manter a postura firme, o que lhe permite melhor acerto de alvos.

 O alvo, a maioria dos alvos tanto de treino quanto fora tem tendência a ser móvel, isso porque o inimigo não fica parado esperando que você o acerte, na vida real não é assim que funciona. Contabilizar e calcular o tempo da flecha antes de acerta-lo pode ser uma saída de mestre. Tente mentalizar a forma com que ele se move, calculando o tempo que a flecha leva para acertar seu alvo, e só então atire.

 Dica de astucia. O Arco é uma arma de longa distancia, mas nem sempre teremos essa ao nosso favor, por isso, use tudo que estiver ao alcance para vencer uma batalha. Não pode atirar as flechas? Crave-as em seu inimigo, isso mesmo, a use de faca, use as mãos e finque em pontos que alcançar. Não pode usar o arco para atirar? Use ele de porrete, acerte o rosto, tronco, pernas, ele pode ser usado de outras maneiras também. Ser criativo pode ser a diferença entre vida e morte.

Missão: A princípio a aula pode aparecer apenas mais um treinamento comum, com bases iniciais divididos pela arena aberta, e isso acontece justamente por ser uma aula inicial, onde novatos e veteranos se juntam para aprimorar suas habilidades com o arco. A missão é bem simples, vocês devem escolher um dos alvos, divididos entre 20, 30 e 40 metros de distância, e tentar acertar o centro do alvo quantas vezes foram precisas. Comecem pelo inicial – 20 metros – se conseguirem acerta-lo, mesmo que não no centro, mas próximo, poderão passar o segundo – de 30 metros – e pôr fim ao terceiro, ao concluírem estão liberados da aula.

Habilidade: Nome do poder: Pericia com Arcos I
Descrição: Você aprendeu e se desenvolveu com o seu treinamento, e agora já consegue acertar as flechas em alvos com mais precisão, mas tende a ter dificuldades se esses se moverem muito depressa. É recomendado realizar um pouco mais de treinamento. Contudo, seu manejo com arco é muito melhor do que aqueles que nem mesmo treinaram.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de assertividade no manuseio de arcos.
Dano: +10% de dano se a arma do semideus atingir o alvo.

Instruções e Regras:

-Mínimo de 20 linhas e sabemos que são capazes de fazer bem mais que isso
-Essa aula é fixa, diferente das aulas extras da arquearia, portanto não possuem um prazo de respost. Irei avaliar tais aulas a cada 7 dias - caso tenha postagens na mesma - então aguardem o meu tempo de avaliação. Não precisam pedir atualização dessa aula, sempre estarei avisando e pedindo aos ADM's que o façam.
-Duvidas devem ser enviadas por meio de Mp
-Boa aula a todos.
.



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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Quione em Dom Abr 02, 2017 1:54 pm

Modo de avaliação:
Introdução: 420 XP
Informação: 420 XP
Personagem: 420 XP
Missão: 420 XP
Habilidade: 420 XP
Total: 2100 XP ( +30 por aluno) + 500 dracmas (+50 de dracmas por aluno).

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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Hela A. Deverich em Dom Abr 09, 2017 5:33 pm


Arquearia
 ♦ listening Pompeii with Emanuelle & outros alunos♦ words: xxx ♦



Pela tarde, Hela já havia almoçado e dado um jeito no ferimento em sua mão. Agora a garota usava botas que iam até a altura dos joelhos, camisa de algodão e mangas curtas em um tom de cinza claro e jeans de um tingimento escuro bem justas. O cabelo agora se encontrava preso e ao olhar em sua mão era possível notar que ela estava indo em direção à arena para assistir outra das aulas, dessa vez a aula escolhida era a aula de arquearia.

Hela Ahn Deverich poderia ser classificada como uma excelente guerreira no uso de foices, espadas, punhais, adagas, correntes, facas e quaisquer armas do tipo. Mas a garota conseguia ser um desastre quase completo quando se tratava do manuseio de arcos. Isso não se devia ao fato de que ela tinha uma mira ruim, ela apenas conseguia causar mais estragos em si do que no oponente ao usar tal arma.

Então, lá estava ela se aproveitando da boa vontade que a tenente das caçadoras tinha de dispor de seu tempo para ensinar aos campistas como utilizar corretamente tal item.

De maneira atenta a Deverich colocou-se a ouvir as palavras de Emanuelle, conhecia a garota de vista, mas nunca trocara palavras com ela. A postura da filha de Poseidon não intimidava à morena, uma vez que ela própria poderia tranquilamente agir daquela maneira, mas sabia que Emanuelle era bastante rígida e que gracinhas não eram a melhor forma de chamar a atenção da caçadora.

Após toda aquela explicação a menina se colocou em frente ao alvo que estava a 20 metros de si. O arco metálico tinha um peso considerável - mas que não era problema para Hela - seu tamanho era ideal de modo que a filha da magia não sentia-se prejudicada nem por ele ser grande ou pequeno demais, a corda fina e maleável feito por algum material resistente que - possivelmente - era mágico também tornava mais fácil para a garota usar a arma. Ao olhar no “corpo” do arco, podia-se notar o nome de Hela gravado por toda sua extensão em uma caligrafia simples, porém bonita.

A necromante não portava aljava, bastou que ela se posicionasse de maneira correta - com as pernas levemente separadas, a postura ereta, a destra (que segurava a parte metálica do arco) na altura de seu ombro - para que ela puxasse a corda até próximo de seu queixo ao mesmo tempo em que uma flecha de sombras se materializava.

Inspirando profundamente antes de soltar todo o ar, a jovem fechou o olho esquerdo e, após realizar uma mira cuidadosa, lançou a flecha que certeiramente atingiu próximo ao centro do alvo. Bem, aquela distância não era de fato um problema para si.

Então, a menina foi direcionada até o próximo alvo, dessa vez estava com 30 metros entre si e seu objetivo. A postura foi arrumada da mesma forma que antes, Hela respirou fundo uma, duas, três vezes e então lançou a flecha que passou tão longe do centro que ela se sentiu uma piada. Eram só dez metros a mais e sua habilidade de uso da arma piorara drasticamente.

O que ela poderia fazer? Isso mesmo. Tentar de novo.

Preparou a flecha, focalizando bem o alvo antes de se posicionar, dando uma leve flexionada no joelho direito que estava pouco à frente do esquerdo, considerou o fato que abaixar um pouco a mão pudesse ser bastante eficaz também e assim o fez, soltando o projétil logo em seguida. Viu a flecha fincar-se na terceira parte mais interna no alvo e olhou para a instrutora que se aproximava de si. - Quero tentar outra vez. - disse firmemente. Não iria para o próximo alvo até acertar o centro daquele. - Tente outra vez. - a Tenente disse para a jovem, olhando-a com atenção.

Hela se ajeitou uma outra vez, fazendo mira em um ponto um pouco mais elevado do que o que havia feito anteriormente, mas um tanto inferior se considerado ao ponto que usara no tiro de vinte metros. A menina respirou fundo e viu o projétil tomar um rumo certeiro, mais próximo do centro do alvo, abaixou a arma e olhou para a morena que estava a seu lado, assentindo.

Hela prosseguiu para o último dos alvos, olhando ao redor de forma atenta antes de parar no local marcado e arrumar a postura pelo que parecia ser a milésima vez seguida. Admitia que, em uma batalha, ela só saberia usar o arco em momentos de urgência como se usasse um porrete. Seus olhos estavam de um tom escuro de vermelho, porque ela começava a sentir que não nascera para uma arma como aquela. Hela gostava muito mais do barulho do choque das lâminas, do corpo a corpo, da adrenalina correndo na veia enquanto a lâmina passava a apenas alguns milímetros de tirar sua vida.

Ainda sim, arcos eram necessários. Saber lutar com qualquer coisa era bastante necessário. Aquilo, novamente, poderia ser a diferença entre viver e morrer.

Mantinha a respiração presa enquanto olhava para o centro do alvo. Sabia que se lançasse a flecha naquele ângulo ela iria fazer uma parábola e acertar algum ponto perto da borda. Então ela abaixou um pouco o braço, soltando a flecha que, por pouco, não foi certeira. Aquilo estava ficando melhor.

Enquanto preparava uma nova flecha, a menina podia sentir um par de olhos fixos em si. Ainda sim, fez mira novamente, dessa vez, a postura não parecia mais tão rígida, era apenas uma mira a mais e a postura já estava mais automática. O que realmente mudava era que agora a mão de Hela já estava suada, e o arco não parecia mais tão seguro, por isso não foi nenhuma surpresa quando ela viu a flecha tomar um rumo completamente diferente.

Soltou o arco, vendo-o voltar para a forma de colar e limpou as mãos. Dessa vez, o segurou com a esquerda, já que possuía mais habilidade com tal. Não foi nenhum surpresa quando ao - rapidamente arrumar a postura e - fazer mira, a menina logo soltou a flecha. Esta passou longe do centro e Hela apenas puxou a corda, soltando um segundo projétil, que foi seguido por um terceiro, um quarto e um quinto, antes que ela se desse por satisfeita.

Recuou dois passos e puxou a corda translúcida, uma outra vez a flecha saiu em direção ao alvo, finalmente acertando o centro. Então a morena apenas devolveu o arco ao seu lugar original antes de sair do local.

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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Qua Abr 26, 2017 12:36 pm

Modelo de Avaliação
Criatividade: 40
Ortografia: 40
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Total: 150 exp
Bônus: + 50

Hela A. Deverich
Criatividade: 35
Ortografia: 35
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Total: 130exp
Bônus: 20 = 150 xp



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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Psique em Qui Abr 27, 2017 2:44 pm

ATUALIZADO


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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Elyse D'Ávila em Dom Maio 07, 2017 6:20 am


Perícia com Arcos

Right in the middle

O sol ardia sobre mim, de maneira que me fazia pensar se comer aquela lasanha havia sido uma boa ideia. Comidas pesadas em dias quentes geralmente costumam dar muito errado, mas, como lasanha era algo raro no Acampamento Meio-Sangue por conta de seu árduo regime alimentar, resolvi não recusar.

Hoje era dia de treinar arco e flecha. Para isso, estava usando um tênis de cano alto juntamente com uma meia-calça. O resto do look era composto por um short cinza – quase branco – e uma blusa preta. Em uma das laterais do meu cabelo, estavam algumas tranças, o que me dava certo charme de “guerreira”, devo admitir.

Acreditei que não seria muito difícil adquirir certa perícia com os arcos, visto que já tinha facilidade com armas de fogo por causa do que meu pai me ensinara quando morava com ele no campo. Lá, o treino era árduo, a nível militar. A única diferença é que agora a força do tiro seria determinada por mim e que o peso de uma flecha é muito maior que a de um projétil, portanto, teria que adaptar os meus cálculos antes do disparo.

A tutora da vez era a Emmanuelle. De acordo com os boatos, era a pessoa mais forte que poderia adentrar naquele acampamento até hoje. Claro, isso sem considerar o Sr. D. que é um deus. Fazia parte das caçadoras de Ártemis, o que me deu a certeza de que seria uma excelente professora. Quando eu cheguei à arena, lá estava ela. Postura ereta e esperando seus alunos.

Atentei-me às suas palavras, afinal, não queria errar no meu treinamento. Com sorte, tudo daria certo. Após toda a explicação da semideusa, peguei um dos arcos ali disponíveis para o treinamento e me pus na posição que era para praticar com os alvos que estavam a vinte metros de distância.

O arco em si, não era muito pesado. Um fuzil de precisão era muito mais pesado, e por isso, não tive dificuldade em manusear o equipamento. Quanto à altura do arco, também não me incomodou. Creio que talvez fosse uma medida padrão, para que todos pudessem se sentir confortável ao tentar utilizar aquela arma. Suavemente, passei o polegar e o indicador sobre a corda, verificando a sua textura. Pareceu-me resistente.

Presa a minha cintura, estava a aljava com umas dez flechas. Creio que seria o suficiente para aquele dia. Posicionei-me distanciando uma perna da outra, não muito é claro, apenas o suficiente para que meu tronco ficasse firme. Ergui o arco que era segurado pela minha mão esquerda até a altura do ombro e puxei uma flecha da aljava. Posicionei a flecha em seu devido local e preparei-me para o disparo.

Aquela altura em que eu erguia a arma estava perfeita. Puxei a corda, juntamente com o fundo da flecha, até que minha mão levemente tocasse a lateral do meu queixo. Assim como uma arma de fogo de longo alcance, a respiração era extremamente importante para estabilizar a mira e obter sucesso. Portanto, ao fechar o olho esquerdo enquanto focava minha mira ao alvo, inspirei profundamente e pouco antes de soltar o ar, soltei a corda suavemente, deixando que a flecha fosse lançada ao alvo.

Em vinte metros, certamente o vento não influenciaria tanto quanto no alvo de quarenta metros. Sem muita dificuldade, consegui acertar o alvo bem em seu meio e então, direcionei-me ao próximo, o de trinta metros. Arrumei-me, repetindo os mesmos passos que havia feito anteriormente e preparei-me para o disparo.

Vale ressaltar que por ser prole de Nike, eu tinha algumas vantagens que me ajudavam nestas horas. Além de ser extremamente competidora, minha visão era bastante aguçada. Pouca coisa fugia da minha vista, assim como o foco. Eu não o perdia facilmente e conseguia fazê-lo de maneira simples e rápida, que poucos outros semideuses conseguiriam.

Sem perder-me mais em pensamentos, puxei novamente a corda até que minha mão mais uma vez tocasse a lateral do meu queixo. Respirei, da mesma forma que anteriormente, mas dessa vez atenta a todo o ambiente. O vento estava fraco, de forma que não fosse afetar o disparo e certamente, não havia algum outro fator a ser levado em consideração. Com confiança, soltei a corda deixando que a flecha voasse sobre aquele campo e então acertei o segundo alvo, também no meio.

Sorri de canto por causa daquilo. Era ótimo sentir o gostinho de sucesso. Claro que deveria agradecer muito à minha progenitora por causa dos meus dons, mas, devia muito ao meu pai também por todo aquele treino árduo que ele me dera desde que eu havia feito míseros doze anos de idade. Isso mesmo. Imagine uma garota de doze anos de idade treinando a nível militar. Esta sou eu.

Direcionei-me ao terceiro e último alvo. Este estava longe. Talvez um pouco demais para a mim, por ser uma principiante. Apesar de habilidosa e fazer ótimos cálculos, ainda era a primeira vez que eu estava manuseando um arco e flecha. E creio que talvez alguns ali presentes pudessem até mesmo estar surpresos por nenhuma flecha ter caído ao lado do meu pé em um dos disparos. Porque era isso o que geralmente acontecia com os iniciantes.

Tudo era uma questão de disciplina. Não somente educacional, essas coisas. Não. A disciplina que eu cito é a corporal e principalmente mental. Era preciso confiar na própria capacidade para conseguir concluir os objetivos de maneira eficiente e sem muitas dificuldades. E eu confiava em mim mesma. Não tinha porque não confiar. Meu corpo estava em dia e quanto ao meu psicológico, estava perfeito. Ainda mais depois da festa de aniversário da Pretora do Acampamento Júpiter. Eu realmente, não tinha do que reclamar.

Já posicionada, fiz o mesmo ritual que antes. Entretanto, dessa vez o vento havia ficado mais forte. “Ótimo”, pensei comigo mesma. Quem sabe os deuses haviam resolvido me dar um desafio maior dessa vez. O que eu duvidava muito, pois estavam sempre muito ocupados com seus próprios problemas.

Puxei a corda até que encostasse na lateral do meu queixo. Focalizei bastante, mas não no centro do alvo. O vento estava indo em direção à esquerda, portanto, mirei um pouco mais a direita, para que o trajeto da flecha fosse compensado. Respirei uma, duas e até três vezes. Aquele disparo deveria ser realizado de forma minuciosa. Soltei a corda e vi a flecha quase que em câmera lenta ir em direção ao alvo.

No último segundo, uma ventania fez com que meu cabelo ruivo voasse e é claro, com que a flecha infelizmente mudasse a sua trajetória. Com isso, acabei não atingindo o centro. — Tsc. — Fiz um sibilo com a boca enquanto puxava mais uma flecha da aljava emputecida por ter errado o centro do alvo. Fiz o mesmo ritual, mas dessa vez mais rapidamente e calculando a nova força do vento. Soltei a corda e, ao lado da outra flecha, acertei o alvo.

— Agora sim. — Assenti com a cabeça para mim mesma, demonstrando aprovação da minha própria capacidade.

Era hora de ir embora. Meu treino ali havia sido encerrado. Creio que certamente eu havia conseguido um pouco de assertividade com o arco e flecha, o que me seria muito útil em algumas batalhas, afinal, não dava para utilizar dardos para sempre, certo? Devolvi o arco para o lugar de onde o havia encontrado e me retirei do local.

PODER PASSIVO A SER LEVADO EM CONSIDERAÇÃO:
+ Instinto natural aguçado: Como bons competidores, os cinco sentidos naturais dos filhos de Nice são mais aguçados, de modo que ao utiliza-lo (tato em escalada, visão para arremesso de objetos... e etc) esses semideuses tem 25% mais sucesso do que um semideus que não tenha perícia sobre o instinto usado.

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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Luna Blackwood em Dom Maio 07, 2017 10:34 am



Arco e Flecha
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Or not! The night is a beautiful child.




Se há uma coisa que eu admiro desde que entrei para o Acampamento de Júpiter, é o disparo de uma flecha, seja por arco ou mesmo por uma besta, mas principalmente por esse primeiro, é claro. Não vou mentir, eu descobri que tenho uma aptidão natural para a magia, por conta do que herdei de minha mãe a deusa primordial da noite e da magia e meu pai, o semideus filho de outra deusa da noite e da magia. É natural que eu tenha interesse maior e treine ainda mais a minha magia em si do que qualquer outra habilidade que eu possa vir à desenvolver, mas não tenho como esconder que a minha curiosidade quanto ao disparar de uma flecha é quase tão grande quanto o de uma bola de fogo saindo por um cajado místico.

Ainda assim, eu sei que sou muito inexperiente nesse mundo, não lembro a última vez que eu saí em missão e nem fiz algo de impressionante, além de ter conseguido entrar na primeira coorte, então tenho mesmo muito o eu aprender, a lidar com todas as armas, mas por que não tentar aprender mais sobre uma das minhas favoritas primeiro? Cedo ou tarde iria acabar aprendendo a manejar corretamente o cajado mesmo, e para emergências é sempre bom ter uma segunda opção de ataque, certo? Não posso depender da magia e de meus poderes o tempo inteiro, não é assim que o mundo funciona. Por isso, quando acordei inspirada realmente, resolvi dedicar um pouco do meu dia para ir treinar com aquela que poderia ser talvez a melhor professora de arco e flecha que alguém nesse mundo poderia ter: Emmanuelle.

Sim eu sou inexperiente nesse mundo, mas até mesmo alguém burra e sem muitos contatos conhece da fama da Tenente das Caçadoras de Diana, digo, Ártemis. Ela é uma lenda tão grande quanto minha irmã mais experiente, Evie, ou talvez até maior, e por isso já tinha meu respeito antes mesmo de eu saber que ela estava disponível para instruir novatas no arco e flecha. Também sabia do quanto ela era inflexível e dura com as pessoas, por isso eu já fui nervosa para a sua aula, mas é claro que eu de toda forma fui, pois queria muito aprender com ela.

Graças a Deus não era a única que iria para a aula, mas talvez fosse a mais inexperiente do grupo que estaria indo ver a caçadora. Mas não importava, pois assim que coloquei meus olhos na tenente, eu pude ver que ela era realmente diferente das demais pessoas, e não apenas pela forma séria com a qual ela agia, e a aura de respeito que ela transmitia, mas também... bem, aquele ''brilho'' que ela tinha... O que era isso? E as suas roupas, será que era tudo um presente de Ártemis? Quais será que eram as suas outras habilidades? Devo dizer que várias perguntas passaram pela minha cabeça no exato momento em que eu coloquei os olhos em Emmanuelle, tanto que se fosse falar de todas elas, talvez não saísse daqui tão cedo, mas em resumo... eu realmente me senti interessada pelo que ela era... pelo que seria a vida de uma Caçadora de Ártemis... Claro, eu teria que pesquisar por conta própria mais tarde, pois não imaginava que Emmanuelle iria gostar de ser interrogada por uma novata que mal havia saído do básico no acampamento romano, ainda mais no meio de sua aula.

Enfim, foco Luna, foco!

Assim que ela terminou suas explicações, deixei as outras pessoas irem até os arcos primeiro e peguei o que sobrou. Era um arco que parecia um tanto surrado, mas eu não iria reclamar, afinal eu não tinha nenhum que fosse definitivamente meu. Quando o peguei, primeiramente eu vi que não havia nenhum desenho ou detalhe pequeno nele, era simples, e depois ainda senti que ele era feito de madeira, e talvez das mais frágeis pois ele era muito, muito leve, parecia até que eu nem estava carregando alguma coisa ali, e olha que eu não tenho nenhuma força sobre-humana como os filhos de Marte! De toda forma, o arco ainda assim era bem grande, tanto é que me deixou bem sem graça quando comparei meu tamanho com o dele e... bem... eu era só um pouco maior que a arma que eu iria usar, mas tentei não me ater a tal detalhe. Puxando a corda que ligava os dois pontos mais distantes do arco, pude perceber que estava muito errada quanto a sua resistência, pois, ainda que ele parecesse bem velho, usado e todo danificado, ele aguentou muito bem quando eu puxei a sua corda com bastante força, como se simulasse o tiro da flecha, e por isso estive mais segura antes de continuar.

Indo pegar a aljava, não me preocupei muito que esta estivesse também um tanto surrada e velha, afinal de contas ela só serviria para carregar mesmo as flechas, por isso a coloquei logo sem ligar para a sua aparência. Só que, o que me incomodou foi o seu peso, pois antes mesmo de eu colocar qualquer flecha na aljava, ela já tinha um pouco de influência no meu ombro quando passei a sua tira circular pela minha cabeça para prendê-la ali, então resolvi ajustar e deixei com que a aljava ficasse presa em minha cintura, passando-a por debaixo do meu braço e amarrando-a quando chegou na cintura, para que não me atrapalhasse na hora de atirar. Senti mesmo que essa havia sido uma sábia decisão.

Enfim, quando fiquei de frente de meu primeiro alvo, aquele que se encontrava exatamente a 20 metros do ponto que a caçadora nos ordenara a ficar para praticar, fiquei um tanto nervosa, mas ao menos reconheci que estava bem mais próxima de mim que eu imaginava que estaria, e isso me fez até relaxar um pouco mais, o que foi essencial naquele momento. Antes de me posicionar, respirei fundo e relaxei meus braços, depois os meus ombros e, finalmente, quando senti que toda tensão havia ido embora, peguei o arco, coloquei-o na vertical à frente do meu corpo e peguei a primeira flecha. Confesso que me atrapalhei toda quando fui ajeitar a flecha no arco da primeira vez, pois nem fazia ideia de qual era a forma certa de fazer aquilo. Imaginei até que talvez a caçadora não estivesse muito feliz ao olhar para mim e me ver toda destrambelhada enquanto tentava posicionar a flecha no arco pela primeira vez na minha vida, mas por sorte tinha outras pessoas ali para eu [s]copiar[/s] me inspirar, e é claro que aproveitei disso.

Olhando de canto para as outras pessoas, vi que estava fazendo muita coisa errada, então resolvi primeiro ajeitar a minha postura. Coluna ereta e os braços em uma posição bem mais confortável enquanto eu segurava o arco, depois disso eu só tive que arrumar o meu cabelo e estava pronta. Aliás, por que é que eu não prendi meu cabelo antes mesmo? Ah, sim, eu gosto de deixar solto para esconder meus olhos, ajuda muito a lidar com minha timidez, mas não ajudava em nada no arco e flecha, por isso eu me deixei levar pela aula e prendi logo meu cabelo, jogando-o todo para trás antes de fazer um rabo de cavalo, e assim poderia ficar tranquila enquanto me preparava.

Certo, agora mais correta em minha posição diante do alvo, saquei da aljava a minha primeira flecha, e observando de canto de olho, eu vi mais ou menos como as outras pessoas faziam, e então as imitei. Demorei ainda um minuto para posicionar corretamente a flecha no arco, mas quando o fiz, novamente deixei o arco na vertical à frente do meu corpo, relaxei os ombros e puxei a flecha em minha direção, puxando junto a corda que ligava as duas pontas do arco, fazendo-o ficar bem tensionado daquela forma, mas logo se aliviou quando eu soltei a flecha, após ter mirado bem no alvo que estava diante de mim. E realmente, o arco era mais preciso do que eu imaginava, pois não demorou para que a flecha atingisse o alvo, ainda que um pouco distante do que eu imaginava que seria. A flecha havia atingido bem na beirada do alvo, próximo do ponto vermelho sim, mas um aro depois do centro, o que ainda era bem próximo, então acabei deixando por isso mesmo naquele alvo, pois imaginava que talvez só piorasse se tentasse outra vez. Mas ao menos havia aprendido alguma coisa, ao observar como a flecha havia viajado.

Caminhando um pouco para o próximo alvo, antes mesmo de chegar no mesmo eu já preparei a flecha no meu arco, para não me atrasar muito e nem fazer Emmanuelle esperar demais, ou imaginava que iria receber uma bronca por ser muito mole ou... bem... qualquer coisa do tipo... O que acontece é que eu apenas não queria que ela gritasse comigo, coisa que eu imaginava ser até comum para alguém como ela, uma líder séria que tinha que aguentar uma novata devagar como eu, então não podia dar chance para isso acontecer.

Chegando no próximo alvo, eu me posicionei à frente dele de acordo com o que a caçadora havia dito para fazer, ficando exatamente a trinta metros do mesmo, mas dessa vez eu estava um pouquinho mais confiante do que antes, já que agora havia disparado a primeira flecha da minha vida, agora era apenas repetir o que havia feito antes... certo? Não, eu estava errada, só que apenas descobri isso quando disparei a minha flecha naquele alvo. Havia feito as mesmas coisas que antes, respirei da forma correta, relaxei meus músculos e mirei no centro alvo assim como antes, porém, desta vez, eu nem mesmo acertei no alvo, pois a flecha perdeu a força antes mesmo de chegar no objeto, atingindo o solo à sua frente.

Eu fiquei um pouco encucada sobre o que havia acontecido, então decidi repetir o mesmo disparo, para tentar descobrir o que estava fazendo de errado, e ao ver que repetindo o mesmo processo a flecha parou praticamente ao lado da outra, próxima do alvo mas no solo a sua frente, eu decidi tentar outra coisa, então recuperei as duas flechas que havia atirado (e aproveitei para pegar a primeira também, do outro alvo, que eu havia esquecido lá), e então voltei para a minha posição, para tentar atirar outra vez. Só que, dessa vez, eu puxei um pouco mais a flecha contra a minha bochecha, trazendo-a mais para trás e aplicando ainda mais tensão no arco que eu segurava, curvando-o de tal forma que eu realmente tinha medo de quebra-lo a qualquer instante, por ele ser o mais velho e surrado da aula, então soltei rápido a flecha que eu estava mirando, e desta vez consegui sim atingir o alvo, ainda que estivesse quase na sua borda. É, havia sido péssima, mas era um sucesso, certo?

Podia muito bem ter ido para o próximo depois disso, mas eu fiz questão de repetir, só para desencargo de consciência e, claro, poder dizer com confiança diante do espelho que eu estava mesmo aprendendo a atirar com arco e flecha. Repeti o mesmo processo, só que, desta vez, eu arrumei o ângulo da minha flecha, sem apontar diretamente para o centro do alvo, pois havia percebido já que ela acabaria mudando um pouco a rota antes de atingir o ponto que eu desejava, e isso influenciava em muita coisa, mas desta vez eu fiz bem, pois atingi em um ponto bem mais próximo do centro, assim como antes. Na realidade, dessa vez eu atingi a beirada do ponto vermelho do centro, ou seja, havia tido uma melhora considerável, e por isso fiquei um pouco mais satisfeita. Só tentei segurar o meu sorriso, pois havia ainda mais um para vir.

Indo para o último, que estava a quarenta metros, eu já estava com a flecha preparada no meu arco, posicionada, só bastou que eu posicionasse o arco a frente do meu rosto e puxasse a flecha, e então comecei a arrumar a minha posição naquele momento, como havia feito com as demais, só que, dessa vez, com mais calma, pois agora o alvo estava mais distante ainda do que antes.

Como esperava, eu errei na minha primeira tentativa, já que ao tentar encontrar um bom ângulo, acabei mirando muito para cima do alvo, pois imaginava que a flecha acabaria perdendo força demais antes de chegar no algo, mas calculei mal. Ela saiu um pouco da rota que eu imaginava sim, mas ainda tinha força o bastante para continuar, e por isso passou reto por cima do alvo, atingindo uma árvore que estava logo atrás dela. Para a minha sorte, estava envolvida demais com a aula para ligar para aquilo, mas sabia que a caçadora realmente não iria gostar daquele meu erro horrendo, por isso apenas tentei outra vez, e desta vez me esforcei mais ainda para encontrar o ângulo correto para atirar a próxima flecha. E, acredite, fui bem melhor que antes, mas ainda não estava satisfeita, pois ao corrigir a minha postura e o ângulo que eu atirava a mesma, acabei apenas acertando na borda superior do alvo, quase errando o mesmo ainda, por isso decidi tentar outra vez.

Agora, consertando também a força que eu empregava ao puxar a flecha na direção da minha bochecha, não o fiz com tanta força, tentando agora mirar apenas um ângulo um pouco acima do centro do alvo, e... bem, não foi um tiro certeiro, mas eu estava bem melhor com a mira agora, já que havia acertado em um ponto exato entre o meio do alvo e sua borda. Após isso, eu atirei mais algumas vezes ainda, tentando sempre encontrar um ângulo melhor, até que, após ir e vir várias vezes até o alvo para recolher as minhas flechas para tentar mais e mais vezes, finalmente consegui acertar o centro do alvo a quarenta metros, e foi aí que fiquei satisfeita.

Não havia sido de primeira, na realidade nem haviam mais outras pessoas na aula quando eu consegui finalmente acertar o meio do alvo, então acabei ficando até bem sem graça quando fui devolver as flechas, a aljava e o arco para seus devidos lugares, pois tive que passar pela tenente das caçadoras na saída, e... bem, ela não me olhava com cara de quem estava impressionada, mas não parecia mais zangada que o normal ao me fitar, então considerei isso uma quase vitória. De toda forma, na saída eu a cumprimentei, à distância e ainda lhe disse- Obrigada pela aula! –antes de sair dali, e muito mais feliz por estar começando a entender realmente de arco e flecha. Agora, só faltava praticar mais! E, claro, pesquisar sobre as Caçadoras de Ártemis/Diana, pois eu ainda estava curiosa sobre elas e... bem... quem sabe, talvez eu me interesse em estar entre elas...

Sei lá, talvez?







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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Dom Maio 14, 2017 12:11 pm

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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Psique em Dom Maio 14, 2017 4:25 pm

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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

Mensagem por Shawn Rutgers Delvaux em Sab Jul 08, 2017 2:42 pm

ARCHERY

Mesmo que a salvação do tédio que o seu novo lar lhe proporcionava fosse o estudo da magia na companhia de livros, e não da arquearia na companhia de armas, ser legado de Eros significava que pelo ao menos em alguma vez na vida você precisaria manusear um arco e flecha, e por coincidência do destino ou não, a líder das Caçadoras de Ártemis daria uma aula para leigos aprenderem a usar tal arma de longa distância naquela mesma tarde em que Shawn planejava ler seu grimório.

Quase que arrastado por alguns filhos de Eros que conhecera no seu curto período de estadia no acampamento, assim que terminou sua refeição matutina no refeitório, se encaminhou para a arena onde seria ministrada a aula na companhia de alguns outros semideuses novatos e diferentemente de Shawn, interessados em aprender a puxar uma corda e soltar uma flecha na direção de um alvo.

A arena de arcos era maior e mais equipada do que a prole de Hécate havia imaginado. Em seu centro uma garota com a expressão séria falava em alto e claro tom de voz sobre a arte da arquearia. – O arqueiro perfeito não é aquele que tem perícia ou facilidade com a arma, mas é aquele que treina com ela continuamente, e se aprimora em usá-la. – disse à instrutora que logo se apresentou como Emmanuelle. Em cima de uma mesa dispunha uma dúzia de arcos de diferentes tamanhos e formatos. – Fique a vontade para escolher sua arma e usá-la de forma responsável, qualquer dúvida sobre a aula pode me procurar, estou aqui para respondê-la. – disse para a classe composta de mais ou menos dez alunos que já se apressavam na direção da mesa. Shawn passou direto por alguns arcos pequenos demais para sua estatura e então visualizou um recurvo feito de madeira de ébano, com mais ou menos um metro e meio de altura e uns doze quilos, seus olhos até brilharam quando encaixou seus dedos na empunhadura e percebeu que chegava a ser até confortável manuseá-lo. – Boa escolha novato. – disse uma garota loira ao lado do filho da magia lhe arrancando um sorriso em resposta. Antes que pudesse começar um diálogo, foi interrompido pela caçadora. – Vocês vão começar com os alvos de vinte metros de distância. Todos repitam meus movimentos, dessa vez sem flecha. – pediu Emmanuelle colocando o pé esquerdo na frente do corpo junto do braço esquerdo que segurava a empunhadura do arco, com o dedo indicador e médio agarrou o centro da corda e levou-a até próxima aos lábios antes de soltá-la. Shawn não teve dificuldades de fazer exatamente o que lhe foi pedido, mas seus resultados ainda eram incertos sem uma flecha para acompanhar a trajetória.

Uma aljava de trinta flechas feita de couro negro foi entregue para cada um dos campistas que já se encontravam enfileirados a frente de seus alvos. – Quem conseguir acertar próximo ou dentro do círculo central do alvo, pode passar para a próxima sessão e a regra é a mesma até os quarenta metros de distância. Boa sorte a todos. – disse Emmanuelle dando a largada para que começassem o treino.

O semideus de Hécate tentou se lembrar de cada detalhe da demonstração da caçadora, primeiramente levou a perna esquerda a frente da direita com o joelho um pouco flexionado e então retirou uma flecha de madeira da aljava e posicionou-a na corda, puxando-a logo em seguida como a caçadora tinha feito anteriormente e errando o alvo ao soltá-la, o projétil quase não acertou o círculo. – Que droga. – sussurrou Shawn franzindo o cenho. – Quando for soltar a corda, tenta apontar a ponta da flecha para o centro do alvo e foca o olhar só nessa direção. – sugeriu a mesma garota loira que havia elogiado sua escolha de arma anteriormente. Shawn repetiu os mesmos movimentos iniciais da primeira tentativa e puxou a corda até quase encostar-se a seu rosto. – Eu tenho um sério problema com mira. – confessou o semideus com um sorriso envergonhado antes de permitir que o projétil voasse até próximo do centro do alvo lhe contradizendo.

Por algum motivo dos deuses, o garoto estava impressionado com si mesmo ao começar a apreciar a arquearia, talvez ser legado de Eros realmente lhe trouxesse habilidades e gostos para tal habilidade, todo o preconceito que antes tinha com a aula para treinar o manuseio de arco e flecha agora já havia se extinguido. – Você está indo bem novato, mas tenta corrigir sua postura. Você está muito rígido. – disse o anjo da guarda de cabelos dourados que parecia ser muito experiente para estar numa aula para iniciantes enquanto passava na etapa de trinta metros. – Você é instrutora, ou algo assim? – perguntou Shawn envergonhado enquanto a menina pressionava seu abdômen e suas costas para lhe deixar mais confortável na hora de atirar. – Não, sou só uma filha de Apolo intrometida mesmo, meu nome é Alison. – disse rindo da situação. – Tenta de novo agora. – pediu a mesma. O menino com os ombros relaxados tentou se concentrar para seguir todas as instruções que foram lhes passada, ao mesmo tempo em que focava na ponta da flecha indo em direção ao circulo central, tentava não alterar nem um milímetro de sua postura. Depois de prender a respiração por alguns segundos e rogar em seu íntimo para que os deuses lhe ajudassem, ele soltou a corda e errou novamente por poucos centímetros. – Acho que já posso ir para a sessão de quarenta metros? – perguntou para Alison com um ar de frustrado por ter errado novamente. – Acredito que sim! Você já é um bom arqueiro pro seu primeiro treino. – respondeu a filha de Apolo assentindo enquanto soltava mais um de seus calorosos e simpáticos sorrisos. Por que diabos ele não tinha conhecido ela antes?

Nada foi diferente na última etapa do treino, sua aljava precisou ser reposta de tantos erros cometidos por Shawn ao acertar os alvos. Alison continuava o instruindo, mas a cada minuto sua sede por acertar o pequeno círculo central aumentava junto com sua certeza de que acertar o segundo tiro inicial foi a mais linda bênção de Tique que ele teria em sua vida. O garoto foi um dos últimos a conseguir lançar corretamente o projétil na ultima etapa, mas pelo menos a solidão não o acompanhava com a filha de Apolo ao seu lado. – Foi bom ter te conhecido Alison... Imagino que nós nos veremos novamente por aí? – perguntou Shawn abraçando-a em agradecimento. – Eu espero que sim. – disse dando-lhe mais um presente ao mostrar a beleza de seu sorriso pela última vez antes de se despedir. – Até breve Shawn. – disse se distanciando. O filho de Hécate não se simpatizava fácil com a maioria das pessoas, mas por algum motivo ele não queria que aqueles bons momentos com a filha de Apolo se acabassem, talvez realmente eles se vissem em breve, ou então ele torceria fortemente para que isso acontecesse.

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Shawn Rutgers Delvaux
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Re: Aula Fixa I - Pericia com Arcos

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