The Blood of Olympus
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CCFY Sun Hee - Os autômatos-fada de Arcus

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CCFY Sun Hee - Os autômatos-fada de Arcus

Mensagem por Sun Hee em Seg Mar 20, 2017 2:36 pm




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Os autômatos

Fada de Arcus




Quando se é um deus criativo e muito engenhoso, qualquer dia é um bom dia para inventar um presente gracioso para um de seus irmãos, basta que um estalo de inspiração surja no horizonte para que uma quarta-feira qualquer de janeiro se torne um dia peculiar.

Naquela quarta-feira particularmente tediosa e chuvosa, Vulcano estava em sua oficina procurando algo novo para inventar, cansado de armas perigosas e parafernálias televisivas, quando recebeu uma mensagem colorida de Arcus lhe desejando um bom dia. A criatividade tem dessas coisas, você pode ver a mesma coisa todos os dias, mas em um dia inesperado ver a mesma coisa com outros olhos.
O vislumbre brilhante que passou pela mente de Vulcano rapidamente se materializou, peças e circuitos foram encaixados, um fio aqui, um pouco de cobre ali, alguns botões, um sistema de voz, uma mão de tinta e lá estavam as sete pequenas obras-primas do deus. Eram sete autômatos fadas com as sete cores do arco-íris para ajudar Arcus nas tarefas de sua loja de produtos orgânicos.

Um Vermelho para receber os clientes de forma muito amável;
Um Azul para servir;
Um amarelo para ajudar a passar o troco;
Um laranja para ajudar a limpar as mesas;
Um Verde para ajudar na cozinha;
Um Roxo para ajudar a decorar o ambiente;
Um anil para ajudar com o Marketing da loja.

Vulcano até embrulhou cada um em uma caixinha dourada com laço de cetim e foi à loja para aproveitar e comer um biscoito integral sem glúten que tinha uma cara horrorosa, mas era bem gostoso.

Acontece que a inspiração nem sempre vem no momento mais oportuno, o universo gosta mesmo de dar uma agitada nas coisas e quando Vulcano chegou até Arcus, a irmã já tinha uma visita, ninguém menos brilhante do que a Discórdia.

Um outro deus, menos empolgado, ou com uma mente mais afiada para as intrigas sociais talvez tivesse percebido que o momento não era o ideal, mas Vulcano tinha a empolgação de 1000 homens e por isso não se conteve mostrando as sete caixinhas douradas no meio da loja. Cada caixinha tinha pouco mais de 50cm de altura, tamanho dos autômatos e Arcus achou adoráveis os lacinhos de todas as cores, correndo curiosíssima para saber o que teria nas caixinhas. Cada autômato revelado era um gritinho eufórico de alegria e espanto, eles seriam bem úteis!

Dispensável explicar a cara da Discórdia observando a cena de canto enquanto Vulcano contava animado todas as super vantagens de seus novos constructos e os ligava.

-Prazer em servir, lady Arcus! – Falavam em uníssono quando ligados.

Animadíssima, Arcus foi buscar seus biscoitos seguida por Vulcano que não parava de falar sobre sua grande ideia, tempo mais que suficiente para um impulso divino de maldade. Tira um fio aqui, bota um fio azul no plug amarelo, um fio amarelo no plug verde e o verde de volta no azul e assim vamos destruindo essa alegriazinha metida a besta. Os deuses sabem não ter consideração, agora veja! Nem lembravam da presença da Discórdia, estava a deusa lá largada como um humano desimportante. Agora, cheia de fúria, a Discórdia deixava a loja nas mãos da sua própria obra-prima.
Na hora, nada aconteceu, Vulcano levou uma cesta de biscoitos integrais sem glúten estranhos para casa e Arcus continuou com seus afazeres da noite, concentrada nas tarefas divinas e nos penteados e roupas do tapete vermelho.

O que estava para acontecer, aconteceu no outro dia pela manhã enquanto a deusa saía num encontro deixando a loja na mão dos autômatos. Alguns semideuses em missão pelo acampamento Júpiter passaram na loja de Arcus, bem maltrapilhos, cansados e famintos. O tipo de cliente mais comum na loja, para que sejamos bem honestos.

A fada vermelha recebeu os semideuses.

–  Sejam bem-vindos à P.E.V.O.A.I., produtos e estilo de vida orgânicos arco-íris! – Soava a voz eletrônica que parecia com a voz de Alvin, o esquilo.

Naturalmente, os semideuses não sentiram necessidade de responder ao autômato, não é o normal para qualquer pessoa sentir vontade de falar com os robôs das portas nas lojas. Mas isso feriu os sentimentos do autômato, se é que ele tinha algum... Os circuitos da fadinha vermelha entraram em frenesi e o robozinho de 50 cm começou a gritar descontrolado chamando a atenção de todos ao redor.

- Não responde! Acha que é o quê? Responde, semideus mal educado!

Seria bem assustadora a cena de um autômato comprando briga se não fosse uma fadinha vermelhinha com voz de esquilo, mas como o caso se desenrolou daquela maneira, os semideuses só olharam para o autômato meio sem compreender direito o que estava acontecendo. Desavisado, um filho de Mercúrio que tinha cerca de 12 anos riu, achando  graça da forma fofa como a fada robótica estava sendo grossa.

Revoltado, o autômato vermelho começou a jogar as cadeiras em cima dos semideuses. Isso foi o estopim para o defeito de todos os autônomos... O autômato verde começou a estocar biscoitos e muffins, esmagando alguns bolinhos contra a cara na tentativa de comê-los, espalhando farelo para todo o canto, o robô amarelo do caixa começou a roubar todas as moedas e guardar com um som ruidoso de caixa registradora se repetindo sem parar. O robô laranja começou a gritar com os demais, o som era autoritário e parecia gravação antiga de algum general:

- Seus ninguéns! Quem são vocês para perturbar o descanso desse ser magnífico que sou eu!?

Em meio a cacofonia de gritos, sons de caixa registradora, objetos quebrando... O autômato azul dormia tranquilamente, o anil resmungava que ele queria ser vermelho, que se ele fosse vermelho a cor seria melhor representada porque o autômato vermelho era um robô das cavernas ou coisa assim... E a fada roxa havia criado uma boca em si mesma com uma amora que antes enfeitava um pedaço de torta integral e agora tentava seduzir um totem fotográfico de um chefe segurando vários muffins veganos.

A P.E.V.O.A.I. virou um circo caótico, os semideuses ainda tentavam se desvencilhar dos móveis voando ou entender o que estava acontecendo – que seria bem útil também – quando em uma voz dominadora o autômato fada laranja irrompeu:

- Homens, vamos partir e desbravar novas ilhas!

Os demais robôs acharam o comando muito bom e seguiram o laranja líder levando todo o dinheiro e comida da loja, o totem fotográfico e um pedaço de cadeira quebrado que servia de arma para o vermelhinho furioso que saia quebrando tudo o que achava no caminho. Todavia, o autômato azul permanecia deitado no mesmo lugar, seu cochilo inabalável o mantivera na loja mesmo quando todos os seus irmãos haviam saído.

Os semideuses ainda assustados e perdidos foram embora e a cena era puro caos quando Arcus retornou, móveis quebrados, tudo sujo e bagunçado e no canto um autômato azul dormindo. Irritadíssima, Arcus sacudiu o autômato e ia fazê-lo em pedaços se ele mesmo não tivesse acordado e começado a contar toda a história que havia acontecido, desde a Discórdia trocando seus fios ao desenvolver da confusão.

P.E.V.O.A.I. destruída:


Agora, a par da situação, Arcus chorava suas pitangas coloridas sem saber o que fazer, querendo resgatar seus ajudantes. Ficou ali se queixando durante longos segundos até mandar uma mensagem para um de seus filhos no acampamento Júpiter, Lee Sun Hee.

- Filha, mamãe precisa desesperadamente de você! Você não tem ideia do que aconteceu, mas eu vou mandar um autômato preguiçoso para você e ele vai te contar. Vou levar um tempão consertando a minha loja, olha isso! – A deusa em forma humana deu um espaço e olhou para o fundo, deixando à vista os móveis destruídos. – Traga de volta os meus autômatos, preciso consertar eles! Beijos querida.

Sun Hee ainda acordava quando viu a mensagem e ficou se questionando se o que vira era real ou se estava dormindo ainda, como o dia se passou sem que ela tivesse visto um autômato preguiçoso que fosse, continuou com suas atividades diárias até perto da noite onde encontrou um autômato azul deitado na sua cama.
Ela tentou acordar o robô que tinha asinhas engraçadinhas, mas ele custou a acordar e recontar a mesma história que antes havia contado a Arcus, já eram quase 17 horas quando Sunny finalmente teve notícias e informações da sua missão. Pegou sua mochila, saiu correndo, chamou seu unicórnio voador, pediu permissão à pretora e saiu para sua missão com um autômato largado no ombro.

Dados da missão:
Missão: Encontrar os 6 autômatos sabotados de Arcus e leva-los até a P.E.V.O.A.I.
Parceria: Autômato azul que dorme bastante, mas que tem GPS acoplado para localizar os demais.

Prêmios sugeridos: Exp. para o mascote e para a semideusa e dracmas.



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Última edição por Sun Hee em Dom Mar 26, 2017 2:13 pm, editado 2 vez(es)
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Re: CCFY Sun Hee - Os autômatos-fada de Arcus

Mensagem por Sun Hee em Sab Mar 25, 2017 2:49 pm




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O Urso



Eu estava meio perdida, no primeiro momento, fiquei até bastante confusa e desajeitada sem saber o que fazer. Rodei em círculos e terminei voando sem destino com minha mochilinha nas costas.

“Ah que emoção! Ela precisa de mim e isso era totalmente...Ah!”

Tudo o que eu queria era gritar de emoção porque minha mãe havia me pedido ajuda, nossa! Minha mãe! Esse era o momento em que eu gostaria de ter um celular para avisar ao meu pai que a linda deusa Arcus falou comigo. Apostaria dois chicletes coloridos que ele ia ter aquele brilho no olhar!

“Pronto, Sunny, agora concentra, gata, concentra! Como vamos achar esses robôs? A final, se você fosse um robô com os circuitos trocados, que terras iria conquistar? ”

Pensei um tempo, mas não tinha noção e por isso decidi acordar o robô azul que pesava horrores no meu ombro. Cutuquei o bichinho algumas vezes, dei uns gritos, ameacei jogá-lo do unicórnio, mas nada... Yokye já precisava descansar, então paramos no meio do caminho, tempo para eu jogar o autônomo no chão e dar uns gritos histéricos.

- Como a gente vai achar o diabo dos seus irmãos? Acorda antes que eu mesma te desconjunte em 50 pedaços de metal para o ferro velho!

O autômato ligou devagar, um barulho de iniciar lento... parecia um computador com Windows 98 iniciando. O LED dos olhos brilhava vermelho e ele falou numa voz lenta que conseguiria deixar até o Caetano Veloso irritado.

- Tem... GPS... acoplado. – E apontou para a parte posterior da cabecinha metálica onde havia alguns botões e uma telinha de 2cm² com um mapa que parecia a bússola de Bulma do DBZ.

Uma setinha indicava que devíamos ir para o norte, esperamos mais uns dez minutos, comi um lanche e o Yokye devorou uns matinhos saborosos, antes de retomar o vôo – com um destino, finalmente – descansados, alimentados e prontos para a missão.

Voamos na direção que o GPS apontava. Eu em uma postura decidida e o autômato que parecia ter algum problema na sua estrutura que o impedia de ficar em pé, ao invés, esborrachava no pescoço do pônei como um brinquedo gasto demais.

Seguimos mais 20 minutos até que 6 pontinhos brilhassem no mapa, e mais 6 minutos até encontrarmos a pequena confusão causada num acampamento. A vista panorâmica me permitia ver com precisão o que estava acontecendo.

Uma família de 5 pessoas havia sido rendida, estavam todos os membros amarrados à uma árvore com uma clara cara de pânico e os 6 autômatos tomavam conta da área do acampamento da seguinte forma:

O autômato laranja estava deitado em uma rede colorida, contando para a família o quanto ele era maravilhoso:

- Vocês, humanos, não sabem a extensão dos meus poderes! Como uma cria do próprio Vulcano, sou um autômato inigualável! Fui o primeiro a ser produzido, nessa linhagem... e como uma obra perfeita, mesmo que um deus genial como Vulcano tenha tentado me replicar mais seis vezes, algo tão bom não podia ser reconstruído! Sem conseguir repetir um feito tão grandioso, Vulcano criou esses meus irmãos defeituosos aí...

Ele conversava com a voz mecânica de um general e, a cada frase iniciada, mais um monte de besteira era dita. A família parecia bem desorientada e apenas a mãe prestava atenção naquele discurso narcisista.

O autômato anil estava sentado em baixo da rede, imitando baixinho tudo que o laranja dizia e mexendo as mãos mecânicas como quem cria orelhas de burro, se sacudindo de forma engraçada, tentando ridicularizar a forma como o laranja falava de si mesmo.

O robô amarelo tinha encontrado uma mochila e estava rodando pelo acampamento, entrando e saindo das barracas, espalhando todas as coisas das mochilas alheias em busca de itens que considerasse preciosos. Qualquer coisa que avaliasse como preciosa era jogada dentro da sua mochila, que já estava abarrotada de tranqueiras brilhosas, moedas, talheres, bijuterias... a cada novo item encontrado, o robô fazia um som de caixa registradora alto e gritava:

- Vamos ficar ricos! Ricos!

O autômato verde estava jogado perto da churrasqueira, estava todo melado de molho barbecue e restos de hambúrguer, aparentemente, havia tentado comer a comida que estava na churrasqueira e aquilo havia comprometido seus circuitos, a fada estava deitada com a mão cheia de pães, sobre a barriga, sua orelha estalava com umas faíscas estranhas de tempos em tempos e ele pedia mais molho com uma voz de sistema em shutdown.

O autômato roxo estava tentando seduzir um dos campistas, mandando beijos e tocando the weeknd para um rapaz que devia ter uns 15 anos e olhava para o robô com um misto de raiva, pavor e curiosidade, sem poder se mover por estar atado à arvore. Eu estava mordendo a língua para saber o que realmente eles estavam enxergando, se eram robôs ou sei lá... O que poderia ser menos estranho ou pelo menos mais aceitável? Eu não conseguia identificar uma forma da névoa amenizar aquilo. Aquelas pessoas teriam traumas para sempre.

A princípio não consegui identificar a localização do autômato vermelho, mas as coisas quebradas por todos os lados indicavam que ele havia estado ali em algum momento que fosse. Pedi que o Yokye pousasse um pouco mais distante do acampamento e voltei a sacudir o azul preguiçoso que agora deitava largado no chão.

- Hey! Acorda coisa inútil!

- Se sou inútil... me deixa... dormir. – Retrucou. E até que fazia sentido...

- Eu vou dar na sua cara, pedaço de metal à toa! Me ajuda ou eu vou te quebrar todo! – Resmunguei. Eu não era violenta, era só uma ameaça, porque ele parecia funcionar melhor daquele jeito, tipo atendente de SAC.

Na hora em que resmunguei com o robô azul ficou bem claro na minha mente o que eu deveria fazer para derrotar aqueles pequenos, malditos e travessos autômatos. Se eu os desligasse um a um, minha chance de captura-los inteiros seria muito maior.

- Como é que desliga vocês? – Perguntei enquanto sacudia novamente o robô azul.

- Do jeito óbvio... botão... desliga... – Respondeu o diabinho querendo fazer graça.

- Onde fica a porcaria do botão!? – Resmunguei sacudindo mais ainda o robô.

- Aqui ó! Agora me deixa dormir! – O Robô apontou para uma chave de ligamento que ficava bem perto da telinha de GPS enquanto gritava mal-humorado.

Eu fiquei atônita pelo berro dele, tanto que nem reagi, só concordei com a cabeça, conferindo a chave de desligamento e deitei ele lá debaixo de uma árvore para que ele tivesse menos cara de lixo fora do lugar.

Então segui tentando não fazer barulho, mas você já tentou não fazer barulho numa floresta? É como comer salgadinho no ENEM, quanto mais devagar você tenta abrir o pacote para não incomodar, mais tempo você passa fazendo zoada. Eu dava passinhos leves e as folhas secas e gravetos faziam uns “cracks” infinitos.

Todavia, os autômatos não ouviram ou não se importaram com minhas pisadas ruidosas no chão e continuaram com suas atividades irregulares. Andei até próximo à família atada, acreditando que o autômato roxo seria mais fácil de alvejar porque ele estava distraído com o garoto.

Quando eu me aproximei o suficiente, o garoto me olhou com a cara desesperada de quem pede ajuda, foi o suficiente para chamar a atenção do robô roxo que me lançou um olhar vermelho que cega. Estaria com... ciúmes?

“Nossa, garoto... obrigada!”

O robô soltou um guincho estranho e veio me encarar com a mão no que deveria ser sua cintura, se ele tivesse uma... Saltei em cima do robô e nos embolamos, ele puxava dos meus cabelos e eu tentava encontrar a maldita chave de desligar na parte de trás da cabeça dele.

Chamamos a atenção dos demais robôs, mas eu consegui desliga-lo depois de perder algumas mechas de cabelo. Vi meus fios loiros nas mãos do autônomo e me deu um sofrimento, mas não tinha muito tempo para isso, então corri carregando o robô desligado e me escondendo entre as árvores.

O autômato laranja gritou uma ordem de protejam o rei e os outros o ignoraram bastante mesmo, fiquei preocupada com aquilo por bem pouco tempo. Logo os autômatos faziam as mesmas coisas, exceto o vermelho que eu finalmente encontrei.

Aparentemente, ele havia derrubado uma barraca em cima de si mesmo. O robô segurava um espeto de linguiças como se fosse uma espada e estava furando e rasgando a lona que caíra sobre si, furioso, gritando como um Alvin possuído e tentando sair da sua própria armadilha.

Fiz uma análise geral do acampamento, o autômato amarelo circulava, o verde estava caído, o vermelho ocupado, o laranja e o anil me procurando cada um com um tênis na mão como armas. Eles queriam o que? Me dar uma sapatada. “Toma um sapatão aí...” Ri da ideia.

Prendi meus cabelos num coque, porque um erro só deve ser cometido uma vez na vida, duas é demais... até para alguém não muito esperto como eu. E logo descobri porque não se deve subestimar um inimigo, mesmo que ele tenha apenas 50 cm. Eu não podia danificar os autômatos, logo não havia sentido em sacar minhas espadas, eu era pequena e eles de metal... Eu devia ter pensado nisso antes de rir.

O primeiro deles jogou o sapato em minha direção, rolei para a esquerda na intenção de evitar e quase levo a sapatada do segundo, por sorte eu desviei e pulei em cima do laranja tentando desligar a chave enquanto lutava contra a força de engrenagens metálicas que se sacudiam.

Um segundo de distração e o anil me deu um “murro” no dorso. Dei um grito de dor e frustação, mas não soltei o autômato que eu segurava e consegui desliga-lo, em seguida me virei para o anil.

Uma luta corpo a corpo com um autômato nunca vai ser justa, não importa o tamanho dele, mas se o autômato voa... isso é uma grande, grande injustiça! As asinhas que eu achava que jamais sustentariam o peso dos robôs, de fato funcionavam...

- Excelente! – Resmunguei enquanto o anil levantou voo em operação de fuga.

Corri atrás dele e consegui capturar sua perninha robótica, mas as asinhas eram mais resistentes do que eu imaginaria e eu comecei a ficar distante demais do solo... claro que o meu peso mais o do autômato era demais para a estrutura da asa, graças a isso, o robô não conseguia voar além das árvores. No entanto, o voo era alto o bastante para me machucar bem, se eu caísse, e a estrutura da asa começava a dar sinais da sobrecarga de peso: uns estalos, seguidos de alguns segundos sem movimento e uma batida capenga que fazia com que pendêssemos para o lado.

- Pelos deuses! Eu não quero morrer na mão de um robozinho arco-íris. – Choraminguei enquanto observava o cenário atrás de uma salvação. Na falta de uma ideia melhor, gritei Yokye.

Meu lindo unicórnio alado alaranjado, lindo de viver, apareceu como um anjo animal. O Anil resmungava, tentava se livrar de mim, as asas falhavam, pendíamos para o lado, eu xingava e continuávamos aquela novela. Quando Yokye se posicionou, desliguei o robô e caí montando no animal, eu não era pesada, mas fiz muitos carinhos naquelas crinas coloridas lindas para compensar a queda abrupta.

Pousamos em seguida e eu tomei uma latinha na cabeça, seguida de uma porção de objetos brilhosos: pulseiras, garfos, brincos, fios... um monte de quinquilharia voava em cima de mim. A força que aquelas coisinhas tinham era desproporcional, uma correntinha pegou no meu braço e imediatamente formou um hematoma lilás na minha pele muito clara.

Dispensei Yokye e corri para trás de uma árvore, o robô amarelo jogava as coisinhas da sua sacola em mim, fazendo zoada de caixa registradora e lamentando a perda dos itens.

"Ah, mas se ele quer tanto aquelas tranqueiras por que está jogando em cima de mim?"

Eu já estava ficando cansada daqueles robozinhos, eram muito pequenos para me dar tanto trabalho... Distraída pensando em como eu ia derrotar aquele robô que me jogava objetos brilhosos, esqueci que havia outro robô solto, ligado e pronto para destruir.

Notei quando o espeto de churrasco perfurou minha panturrilha esquerda, a dor me fez gritar indignada. O robô vermelho ria uma risada diabólica irritante enquanto puxava de volta o espeto que usava como espada. Ele iria desferir outro golpe, mas rolei para o lado levanto uma latada na cabeça, eu segurava a perna ensanguentada e tentava correr mancando, mas eles tinham me cercado.

Eu não queria quebrar os bichos, mas eles já estavam me irritando de verdade... Usei da minha habilidade de criar pequenas explosões coloridas para distrair o robô amarelo, joguei a explosão perto do visor dele, para ele ficar meio desorientado processando aquela explosão, com sorte o impacto da explosão causaria algum dano no visor e ele não conseguiria mais acertar coisas brilhosas em mim. Logo em seguida, peguei meu escudo que estava em forma de relógio no meu pulso e manquei irritada para cima do robô vermelho.

- Eu também posso ser estressadinha, seu baixinho!

Acho que isso irritou ele, então o robô começou a voar e dar com aquele espeto em mim, gritando com a vozinha de Alvin:

- Morra!

Eu esquivava e revidava com o escudo até ele se posicionar na minha lateral, tentando golpear meu flanco com o espeto. Nesse momento, girei no eixo e golpeei uma das asas dele, quebrando-a.

O robô começou a pender de lado caindo e tentando se erguer com a outra asa. Aproveitei a distração para contorna-lo e desliga-lo. Para ser rápida apoiei a perna machucada no chão, na hora estava tudo lindo, mas assim que consegui desliga-lo, a dor pulsou lancinante.

Chamei Yokye novamente e montei no pônei para ir até o robô amarelo que estava ainda desorientado, o desliguei e finalmente respirei fundo.

Olhei ao redor e estava tudo uma desordem. A família agora se debatia querendo ser solta, várias coisas quebradas espalhavam-se por todo o canto... parecia que um furacão tinha atingido o local.

- Furacão, é isso!

Cortei um pedaço da minha blusa, amarrei minha perna e fui até a árvore desatar a família, saquei minha espada e bati com o cabo na cabeça de cada um repetindo:

- Desculpa, foi o furacão!

Com sorte, eles achariam que foi um sonho e que foram atingido mesmo por um furacão. Com a ajuda do meu pônei, arrastei eles pelo acampamento. Usei a barraca rasgada para fazer um saco gigante e levar os autômatos desligados. Um a um coloquei os robozinhos na sacola improvisada e fechei com um nó.

O Vôo de volta foi um pouco mais longo, estávamos cansados, mas chegamos próximos ao anoitecer. Levei os robôs para a segunda coorte, havia um filho de Vulcano lá, pedi que ele consertasse os robôs para mim.

James consertou os robôs e eles estavam novos e normais novamente. Tentei contatar minha  perto de uma fonte usando a lanterna do celular para promover um arco-íris e fazer uma prece. Logo surgiu um rosto animado no arco-íris.

- Muito eficiente, filha! A mamãe vai te dar uns dracmas para comprar umas roupinhas, que tal? Mandarei um pônei buscar os autômatos, estou orgulhosa. Opa, clientes! Tchau, querida!

Nossa, eu tinha a melhor mãe do mundo, sério! Mesmo que ela não estivesse ali o tempo todo, era ótimo ser filha de Arcus, ótimo mesmo. Finalmente fui descansar, coloquei meu corpinho na cama e esperei o pônei de Mommy poderosa chegar, despachei os autômatos, tomei um banho dolorido e fui na enfermaria cuidar dos meus ferimentos.

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Re: CCFY Sun Hee - Os autômatos-fada de Arcus

Mensagem por Zeus em Dom Mar 26, 2017 4:55 pm


Avaliação
Realidade de postagem + Ações realizadas –  500xp
Escrita: Gramatica, erros, pontuação, coerência, concordância e etc –  850 xp
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência  – 1,000  xp
TOTAL: 2.350 x 4 = 9.400 + 8.000 dracmas

Fada da Ira [Um autômato humanoide advindo da série “7 Pecados”. Ele possui inteligência artificial, podendo responder ao dono de maneira autônoma e independente. Porém, segue a programação de proteger a sua dona sem perder a personalidade. Possui 50 cm de altura e o metal apesar de avermelhado é feito de BC, também é composto por asas de fadas proporcionais ao seu tamanho. Sua personalidade segue o seu pecado, é nervoso e de pavio curto, parece estar prestes a atacar qualquer coisa a qualquer momento. Sua voz é como a de um esquilo cantor | Quando a sua dona está em risco, Ira poderá auxiliá-la. Nesse momento, ele pode continuar com sua pequena estatura, lançando bolas de energia a partir das mãos e olhos, provocando apenas 5 de dano, mas provocando uma sensação intensa de irritação na área atingida. A sua segunda forma possui o dobro do tamanho e usa ataques de combate a curta distância, retirando o dano normal advindo do principal metal de sua composição | Material: BC, Engrenagens | Espaço para uma gema simples | Beta | Status: 100%, sem danos | Ganhado no Evento: A mente liberta]

Recompensa do mascote - 250 XP.


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Re: CCFY Sun Hee - Os autômatos-fada de Arcus

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