The Blood of Olympus
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CCFY - Bem vinda ao Alasca - Lilith Eltz Chermont

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CCFY - Bem vinda ao Alasca - Lilith Eltz Chermont

Mensagem por Lilith Eltz Chermont em Sex Mar 17, 2017 11:30 pm




the queen of skies,
not everything is as you want it to be, sometimes when it gets tricky.

A noite anterior tinha sido cansativa, fazia pouco tempo que eu e as outras garotas tínhamos chego ao acampamento meio sangue, Héstia tinha passado muitas funções para que fizéssemos no caminho do acampamento, o que me deixava tão cansada que eu mal pensei nas coisas quando decidi deitar e dormir. Minha mente vagava tranquila por outro mundo, um que já não existia a muito tempo, era Nova York, eu tinha sete anos na época, e passeava alegremente com minha mãe, que havia me criado, estávamos indo ao teatro assistir a ópera, da qual já não me lembro mais.

Batidas na porta me acordaram, deixando-me assustada momentaneamente até me lembrar de onde estava, podia sentir o corpo todo doendo, e meus olhos insistindo em se fechar novamente. -Inferno, to tentando dormir. -Falei baixinho virando pro lado e fechando os olhos de novo. As batidas recomeçaram, dessa vez, pensei que derrubariam a porta. -Lilith, por favor, vá atender a porta, queremos dormir. -Uma de minhas “irmãs” pediu. Bufei, sempre sobrava pra mim ir lá fora ver quem queria o que com a gente, isso me deixava louca. -Já vou! Já vou! Inferno de acampamento que não me deixa dormir em paz, eu tenho uma vida sabiam? E eu não sirvo a vocês! -Com toda a raiva do mundo joguei a coberta no chão e marchando enquanto batia os pés com força, abri a porta, mostrando o meu mais mortal olhar de ódio.

-O que tu quer? -Olhei de cima a baixo o sátiro que vinha interromper meu sono. -Eu estou tentando dormir, minhas “irmãs” também, não tem ninguém pra encher o saco não? -Tentei fechar a porta na cara dele, mas o sátiro foi mais rápido e colocou o pé. O vi mostrar uma carta que provavelmente era pra mim, o que era muito estranho, pois quase todos que eu conhecia já haviam morrido. -Sabe que horas são? -Gritei ao pegar o papel. Deparei-me com uma letra bem desenhada, a inicial dizia “Q”. Soltei um pesado suspiro, sabia bem de quem era a letra, e a forma como tinha sido desenhada não me deixava dúvidas. -Quione. -Bufei saindo do chalé ainda de pijama para não atrapalhar as outras vestais. Eu devia estar com fundas olheiras pois o sátiro permanecia assustado. -Missão? Por Zeus, será que não me dão um descanso? -Falei irritadiça enquanto continuava ler. Percebi que tudo aquilo era mais uma missão de salvamento de minhas outras irmãs do que realmente para buscar seu arco, ao menos, ao ler o nome das vestais que haviam saído em missão a poucos dias atrás, percebi que minha prioridade era salvá-las. -Vá avisar a Quíron que estou me arrumando, peça a ele pra me arranjar algum transporte para o Alaska. -Empurrei o sátiro não muito gentilmente em direção a casa grande quando voltava. -O que era Lil? -Ouvi a voz sonolenta de Skye. -As meninas estão em perigo, Quione quer que eu vá buscá-las, além do arco dela, claro. -Bufei acendendo a luz e escutando várias garotas irritadas. -Vou arrumar minhas coisas e já apago.

Dentro da mochila, coloquei algumas mudas de roupa e suprimentos para não morrer de fome. Preparei-me para o frio, tinha total certeza de que o Alaska seria extremamente congelante. Na bainha da roupa, coloquei minha faca de bronze celestial, certifiquei-me de que estava com o anel que viraria meu mini raio, e meu colar que aumentava meu dano elétrico. Como a missão tinha vindo da própria deusa, sabia que algo realmente terrível me aguardava, nem tinha certeza se alguma delas ainda estava viva. Me agasalhei bem para não congelar. Despedi-me de minhas irmãs e caminhei até a casa grande, onde esperava encontrar Quíron.

Após discutirmos um pouco sobre a forma que chegaria lá, foi decidido que iria ao aeroporto, onde por sorte, o último voo do dia para o Alaska estava disponível. Seria bem mais rápido do que caminhar até lá, ao menos, eu rezava para que fosse. Argos ficou responsável de me levar até o aeroporto, o que agradeci mentalmente, afinal, me sentia exausta demais para caminhar até lá. Despedi-me de todos e corri em direção aos limites do acampamento, onde meu belo motorista particular me esperava pacientemente, próximo ao carro já em melhor estado do que da última vez que o tinha visto. -Oi Argos, como vai? -Sorri tentando ser gentil. Ele como sempre, apenas acenou com a cabeça.

Confesso, cochilei na maior parte do tempo até o aeroporto, estava tão cansada que só vi que tínhamos chego quando Argos me cutucou. Com um pouco de vergonha, limpei a baba que escorria pelo canto da minha boca e tentei fazer uma expressão séria, mas não conseguindo concluir muito bem, já que havia corado um pouco. -Obrigada Argos, Zeus lhe pague. -Acenei ao sair do carro e corri para o aeroporto. Corri apressada para a parte de dentro do aeroporto, ainda estava com a cara de sono de quando tinha levantado, mas tinha disfarçado as olheiras com maquiagem e agora já não parecia tão cansada e doente. Bem, não que eu estivesse doente, mas geralmente, quando ficava realmente cansada, minha expressão era de alguém assim. De toda forma, me apressei o máximo para ficar o menor tempo possível dentro do lugar, sabia que meu cheiro atrairia lindas criaturas loucas para me devorar, e eu não podia enfrentá-las até chegar ao Alaska, ou não teria força suficiente para isso.

Ao adentrar o local percorri a menor distância para o balcão de passagens onde retirei a minha e me encaminhei com a mesma velocidade para a sala de espera, aparentemente, eu estava um pouco atrasada e quando, por fim, cheguei a sala de espera, avisaram que o avião estava para partir. Senti o olhar de uma mulher que estivera me seguido desde que tinha chego, sabia muito bem o que ela era, mas não seria assim tão fácil. Corri em direção ao avião antes que ela pudesse me seguir e mergulhei na viagem tranquila que eu nunca esperava ter. Por sorte, a viagem foi longa, então após conferir todos os passageiros para ver se não eram monstros, recostei-me em minha poltrona e adormeci, sabia que Zeus nunca derrubaria o avião de sua própria filha, então estava segura de certa maneira. Lembro-me de acordar vez ou outra para comer e voltar a dormir, enquanto a longa viagem não chegava ao fim, pensava a maior parte do tempo em minhas irmãs vestais com a terrível sensação de que não deveriam estar bem como eu queria.

Ao final de algumas horas, finalmente aterrissamos sem nenhum problema no aeroporto do Alaska, o lugar estava meio vazio dando uma impressão ruim. Não fazia ideia de onde deveria começar minha busca, o que era um tremendo furo, afinal, Quione poderia muito bem ter me dado uma luz. Enquanto me encaminhava para a porta do aeroporto escutei uma conversa de relance, um casal parecia conversar bastante preocupados e olharem para a televisão. A matéria retratada no jornal era mais ou menos a seguinte, haviam tido rumores de que uma criatura gigante caminhava por aquelas bandas deixando enormes pegadas, ela parecia morar em uma caverna e a maioria achava ser o pé grande, muitos aventureiros tinham tentado encontrá-la, mas alguns nem sequer tinham retornado. Pelos comentários que também escutava vindo do casal, as pessoas pareciam estar com medo, e sem querer realmente se arriscar lá fora, talvez aquele fosse meu monstro, apesar de duvidar ser um pé grande.

-Desculpe, eu… Ouvi sem querer a conversa de vocês sobre o pé grande, podem me dizer onde é essa caverna? -Perguntei um pouco ansiosa. O casal pareceu pensar que eu era maluca, a moça praticamente me olhou dos pés a cabeça parecendo avaliar minha sanidade mental, mas o homem foi quem falou, enquanto segurava a risada. -Escuta aqui garotinha, não acha que seus pais estão atrás de você? -Senti minha bochecha queimar de vergonha, eu tinha esquecido que havia me tornado vestal muito nova. -Eu não tenho pais, mas o senhor pode por favor me apontar a direção pelo menos? -Suspirei na esperança de que o homem fosse ficar comovido com o fato de eu ser teoricamente órfã e me dizer. -Siga a trilha, ela vai te levar lá, tínhamos uma estação de esqui, bem próxima. -A voz da mulher me deixou surpresa, ela parecia calma, e não se importava nem um pouco com o que me aconteceria.

Agradeci ao casal e rapidamente me afastei, não queria continuar enchendo o saco, principalmente porque estava mais do que óbvio que não me queriam perto. Foi então que eu senti, alguém me observava e eu não precisava pensar muito pra saber quem provavelmente deveria ser. A criatura que estivera me seguindo desde que adentrei o aeroporto de New York. Sabia que não conseguiria escapar dela, mas cheguei a conclusão de que não deveria arriscar tanta gente inocente de se machucar, e muito menos parecer uma maluca dentro do aeroporto. Lancei um olhar para a criatura como quem a instigava a ir para o lado de fora da construção e rumei para as portas do local. A neve não estava tão espeça quanto esperei ao pegar o avião, até estava conseguindo me manter aquecida o suficiente, o que já era um bom começo. Podia sentir o olhar do monstro em mim enquanto caminhava para uma parte mais afastada do aeroporto. -Muito bem, o que quer comigo? -Perguntei a mulher que tinha me seguido até ali. -Você sabe o que eu quero, filha de Zeus. -A observei entrar em posição de luta e assumir sua verdadeira aparência.

O formato de cobra que seu corpo criou não me deixou ser enganada, estava lidando com uma dracaenae e ela parecia estar louquinha para me servir no café da manha. -Sei, você quer minha cabeça numa bandeja de prata, mas não vai conseguir. -Falei séria enquanto colocava minha mochila no chão e me posicionava com o mini-raio. Sua lança e escudo estavam a postos já, e algo me dizia que não podia perder muito tempo ali, ou não chegaria a tempo de salvar minhas irmãs. Lancei um raio contra ela, mas a criatura foi mais rápida e se esquivou, deixando que o raio atingisse uma árvore e começasse a pegar fogo lentamente. -Acho que fiz besteira. -Suspirei. Sempre me acontecia a mesma coisa ao lançar raios sem pensar, sempre, e por algum motivo, ainda não tinha aprendido.

Lancei alguns outros raios em sua direção, mas a desgraçada era mais rápida que eu, ok, confesso, era uma desgraça para as vestais e costumava sempre errar os raios, como eu sobrevivia? Bem, eu era muito mais do que uma vestal, eu ainda tinha meu pai. Coloquei a mão na bolsa e retirei minha faca, agora eu possuía duas armas para enfrentá-la. Avancei em sua direção com faca e o mini raio preparados, desviei de um de seus golpes que provavelmente atingiria minha barriga e tentei com todas as minhas forças cravá-la em sua barriga. Fui surpreendida por seu escudo de madeira que acabou rachando com o golpe mas a protegendo de sofrer qualquer tipo de dano. Com o escudo a dracaenae me golpeou fazendo com que caísse alguns centímetros mais longe de onde estava com uma forte dor. Pressionei minha caixa torácica antes de levantar e voltei a posição de batalha de minutos antes. Corri em sua direção novamente, dessa vez segurando a mão em que o escudo partido estava.

Golpeei-a com a faca fazendo um belo corte em sua barriga e sendo atingida por sua lança em minha perna. Gritei quase ao mesmo tempo que a criatura e me afastei de imediato. A vi avançar em minha direção, dessa vez obrigando-me a abaixar para não ser perfurada por ela, talvez tenha sido bem infantil de minha parte, mas ao ver que ela tinha bobeado, dei-lhes uma rasteira a fazendo cair. Joguei-me em cima dela enquanto a travava com as pernas e jogava sua arma para longe. Tentei-lhes acertar com a faca mas fui surpreendida quando uma de suas “pernas” de cobra agarraram a minha e me derrubaram, fazendo com que dessa vez, ela ficasse em cima de mim tentando me morder. Com uma das mãos empurrava sua face para longe de mim enquanto com a outra lutava para derrubá-la. Ao perceber que não era tão forte como gostaria, fiz bolas de energia surgirem em minhas mãos e as lancei nela. A dracaenae afrouxou a mão o suficiente para que eu a jogasse para longe e voltasse a ficar de pé. Voltei a pegar a faca me posicionando para o ataque, eu ainda sentindo dor na perna, fiz sinal para que a criatura viesse. Depois de pegar sua arma de volta, a criatura realmente avançou em minha direção, mas fui mais rápida e esquivei enquanto enfiava a faca em sua barriga. O guincho de dor, foi seguido por sua transformação em pó.

Andei até próxima de um poste de luz, onde me abaixei e fiz um curativo em minha perna, que já havia parado de sangrar. Pronto, já me sentia “nova” em folha. Achar a estação de esqui não foi nada difícil, ela era localizada em uma parte alta da montanha onde todos podiam ver, provavelmente faziam aquilo para atrair clientes. Caminhar até ela foi um problema, não apenas por causa da quantidade de neve, mas porque precisava olhar constantemente para o chão já que uma trilha quase desaparecendo seguia até lá. Ao chegar na metade da montanha, onde localizava-se a estação, notei, um pouco curiosa de que ela parecia ter sido abandonada, talvez até recentemente. Tentei observar em todos os lugares algum sinal que pudesse me levar ao paradeiro das outras garotas, a neve, estava muito mais espeça ali, fazendo com que o restante da trilha de pegadas que tinha seguido desaparecesse por completo. -Vocês não podem ter sido burras a esse ponto, sei que deixaram algo pra trás, qualé. -Falei um pouco irritada. Próxima a uma cabine de bainheiros, encontrem um buraco, parecia ter sido atingido por uma flecha, mas a mesma não estava lá. Fechei os olhos e concentrei-me no cheiro familiar que adentrou pelo meu nariz, não era um cheiro doce e gostoso de madeira, era um aroma tão pegajoso quanto sua consistência, era cheiro de sangue. Apesar de estar fraca, a trilha de sangue me guiava montanha acima. Tentei subir com toda a delicadeza de uma dama, mas tudo que consegui foi afundar meus pés milhares de vezes na neve e quase cair.

A trilha fez com que eu subisse ainda mais na montanha de neve, contudo, o cheiro de sangue aumentava a cada passada que eu dava, tornando-se cada vez mais recente. Em determinado momento, comecei a escutar uma espécie de diálogo vindo próximo a uma caverna, não conseguia ver nada direito, apenas a entrada da caverna que era um enorme buraco escuro, dando contraste a neve. Aproxime-me o máximo que consegui sem que fosse visível para as criaturas de que eu estava lá. Era possível ver sangue e pedaços de carne espalhados pelo chão bem próximos da caverna, pareciam devorar alguma coisa e estarem muito satisfeitos com isso. Me aproximei ainda mais para escutar a conversa dos dois gigantes, que por mais estranho que fosse, eram meio azuis. -Essa vestais não tinha muita carne, devíamos ter pego a mais gordinha. -Senti meu estômago revirar ao ver que a carne da qual se alimentavam era de uma de minhas companheiras. Não poderia ficar ali parada ou logo comeriam as outras duas, que eu nem sabia ainda se estavam realmente vivas.

-Coragem Lilith, tu é filha de Zeus, precisa ter coragem. - “Ou, pelo menos, ser estúpida o bastante”, minha mente completou. Peguei meu mini-raio e com firmeza mirei próximo aos dois gigantes, perto da entrada da caverna. Lancei um raio lá. -Juno, por favor, me ajude. - Pedi para minha águia elétrica que logo apareceu próxima a mim. Fiz um sinal para que ela avançasse junto comigo e com minha faca, a cara e coragem corri em direção aos gigantes com meu grito de guerra. Avancei em direção ao gigante da esquerda com ambas as armas preparadas para o ataque. Antes de atingi-lo, o vi abrir a boca, e no instante que acertei sua perna, fui atingida por uma baforada de gelo que não apenas me jogou longe, mas me deixou com tanto frio, que por alguns segundos, tive medo de virar uma pedrinha de gelo, isso seria um desperdício sem igual, picolé de vestais não seria nada bom, principalmente de uma vestal como eu. Juno avançava em um dos gigantes parecendo enfurecida.


Não daria para combatê-los assim, não podia ficar sendo atingida por gelo daquela forma ou provavelmente congelaria mesmo. -Olha só a nossa sorte, chegou mais uma para jantar, e essa é meio gordinha, melhor do que a filha de Hefesto. -Ouvi o gigante que tinha sido atingido comentar, ele não parecia ferido, muito menos ligar para o corte, nem mesmo sangue saia da ferida. “Ele me chamou de gorda, não acredito nisso.” -Como você ousa me chamar de gorda? -Gritei irritada. Confesso que odiava quando escutava tal coisa, eu não era gorda, tinha certeza daquilo. -E principalmente, como você ousa comer a Pixxie? Ninguém come a minha irmã e sobrevive! -Fiz bolas de energia surgirem em minhas mãos. Podia sentir o calor da raiva me aquecer. -Ui, nosso jantar ficou bravo, pena que vamos comê-la antes de toda essa raiva passar. -Ouvi os dois gigantes rirem. -Calem a boca, eu falei sério. -Voei em direção a eles começando a atirar bolas de energia em todas as direções. -Morram, malditos. -Mirei em direção ao gigante da direita enquanto o mesmo arremessava um pedaço do braço de Pixxie. Como defesa, Juno o acertou, fazendo sua rota mudar. Lancei um enorme raio em direção ao gigante enquanto estranhava um pouco o sumiço do outro. Senti algo segurar minha perna, tinha pensado cedo demais que ele havia sumido, e fui arremessada em direção a entrada da caverna.

Meu corpo foi de encontro a um monte de neve, senti a dor passar por meu corpo, quem dizia que neve era macia, não sabia o que era ser atirada longe em um monte delas. -Ai minha cabeça. -Levei uma das mãos a testa sentindo o pequeno filete rubro escorrer, estava sangrando e meio tonta. Antes de conseguir levantar, fui pega novamente pelo pé e virada de cabeça para baixo. Quando meus olhos realmente entraram em foco, um dos gigantes me olhava curioso, como se estivesse intrigado com as gotas de sangue que pingavam vermelhas na neve tão branca. Com sua mão livre imensa, ele tentava me atingir, mas estava sendo mais rápida e desviando, entretanto, sabia que aquilo não duraria por muito tempo. Procurei pelo local onde estava o outro gigante, ele parecia ter sumido de vista novamente. -Não se preocupe, ele está pegando madeira para a cozinharmos. -Escutei o barulho de uma árvore cair próximo a onde estávamos. Tinha que sair dali, tinha que sair dali logo.

Tentei atingi-lo com socos, mas meus braços eram pequenos demais para o alcançar, não estava gostando nada daquilo, não queria virar o jantar de ninguém. Olhei para Juno que voava ali perto, precisava de sua ajuda. Fiz sinal para que ela esperasse a hora certa e me fingi de morta. -Ei irmão, acho que ela morreu. -Escutei o gigante que me segurava resmungar. -Ela deve estar apenas dormindo, não seja idiota. -O outro respondeu. “Preciso ficar calma, preciso relaxar”, era o que pensava. Alguns instantes depois, senti o gigante gritar e soltar-me tão rápido que quase cai de cara na neve, tinha funcionado. Juno havia o golpeado com suas garras junto com um enorme choque. Ao me levantar, o observei ainda meio desnorteado tentando manter-se de pé. -Agora você não me escapa. -Falei ao criar bolas de energia novamente em minhas mãos e atingi-lo com toda a força. Por estar tonto, não conseguiu desviar, acabando por ser atingido pelas bolas de energia e em seguia por mais raios do meu mini-raio. Seus gritos encheram o local, ele chamava seu irmão enquanto sua pele queimava. Ainda faltava um. Virei-me rapidamente para outro gigante que já corria para o local e me abaixei a tempo de desviar de seu ataque. -Eu não quero mais brincar, já cansei. -Soei brava. Voltei a segurar minha faca e o mini-raio e os enfiar nos braços esticados do gigante. Algo nojento e azul saiu de seu ferimento, me dando a impressão de que provavelmente fosse sangue. Um último berro soou vindo do gigante, e então, uma explosão de pó nos encontrou. Ele estava morto.

Tentei manter distância do gigante seguinte, ele parecia estar irado comigo, principalmente por eu ter matado seu irmão. -Vou comê-la semideusa, não vai me escapar. -O gigante pegou um pedaço da árvore recém-arrancada por ele e seguiu em minha direção. Não podia ser atingida por aquilo, ou talvez estaria em grandes apuros. Pressionei o corte em minha cabeça, ainda sangrava e estava doendo, mais do que deveria, por sinal. Flexionei um pouco os joelhos me preparando para o que viria a seguir, o gigante da neve tentou atingir-me com o tronco, mas por sorte, consegui me jogar para o lado oposto. Era difícil me locomover por ali, a neve estava espeça, meus pés afundavam, não era nada bom. -Você matou minha irmã. -Olhei-o de forma intimidadora. Apontei minha mão na direção da criatura lançando-lhes várias bolas de energia, quase não tinha lhes causado efeito. -Droga, droga, droga. -Comecei a correr em direção a caverna, tentando me afastar dele. Com o meu mini-raio em mãos, dado por meu pai, ergui-o um pouco acima de minha cabeça o girando, e me concentrei enquanto vários raios eram disparados ao mesmo tempo e todas as direções, alguns “rugidos” puderam ser ouvidos do hiperbóreo, apesar de ser atingido por vários raios, ele conseguia se mexer e se aproximava cada vez mais de mim. Confiei nos raios e continuei o atingindo enquanto a neve adquiria a coloração azul, ele sangrava e não era pouco, mas ainda sim continuava carregando o pedaço de madeira que tinha arranjado e estava perigosamente perto e ao mesmo tempo podia vê-lo lutar para não se transformar em pó. -Só mais um pouco Lilith, um pouco. -Tentei manter-me lá parada apesar do medo. Juno nesse momento voltou a me ajudar o atacando com garras afiadas.

Tudo aconteceu muito rápido, pouco antes dele explodir, senti uma força imensa me arremessar para trás, tinha sido atingida na barriga, aquilo tinha me deixado sem ar. No mesmo instante, o gigante virou pó. Restava apenas eu, ali, deitada na neve sentindo o sangue escorrer, não me referia ao golpe levado, não, aquilo não tinha me feito sangrar, apenas havia me feito sentir muita dor e perder o ar, falava do corte em minha cabeça que tinha recomeçado a sangrar, ele doía, muito. Me sentia péssima, desejava voltar para as garotas, sentia como se não me restasse força o suficiente para entrar ali e salvar minhas irmãs. Não podia ficar ali, sabia que Destinee e Alethea contavam comigo, se eu as decepcionasse, se eu decepcionasse Héstia e não resgatasse o arco de Quione, receberia punição mil vezes pior do morrer ali. Levantei ainda sem ar enquanto cambaleava desnorteada até a parede sólida ao lado da caverna. Assim que consegui me manter focada no que fazia, tirei as blusas que usava, e com a maior concentração do mundo, rasguei um pedaço da mais fina a colocando sobre a testa e a amarrando de forma que a pressão impedisse o sangramento, em seguida, voltei a vestir as blusas de frio. Adentrei a caverna lentamente, evitava fazer barulho.

Podia escutar o eco de meus passos pelo caminho, a caverna parecia estar vazia, mas eu sabia que apenas “parecia”. O cheiro de sangue ficava cada vez mais forte, e não, não era o meu, esse era diferente do que começava a manchar a tira da minha camiseta. Comecei a escutar um choro próximo a entrada da esquerda, ao chegar lá, deparei-me com uma ampla galeria, tinha o formato meio oval, no centro, um enorme pilar com um arco que parecia congelado, e no canto, podia ver Destinee chorar, ela estava não apenas ferida, mas tentava reanimar Alethea com as pernas, já que ambas estavam amarradas. Além do corredor em que me encontrava, havia outra passagem próxima a onde elas estavam, entretanto, o local parecia vazio. Sorrateiramente, andei até as garotas. O olhar de alívio de Destinee deixava evidente em como ela estava feliz pelo resgate ter chego. Soltei rapidamente suas amarras e a ajudei a acordar Alethea que graças a Zeus, ainda estava viva. -Vocês estão bem? -Olhei de uma para a outra. Ambas fizeram que sim com a cabeça. -Lilith, onde esta a Pixxie? -Engoli em seco, não queria dizer a verdade para elas, não ainda. -Eu, sinceramente, não sei. -Desviei o olhar para que não notassem a mentira. -Se arrumem, precisamos cair fora. -Comentei. -Conseguem andar? -Olhei para o arco e rumei em sua direção. -Sim, mas… Não acha melhor deixá-lo ai? -Destinee voltou a falar. -Sua mãe me fez buscar o arco, estou as salvando por vontade minha. -Torci para não ter sido muito grossa. Olhando para todas as direções, caminhei até o arco, confesso que sentia medo do que podia acontecer, o arco era de Quione, temia segurá-lo e ficar congelada, além da possibilidade de outras criaturas aparecerem, afinal, eu tinha total certeza que aqueles dois gigantes não eram os únicos por ali. Respirei fundo algumas vezes antes de finalmente pegar o arco. No momento seguinte, um pequeno tremor fez com que nos entreolhássemos, eu tinha ativado algum tipo de dispositivo. -Fiquem espertas. -Falei ao colocá-lo em minhas costas e pegar minha faca com firmeza. Olhei para todos os lados, temia que tivesse feito besteira. -Lilith! -Alethea gritou. Próximo a ela, apareceram cinco gigantes, todos maiores do que os que tinha matado do lado de fora. Nem mesmo nós três seriamos páreas para eles.

-Corram, venham, precisamos sair daqui. -Gritei ao avançar na direção do gigante mais próximo. -Vamos logo. -Falei enquanto desviava dos ataques dele e tentava acertá-lo nas pernas. -Lilith, recua. -Destinee pediu enquanto eu voltava em sua direção. -Destinee! -Lancei o arco de Quione para ela. Estava mais perto da saída do que Alethea, ela parecia estar ferida e com dificuldades para nos alcançar. -Atira no teto, use o arco de Quione. -Berrei ao passar por Destinee. Eu tinha desistido de tentar acertá-los daquela forma. Tinha pego o mini raio e lançava vários raios em todas as direções tentando atrasá-los. -Lilith! Alethea não vai conseguir. -Observei-a correr. -Se você não atirar agora, nós também não. Com uma última olhada para mim, vi Destinee apontar o arco para o teto da galeria e dispará-lo. No mesmo instante, a caverna se congelou, com os monstros. Alethea parecia bem e acabou diminuindo o ritmo de seus passos, quando estava quase na porta, a galeria desmoronou. Fomos atingidas por alguns pedaços de gelo que não causaram nenhum ferimento grave, apenas alguns aranhões, mas nossa companheira não tinha tido tanta sorte, ela havia sido atingida por algumas pedras e agora se encontrava presa até a cintura. -Precisamos sair daqui. -Olhei preocupada, o lugar tremia, não tínhamos muito tempo. -Não podemos deixá-la ali, Lilith, ela está viva! -Destinee começou a teimar comigo. O medo estava ameaçando me dominar, não podia perder o tempo valioso tentando salvá-la, não podíamos ficar ali ou morreríamos também. -Me escuta, não temos tempo, precisamos sair daqui agora! Minha missão foi resgatar o arco, não vocês, e eu não vou morrer aqui, não desse jeito! -Esbravejei. -Eu não vou embora sem ela! -A vestal continuava batendo na mesma tecla e minha paciência estava se esgotando, eu estava zangada. Caminhei em sua direção e lhes dei um tapa na cara, não era hora para ela dar uma de brava. -Escute bem, eu sou a líder da missão, você pode ficar aqui e morrer sozinha, mas eu não vou morrer num lugar como este, não temos mais tempo, você consegue entender isso? Não seja estúpida! -Segurei com força em seu pulso. -Não é fácil pra mim, você devia saber, mas não vou arriscar duas vidas e o fracasso de uma missão por uma única vida! -Senti algumas lágrimas rolarem por minha face, mas precisava ser forte. Destinee tentou escutar o pulso de Alethea, mas aparentemente não conseguiu. Ela realmente devia estar morta.

Não dei tempo para que ela pensasse, a puxei com força na direção da saída da caverna, a vestal parecia estar entorpecida com o que tinha acabado de acontecer, e tudo que me guiava naquele momento, era o medo. Podia escutar a caverna começar a desabar atrás de nós, trazendo-me um rápido lampejo de quando adentrei no grupo. “Naquela época,  eu era apenas uma garota assustada que tinha descoberto sobre os deuses e começava a entender porque tinha visto minha irmã morrer. Ted já era enfermeiro, para ser sincera, ele estava lá desde que me lembrava, o que era de fato estranho, afinal, eu era imortal, mas ele, eu não sabia dizer.” O barulho da caverna desabando tornou-se ainda mais forte, o que me fez colocar Destinee em minhas costas e voltar a correr. “Lembro-me de chorar próxima aos estábulos quando escutei a voz dela pela primeira vez, Alethea, ela já era vestal na época, tinha ficado sentada conversando comigo até tarde naquele dia, e antes de partir em missão, havia me deixado o convite para me juntar a elas. Algum tempo se passou até que eu finalmente decidi aceitar, fui bem recebida, principalmente por ela, ela tinha sido a responsável por meu treinamento e preparo para tornar-me vestal” senti as lágrimas grossas escorrerem por meus olhos, eu tinha decidido deixá-la morrer, sabia que não poderia salvá-la, na verdade, eu nunca conseguia salvar ninguém, eu sempre via aqueles que amava morrerem. Não tinha salvo Pixxie, não tinha salvo minha irmã, não tinha salvo ela. Eu lamentava, por ser covarde, por chegar tarde demais, eu tinha salvo o arco, sim, eu tinha, percebi isso no momento em que consegui sair da caverna, mas eu tinha falhado, duas vidas tinham sido perdidas, duas vidas que eu poderia ter salvo.

-Lilith, precisamos ir. -A voz embargada de Destinee me fez lembrar que ainda estávamos paradas ao lado do que tinha sido uma caverna. Eu me sentia péssima, carregaria aquela morte pelo resto da minha vida, minha falta de coragem tinha tirado uma vida naquela tarde, uma vida que poderia ter sido poupada. -Lilith, levante-se, tem algo vindo. -Não conseguia concentrar-me direito na voz dela, não conseguia pensar direito, será que era o ferimento? Ou será que era aquela mistura de dor e raiva que tinha se apoderado de meu corpo? -Lilith! Não temos tempo para luto agora, precisamos sair daqui. -Ela chorava tanto quanto eu, mas parecia ouvir algo que eu não conseguia. -Lilith, levanta. -Senti seus braços me erguerem e então eu finalmente escutei. -Destinee, vá em direção ao aeroporto, eu vou resolver isso sozinha. -Olhei-a séria. -Não, você vem comigo. - Destinee não me deu alternativa e começou a me puxar com ela. No momento em que cheguei no aeroporto, tratei de limpar meus ferimentos no banheiro e colocar alguns curativos que havia comprado por lá. Entramos no aeroporto sentindo vários olhares feios, não tínhamos a melhor das aparências, mas tínhamos algo chamado dinheiro, que foi suficiente para sermos atendidas bem e comprarmos nossas passagens, além é claro, das roupas na lojinha de conveniência.

Devo dizer que, ao encostar na poltrona da aeronave, senti um enorme alívio, ele era tão confortável e macio, que me deixavam um pouco sonolenta. Olhei para Destinee que dormia na poltrona ao meu lado, então aproveitei para fazer o mesmo e dormir. O voo como sempre, acabou por ser tranquilo, tendo apenas uma turbulência no caminho, mas nada que nos fizesse cair ou desesperar, apenas uma turbulência normal. A pior parte, não foi chegarmos no aeroporto, foi eu ter que pagar um táxi, até próximo ao acampamento e praticamente carregar Destinee até o pinheiro de Thalia. -Caramba, você está tão gorda, o que andou comendo? -Perguntei enquanto tentava respirar. -Só ande Lilith. -Pediu com uma risadinha. Fui recebida e ajudada por um filho de Hipnos que passava por perto, fazendo com que chegássemos mais rápido a casa grande, onde claro, Quíron e o Sr. D. conversavam. Joguei o arco de Quione em cima da mesa deles bastante séria. -Aqui está o arco, agora, arranjem logo um médico, Destinee e eu estamos feridas, e sim, só nós duas voltamos. -Ordenei com toda a frieza típica.

INFORMAÇÃO IMPORTANTE
Essa narração foi usada para a entrada no grupo das vestais de Héstia.

Poderes:
Bola de energia
Mascote:
Juno - Águia elétrica
Armas:
Faca de bronze celestial
Mini-raio mestre
Electrizer
Sugestão de recompensa:
Adaga elétrica - Um par de adagas elétricas feita de ferro estígio. Rápidas e afiadas, sempre voltam para as mãos da dona








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Re: CCFY - Bem vinda ao Alasca - Lilith Eltz Chermont

Mensagem por Quione em Dom Mar 26, 2017 3:33 pm

Realidade de postagem + Ações realizadas. –  500xp
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc. –  1,000 xp
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência.  – 1,000  xp
TOTAL: 2,500 x 4 = 10,000XP - 8,000 dracmas

(Os valores acima são referentes a valores máximos, não necessariamente significa que você terá essa pontuação.)

Lilith Eltz Chermont

Realidade de postagem + Ações realizadas. –  450xp
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc. –  850xp
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência.  – 800 xp
TOTAL: 2,100 x 4 = 8,400 - 7,500 dracmas

Eletricidade Dupla [ Um par de adagas elétricas feitas de bronze celestial. Rápidas e afiadas, sempre voltam para seu proprietário em caso de perca após três turnos.| Causam dano elétrico no alvo. | Bronze celestial e aço. | Sem espaço para gemas.| Beta. | Status: 100%, sem danos | Mágica. | A Mente Liberta (evento) ]

Obs: Poderá me enviar uma MP, caso deseje saber como - exatamente - foi avaliado.

Aguardando Atualização.


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Re: CCFY - Bem vinda ao Alasca - Lilith Eltz Chermont

Mensagem por Zeus em Dom Mar 26, 2017 5:22 pm

Atualizado


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Re: CCFY - Bem vinda ao Alasca - Lilith Eltz Chermont

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