The Blood of Olympus
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Os seis signos da Luz - One Post para Evie

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Os seis signos da Luz - One Post para Evie

Mensagem por Vênus em Sex Mar 17, 2017 7:25 pm


Os seis signos da Luz

Seis partes constituíam uma flor de cristal, flor essa que só se abria a meia noite, revelando a alma de uma criatura divina, pura, e espetacularmente linda. Freya era a Ninfa da flor da meia noite, batizada em homenagem a deusa nórdica do amor. Sua bondade era extrema, e sua beleza causava inveja até mesmo naqueles cujo beirava o inimaginável. Essa criatura brilhava durante a noite, mas vivia oculta durante o dia, obrigada a se esconder da luz, e dos seres das trevas. E como se isso tudo não bastasse para tornar sua existência um tanto conturbada, ainda devemos ressaltar que essa Ninfa ainda era caçada e procurada pelos seres mais tenebrosos do mundo, e fora amaldiçoada a viver incompleta.

Certa noite um jovem Elfo veio a sua procura, e pelos dias que se seguiram ele voltou, noite após noite, até conquista-la por completo. Freya se apaixonou por ele, confiava plenamente sem notar no quanto estava cega, mas é claro, que isso lhe trouxe uma estranha consequência. Meses mais tarde ela foi traída, enganada por um deus de coração impuro, disfarçado como o Elfo da montanha cujo nome ficaria conhecido por toda existência, esse era Morfeu, um deus apaixonado e vingativo. Seu amor por Freya beirava a loucura, mas ele não poderia viver com ela, e se ele não podia ter o coração da Ninfa para si, ninguém mais teria.

Morfeu não conhecia os fatos que levavam a Ninfa a não se entregar por completo, seus segredos iam muito além da compreensão dos deuses, e de qualquer criatura presente na face da terra, menos uma... seu criador. As forças invisíveis que povoam o mundo não passam de histórias sobre crença, e é daí que também surge a dúvida sobre o que é real, e o que não existe. Morfeu desacreditava da história da Ninfa, e por isso a castigou, sem saber que isso traria consequências que o tornariam um completo incompetente, e que pelos anos que se seguissem daquela maneira, apenas uma alma renascida, poderia salva-lo de seu destino cruel.

Do deus do sono um amor renascido,
Das partículas de luz, seis signos escolhidos,
Sobre o céu estrelado apenas uma alma há de encontrar
A ninfa perdida, e sua vida restaurar.


100 anos depois...

Em algum lugar do acampamento Jupteriano uma jovem descansava sobre um cômodo do senado. O escritório tinha documentos do chão ato teto, cheiro de café e mofo. O sol entrava pela janela e lhe banhava o rosto alvo, como se a mandasse despertar, mas isso não a incomodava, muito pelo contrário, a fazia querer descansar um pouco mais. Evie Farrier era uma jovem comprometida, mas por mais de uma vez fora vencida pela preguiça. Aquele era um dos raros momentos em que isso acontecia, e foi perfeito... pois enquanto dormia Morfeu aparecia.
Regras:

• A cerca de 100 anos a vida de Morfeu foi mudada por completo, isso aconteceu porque o deus se apaixonou por uma criatura proibida. Freya é a Ninfa da meia noite, uma viajante do tempo cuja existência é fundamental para criaturas noturnas, é ela quem permite o brilho do luar, a abertura das flores raras e a existência do que está escondido, é ela a estrela guia para tudo que ainda não foi descoberto. Contudo, essa Ninfá está quebrada, sua flor de cristal cuja vida carrega sua alma foi dívida em seis partículas diferentes, conhecidas como signos da luz. Essas foram perdidas entre seis diferentes dimensões do planeta, e cabe a você me dizer cada uma delas, viajar por elas, e encontrar os signos. Ao reunir os pedaços da flor será capaz de junta-los, e ao conseguir, restaura a alma de Freya.

• Você tem até dia 30/04/2017 para realizar a postagem, e é um período equivalente a quantidade de informações.

•       Eu te dei um resumo, mas é você quem me conta a historia.

• O mínimo de linhas é 60, e sabemos que este é completamente insignificante.

• Não utilize templates que apresentem cores berrantes, menos de 500 px de largura ou com fontes que dificultem a minha leitura.

• Duvidas devem ser enviadas através de MP.

• Mascotes e armas, junto aos poderes devem ser colocados em spoiler no final do post.

• Boa sorte.



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Re: Os seis signos da Luz - One Post para Evie

Mensagem por Evie Farrier em Seg Abr 24, 2017 1:19 pm



O Primeiro Signo
Ilhas Canárias  



O cheiro da cafeína era provavelmente o melhor dos balsamos para o meu humor tão instável. Estava enfrentando uma árdua e interminável batalha, uma que cansava minha mente e meu corpo. Os papéis pareciam sem fim a minha frente enquanto eu tentava, sem muito sucesso, adiantar toda a parte burocrática para ter o resto da semana livre. Odiava a parte da papelada tanto quanto Becka, mas não podíamos adiar mais uma parte que os Senadores teimavam em dizer que era essencial. Respirei fundo enquanto aproximava o copo com café dos lábios. Assoprei distraidamente a fumaça antes de bebericar um pouco do meu néctar particular. Deuses, meu sangue já deveria ser preto de tanta cafeína que estava consumindo nos últimos dias.

Repousei o copo sobre a mesa e estiquei os braços para o alto, sentindo os músculos de meu corpo reclamarem enquanto espreguiçava. Havia perdido totalmente a noção do tempo enquanto estava no escritório, preferindo manter-me ignorante ou lamentaria ainda mais ter passado horas e mais horas enclausurada. Relaxei as pernas e apenas por breves segundos fechei os olhos, aproveitando a quietude momentânea e o roçar suave dos raios solares sobre meu rosto. Eu sentia-me confortável e estranhamente sonolenta, minha cabeça tombando devagar...

...até despertar de surpresa em um sonho!

Era estranho usar o verbo despertar quando se estava, literalmente, adormecido. Porém, minha consciência estava desperta enquanto encontrava-me nos domínios oníricos. Eu sabia que aquilo era um sonho e, ter esse conhecimento, apenas significava uma coisa. Não era um sonho normal, era um sonho guiado pelo meu lado divino. Franzi o cenho olhando para o ambiente ao meu redor. Era como um jardim, a arquitetura ao meu redor era clássica, como se estivesse em uma mansão ao estilo romano antigo. Olhei para mim, notando que até mesmo minhas roupas haviam mudado. Um vestido claro e suave, nas costas um decote tão cavado que eu sentia o vento suave beijar a minha pele. Em minha cintura um tecido roxo envolvia e seguia até próximo de meu joelho.

-Atendeste ao meu chamado!

A voz vinha de um homem sentado em um muro. Suas roupas eram também no mesmo estilo antigo, uma toga mais escura, sandálias de couro e até mesmo louros sobre o cabelo escuro. Ele era jovem, belo, olhar sereno. E era um deus. Sua aura, sua presença e sua fala apenas confirmavam as hipóteses óbvias. Já tinha estado em presença de deuses antes, sabia reconhecer um quando o via, mesmo que de fato não soubesse o seu nome.

-Não pareceu que eu tinha muitas escolhas – disse de maneira dura, particularmente odiava a metodologia divina em convocar os semideuses para realizar seus desejos. Sequestros, chamados estranhos e invadir sonhos – Quem é você?

-Tão direta quanto comentam – o deus desconhecido saltou do muro e, enquanto andava em minha direção, fez com que dois divãs aparecessem e se formassem como mágica – Assim como já sabe que eu preciso que faça um favor para mim. Por favor sente-se e escute o pedido do deus dos sonhos.

-Somnia?

-Grego, devo admitir, meus pecados foram cometidos nessa forma então é com ela que devo me redimir.

Morfeu.

O próprio deus do sonho estava ali a minha frente solicitando minha ajuda. Seu tom não era exigente, mas era demandante. Eu sabia que pouca escolha teria e que a qualquer momento toda a cordialidade poderia sumir. Porém aquele era o domínio dele, não era sábio provoca-lo ou irritá-lo. Pensando nisso, sentei no divã mais próximo e o observei atentamente.

-Primeiro terei de contar uma história de um deus prepotente e vaidoso, mas apaixonado – ele começou recostando no seu próprio divã.

-Uma combinação perigosa – comentei arqueando as sobrancelhas.

-De fato – ele concordou e demorou quase um minuto inteiro para tornar a falar – Havia essa ninfa. Ela era a única de sua espécie, tão rara quanto graciosa, tão gentil quanto bela. Mas eu sabia que nenhuma divindade era permitida de se aproximar dela – ele suspirou e o olhar perdeu-se – Há segredos que nem mesmos determinados deuses sabem, protegidos por outros deuses para que a ordem seja mantida e que nossas energias não sejam contaminadas. Porém, meu pecado foi o de achar que eu poderia encontrar uma solução. Em verdade eu encontrei.

Tive de morder com força a minha língua para não fazer nenhum comentário idiota. Porém, talvez, Morfeu soubesse de minhas intenções. Talvez até soubesse o que se passava em minha mente enquanto meus olhos o encaravam intensamente. Deuses e sua prepotência, seus romances juvenis que geram guerras.

-Hoje posso concordar com você – Morfeu falou e balançou a cabeça – Não tenho muito tempo aqui ou ele logo descobrirá que estou tentando interferir! Eu me disfarcei de uma criatura, um elfo, e me aproximei dessa ninfa. Eu a amei com todas as peculiaridades e possessão que um deus ama outra coisa. Na época, eu sabia que ela me amava, mas ela amava algo a mais. Não dizia-me, era o segredo que ela protegia e que ninguém mais poderia descobrir, nem mesmo um deus. Então eu fui enchendo meu coração de inveja e ciúme até enlouquecer. Se ela não fosse minha, não seria de mais ninguém. Eu não sabia de nada naquela época – ele olhou para os lados, um tremor passando por todo o chão pondo-me em alerta – Tenho menos tempo do que eu pensava.

-O que você fez com ela?

Essa era a pergunta. Deuses dominados por sentimentos faziam loucuras. Lendas comprovavam isso, pois surgiam desde monstros a castigos infernais. Morfeu havia feito algo com aquela ninfa, disso eu tinha certeza!

-Eu aguardei ela tomar a sua verdadeira forma, a flor da meia-noite. Era quando toda a sua magia se espalhava pelo mundo, mas também era quando tornava-se mais vulnerável. A reparti em quatro pedaços. Quatro signos da luz e espalhei pelo mundo. A força dela enfraqueceu drasticamente, manteve-se apenas para que a ordem não entrasse em colapso. Ela sobrevive em dor por minha culpa.

-Por que eu ajudaria você? – indaguei sentindo meio peito encher-se de revolta pelo que escutava.

-Porque eu quero que você encontre os quatro signos e a torne inteira novamente! – Morfeu ergueu-se de supetão – Eu me arrependo! Eu tentei dizer isso a ele! Mas cada ano que passa o castigo torna-se pior. Eu já nem lembro mais onde escondi os signos e sinto cada vez mais a dor de ser partido!

Arqueei a sobrancelha. Morfeu havia sido punido pelo que havia feito com a ninfa, por quebrar as regras naturais. Ele grunhiu e o sonho tornou-se frio, o sol acima de nós tornava-se tempestade. O deus tornava-se irritado e isso era visível em seu semblante.

-Você não vai apenas me ajudar, mas sim a ela também! E eu sei que você vai! – ele esbravejou para mim.

-Como pode ter tanta certeza?!

-Porque você seria incapaz de deixar alguém sofrendo. Por isso eu a escolhi. Você tem a ligação com a noite, você é uma guerreira, conseguirá passar por todas as provações e fazer Freya inteira mais uma vez!

Minhas mãos fecharam-se em punhos, meu olhar era irredutível. A história era bastante simples. Morfeu enganou uma ninfa, mas não uma qualquer, uma que continha um mistério que nem o próprio deus conhecia. Apaixonou-se perdidamente, mas perdeu-se no próprio sentimento. Porém, ao não ser retribuído em igual intensidade – como se todas tivessem de cair de amores só porque é um deus – ele ficou possesso pelo sentimento e vingou-se. Repartiu a ninfa, a reduziu a signos e espalhou pelo mundo. Foi castigado por alguém por causa disso e agora sofria a própria dor que tinha causado. Boa parte de mim, uma parte muito grande, queria deixa-lo sofrendo ou até mesmo aumentar a dor, se pudesse. Mas havia ela. A ninfa. Alguém que parecia-me inocente nessa história toda, refém de sua própria natureza, vítima de um deus estúpido. Alguém que estava, literalmente, quebrada e separada de si mesmo.

-Eu já vejo a decisão em seu coração – Morfeu comentou – Eu não sei onde estão os signos, mas sei de alguém que saberá e não será nada fácil, Farrier. Eu a ajudarei com os pormenores dessa missão.

-Como será essa ajuda?

-Você saberá. Agora acorde!

A sensação de acordar foi como um tapa na cara. A lateral de meu rosto ardia enquanto meus olhos piscavam rapidamente. Minha mente tentava processar o que acontecia em uma lentidão surpreendente. Mas a primeira coisa que notei foi Becka a minha frente com um sorrisinho esperto. A segunda coisa foi a que o tapa não havia sido apenas uma metáfora, ele fora bem real!

-Você não estava acordando! – ela ergueu as mãos como se estivesse se defendendo. Antes que eu falasse algo, a outra pretora esticou um envelope para mim – Isso chegou para você.

Capturei o item ainda com um beicinho nos lábios por conta do tapa que havia recebido. Mas ao abrir o envelope e checar o que havia lá dentro, o ar saiu pesado por entre os meus lábios. Becka cruzou os braços a minha frente enquanto parecia esperar por respostas.

-Eu vou sair em missão – falei e puxei as passagens áreas – Parece que vou para as Ilhas Canários e não, não faça essa cara de “Oh my god me leva junto!”. É uma missão e eu não tive muitas escolhas – abri um sorriso quase diabólico – Mas desejo de todo o meu coração muita sorte com esses papéis.


♠♠♠


A viagem estava programada para o meio da madrugada. Morfeu não havia perdido tempo em me mandar para o que muitos acreditavam ser um dos paraísos da Europa. Mas eu estava às cegas ali, com apenas um destino e uma missão bastante abrangente, que nem o próprio deus sabia tantas informações. Pelo menos ele pagou as passagens, e o táxi que me levou até um hotel onde havia um quarto simples reservado com meu nome.

O quarto era simples, possuindo uma cama de solteiro, um armário charmoso, vista para o mar e um banheiro bem limpo. Era o suficiente para mim, apesar de ter aquela pontada de desapontamento por um deus ter escolhido um quarto tão simples para mim. Ou quem sabe ele visava a descrição? Parada na varanda do quarto, eu passei a mão em meu cabelo em agonia por não saber ao certo que rumo tomar agora. Havia chegado na ilha, sabia que alguém ali me ajudaria a ter informações. Mas quem? Onde poderia encontra-lo? Como seria?

Cansada de esperar que alguma coisa acontecesse, a decisão mais sábia para o momento parecia fazer o que qualquer um faria naquele momento: passear pela ilha. Por sorte o hotel era internacional, assim, quando parei defronte a recepção, o rapaz a minha frente parecia querer testar a sua fluência, pois não parava de falar sobre as praias e cachoeiras da ilha.

-Tio, tio! – uma criança sentou sobre a cadeira do recepcionista e apontou para mim sem parecer ligar se isso era falta de educação ou não. Ele tinha a pele morena, devia ter por volta dos oito anos, olhos castanhos enormes e um cabelo liso estava totalmente bagunçado – Ela tem a marca dos heróis.

Talvez eu tenha achado uma pista mais rápido do que eu imaginava.

-Marca dos heróis? – repeti mostrando interesse.

-Ah não ligue para o pequeno Sean, ele mora com nossa avó e a velha fica enchendo a cabeça deles de histórias folclóricas – o recepcionista falou em descaso – Sean, vá para o mercado pegar as coisas que vó Maria ordenou!

A criança revirou os olhos como se adultos fossem extremamente chatos. Aquilo me fez sorrir divertida, pois, de certa forma, concordava totalmente com a criança. Antes que ele saísse totalmente do hotel, dei um simples tchau e comecei a andar em passos largos, seguindo o pequeno ser antes que o perdesse de vista. O alcancei quando estávamos entrando em uma praça, o movimento intenso quase fazendo-me perder a criança entre os turistas e moradores locais.

-Sean! – chamei o fazendo parar e me olhar em expectativa – O que você quis dizer com marca do herói?

-Essa em seu braço – ele apontou para meu antebraço direito, onde residia a minha tatuagem de legionária – Vó Maria disse que o antigo herói tinha uma marca assim.

-Você acredita nela? – perguntei de maneira serena.

-Sim – Sean concordou, mas cruzou os braços e lançou-me um olhar esperto e desconfiado – Mas não acredito que você é uma delas. É magra demais para isso!

-Sou? O que te garante isso?

-Vó Maria dizia que os heróis eram pessoas fortes, capazes de derrubar monstros! E você é uma menina!

Revirei os olhos e chamei ele um pouco mais para o canto. Em um lugar mais discreto, abaixei até ficar na altura do pequeno esperto. Ele ainda me encarava de maneira desconfiada, mas havia expectativa nos olhos castanhos. Sorri de lado, olhei ao redor verificando que ninguém mais estava prestando atenção, para só então abrir a palma de minha mão. Com calma para que a habilidade não saísse de meu controle, fui deixando que minha mão esquentasse e formigasse, direcionando a minha energia para uma habilidade que era muito útil, mas que também era linda se usada de maneira inofensiva. Minha palma começou a brilhar, como se uma luz líquida passeasse sob a minha epiderme. Os olhos castanhos pareceram dobrar de tamanho enquanto o queixo caía vários centímetros. Sean passou a olhar de mim para a minha palma que brilhava, um estágio muito inicial da habilidade Brilho Estrelar. Porém, para garantir que a habilidade não o afetasse em nível algum, fechei a palma impedindo que o brilho se intensificasse e machucasse a visão do garotinho.

-Poderia me levar até sua avó? – pedi gentilmente.

Sean nem ao menos hesitou, ele apenas balançou a cabeça rapidamente, segurou meu antebraço esquerdo e praticamente me derrubou no chão ao me puxar sem que eu tivesse levantado ainda. O pequeno disparou tanto nas pernas quanto nas perguntas, variando desde quem eu era e de onde vinha, até questões de se eu sabia voar ou não. Eu tentava responde-lo, pois se havia um ponto fraco na pretora romana era simplesmente aquele: crianças. Quando Sean irritou-se com o fluxo de pedestres a nossa frente, eu não resisti a pegá-lo e coloca-lo sentado sobre meus ombros. Ele era pequeno para a idade que aparentava ter, mas para a minha resistência corporal parecia pesar uma pena.

O garoto me guiou até uma parte mais residencial e simples da ilha, longo de centros turísticos e ruas mais luxuosas. Ali eu via pessoas mais típicas do lugar, usando roupas mais simples, conversando e na frente da porta e, obviamente, olhando para mim e Sean.

-Vó Maria vai acreditar na gente! Ela acredita em coisas que ninguém mais acredita! – Sean exclamava animado – Você já lutou com algum monstro?

-Alguns – respondi com um sorriso de lado – Eles são bem feios sabia?

-E aterrorizantes! Por isso eu tenho de me comportar e obedecer a vó Maria, já pensou se ela manda algum monstro me perseguir? Eu não sou tão rápido ainda, minhas pernas estão crescendo!

Um riso singelo escapou de meus lábios, um que a muito tempo eu não deixava ser emitido. Nas últimas semanas todo o meu tempo estava sendo dedicado ao Acampamento e a Nova Roma. Talvez, se fosse possível, passaria um dia a mais ali antes de retornar para América.

Paramos de frente a uma casa simples, pequena, mas muito graciosa em seu tom azul e um belo jardim na frente. Coloquei Sean no chão e ele praticamente foi como um foguete a porta, gritando pela avó. Entrei na casa com certo receio já que estava sentindo-me como uma intrusa, por isso, parei logo a frente esperando a presença da senhora. Sinceramente? Em minha mente havia aquela ideia de esperar uma senhora idosa, de rosto bondoso, pele desgastada pelo tempo, rugas, costas um pouco encurvadas, um sorriso carinhoso e sem um dente ou dois... Mas quem apareceu de um corredor era alguém bem peculiar. O cabelo pintado em um loiro dourado, o corpo bem em forma, um olhar altivo e desafiador. A pele naturalmente bronzeada indicava sim a passagem de tempo, porém eu não daria mais do que quarenta e cinco anos para aquela mulher. Ela falou alguma coisa e eu abri um sorriso um tanto sem graça.

-Desculpa, sabe falar inglês? – questionei suavemente.

-Perdão! Eu só não sabia qual língua falar, já que você é evidentemente uma estrangeira! – ela sorriu e aproximou esticando a mão – Sou Maria, perdão pelo meu neto, ele parece ter o espírito de dez crianças para um corpo tão miúdo.

-Evie Farrier – estiquei a mão para cumprimenta-la e assim que os olhos castanhos repousaram sobre minha tatuagem, dobraram de tamanho da mesma forma que Sean fazia – Legionária.

-Uma romana! – ela exclamou e fitou-me ainda em surpresa – Eu sabia que um dia alguém viria, mas não esperava que fosse tão jovem!

-Idade não é sinônimo de experiência, senhora – respondi ainda usando o mesmo tom cordial – Seu neto me reconheceu na recepção do hotel como possuindo uma marca de um herói. Poderia me contar um pouco sobre?

-Por favor, me siga, eu ainda não acredito que isso finalmente está acontecendo!

Sean ria do corredor, gritando um “eu avisei” infantil e animado. Maria guiou-me pela casa até irmos para o quintal tão aconchegante e simples como todo o resto. Havia uma mesa redonda de madeira, assim como cadeiras de igual material. Ela pediu para que eu me sentisse a vontade enquanto preparava o chá. Rapidamente a convenci pelo café e não me arrependi, logo quando o líquido preto foi colocado a minha frente eu podia sentir a qualidade apenas pelo aroma. Nota mental, perguntar qual marca de café era aquele. Maria sentou-se a minha frente, com um enorme e antigo livro em suas mãos. Sean encontrava-se a minha esquerda tomando algum suco amarelo enquanto balançava as pernas no ar.

-Essa ilha antes era dominada pelos Guanches, o nome que se dava aos nativos daqui. Minha família é descendente de um antigo e poderoso Mencey, um título similar a um rei. Por isso possuímos esse livro – ela abriu o livro e mostrou-me algumas páginas cheias de rabiscos – Dediquei mais do que da metade da minha vida tentando traduzi-lo, mas a língua guanche foi erradicada na época da colonização, o que torna muito difícil entender algumas coisas.

-Posso olhar?

Maria logo virou o livro em minha direção. Folheei algumas páginas sentindo aquele cheiro de livro bastante velho, as páginas pesadas e ao mesmo tempo terrivelmente frágeis. Até que parei umas cinco páginas a frente, vendo o desenho de um ser que parecia voar. Eu reconhecia os traços de seu desenho, pois era o mesmo feito por romanos da era antiga.

-Esse é Acháman – Maria comentou.

-O poderoso deus! – Sean exclamou – O deus celestial, ele que mandava em tudo basicamente.

-Como você reconheceu a minha tatuagem romana? – indaguei olhando para Maria.

-A ilha já foi uma província de Roma. Parte do povo Guanche era formado da união entre os nativos e os comandantes e soldados romanos – Maria explicou – É uma tradição das mulheres da família passar o conhecimento uma para outra. Infelizmente minha filha é moderna demais para acreditar em crenças tão antigas. Ela não consegue ver através da névoa, o que é uma pena... Mas Sean consegue, ele crescerá um homem muito importante para contar para sua futura família todo o conhecimento que tenho.

-Pode deixar vó! – ele exclamou solicito.

Ao virar duas páginas, meus olhos finalmente se depararam com algo bastante interessante. Ser filha de Nox, uma deusa primordial da magia, deixava-me naturalmente conectada a coisas mágicas. Não me surpreendi por aquele livro conter um traço de magia nele. Ou melhor, um pequeno ritual escrito em uma língua tão estranha e antiga que justificava a dificuldade de Maria em traduzi-lo. Ela não possuía sangue mágico, seria impossível.

-Sei que isso pode parecer um tanto estranho, mas poderia me emprestar uma faca? – pedi enquanto meus olhos vagavam entre as letras estranhas.

-Você consegue ler não consegue?! Ai finalmente!

Maria levantou e rapidamente trouxe o que solicitei. Eu conseguia ler. Era intuitivo, eu não saberia dizer como ou explicar como aquelas combinações faziam sentido e ensinavam-me um ritual. Mas estava ali a resposta que eu precisava.

-Não faça isso nunca Sean – falei um tanto séria para o garoto ao pegar a faca.

Fiz um pequeno corte em minha palma e apertei a mão em punho para acelerar o sangramento. Estiquei a mão sobre o livro deixando que as gotas caíssem sequenciais sobre a página. Só então comecei a recitar em uma linguagem totalmente estranha a minha garganta, mas que eu sabia exatamente como o fazer. O livro começou a tremer, Sean deixou o copo cair ao agitar-se na cadeira, Maria tinha os olhos vidrados em tudo o que acontecia. As páginas começaram a passar rapidamente como se um vento as tivessem atingido. Até parar quase na metade e uma luz sair forte para o alto.

Foi como se eu tivesse acionado um dispositivo altamente tecnológico, pois imagens começaram a surgir como se fossem hologramas bem a nossa frente. Em meio a fumaça e um toque mágico, nós víamos uma floresta imaculada. Um povo mais primitivo, uma tribo. Provavelmente os Guanches em sua época de glória. Como em um filme, assistimos a imagem avançar pela floresta, passando uma elevação até encontrar uma gruta. Lá dentro estava um homem belo, jovial, ele flutuava e parecia voar. Porém seu rosto estava triste, pesaroso, em suas mãos uma pétala planava a poucos centímetros de sua mão. Era um dos signos! Eu tinha certeza disso. De repente, a imagem girou rapidamente até desaparecer.

-Esse era Acháman! – Maria arfava como se tivesse visto um príncipe encantado sobre o cavalo branco – Ele estava na caverna sagrada!

-Você sabe onde fica? – questionei esperançosa.

-Não, até agora... – ela franziu o cenho pensativa – Eu reconheci aquela parte da floresta, você consegue chegar nela seguindo a trilha do alvorecer, o hotel onde meu filho trabalha tem um guia que pode ajuda-la.

-Eu também quero ir! – Sean ficou em pé sobre a cadeira – Eu quero ir para o lugar sagrado também!

-Sean... – murmurei já pensando em uma desculpa.

-É uma missão que apenas quem tem a marca pode fazer querido – Maria se adiantou, mas voltou ao livro e o foleou até abrir um enorme sorriso – Mas tenho certeza que Evie, ao retornar, faria uma caça ao tesouro conosco!

Franzi o cenho até ver a página que ela me mostrava. Era realmente um mapa! Arqueei uma sobrancelha a encarando e o sorriso animado ainda permanecia ali. Eu não podia negar, eu não conseguia, não depois de tanta ajuda e hospitalidade. Então acabei dando de ombros como resposta.

-Entrarei em contato o mais rapidamente possível, no máximo em dois dias, não sei muito o que me espera.

-Yuuuupiiiii!

O grito de Sean poderia ter sido escutado pelos vizinhos, mas nenhum deles teve a oportunidade de ver uma dancinha da vitória desengonçada e engraçada. Definitivamente, crianças eram o meu fraco.

♠♠♠


O passeio pela trilha teria sido bem proveitoso... Se um casal de recém casados não tentasse toda hora fugir para ficar aos amassos. Ou se um velho parasse de reclamar tanto dos mosquitos. Também havia aquela moça irritante que queria tirar fotos até das formigas que seguiam um caminho sinuoso pelo tronco. O guia era extremamente paciente, o que fazia as coisas andarem mais lento do que deveria. Se algum legionário ousasse atrasar o passo de toda a equipe daquela forma, ele teria sido expulso e receberia um intenso treinamento físico de resistência para que, na próxima vez, ele acompanhasse o ritmo dos outros.

Levou quase quarenta minutos de caminhada e muitas paradas para que eu finalmente começasse a reconhecer alguns pontos da imagem holográfica. Fui retardando o passo, passando a prestar mais atenção no ambiente ao meu redor. Maria estava certa, aquele era mesmo o lugar que levaria até a caverna do deus celestial! O senhor passou dando um tapa na nuca, resmungando e choramingando enquanto se arrastava. Havia um caminho quase apagado, uma segunda trilha estreita e que ninguém mais parecia notar. Nem mesmo a moça curiosa de dedos nervosos sobre a câmera Nikon caríssima. Meus passos pararam enquanto o guia prosseguia falando sobre as espécies de animais que habitavam aquela área.

Respirei fundo antes de seguir pela bifurcação, deixando meus instintos aflorarem, ficando em alerta. Sabia que, provavelmente, aquela era uma rota disfarçada pela névoa, pois nenhum outro a havia notado antes. Minha mão repousou na empunhadura de minha espada, aparentemente de maneira desleixada, porém como um sinal evidente de que a desembainharia no menor sinal de perigo. A floresta foi ficando cada vez mais densa, as árvores altas mal permitindo que os raios solares iluminassem o caminho. Barulhos estranhos faziam com que meu olhar seguisse para todos os lados.

Todavia, não encontrei nenhum inimigo. Nada parecia entrar em meu caminho, pelo contrário, eu escutava sons que se distanciavam, como se abrissem caminho para mim. Levou cerca de quinze minutos para que vislumbrasse a entrada da caverna. Franzi o cenho parando a frente, levando bons segundos apenas ponderando o quão estranho era nada ter interferido em todo o meu trajeto. Era como se alguém tivesse permitido a minha aproximação e, se isso fosse de fato verdade, as chances daquilo ser uma armadilha eram enormes. Mas que outra opção eu teria?

Inspirei fundo reunindo todos os traços de coragem ao erguer o queixo. Então adentrei a caverna esperando que as próximas cenas escolhidas pelo destino incluíssem a filha da noite saindo inteira. A caverna era bastante escura, mal dava para enxergar as suas dimensões ou perceber qual era o principal minério nas paredes rochosas. Mas, pouco mais de um metro depois, tudo começou a iluminar.

-Deuses – resfoleguei sem esconder o encantamento.

A iluminação provinha de desenhos na parede. Era como se alguém tivesse usado de tinta mágica azul clarinho. Os traços dos desenhos eram um tanto primitivos, exatamente como quando os povos da idade da pedra usavam para registrar a história. Aproximei curiosa da parede a minha esquerda, vendo o desenho do que parecia ser uma tribo. Logo depois, barcos romanos e na cena seguinte romanos e o povo nativo juntos ao redor da fogueira. Aquela era a história da ilha! Fui seguindo sentindo a energia que aquele lugar emanava. Não precisava ser sensível a névoa para sentir cada célula de meu corpo vibrando. Aquele era realmente um local abençoado.

-Não me surpreende que conseguiste ver os desenhos.

A voz me fez saltar em susto, virar de supetão e desembainhar a espada até a metade. Tudo feito por puro instinto, como se meu lado treinado estivesse pronto para lutar com qualquer coisa que se aproximasse. Qualquer outro ser teria se assustado com minha reação ofensiva, mas para aquele homem que flutuava a minha frente, aquilo parecia ter sido divertido. Havia um sorriso pequeno e discreto em seus lábios que sustentavam essa hipótese. Ele era alto, magro e usava roupas escuras com um sobretudo. Sua postura era tão correta quanto a de um cavalheiro de séculos passados.

-Não era o meu intuito assustar-te – ele disse, até mesmo o seu timbre era educado – Mas a muito tempo espero vossa visita.

-Então é mesmo uma armadilha...? – o meu tom variava entre a dúvida e a afirmação.

-Um convite – ele respondeu e fez um gesto com as mãos, fazendo com que pedras cristalinas encrustadas na parede rochosa começassem a brilhar fornecendo uma iluminação mais intensa. Assim, eu pude perceber que os olhos dele eram estupidamente azuis – Sei que veio a mando daquele deus traiçoeiro, o que não me agrada de fato que ele seja o promovedor de uma missão tão importante.

-Você é o deus celestial daqui – dessa vez havia afirmado com toda a certeza que tinha, agora conseguia vislumbrar cada traço dele, idênticos ao deus do holograma.

-Possuo muitos nomes – ele admitiu e curvou-se em uma mensura educada de apresentação – Mas você deverá me reconhecer como Éter, filho de Nyx e Érebus, seu meio-irmão divino.


Minha expressão de surpresa parecia diverti-lo mais uma vez. Porém, quem ousaria julgar-me por ser tão genuinamente expressiva? Não quando, depois de tantos anos, encontrava um meio-irmão. Um que era acima de tudo, um deus. Certamente que Nyx possuía outros filhos, mais eles estavam no Acampamento Meio-Sangue e com uma relação difícil, pois a deusa os havia atacado quando eles a recusaram. Não me sentia ligada o suficiente com a deusa, pois nunca possuímos nenhum tipo de contato. Não poderia considerar filhos de Belona como parentes, era estranho minha suposta avó ser a mãe deles. Assim, desde que meu pai morrera, eu me considerava sozinha nesse mundo em questão de parentescos.

-Você já me esperava – disse depois de pigarrear para recobrar a compostura – Morfeu me enviou aqui com a sensação de que essa não seria uma conversa amigável.

-Aquele ser preenchido pela vaidade e arrogância nada sabe sobre mim e minha relação com minha criação mais perfeita! – finalmente Eter parecia descer um pouco do pedestal, seu semblante tornando-se um tanto agressiva – Tudo o que ele almeja é escapar da dor que está sentindo, libertar-se do castigo mais do que merecido!

-E o que você deseja?

Deuses sempre desejavam algo. O engraçado? Mesmo sendo criaturas divinas eles não podiam ter tudo o que queriam. Havia uma ordem universal para que nada explodisse pelos conflitos de interesses. Uma linha tênue entre o que um deus poderia e não poderia fazer. Limitados a seus domínios e influencias, deuses não era tão grandiosos quando passava a conhece-los.

-Apesar de todo o meu ódio por aquela criatura tão vil, Freya não merece o destino que está cumprindo – Éter havia suavizado o seu tom – O mundo, mais do que nunca, precisa da Ninfa das flores raras exercendo seu poder e influência.

-Eu não vou perguntar porque você simplesmente não faz o resgate– balancei a cabeça de um lado para o outro, dando de ombros perante a impotência do deus primordial – Deuses possuem limites no que podem fazer sem interferir na ordem das coisas.

-Esse é um conhecimento que eu almejaria que outros tivesse, inclusive os divinos. Antes de prosseguir com sua viagem, necessitas de mais informação para saber o que irá enfrentar. Escuta-me com bastante afinco, para que não morra cumprindo teu papel nesse enredo.

Encostei em uma parede e cruzei os braços buscando uma posição confortável. Deuses nunca eram diretos no ponto e pareciam ter um apreço demasiado pelas histórias.

-Freya é a ninfa da flor da meia noite – Éter começou, seu tom e fluência na fala era como o de um verdadeiro bardo – É uma das minhas criações mais puras e belas. É ela quem permite o brilho do luar e o despertar das flores raras. Ela protege a existência do que está escondido, assim como é uma estrela guia para tudo o que ainda não foi descoberto – havia amor em cada palavra proferida pelo deus, mas não um amor doentio ou romântico, ele era como um pai falando orgulhoso de sua filha. E como um, havia dor em seu olhar ao prosseguir – Todavia, cem anos atrás um deus achou que poderia burlar as regras que criei para protege-la. Ele a quebrou em prol da sua ganância e amor doentio, partiu a flor de cristal que representava a alma em quatro pedaços distintos e o jogou pelo mundo.

-Sei que isso não faz tanta diferença, mas ele também não está no meu top 10 deuses legais – comentei sutilmente, fazendo com que o deus sorrisse minimamente – Eu sei que preciso recuperar esses signos e juntá-los. O faço apenas pela ninfa, não conseguiria negar ajuda para alguém que se encontrar em uma situação como a dela. Eu não conseguiria...

-Por isto fostes a escolhida – Éter concordou com um leve acenar de cabeça e suspirou pesadamente – Mas em nada será fácil os teus caminhos. A começar por aqui, onde está o primeiro signo de Freya.

-O tem com você?! – questionei desconfiada, seria fácil demais se...

-Não – bingo, como eu disse, seria fácil demais se ele tivesse o item e simplesmente me entregasse – Freya era uma viajante do tempo, seus signos foram espalhados por diferentes épocas, sendo protegidos e cobiçados. Infelizmente, enquanto os nativos duelavam na resistência contra a colônia, uma entidade obscura aproveitou-se da fragilidade dos guardiões e tomou o signo dos nativos.

-Onde está? – perguntei procurando receber respostas mais diretas.

-No vulcão Teide, tendo sido roubado por Guayota. Ele é um demônio e fez do vulcão seu domínio infernal. Este é o momento perfeito para que busque pelo signo roubado por ele, pois, neste momento, ele encontra-se adormecido. Os guardas demoníacos, entretanto, serão seu grande desafio.

-Demônios... – repeti ainda atordoada com a presença da palavra no meio de minha missão.

Inspirei fundo sentindo uma hesitação apoderar meu coração. Pela primeira vez eu sentia a grandiosidade daquela missão. Meus ombros começaram a pesar e uma sensação conflitante com o querer e ser capaz dominavam a minha mente. Éter permaneceu quieto, observando-me e dando-me o espaço necessário para reunir mais uma vez a minha coragem. E eu o fiz, a agarrando e blindando meu corpo e mente. Havia um ser que foi vítima de um desejo egoísta de um deus sofrendo por cem anos. Eu não conseguiria ser capaz de virar as costas sem nem ao menos tentar com tudo o que tinha.

-Em resumo, eu tenho de ir até o vulcão e pegar o signo. Provavelmente terei de lutar contra demônios – disse com determinação em minha voz – Como saberei encontrar o signo?

-Sei que possui afinidade com as estrelas. Deixe que elas a guiem. Porém, tenho algo para você que irá ajudar. Guayota possui uma legião de demônios em seu comando, você sozinha tem uma pequena chance contra eles. Pretendo apenas potencializar essa chance.

Éter virou de costas seguindo em direção a parede da esquerda. Ele parou defronte a um desenho maior, esticou ambas as mãos e pareceu que ele estava puxando algo para si... E jogou em minha direção! Seguindo o movimento, as luzes que iluminavam o desenho da parede se desprenderam da rocha e flutuaram rapidamente em minha direção, parecendo um borrão luminoso no ar. Ao ser atingida, um resfolegar denunciava a sensação estranha de algo moldando o meu corpo. Aos poucos, a luz foi dominando minhas roupas como se queimasse o tecido e desse lugar a algo de metal. Provocava uma sensação estranha contra a pele, mas nada que realmente incomodasse. Quando terminou, eu tinha uma armadura sobre meu corpo.

Era feita de um metal de cor prateada, os detalhes eram feitos em contornos de asas. As botas eram estranhamente confortáveis, a sensação que eu tinha era de que estava mais leve. O cano da bota ia até acima de meu joelho, alongando o metal em asa por minha coxa. Apesar de parecer estar usando uma saia metálica, era um short que me deixava confortável. O peitoral colava ao meu corpo, o metal abraçando meu tronco oferecendo a sensação de segurança. Ao redor de minha cintura havia um pano roxo enrolado, um detalhe charmoso. Era uma armadura do tipo leve, formada por: botas, peitoral e ombreiras. Para completar, eu ativei as minhas pulseiras do rock, fazendo com que manoplas de adamantino cobrissem minhas mãos e parte do meu antebraço.

-É feita de um material especial, irá auxiliá-la na batalha. Boa sorte, irmã mortal. Providenciei uma carona para você.

A luz da caverna começou a intensificar rapidamente, obrigando-me a fechar os olhos para protege-los daquela intensa luminosidade. Quando tornei a abri-los, não havia mais deus primordial ou qualquer sinal de luz dentro da caverna. Obviamente que ele não me daria tempo para retornar para o hotel e preparar-me para a missão. Os deuses possuíam essa urgência em resolver tudo o mais rápido possível, pois de alguma forma, o tempo sempre era um dos principais inimigos.

Sem alternativas, caminhei para fora da caverna. A noite já estava em seu auge, a lua cheia iluminando a floresta densa a minha frente. Na saída do lugar, estava um belo cavalo negro. Ele relinchou, bateu a pata da frente duas vezes no chão e se aproximou. Mesmo sem uma sela, foi extremamente fácil montá-lo. Obrigada vó Belona por ter me abençoado com suas habilidades de montaria. Acariciei o pescoço do cavalo negro e dei duas batidas amigáveis antes de ordenar:

-Vamos para o vulcão infernal, companheiro. Hoje não é sua noite de sorte!

O equino relinchou e logo estava começando a correr em uma direção que eu desconhecia. Porém, se ele estava ali a mando de Éter, provavelmente ele saberia muito mais do que eu.


Se aguenta desce pro play!


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Re: Os seis signos da Luz - One Post para Evie

Mensagem por Evie Farrier em Seg Abr 24, 2017 1:46 pm



O Primeiro Signo
Parte 2  



Quanto mais próximo do vulcão nós ficávamos, mais o cenário mudava. Deixava de ser tropical para se tornar algo mais sombrio. Era possível até sentir o clima esfriando cada vez mais, a noite se tornando mais escura, já que o luar ia perdendo a força à medida em que o objetivo se aproximava. Havia uma sensação quase palpável de morte e negatividade, provocando constantes arrepios e enlouquecendo todos os meus sentidos. Como os humanos conseguiam fazer aquele trajeto como turismo sem sentir aquilo?

O cavalo havia parado bruscamente. Ele relinchou e batia os cascos no chão enquanto recuava. Não era necessário saber algum tipo de linguagem animalesca para saber que ele não iria ultrapassar aquele limite. Respirei fundo como se buscasse minha própria coragem para continuar por aquele caminho.

-Você está certo – murmurei enquanto o desmontava. Acariciei o pescoço do equino tentando acalmá-lo um pouco – Se há uma cena em filme de terror que evidentemente vamos encontrar o monstro se seguirmos em frente, é realmente essa.

Mordisquei os lábios enquanto me afastava, a mão destra repousando sobre a minha espada embainhada. Os meus passos eram cautelosos, eu via o Vulcão e não fazia ideia de como poderia adentrá-lo. Ou sequer imaginava onde estava o signo de Freya. Resmunguei mentalmente, maldizendo os deuses e suas informações tão vazias. Com o passar do tempo, franzi o cenho ao notar que a distância para com o vulcão não havia diminuído. Olhei ao redor, tentando focalizar o cenário que me circulava. Oh merda, eu estava andando em círculos? Mas como isso era possível se meus pés apenas guiavam-me apenas em uma direção?

“Sei que possui afinidade com as estrelas. Deixe que elas a guiem!”

-Mas é claro! Argh, porque não poderia ser mais direto?! – reclamei pela milésima vez sobre o mesmo problema - Siderea Circuntum!

Abri a palma de minha mão à frente de meu corpo. Alguns centímetros de distância do metal da manopla que protegia a minha palma, pequenos pontos de luz começaram a se formar até ganharem intensidade e uma proporção maior. Eram como miniestrelas com uma iluminação constante e esbranquiçada. Elas começaram a flutuar ao meu redor, até que mais ao noroeste elas começaram a brilhar ainda mais. Aquele era um feitiço pequeno, mas que, literalmente, guiava para o caminho certo.

Quanto mais eu andava, mais tinha noção de que aquele caminho era um labirinto. Não fora atoa que estava caminhando em círculos. Porém, graças as estrelas guias – literais nesse caso – eu estava conseguindo trilhar um caminho segu--- Um ruído de algo quebrando me fez paralisar no lugar. Isso nunca era um bom sinal. O ruído se intensificou a minha esquerda, o chão tremeu suavemente e, ao olhar para trás, tudo o que eu via era uma enorme sombra. Definitivamente, não era nada seguro!

Gostaria de dizer que fiquei e enfrentei o desconhecido bravamente. Que não me importava com o perigo que se escondia na escuridão. Mas em um país estrangeiro, em uma cultura completamente diferente, não saber o que era aquilo era tão perigoso quanto encarar o próprio Cronos a sua frente. Então tudo o que eu fiz foi girar meu corpo e começar a correr. As estrelas seguiam o meu ritmo, mostrando o caminho mudando bruscamente a direção por conta da minha velocidade. Naquele momento eu dava graças aos deuses por ter um conhecimento sobre parkour. Eu pulava raízes que surgiam do nada, esquivava de galhos traiçoeiros e por vezes desviava de coisas que nem ao menos sabia definir o que era. Eu sentia a sombra ainda atrás de mim, crescendo e se tornando massivamente perigosa. Escutava troncos sendo quebrados, o chão por vezes tremer sobre meus pés.

Até que finalmente eu estava aos pés do vulcão e as estrelas adentraram um buraco que mais parecia uma fenda rochosa do que uma caverna. Joguei-me lá dentro, tendo de abaixar um pouco já que a entrada era ainda menor do que minha estatura. Estava escuro, a sensação de perigo enlouquecia os meus sentidos, fazendo-me sentir apenas aquela necessidade nua e crua de apenas continuar correndo. O espaço daquela entrada foi alargando e aumentando, até deparar-me com um compartimento rochoso e que parecia ter um tamanho de uma sala comum.

Respirei fundo tentando acalmar os batimentos cardíacos, controlar aquela sensação de desespero enquanto meus olhos se acostumavam com a escuridão do local. Nox era a deusa da noite, eu sabia que seus outros filhos, meus meios-irmãos, também possuíam a mesma característica de ter uma visão noturna extremamente apurada.

Estava analisando o ambiente quando uma massa sombria se tornou ainda mais nítida. Ela se aproximava em uma fria calmaria, sua forma poderia alcançar facilmente os três metros e meio de altura. Sua aparência lembrava a de um monstro das sombras, corpo escuro e humanoide, com mãos grandes e dedos alongados como garras. Eu engoli em seco sentindo minhas veias congelarem gradativamente. O clima ao redor foi esfriando conforme aquele ser ia se aproximando. Eu sentia minhas pernas tremerem como se fosse uma criança perante o bicho-papão. Eu buscava minhas energias, meus instintos, mas era como se tudo adormecesse enquanto eu fitava aquele rosto sem forma, mas com um olhar tão vazio que nublava a minha mente. Meu corpo pesou, eu mal conseguia sustentar em pé e, assim, quando comecei a cair dei dois passos para frente. Aquele ser aparou minha queda, suas mãos fechando ao redor de meu pescoço enquanto erguia meu corpo mole em pleno ar.

Eu sentia a dificuldade de respirar, o sufocamento iniciando de maneira dolorosa. Minhas mãos se fixaram no pulso obscuro, tentando inutilmente afastá-lo. Deuses, eu iria morrer perante uma criatura tão sombria? Sem nem ao menos ter visto o vislumbre de meu objetivo? Engasguei forte, resfolegando enquanto meu corpo começou a se debater em busca de oxigênio. Meu coração disparou naturalmente, a adrenalina começando a circular contra todas as probabilidades. Ou seria a fúria que impulsionava minha vontade de guerra? Ao compasso que recobrava a funcionalidade física, mais eu estava sufocando. Comecei a bater contra o antebraço, a força se esvaindo ao mesmo tempo em que eu tentava acumulá-la. Eu iria morrer se não me concentrasse! Minha visão já estava ficando turva quando fechei minhas mãos em punhos concentrando toda a força que eu tinha, independente se era de natureza noturna ou guerreira. Tudo o que eu almejava era atingir a parte interna do cotovelo, na articulação, para que ele perdesse a força no braço. Quando meu punho finalmente se chocou contra o ponto almejado, o braço dele foi inteiro para baixo, flexionado, as mãos abrindo automaticamente enquanto meu corpo ia para o chão como uma fruta podre.

Puxei o ar com certo desespero, rastejando pelo chão tentando me afastar o máximo possível daquele ser medonho e frio. Eu sabia que a minha inercia não era natural. Havia algo naquele ser que mexia com seu corpo e psicológico, o paralisando no lugar! Eu não poderia deixar aquilo acontecer novamente ou, de fato, iria morrer!

Coloquei-me de pé, minhas mãos puxando finalmente a espada presa a minha cintura. Aquela era Supremacy, uma espada forjada unicamente para mim. Feita de ouro imperial e adamantino, aquela arma era uma das minhas mais poderosas. Ela estava em sua primeira forma, como uma espada de dois gumes. A girei em minhas mãos, assumindo pela primeira vez uma postura de batalha. Mas assim que aquela sombra virou em minha direção, eu já sentia a sua presença começar a me sufocar, daquele desespero frio envolver meu corpo como um manto invernal. Rosnei alto e acumulei energia em minha mão, ativando a fúria flamejante pela primeira vez em uma batalha real. Aquela habilidade deslizou por minha espada como se ela fosse veias feitas de fogo, abençoando o metal com o elemento fogo.

-Eu posso cair várias vezes – rosnei para a sombra sem conter a raiva em meu tom entrecortado – Mas eu vou levantar em todas elas, eu não vou morrer aqui!

Em resposta a sombra urrou. Um som que parecia conter mil vozes de timbres diferentes, mas transpassando a mesma agonia. Senti aquela vontade de recuar, de desistir, meus músculos amoleceram por breves segundos. Mas meu coração bateu mais forte uma, duas, três vezes. Então foi minha vez de urrar, um grito de guerra furioso e determinado, um que não deixava a minha vontade de batalhar morrer. Segurei minha espada mais firme entre meus dedos, avançando rapidamente na direção daquele monstro estranho. Ele esquivou de dois ataques meus feitos diretamente, a espada golpeando em um cruzado que acabava por formar um X invisível. Suas garras vieram em minha direção, tão rápido que conseguiu pegar minha guarda em aberto, antes mesmo que eu pudesse recuar para armá-la novamente.

Meu corpo foi jogado para trás, eu ofegava e tinha os olhos bem abertos. Eu esperava sentir o meu peito dilacerado, aquelas garras deveriam ser afiadas e ele deve ter conseguido abrir minhas entranhas e... Nada havia acontecido. Em um rápido olhar de relance eu vi que a armadura estava intacta, o prateado brilhando um pouco mais antes de voltar a sua cor natural. Um pequeno sorriso surgiu em meus lábios. Joguei a espada para cima, a fazendo tomar a sua segunda forma, transformando-se em duas espadas gêmeas. Uma lâmina feita de adamantino e a outra de ouro imperial, o corte havia se tornado único.

Dessa vez foi a sombra quem atacou primeiro. Ele avançou com fúria renovada, provavelmente irritado por seu golpe ter sido frustrado. A luta havia equilibrado de alguma forma, pois ele atacava com suas enormes garras e eu tentava esquivar de alguma forma. Um golpe vinha por cima, eu girava para esquivar. Um golpe na horizontal eu pulava para trás. Quando ele tentou socar, deslizei para o lado fazendo com que seu braço passasse rente ao meu corpo, girei uma das espadas e realizei o golpe de cima para baixo. A lâmina chamuscou ao atingir o braço sombrio, ele gritou com mil vozes agonizantes, mas não afastou. Com o outro braço conseguiu empurrar o meu peito para longe, arremessando-me contra uma das paredes com uma força assombrosa. A armadura poderia ser imune aos cortes produzidos pelas garras, mas não era totalmente contra os impactos!

Balancei a cabeça de um lado para o outro, tentando afastar aquela sensação de que tudo estava girando depois do impacto forte em minhas costas. O tempo que o monstro teve para avançar foi quase a de um suspiro. Eu o sentia movendo-se tão rápido quanto uma sombra sem vida, mas não era isso o que ele era? Eu não sabia de onde vinha o golpe, apenas o senti em cheio em meu rosto, onde não havia proteção nenhuma. O impacto foi como o de um cruzado certeiro em minha mandíbula. O segundo veio de cima para baixo, tão poderoso que me pós de joelhos em um mundo instável. A sensação de tontura provocava a vontade de vomitar. Meu sangue mais uma vez começava a esfriar, a minha vontade se esvaindo de meu corpo como se tivesse sido espancada por um Dementador, um ser sinistro da série de magia e bruxaria, Harry Potter.

Eu o escutei mover-se. Eu sabia que era o golpe de misericórdia. A energia dele emanava ao meu redor sufocadora, ao mesmo tempo em que eu sentia a minha própria começando a ceder e a se render. Se eu recebesse o próximo golpe, definitivamente iria morrer...

-Não... – murmurei para mim mesma, a teimosia e a persistência reunindo qualquer resto de coragem e fogo de batalha que me restava – Não hoje!

Segurei firme minhas espadas as erguendo cegamente. Havia sido um golpe desesperado, um estocar de ambos os braços para a frente, empunhando as espadas gêmeas de maneira trêmula. Mas eu senti quando as lâminas atravessaram uma camada e penetravam o monstro sombrio. Eu senti a força extra que tive de colocar, sendo exaltada através de um grito teimoso que saia de minha garganta e reverberava por toda aquela caverna. Minha mente ainda girava, pegando aos poucos os fragmentos do que estava acontecendo.

Meu corpo ainda se encontrava perto da parede rochosa, caído de mal jeito sobre os joelhos. Meus braços estavam esticados, empunhando minhas espadas que atravessavam a camada sombria do monstro. Ele? Estava por todos os lados, sobre mim como se quisesse me dar um abraço da morte. As sombras chamuscavam ao redor da espada que ainda possuía a encantamento da fúria flamejante. Puxei as minhas espadas com dificuldade, o movimento fazendo com que o monstro caísse ao meu lado. Ele não sangrou, mas exalou um cheiro forte de enxofre enquanto se transformava em fumaça.

Cai de costas contra a parede, as espadas escapando de minhas mãos enquanto eu recobrava a consciência e o juízo de realidade ao meu redor. Quanto mais minha mente clareava, mas eu entendia que aquele lugar era amaldiçoado e, muito provavelmente, muito próximo de um inferno similar ao próprio Tártaro. Havia sido poderoso o suficiente para mexer com minha mente e força de vontade, como nunca tinha acontecido antes. Se existia um guardião demoníaco, aquele definitivamente havia sido perfeito. Ele minava o querer, ampliava a sensação de morte e provocava uma espécie de efeito letárgico no corpo. Qualquer outro inimigo estaria a mercê de seus golpes fortes, até mesmo os mais poderosos cairiam de joelho sem saber o que estavam fazendo.

No entanto, minha missão ainda não havia acabado.

-Nunca é fácil, huh? – resmunguei para mim mesma.

Levantei sentindo uma pontada forte na lateral de meu rosto. Apenas naquele momento meus sentidos notavam o cheiro de sangue e a umidade no meu rosto. Estava sangrando e nem ao menos sabia a origem do corte. Inspirei fundo, absorvendo tanto oxigênio quanto aquele odor de morte e enxofre. Se era possível continuar andando, então a missão ainda tinha de prosseguir.

Como se soubesse de minha vontade, as estrelas retornaram iluminando a caverna. Não as culpava por terem simplesmente desaparecido assim que aquele monstro havia surgido. Se eu pudesse, provavelmente teria feito o mesmo e ninguém ousaria questionar essa decisão. Caminhei um tanto cambaleante, a minha visão falhando aqui e acolá. Ao compasso que ia deixando aquele primeiro ambiente de batalha, menos frio o cenário ficava. Ia cada vez mais esquentando... esquentando... Até chegar ao ponto em que sentia a camiseta por baixo da armadura grudando em meu corpo por conta do suor.

-Ok, agora sim parece que estou entrando no inferno – comentei de maneira boba para a estrela que ainda prosseguia a minha frente – Seria ótimo se você falasse, sabia? Poderia dizer exatamente para onde estamos indo. Sei que não é um bom lugar, mas pelo menos eu saberi---AAAAAAAA.

O grito escapou de minha garganta ao mesmo tempo em que a sensação de queda dominava a minha realidade. Um passo em falso e de repente eu estava escorregando, como se tivesse pisado em uma armadilha e agora despencava em uma escorregadeira feita de pedregulhos. Se não fosse a armadura eu estaria, literalmente, sendo esfolada viva.

Quando o espaço íngreme finalmente chegou ao fim, meu corpo rolou sobre uma superfície estranhamente quente. Pisquei várias vezes sentindo uma obstrução em minha garganta, fazendo-me tossir instintivamente. Mas foi quando meus olhos focalizaram que eu finalmente entendi o que estava acontecendo. Eu estava dentro do vulcão. Literalmente dentro de um vulcão que não estava tão adormecido assim! Naquele lugar, havia um rio de lava que possuía uma correnteza incandescente, rápida e constante. Ao olhar para cima, foi como se estivesse na base e visse o seu topo, com direito a um leve vislumbre da noite pela boca do vulcão. Ao descer o olhar, vi quatro pontes rochosas, resistentes o suficiente para aguentar o rio de lava. Todas as quatros levavam até o centro, onde havia um pequeno altar e, sobre ele, um item flutuava com uma iluminação azulada. Se houvesse algum tipo de aviso em neon em meu mundo, apontando para o item que eu precisava pegar, teria surgido naquele momento e apontado para o centro do rio flamejante.

Olhei ao redor vendo apenas as formações rochosas. Algo estava terrivelmente estranho. Tudo bem que havia um rio de lava a ser atravessado, mas não poderia ser simplesmente isso, poderia? Um deus infernal sempre era mais esperto e ardiloso, ele não seria o rei dos mortos se não fosse. Porém, estava cansada e com as ondas de calor impedindo de pensar direito. Só havia um jeito de descobrir o que me esperava: encarando de frente. Os passos seguindo em direção a ponte mais perto foram poucos. Logo escutava um bater de asas e uma criatura pousar a minha frente.

Aquele ser fazia o monstro sombrio ser quase fofo em comparação. Se havia um senso comum sobre como seria um demônio, com certeza aquela criatura se encaixaria com sucesso. Seu corpo era feito de uma epiderme avermelhada e grossa, ele possuía asas de couro, chifres na cabeça e uma boa monstruosa, cheia de dentes tortos e horripilantes. Uma cauda balançava fervorosamente de um lado para o outro, suas mãos possuíam garras negras. Eu observei um tanto assustada aquela criatura demoníaca jogar a cabeça para trás e emitir um som estranho, profundo e horripilante. Até não ser mais apenas um som reverberando pelo local. Como em um chamado de líder de bando, o mesmo som começou a ser propagado de diversos recantos do vulcão. Não tardou para que outra criatura pousasse ao lado dele, e mais outra, e outra atrás de mim... Até eu estar completamente cercada por vários deles.

Engoli em seco, meus olhos mais abertos do que nunca, meu coração parecendo pulsar em minha garganta. Eu estava rodeada por dezenas de demônios alados, cada um deles portando uma espécie de pedra nas mãos. O primeiro arremesso veio a minha direita, o defendi ao chocar minha lâmina contra a pedra do tamanho de um punho. O segundo veio a minha esquerda, menos de um segundo depois, sendo bloqueado por minha outra espada. Eu poderia continuar com aquilo por horas se fosse necessário. Meu vigor estava estupidamente avançado desde que havia conquistado os meus direitos como legado de Belona. Mas, mesmo sendo descendente da deusa da fúria em guerra, eu não poderia lidar com o que aconteceu depois.

Cada um deles tinha algo nas mãos para lançarem em minha direção. Ao bloquear aqueles dois primeiros ataques eu tive noção da força que aqueles demônios possuíam. Assim como tinha noção de que a minha armadura aguentava impactos, mas não para suportar aquele nível de ataque. Engoli em seco, minha mente seguindo um fluxo desesperado de ideias e estratégias até que uma surgiu no fundo de minha memória. Eu nunca havia feito aquilo antes, mas sabia que era possível.

Como em uma perfeita harmonia, ao mesmo tempo em que eles se prepararam para me atacar, eu abaixei o corpo e deixei que a minha energia interna se concentrasse em minhas costas e explodisse na altura de meus ombros. Eu senti meus ossos movendo-se, permitindo que aquilo crescesse cada vez mais. Era como se parte de mim se esticasse, alongasse e doesse a cada centímetro conquistado. Não era um processo tão rápido quanto eu queria, pois eu senti impactos em minhas pernas e braços. Entretanto logo uma sombra cobria meu campo de visão enquanto verdadeiras asas negras envolviam meu corpo em proteção. Eu sentia as pedras atingindo as asas, mas elas eram fortes o suficiente para ampará-las como um verdadeiro escudo feito de penas escuras. Porém, tão rápido começara aquela chuva de arremessos contra mim, mais rápido ainda havia cessado. Com o cenho franzido e os sentidos totalmente em alerta fui alongando as asas ao mesmo tempo em que erguia o meu corpo.

Os demônios estavam acuados, agitados, como um animal ficaria na presença de um predador maior. Olhei para as asas negras de relance, pois era a primeira vez em que as via em mim. Uma sensação estranha apoderou meu corpo, já que era uma forma extra em minha condição física.

Asas. Demônios.

Olhei para eles os vendo recuar e grunhir em ameaça, mas sem avançarem de fato. Balancei as asas e ameacei um ataque, eles se embolaram ao tentarem recuar como bebês que não sabiam o que fazer. Eles estavam me confundindo com um anjo ou ser celestial! Respirei fundo, tendo uma súbita vontade de rir. Eu, anjo! Balancei a cabeça de um lado para o outro tentando me concentrar, sentindo cada parte de meu corpo doendo por toda aquela loucura que estava acontecendo. Comecei a dar passos em direção a ponte rochosa, os demônios gritaram e ameaçaram avançar, mas assim que eu mexi as asas eles recuavam e pareciam choramingar.

O caminho até o primeiro signo foi, surpreendentemente, tranquilo e quente. Eu via o brilho flamejante da lava abaixo de mim. Sentia o seu calor e escutava o fluxo de sua correnteza pesada. Se eu caísse, não importava a armadura ou experiência como semideusa. Eu iria morrer indubitavelmente. Por isso meus passos eram calmos, meus braços levemente abertos a minha horizontal presando ainda mais o equilíbrio de meu corpo.

Antes mesmo de chegar no centro eu já sentia o poder que emanava daquele signo. Era puro e refrescante, porém sentia como se todo o vulcão estivesse suprimindo sua magnitude. Olhei para os lados esperando captar alguma armadilha... Mas o que eu vi fez com que qualquer tempo para estratégia se tornasse inviável. Os demônios estavam carregando pedras enormes a tirando contra as pontes! Se eles não podiam me atacar diretamente, estavam quebrando – literalmente – todos os meus caminhos de saída. Rosnei irritada com aquela audácia, e, sem pensar, acabei capturando o espectro brilhoso flutuante.

No primeiro segundo ele apagou completamente, o que me fez olhar diretamente para o que fosse que eu estivesse na mão. Porém, ao abrir a palma, foi como se eu estivesse segurando um farol em direção aos meus olhos. Fechei os olhos urrando pela ardência em minha retina ocular, mas logo meus joelhos dobravam, como se o mundo ao meu redor começasse a pesar toneladas sobre meus ombros. Tudo começou a girar, girar rapidamente, como se eu tivesse em um caleidoscópio alucinante.

Até que tudo parou bruscamente. Um resfolegar alto escapou de minha garganta. Meus olhos piscaram diversas vezes e meus pulmões se enchiam de ar puro e meus ouvidos dos sons marítimos.

Espera, ar puro?!

Minha visão começou a focalizar, eu estava em um quarto simples com móveis feitos, em sua maioria, de madeira. A minha cama estava colada em uma parede enorme que, mesmo estando deitada, eu conseguia ver o mar. Ergui o meu corpo lentamente, sentido dores e vendo alguns hematomas por meus braços. Ao compasso que ia sentando, mais eu ia percebendo que usava roupas simples e de algodão.

-Oh finalmente!

O susto foi tamanho que eu quase havia caído do colchão. Isso pareceu divertir o deus primordial parado a frente da porta do quarto. Ele tinha aquela postura de inglês aristocrata, mas com um sorriso suave nos lábios.

-Éter! – reclamei ajeitando-me na cama – O que aconteceu? Eu estava no vulcão e...

-Estava, querida – ele interrompeu-me gentilmente. Ergueu o dedo indicador como se pedisse um minuto e moveu-se pelo quarto até pegar uma cadeira e sentar-se a minha frente – Talvez tenha sido uma falha minha não avisar que, ao pegar o signo, você seria transportada para o local mais seguro. Uma forma que Freya sabiamente escolheu de proteger o signo e o seu herói.

-Oh sim, talvez tenha esquecido isso como esqueceu de me avisar que estaria enfrentando sombras demoníacas e um verdadeiro exército de coisas horríveis!

Eu não havia despertado no melhor dos meus humores. Resmunguei ao mesmo tempo em que colocava meus pés para o lado de fora da cama, pronta para levantar quando congelei no lugar.

-Onde está o signo?!

-Em um lugar seguro – Éter prometeu – Onde todos os signos irão até Freya ser completa novamente.

Coloquei a mão em minha cabeça como se assim fosse possível impedir que explodisse. Por que eu aceitava esse tipo de situação? Mais uma vez a voz de Morfeu se fez presente em minha mente, lembrando-me novamente que eu não negaria um tipo de pedido, mesmo se tivesse uma escolha.

-Eu tomo uma pequena parte de seu tempo para formalmente agradecer-te. Você provou um ponto que a muito tempo eu havia esquecido e desacreditado – Éter falou daquele jeito sereno que sempre o acompanhava, intensificando ainda mais aquela aura celestial que ele possuía.

-Agradecer? Um ponto? – questionei verdadeiramente confusa.

-Creio que entenderá futuramente – antes que eu reclamasse, o deus primordial retirou um envelope do bolso interno do terno elegante que usava e o ofereceu para mim – Sua próxima viagem nessa missão, srta. Farrier. Deverá atender o chamado na lua nova, é o momento ideal para que as rodas do destino corram ao seu lado.

-Isso é apenas daqui três dias – comentei ao aceitar o envelope e deixa-lo de lado.

-Presumo que você terá três dias para decidir o que fazer. Algo em mente?

-Sim – respondi finalmente levantando e esticando os braços – Uma caça ao tesouro com um pequeno aventureiro.

Afinal de contas, uma promessa era como uma dívida. E nada melhor do que pagar uma dívida como aquela em um paraíso singular depois de enfrentar demônios.


Informações:

Condições:
Condições físicas (somatório das passivas que dão algum bônus corporal)

Força: 40%
Equilíbrio: 60%
Coordenação motora: 30%
Velocidade: 55%
Flexibilidade: 30%
Esquiva: 20%
Reflexo: 30%
Agilidade: 25%

Condições bélicas (somatório das passivas com armas)

Baseados no uso apenas da espada, única arma usada na missão até agora.

Assertividade: 100%
Dano: +50% + 35% = 85%

Bençãos e Habilidades:
Benção e Habilidade

Nome: Perícia em Parkour
Descrição: Parkour é a capacidade de usar movimentos naturais do corpo humano como correr, saltar e escalar combinadas com técnicas específicas que melhoram o desempenho do praticante perante obstáculos do ambiente. Com essa habilidade, o semideus potencializa sua habilidade corporal podendo realizar movimentos complicados e acrobáticos por causa do treino. Pode realizar saltos complexos, pular de um ponto a outro (dentro dos limites lógicos), escalar paredes, andar em locais inclinados, passar por obstáculos do cenário, escalar mais rápido.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em equilíbrio, velocidade e flexibilidade.
Dano: Nenhum

Legado Completo – A jovem foi abençoada por sua avó, Belona, e agora é considerada um legado completo, podendo usufruir de todos os poderes ligados a deusa da guerra. Contudo, tal benção a impede de ligar diretamente a um deus, pois seu laço está relacionado diretamente a Belona, e sua lealdade também passa a ser desta. Outro ponto criterioso seria que seu sangue incompleto a impede de ganhar os poderes extras herdados por seus filhos, ou seja, Evie é incapaz de manipular dons únicos e especiais, diferente dos filhos de Belona, que poderão herda-los.

Poderes Usados:
Belona Passivos

Nome do poder: Força superior
Descrição: Os filhos de Belona são mais fortes do que a maioria dos campistas, podendo aguentar grandes cargas em suas costas sem alterar sua postura ou desempenho. Podem carregar até 3 sacos de farinha sobre os ombros, ou até mesmo uma pessoa em suas costas por uma longa distância, sem alterar seu desempenho físico.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de força.
Dano: +5% de dano caso usem para atacar alguém.

Nível 11
Nome do poder: Condução Perfeita
Descrição: Filho da deusa que liderava a cavalaria nas guerras, o semideus consegue montar qualquer animal (não místico) ou até mesmo pilotar/dirigir sem nunca o ter feito. As chances de domar um animal mitológico possíveis de se tornarem montaria são maiores, porém possíveis de não acontecer.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +40% de chances de usar um animal mitológico como montaria pela primeira vez.
Dano: Nenhum

Nível 40
Nome do poder: Perícia com Espadas IV
Descrição: O semideus de Belona acaba de tornar-se uma verdadeira lenda ao usar essa arma. Seus movimentos de ataque e defesa com a espada tornaram-se perfeitos, com o total de aproveitamento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 100% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: +50% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nível 15
Nome do poder: Hipercinese II
Descrição:  A hipercinesia é o controle completo e sincronizado da mente e o músculo. Em pessoas comuns há uma pequena quantidade de tempo entre o pensar e o agir. Os semideuses filhos de Belona possuem esse tempo bastante reduzido e, com o tempo, praticamente nulo. Com o tempo, o cérebro desenvolve mais atenção e percepção do ambiente ao seu redor, permitindo uma reação quase perfeita a uma reação, assim como uma análise de trajetória.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em equilíbrio, coordenação motora e reflexos.
Dano: Nenhum

Nível 35
Nome do poder: Vontade de Guerra I
Descrição: O filho de Belona possui uma vontade intensa de lutar e permanecer batalhando. Assim, os efeitos de restrição de movimentos têm menor efeito.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25%  de resistência contra poderes, itens e armadilhas que o impeçam de se mover.
Dano: Nenhum

Ativos Belona

Nível 34
Nome do poder: Fúria Flamejante III
Descrição: A habilidade atinge o seu auge, o filho de Belona agora consegue lidar facilmente com a fúria flamejante. As queimaduras se tornam de terceiro grau e o item pode fazer materiais fracos pegar fogo. Caso o filho da guerra continue segurando a arma contra um metal mais fraco (de resistência menor), com o tempo ele começará a derreter.
Gasto de Mp: 30MP (+10MP para manter)
Gasto de Hp: 10HP
Bônus:  nenhum.
Dano: +35% de dano da arma.
Extra: Não funciona em seres vivos, apenas em itens. É necessário o toque para a habilidade funcionar.


Passivos Nox

Nome do poder: Visão Noturna
Descrição: Têm sua íris dilatada, aumentando o foco, e consequentemente a distância a que se pode enxergar. O personagem toma posse da concentração para que consiga perceber se há pessoas no local através de pontos cegos, sendo capazes de detectar inimigos através de suas sombras. A sombra durante a noite, torna o corpo ainda mais vulnerável, e para os filhos de Nyx/Nox ela se tinge de negro no corpo dos inimigos. Assim sendo, quando essa visão está ativa, eles conseguem detectar essa sombra, e rastrear seus inimigos, mesmo que eles estejam invisíveis.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguirão detectar até mesmo inimigos invisíveis, desde que não estejam protegidos por uma magia, ou poder de nível superior ao seu.
Dano: Nenhum

Nível 2
Nome do poder: Escritos antigos
Descrição: O semideus é diretamente ligado a línguas demoníacas antigas, bem como ensinamentos bruxos, o latim – de onde provem boa parte dos feitiços – e simbologia. Podendo traduzi-las e entende-las de forma perfeita, também conseguindo falar com perfeição.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Isso permite ao semideus descobrir novos feitiços e poderes, e inclusive executa-los, se for preciso.
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Aliado da Noite
Descrição: Quando lutam durante a noite os filhos de Nyx/Nox ganham uma força extra de campo, que permite que suas habilidades sejam aprimoradas de uma maneira surpreendente. Os atributos de força, agilidade, esquiva, e velocidade, são melhorados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de força, velocidade, agilidade, e esquiva.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Pericia com Laminas II
Descrição: Conforme o treinamento do semideus evoluiu, sua precisão com laminas se tornou ainda mais evidente. Agora, outros tipos de laminas também se tornam perfeitas em suas mãos, e mesmo sem nunca ter manejado essa arma, terá certa facilidade em lutar com elas. Espadas longas e lanças, podem virar armas tão mortais em suas mãos, que é melhor seus inimigos se afastarem.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +70% de assertividade no manuseio de laminas (adagas, espadas, lanças, e etc).
Dano: +35% de dano se o oponente for acertado pela arma do semideus.


Ativos Nox

Nível 9
Feitiço: Siderea Circuntum.
Descrição: Só sendo útil durante a noite, esse feitiço permite que as estrelas lhe mostrem em que direção ir. Aquelas na direção para onde deve ir, irão brilhar mais forte.
Gasto de Mp: - 15 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua crescente, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, pode ser utilizado apenas com o olhar.

Nome do poder: Anjo Negro
Descrição: Ao anoitecer as crias de Nyx conseguem criar enormes asas de anjos, estas são negras e poderão proteger o semideus de ataques físicos, não servindo para vôo.
Gasto de Mp: 20 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Arma Usada:
• Supremacy [Supremacy é uma espada de tamanho mediano, de duplo corte. Mas possui a habilidade de separar-se e transforma-se em duas espadas gêmeas, de corte único. O fio de corte é extremamente afiado. Em sua forma original ela é feita de adamantino e ouro imperial e com as pedras de esmeralda real e rubi real conferindo um bônus no crítico e no dano provocado. As pedras mágicas são localizadas na empunhadura. Quando separadas, as espadas gêmeas assumem um dos metais e uma das pedras. A espada de ouro imperial é acompanhada com o rubi real, que acrescenta 20 de dano causado, esse material provoca sangramento continuo apenas em semideuses, assim como perda contínua de 10 de dano. A espada de adamantino leva a esmeralda real, que aumenta o crítico em 30%, esse material provoca sangramento continuo em todos (menos seres divinos)| Efeito: Ela tem o efeito de sempre retornar ao dono depois de algum tempo – Bônus¹: Sangramento contínuo em semideuses + 20 de dano bruto e efeito de 10 HP por turno após um golpe efetivo – Bônus²: Sangramento em qualquer inimigo + 30% de chance extra de se conseguir dano crítico e efeito de 10 HP por turno após um golpe efetivo. | Adamantino e Ouro Imperial | Rubi Real e Esmeralda Real | Resistência: Alfa| Status: 100%, sem danos. |Comum - Mágico | Nível mínimo para manejo: 30| Forjado por Andrew J. Parker]

Pulseiras do Rock [Tradicionais pulseiras que são feitas de couro escuro e spikes de prata. Porém, há um único espinho dourado e, ao pressioná-lo, é ativada a segunda forma do acessório. As pulseiras, ao mesmo tempo – mesmo tendo pressionado a de um braço só – se transformam em manoplas que cobrem toda a mão e o antebraço. Nos nós dos dedos há espinhos de metal, provocando dano e perfuração quando a manopla é usada para ataque | Material: Couro, adamantino | Efeito: Capacidade do item se transformar em manoplas quando ativado | Um espaço para gema na manopla direita | Beta | Status: 100%, sem danos | Mágica | Ganhada no Festival de Música Romano]

Observação: Se a primeira parte ficou boa o suficiente, gostaria de sugerir como recompensa a armadura que Éter invocou para que eu lutasse no vulcão. Aqui também segue uma sugestão de descrição, a staff tem total liberdade para modifica-la.

• Heaven [Uma armadura semi-completa, do tipo leve. Seu material possui a cor prateada com um sutil brilho azul celeste quando pego pelo reflexo. Ela é composta por botas, peitoral e ombreiras. Seu material de base ainda é desconhecido, sendo ele presente apenas neste item único. A armadura possui detalhes em formas de asas e um tecido ao redor da cintura de cor roxa. | Efeitos: ela diminui em 50% o impacto de danos físicos; aumenta em 20% a agilidade e velocidade; oferece uma imunidade condicional ao elemento trevas/sombras, sendo necessário o oponente ser nível superior para provocar danos com esse elemento. | Material de metal prateado (único) | Espaço para uma pedra e uma gema | Resistência: Alfa | Status: 100%, sem danos | Mágica | Nível mínimo para uso: 20 | Conquistada na missão Os Signos da Luz]


Observação²: Estou usando o pack nessa missão
Pack Especial – Durante 20 dias off, todo xp ganho pelo semideus será dobrado, isso é contato a partir do momento da atualização do xp (será colocado a data no perfil), sendo que esse Pack não é valido para níveis, apenas para XP. [VALIDO ATÉ 15/04/2017] + Tubo de Pack (Até dia 30 de Maio o semideus tem direito a dobrar o xp em quatro postagens de sua escolha, mas atenção, ao gastar as quatro ou deixar a data vencer, o tubo desaparece por completo, escolha com sabedoria). Tubo de pack 4/4.


Se aguenta desce pro play!


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Re: Os seis signos da Luz - One Post para Evie

Mensagem por Vênus em Qua Maio 24, 2017 5:01 pm


Cancelada

Cancelada a pedido da Player
Recadinho da tia: Uma pena você não ter seguido com a missão, mas fico feliz que você possa usar o enredo futuramente, já que as partes em aberto ainda poderiam ajuda-la em algum momento. Espero que retome essa trama daqui um tempo, mas se não, estou satisfeita de ter visto seu desenrolar até aqui. Evie você é uma garota deveras esforçada, via penas uma pequena parte da sua missão - que por sinal ficou enorme - mas nunca deixo de me impressionar com a sua criatividade, infelizmente, ainda assim, terei que puni-la, portanto, sua barra de HP será reduzida pela metade, e caso queira recupera-la deverá postar na enfermaria. Fora isso, estou satisfeita com o que fez até então, parabéns.

Recompensas: 5.000 XP x2 = 10.000
Dracmas: 5.000
Heaven [Uma armadura semi-completa, do tipo leve. Seu material possui a cor prateada com um sutil brilho azul celeste quando pego pelo reflexo. Ela é composta por botas, peitoral e ombreiras. Seu material de base ainda é desconhecido, sendo ele presente apenas neste item único. A armadura possui detalhes em formas de asas e um tecido ao redor da cintura de cor roxa. | Efeitos: ela diminui em 50% o impacto de danos físicos; aumenta em 20% a agilidade e velocidade; oferece uma imunidade condicional ao elemento trevas/sombras, sendo necessário o oponente ser nível superior para provocar danos com esse elemento. | Material de metal prateado (único) | Espaço para uma pedra e uma gema | Resistência: Alfa | Status: 100%, sem danos | Mágica | Nível mínimo para uso: 20 | Conquistada na missão Os Signos da Luz]


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Re: Os seis signos da Luz - One Post para Evie

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