The Blood of Olympus
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CCFY Sinking Slowly...

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CCFY Sinking Slowly...

Mensagem por Gerrard E. D'oppard em Qua Mar 15, 2017 11:21 pm


Afraid of Water? Come Closer
Sinking Slowly... Parte um......



Ainda era pela madrugada enquanto uma movimentação de semideuses era intensa no acampamento Júpiter. Enquanto os Centuriões e Pretórios já iniciavam seu aquecimento e treino, os demais semideuses começavam a despertar. Na 2º Coorte em um determinado quarto, Near iniciava seu despertar, arremessando-se para fora da cama já estralando cada osso em seu corpo como se fosse um ritual, feito isto, o moreno começava a se direcionar rapidamente para seu banheiro com uma toalha de banho sobre o ombro direito, antes de suas atividades físicas ele amava um banho quente para aquecer todos os seus músculos antes de colocá-los em choque. O filho de netuno saiu envolto de uma névoa feita pela água quente, com a toalha enrolada em sua cintura, enquanto carregava seu pijama na sua mão direita. Estando de volta em seu aposento, tratou de deixar o que tapava o jovem cair ao solo como uma pluma, abriu a porta de seu guarda-roupa espelhado, perdendo um tempo admirando a mudança em seu corpo, seus músculos cresceram de forma absurda desde que chegou no acampamento, ele estava muito mais “gostoso” digamos assim, e isso claro, não era ele que se denominava assim, mas sim, as romanas que as vezes ele escutava murmurar.

O mesmo deu dois tapinhas de leve na sua própria face despertando de seu sonho, que sem perceber já estava mordiscando seu lábio inferior, tratou de vestir uma cueca, uma calça de algodão bastante leve de tonalidade negra, uma camisa regata de tonalidade cinza também de material leve, e as sandálias de gladiadores, como ele odiava aquele maldito aparato, porque não um tênis, não tinha que parecer uma modelo gladiadora altamente glamorosa e chique, a vontade do suicido passava por sua mente a cada vez que calçava aquilo. Vendo que começava a viajar novamente, se dava dois tapas na face de força média para acordar, foi onde ele retomava a atenção para um relógio prateado com alguns detalhes em esmeralda, a sua capa era toda em tonalidade esmeralda a numeração de um a doze toda em romana e em um dourado que contrastava naquele oceano esverdeado, os seus ponteiros eram em formato de tridente, todos dourados também, era algo muito bonito que fora entregado antes mesmo de ele conhecer seu progenitor, quem o deu fora quem cuidava de si antes de vir ao acampamento, porém, mal se lembrava de suas feições e de quem realmente era, ele deu de ombros colocando o acessório, e pegando sua caneta-tridente, a pondo no bolso seguindo para um dos campos de treinamento.

No caminho, acabara encontrando uma pessoa familiar, era Lee Sun Hee uma jovem branca, com longos cabelos coloridos, um porte físico magricelo apesar de seus seios avantajados por assim dizer, tão baixa quanto um gnomo, pelo menos, para si, era até alta em comparação a algumas garotas, este logo começava a correr um pouco mais rápido alcançando-a e a seguindo no ritmo dela já ao seu lado repousando sua mão esquerda no topo de sua cabeça, remexendo-a em um afago carinhoso, em mesmo tempo que desarrumava o topo de seu cabelo, enquanto sorria provocando-a:

- Bom dia, Unicórnio , animada para começar o treinamento? Apesar de serem quatro e meia da manhã... Eu preferia estar na cama... Mas... É a vida na Coorte 2..  – Indagava o jovem em desânimo, que fora respondido com um tapa forte no braço em resposta a bagunçar o seu cabelo seguido de um sorriso claro e amistoso, mostrando a serenidade da filha de Íris que o fitava nos olhos, e a menina possuía bonitos pares de íris, apesar de escuros, ele mal parava para reparar desde que a conheceu, mas, por algum motivo, o agradou bastante. A coreana notando que o mesmo a fitava incansavelmente e logo tratou de o desferir outro tapa e dessa vez rindo começando a falar:

– Ou, está olhando o quê? E por quê bagunçou meu cabelo? Sabe quanto tempo demora para eu arrumar isso?   - Indagou a jovem levando as mãos ao cabelo tentando arrumar enquanto prosseguia a fala. – Não comente nada de dormir, eu estou meio morta aqui, mas, regras são regras, temos de obedecer.

Ambos deram um suspiro de desespero e desanimação enquanto corriam até o seu destino, que, sem que percebessem não demorou mais que três minutos para chegarem.  Chegaram até em boa hora, puderam observar a luta entre dois centuriões que eles não conseguiram identificar de tão rápido que se locomoviam, estavam fazendo uma luta ambos com espadas longas, a velocidade que ambos se golpeavam era absurda, não havia impureza de sangue naquela luta épica, apenas faíscas, e o balançar das lâminas cortando o ar sem dificuldades. Quanto mais intensa a luta se mantinha, maior a quantidade de romanos agrupavam-se para ver o combate, foi onde em um descuido do centurião de roxo, que acabou deixando sua perna deslizar para trás, o seu o oponente o golpeou fortemente com a espada na sua costela, porém, não o batendo com a lâmina e sim com o lado não cortante da lâmina, o arremessando a trinta metros para o lado direito, o mesmo encontrava-se no chão após isso inconsciente enquanto sangue escorria por seus lábios.

Near observava tudo aquilo ganhando inspiração, e Sun já um pouco conformada com o desfecho da luta apesar de estar torcendo para qual perdeu. O centurião que ganhou tratou de acolher o companheiro caído, logo chamando alguns para levarem o homem caído para enfermaria, voltando a atenção para os romanos, colocando a espada pesada sobre os ombros caminhando em direção a eles:

- Romanas, quero uma sessão de impacto vindo de vocês, irão correr dois km em círculos, após isso, farão saltos com varas atravessando pilares com três metros e meio de comprimento do chão, e para finalizar, 150 flexões, 300 abdominais, e 80 vezes na barra. Romanos, começaremos agora com 250 flexões, 500 abdominais, 160 na barra, depois passaremos para nosso querido levantamento de peso, terão de pegar um peso equivalente ao dobro do seu peso e caminhar cinco metros com ele, isso aumentará sua resistência em combate. Após terem feito isso, irão dar três voltas correndo em uma velocidade média de no mínimo 5 km/h na cidade romana, e NADA DE PAQUERAS DURANTE A CORRIDA, QUEM O FIZER SOFRERÁ COSEQUÊNCIAS! Quando todos terminarem faremos um sparing, cada um lutará com outro companheiro aleatório, testar suas habilidades de combate depois de tudo isso.FUI CLARO? – Esbravejou o homem, enquanto todos os romanos ali assentiam com a cabeça já direcionando para suas tarefas, Near engolia em seco vendo sua companheira de Coorte já partir junto a outras jovens na corrida, deu tempo nem de se despedir, e logo tratou de correr para um local mais apropriado atirando-se ao chão iniciando as flexões de forma calma, ali não adiantava pressa, ainda mais que teria uma luta no final de tudo aquilo. Tendo terminado as flexões, que fora um dos últimos, tratou-se de por de costas no chão iniciando as abdominais, o corpo do jovem estava já repleto de suor, tendo completado, o mesmo se levantou com um incômodo no estômago, ainda bem que não comia nada antes de se aventurar nisso, caso contrário, estaria vomitando ali mesmo, ignorando o incômodo procurou uma barra vazia e tratou-se de dependurar-se nela e começar a fazer o exercício que utilizava de total força dos braços, que quase se esvaiu nas flexões. O último a completar todo o percurso físico fora Near, porém, era também o que menos estava desgastado fisicamente, os que já terminaram o desafio de carregar peso sentavam-se esperando os demais para iniciar a correria, Near ao pegar uma esfera de peso equivalente á 150kg começou a se tremer enquanto as veias em seus braços e pescoço apareciam, no momento em que ele carregava aquilo a cada passo era um xingamento diferente em sua mente ao centurião que os fez fazer aquilo. “Esse desgraçado, sem mulher, esse corno, isso é muita falta do que fazer, não tem mulher, não tem ninguém, é um mal amado, nem a família gosta dele e faz a gente fazer essas coisas, se Júpiter for justo espero que um raio o parta seu incompetente!” Após pensar tudo aquilo o mesmo para por um instante respirando fundo, concentrando-se e limpando sua mente, precisava manter-se focado.

Finalizando o desafio, ele esperou mais dois outros semideuses terminarem, foi onde todos dispararam juntos correndo na mesma velocidade, como se fossem um pelotão, em rumo á cidade, alguns já esbaforidos, outros pareciam que nem tinham feito nada e tinha Near e mais alguns que eram o meio termo.  Enquanto as voltas eram compridas, as jovens já haviam terminado seus afazeres e já começavam a empunhar suas próprias armas herdadas esperando os rapazes. O sol começava a raiar, e no horizonte, podia ver um batalhão de homens quase tropeçando e caindo ao chão virando um boliche humano. Os soldados romanos começavam a chegar no local esbaforidos, segurando-se para não desabarem a qualquer momento, Near, estava entre os mortos que não sabiam ainda do fato. Todos começavam a fazer um círculo ao redor do centurião foi onde ele começava a anunciar os combates. Os combates a partir do primeiro começavam já bastante agressivos, o que perdeu saiu com diversos cortes profundos nos membros que seguravam sua lança, a segunda luta fora entre duas romanas, uma que utilizava de um chicote e outra de um arco, o que a luta fora ainda mais intensa, apesar da distância que a semideusa com a arma de média distância tentava impor, acabando tendo seu pé puxado pelo chicote, caindo no chão, e começar a sofrer vários golpes até se render.

A terceira luta para a surpresa do Netuniano, era a de Sun contra um outro romano que correu ao seu lado, tão musculoso quanto si, por um momento ele se preocupava, mas, logo lembrava do que a jovem era capaz e ficava mais tranqüilo. A jovem dos cabelos coloridos entrava no campo rodando uma espada multicolor em mãos, enquanto o seu adversário, entrava com um machado de duas mãos, e o empunhava com um requinte de crueldade, a filha de íris apenas deu um sorriso bobo para o homem antes que o superior desse início ao combate. O homem alto já correu girando o machado em 180º, como se fosse cortar a filha de Íris no meio. A moça deu um pequeno sorriso torto, saltando no tempo exato que o machado a cortaria, pousando suavemente no cabo da arma, jogando o seu corpo para trás do brutamonte enquanto abraçava o pescoço alheio, resultando quando a garota alcançou o solo com seus pés, desequilibrou totalmente o seu oponente o jogando com as costas no chão brutalmente, fora a dor que sua nuca sofreu pelo puxão contra a gravidade. Com o jovem já caído, ela apontou a sua espada para sua traquéia enquanto dizia brevemente:

– Se rende? – Dizia esboçando um sorriso malicioso enquanto mantinha a espada apontada a traquéia de seu oponente, que rapidamente ergue os braços em rendição, a jovem removeu a espada e encaminhou-se de volta para a platéia, enquanto o outro jovem se levantava e recolhia o machado também saindo do campo.    

A quarta luta logo fora anunciada, nesse momento era a vez do filho de Netuno lutar, contra um oponente que jamais vira, seus cabelos eram brancos como a neve e ele empunhava uma espécie de foice, era algo assustador. Após sacar sua caneta e transformá-la num tridente, este pediu para que um filho de Marte conhecido seu o emprestasse seu escudo corporal, tendo pegado o armamento defensivo e agradecido, ele se dirigia para o centro do campo a frente do seu oponente, pondo-se em guarda com o escudo a frente de seu corpo e sua arma pontiaguda atrás de si em posição horizontal.

Tendo o início do combate iniciado o ceifeiro partiu para cima de seu oponente com sede de sangue, desferindo sequências de golpes invejáveis, que felizmente, foram repelidas por sorte com o bom uso do escudo corpóreo, mas, aquilo não salvaria ele, antes que o moreno pudesse acompanhar, o ser de cabelos brancos  saltou alto e girou a sua arma aproveitando-se de seu peso, descendo em uma investida bruta contra a prole do mar, que, notando o seu movimento, saltou para frente, girando seu escudo em 360º, escapando da lâmina tenebrosa, e ainda conseguindo acertar a face de seu oponente no processo com o equipamento defensivo, fazendo com que ambos caíssem para lados opostos. O primeiro a se levantar foi Near, que se aproximava lentamente do ceifeiro desnorteado no chão com o choque de sua face contra o escudo de ferro, não tinha como ele prosseguir com a luta, logo começou a ser acudido por colegas seus enquanto o filho de Netuno devolvia o escudo a seu respectivo dono removendo-se tanto do campo quanto da roda da luta.

Andou um pouco para longe do campo de treinamento sentando-se em um banco, um pouco ofegante, enquanto via dois pares de pés a sua frente, olhando para cima via a Unicórnio a sua frente sorrindo e logo se sentando ao seu lado começando um diálogo:

– Vou contar para ninguém que tu venceu o seu combate por pura sorte – Indagou a jovem deixando uma risada baixa no ar e logo voltando a falar. – – Brincadeirinha... Lutou bem, não sabia que gostava de usar escudos. – Dizia dando um tapa de leve no ombro do rapaz com um sorriso no rosto enquanto ele se recuperava psicologicamente e fisicamente da luta antes de iniciar uma fala:

– Não começa... E obrigado. – Dizia o jovem deixando uma risada fraca escapar por entre seus lábios, enquanto prosseguia: – Você fez uma luta mais impecável que a minha não venha com essa de... Foi onde o jovem fora interrompido por um animal alado se aproximando ao horizonte, ele era incrivelmente branco e tinha algumas partes no seu corpo que brilhavam no sol mais que seu pelo. Quando aquilo se aproximava, mostrava ser um eqüino alado, sim, um pégaso, com uma armadura toda dourada com algumas escamas, só significava uma cosia, era algo vindo de seu pai.

O animal pousou suavemente á frente dos dois romanos, e logo relinchou para Near, e olhando para um compartimento no seu leve traje dourado, o jovem se aproximou do eqüino, passou a mão em sua face de acariciando como se agradecesse ao animal tratando de levar a mão em tal lugar, achando uma espécie de pergaminho. A prole do mar o abriu com cuidado, começando a ler tal documento:

“ Meu filho, aconteceu uma coisa inesperada, podendo ser até cômica... Alguns tritões reportaram a mim enquanto passavam pelo triângulo das bermudas, que o Kraken, sim, o Kraken, acabara se entalando na Caríbidis. Sim, isso é algo bastante perturbador até mesmo para mim um Deus. Por esta carta venho lhe pedir sua ajuda, Near, sei que você é capaz de feitos incríveis, e sei que será capaz de me ajudar nesta tarefa com suas engenhosas teorias. Três dos meus melhores tritões irão te acompanhar até o local, onde há uma legião esperando seus possíveis métodos de solução. Boa sorte meu filho, sei que é capaz disto, por isso confiei esta tarefa á você, não me decepcione. “

O jovem após ler tudo isso, ficara um pouco chocado e perplexo ao mesmo tempo, seu semblante chamou a atenção da filha de Íris, que logo começava a falar com um timbre de voz preocupado:

– Near... Está tudo bem? O que houve? Indagou a garota, observando o jovem com cautela, até que o mesmo se vira para ela e começava a proferir algumas palavras em um murmuro:

– Bom... Você poderia me fazer um favor já que somos da mesma Coorte? Enquanto vou me banhar, poderia buscar cinco sanduíches para mim e encher uma garrafa de meio litro com algum suco? Há uma missão de extrema urgência envolvendo o Kraken...E preciso partir quase de imediato. Isso claro, se não for um incômodo para você. – Disse o jovem, um tanto aéreo, e ao receber a resposta da sua amiga concordando em ajudá-lo nisso, pois se a correr até seus aposentos, para tomar seu banho, se trocar e pegar seus equipamentos.

Passou-se vinte minutos até que o mesmo já havia terminado seu banho e se trocado, agora vestia uma calça jeans cinza, uma camisa de algodão azul marinho e uma jaqueta de couro sem mangas, de tonalidade preta por cima de sua blusa. Aproximando-se de um outra parte de seu guarda-roupas, estava seu equipamento, sua caneta-tridente (The Sea) já estava em seu bolso, então tratou de pegar seu anel “Anel de Sea”, o colocando no seu dedo anelar direito, pegou uma mochila e pois outros equipamentos como sua manopla de nome “Vampire”. Fechando sua bolsa, pondo-a nas costas e saindo de seus aposentos acabara encontrando Sun Hee novamente, que foi até ele correndo, trazendo uma bolsa com alguns sanduíches, algumas maças e o suco que pediu. O mesmo deu um sorriso, dando um beijo na bochecha da Unicórnio como agradecimento, guardando seus mantimentos junto a seus equipamentos metálicos, e caminhou de volta ao campo de treino, onde pegaria o Pégaso misterioso até o início de sua nova aventura, por mais bizarra que seria, será que havia ainda maneiras de piorar? Ele só descobriria quando chegasse lá...    

The son of water or disaster?!



Última edição por Near Ehlert Friedrich em Sex Mar 17, 2017 9:45 pm, editado 3 vez(es)


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Gerrard E. D'oppard
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Re: CCFY Sinking Slowly...

Mensagem por Gerrard E. D'oppard em Qua Mar 15, 2017 11:33 pm


Afraid of Water? Come Closer
Sinking Slowly... Parte dois......



Já no caminho em direção ao oceano, o moreno olhava por cima do ombro com os olhos semicerrados observando o acampamento Júpiter se afastar em meio a toda aquela cortina de algodão formada pelas nuvens, um pequeno sorriso se formou em seu rosto, a sensação de liberdade finalmente o alcançara. Em um momento daquele, deixou sua cabeça perpendicular para trás, enquanto pensava em uma ruiva no acampamento grego, será que ela já estava se enturmando?  Esperava que sim, com os pensamentos voltados na sua irmã, o mesmo nem percebe quando o Pégaso começa a perder altitude propositalmente. A corrente de ar logo atingira a face do semideus, que perdeu o foco do que pensara começando a olhar o grande mar.

O jovem nunca havia saído antes de seu acampamento, e realmente, era algo magnífico poder ver aquilo, mas, algo parecia muito errado com tudo aquilo, só faltava descobrir o quê... Na medida da viagem, a barriga do jovem roncara fortemente, ele não havia tomado café e já era quase meio-dia. Tratou de abrir sua mochila, começando a comer os sanduíches, deixando do último um pedaço generoso para o equino, que abocanhou sem hesitar, relinchando em seguida como um agradecimento. Um riso esvaiu-se por entre seus lábios vendo o alazão alegre com tudo aquilo, e deixou seu corpo cair para trás, deitando-se na armadura dourada que o animal trajava e tirando um breve cochilo enquanto o animal seguia seu curso.

Não demorou mais de três horas para que o equino alado começasse seu pouso suave em uma parte da costa do Oceano Atlântico. E brutalmente se balançou fazendo com que o moreno caísse bruscamente na areia despertando da maneira mais cômica possível. Enquanto este se levantava e se sacudia cuspindo a areia que acabara entrando na sua boca. Após isso quando pretendia começar a espernear contra o pégaso, notou que três criaturas o observavam, um pouco afastadas da costa na água, pareciam humanos ao longe, e perto deles um hipocampo situava-se imóvel apenas mantendo o foco no semideus. Antes que este pudesse falar algo com o equino alado, ele já trotava levantando voo, agora só restava ele e sua mochila, qual decisão tomar? Ir de encontro aquelas criaturas ou ficar preso em Miami? Cruzou os braços levemente suspirando, logo tratando de se atirar na água, nadando rumo ao encontro dos seres n’água. Chegando perto, via que aquelas criaturas não pareciam bater as mãos para manter a altitude na água, sendo que era razoavelmente fundo, aproximando-se do equino aquático este logo tratou de levar sua face até o tórax do garoto, foi quando um dos três homens se aproximava levemente segurando um tridente dizendo:

- Near, correto? Pode me chamar de Richards, andei estudando seus nomes... Somos todos tritões e este hipocampo servirá de transporte até sua missão, uma legião aguarda você para que tenha alguma ideia. E não ache que gostamos de vocês criaturas da terra... Só estamos aqui o ajudando pois Netuno nos pediu, logo, nada de gracinhas, o defenderemos com nossas vidas se necessário, mas, não abuse. – Falou o tritão se apresentando, com um pouco de rispidez em seu timbre de voz.

Near quando parou para analisar o ser que se aproximou, era um ruivo de cabelos curtos, olhos de íris azuis claros, notou que ele tinha até a parte da sua cintura idêntica a de um humano, apesar de não serem muito musculosos, apenas rígidos, imaginava que conseguiam lutar com uma habilidade invejável, foi onde este subiu sobre o hipocampo e começando a falar enquanto calçava suas manoplas:

- Correto, Richards. Tudo bem compreendo que tenha ressentimentos contra nós semideuses, mas, somos crias de Netuno, creio que o respeito indiferentemente de nos gostarmos ou não, deve ser mantido.  Poderia me explicar toda a situação melhor no caminho? Calculo que deva ser mais uma hora de viagem. – Falou o jovem levando a mão ao queixo pensativo no final e logo voltou a proferir: - Imagino que a situação esteja bem caótica lá não acha? Estão alimentando o Kraken? – Indagou Near observando o Hipocampo logo após iniciar o movimento até o local, enquanto os outros três soldados marinhos o acompanhavam, com o ruivo respondendo suas dúvidas:

- Sobre estarmos alimentando a fera mítica, sim, estamos... Na medida do possível, são cem de nós só para esta tarefa. Agora, como tudo isso aconteceu... É um mistério, ambas as criaturas são de oceanos diferentes como bem sabem, sinais de luta foram encontrados, se for para chutar, eu diria que o Kraken estava brigando com um Cetus... Mas... Porque eles fariam isso? Não sei... Acho que tem dedo de alguém superior nisso... Sugiro estar com os olhos bem abertos, isso tudo pode ser uma armadilha para você, ou, uma causa bem bizarra, das duas uma. – Falou com um tom pensativo a criatura marítima, enquanto liderava o caminho ultrapassando o equino submarino.

Passou-se mais uma hora de viagem, até que uma sombra amedrontadora pudera ser vista no horizonte e á distância era ainda grande, o que fizera a prole do mar engolir em seco, ele começava a se perguntar se realmente devia ter aceito aquela missão. Este já se encontrava dentro do terrível “mar de monstros”, Near estava tão tenso, que o suor que caia de seu rosto era frio, seus batimentos cardíacos aceleraram, era como ele já suspeitava, ele não estava pronto para aquilo definitivamente, era algo apenas literalmente para a elite. Quando completaram a aproximação aquela coisa que viam longe, o filho de Netuno estava boquiaberto, com um semblante pasmo, era literalmente o Kraken preso entre as mandíbulas de um redemoinho de água, que provavelmente era Caríbidis, os três tritões que o acompanhavam paravam junto a legião que estavam a uma distância considerável em temor do poder de sucção do monstro marítimo, eles alimentavam o polvo jogando a comida na corrente, que ele pegava com alguns de seus tentáculos sem dificuldade.

Toda aquela visão apesar de aterrorizante, mas, era também magnífica, para ele como uma criatura aquática poder conhecer dois dos seres mais poderosos do reino do mar era um privilégio, entretanto, tinha de sair vivo para dizer isso a seus amigos, caso contrário, não havia sentido algum. Foi onde ele saltou para fora do equino marítimo, agradecendo a ele por ter o trazido, vendo-o mergulhar e sumir em poucos segundos, foi onde ele de pé sobre a água começou a analisar tudo aquilo, enquanto com as garras da manopla que vestia coçava levemente seu queixo. Uma coisa passou por sua mente enquanto ele estava seu dedo, erguei ambas as mãos para frente criando uma onda pequena atrás do Kraken para que quando colidissem, pudesse empurrar o animal para fora, em sua mente parecia perfeito, na realidade, foi um fracasso que acabara apenas por irritar a fera, que sem piedade jogou um dos tentáculos fortemente contra o grupo, todos inclusive Near mergulharam o mais rápido que puderam, evitando por pouco o golpe, graças a ele estar preso na Caribidis, caso contrário, estavam todos mortos já.
 
Depois de o Kraken recolheu um de seus membros de volta e a maré se acalmou, os seres aquáticos voltaram a emergir, incluindo Near, claro. O tritão ruivo de olhos claros logo se aproximou do semideus lhe esbofeteando a cara, e quando a prole do mar começaria a se exaltar Richards se exaltou primeiro:

- VOCÊ QUER NOS MATAR?! MALDITA PROLE DE NETUNO, POR QUE CONFIAMOS EM VOCÊ? – Disse esbravejando  contra o semideus, que ao invés de escutar tudo aquilo e entender, também fez o mesmo contra o ruivo:

– OLHA, FOI ACIDENTE TUDO BEM?! EU QUERIA TESTAR UMA COISA! Que deu muito errado e poderia acabar com todos nós mortos? SIM, MAS FOI UM TESTE! Acalme-se, e deixe me pensar. – Completou Near, enquanto retornava a ficar pensativo observando atentamente ambas as criaturas, elas de fato não estavam muito confortáveis com tudo aquilo.

Enquanto a prole de Netuno limpava sua mente, os tritões ficavam observando tudo e o jovem, sem criar muitas expectativas, principalmente após a falha absurda que ele cometeu quase levando todos ali a jazer no fundo do mar. Foi então que o jovem começou a moldar de onde estavam grandes correntes d’água utilizando do poder da sua manopla perdendo um pouco de sua energia deixando aqueles materiais mais resistentes, foram feitas dez correntes, que se prenderam nos tentáculos do Kraken e ficaram suspensas para cada grupo de cinqüenta deles. A criatura não aceitava muito bem, porém quando iria começar a se debater, todos inclusive Near começavam a agarrar tais equipamentos feitos de água firmemente impedindo que ele as destruísse, foi quando o semideus esbravejou:

– ATENÇÃO! Criei tais correntes para usarmos como uma alavanca para retirar o animal de lá, temos de utilizar todas as nossas forças e... – O homem fora obrigado a interromper a ver algo se aproximar em velocidade por entre as nuvens, até que foi diminuindo, começando a “flutuar” acima de todos os demais, era um loiro de cabelos encaracolados, de braços cruzados, trajando uma calça jeans, uma camisa branca e um casaco negro longo.
Uma valsa foi conduzida pelo vento, os que dançavam eram a jaqueta e os cabelos loiros do jovem que estava no ar, a prole do mar arqueou a sobrancelha, foi onde as íris esmeraldas de si foram de contato com as íris azuis safiras do misterioso ser, que logo começou a dizer:

- Hehehehe...Ora ora, o que temos aqui? Meu alvo da minha missão logo em um local que eu tenho total vantagem? Isso chega a ser fácil demais...Near, certo? Meu pai me mandou executá-lo, por algum motivo que eu não necessito saber, estou aqui apenas para cumprir ordens, não é nada pessoal está certo? Agora, já que sabe meu motivo, não temos porque continuar a conversa certo? Só não se mexa para que isso se finalize logo.
.

Disse o jovem filho de Jupiter criando esferas elétricas em seus dedos, antes de atirar olhou a feição do seu oponente que logo começava a falar pondo-se de pé sobre a água:

– Não seja irracional...Se acha que aqui tem vantagem está enganado, e pergunte-se o porquê seu pai queira me destruir! Somos romanos! Não devemos obedecer nossos progenitores se for missão para nos destruir! O que aconteceu com a nossa ordem de nos defendermos uns aos outros?! Irá jogar fora por causa de uma missão de assassinato?! Onde está sua honra prole dos céus?! – Indagou Near, trincando os dentes e franzindo as sobrancelhas em seguida. Uma risada assustadora escapou entre os lábios do ser que voava que logo começara a falar enquanto gargalhava:

– Tudo bem... Minha honra é maior que a de meu pai... Mas... Quem disse que eu não estou adorando esse serviço? Romanos, proteger uns aos outros? Isso é piada, o que importa é ser o mais forte, e provarei isto agora! MORRA PROLE DO MAR IMUNDA!

Disse o mesmo iniciando o ataque arremessando as esferas elétricas que foram rapidamente até seu alvo, para a sorte de Near, Richards e outros tritões interferiam, lançando de seus tridentes contra as esferas em mesma velocidade, causando uma explosão entre os dois semideuses, arremessando-os um pouco para trás com o impacto. Agora a questão seria, como faria sua missão de resgate com alguém tentando lhe executar? De seu bolso sacou sua caneta a transformando no seu fiel Tridente, mas, antes mesmo que pudesse mexer-se para atacar, sentiu o loiro a poucos metros de distância, e com sua mão esquerda desferiu um soco na face da prole do mar, abrindo a palma da mão e fazendo um rasgo na bochecha do moreno, alguns filetes de sangue voaram perto dos olhos de Near enquanto a prole dos céus se afastava. A ira começou a percorrer cada espaço do corpo da prole do mar, entretanto, próximo a maré ele não conseguia manter-se irritado com qualquer coisa ou alguém, aquilo para ele era a paz soberana, foi onde um suspiro foi dando, levando os dedos para o ferimento, onde as falanges rapidamente ficaram rubras, antes que ambos os que lutavam pudessem perceber, um pouco de água começava a subir pelo corpo do filho de Netuno, fixando-se em suas bochechas começando a fazer com que as feridas superficiais se fechem.

A luta teve aquela pausa breve, até que uma investida desesperada fora dada pelo moreno, girando o tridente entre seus dedos e saltando contra o loiro, que começou a desviar dos ataques, ao mesmo momento que perdia altitude, aquilo era bom para a prole do mar, pelo menos, assim pensava. Quando conseguia a chance de acertar um golpe crucial, a prole do céu deu um sorriso macabro, sacando seu raio mestre, dando um pequeno choque na arma longa do seu adversário,fazendo com que a mesma rodopie no ar entre ambos. Fora em um movimento rápido, mas, o loiro chutou o cabo da arma em pleno ar, que fora redirecionada brutalmente contra o ombro direito de Near, o perfurando, e como se não bastasse, antes que o moreno pudesse se recuperar do golpe, uma joelhada fora desferida em sua face, concluindo em uma fratura em sua nariz. O corpo do filho de Netuno estremeceu, sua visão começou a ficar turva enquanto o sorriso seguido de uma gargalhada se prolongava no rosto do misterioso garoto, sangue escorria por toda sua face e membro direito, manchando sua camisa,o peso de todos os músculos do garoto começava a se pender para trás, e finalmente colidiu contra a água, resultando em afundar bruscamente na maré.
A prole dos céus voltava a ganhar atitude gargalhando profundamente, o tritão ruivo junto a mais um mergulharam para ir socorrer, enquanto outros dez híbridos começavam a querer partir para cima do garoto loiro que logo encarava a todos, utilizando de um dos dons, sua intimidação, onde parecia que raios circundavam suas íris, foi em que um movimento rápido, o filho de Zeus beirou a água girando o raio em 360º, cortando a traqueia de todas as criaturas marinhas, que jaziam no mar lentamente.
   
Richards chegava até o corpo de Near já imóvel, o outro tritão começava a remover a arma fincada no seu ombro gentilmente, enquanto o ruivo rasgava parte da jaqueta do moreno, fazendo um curativo no seu ombro amarrando firmemente, mas, não o suficiente para impedir seus movimentos. O moreno começava a acordar semicerrando os olhos abaixo d’água, enquanto via corpos de tritões ao longe afundando, e ao seu lado dois deles socorrendo-o. Um suspiro foi dado enquanto este começava a nadar para superfície, seu humor havia se alterado completamente, agora, era o frio absoluto de Quione quem o regia naquele momento. Ao chegar na superfície, em sua nuca uma ampulheta brilhou se ativando em reação a seu sentimento, Near pois se de pé sobre a água graças a sua habilidade como um filho de Netuno, mas, devagar, quando levantou-se totalmente, seus cabelos negros cobriam ambos os olhos, um sorriso sínico abriu no rosto do filho de Netuno, quando o loiro ia indagar algo, ele notara as orbes esmeraldas do rapaz o fitando, e um sentimento de oco começou a se formar dentro da prole dos céus, que estava pasma neste momento. Graças a mesma estar desatenta o neto de Quione aproveitou-se deste oportuno momento para iniciar mais um ataque, uma neve cristalina começou a pairar sobre os céus, e graças ao seu oponente estar desatento, começou a levar algumas das pedras de gelo, e se afastar querendo esquivar de tudo aquilo, péssima escolha, quanto mais ele se afastava mais ele entrava no alcance de um dos monstros que estavam com um péssimo humor. Antes que percebesse um tentáculo já estava atrás do garoto voador, que o acertou em cheio o matando ali naquele instante fora o impacto que teve de colisão com a água.

Near ao ver que um de seus problemas havia já sido resolvido, faz uma pequena oração a Netuno pela morte de alguns companheiros tritões e logo dizia com um timbre de voz arrogante, para onde o tentáculo que matou o loiro colidiu fazendo um símbolo da cruz do cristianismo:
– Que Plutão perdoe a sua alma...Requiescat in pace. – Proferiu o jovem fechando os olhos brevemente e voltando a encarar a fera de múltiplos tentáculos

Foi onde o mesmo voltou a concentrar-se em seu plano, o mar estava mais violento, e provavelmente ambos os seres estrondosos em fúria, uma fúria jamais antes vista por nenhum ser ali presente, as ondas eram violentas, pareciam que ambos queriam se destruir se ficasse um minuto mais. Near fora o primeiro a se agarrar em uma das correntes antes criadas, agora, com a sua ampulheta ativa, as correntes ressoavam ainda mais fortes, e começou a esbravejar tomando a liderança momentaneamente:

– HOMENS! Precisamos retirar o Kraken desta terrível prisão imediatamente, temo por nossas vidas o que pode acontecer caso ele continue a se irritar! Usemos de todas nossas forças que temos para puxar ele para fora da Caríbidis, e após isso, nadem, nadem como se não houvesse amanhã, que caso ficarem irão todos morrer para essa criatura! PREPAREM-SE, E PUXEM, PUXEM COM TODO O SUSPIRO DE FORÇA QUE TIVEREM! AVANTE MEUS IRMÃOS! PARA A GLÓRIA!

Foram onde todos começavam a se agarrar nas correntes criadas em sua parte do mar, as correntes se estendiam quase quarenta metros a cada tentáculo, foi onde todos começaram a colocar a mão na massa. Não de uma única vez, mas como uma brincadeira de gangorra as dez correntes eram puxadas e soltas, e novamente puxadas, contendo a força de quatrocentos e noventa homens. Um momento depois todos puxaram de uma única vez não cedendo urros feitos por todos eram ecoados, uma verdadeira legião utilizando de todas as suas forças para o bem maior de uma outra criatura marinha, foi onde que, em um último esforço o Kraken fora puxado levemente para fora da Caríbidis pelo lado direito,  perdendo três tentáculos no processo por terem sido destruídos nas mandíbulas, um deles sumindo misteriosamente. Agora o verdadeiro teste começava, sem nem pestanejar, Kraken mostrou 1/10 de sua força, chicoteando seus membros fortemente contra a água, onde maremotos em 360º começavam a se formar, aquilo era manter-se fora de alcance da sucção da Caríbidis, mas, podia matar a todos os outros. O ruivo urrou “MERGULHEM O MAIS FUNDO QUE PUDEREM!” e assim foi, todos inclusive Near começaram a afundar, mas uma forte corrente jogou todos longe mesmo abaixo da maré, todos rodopiavam sem direção, até que ao parar, começavam a se agrupar em grupos pequenos e nadarem em direções opostas e aleatórias a do monstro colossal.

No grupo do filho de Netuno estava Richards e mais cinqüenta tritões, que nadavam em direção á costa da Flórida, os outros nadavam para cavernas e em direção ao castelo submarino de Netuno. Uma voz ecoou na mente do moreno que nadava com toda sua força ainda restante, não se incomodando com a sua dor no ombro que voltava a ser curada levemente diminuindo o incômodo a medida que escutava a mensagem:

“Near, preste atenção! Sei que não gosta muito de mim, mas escute-me, vocês precisam nadar muito abaixo da superfície, no mínimo a cem metros de profundidade, se não, você será morto pela correnteza... Lembre-se, a água é seu reino, não se deixe morrer nela!”

Foi com a voz de seu pai, que o jovem começou a mergulhar ainda mais profundamente, seguido de seus companheiros, formando um majestoso cardume. Atingindo a profundidade, ele notou que as correntezas que o Kraken causava na superfície era literalmente uma brisa, esperava que todos tiveram o mesmo pensamento, e para a sorte deles, o animal tinha que se preocupar em se afastar da Caríbidis ao invés de os perseguir, talvez este seja o ponto da sobrevivência deles desta vez. Os trinta minutos de tensão se passaram, todos os grupos haviam escapado com sucesso, todos voltaram a nadar em direção a superfície.
Mais dez minutos se passaram, até que todos estavam já observando o raiar do sol acima de suas cabeças, todos começavam a rir comemorando da proeza que fizeram, Near estava radiante, pode conhecer duas das maiores criaturas marítimas e sair vivo de lá, era de fato algo impressionante, até que Richards o tritão ruivo se aproxima do mesmo o abraçando fortemente enquanto começava a dizer:

– VOCÊ CONSEGUIU! VOCÊ REALMENTE CONSEGUIU! MEUS PARABÉNS SEMIDEUS! – O abraçou ainda mais forte e logo se afastou – - Quer dizer... Parabéns, Near... Netuno te recomendou muito bem para o serviço, graças a você estamos todos vivos, eu brindaria contigo caso não estivesse praticamente morto, se bem, que você está em um estado pior que o meu, como anda o ombro com todo esse esforço? – Indagou o híbrido fitando sua

O semideus balançou o ombro depois que o ruivo o soltou,mostrando em seu semblante um grande desconforto, e começou a falar:

– Não precisam me agradecer, trabalhamos em equipe nessa, eu quem devo agradecer por me salvarem e me ajudarem. Perdoem pelo transtorno...E você estava certo, Richards... Pelo visto realmente havia algum Deus por trás disso, esperando que eu saísse do acampamento para me matar... O que não entendo é, porquê Júpiter me persegue de tal forma? Meu pai me contou muitas histórias do que ele fez contra minha mãe, que nem algo haver com a história podia ter, não tinha sangue de Netuno, apesar de ser sua companheira... Isso é tudo muito confuso, e graças a isso, um romano irmão meu morreu, não me orgulho nem um pouco disto. Bom, poderiam me ajudar a seguir caminho até a costa? Chamarei meu pégaso lá, para voltar ao acampamento. Não sei se consigo nadar até lá sozinho. Isso se não tiverem nada melhor para fazer cl.. – Fora interrompido onde o ruivo e mais um passaram os seus braços pelos seus pescoços carregando Near gentilmente até o seu destino.

Quatro horas se passaram, o anoitecer estava grande, enquanto o grupo se aproximava já da praia uma cantoria grupal podia ser ouvida ao longe para quem estivesse perto da praia o necessário:

-DO WHAT YOU WANT CAUSE A PIRATE IS FREE! YOU ARE A PIRATE! YAR-HAR-FIDDLE-DEE-DEE! BEING A PIRATE IS ALRIGHT WITH ME! 'DO WHAT YOU WANT CAUSE A PIRATE IS FREE! YOU ARE A PIRATE! YARRR!

Depois da cantoria, Near se despedia de todos com um grande sorriso, seguindo para as areias enquanto via todos mergulhando sumindo da região, em uma área escura da praia de Miami, o pégaso que o trouxe estava ali o esperando. Como se tivesse recebido ordens.

Ao se aproximar dele para acariciar sua face, o equino alado relinchou, pondo-se de pé nas duas patas traseiras e batendo fortemente os cascos no mesmo lugar duas vezes, o moreno estranhando sua atitude resolveu agachar-se ali para ver o que tinha. Depois de tanto vasculhar, sentiu alguma coisa circular entre os dedos, pegando aquilo e o levantando até a luz da lua, vira que era um anel todo de esmeraldas, com uma gema verde clara no centro com o desenho de um tentáculo em seu centro, o jovem arqueou a sobrancelha estranhando tudo aquilo, até uma energia verde emanar para fora dele, e sem qualquer toque, o anel tornou-se um tridente de um metro e setenta centímetros de comprimento, trinta centímetros de largura, alguns detalhes em um verde esmeralda, uma grande esmeralda antes de suas pontas brilhava, quando o jovem pegara o armamento manuseando alguns golpes para testá-lo, um tentáculo fantasma se libertou da gema como se procurasse um alvo, não o achando, retornou para dentro da gema... Foi onde a mesma voz voltou a ecoar na mente do semideus.

– Meu filho... Este tridente possui uma força inacreditável... E também... Possui a essência de uma criatura majestosa que presenciou hoje, fiz uso de minha mágica para criar um presente digno de sua aventura... Obrigado por trazer paz ao nosso reino aquático. Fez muito bem seu trabalho.
Um sorriso abriu no rosto do garoto, que retornava o tridente a sua forma de anel, removendo suas manoplas, e calçando o acessório em seu anelar direito, que brilhava intensamente ao reconhecer a mão de seu portador, apagando-se em seguida.

Near tratou de montar no pégaso, e deitando em seu corpo descansando um pouco, a primeira coisa que faria ao chegar no acampamento romano era procurar uma enfermaria, e depois explicar todo o ocorrido para um superior, estava disposto a receber a penitência por deixar um companheiro de acampamento morrer, mesmo que aquilo custasse sua vida. Com esse pensamento, o animal trotou forte na areia e levantou voo seguindo o caminho para o seu destino, mas, o que será que aguardava Near quando o chegar? Uma recepção calorosa ou uma guerra eminente? Só ele saberia no dia seguinte...        

Prêmio Desejado:




Krakens Release: Um tridente de um metro e setenta de altura, trinta centímetros de comprimento. Possuindo nos bidentes laterais lâminas duplas, e uma pequena lâmina no fim do cabo. Um tridente bastante incomum pela coloração e os detalhes em um verde escuro pelo seu cabo. No centro antes de suas lâminas, o tridente possui uma gema misteriosa com um tentáculo desenhado. Esta também possui a capacidade de se adicionar mais três gemas em compartimentos escondidos em cada uma de suas lâminas.

Efeito 1: Toda vez que o portador da arma entrar em colisão (combate de choque arma com arma) tendo um dos colisores o tridente, um tentáculo fantasma se erguirá da gema central, e irá contra o seu oponente caso acertando roubando para seu portador 2% da velocidade de movimento alvo, podendo ter acúmulo de até 14%.

Poderes utilizados (Near):

 

Passivos Netuno:

Nome do poder: Comunicação Equina
Descrição:  O semideus consegue se comunicar naturalmente com Equinos. Projetar seus pensamentos na mente de um cavalo, e conseguir o ouvir os pensamentos destes, é apenas uma condição de sua ligação com tais criaturas. Poseidon/Netuno as criou, e na maioria das vezes você obterá o respeito dos Equinos sem grandes problemas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Respiração Aquática
Descrição:  Por seu pai ser o deus dos mares, o filho de Poseidon/Netuno pode respirar tão bem embaixo da água como em terra, a água não o incomoda. Essa habilidade serve tanto para águas doce, quanto para águas salgadas e águas poluídas. No caso da água poluída, deve-se tomar um pouco mais de cuidado. Quanto mais tempo se passar submergido nessas, mais força e energia vai se perdendo, ao passo em que pode vir a adoecer. Essa habilidade não surte efeito em águas magicas – impregnadas com algo maligno – ou envenenadas, o semideus ainda poderá ser afetado por elas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum


Nome do poder: Cura I (x2)
Descrição: O semideus possui a habilidade de se curar ao tocar na água. Independente da onde a água provenha, seja ela doce ou salgado. Ao tocar a água, suas feridas começam a se fechar lentamente, mas nesse nível, apenas as feridas mais leves são curadas, e parte da força do semideus é restabelecida. (Só pode ser usado uma vez a cada 3 turnos).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +25 de HP e 25 de MP
Dano: Nenhum

Ativos Netuno:

Nome do poder: Hydrokinesis I (x10)
Descrição: A prole de Poseidon/Netuno, em tal nível consegue, caso concentrado, controlar a água presente em rios e mares, levantando pequenas quantidades de água e moldando-a ao seu bel prazer, entretanto a habilidade do semideus ainda é considerada pouca.  
Gasto de Mp: - 5 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum.
Extra: Nenhum.

Nome do poder: Andar sobre as águas. (x2)
Descrição: O semideus começa a adquirir a habilidade de andar sobre as águas como se estivesse andando pelo chão. Dependendo do nível de concentração na qual o semideus se encontra seu desempenho se torna ainda melhor.
Gasto de Mp: -5 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Nenhum.


Ativos Quione:


Nome do poder:  Neve Cristalina I
Descrição: Pequenos cristais de gelo bastante afiados caem do céu, nesse nível, só causam a dor de impacto. Tem o tamanho de gotas de chuva, mas como são mais de 50 e congeladas, causam uma dorzinha considerável, e chata.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 25 Mp
Extra: Dura um turno

Nome do poder:  Caminhos do Coração
Descrição: O filho de Quione será capaz de congelar os sentimentos do adversário, fazendo-o sentir um vazio em seu coração - mesmo que seja um monstro - ficando desatento. Dura dois turnos.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 10 HP
Extra: Durante dois turnos a pessoa se sentira oca, desatenta, errando até mesmo os golpes mais simples.


Poderes Prole de Júpiter:


Ativos Jupiter:


Nome do poder: Voo II
Descrição: O semideus aprendeu a controlar a gravidade ao redor do corpo, e ao compreender o que o mantem preso na superfície, também é capaz de solta-la e molda-la da maneira que quiser. Agora já consegue ficar mais tempo, voar mais rapidamente e se erguer em altitudes mais elevadas. Podendo permanecer por mais tempo no céu. Seu controle também melhorou.
Gasto de Mp: 10 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Já pode se erguer até 2 metros do chão.

Nome do poder: Parentesco I
Descrição: Assim como águias, as unhas do semideus tornam-se quase impossíveis de quebrar, afiadas e grandes (até 5 cm), podendo arranhar e ferir semideuses, mesmo que superficialmente.
Gasto de Mp: - 5 de MP por turno que estiver ativa.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: - 25 de HP.
Extra: Nenhum.


Nome do poder: Intimidação
Descrição: A prole de Zeus/Júpiter possui um olhar penetrante e, quando enfurecido, os olhos da prole tornam-se – aparentemente – elétricos avisando a inimigos que um golpe logo irá ocorrer. E, quando isso ocorre, o próximo golpe do semideus causa +10 de dano.
Gasto de Mp: -10 de MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +10 de dano.
Dano: Nenhum.
Extra: Nenhum.

Nome do poder: Bolas de Energia
Descrição: O semideus consegue acumular sobre a ponta dos dedos, cinco esferas de energia pequena, e atira-las contra o inimigo como se fossem balas – só que mais rápidas – que ao baterem contra o corpo do inimigo, deixando a sensação de dormência no local atingido, e o membro ou parte do corpo formigando de uma forma irritante, o deixando mais lento, e atordoado durante um turno inteiro.
Gasto de Mp: 5 MP por esfera de energia
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 7 HP por esfera que atingir o corpo, totalizando 35 HP
Extra: Nenhum


Passivos:


Nome do poder: Respiração
Descrição: Os filhos de Zeus/Júpiter não são afetados por grandes altitudes, e assim como os filhos de Poseidon respiram embaixo da água, eles respiram sobre o ar – literalmente – podendo chegar a altitudes elevadas sem ser prejudicado pela pressão do ar, ter sua respiração afetada. Eles respiram naturalmente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Consegue respirar normal em grandes altitudes
Dano: Nenhum



Equipamentos:

♈ Vampire [Manopla única de armadura, feita em ferro, protegendo os dedos, mãos e antebraço do usuário(não acompanha outras peças de armadura). Possui um desgin baseada na dos cavaleiros medievais, embora alterada para que os dedos se assemelhem a garras - podem ser usados para ataque, em último caso. Quando utilizadas, seu portador pode utilizar a HP no lugar da MP para utilizar poderes ativos. O gasto ainda será o mesmo, mas será descontado na vida, e não na energia. Não é um efeito obrigatório, ativado apenas se o usuário desejar.] [200 dracmas] [Bronze Celestial]

*• The Sea: Tridente de um metro e setenta centímetros de comprimento feito de um metal com uma coloração esverdeada (no escuro brilha levemente iluminando ao redor). Quando outra pessoa segura à arma, a mesma torna-se extremamente pesada. Quando entra em contato com a água, a arma toma uma consistência gelatinosa, sendo assim possível triplicar seu tamanho durante um ataque. Quando a arma aumenta o tamanho torna-se sólida. As pontas nunca perdem o fio. Quando não utilizada toma a forma de uma caneta tinteiro verde. Sempre retorna ao dono.

*Anel de Sea: Um anel que deixa o semideus invisível por quanto tempo o mesmo desejar, nem mesmo os mais perigosos monstros consegue avista-lo ou senti-lo em uso do anel da invisibilidade. O mesmo também serve como um escudo especial quando tocado no lugar correto. Sempre retorna ao dono.


The son of water or disaster?!



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Re: CCFY Sinking Slowly...

Mensagem por Quione em Dom Mar 26, 2017 2:31 pm

Modo de Avaliação:
Realidade de postagem + Ações realizadas. –  500xp
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc. –  1,000 xp
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência.  – 1,000  xp
TOTAL: 2,500 x 4 = 10,000XP - 8,000 dracmas

(Os valores acima são referentes a valores máximos, não necessariamente significa que você terá essa pontuação.)

Near Ehlert Friedrich

Realidade de postagem + Ações realizadas. –  250XP
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc. –  700XP
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência.  – 700XP
TOTAL:  1,750 x 4 =  7,000 XP e 6,000 dracmas

Narrativa, a situação.
O semideus não fora capaz de dar seguimento a sua missão, e na tentativa de enfrentar o monstro marinho no mar proibido, acabou afundando, sendo salvo minutos mais tarde por tritões que ali viviam. Os ferimentos em seu corpo eram amplos, deixando o semideus em estado vegetativo por cerca de uma semana, semana na qual os pesadelos se tornaram constantes, causando a ele uma síndrome inexplicável. Ao acordar Near tinha medo, ao adormecer, tentava se matar.

Maldição – (Fobia): Conquistada através de um sonho com dois dos piores monstros da mitologia, a fobia faz com que o semideus sinta pânico de animais marinhos (como peixes, cavalos marinhos, e etc), entrando em estado de choque cada vez que entra em contanto com um. Ou seja, ficara impossibilitado de atacar durante um turno enquanto estiver sobre o efeito da fobia relacionada aos animais marinhos. Essa maldição ficara ativa até que o semideus cumpra um favor devido ao seu pai, ou seja, Netuno.


Near, meu jovem, você tem sorte de ter sobrevivido. Porque não entra em minha cabeça como uma pessoa de nível tão baixo conseguiria enfrentar duas poderosas criaturas mais um filho de Júpiter irado e sair disso praticamente ileso.

Além da clara encheção de linguiça em uma tentativa de rebuscar sua caligrafia, uso errado de todas as crases e falta de pontuação em diversos pontos, você fez uma missão que pouquíssimo coincidia com sua realidade, visto que você é um campista relativamente fraco para enfrentar as provações descritas em sua missão.


Atualizado por Zeus.


xιόνη
winter
is coming
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Quione
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