The Blood of Olympus
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(OP) Missão para Alexis de Apolo - A filha da neve

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(OP) Missão para Alexis de Apolo - A filha da neve

Mensagem por Quione em Qua Fev 01, 2017 3:37 pm


A filha da neve


A pequena Alexis podia sentir o peso - colocado por ela mesma - sobre seus ombros. As expectativas que ela pensava virem da mãe pesavam como pedras nos ombros da garota que, apesar da idade, era meiga e doce como uma criança.

Era noite e ela revirava na cama, em seus sonhos ela estava no meio de uma floresta gelada. Borboletas azuis dançavam por meio as àrvores como se aquilo não fosse impossível. Mas, de certo modo, a filha de Apolo percebeu que os insetos a guiavam.

Viu uma garota de cabelos negros e pele pálida, ela estava caída no chão, encolhida em posição fetal. Então, uma voz feminina, surgiu na mente de Alexis. "Ela não aguentará muito mais...", a voz era fria como um sussurro. A menina no chão não parecia ter mais de dez anos. "Ajude-a..., a voz lhe causava calafrios, e apesar da súplica, era bastante serena.

- Para onde devo ir? - a garota questionou. "Pense, criança... apenas pense... aonde poderia ser frio o suficiente até mesmo para uma de minhas proles...?"

Assim que a voz cessou, Alexis se viu sentando de súbito na cama. Um nome brilhando como um letreiro em néon sobre sua cabeça.

Informações:

- Você quem escolhe para onde deve ir, mas tem que ser condizente com um lugar aonde um filho de Quione poderia sentir frio.

- Cuidado para não se perder assim como a criança. E lembre-se, ela só tem suprimentos para mais três dias.

- Deve conter pelo ou menos uma batalha, uma vez que será uma viagem longa.

- Você pode levar quantos itens desejar. Mas tanto os itens quanto poderes usados deverão estar em spoiler ao final da missão.

- Deverá partir sem que seja notada. Poderá, no entanto, pedir ajuda para alguém. Se for um campista existente - alguém que tenha conta no fórum - deve retornar com vida, se for um NPC, pode deixar morrer. De todo modo, a missão será narrada apenas por você.

- Gostaria de ver Alexis enfrentando, pelo ou menos, um de seus medos.

- Como eu ando atarefada e, suponho que você também, eu irei lhe dar prazo até o dia 21/02/2017.

- Qualquer dúvida, MP.

- Boa sorte, criança.


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Re: (OP) Missão para Alexis de Apolo - A filha da neve

Mensagem por Alexis C. Chwe em Sab Fev 18, 2017 7:40 pm


Giving light you can save a life — ☀
SOLO MISSION. - WHERE: RUSSIA. WORDS: 3.606

Se houvesse uma palavra que mais definisse o que Alexis sentia naquele momento essa palavra seria desespero. Infelizmente desespero não era a única coisa que Lex sentia, era um misto de tantos sentimentos que ela precisou sentar-se na cama e se concentrar para poder controlar cada furacão de sensações que carregava. Respirando, inspirando, repetindo o processo algumas vezes.
Assim que conseguiu ‘se achar’ em tudo aquilo, ela observou no céu o breu que ainda se encontrava do lado de fora. Suas mãos tremiam e suavam, uma angústia era latente dentro de si e, naquele momento, ela mal sabia por onde começar. Como ajudar alguém que nem conhece, que está em perigo, e, ainda por cima, a pedido de uma deusa? Tentou controlar a respiração da melhor forma possível, empurrando o cobertor para longe do corpo e saindo da cama apressada. Olhou em torno de si, procurando para ver se todos dormiam dentro do chalé, assim que notou o caminho livre, por assim dizer, vestiu uma calça jeans por cima de seu short de pijamas.

A pressa era tanta que Lexi mal se permitiu ajeitar corretamente a camiseta do acampamento sobre o corpo, a enfiou de qualquer jeito e puxou a mochila que estava debaixo da cama. Abriu-a para checar, pegando os anéis – o dourado que ganhara do pai e o de aço polido que ganhou de Hela – e os colocando nos anelares, um de cada mão. Planejava os usar sempre, mas achava desnecessário dentro do acampamento. Por esse lado era empolgante pensar que poderia usar os presentes que guardava com tanto carinho assim como se lembrasse de súbito abriu uma pequena caixinha que estava dentro da mochila, tirando dela um bracelete com relação à sua avó o admirando um pouco e logo prendendo no pulso direito, mão onde estava o anel que a Deverich havia lhe dado no Natal pelo carinho que tinha por si.

Mesmo com seus equipamentos e aquilo que achou útil e enfiou na bolsa ao ver pela frente (gazes, um cantil de néctar e um de água, ambrosia e ataduras) não se sentia pronta ou preparada o suficiente. Àquela altura a filha do sol tinha certeza que não conseguiria se sentir pronta para algo assim, pois a tensão e cobrança que colocava sobre si mesma poderiam a levar à loucura em qualquer momento.
Foi quando, enfim, decidiu sair. Pelo que parecia era madrugada, por volta de três da manhã, quando se dirigiu para a saída do chalé vagarosamente, apenas para não acordar os irmãos. Estava quase na porta, jurava que havia sido bem-sucedida, até que ouviu um murmúrio atrás de si e sentiu uma mão em seu ombro direito – o que a fez quase gritar, porém ignoraremos isso.


“O que pensa que está fazendo?” Era Derek, sussurrando e a puxando para fora do chalé pelo receio de que todos acordassem. A sorte era que a maioria tinha sono mega pesado.


Tudo o que Alexis pôde pensar no momento foi ‘Por que logo o Derek?’. Ele havia sido o seu irmão que a acompanhou de perto desde a chegada no acampamento, quem treinou com ela e a fez sentir como realmente a ‘irmãzinha’ de alguém. Com toda certeza a morena não conseguia mentir para ele, até porque – mesmo com o charme herdado da avó – era difícil persuadir alguém como um filho de Apolo.


“Eu...” Alexis murmurou, balbuciando palavras confusas em sequência ao tentar se explicar. Ela não sabia o que dizer, mas aquela habilidade de saber que o meio-irmão podia ouvir tudo que se passava em sua cabeça fora bem útil no momento.


Os olhos dele se focaram nos semelhantes da mais nova, captando todo o pavor e urgência que seu olhar carregava naquele momento. Ele respirou fundo, parecia totalmente inerte nos próprios pensamentos e fora isso que fizera Alexis relaxar os ombros. Ela podia ver na expressão de Derek que ele não a deixaria sozinha.

“Espere aqui, nós já vamos sair”. E assim ele retornou para dentro do chalé para buscar suas coisas.

A coreana sentou-se no último degrau do lado de fora, apoiando os cotovelos nos joelhos e enterrando o rosto nas mãos que, pela primeira vez em sua vida, estavam quase frias. Só aí percebeu a tensão que se instalava dentro de si, não só pela missão, mas por ter uma vida em suas mãos. Lex respirava de forma descompassada ao pensar na pequena garota que iria precisar de si, ficava totalmente perdida nos pensamentos ponderando o quão culpada irá se sentir se algo acontecer com a filha de Quione.

Naquele momento apenas pôde murmurar, haveria mais algo para se culpar caso acontecesse alguma coisa com seu irmão. Esse era um dos motivos de não pedir ajuda, não queria ser um trabalho para os outros e muito menos que se arriscassem por si. Ela sabia que o risco para si a amedrontava, mas ver alguém ferido a deixava totalmente em pânico. Foi aí que pensou repentinamente no que deveria fazer, mesmo que soubesse que teria mais segurança indo com Derek.
A menina levantou do degrau, colocou a mochila nas costas e correu. Apenas correu para longe o suficiente para que Derek não deduzisse para onde ela havia ido mesmo dentro do acampamento. A mente de Lexi trabalhava arduamente para descobrir como chegaria no lugar em questão, mas logo uma luz veio às ideias, mesmo que soubesse que era arriscado.

Assim a filha do sol caminhou para a área em que sabia que encontraria a entrada do labirinto de Dédalo.

Certa vez ouviu algumas histórias dos campistas: Como Dédalo havia construído o labirinto, como Percy Jackson e seus amigos descobriram a localização dele e que desde então ele ficava embaixo do acampamento. Era simples no raciocínio de Alexis: por mais que o labirinto fosse perigoso e tivesse vontade própria, ele a levaria onde ela deveria ir. Simplesmente pelo fato de ela estar apavorada com a ideia e não querer ir. Ela só ia porque sentia que deveria. Seria tudo o que o labirinto precisava para ser motivado a deixa-la exatamente em São Petersburgo, na Rússia.


“Está tudo bem, Lex. Você consegue.”


Encarando a entrada do Labirinto tudo parecia mais complicado, mais real, mais desesperador. Era incrível como mesmo sua habilidade de controlar as emoções não a tirava totalmente da confusão interna de seus medos. Por fora Alexis parecia calma e centrada, mas qualquer um que pairasse os olhos nos dela, como Derek havia feito, sentiria o medo quase palpável que a assombrava ao pensar no que precisava fazer.

Deu dois passos em direção a entrada escura, tomando cuidado por onde pisava e controlando a respiração para se manter calma. Parecia que tudo poderia dar errado no mesmo nível em que tudo poderia dar certo, era uma loucura, mas era o certo a se fazer. Lex andava pelos caminhos mal iluminados do labirinto com uma certeza medonha de onde deveria ir, às vezes tendo impressão que as paredes do projeto de Dédalo gritam para si que ela ia de encontro a morte, que tudo aquilo era loucura. A cada passo, cada vez ficava mais escuro e frio, tinha certeza que era um sinal positivo para a sua missão, mas isso só aumentava a apreensão que sentia por ir a um risco tão grande sozinha. Por muitas vezes enquanto caminhava sentia que estava sendo vigiada, mas não havia coragem o suficiente para verificar, não naquele momento. Cada gotícula de sua coragem deveria ser poupada para enfrentar seja lá o que fosse, afinal, alguém precisava de si. Uma vida dependia da capacidade de Lexis de se controlar.

Não demorou muito para que avistasse uma passagem estreita no fim de um corredor, sentindo o vento gélido vindo daquela direção com força cortante, apertando as mãos em volta do corpo. Apertou o passo para lá, respirando e inspirando até que seus pés tocaram a neve macia e aquele ar cortante lhe tocou a pele. Não teve muito tempo para pensar, ouviu um barulho como um sibilar monstruoso e logo sentiu um corpo por cima de si a empurrando para o lado de súbito e fazendo as duas pessoas caírem na neve. A dor do impacto a pegou desprevenida, mas a surpresa de ver Hela por cima de si a fez ficar mais atordoada do que deveria de forma que nem viu exatamente o que tentou a atacar.


"O que faz aqui? Você está louca?" a filha da magia perguntou em tom ríspido, encarando Alexis e a puxando para atrás de uma árvore do bosque as margens do São Petesburgo.


"Eu quem pergunto! Você me seguiu? Eu não acredito que você me seguiu!"


"Alexis, você está louca? Você saiu de madrugada pelo labirinto! Você sequer viu o que está aqui e provavelmente vindo na nossa direção?"


"Não! Você não me deu nem tempo de pensar, unni!"


"Me agradeça depois por não ter morrido nos primeiros dois segundos do que parece ser uma missão"


"Derek disse algo..."


"Ele praticamente berrou pelo acampamento quase em desespero enquanto procurava por você. Sorte que te vi passando e soube para onde ia"


Um baque forte veio de um local próximo, a criatura que atacava a filha do sol estava longe no momento em que chegaram e jogou uma árvore na direção delas, mas naquele momento de esclarecimentos ela teve tempo para rastejar até o outro lado do rio e se aproximar das árvores que as duas se esconderam.


"Posso sentir o fedor de vocês, semideuses, que como aquela criança da neve gostam de matar meus filhos. Apareçam e sua morte não será tão dolorosa."


A voz era monstruosa, o que diferia da parte superior da criatura. Ela tinha o topo do corpo como uma mulher bela, talvez uma ninfa, mas o resto dele era uma longa calda de serpente. Estava em uma forma mais fraca, talvez, pois estava do tamanho das árvores de 2 metros e não de um titã como era descrita.


"Equidna..." a filha do sol sussurrou, erguendo o corpo e recostando as costas no tronco de uma árvore, observando Hela fazer o mesmo. A mais velha a olhou apreensiva, como se questionasse o que Alexis pretendia fazer ali.


Lex ergueu a cabeça, observando o outro lado do rio como podia, logo reparando que no meio da ponte que levava para o museu russo estava a pequena semideusa, fraca, encolhida e totalmente encharcada da água congelante do ambiente. Ela suspirou, pensando por um tempo no que fazer enquanto ouvia barulhos cada vez mais próximos de si. Olhou para a mais velha e apontou com a cabeça em direção da ponte, esperando que essa entendesse o recado. A arqueira tirou a palheta do bolso, a fazendo virar o arco que ganhara de presente do pai. Conjurou algumas flechas, tocando em seu anel que compunha o presente completo. Nunca esteve tão grata por ter sido lembrada por ele, encantando uma flecha e observando onde poderia mirar. Ela avistou Equidna vindo do lado oposto, derrubando árvores por onde quer que passava e olhando para baixo, então avistou uma pedra e se posicionou para atirar, fechando um dos olhos para que a mira fosse certeira e acertando a rocha com uma flecha sônica.

O estrondo chamou a atenção do monstro, como a menina queria, e assim que a criatura virou-se naquela direção Alexis e Hela se ergueram do esconderijo e correram na direção da ponte. A prioridade de Lex, mesmo em perigo, era tirar a menina dali. Se não chegasse primeiro na garotinha tinha certeza que algo aconteceria, então correu mais do que já havia corrido em sua vida atravessando os metros da ponte em um tempo que nunca imaginou percorrer um local. Infelizmente antes que pudesse alcançar a garota Equidna sibilou alto, atirando uma rocha com a calda no meio da ponte, partindo uma parte dela e a deixando instável, um grande buraco no meio do caminho. Hela avistou a garotinha escorregando na beirada e rapidamente acenou para indicar o local para Alexis.


"Vai até ali, pega a garota. Eu vou atrasar essa coisa."


"Mas unni..."


"Vai! Agora!"


A cria de Apolo assentiu, analisando a distância em que se encontrava sua parte da ponte da em que a pequena estava. Ela não poderia cair na água e muito menos a criança teria forças de sair daquele congelamento uma segunda vez. Alexis encaixou o arco no corpo, afastando-se alguns metros para atrás e correndo para tomar impulso e pular na ponte enquanto a mais velha chamava a atenção de Equidna com magia. Pisou em falso ao cair, quase escorregando na beirada. Definitivamente precisava treinar mais o físico do que antes, parecia ter se acomodado enquanto treinava as habilidades de seu pai. Apressou em se erguer, encontrando-se com a sua protegida e segurando nas mãozinhas da criança, a puxando para a ponte e a pegando no colo com certa dificuldade. Lex olhou por cima do ombro enquanto ia em direção do museu, vendo Hela se esquivar de ataques e desferir ataques mágicos diretamente em Equidna, a irritando ainda mais.


"Como é seu nome?" Questionou, deixando a filha de Quione no chão e a examinando.


"Catherine" respondeu baixo, quase em sussurro e apertando os dedos com a pouca força que tinha na roupa de Lexis.


"Eu vou te ajudar, Cath. Só respira fundo e não se incomode com o calor, ok?"


A pequena assentiu e Alexis tratou de se concentrar. Só havia feito isso antes em treinos, mas usou sua habilidade para aumentar a temperatura em torno das duas, a fitando para se certificar que não alterava demais a temperatura perto delas. As mãos da garota do sol foram erguidas, logo tomando um brilho alaranjado em suas mãos, sendo colocadas em cima do peito da garotinha para que sua temperatura corporal interna retornasse ao normal, ou ao menos o normal para um filho de Quione num local frio da Russia.

Em cada dois segundos a coreana olhava para onde a amiga estava ocupando o monstro, torcia para não levar muito tempo naquilo e poder a ajudar, mas precisava se concentrar para que a sua "paciente" tivesse a ajuda necessária. Via os lábios de Catherine voltarem a cor normal e esperava que conseguisse ao menos a fazer se levantar com menos dificuldade quando viu os olhos da pequena se arregalarem e um grito baixo sair de seus lábios. Um estrondo grande veio na direção delas e pedaços de madeira acertaram as costas da maior, que se colocou na frente da cria da neve para que ela não ficasse mais debilitada. Hela veio correndo na direção das duas para ver se elas estavam bem, algumas escoriações de batalha e nada demais para o alívio de Alexis. A mais velha apenas tinha usado o quesito tempo para ajudar a amiga.


"Precisamos sair daqui"
Hela foi direta, puxando o braço de Alexis para que ela se levantasse.


"Unni, ela não consegue andar ainda. Você é mais forte que eu, carrega ela de volta pro labirinto."


"Você está louca? Eu não vou te deixar sozinha."

"Unni, por favor..."


A Deverich estava completamente contrariada, mas sabia o que Alexis pretendia. Mesmo com tudo aquilo acontecendo ela tinha plena consciência que a missão ali era da filha de Apolo e que não poderia interferir demais, por mais que quisesse ajudar. Imaginou já ser de grande ajuda tirar a garotinha dali, então assentiu e pegou Catherine nos braços, se esgueirando pelo canto enquanto Alexis chamava atenção de Equidna para si.


"Ei, víbora rancorosa! Olha aqui, carne fresquinha pra você!"


A criatura serpente sibilou alto, avançando em direção da pequena que se jogou para o lado e pegou o arco novamente, o ajeitando na mira e acertando uma flecha comum no ombro do monstro. Equidna arfou, enfurecendo-se ainda mais enquanto Lex corria para a parte de trás do museu e dava tempo de Hela levar a pequena Cath para um lugar seguro.

Recostou-se no muro da construção, tomando fôlego e pensando no que fazer, em como se livrar de uma criatura daquelas. A única coisa que via como vantagem seria levar Equidna de volta para o lago, a derrubar de alguma forma para que a baixa temperatura a afetasse.  Ouviu o sibilar da serpente perto de si e tratou de correr de novo, dando a volta no edifício com o objetivo de voltar para o mesmo ponto em que encontrou Cath. Com passos rápidos se movia na neve espessa, avistando uma porta lateral do museu e a empurrando para ver se a abria para cortar caminho.

Ela entrou no local, ignorando a maioria dos itens lá de dentro até avistar a sessão grega, imaginando o porque de Catherine estar por ali. A sessão aos olhos mortais poderia parecer apenas algo bobo, mas nas descrições e artes dos vasos Lex podia ver histórias valiosas. Ouviu mais barulhos e correu para fora, ofegando enquanto maquinava o que pretendia fazer. Era uma grande chance de sair viva, não iria desperdiçar. Achando a porta principal ela caminhou para a ponte, sendo surpreendida pelo monstro que saltou de cima do edifício quase a acertando, fazendo com que o impacto a derrubasse próximo a parte quebrada da ponte.

'Vamos Lex, vamos.' Ela pensava consigo mesma, ignorando a dor dos impactos e erguendo o corpo mais uma vez, se afastando o máximo possível antes de parar de frente para a mulher serpente. A criatura riu, a olhando com desdém e movendo-se devagar.


"A brincadeira de gato e rato está muito divertida, mas agora eu só quero te matar, criança."


"Tenta." Ela respondeu firme, simplesmente tomando o arco em mãos e mirando novamente com o arco.


"Se você acha que uma flecha pode me matar, está muito enganada, semideusa"


"Eu ainda não vou te matar, senhora."


Com um riso baixo Equidna fez menção de avançar, então Alexis soltou mais uma flecha sônica, dessa vez mirando no ouvido da criatura que, atordoada, começou a se mover de forma que esbarrava em tudo a sua volta, gritando. Lex respirou fundo, encaixando outra flecha e cantarolando uma frase em latim, torcendo para que aquela flecha tivesse o mínimo efeito em um ser tão grande. Assim que, no meio da confusão, a serpente esteve de costas para si, a arqueira soltou seu projétil diretamente na região dorsal da criatura, percebendo-a arquear o corpo para atrás, pendendo na beirada da ponte. Puxando o fôlego e tomando um impulso ela correu com o corpo encolhido em direção ao monstro, intencionada a desequilibrar Equidna em direção ao lago. Não surtiu tanto efeito pelo tamanho da criatura comparado ao seu, mas assim que esbarrou naquele ser encravou a lâmina do limbo inferior de seu arco na barriga da criatura, que em reação espontânea acertou a semideusa no rosto, cortando sua bochecha esquerda e a fazendo cair para atrás com o arco em mãos. Lex percebeu que a paralisia não era tão efetiva, estava exausta e precisava reunir as últimas forças já que o monstro estava se equilibrando para não cair. Chutou-a, desferindo golpes na calda dela enquanto ainda estava deitava nas pedras da ponte. Assim que deu o último chute que conseguia, a menina percebeu sua inimiga escorregar para a água, urrando e se segurando com as garras na estrutura da ponte.

Alexis ergueu o corpo com dificuldade, aproximando-se de Equidna enquanto ofegava. A criatura se debatia para trazer o corpo de volta para cima, sentindo a temperatura a incomodar, porém a paralisia mesmo que parcial a atrapalhava o suficiente para permitir que Lex erguesse seu arco e desferisse o último golpe, encravando o limbo inferior do arco no topo da cabeça da mãe de todos os monstros, a dissipando após escorregar para o gelo profundo.

Respirando fundo a filha do sol se segurou na beirada do que restava da ponte no lago, dando passos vagarosos para voltar ao labirinto. Sentia dores principalmente nas costas e no rosto, onde havia sido diretamente ferida mas com toda adrenalina nem percebera as outras partes atingidas tanto pelo monstro quanto pelos estilhaços que ele jogava em si. A coreana sentiu o corpo pesar, o sangue ia esfriando com a temperatura e tudo parecia ser pior para si até chegar na passagem de Dédalo. Ouviu a voz de Hela longe, que voltava correndo para ajudá-la e, assim que sentiu os braços de sua unni ao redor de seu corpo apenas apagou, retornando à si só quando estava deitada em uma maca na enfermaria do acampamento com seu irmão a encarando anormalmente sério.


"Oi, Derek" ela murmurou e ele bufou pesadamente, mudando a expressão de imediato quando a pequena resmungou de dor ao tentar se mexer.


"Você está bem? Está doendo muito?


"Eu vou ficar bem..."


"Nunca mais me assusta desse jeito..."


"Ah, maninho... Eu não posso te prometer nada."


Com um riso espontâneo pela expressão contrariada de Derek a menina sorriu amplamente, agradecendo mentalmente por estar bem e o vendo de novo. Talvez grandes experiências tragam a ela futuros benefícios. Mais tarde naquele mesmo dia Alexis sentiu-se animada por receber notícias Catherine, sabia que a menina estava bem e sentia-se orgulhosa por saber que parte daquilo era por sua causa. Estava satisfeita consigo mesma.









Spoiler:
Armas utilizadas:

♈ Arsenal [Anel brilhante feito em aço polido, com uma pedra preciosa esbranquiçada minúscula em seu centro. Possui o efeito de alterar uma arma, mudando assim sua forma, detalhes, e qualquer outra coisa que o portador desejar, desde que as alterações sejam apenas físicas. Ou seja, utilizando o efeito do anel, é possível transformar uma lança em uma espada ou faca, ou qualquer outro item de ataque. Um escudo circular pode ser transformado em um broquel, ou um escudo de corpo. Os materiais dos itens podem ser alterados, mas seus efeitos sempre serão os mesmos (exemplo: uma espada elétrica ainda causaria dano por eletricidade se transformada em uma lança).] 

[☀ Retalhação de Apolo ☀] Arco dourado, extremamente resistente, de formato e comprimento (1,5 m) baseado em um Arco Recurvo comum. As ranhuras da corda são curvadas para frente do arco e o material, por mais que permita ao semideus puxar a corda com menos força do que o usual, dispara flechas com a mesma força de um arco cuja pressão nos Limbos é extrema. Quando a mira é feita, uma vez por turno, a primeira flecha disparada é otimizada em 30% (Ocasionando um dano de 45 HP), enquanto as outras flechas dão o dano padrão de 35 HP. Além disto, no Limbo Superior e Limbo Inferior estão acopladas lâminas de Bronze Celestial que permitem, ao filho de Apolo, golpear inimigos à distância corpo-a-corpo tal qual uma lâmina gêmea. As lâminas se prolongam até além da ranhura da corda, permitindo estocadas, também. Quando não está em uso o arco se transforma em uma palheta.

[☀ Solstício de Verão ☀] Anel dourado e de aparência discreta. Em seu corpo possui ranhuras onduladas, em baixo relevo, entalhadas de tal forma a lembrar a tremulação do ar com o calor escaldante do verão. Em seu topo existe uma pedra laranja e brilhante com a peculiar habilidade de se alimentar da energia do semideus (15 MP) para encantar flechas com propriedades explosivas. O dano é acrescido de 50%.

- Amor Incondicional: Uma pulseira delicada feita de fios de prata com uma perola em seu centro. A pedra carrega uma benção da deusa protegendo assim a potadora de tal joia = 120 dracmas | Def: 600


Poderes Usados: 

Nome do poder: Cura II
Descrição: Como seu pai Apolo/Febo o semideus consegue conjura uma aura alaranjada fina, que pode e diminuir dores, independente de seus estados ao ser interior ou exterior, curar arranhões simples e inchaços. Durante o seu uso, plantas ao seu redor estarão mais vivas ao serem eficientes à aura. Cura doenças fracas como gripes, resfriados, alergias fracas. Pode ser usado a distância há 5 metros.
Gasto de Mp: 25 de MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 25 de HP e analgesia, dores na região curada não irão atrapalhar.
Dano: Nenhum




Nome do poder: Clima I
Descrição: Com o poder de seu pai o semideus pode elevar a temperatura ambiente, o que dificulta os oponentes a lutarem, pois se cansam muito mais rápido, aumentando também o gasto de energia dos mesmos.
Gasto de Mp: 40 de MP
Gasto de Hp: 
Bônus: Diminui a efetividade de uma das ações do oponente em 30%.
Dano: 






Nome do poder: Flecha Paralisante.
Descrição: O veneno de algumas cobras pode matar, outros apenas paralisam, ao cantar uma pequena frase em latim antes do lançamento de uma flecha a mesma carregará um veneno paralisante.
Gasto de Mp: 15 de MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: O local atingido é paralisado por uma ação.
Dano: – 5 de HP por rodada por 3 turnos. Efeito acumulativo



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Re: (OP) Missão para Alexis de Apolo - A filha da neve

Mensagem por Quione em Seg Fev 20, 2017 3:45 pm

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Re: (OP) Missão para Alexis de Apolo - A filha da neve

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