The Blood of Olympus
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{CCFY} O Ladrão de Histórias

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{CCFY} O Ladrão de Histórias

Mensagem por Evie Farrier em Sab Jan 14, 2017 3:01 am



Farrier Is Coming
Make deals with every devil in sight  



O ladrão de história




O vento fresco do fim da tarde fazia com que a grama levemente amarelada balançasse harmonicamente. O pôr-do-sol no horizonte era acompanhado do som da calmaria que aquela colina oferecia sem precedentes. Estava próxima aos templos romanos, sentada com as pernas cruzadas em meio ao aclive da colina. Almejava apenas ter uma pequena fração de paz antes de descer novamente a colina e retornar ao Acampamento.

Um longo e cansado suspirou deslizou de meus lábios de maneira quase imperceptível. Meus dedos capturaram o meu manto, trabalhando de modo a dobrá-lo e fazer um pequeno amontoado do tecido. O repousei sobre a grama e logo estava deitando a cabeça sobre o tecido mágico, o usando indevidamente como travesseiro. Estiquei minhas pernas e permiti que meus olhos contemplasse o jogo de cores que era o momento do crepúsculo. Permitia que meu corpo descansasse das atividades e treinos do dia, porém nada conseguia parar a minha mente.

O Acampamento Júpiter era, como para a maioria que ali residia, o único lar que me restava. Poderia acabar em inúmeras encrencas por causa de minha personalidade forte, um tanto quanto rebelde em não querer seguir ordens de estranhos. Porém, minha lealdade para aquele lugar era inquestionável. Depois de ter mudado tanto de casas, ter sido atacada e desacreditada quando criança... Fora nesse lugar secreto que consegui estabilizar todo o meu espírito inquieto e assustado. Eu sabia disso e repetia mentalmente... Mas nada conseguia afastar a sensação de que havia algo mais a ser feito.


This is the end
Hold your breath and count to ten
Feel the earth move and then
Hear my heart burst again





Franzi o cenho. Alguém estava cantando Skyfall nos templos? Seria alguém tentando agradar aos deuses com música? A voz era melodiosa, malmente cantarolada e sim declamada com um ritmo perfeito e entoação trágica. Sentei e peguei o meu manto, não desejava atrapalhar um semideus e seu contato com os seres divinos.


For this is the end
I’ve drowned and dreamt this moment
So overdue I owe them
Swept away, I’m stolen





Porém quando ergui meu corpo e tive um breve vislumbre do templo, havia absolutamente ninguém ali. Com um semblante de confusão e uma pitada de curiosidade, deixei que meus pés seguissem em direção a quem proclamava a música com tanto sentimento.

Let the sky fall
When it crumbles
We will stand tall
Face it all together


Eu a encontrei perto do templo de Belona. Uma mulher de aparentemente trinta anos, cabelos longos e escuros, ondulados e um tanto rebeldes. Sua roupa era escura e em um estilo melodramático. Ela entoava a música olhando para o alto como se rogasse aos deuses uma súplica. Mas então, a estranha mulher parou de entoar as palavras e desceu o olhar em minha direção. Olhos cinzentos como o prelúdio de uma tempestade.

(Imagem representativa)


-Escutaste o meu chamado, semideusa. Como se chamas?

O franzir de meu cenho foi se desfazendo quando a realidade era parcialmente compreendida. Pelo modo em que falava, pelo local em que nos encontravam... Ela não era uma semideusa adulta que residia em Nova Roma. Ela era um ser divino!

-Quem é você? – a minha curiosidade atropelava as boas maneiras.

-Hei de concordar que antes de exigir um nome, devo oferecer um – ela sorriu um tanto tristonha, seus lábios pintados de vermelho muito escuro – Sou Melpômene, musa da tragédia e da poesia! Proclamei aos ventos aguardando ansiosamente para que o semideus escolhido escutasse o meu chamado. Foste tu, jovem meio-sangue, quem veio ao meu encontro. Rogo-te mais uma vez teu nome, pois o tempo é apenas um dos meus inimigos.

O ar pareceu ficar preso em minha garganta. Aquilo parecia deveras um sonho para ser realidade. Afinal, por mais que eu tenha treinado, nunca havia saído do Acampamento sendo designada diretamente para uma missão. Encontrar ou tropeçar no perigo no meio de caminho era um curso natural para o meio-sangue. Mas ser chamada, escolhida... Implicava em alguém acreditando e dependendo de minhas habilidades. Oh deuses, o que era aquele calor que parecia fazer meu coração bombardear meu coração ainda mais rápido?

-Evie Farrier – disse um tanto hesitante, mas logo minha postura acertava. Meus ombros endireitaram, minha voz tornou-se mais firme – Legionária da segunda coorte.

-Entenda pequena semideusa, quando proclamo que algo trágico está para acontecer isso toma proporções catastróficas – a musa começou a andar de um lado para o outro – Porém minhas irmãs julgam-me precipitada. Como não cogitar a possibilidade de que algo de muito ruim aconteceu se uma de suas irmãs não comparecem a uma reunião familiar?

-Talvez ela estivesse ocupada? – sugeri sem conseguir conter o palpite.

-Foram o que elas afirmaram, também! Mas eu o sinto em minhas veias que algo está para acontecer. Não posso consultar o futuro apenas por achismos e, segundo minhas irmãs, uma dose de paranoia. Assim como não posso interferir nas escolhas de Clio se ela, realmente, apenas escolheu recolher-se em seu trabalho mundano!

-Calma! Siga uma ordem e seja direta. Sei que está preocupada com sua irmã... Clio não é?

-Clio, a proclamadora! A musa da história – a musa a minha frente começou a explicar – Teríamos um encontro entre irmãs ontem, para celebrar esse novo início de ano apenas entre nós. Mas ela não compareceu. Todas nós sabíamos que ela estava atolada com o seu trabalho humano, ela sempre gostou de lecionar. Clio não avisou a sua falta e a preocupação levou-me a tentar entrar em contato. Porém foi qualquer meio que eu tentei, mostrou-se ineficaz!

-Você quer que eu vá até Clio e descubra o que aconteceu? E você mesma não pode ir para não poder interferir nas decisões de sua irmã?

-Oh semideusa, compreendestes tudo!

Balancei a cabeça em afirmação, mesmo que tenha compreendido apenas uma parcela das coisas que ela falava. Ao que parecia, era apenas uma irmã preocupada com o repentino sumiço de um ente querido. Não me parecia algo complicado, ou perigoso, ou que precisasse pensar duas vezes antes de aceitar.

Sem contar no fato de que sairia do Acampamento. Sim, eu o adorava, mas era terrivelmente entediante toda a rotina para o meu espírito aventureiro. Então apenas cruzei os braços e solicitei todas as informações extras que precisaria para chegar até a musa desaparecida. Depois, apenas me prepararia, reportaria ao centurião de minha coorte e finalmente sairia do Acampamento depois de meses confinada.



Olympia, Washington DC.
19:00


O ônibus havia parado apenas um quarteirão antes do endereço almejado. Ajeitei a mochila em minhas costas e fechei o zíper de minha jaqueta. O inverno ainda castigava com suas correntes gélidas e noturnas. A viagem de São Francisco até Olympia havia sido tensa. Não que algo tivesse, de fato, acontecido. Mas a expectativa de que algo acontecesse deixou meu corpo tenso, provocando certa dor muscular em meus ombros e costas.

Ao adentrar a rua destinada, tirei do bolso da jaqueta o endereço oferecido por Mel, apelido carinhoso e mental que eu havia atribuído a Musa de nome complexo e grande demais para ser lembrado. Chequei o número da residência e deixei meus olhos vasculharem aquelas casas suburbanas, buscando o número 711.

Era uma casa exatamente igual a qualquer outra ali. Um pequeno jardim na frente, uma varanda com cadeiras, um único andar mas que compensava em sua largura. A única diferença era que nenhuma luz estava acesa. Todas as outras mostravam sinais de que os habitantes, ou parte deles, já se encontravam em sua moradia. Estranhando aquilo, subi os dois degraus que davam acesso a varanda e olhei para os lados desconfiada. Estaria a musa ainda em seu trabalho humano?

Segundo Mel, Clio trabalhava em uma universidade comunitária ensinando, obviamente, história. De tempos em tempos a musa mudava de cidade, mas sempre mantinha a profissão ou apenas mudava para um subtema. Era nítido a forma como a musa da tragédia admirava a paixão da irmã e por isso proclamou inúmeras vezes esse sentimento.

Ergui a mão com os punhos fechados, meu intuito era o de bater na porta. Mas assim que os nós de meus dedos alcançaram a madeira, o ranger dela se abrindo apresentou mais um indício de que algo estava muito errado. Empurrei lentamente a porta com a mão esquerda, enquanto isso a mão destra repousava sobre o cabo de minha espada. O item estava embainhado em minha cintura, era a espada que havia recebido assim que descobrira a minha progenitora.

Entrei no lugar a passos calculados e lentos. Meus dedos se fechavam no cabo de minha arma enquanto meus olhos exploravam o lugar avidamente para processar todo o ambiente. Meu coração pesou ao ver, mesmo com a fraca iluminação do fim do dia, o estado em que estava a casa da musa. Uma bagunça destrutiva. Fechei a porta atrás de mim com um empurrão de meu pé, olhando mais atentamente tudo ao meu redor. O que diabos teria acontecido ali?

Sofá virado. Mesa quebrada. Sangue na parede. Tapete completamente fora do lugar. A sala havia sido um local de batalha e alguém havia perdido. Cautelosamente, vasculhei os cômodos da casa. Apenas para descobrir que apenas a sala se encontrava em um verdadeiro caos. Retornei para aquele cômodo, pousei a mão sobre uma cabeça questionando-me em que furada havia me metido. A musa da tragédia não estava sendo apenas paranoica ou trágica, alguma coisa havia acontecido. Deveria retornar para o Acampamento e alertá-la que a casa de sua querida irmã estava vazia e com marcas de batalha? Não, não poderia apenas jogar um ataque desses ao coração fraterno de alguém. Precisava de algo que lhe oferecesse esperança. Uma pista do que havia acontecido, talvez?

Comecei a procurar por detalhes pela sala. O sangue na parede mostrava que alguém foi jogado ali já sangrando e escorregou até o chão. O sofá virado talvez tivesse sofrido o impacto de alguém. Mas foi ao procurar pelo tapete que finalmente encontrei. Era uma faca de bronze, porém não um bronze qualquer, aquilo era material celestial. Meus olhos se abriram alarmados quando encontrei sangue naquela lâmina tão familiar. Com a mão livre, puxei escondida em minha bota a minha própria faca de bronze. Eram exatamente iguais. E elas vinham de um mesmo lugar: o Acampamento Júpiter.

-Oh merda...! – resmunguei baixo, como se deixasse o pensamento torna-se voz.

Um grande estrondo veio da minha lateral, subitamente! Meu corpo pulou no lugar, a respiração tornou-se irregular. Olhei rapidamente para os lados, vendo um quadro caído ao chão onde outrora não houvera nenhum. Eu saberia disso, pois havia acabado de analisar o local!

-Quem está ai?! Apareça! – ordenei de maneira firme.

-Ele não ti--- direito de ---- maldito!

A voz não era perto de ser monstruosa, muito menos humana. Era falhada como se fosse um rádio com mal contato O abajur sobre a mesinha ao lado do sofá simplesmente explodiu. Meu corpo saltou mais uma vez com o susto. Foi então que perto do sofá caído passou o vulto de algo. Meio azulado, meio embranquecido. Tamanho mediano e corpo franzino. Era tudo o que eu consegui notar antes que ele simplesmente desaparecesse.

-Isso não tem graça! – rosnei tentando mostrar uma coragem que, pela primeira vez, começava a me faltar – Apareça! Vamos conversar, não há necessidades para batalhas!

-Conversar não dá---- ele não me ouviu e---- me matou!

Mesmo que falha, era perceptível a ira crescente daquela voz. As luzes mesmo que outrora apagadas, começaram a piscar. Eu era uma semideusa ligada a Belona, deusa da guerra que acompanhava o próprio Marte em batalhas. Pouca causa me assustava nessa vida ao ponto de recuar passos para trás. Bem, assombração estava nessa pequena lista, com certeza! Alguns moveis começaram a tremer e o vulto começou a aparecer por todos os lados. Meu coração batia acelerado corroído pelo medo e, dessa vez, eu não hesitaria em admitir que aquela situação me apavorava.

-Eu não sou essa pessoa – dizia com a voz trêmula, até abaixei as facas, afinal como matar uma assombração usando apenas faquinhas? – Eu vou conversar com você! Eu... posso te ajudar...?

Ofereci sem ponderar sobre. Apenas queria que aquilo parece! Minha voz era incerta, meu corpo recuava lentamente para trás. Por breves segundos, o tormento havia cessado. As luzes se apagaram e os moveis pararam de balançar. Meus olhos iam de um lado para o outro constantemente tentando flagrar qualquer coisa suspeita. E, quando eu estava prestes a soltar um suspiro de alívio, as luzes acenderam mais forte do que a voltagem permitida.

-Você--- acha--- ajudar?! Eu--- morri--- meu irmão!

O vulto tomou forma na minha frente. Pálido e raivoso, aquela assombração se tornou parcialmente material, um garoto de cabelos desengrenados e de estatura apenas um pouco maior do que a minha. Minha percepção acabava por ali, pois no momento em que ele avançou furiosamente em minha direção, meus pés tropeçaram para trás até minhas costas colidirem com a parede.

-Eu vim aqui atrás da Musa Clio! – exclamei encolhendo meu corpo vergonhosamente contra a parede – Eu preciso encontra-la, é essa a minha missão! Eu não vou machucar você, se bem que você já está desse jeito. Mas vamos conversar!

Ele continuou a caminhada e eu fechei meus olhos com força quando o corpo fantasmagórico ultrapassou o meu. O frio que eu senti reverberou em minha alma. Meu corpo todo tremeu e o arfar alto e longo refletia o quanto aquela sensação havia sido horrível.

-Ele--- capturou--- você precisa--- ARRRGGHHH!

O vidro do armário explodiu e eu em minha mente haviam apenas ordens de fugir dali o mais rápido possível e não voltar para trás. O garoto apareceu mais uma vez, andando em direção ao corredor em evidente ira. Naquele momento eu notei um detalhe que fez parar a tremedeira em meu corpo. A camisa que ele usava não tinha uma cor certa, mas continha a estampa do Acampamento Júpiter.

-Você é um semideus – falei o óbvio e ajeitei a minha postura, porém mantendo-me ainda contra a parede – E... Você morreu e tem o seu irmão...

-MATOU!

O grito reverberou por toda a casa, fazendo dessa vez o vidro das janelas racharem.

-Seu irmão matou você? – repeti mais incrédula com a dedução do que com os vidros.

-Sim! Ele--- levou--- musa! – o vulto fantasmagórico apareceu na minha frente – Galpão--- St. Lewis!

-Seu irmão capturou a musa e levou para o galpão. Estou entendendo – afastei da parede ousando dar um passo para frente – Eu vou buscar ajuda e...

-Não! Agora!--- Ele vai--- Tragédia!

Um clique em minha mente fez o meu temor por fantasmas sumir por um breve instante. Se eu voltasse ao acampamento, poderia ser tarde demais. A musa da tragédia já sentia que algo iria acontecer. Eu estava tendo uma ideia do que deveria ser feito. E era uma péssima ideia.

-Você pode me levar até lá? – questionei uma oitava mais baixo.

-Não--- sair daqui! Rua--- St. Lewis!

-Rua St. Lewis, um galpão. Espero que eu seja o suficiente para resolver essa confusão! Não saia daqui!

Era a coisa mais estúpida a se dizer a alguém que estava preso a um lugar em uma forma fantasmagórica. Tirei a minha mochila do ombro e rapidamente retirei a minha capa de dentro dela. Era uma capa negra, de tecido similar ao da seda, um item exótico e bonito ao mesmo tempo. A prendi em meus ombros e retirei um pouco do dinheiro que havia dentro do bolso frontal da mochila. A joguei sobre meu ombro esquerdo e lancei um último olhar a casa. Não havia mais sinais do vulto fantasma ou de que alguma coisa iria quebrar subitamente. Respirei fundo e como a muito tempo não o fazia, comecei a rezar aos deuses por proteção.

Sai da casa batendo forte a porta atrás de mim, o som pareceu repercutir por toda a rua residencial. Corri em direção a avenida, praticamente me jogando na frente do primeiro táxi que eu vi. O motorista xingou e reclamou, mas o ignorei e pedi para que ele me deixasse no endereço passado pelo semideus fantasma. Era hora de realmente encarar a minha missão.


Logo descobri que o galpão era abandonado e que aquela rua ficava na saída da cidade. Se estivéssemos em um filme de terror, aquele local seria perfeito para acontecer uma morte sanguinária antes de uma perseguição básica entre o assassino e a vítima.

Olhei para o céu. O véu da noite era vasto e tomava toda a minha visão. Daquele ponto da cidade, longe de prédios e postes com luzes artificiais, as estrelas podiam ousar mostrar seu esplendor. Inspirei fundo três vezes, deixando que a coragem germinasse em minha alma e o céu noturno acalmasse meu espírito.

Meus passos em direção ao galpão foram lentos. Minhas botas abafavam os sons das pisadas contra o chão asfaltado. Haviam poucas janelas ali e sua grande maioria estava quebrada e muito suja. Aproximei-me de uma delas, agachando meu corpo para poder espionar o que havia dentro do local. Apenas um pequeno pedaço da minha cabeça despontou para capturar os detalhes, muito similar a uma criança travessa verificando se algum adulto estava por perto. Lá dentro havia poucas coisas. Caixotes amontoados por todos os cantos. Pilastras de madeira grandes para dar sustento a altura da construção. Algumas mesas e cadeiras. Eu não conseguia definir qual havia sido o propósito daquele balcão quando ainda estava sendo usado.

Mas eu sabia muito bem reconhecer uma musa amarrada contra uma cadeira e um semideus desesperado. Apesar de nunca ter visto uma musa acorrentada antes. A segunda opção? Era muito mais comum do que nós gostaríamos de admitir.

O garoto era consideravelmente alto. As roupas de frio não permitiam ver sua musculatura, mas ele não era nem magro e nem gordo. O cabelo castanho claro estava bagunçado, o olhar indecifrável mirava o chão. Ele andava de um lado para o outro, um braço cruzado no corpo e a mão sobre o queixo. Os passos eram curtos, mas apressados. Eu podia ver a boca dele se movendo, mas nada parecia ser realmente dito. Clio o acompanhava com o olhar, sua expressão era de quem já havia chorado e se entregado ao cansaço. Ela tinha uma amordaça na boca e as cordas envolviam seu tronco ao encosto da cadeira.

Olhei melhor o ambiente tentando formar algum tipo de plano. Não iria simplesmente romper pela porta da frente com algum grito de guerra estúpido, esperando que tudo desse certo no final. Na arte da guerra, conhecer o território era quase tão importante quanto saber lutar. Olhei a posição das janelas em comparação ao ambiente, respirei fundo e resolvi agir antes que aquele semideus surtasse.

Ativei a habilidade de minha capa das trevas, passando a ser envolvida e protegida pelas próprias sombras. Caminhei até uma das janelas localizadas no fundo do galpão, quebrada o suficiente para que permitisse a minha entrada de maneira silenciosa. Dentro do balcão, procurei por algo que fosse pesado o suficiente para fazer meu plano começar. Encontrei metade de um tijolo quebrado. Aquilo iria servir, assim eu esperava. Movimentei-me com cuidado, evitando as janelas que refletiam a luz lunar e dos posts do lado de fora, ou o efeito da minha capa seria enfraquecido e poderia, consequentemente, falhar.

Avistei o monte de caixas. Olhei ao redor analisando mais uma vez o ambiente, precisava ser bastante pragmática ou o plano não daria certo. Fui um pouco mais para a lateral para conseguir fazer o segundo movimento planejado. Inspirei fundo, estiquei meu braço com o pedaço de tijolo e o joguei com força contra a caixa que mantinha a base de muitas outras. O barulho foi estrondoso, já que não havia sons externos ou internos. Afastei dois passos alcançando uma sombra larga de uma das pilastras, tendo o campo de visão perfeito da musa.

-O que?! – o garoto gritou em alerta, puxando duas adagas de sua cintura – Quem está ai? Mas que inferno!

Ele avançou a passos rápidos e alarmados. O inimigo seguiu em direção as caixas caída, dando-me tempo para fazer o segundo movimento: correr até Clio. Escorreguei um pouco no chão empoeirado antes de finalmente alcançar a musa amarrada. Retirei minha espada da bainha e logo a posicionava para realizar o corte na corda.

-Não se mova muito – falei baixo, mas sendo o suficiente para que a musa escutasse – Sua irmã me mandou aqui, por favor, não se mexa muito ou posso acabar machucando você ou chamando a atenção.

A princípio Clio agitou-se, eu podia ver seu peito arfando e suas narinas movendo-se rapidamente ao sugar e exalar o ar. Porém, assim que ela fez um gesto sutil de cabeça concordando, comecei a tentar cortar a corda. Minha espada era curta e irregular, feita de ferro estígio. Nunca havia me decepcionado quanto aos monstros, ela era, de fato, uma espada espetacular. Porém quando se tratava de uma tarefa tão simples quanto aquela, estava tornando mais complicado do que realmente era.

Porém, quando estava prestes a partir a corda, uma dor dilacerante perpassou o meu ombro esquerdo. Minhas costas curvaram em resposta, a minha espada quase escapando do aperto de minhas mãos. Ergui meu corpo um pouco cambaleante, acabando por adentrar uma área iluminada por um poste da rua, fazendo com que as sombras tremessem. Com a mão destra trêmula, a ergui até alcançar meu ombro esquerdo. Ali, cravado de maneira impiedosa, estava uma pequena faca. Inspirei fundo antes de puxá-la em um só movimento, quase engasgando para que o grito de dor não escapasse de meus lábios.

-Pensou que podia me enganar? Que poderia roubar de um filho de Mercúrio?!

Meu olhar se ergueu enquanto a faca caia no chão, banhada em meu sangue. O corte era profundo, mas pequeno. O sangue escorria por meu ombro manchando minha blusa escura. Travei a mandíbula sem conseguir conter a irritação. Não pelo ataque, mas pelo meu plano ter falhado.

-O que diabos você tem em mente sequestrando uma musa? – vociferei para ela, dando dois passos a frente.

Minha atitude era totalmente diferente da de quando estava dentro da casa da musa da história. Ali, tinha a minha frente um espírito de um semideus caído. Eu não sabia como lutar contra ele, nem como matar o que já havia perdido seu corpo material. Porém, a minha frente, eu tinha um meio-sangue cometendo uma loucura. Alguém de carne e osso. Com isso eu poderia lutar até que meu coração parasse de funcionar. Esse era o orgulho de alguém com sangue da guerra correndo por suas veias, sendo bombardeado junto com a adrenalina.

-O que eu penso? Você sabe quem ela é? O quão glorioso eu posso ser por causa disso? – ele riu de maneira quase insana – Não me julgue, irmã. Eu tentei, mas nunca recebia as melhores missões. Você sabia que os semideuses gregos estão enfrentando mais perigos do que nós? Aqueles malditos arruaceiros estão recebendo mais glórias do que nós! – o garoto bateu com a mão contra o peito – Eu quero isso também, quero que os deuses saibam o meu nome. Que seja dito que Dean Lanner roubou a própria história! Ela vai reescrever alguns fatos de minha vida e me transformar em um herói de verdade!

-Você está louco?! – gritei incrédula com toda a asneira que eu escutava – Nenhum herói é escrito, ele é feito de acordo com as circunstâncias, com suas vontades!

-Mas eu tenho a vontade! Eu tenho o treinamento! Eu mereço isso! E não vai ser uma garota magra que vai me impedir!

O corpo do garoto ganhou um brilho esbranquiçado, uma aura poderosa que apenas um semideus conseguiria invocar. Ele avançou mais rápido do que meus olhos conseguiam processar. Foi como se eu tivesse piscado e ele de repente estivesse na minha frente. Eu descobri que ele usava uma soqueira em seu punho direito quando senti o metal colidindo com a lateral de meu rosto. Meu corpo foi ao chão de maneira imprevisível, caindo sobre o joelho esquerdo. Eu tive tempo apenas de cuspir o sangue e recobrar o ar em meus pulmões... Apenas para perde-lo com um chute certeiro em meu estômago, tendo o corpo jogado dessa vez ao chão.

Merda, merda! Reaja Farrier!


Girei até conseguir ficar em pé, recuperando a espada que havia caído ao meu lado. Eu podia sentir o sangue escorrendo pela lateral de meu rosto, provavelmente ele havia partido o supercilio. O sorriso maníaco era refletido pelo olhar voraz e um tanto louco. Aquela pobre alma desejava lutar e quando não haviam lhe oferecido batalhas, ele enlouqueceu. Isso e a podridão que banhava o lado escuro da humanidade. Ganância. Sede por poder. Necessidade de estar sempre no topo. Teria tudo isso alimentado aquele filho de Mercúrio e reduzido o seu espírito apenas a um desejo louco?

-É uma pena que você vai morrer, garota. Poderia ser uma das pessoas que escutariam a minha história!

Proclamado a sua frase de efeito, Dean avançou rápido mais uma vez. Ergui meu braço assim que captei um vislumbre do golpe, o erguer de seu braço em meio a corrida. Bloqueei o soco sentindo o impacto do golpe em meu antebraço. Mas eu não havia notado que o garoto possuía uma segunda arma, uma faca de caça em sua mão canhota. Ele a segurava com a lâmina apontada para baixo, assim em um movimento certeiro, o semideus fez um corte em direção a minha barriga. Teria sido fatal se eu não tivesse saltado para trás, esquivando por muito pouco graças a minha natural capacidade de me movimentar habilmente. Porém, a evasão não foi um total sucesso. Minha blusa havia sido cortada e um corte fino fora feito sobre minha pele. Aquele havia sido um corte rápido e quase impossível de ser contido e, mesmo que o corte fosse superficial, provocava a dor de um profundo.

Ignorei a dor e ajeitei minha posição o mais rápido possível, dando uma pisada firme para frente enquanto erguia meu joelho em direção ao garoto. Se fosse qualquer outro meio-sangue a duelar, teria recebido um golpe forte em seu diafragma. Mas filhos de Mercúrio eram conhecido por sua agilidade sem igual, motivo esse que os tornava tão difíceis de serem capturados. Dean saltou graciosamente para trás, abaixou o corpo e aplicou uma rasteira em minhas pernas. Cai para trás, minhas costas batendo com força contra o chão, força esta o suficiente para levantar a poeira do lugar.

Parte da adrenalina me fez ignorar a dor. Em um giro de pernas, eu estava em pé novamente e tomando espaço. Precisava de uma pequena distância para montar a minha estratégia de batalha. Joguei minha espada no chão com força, eu precisaria de toda a mobilidade possível para aquele primeiro momento de batalha. Um sorrisinho convencido desenho os lábios de Dean antes que ele, mais uma vez, avançasse em minha direção.

Ele era rápido. Atacava por todos os lados de uma maneira ligeira, mas não tão precisa. Eu esquivava por muito pouco, ou tinha cortes rasos sobre a minha pele. Nós dois dançávamos, nossos pés conduzindo uma valsa da morte. Ele tentava socar, eu abaixava ou bloqueava. Tentativas de corte? Batia em seu pulso para que ele desviasse a rota de seu golpe. O que ele não sabia era que eu era um legado de Belona. Uma guerreira nata e, quando necessário, impiedosa. Os descendentes dessa deusa conseguiam fazer movimentos improváveis para um novato, assim como fazer uma sequência de golpes complicadas. Era apenas por causa disso que estávamos ali, urrando em meio a golpes poderosos, recebidos e amparados, um do outro. Eu mais me defendia do que atacava, mantinha meus braços bem erguidos como em uma pose de boxeador. Meus pés saltavam no lugar prontos para esquivarem e me levarem para uma evasiva improvisada.

-Já chega!! – ele gritou cansado – Você não vai me impedir!

Dean havia alcançado o limite de sua mente. Seu corpo não demonstrava sinais de cansaço, mas sua paciência parecia ter esvaído quando avançou sem preparo nenhum. Ele contava com um ataque especial?

Porém aquele filho havia cometido um erro de principiante. Era sábio conhecer o seu inimigo minimamente para estar preparado para seus ataques. Eu sabia que ele era filho de Mercúrio, logo a sua capacidade de velocidade e agilidade seria facilmente superior até mesmo a um filho de Marte. No entanto o que ele sabia de mim para jogar-se daquela forma cega? Então eu apenas aguardei ele estar próximo o suficiente para erguer minha mão em direção ao seu rosto. Minha palma brilhou e lançou um jato prateado em sua direção. Aquela era a manipulação da luz estelar, um ataque muito conhecido pelos filhos da deusa da noite.

-Meus olhos! Meus olhos!

Ele gritava em puro desespero, largando a faca para levar os dedos aos olhos, como se assim, de alguma forma, pudesse ter sua visão de volta. Dean gritava, girava no lugar provavelmente em puro terror de não estar enxergando absolutamente nada por um tempo.

-Renda-se Dean, eu o levarei para ser julgado pelo Senado. Você não precisa morrer! – falei de maneira firme.

-Você...!!

Dean seguiu o som de minha voz, correndo com sua velocidade absurda e jogando-se cegamente. Infelizmente ele havia atingido o seu alvo. Meu corpo foi ao chão pela terceira vez naquela noite, mas dessa vez com o dele sobre o meu. Ele não precisava enxergar para sentar sobre a minha barriga, fechar as mãos em punhos e atacar furiosamente. Ora ele acertava o chão de maneira impiedosa, ora o meu rosto. Eu tentava esquivar, segurar os seus braços, mas era impossível segurar aqueles ataques desenfreados e sem ritmo certo. Em um desses golpes, ele iria acertar em cheio a minha testa. Joguei a cabeça para o lado, escutando o punho dele colidir com o chão e produzir um som abafado. Foi graças a isso que eu tive o vislumbre de minha espada perto de mim.

Para agarrá-la, eu tinha de sacrificar a minha capacidade de esquiva. Recebi uns bons três murros na lateral de minha cabeça e bochecha antes que meus dedos alcançassem a minha lâmina escura. Sem pensar, sem planejar, agindo apenas pelo instinto de sobrevivência, agarrei o cabo de minha espada e fiz um único movimento. A lâmina penetrou a cintura do garoto rapidamente até a carne atingir a empunhadura. Dean arregalou os olhos lentamente, mesmo que não estivesse tendo nada mais do que a total escuridão em sua visão. Ele abriu a boca e fechou várias vezes, seu peito subindo e descendo enquanto a morte vinha busca-lo. Empurrei o corpo dele para o lado, ansiando em tirar aquele peso de cima de mim. O filho de Mercúrio tombou e resfolegou até finalmente ser levado pelo deus da morte.

Permaneci ali, deitada, sentindo todos os músculos de minha face ardendo. Eu já não sabia mais o que sangrava ou o que estava apenas machucado. O mundo girava ao meu redor graças as pancadas que havia recebido. Eu poderia descansar agora? Parecia uma ótima ideia permanecer apenas ali, parada. Mas o urros abafados chamaram a minha atenção e, com a visão embaçada, avistei a musa se contorcendo em sua cadeira. Resmunguei, fechei os olhos brevemente e finalmente impulsionei o meu corpo para frente.

Ow, quem havia me colocado em uma montanha-russa?

Esperei que o mundo voltasse ao seu eixo antes de, cambaleante, retornar para o corpo do garoto. Segurei minha espada ficada em suas costelas e a puxei, sem me importar no sangue sendo jorrado a partir daquele buraco. Caminhei a passos lentos, fechando os olhos por longos períodos em uma tentativa quase falha de recobrar a nitidez de minha visão.

-Eu vou tirar você daqui, Clio – prometi com a voz fraca – Mas não posso garantir levar você até sua casa, eu apanhei como a muito tempo não acontecia. Merda, eu levei uma surra!

Retirei a amordaça de sua boca e retornei ao trabalho de cortar a corda.

-Você o matou! – foi a primeira coisa que ela exclamou.

-Sim – respondi ainda concentrada, minhas mãos tremiam um pouco.

-Você está bem?

-Sim.

-Quem te mandou aqui? Como me achou?

-Melp... Eu realmente não vou conseguir pronunciar esse nome agora, a musa da tragédia.

-Oh graças aos deuses!

Apenas concordei com a cabeça. Assim que terminei de cortar a corda, a ajudei a se livrar de sua prisão e a observei levantar bruscamente, quase saltitando no lugar. Ergui meu corpo apertando a mandíbula para não gemer em dor. Tudo, absolutamente tudo, doía de alguma forma.

-Nós precisamos leva-lo. Apesar de tudo é um Romano e eu preciso explicar ao Senado o que aconteceu.

-Você realmente não se importa de... de tê-lo matado?

Franzi o cenho e encarei o corpo morto. Era a primeira vez que minha lâmina atravessara o corpo de alguém. Porém a morte era algo corriqueiro para um semideus ligado a guerra. Já ouvira falar disso uma vez. Eles nomeavam essa habilidade de Probatio, uma característica que acompanhava os genes de Belona. Sentimentos e morte não andavam lado a lado. Então apenas encarei a musa e nada respondi, deixando que meu silêncio explicasse o que palavras não seriam capazes de dizer. Ela suspirou e tocou o meu ombro, quase fazendo-me correr de seu toque pois até mesmo aquilo provocava uma reação negativa.

-Eu cuidarei disso, é o mínimo que eu posso fazer. Agora vamos sair daqui e ir para minha casa, lá poderemos conversar!

Eu nunca estive tão de acordo com uma musa antes.


O horror estampado no rosto de Clio era quase cômico.

Ela quando transpassou a porta de sua residência quase desfalecera com toda a bagunça que estava a sua casa. Assim como saltou quando o fantasma do semideus apareceu por poucos segundos. Mesmo sendo um ser divino, a musa era ligada as artes e ciências, não com a morte. Felizmente ela possuía um pouco de néctar em seus armários e permitiu que eu tomasse banho, oferecendo-me um par de roupas novas já que a minha encontrava-se aos trapos.

Assim que eu saí do meu longo banho, a sala estava inteira novamente. Deuses, porque nós não tínhamos essa habilidade de tudo arrumar com um estalar de dedos? Isso seria muito útil nos dias de inspeção dos alojamentos. Porém, mesmo que fosse surpreendente estar tudo reconstituído e no lugar, a minha surpresa maior era – indiscutivelmente – o jovem fantasma sentado no sofá.

-Olá! – ele exclamou assim que me viu – Desculpe por mais cedo!

-Okay... Não, não, pode ficar ai mesmo. Você ai e eu aqui. Estamos bem assim – falei rapidamente quando o vi flutuar em minha direção – Tomou calmante para a sua raiva?

-Não era culpa dele – Clio apareceu da cozinha com uma bandeja de prata, sobre ela um conjunto de chá – Venha querida, um bom chá depois de um dia tão infernal quanto esse.

-Eu sou uma amante do café, desculpe – falei ainda parada em meu lugar – O que quis dizer que não era culpa dele?

-Ele era um biaiothanatoi – a musa explicou servindo-se – Um fantasma que havia sofrido uma morte violenta.

-Dean me traiu e atacou aqui mesmo, quando finalmente revelou o seu plano. Ele era... Ele era o meu irmão! – o garoto lançava um olhar envergonhado para a única divindade presente no recinto – Eu não sabia o que ele pretendia, Dean apenas dizia que iríamos fazer história e sermos grandes. Eu... Eu realmente não queria tudo isso, só queria permanecer do lado de alguém.

-Eu entendo querido, eu vi quando ergueu sua espada em minha defesa – Clio respondeu de maneira amena.

-Por que ele não é mais um baiotha... aquilo que ele era antes? – questionei e parei de tentar falar a palavra antes que eu a pronunciasse de maneira errada.

-Ele morreu com o sentimento de vingança e o corpo não foi enterrado, creio eu. Ele logo poderá descer ao submundo e ser julgado por suas ações, assim que tiver um enterro digno.

Eu encarei aquele garoto. Ele ainda permanecia esbranquiçado e quando ele flutuou sem direção eu pude ver sua camisa cheia de rasgos. Ele havia sido esfaqueado pelas costas inúmeras vezes pelo próprio irmão. Engoli em seco ao notar pela primeira vez que não era a morte que iria provocar sensações em mim, mas sim os vivos que ainda empunham uma arma sem um propósito.

-Eu vou enterrá-lo – decidi e lancei um olhar para a musa – Você tem dois denários? É para o barqueiro...

A musa apenas sorriu e acenou com a cabeça. Aquele garoto poderia não ter feitos grandes coisas durante sua vida, mas no fim ergueu a espada quando defendeu o que seu ideal fosse certo. Ele merecia um enterro digno de um romano e era isso o que eu faria antes de retornar ao Acampamento Júpiter. Clio contou que entrou em contato com as musas enquanto eu estava no banho e explicou toda a situação as outras musas. Alertou-me que eu teria de ser rápida, pois logo elas estariam todas ali e seria uma deliciosa confusão, mas ainda assim algo barulhento e cheio de mulheres agitadas falando ao mesmo tempo. A sua maioria falando em rimas. Estremeci e a lembrei do garoto Dean, recebendo o seu juramento de que cumpriria com sua palavra.

Missão cumprida? Por certo que sim, mas o gosto da vitória terminava com dois corpos e uma espada banhada em sangue humano pela primeira vez.

ARMAMENTO:
*Ghost: A espada curta e irregular - com cabo de couro e lâmina de ferro estígio-, possui a habilidade de, basicamente, se adaptar ao usuário em relação ao seu peso e equilíbrio. Envolta por energia negra, a arma pode facilmente 'incrementar' as habilidades dos filhos de Nyx, fazendo com que este não precise 'criar' a energia para poder usá-la. (Só pode usar a energia negra da arma 3 vezes por missão/PvP/MvP){By Nyx}

*Capa das Trevas : Uma capa negra, com um tecido mágico de textura semelhante à seda, que pode ser usado preso nos ombros. Quando ativado, é capaz de esconder o semideus sombras, tornando-se impossível de ser usado em lugares iluminados demais e, portanto, sem sombras.

PODERES USADOS:
Poderes de Belona (Passivos)

1 - A Arte da Guerra: Como herdeiro de Belona, o herói foi nascido para a guerra. Pragmáticos, conseguem enxergar cada aspecto de um conflito e se beneficiar com cada um deles.

1-contas: O filho de Belona pode repassar movimentos incomuns e tanto quanto exóticos, como pontapés giratórios, socos cruzados executados com perfeição e etc. É também capaz de utilizá-los em combate.

2 Probatio: O semideus é mais frio que o comum, não criando laços que possam lhe atrapalhar quando em batalha. Além disso, parece ficar alheio quanto às notícias ruins, pois raramente emite emoções quando algum colega próximo é morto ou algo do gênero.


Poderes de Nox (Passivos)

☪ Pericia com Laminas ☪ Há boatos de Nyx era uma ótima dominadora de laminas. Seus filhos não ficam para trás, sabem manusear qualquer lamina de forma surpreendente.

☪ Habilidade corporal ☪ Sua destreza, agilidade e esquiva são bastante evoluídas.

☪ Força Noturna ☪ Durante a noite os seguidores da deusa ficam mais fortes, tendo a força de um Ciclope criança.

Poderes de Nox (Ativos)

☪ Manipulação de luz Lunar/Estrelar I: ☪ O filho de Nyx consegue manipular a luz da noite, usando-a para distração. Às vezes podem-se lançar jatos prateados pela mão que deixam o inimigo momentaneamente cego, os efeitos duram apenas um turno. [15 MP]


Poderes do filho de Mercúrio

Nível 1 - Aceleração I: Você ganha uma aura cinza muito forte que aumenta sua velocidade e destreza em 2 vezes por 2 rodadas, o que dificultará as investidas do seu adversário.

Nível 2 - Corte Rápido I: O filho de Hermes pode dar um golpe normal, só que mais rápido, evitando que o oponente se prepare para receber o dano. Lembrando que o inimigo ainda pode se defender ou se desviar. Essa habilidade só aumentará o dano do herói caso ele acerte.

EXTRA:
Site que eu usei para pesquisar os tipos de fantasmas AQUI

Comentário off: Olá avaliador! Então, essa missão foi apenas uma ideia que eu tive e gostei, não estou buscando nada em específico além de, literalmente, experiência, já que Evie nunca foi em uma missão antes. Espero que o enredo esteja agradável. Kissus!


THE FIRST MISSION


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Re: {CCFY} O Ladrão de Histórias

Mensagem por Vênus em Sab Jan 14, 2017 8:37 pm


Avaliada
Recebe 4.000 xp + 3.000 dracmas

Mini Grimorio: Um pequeno livro de couro azul marinho, com o nome do semideus em seu centro, que só se abre ao toque de seu dono. O livro contem paginas em branco, e permite ao dono do grimorio criar dois feitiços únicos e exclusivos – necessita de postagem dentro do laboratório de poções, e da aprovação para que o feitiço seja selado dentro do mini grimorio, junto ao seu efeito – cada vez que o livro for aberto, o feitiço será liberado, seja um ou outro, fica a escolha do semideus. Porém, o feitiço também terá gasto de MP, decidido no momento de sua criação.



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