The Blood of Olympus
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Quando as luzes se apagam - One Post para Rory de Nyx

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Quando as luzes se apagam - One Post para Rory de Nyx

Mensagem por Zeus em Ter Jan 03, 2017 7:14 pm


Quando as Luzes se Apagam
Ele não sentiu quando aconteceu, mas soube assim que acordou. A cena era ampla e malcheirosa, não tinha saída, não tinha portas e nem janelas. Só paredes densas que iam do chão ao teto, aliais o solo era rijo, e também não apresentava qualquer saída, e o teto era solido, branco e límpido, nem mesmo um alçapão presente. Existiam quatro botões presentes, vermelhos e piscantes sobre a parede da frente, nenhuma trazia coisas boas, mas é claro, que Rory não sabia disso, e ao pressionar o primeiro deles, descobriu que tinha acabado de entrar em seu pior pesadelo, pois ao acionar aquele botão, todas as luzes se apagaram.
Informações e Regras:

• Você foi capturada por Nyx e encontra-se em um calabouço subterrâneo de seu castelo. O desejo de sua mãe é torna-lo mais forte, e por isso, ela acredita que precisa fazê-lo enfrentar tudo que teme. Você só será libertado assim que conseguir, e será como se nada tivesse acontecido. As paredes não têm saída, pois tudo se trata de uma armadilha na sua mente, e para fazer com que ela se rompa – a armadilha se rompa no caso – você tem que superar aquilo que mais teme. Enquanto não for capaz de enfrentar seus medos, não poderá sair da cela.

• A questão aqui não é enfrentar sua mãe no castelo, é enfrentar a si mesmo. Cada um dos botões presentes representa um medo seu, e a cada vez que apertar um deles, ele se tornara real e irá assusta-lo. Encontre uma maneira de superar seus próprios medos, ou fique preso pela eternidade.

• O enredo está todo acima, mas a narrativa e os demais acontecimentos partirão todos de você, e de seus medos. O proposito lhe foi dado, o que queremos agora é ver como você se sai com sua própria criatividade.

• O mínimo de linhas é 30, e sabemos que esse número é bem insignificante.

• Você tem 10 dias para responder a essa postagem a partir da data de hoje. Lembrando que deixar de realizar a missão acarreta na perda de 15 pontos em sua barra de conduta, como punição por pedir algo e não fazer.

• Não use cores berrantes, ou templates que compliquem minha leitura.

• Duvidas devem ser enviadas por MP.

• Mascotes são proibidos.

• Boa sorte.


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Re: Quando as luzes se apagam - One Post para Rory de Nyx

Mensagem por Rory Christensen em Seg Jan 09, 2017 2:30 am





A luz da noite mais escura


Não tenho medo da noite, pois eu mesmo sou a escuridão.








Quando você acorda numa realidade diferente da que era quando você vai dormi, aceitar pode ser algo difícil. Rory Christensen, o filho da deusa primordial da noite e o maior medroso quando se tratava de escuridão, dormiu como um homem livre e acordou aprisionado. A ficha demorou a cair, mas o semideus logo encarou a sua realidade: ele estava aprisionado em algum lugar desconhecido onde não havia nem portas e nem janelas e a luz ele não sabia de onde vinha, mas na parede á sua frente havia quatro botões vermelhos.
-Isso é algum daqueles enigmas? – Rory falou alto, na esperança de alguém ouvir. – Se eu apertar o botão vai cair um bando de macacos laranja tentando me assassinar?
O semideus solta um suspiro impaciente e então se senta no chão pálido daquela sala e encosta-se a uma parede, cruzando os seus braços e olhando para o alto, na esperança de descobrir alguma saída. Ele estava esperando a qualquer momento alguém explodir uma parede e lhe resgatar.
-Alguém vai vir... – Rory falou, sem muita esperança. – Alguém vai vir e me resgatar de onde estou. – Ele reforçou, mas deu uma risada amarga ao pensar no que havia dito. – Onde eu estou? – Rory grita novamente para o alto.
O semideus fica por horas andando em círculos naquela sala, analisando cada ponto para ver se havia uma saída. A cada hora que passava, ele encarava mais e mais os botões, mas estava em duvida se os apertaria ou não. Todo cuidado é pouco quando se está em território estranho. Não que Rory fosse esperto como um filho de Athena, mas ele possuía sangue dos antigos guerreiros nórdicos, e o que todo nórdico aprende é: Não confie em nada estranho.
Rory dá um grito de desespero após tanto o tempo. Não havia nenhum relógio ali naquele lugar, mas a impressão de Rory era que já havia se passado mais de quatro horas. Naquela sala ele não sabia se era dia ou noite. Algo atrapalhava todos os seus sentidos.
Por fim, ao ver que nenhum príncipe iria lhe resgatar montado num cavalo branco, Rory se aproxima dos botões, encarando cada um com extrema cautela. Os quatro aparentemente eram exatamente iguais, todos sendo do mesmo tamanho e brilhando na cor vermelha. Rory passa a mão em cada um, mas não havia nenhum símbolo. Ele fecha os olhos e faz uma pequena oração, sem especificar para quem, para que lhe dessem proteção.
-Aqui vamos nós. – Ele suspira e coloca o dedo em cima do botão que estava na extremidade esquerda, sem lhe apertar, na esperança de algo acontecer. O garoto dá uma ultima olhada, procurando algum tipo de ideia, mas nada lhe vem. Então o garoto aperta o botão e é como se o mundo sumisse.
Imagine a seguinte cena: Você está no conforto de seu lar assistindo um filme qualquer enquanto come pizza ao lado do amor da sua vida. Tudo parece perfeito, mas então subitamente você é tele transportado para o coração de um vulcão e sente tudo o que você tem sendo arrancado de você enquanto um calor insuportável ataca cada célula de seu corpo. Foi mais ou menos essa a sensação que Rory sentiu ao ter a luz do ambiente desligada.
De repente foi como se Rory não mandasse mais em suas pernas. As duas falham e o garoto vai ao chão, batendo a sua cabeça com bastante força, mas não o bastante para o mesmo desmaiar. Ele fica olhando para o que achava ser o teto daquela sala e tenta gritar por socorro, mas não consegue. Ele estava sem voz e sem ações por causa do pânico que o invadira e contaminara cada célula de seu corpo. O garoto coloca as suas duas mãos na sua cabeça e tenta manter os pensamentos antigos longe, mas então ele finalmente ouve a frase que mais temia.
“A noite é sua amiga” – Ouvir essa frase ressoar novamente em sua mente era uma das piores coisas que poderia acontecer ao semideus.
Com as suas próprias unhas, o garoto foi descendo do topo da sua cabeça á bochecha, arranhando a ponto de sair sangue. Ele estava tendo outro ataque psicótico. O garoto dá um grito e de repente se levanta, correndo pra todos os lados que podia e se chocando contra a parede. Ele não estava aguentando ali.
-Eu vou morrer. – As lágrimas desceram de seu rosto e se misturaram ao sangue que saia dos seus arranhões. – Me tira... – Ele não consegue completar a frase e então se encolhe num canto. – Me tira daqui!
“A noite é sua amiga”. A frase que foi sussurrada sem parar na cabeça de Rory quando ele era maior, agora voltou para lhe assombrar. O garoto estava treinando duro desde que chegara ao acampamento, mas mesmo assim ainda não era o bastante para superar o trauma e nem para controlar os pensamentos em sua cabeça.
Algumas horas se passaram desde que as luzes se desligaram, mais horas do que Rory poderia contar. Ali dentro ele havia perdido completamente a noção de tempo. Na sua cabeça a sensação era de que havia se passado dias, pois cada segundo ali no escuro era como uma eternidade para Rory. A voz na cabeça dele não parava de falar. Era como se estivesse na Suécia novamente.
Com a habilidade dos filhos de Nyx, pouco a pouco ele conseguiu adaptar o seus olhos na escuridão. Ainda não era o suficiente, mas ele conseguiu ver que ainda estava com seu pijama de dormi. Rory foi pouco a pouco se acalmando, então se lembrou do trecho que havia lhe inspirado há algumas semanas atrás.
-Não tenho nem medo das chuvas tempestivas. – Rory falou em seco, tentando se lembrar da frase. – Nem das grandes ventanias soltas. – Ele focou na voz em sua cabeça. – Pois eu também sou o escuro. – e pouco a pouco o rapaz foi se acalmando, com a voz falando cada vez menos.
Após algum tempo ali no escuro, Rory conseguiu perceber um brilho vermelho que vinha do botão ao lado do que ele havia apertado. Ele o olhou com cautela, mas decidiu apertar logo o botão. Se fosse pra morrer, que pelo menos fosse uma morte rápida. Quando os dedos de Rory pressionaram o botão, a parede que ficava do outro lado começou a rachar e ruir, fazendo-se abrir uma grande passagem. Por mais que ele fosse filho de Nyx e pudesse ver no escuro, ele não conseguiu ver o que estava além dali, mas algo estava lhe dando calafrios.
-Você realmente achou que iria escapar da justiça? – Falou uma voz que ecoava do escuro, vindo de fora daquela cela. Rory se encolhe na parede, temendo a voz. – Garoto. – era uma voz feminina que estava se aproximando. – A justiça veio até você.
E então apareceu uma mulher extremamente magra, da altura de Rory. Metade de seu rosto parecia estar esmagada, enquanto sangue manchava a outra metade inteira da cabeça dela, enquanto seus cabelos grudavam no sangue. O filho de Nyx lhe reconheceu quase que imediatamente: aquela era Julia, a mulher que o mandaram matar.
-Você morreu. – O filho da noite fala com sua voz trêmula. – Você está morta.
-Si... – A mulher tentava falar, mas a sua voz saia mais como um gemido rouco cheio de rancor. – Você me matou. – A mulher fala isso bastante baixo, mas não o bastante para Rory entender o que ela havia dito. Todos os pelos do corpo do garoto se arrepiam, enquanto ele vai o mais longe daquela mulher que a parede permitia. – Vin... Vin... –ela vai gaguejando.  – Vingança. – Essa ultima parte ela fala com mais firmeza, clareza e emoção.
-Me perdoa. – Rory queria se aproximar dela, mas a aparência deformada da mulher lhe impedia. Não que isso fosse algum encosto para o filho de Nyx, mas lhe trazia lembranças de tudo o que havia feito. – Desculpa... – As lágrimas descem mais ainda. – Que tipo de jogo doentio é esse? – O garoto grita novamente para o alto, e, novamente, sem resposta. – Como você pode estar aqui?- ele dirige o seu olhar á mulher, balançando a sua cabeça para os lados expressando negação. – Como você pode estar aqui e ainda desse jeito? – o garoto enfatiza a ultima frase.
A mulher dá uma risada debochada que exalava maldade, mas começou a tossir durante ela.
-Qual o lugar... – ela diz tentando formar palavras. – Que as pessoas. – Sangre começa a jorrar da boca esmagada da mulher. – vão quando... – ela se engasga novamente. – morrem?
Ao a ouvir completar a frase, Rory sente novamente como se o seu mundo tivesse sido tirado dele. E realmente havia. O garoto estava no inferno? Tudo o que ele conseguia pensar era sobre as coisas que havia deixado para trás e como todos eles iriam seguir em frente sem o garoto.
-Eu não estou morto. – Rory falou incrédulo. – Você não é a Júlia. – Diz de forma objetiva, tentando conter toda a emoção que estava sentindo e tentando parecer o mais calculista possível. – Quem está plantando você na minha mente?
E então do olho que não estava destruído começou a cair uma lágrima da mulher, enquanto se misturava com o sangue. Rory teve dificuldades para ver, mas quando percebeu o choro da mulher, todo tipo de segurança que ele tinha foi quebrado. Diversos sentimentos horríveis invadiram o garoto, como medo, ódio e arrependimento. Seja lá quem tivesse feito aquilo com ele, mas essa pessoa estava querendo quebrar o espirito do semideus.

-Eu estou morta... – ela começou a falar. – porque você me matou... – ela apontou pra Rory. A mulher carregava tanto peso emocional em sua voz que o filho de Nyx estava com dificuldades de lhe entender. – Você esmagou minha cabeça com... – Ela tosse de uma forma forte, fazendo o sangue espirrar por todo o chão. – Esmagou minha cabeça com uma pedra. – Ela expressa ódio em sua face.
O garoto queria puxar Julia para um abraço e pedir desculpas por tudo o que havia acontecido, mas o sentimento de culpa era maior. Ele só queria sair dali. Rory ficou observando aquela mulher lhe acusar de assassinato e tudo o que ele conseguia fazer era chorar junto com ela.
-Me perdoa. – Rory fala entre os soluços do choro.
A mulher ensanguentada então começa a se aproximar do garoto a passos lentos, ainda falando palavras de acusação para o garoto. Rory tenta ir para trás o máximo possível, mas a parede o impede. A mulher então envolve as mãos no pescoço de Rory, mas não chega a o enforcar.
-Você teme o que fez? – E então ela começa a enforcar, balançando a cabeça negativamente para o lado enquanto Rory lhe pedia desculpa. – Eu fui destruída. – ela falava com dificuldade. – fui destruída por você.
-Me desculpa... – Ele ia falando, sem reagir para se defender. Aos poucos ele começava a lembrar da cena que ele havia bloqueado. Ele conseguia se lembrar do barulho da pedra ao esmagar o rosto dele, conseguia se lembrar do sangue dela espirrar em seu rosto e principalmente conseguiu se lembrar do motivo de ter feito aquilo. – Eu temo o que eu fiz. – a mulher tira a mão do pescoço e se afasta um pouco. Rory se joga aos pés dela e agarra a sua perna, chorando. – Eu não posso temer a justiça. – ele fala soluçando. – porque eu estou atrás dela. – Ele olha pra cima, enquanto o sangue que escorria dela começou a cair no rosto dele. - E eu estou atrás dela por toda a nossa família.
A mulher chuta Rory, o fazendo se afastar e se encolher na parede. O menino estava pronto para aceitar qualquer coisa que ela fizesse com ele, mesmo se isso significasse que o garoto morreria ali. A mulher abaixa e olha na altura dos olhos do garoto.
-Você tem que escapar daqui. – Então inicialmente os pés dela começaram a se desfazer em uma névoa densa e espessa que começou a dominar toda a sala e foi subindo pelo seu corpo.
-Onde é aqui? – Rory pergunta rapidamente, enquanto a mulher se desfazia. Mas ela não fala nada, apenas aperta o terceiro botão.

-Qual a desculpa que você vai usar comigo, semideus? – Rory ouve uma voz ao longe falar isso, ele já sabia quem era e seu coração começou a se acelerar. A névoa começa a se dispersar e o semideus vê a sua cela, dessa vez está bem iluminada e no meio dela estava uma mesa de metal com duas cadeiras colocadas ao lado oposto da mesa, onde um homem sentava numa das cadeiras. – Afinal, é graças a mim que você existe, e é graças a você que eu morri. Era isso que você queria, não é?
-Pai... – Rory isso de forma fraca, expressando toda a vulnerabilidade que ele estava sentindo naquela hora.
Rory carregava em sua mente duas mortes: a de seu pai e de Julia. Julia realmente foi algo que ele fez sem ter consciência, por ter uma voz que dominava a sua mente, mas o seu pai foi um caso bastante diferente. O seu pai queria lhe matar após saber o que Rory havia feito, mas Rory não aceitou morrer. O filho de Nyx não queria que seu pai morresse, mas infelizmente aconteceu.
-Eu quero te dizer que... – o filho de Nyx tentou falar, mas seu pai levantou a mão num sinal para que ele se calasse e então apontou para a outra cadeira.
-Eu ia te matar, mas você me matou primeiro. – O seu pai falou. – É a vida. – ele dá uma risada sarcástica. – Infelizmente você me matou com um lacaio daquela grande vagabunda. – Ele se refere à Nyx e olha diretamente nos olhos de Rory, o assustando. – Vamos... Você não vai sentar? – pergunta.
Rory se levanta e se aproxima a passos curtos, calculando toda aquela situação. Ele juntou na sua mente tudo o que havia acontecido: O primeiro botão havia desligado todas as luzes e lhe deixado vulnerável a todos os pensamentos malignos de Rory, ele sentiu medo. O segundo botão havia trazido á tona a pessoa que morreu por causa dele e quem ele temia em ver, ele sentiu medo. Agora revelou a pessoa que mais lhe aterrorizou nos últimos momentos de vida: o seu pai. Alguém estava mexendo com o psicológico de Rory, e esse alguém lhe conhecia melhor do que ninguém. Só podia ser um deus, Rory conhecia a Divação deles, apesar de nunca ter visto um.
-Por qual motivo você está aqui? – Rory perguntou enquanto puxava a cadeira e se sentava. Ele retribuiu o olhar profundo nos olhos dele, tentando esconder as emoções que continha. Rory tinha que sair dali, então não podia mostrar que estava com medo.
-Você ainda não faz ideia? – ele dá uma risada seca e tira da barra de sua calça uma arma e deixa em cima da mesa, mas não lhe solta. A respiração de Rory se acelera e o garoto começa a soar frio enquanto observava o objeto metálico brilhar sobre a mesa. O seu pai antes de ir ao acampamento tentara lhe matar com um tiro na cabeça, típico de Furicoção.
-Eu sei que alguém está querendo me quebrar emocionalmente. – Rory fala, olhando para o ambiente, tentando evitar um contato direto com o seu pai e com a arma. – Talvez esteja querendo me matar. – dá de ombros. – talvez queira rir ás minhas custas. – O garoto não estava muito empenhado em descobrir quem estava fazendo aquilo com ele. Tudo o que estava acontecendo tirava a concentração de Rory. Alguns semideuses estariam desejando morte se tivessem feito aquilo, mas Rory não, ele não era um assassino, mesmo que as circunstancias lhe provassem o contrário.
-Te quebrar emocionalmente? – ele dá outra risada sarcástica. – Garoto, você já é quebrado. – ele balança a arma. – Mas é preciso destruir antes de construir. – Ele balança a arma. – A minha função é te tirar dessa prisão, assim como a escuridão, assim como a mulher que estava agora a pouco, mas qual a verdadeira prisão? - Ele se aproxima um pouco de Rory. Com uma mão ele segurava a arma, mas a outra ele elevou a sua nuca. – A verdadeira prisão é a sua mente. O medo lhe retarda. – Rory percebeu que seu pai estava falando de um jeito que não combinava com ele. Dessa vez aquilo era outra pessoa, mas ele decidiu não comentar para ter uma carta na manga. – Eu não te desejo mal, meu filho, eu te amo.
Ele se levanta com rapidez e faz dois disparos com a arma na direção de Rory. O garoto se joga para trás e volta a se encolher na parede, mas sente uma dor forte que vinha de seu estômago. Um disparo não havia o acertado, mas o outro havia feito um buraco na sua barriga. Rory solta alguns gritos de dor, o mundo ao seu redor para. Ele começa a se arrastar pelo chão tentando sair dali, mas não havia saída. Ele se deita no chão, desistindo de escapar enquanto sua mão faz uma pressão em cima do ferimento de bala.
-Desde que você chegou ao acampamento, você evolui rápido, mais rápido que a maioria. – Falou. – Por deus, você matou um cão infernal e ele nem viu a espadada. – Rory percebeu que estava sendo observado há muito tempo. – Mas por que você continua tão medroso? Tem medo de uma arma. - Ele aponta pra arma. – Tem medo do seu pai. - ele se abaixa, olhando nos olhos de Rory que estava deitado sangrando. – Quando você não enterra os seus demônios, eles voltam para assombra-lo. – Ele pega Rory pelo pescoço e vai o levantando enquanto lhe imprensa na parede. Rory dá vários gritos enquanto sente a sua dor aumentar demais. Ele sentia que ia desmaiar de tanta dor. – Me enterre.
Rory olhou para o alto da cela enquanto seu pai lhe segurava pelo pescoço. Ele não conseguia mais chorar. Ficou observando o teto daquela parede e amaldiçoou todos os deuses, principalmente a sua mãe. Ele começou a se lembrar de quando o seu pai lhe levava para caçar, de todos os natais juntos e de todos os festivais. Se não tivesse ligação com o mundo grego, Rory teria uma vida pacata e feliz, mas ali estava ele: Filho de Nyx, baleado, falando com os mortos e tudo isso para satisfazer algum deus.
O filho de Nyx estava atordoado demais naquela hora. A sua mente estava trabalhando ao máximo para continuar funcionando, mesmo com o tiro e com as palavras do seu suposto pai. Rory tenta se concentrar na energia escura que estava ao seu redor e se impressionou o quanto a escuridão dominava aquele lugar. Nunca havia visto um lugar com tanta escuridão. Ele se concentra nela e tenta lhe reunir na palma de sua mão, tentando moldá-la da forma que queria. Então transformou a energia escura em uma pequena faca de ferro estígio.
-Perfeito. – Rory pensa e então usa suas ultimas forças para cravar aquela faca no pescoço do seu pai que lhe solta. Rory vai de encontra com o chão, soltando outro grito agoniante de dor. Rory olha para o seu pai que vai desesperadamente para trás. A faca se desintegrou ao entrar na pele do homem, deixando ali uma grande ferida aberta. Ferramentas do mundo grego não podiam ferir seres mortais como o pai de Rory, então ele estava certo: Aquilo não era o seu pai.
Rory tenta normalizar a sua respiração e checa novamente o seu ferimento, que havia desaparecido, mas a dor continuava, era como uma dor fantasma. O filho de semideus deixa a mão onde estava o ferimento e assistiu aquela coisa se desfazer e ir para o lugar que os monstros iam depois de feridos.
O filho de Nyx se levanta novamente e olha para o quarto e ultimo botão. Os ferimentos agora já haviam desaparecido, ele conseguia andar novamente. Ele foi se aproximando do botão e colocou as mãos sobre o botão pronto para apertar, mas então ele desaba. Rory começa a chorar com bastante força, sofrendo por tudo que estava passando. As lembranças do passado eram dolorosas demais, e ele estava vivendo nelas no momento. Seja lá quem tivesse fazendo aquilo com ele, essa pessoa sabia o que abalava o garoto. Ele ficou ali bastante tempo chorando, até que as lágrimas lhe faltassem.
Ele enxuga as suas lágrimas e levanta novamente, indo de encontra com o botão e lhe apertando. Rory percebe nesse momento que haviam deixado o pior para o fim. A parede que ficava na outra extremidade da dos botões começa a ruir completamente, se abrindo para um corredor iluminado que tinha cinco metros de altura, mas era tão estreito que mal conseguia passar uma pessoa por ele. Rory adentra o corredor e vai caminhando por ele á passos curtos, tentando prolongar o caminho. Ele tentava manter a calma, não iria se render a seja lá o que estivesse no final do corredor.
O corredor então se abriu, levando Rory para um lugar á céu aberto, o chão era de pedra uma pedra negra assim como as paredes, aquela construção parecia ser antiga. Rory vai caminhando por aquele pátio e vê que ele dava de cara á um grande abismo. Rory segura na proteção e observa o abismo. Nunca havia visto nada como aquilo, era como se aquilo não tivesse fim. O filho de Nyx sentiu que aquele lugar era antigo. Mais antigo do que qualquer coisa. No abismo não havia energia negativa ou positiva, apenas uma energia primordial que lhe causava euforia.
-O que você está vendo é o caos absoluto. – Uma voz idêntica a de Rory fala, atrás do garoto. Rory sente seu coração bater mais rápido. – Ele existe desde antes dos olimpianos, antes dos pais dos olimpianos. Antes mesmo da noite e das trevas. – Rory se vira e observa a pessoa que falava e deu um sorriso, pois fazia bastante sentido aquele ser o último desafio. – Poucos semideuses na história viram esse abismo. Parabéns, meu filho.
O filho de semideus olhou dos pés á cabeça a pessoa que falava. Era uma cópia quase exata da de Rory. Mesma altura e o mesmo rosto, mas os cabelos eram ainda mais escuros e nos olhos Rory conseguiu ver que havia uma noite infinita, além de a pele ser de um branco absoluto.
-Eu não imaginava que iria lhe encontrar tão cedo. – Rory falou calmamente. Ele estava pensando no que faria e como escaparia dali. Ele sabia onde estava: era o tártaro. – Principalmente porque você se comunicou a vida toda com um lacaio.
-Estou me apresentando, pois tu precisas se tornar além de um semideus forte. – Falou Nyx no corpo de Rory. – Precisas te tornar um guerreiro da noite. – Se aproxima. – não pode se tornar um guerreiro da noite se teme a escuridão.
-Se mostre pra mim, mostre pra mim como você se parece.
-Ainda não. – ela fala, com um sorriso. – Essa não será a ultima vez que nos veremos, então não preocupe a sua mente.
Rory pensa um pouco e se lembra de tudo o que faria se encontrasse a deus primordial da noite.
-Quem é meu pai?- Rory perguntou, ao se lembrar de que só conhecia o seu pai adotivo. – Onde eu nasci? Quantos anos eu tenho? – Algumas lágrimas escorrem do rosto do semideus. – Eu não sei nada do meu nascimento.
-Não te importa as circunstancia do teu berço. – fala a deusa, friamente. – mas te importas o destino que tens em mão. Eu não estou em outra versão de você. Esse é você do seu futuro, realizando seu propósito. – Ela se aproxima ainda mais do garoto, que se segurava para não se jogar no abismo do Caos só para fugir dali. A deusa da noite ao chegar perto de Rory, colocando a mão na bochecha do garoto e olha no fundo dos seus olhos. Rory encarou a infinita noite que se instalara nos olhos de Nyx. – Você enfrentou os seus três maiores medos, mas o quarto é maior de tudo. Você tem medo do seu futuro, do que vai se tornar.
-Eu não sou um assassino. – Rory fala com lágrimas. – Um guerreiro sempre acaba matando pessoas. Eu não sou disso. Você me tornou um assassino e eu poderia te odiar por isso. – Ele enxuga suas lágrimas. – Mas só quero que me deixe em paz.
Nyx então tira a mão da bochecha do filho e começa a se afastar dele, virando de costa para o garoto.
-Nascestes para um só destino, e ele o cumprirá. – Então ela invoca duas espadas que eram feitas de um material vermelho que Rory desconhecida, enquanto o cabo era branco como leite. Ela aponta uma das espadas para Rory. – Enfrente seu destino, mas no fim tu perderás. Junto contigo arrastarás para o inferno tudo o que lhe é mais precioso. – Ela dá um sorrisinho. – De novo.
Rory olhou para ela com lágrimas. Então do chão saiu um sabre de bronze celestial com um cabo feito do mesmo material. O filho de Nyx pega o cabo do sabre e sente o peso dele, que lhe escorregava um pouco da mão, mas aquela era a arma mais afiada que já vira. Rory levanta o sabre e aponta para Nyx também. Ele soa frio, pois já imaginava o que estava por vir.
Rory corre contra ela e dá o primeiro golpe, que é defendido com perfeição pela deusa da noite, então ela dá um giro e faz um arranhão no ombro de Rory que lhe pega de raspão. Rory percebeu que se ela quisesse, ela poderia cravar aquela espada no coração do garoto e ele não teria chance de se defender. O semideus consegue defender alguns golpes dela, mas recebe mais ferimentos superficiais pelo corpo. A deusa dançava como água com espada, nunca havia visto alguém se movimentar daquela maneira. Nenhum semideus era capaz contra ela, como Rory conseguiria lhe derrotar? Ele não iria, já sabia disso. A dança das espadas continua por alguns minutos até que com uma espada Nyx fere o braço que manejava o sabe de Rory e com a outra ela lhe desarma.
-Como alguém consegue manejar duas espadas tão perfeitamente? – Rory fala com um sorrisinho na cara, enquanto Nyx coloca uma das espadas no pescoço de Rory, podendo lhe matar com uma simples pressão.
-Eu tive tempo para praticar. – Ela fala com orgulho de sua habilidade. – As peças estão se movimentando e o maior inimigo do olimpo está a subir, e eles não fazem a mínima ideia de quem é. – Ela tira a espada que vira pó. – Você não pode ter medo de seu destino.
-Eu não tenho mais medo do meu destino. – Rory vai indo para trás, com as mãos levantadas sinalizando que havia desistido da luta. – Eu já o aceitei. – Ele sente a proteção lhe impedindo de ir mais para trás. – E ele não é ao seu lado. – Rory então faz a ação mais ousada da sua vida: Ele se joga no abismo do Caos.
Mesmo se jogando, Rory não conseguiu ver o fim daquele abismo. Não havia nada né, apenas a energia primordial de tudo. Ele foi sentindo a sua queda desacelerar aos poucos, até então parar completamente. Nyx não deixaria o garoto morrer daquela forma. Lentamente ele foi puxado até voltar á altura da varanda, ainda com o abismo do Caos abaixo de seus pés.
-Eu disse que não tinha medo. – Rory dá uma piscada para ela, que solta um sorriso maligno.
-Então está pronto pra se tornar o guerreiro que tenho em mente.
-Nunca. – Rory balança a cabeça negativamente. – Me tornarei o contrário do que você quer para mim. Se quer que eu traga a morte, eu trarei a vida. Se você for a noite, eu serei a luz que a ilumina para ajudar as pessoas.
-Até você finalmente quebrar e ver que esse mundo é cruel o bastante para isso. – Ela estala os dedos e então Rory começa a se desfazer lentamente em fumaça. – Pense no que eu disse. Se você quiser que eu te dê o seu passado, você tem que me dar o seu futuro. – Então Rory ascende para o mundo dos seres vivos.

Nos outros dias, Rory se desabou em choro pela experiência traumática que teve, nem filho de poseidon que era seu namorado conseguiu lhe acalmar. Mas Nyx conseguira o que queria com aquela missão. Apesar de ser bastante traumático, ele não deixou isso em seu caminho e nem se permitiu sentir medo.
-Não mais temerei o escuro. – Rory fala na cama de seu chalé. – Pois eu mesmo sou a noite profunda.









### WORDS , TAGGED , NOTES  ©




Poderes e habilidades:
☪ Visão noturna ☪ Têm sua íris dilatada, aumentando o foco, e consequentemente a distância a que se pode enxergar. O personagem toma posse da concentração para que consiga perceber se há pessoas no local através do nariz. Ao obter suas orelhas aguçadas, consegue perceber movimentos a até dez metros, caso estes façam barulho.
☪ Solidificação Negra I: ☪ O filho de Nyx poderá, agora, converter a energia negra em ferro do Estige, criando por enquanto, uma pequena adaga de ferro Estige que se desintegrará quando atingir o inimigo, podendo ser usada a cadatrês turnos. [15 MP]


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Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.
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Re: Quando as luzes se apagam - One Post para Rory de Nyx

Mensagem por Zeus em Sex Jan 13, 2017 10:59 am


Avaliado
Recompensas: 1.500 XP + 1.000 Dracmas
+
Anel da Noite – Totalmente negro com o nome do semideus inscrito em seu interior, e inscritos gregos na parte externas. Uma pedra de obsidiana descansa em seu centro, pequena e reluzente. Esse anel foi encantado pela deusa Nyx e dá ao portador a sensação de coragem quando ele se sentir temeroso, além disso, quando em batalha – desde o semideus lute durante a noite – sua barra de status irá aumentar em +30 de MP e 30 de HP.



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Re: Quando as luzes se apagam - One Post para Rory de Nyx

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