The Blood of Olympus
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O Místerio de Apolo

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O Místerio de Apolo

Mensagem por Athena em Qui Dez 29, 2016 7:55 pm





APOLO
A postagem do evento os mistérios dos deuses do Olimpo, com o titulo "A conquista de Apolo" deve ser postado nesse tópico.
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Re: O Místerio de Apolo

Mensagem por Beau G. Edmond em Qua Jan 04, 2017 5:29 pm



A Conquista de Apolo
I have a crush on you
Meu coração batia aceleradamente. Embora eu fosse filho de Eros, o cupido, nunca tinha utilizado uma flecha do amor. Aquela era a primeira vez. Minha mão tremia sem parar. Estava no topo de um prédio com o arco erguido na direção do casal que estava do lado de fora de um SPA. Fechei um dos olhos para mirar na ruiva de costas para mim, o que era difícil, já que ela também não colaborava: se mexia o tempo todo. Respirei fundo e aproveitei o segundo em que ela parou de se movimentar para soltar a o fio com a flecha que estava esticada ao máximo.

A flecha de ouro branco, com rubi em forma de coração na ponta, cortou o ar em uma velocidade inacreditável. Entretanto, quanto mais a flecha se aproximava da menina, mais o tempo ia diminuindo. Ao ponto de congelar totalmente e todo aquele dia passar em minha cabeça.



(...)

Às vezes, eu acho que só o fato em ser semideus faz com que minha vida seja agitada e não tenha um minuto de descanso. Estava caminhando por entre a floresta, fazendo a ronda diária dos guardiões, quando avistei um homem loiro por trás dos arbustos, observando um grupo de semideuses que andavam próximo dali. Andei devagar até parar atrás do espião.

— Posso ajudá-lo?

Ele pareceu se assustar. E em um pulo, levantou-se, ficando totalmente ereto e virou em minha direção. Desta vez, eu que me assustei: Ele era um dos homens mais bonitos que já tinha visto. Meu rosto corou, mas continuei de queixo erguido para mostrar autoridade.

— Ah. Ahn... Claro... É que eu só... — Ele parecia não saber o que falar — Okay, por favor, não conte a Elena, mas a verdade é que eu não resisto a uma filha de Afrodite.

O desespero era evidente em sua voz. Quem era Elena? Quem era ele? Balancei os braços como se quem pedisse calma.

— Okay, okay. Não vou contar — Voltava a repousar os braços ao lado do corpo — Mas, quem é você?

Ele com certeza não era campista, nunca tinha visto-o por ali. E olha que conheço todos os bonitões de vista. Sem contar que ele tinha cara de ser mais velho.

— Me espanta você não reconhecer minha beleza — Ele virou de perfil, achando que provavelmente iria ajudar de alguma forma. Eu apenas balancei a cabeça negativamente — Vocês, semideuses, precisam estudar mais as aparências dos deuses — Disse ele enquanto voltava a sua postura normal — Apolo, deus da musica, sol, beleza e bla bla bla.

Sem pensar duas vezes, tratei de me curvar a sua frente. Eu de fato estava espantado. Era o segundo deus que me aparecia em dois dias seguidos. Primeiro Hera e agora ele. Será que estava acontecendo alguma convenção de deuses no mundo mortal? Era a única explicação.

— Ah, perdoe-me a grosseria, senhor.

— Grosso? E você foi grosso onde? E por favor, vamos parar com essas formalidades. Nem sou tão velho assim. Só me chame de Apolo.

— Okay — Falei enquanto me ajeitava — E o que te traz aqui no acampamento, Apolo?

— Ah... Eu preciso da ajuda de algum filho de Afrodite. Digamos que eu esteja precisando de um pouco de amor — Ele respirou fundo — O problema é que eu não consigo ver proles dela que eu fico “animado”.

Automaticamente eu abaixei o rosto para olhar as partes baixas das vestes que usava. Olhando diretamente para o volume em sua bermuda. Um formigamento tomou conta de todo o meu rosto, deixando-o ainda mais vermelho e logo voltei a levantá-lo, torcendo para que o deus não tivesse visto tal cena.

— Eu estou apaixonado por uma mortal, mas ela parece não me dar bola. Então achei que filhos da deusa do amor, poderiam me ajudar com isso.

— E netos dela? — Falei na mesma hora — Digo, filhos de Eros não seria mais indicado?

— Eros? Por Zeus! Tem razão! — Ele exclamou quase dando pulinhos — Você conhece algum?

Ou ele não era um deus muito inteligente ou ele não se importava com meio-sangue. Os dois deuses que conheci já sabiam perfeitamente quem eu era, sem precisar me apresentar.

— Er.. Está de frente pra um, achei que soubesse.

— VOCÊ É FILHO DE EROS? — A felicidade dele era tanta que nem percebeu que havia gritado — Ah claro, eu sabia, só queria que você se propusesse para ajudar — Aquela era uma das piores desculpas que já ouvi — Vamos?

— Para onde?

— Centro de Nova York! SPA Olhos Revirados. É lá onde ela trabalha.

Ele falou aquilo e logo em seguida me segurou pelo braço, puxando-me para um abraço de lado extremamente caloroso. Não sei se era porque ele era o deus do sol ou porque me senti bastante atraído, mas que era quente, era.

— Isso é mesmo necessário?

— Não, só queria que você sentisse meu corpo.

E ele deu uma piscada com o olho direito enquanto esbanjava um sorriso extremamente branco. Eu me senti completamente envergonhado, provavelmente ele havia percebi que me senti atraído.

— Como disse que se chamava mesmo?

— Eu não disse — E aquela pergunta quebrou todo o clima que poderia estar existindo — Você é um deus mesmo?

Ele sorriu e em um movimento de mão rápido, uma luz forte nos envolveu por completo, nos teletransportando dali.



E em um piscar de olhos, estávamos parados em frente ao SPA que ele havia citado. O nome era bem sugestivo: “Olhos Revirados”. Pergunto-me o que ele estaria fazendo ali quando a conheceu.

— É ela.

O deus falou ao encostar todo o rosto no vidro do local, com o olhar congelado em uma mulher ruiva, bastante bonita, com o seu cabelo preso em um rabo de cavalo e com um uniforme curto, rosa bebê.

— E então, como vai fazer a sua mágica?

— Você realmente não tem noção das coisas né? — Me espantei ao ouvir a pergunta dele. Toquei no pingente da pulseira que carregava em meu braço direito, transformando-a em um arco grande de ouro branco. Provavelmente, a névoa faria os mortais verem outra coisa no lugar da arma em minha mão — Flecha do amor.

— MARAVILHA! — Ele parecia realmente animado com aquilo.

— Você vai chamá-la aqui para fora e eu ficarei um pouco afastado. Assim que eu acertar a flecha nela, você tem que ficar a sua frente, pois ela irá se apaixonar pela primeira pessoa que avistar. Entendeu? — Ele apenas balançou a cabeça confirmando.

Afastei-me, ficando parado na esquina da rua em que estávamos. Apolo entrou no SPA e ficou alguns minutos lá dentro. Não sei o que ele falou para a garota, mas logo estavam do lado de fora, na calçada. Arqueei o arco na altura do ombro e puxei o cordão dele, materializando uma flecha à medida que esticava o fio. Tudo teria dado certo se o deus burro não tivesse deixado Elena com o rosto virado em minha direção.

— CUIDADO!

Foi a única coisa que consegui ouvir aquela distancia. Apolo assustou-se e puxou ambos para dentro do trabalho dela. Desfiz a flecha e corri o mais rápido que podia, me escondendo no primeiro beco sem saída que encontrei. O que ela avistou? A névoa mostrava algo de ruim em minha mão? Aproveitava para controlar a respiração enquanto esperava algum contato do deus solar.

Não demorou muito até ele aparecer com uma cara de assustado ao meu lado.

— ELA VÊ ATRAVÉS DA NÉVOA! COMO PODE?

— COMO É? VOCÊ ME CHAMOU PRA ATIRAR EM UMA SEMIDEUSA?

— ELA NÃO É SEMIDEUS!

— ENTÃO COMO VOCÊ EXPLICA ELA VER ATRAVÉS DA NÉVOA?

— EU NÃO SEI!!

Os gritos iam aumentando cada vez mais, embora ambos se tratando de entonações diferentes: Ele, espanto, eu, falta de paciência. Respirei fundo quando percebi que estávamos chamando a atenção das pessoas que passavam perto da entrada do beco.

— Apolo, o que você tem de bonito, você tem de... — Parei ao ver sua cara de raiva para o meu lado — Você também não e o deus do oráculo? Você não deveria saber tudo?

— Tem razão!! Você até que é inteligente para um filho de Eros.

Ele falou aquilo enquanto ajeitava-se: sentando de pernas cruzadas em cima de uma lata de lixo, posição de quem iria meditar. O deus fechou os seus olhos e começou a trabalhar na respiração.

— Ohm.

— Te garanto que sou mais esperto que você... — Falei enquanto me encostava na parede mais próxima.

— Quieto!! — Reclamou antes de voltar a fazer o som de meditação — Ohm.

Eu já estava quase dormindo, mas, depois de sete ‘ohms’ seguidos, finalmente a coisa parecia estar funcionando.

{Por favor, peço que dê play no player abaixo antes de ler os parágrafos seguintes}



Uma névoa dourada apareceu, cobrindo todo o ambiente a nossa volta. Aos poucos, o deus ia ficando suspenso no ar, levitando em cima da lata de lixo. Seus olhos abriram e no lugar de suas íris azuis, um vazio dourado e luminoso tomava conta. Sua fala vinha junto com mais fumaça que saia de sua boca a cada palavra.

Nos dias de hoje, o ovo chocou.
A filha de Zeus renasceu.
A grande beleza herdou.
E o corpo da ruiva escolheu.
Em época digital, o cavalo de madeira, robô se tornou.
Mas, seu nome permaneceu.

Aos poucos seu corpo ia abaixando, voltando a ficar totalmente sentado em cima da lata. Se não fosse todo o ar de mistério no local, aquela seria uma cena engraçada: um deus, meditando em uma lata de lixo. A fumaça do local começava a dispersar, desaparecendo totalmente em poucos segundos. Apolo piscou os olhos algumas vezes, até eles voltarem a sua coloração normal.

{Por favor, retirar a música antes de continuar a leitura}


— E então? Ajudou?

— Ô, e como.

Fiz um gesto de ‘joinha’ antes de começar a discutir a profecia do oráculo. Eu não sabia quanto tempo passamos para tentar entender, a única coisa que tinha certeza, era que minha cabeça já estava esgotada. Eu de fato não entendia como o deus não conseguia entender a sua própria fala. Chegava a dar raiva em alguns momentos. Foi quando me lembrei de uma das histórias mais conhecidas.

— O Cavalo de Tróia!! — Exclamei — O cavalo de madeira, se refere ao cavalo de Tróia!!

— É CLARO! — Ele realmente gostava de gritar — Continua!

Arquei as sobrancelhas ao ouvir o pedido dele para continuar. Acho que ele estava achando que eu era algum tipo de ‘desvendador’ de mistérios, se é que essa palavra ou profissão existe.

— Grande beleza... — Citava as palavras do oráculo para fazer conexão — Helena... Helena de Tróia! — Realmente aquilo era animador — Caramba! Agora tudo faz sentido!!

— Faz? — Sua expressão de dúvida estava estampada na cara.

— Filha de Zeus que nasceu do ovo: Helena. Zeus seduziu Leda em forma de cisne e ela chocou dois ovos de onde saiu Helena e seus irmãos — Falava, ignorando o deus bonitão — A grande beleza... Helena novamente — As informações vinham bombardeando minha mente — O corpo da ruiva escolheu... Mas, seu nome permaneceu... Reencarnação! — Parei de frente para Apolo — Elena é a reencarnação de Helena, por isso ela consegue ver através da névoa!

O deus da música pareceu ainda mais confuso. Ele ficou um tempo pensando até seu rosto iluminar mais do que já era.

— CARAMBA! TEM RAZÃO! Filho de Eros, você é um gênio!! Merece um beijo!

Eu juro que ele estava vindo em minha direção para me dar um beijo que não era na bochecha. Mas antes que ele pudesse aproximar-se demais, segurei-o pelos ombros, impedindo de tocar seus lábios nos meus.

— Apolo... Elena, lembra? — Foi difícil impedir aquilo, mas era o certo.

— Ah é! — E como se desfizesse do transe, ele se afastou — Tem razão. Qual é o plano?

Será que valia a pena fazer a garota e apaixonar por ele? Estava na cara que ele era meio galinha.

— O plano é ela não me enxergar. Vi que tem um prédio em frente ao SPA. Vou subir lá enquanto você trás ela de volta para fora. Só que desta vez, trata de deixá-la de costas para mim.

— Certo, certo. Vamos?

Assenti com a cabeça e enquanto ele ia para o trabalho da ruiva, eu entrava no prédio vermelho que ficava em frente para pegar o elevador até o topo. Assim que cheguei ao local desejado, abaixei-me próximo ao parapeito do teto e ativei o arco que aquela altura já havia voltado a ser pulseira.

Os pombinhos saíram de dentro, Elena parecia inquieta, provavelmente ainda estava assustada com o que havia acontecido anteriormente. Olhava de um lado para o outro, vendo se a barra estava limpa. Eu não podia demorar, não sabia quanto tempo iriam passar lá dentro. Levantei o arco na altura dos ombros e puxei o fio devagar, voltando a materializar a flecha na arma.

(...)



A flecha de ouro branco, com rubi em forma de coração na ponta, cortou o ar em uma velocidade inacreditável até acertar em cheio a garota em suas costas.



A ruiva se curvou para frente, mas logo se levantou ao mesmo tempo em que a flecha crava desaparecia como se fosse uma ilusão. O olhar da mortal encontrou o belo deus a sua frente e em poucos segundos seus lábios estavam grudados em um caloroso beijo.

Aquela tinha sido a primeira vez que havia feito aquilo e de fato era algo prazeroso. Se Eros estivesse me observando, provavelmente ficaria orgulhoso. Esbanjei um sorriso ao ver o mais novo casal entrando no SPA em meio a amasso. Com certeza, agora, Apolo iria revirar os olhos em alguma área particular do lugar.

Já estava voltando para o elevador quando percebi algo: “Como vou embora?” Apolo estava ferrado na minha mão.

Equipamento:
○ Loving Arc - Uma réplica do próprio arco de Eros. Este é feito de ouro branco com detalhes coberto de bronze celestial, sua corda é coberta pela mais pura prata, é bastante elástica e jamais arrebenta. O arco materializa flechas mágicas assim que o filho de Eros toca na corda, sendo que as flechas possuem duas propriedade, uma é fazer com que pessoas fiquem apaixonadas ( durante 3 turnos ) pela primeira pessoa ou coisa que ver, e, a outra é que a flecha pode causar danos. A flecha materializada é toda feita de uma mistura de ouro branco e bronze celestial, sendo sua ponta um rubi vermelho no formato de um coração, tornando-a totalmente mortal. Quando não utilizado o arco se transforma em uma pulseira com um pingente no formato de coração. [Indestrutível] [Caso o semideus perca, o item volta ao seu pulso depois de um turno].


Poderes:
○ Passivos:

1 - Amor Sincero: O Deus Eros é capaz de fazer com que duas pessoas (deuses, semideuses, animais, qualquer coisa) se apaixonem. Mesmo que eles se odeiem profundamente, um amor vai surgir. Eros pode escolher que tipo de amor, pode ser um amor, de amigo, de pai pra filho, um amor de homem e mulher. Geralmente, as guerras acabam quando Eros lança este poder sobre guerreiros.
1 - Perícia em mira: Eros tem uma mira muito boa em qualquer coisa que precise ser jogada longe. Como, lanças e principalmente flechas. Sua família são os melhores Arqueiros. Ele consegue entender e é perito em qualquer tipo de arma.
1- Mira de Cupido: A principal arma de Eros e sua mais famosa era o arco-e-flecha, no qual Eros acertava os deuses e mortais, criando e desfazendo casais. Por conta disto, os filhos de Eros possuem uma mira muito boa, comparada a dos filhos/seguidores dos Gêmeos Arqueiros.




Última edição por Beau G. Edmond em Sex Jan 27, 2017 11:06 am, editado 1 vez(es)


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Re: O Místerio de Apolo

Mensagem por Lauren L. Hill em Qua Jan 04, 2017 6:16 pm

believe it this time
Em qualquer boate de New York…

— Ei, me solte! — Elena proferiu irritada enquanto tentava se equilibrar, seu braço fazendo um movimento rápido e violento para tentar se soltar da mão firme que a segurava, o álcool percorrendo seu organismo a impedia de manter parte dos reflexos naturais.

— Me escute, eu só quero te ajudar. Vamos, te levo pra sua casa. — O jovem rapaz disse, seus cabelos loiros estavam bagunçados depois de uma longa noite de dança e diversão. O rosto cansado demonstrava preocupação e sinceridade. Seu objetivo não era trair sua confiança, ele apenas queria cuidar da garota que parecia frágil e exposta demais. — Promete? — A jovem fez um biquinho com os lábios e Apolo respondeu assentindo positivamente com a cabeça. Elena se deu por vencida e agarrou o corpo do rapaz, ambos saindo juntos do local. Os braços fortes enlaçavam o corpo magro de forma cuidadosa, desviando-o da multidão.

×××

— Me ajuda! — A olimpiana sentiu um empurrão nas costas, perdendo o equilíbrio e se segurando na parede à sua frente. — EI! — Gritou irritada partindo para cima do deus olimpiano. — Calma aí, garotinha, não está me reconhecendo? — Ela deveria? Maneou a cabeça negativamente e riu lembrando-se da primeira missão que havia feito, a missão era para Apolo e poucas memórias começavam a tomar sua mente, lembrando-se vagamente do deus. — Ah sim, claro… como não reconheceria? — Falou ironicamente coçando a testa e com um sorriso irônico bordando os lábios. Idiotice, porquê se importaria em reconhecer alguém? — Preste atenção. Tem uma garota, certo? E eu estou encantado por ela. Nenhuma outra que eu olho se compara à ela e talvez você entenda isso quando a ver. — Ele suspirou apaixonado, sua fala um pouco embolada e afobada deixando Lauren talvez um pouco confusa. — E eu preciso muito mesmo que me ajuda a conquistá-la. — A semideusa arqueou a sobrancelha e gargalhou na cara do deus que lhe deu um tapa no ombro direito, fazendo-a tombar para o lado e retomar a postura, ficando séria. — Apolo, fala sério! Eu mal te conheço, no que poderia ajudar? — Isso era uma verdade, Lauren mal chegou a reconhecê-lo, mas isso pouco importava. De início, relutou em aceitar o “desafio” proposto, aceitando no final. Havia tempos que não voltava para New York e estava com saudades da cidade. A conversa havia encerrado por ali e o olhar de do deus entregava sua gratidão.

Apolo, Apolo… mais uma vez dando trabalho a Lauren. Céus, esse Deus não a deixava em paz, imagina se fosse seu pai? Acho que aí sim estaria incrivelmente ferrada. Mas relevando os fatos de que ele realmente a admira muito, mais uma vez a semideusa prole de Ares lhe ajudaria, dessa vez com um pé no amor. Apolo estava encantado por uma sonhadora que não lhe dava atenção alguma e encontrava-se sem interesse no Deus Olimpiano. De início, é algo para se pensar: como alguém não se apaixonaria por um Deus? Mas, pensando racionalmente e se colocando no lugar da garota, Lauren também não chegaria perto de sentir sequer uma atração por um Deus como ele. A semideusa divagou tomando seu caminho para New York, o quão era irônico dizer isso, como ajudaria alguém amorosamente se a sua própria vida amorosa estava fora dos trilhos?

Maneou a cabeça rapidamente esvaindo os pensamentos, isso realmente não importava agora e não deveria afetar o resto do seu objetivo. As informações que tinha eram importantes, talvez deixaria seu trabalho mais fácil… ou talvez o dificultaria. Lauren estava observando Elena de longe, fingindo ler um livro – o mais típico de algum observador – sentada do lado de fora da cafeteria qual trabalhava, até notar a garota vir em sua direção anotar o pedido. — Com licença, o que gostaria de pedir? — A olimpiana ouviu a voz doce da garota e sorriu, subindo o olhar da falsa leitura. — Pra ser bem direta, estou aqui por você e não, não foi nesse sentido. Mas alguém me mandou aqui e eu preciso cumprir isso logo. E lógico, eu queria que você facilitasse pro meu lado. — Elena bufou e riu ironicamente como se tirasse sarro da cara de Lauren, o que fez a prole de Ares rir também, forçado e meio sem jeito. Ficaram se encarando por longos segundos, agora começava a entender porque Apolo parecia tão envolvido com aquela garota. — Eu sabia que você não era “normal”. — Disse fazendo aspas com os dedos. — É do acampamento, hm? Apesar de discreta, posso perceber isso. Me diga, o que quer? — Lauren observou-a se sentar delicadamente, trazendo a barra do vestido que usava para frente. A olimpiana arqueou as sobrancelhas e franziu o cenho, soltando uma risada anasalada ao cruzar os braços sobre a pequena mesa de mármore.

Comprimiu os lábios lembrando-se de Apolo suplicando sua ajuda e internamente gargalhava como se doesse a barriga. Passou cerca de 40 segundos a encarando, tentando entender como a jovem teria assim tão fácil descoberto sua prole. E no final, decidiu ser simples. — Que estranho, por acaso estuda sobre o mundo olimpiano? — Perguntou lembrando-se de fechar o livro e guardá-lo dentro da jaqueta que vestia. — Não, não, deixa quieto. — Falou balançando a cabeça em negativo. Seus olhos encontravam-se semicerrados e o clima de suspense instalou-se sobre as duas. — Como pode fazer essas suposições? — Elena questionou Lauren, sua voz transparecendo o quanto estava desconfortável com a situação, a semideusa pôs as costas no encosto da cadeira incômoda e abaixou o olhar, dando de ombros. — Eu ainda não entendi o que quer aqui… — Não era realmente nítido, mas nos segundos que passou a observar Elena, algumas características suas transpareceram mais do que deviam. Como demônio de Nyx, Lauren podia ver a alma das pessoas através dos seus olhos. De acordo com a sua primeira suposição, por Elena poder enxergar o mundo olimpiano como realmente é, provavelmente a jovem era a reencarnação de Helena.

Horas mais tarde...

— O que pretende fazer? — Na maior cara de pau, a prole de Ares alternou o assunto e sorriu simpática. “Ela quer ser bióloga e aparentemente não está afim de distrações… Mas Lauren, eu sei como você é convincente nesse assunto. Então faça isso por mim.” A imagem de Apolo e a sua voz grossa tomou sua mente, fazendo a mesma fechar os olhos. — Pretendo ser bióloga, sabe? E no momento eu não desejo distrações, como essa que você parece me oferecer. — Se apoiou na mesa e apontou para as duas com o dedo indicador, inclinou depois o seu corpo um pouco mais para frente, irritada o suficiente para fazer Lauren erguer os braços em forma de rendição e rir sem graça da situação. — Posso perceber porque Apolo se encantou por ti… — A determinação e a notável independência de Elena eram um dos motivos pelos quais Apolo havia se encantado e estava se tornando um dos motivos para Lauren insistir tanto naquela história que não era sua.

— Sabe… ele toca muito bem, é um bom musicistas e lida muito bem com todos os instrumentos. — Disse com certa malícia na voz e riu anasalado desviando o olhar do de Elena. A boca da jovem se fechou e abriu diversas vezes, tentando retrucar o que Lauren havia dito, mas sua indignação e desconforto eram visíveis. — Além disso, “distrações” nos ajudam a nos sairmos melhor nos nossos objetivos, sabia? Não é bom manter sempre a cabeça cem por cento focada, ou ficamos loucos. — Disse por experiência própria, em certa etapa de sua vida, Lauren chegou a enlouquecer por focar-se tanto em um objetivo, perdendo a cabeça também por conta de ambições. A prole de Ares se ajeitou na cadeira e cruzou as pernas, prendendo sua atenção novamente na jovem à sua frente. — Ele pode ser irritante, chato, insistente, mas, no fundo, ele é uma pessoa legal. Tipo, temos nos defeitos, certo? E as qualidades, mas os defeitos sempre se sobressaem em algum momento e temos que aceitá-los, ou podemos ajudar a pessoa a mudá-lo. Qualé, dá uma chance! — Lauren fez o pequeno discurso, quase desistindo de toda a situação e se retirando da cafeteria.

A olimpiana notou uma presença forte atrás de si e sorriu de canto, sabia exatamente quem era. Lentamente virou de costas, apoiando o braço esquerdo no encosto da cadeira e piscou para o grande Deus, ele então tomou a coragem de aproximar-se e puxou uma cadeira. Sentou ao lado direito de Lauren e Elena pareceu por um momento perder os sentidos, encantada com Apolo. Lauren soltou um riso anasalado e ficou encarando ambos, a bola dos dois pareceu se fechar e a semideusa se sentiu como um peixe fora d’água. — Lauren, Elena. — O deus cumprimentou ambas e a prole de Ares apenas correspondeu com um aceno de cabeça. — É, Lauren, acho que posso pensar sobre isso. — A mais jovem falou olhando-o com um sorriso simpático no rosto e o peito da prole de Ares inflou em amor. Eles já se conheciam, claro que já. Era visível no rosto de ambos. Ficou satisfeita em saber que não era única confusa em toda a situação. Como eles terminariam? Lauren não tinha a mínima ideia, mas que uma chance teria, isso era fato.

Estava na hora de partir. A morena se retirou dali discretamente e mesmo em horário de trabalho, Elena passou o restante do dia com o deus olimpiano. Seu objetivo parecia cumprido e mesmo com toda a confusa que o dia tenha se feito, algo bom aconteceu.

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Re: O Místerio de Apolo

Mensagem por Hela A. Deverich em Ter Jan 17, 2017 7:42 pm


Apolo
 ♦ listening Circus with XXX♦ words: 1752 ♦


Hela estava sentada na praia do Acampamento, debaixo da sombra de uma árvore da floresta. O dia estava quente e a garota suava de forma que ficar ali e esperar que a brisa marítima fizesse algum efeito era sua única opção.

Estava um tanto cansada de ficar ali sem fazer nada. As coisas no Acampamento andavam paradas e ela não sabia mesmo o que fazer para sair do tédio. Foi quando ela sentiu que alguém estava parado próximo de si.

A aura era forte, brilhante e ela se viu estreitando os olhos ao virar para olhar quem estava ali. - Mas que diabos você pensa que está fazendo? - perguntou com certa irritação, o sol a estava cegando. - Bem, eu não acho que você deva falar desse jeito com um deus.

A garota se colocou de pé, olhando-o de cima a baixo. - Ah... - torceu a boca em desagrado. - O que você quer? - o deus tirou os óculos de sol, se aproximando da garota como se fosse lhe contar um segredo, Hela recuou alguns passos, aquele cara parecia estar em um estado febril e o dia já estava quente o suficiente longe dele. - O que houve? - ele perguntou ao notar que ela, novamente, tinha uma certa distância dele. - Não preciso que você me frite, se eu posso ser sincera, nem gosto de sol. Pode me dizer o que quer daí mesmo.

- Tudo bem, sei que você prefere as trevas, mas também não precisa me magoar. E, além do mais, o que a faz pensar que eu quero algo de você? - perguntou com a testa franzida. - Vocês, deuses, só procuram a nós, semideuses, quando querem algo. Então, pode ir falando.

- Certo, certo. Você me ajuda a conseguir uma garota e eu te dou recompensas por isso. - ergueu as mãos em "sinal de rendição" ao que Hela deu uma risada baixa. - Você não deveria pedir ajuda para algum filho de Afrodite? Ou Eros? Ou qualquer pessoa que tenha uma vida romântica bem sucedida?

- Hm. Talvez você tenha razão. Mas soube que você tem uma lábia tão boa quanto as dos filhos de Hermes. Além do mais, você tem uma aparência bem agradável. Talvez ela lhe dê ouvidos. Ela pode ver as coisas. Digo, como elas realmente são. - Hela cruzou os braços. Aquilo parecia estar ficando cada vez mais complicado. - E eu posso saber o nome da garota que te deu um chute na bunda? É uma garota, não é?

- Elena. Sim é uma garota, ora! Isso são modos de falar com um deus? - Hel deu de ombros. - Se você ouviu mesmo falar de mim, deveria saber que respeito não é um ponto forte meu. Ao menos, não quando eu não acho conveniente. Mas, tudo bem. Eu estou entediada. Acho mesmo que te ajudar pode resolver isso.

- Não aja como se não estivesse fazendo isso porque tem um bom coração. - ele disse numa tentativa falha de fazer piada. - Eu não tenho. Diga-me... aonde eu devo ir?

Ele lhe passou o endereço do local onde a garota trabalhava e deu algumas instruções de abordagem que entraram por um ouvido de Hela e saíram pelo outro. A garota tinha seus próprios meios de conseguir as coisas e, visto que os de Apolo tinham falhado miseravelmente até o momento, ela preferia fazer de seu próprio jeito.

A garota sabia de suas habilidades com animais caninos e se viu no meio da floresta chamando por um cão infernal. Não demorou muito para que um aparecesse, a despeito do que pensassem, ela sabia que ele não atacaria. Ao menos, não a ela. Montou nas costas do cão e ordenou ao mesmo para onde deveria leva-la. Obviamente, não era um cão muito evoluído, uma vez que a estava obedecendo.

Ele corria a uma velocidade que seria o suficiente para ela estar em NY em umas duas horas. Usava um sobretudo para cobrir a espada, que ela levava por via de dúvidas, afinal, não eram só semideuses que podiam ver o mundo através da névoa.

Assim que chegou próxima ao centro, parou com o cão em um beco próximo ao Café onde a tal Elena trabalhava. Passou a mão pela cabeça do bicho com certa calma. - Eu logo volto. Não precisa ficar tão agitado. Pode ficar quieto aqui, sim? - sua voz era gentil, um tanto quanto calma enquanto ela simplesmente olhava ao redor. Ninguém parecia olhar na direção daquele beco.

Saiu em direção ao café, andando em passos largos e rápidos sem muita hesitação. Entrar naquele lugar fez com que uma sineta tocasse quando ela abriu a porta. Entrou, olhando ao redor com certa desconfiança. Podia sentir o cheiro de cafe de todos os tipos tomando conta daquele ambiente até seu estômago se revirar. Merda. Ela, definitivamente, odiava café.

Aproximou-se do balcão e notou que a garota de cabelos escuros e olhos de um cinza muito peculiar a observava. A garota era extremamente intuitiva, o que fez os olhos de Hela ganharam um tom de azul arroxeado extremamente escuro. A menina pareceu assustada e começou a caminhar por entre os outros funcionários, pedindo desculpas.

A necromante era capaz de sentir diversos olhares sobre si. Sabia qual caminho a menina estava tomando. O beco ao lado do café. Onde Hela deixara o cão infernal. Merda. Bufando, ela saiu da loja, indo até o local. A garota recuava do cão que rosnava e avançava contra ela, até que, por fim, acabou esbarrando em Hela, emitindo um grito alto. - Ei. Calma aí. - a asiática disse com certa serenidade, vendo o cão se afastar. Segurava com firmeza no braço de Elena que tentava a todo custo se afastar.

- Olha só. Nem todo mundo quer te matar. Então relaxa aí. - dessa vez a fala fora dirigida até a garota de passou os olhos de Hela para o cão. - Ele não vai te machucar. Só se eu pedir. E eu não tenho porque pedir se você não tentar me matar.

- Certo. - ela pareceu um pouco transtornada. - Você... quem é você? - a morena a soltou, tirando a mão do cabo da espada para estendê-la à Elena. - Pode me chamar de Hela, Elena. - sussurrou, olhando para o céu. Maldito sol. - Suponho que você saiba o que eu sou.

- Sim, eu sei. Mas o que está fazendo aqui? - agora ela havia assumido uma postura durona, a qual Hela continuava reagindo com calma. Elena deveria ter poucos mais de vinte anos, era esguia, bonita, a pele era levemente bronzeada. - Diga-me... o que acha do sol, Elena?

- O que? - ela pareceu confusa, antes que sua postura voltasse a tentar dizer "não estou com medo", embora os olhos, agora vermelhos, de Hela, facilmente entregavam o que se passava com a garota. - Olha, eu não vou te enrolar. O deus do sol... - disse com certa ironia. - Eu posso dizer que aquele cara tá meio caidinho por você. Mas ao que parece você sabe o que ele é e não quer cair nos truques dele.

- Eu sei o que eles fazem. Eles fazem crianças como você. - murmurou baixo, um tanto irritada. - Então você não é como eu? - a prole da magia perguntou suavemente, um sorriso sagaz brincando no canto dos lábios. - Eu não... eu só... - ela pareceu não saber responder. - Como sabe de crianças como eu se você não é assim? - a voz de Hela era carregada de curiosidade.

- Minha mãe. - disse com voz baixa, em um murmúrio. - Ela era uma de vocês. Filha de Atena. - aquilo explicava a cor dos olhos de Elena. - Então... o seu pai...? - a necromante se encostou na parede, olhando ao redor por um segundo antes que seus próprios olhos adquirissem um tom cinzento graças a tristeza alheia. - Ele era mortal. Meu avô me criou desde que eu consigo me lembrar... ele... ele disse que uma coisa dessas matou os dois. - Elena apontou o cão infernal.

- Não se preocupe. Ele não vai te fazer mal. - murmurou para a mesma. - Você tem algum poder? - ela negou com a cabeça. - Eu só vejo... vejo as coisas como são. - Hela assentiu. - Sabe... nem todos os deuses são tão... - deu de ombros. - Você só pode... pode tentar. Apolo é um cara legal, ao menos é o que dizem. - não desviou o olhar do de Elena. O contato visual era fixo. - Por que não tenta ao menos... sair com ele? - deu de ombros levemente.

- Tudo bem, eu acho. - murmurou a garota. - Eu preciso voltar ao trabalho agora. - ela começou a se afastar, voltando para dentro do café. Até que fora fácil. Tão fácil que Hela se perguntava o que Apolo havia feito que repelira a moça.

Sentiu que alguém estava atrás de si. - Você tentou fazer um dos seus poemas para ela? - perguntou com calma, ainda de costas para o deus. - Eu fiz, é claro. Tem uma maneira melhor de conquistar uma garota?

- No seu caso, seria melhor se a gente não tivesse que... ouvir um de seus... - ergueu uma das sobrancelhas, dando uma leve risada. - Ao menos ela aceitou sair com você. - afastou-se do dele, subindo nas costas do cão que rosnou para Apolo. - Considere-se com sorte. Em geral, eu poderia ser o pior cupido que você escolheu.

- Você quer que eu agradeça? - ele perguntou, parecendo surpresa. - De forma alguma. Eu quero é que ela me perdoe. Eu vou ficar aqui até você vir busca-la. - disse com calma, ficando imóvel enquanto às horas passava. Apolo havia sumido e, quando o sol já estava para se pôr, ela pôde vê-lo reaparecer na porta do estabelecimento. Parecia ter comprado flores para dar de presente para ela.

A necromante riu baixo, olhando-os. Notou um rápido olhar do deus em sua direção, assentindo rapidamente. Elena era doce. Embora se fizesse de durona, tinha uma aura bondosa, o que fazia Hela pensar se não era aquilo que atraíra Apolo até a garota.

Ficou ali, parada até ver o deus desaparecer com a garota do alcance de sua vista. - Nós já podemos ir para casa. - disse ao cão, dando algumas batidinhas em sua lateral. Ela conseguira. Apolo tinha conseguido sua garota.


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Re: O Místerio de Apolo

Mensagem por Alexis C. Chwe em Qui Jan 26, 2017 11:38 am


Wait, my daddy wants to date? — ☀
SOLO + APOLO & ELENA (AS NPC). - WHERE: NY

Aquele dia não havia começado nada bem para Alexis, incluindo a noite de sono – ou a falta dele – que a fez ficar com uma crise de mal humor. Era difícil ver a menina assim, mas quando algo a perturbava e deixava a pequena prole do sol inquieta, ela sempre ficava em silêncio, totalmente imersa em seus próprios pensamentos. Estava tomando café quando algo ainda mais estranho do que o seu sono sendo tirado aconteceu, em um relance ela pensou ter visto um brilho forte a atraindo para a porta do pavilhão de refeições – como se a chamasse para fora. Murmurou baixo consigo mesma, evitando os olhares preocupados de alguns dos seus irmãos e evitando pensar sobre o assunto, já que eles podiam se comunicar sem palavras. Foi aí que ouviu uma voz chamar-lhe em sua mente, a fazendo pular do lugar que estava sentada e ficar em pé, largando a colher dentro de seu cereal.

“O quê?” perguntou em tom alto, chamando a atenção para si de forma que confusa a Chwe sentou-se novamente, brincando com a colher e sentindo-se envergonhada com a situação.

Por aquele momento tudo pareceu quieto, participou de algumas atividades e até alguns treinamentos, de forma que logo após o almoço já se sentia bem-humorada. Bem, estava daquela forma até que, em meio a uma leitura calma em uma parte próxima a floresta, teve imagens muito claras sobre seu sonho daquela noite expostas em sua mente, entrando quase que em um novo ambiente onde revia tudo aquilo, dessa vez prestando atenção nos detalhes da mensagem.
Lex viu uma flor bonita desabrochando à luz do sol, logo em seguida a cena mudou para uma pomba – símbolo de sua avó – voando em direção ao pôr do sol e no mesmo momento uma nova cena mostrando as luzes recém acesas da entrada de uma cafeteria onde parecia ser Nova York. Com uma sensação de calor aconchegante, Alexis sabia de onde havia vindo aquilo, mesmo que não soubesse o que significava. Apertou os olhos e respirou fundo, sentindo uma mão em seu braço e a mesma voz que falara no café da manhã a chamar.
“Pai?” questionou baixinho, abrindo os olhos e, então, notando que não estava mais onde se encontrava minutos antes. À sua frente havia um jovem sorridente, a aparência por volta de vinte anos recém completos, a pele reluzente e os cabelos loiros brilhosos. Com aquele sorriso, mesmo sem tê-lo visto, ela teve certeza de quem ele era. Piscou algumas vezes ainda o observando confusa e logo suspirou resmungando. “Mwo? ... Woah... Acho que eu ‘tô dormindo de novo”.

“Não, não está.” ele respondeu em meio à um riso, meneando a cabeça e balançando a mão em frente aos olhos da filha que o olhava estática e surpresa. “Lex?”

“OI? AH SIM. Sou eu, Lex sou eu... Uau...”

Apolo riu mais um pouco, analisando a face da menina da mesma forma que ela analisava sua forma humana. Na verdade a analise do deus era um pouco mais saudosa, talvez curiosa.

“Você realmente ficou bonita como sua mãe.” ele tratou de verbalizar, sorrindo com expressão orgulhosa como se pensasse que aquela ali era uma de suas obras primas. “Eu realmente tenho um dom muito bom”

“Ahn... Obrigada, mas o que o senhor quer aqui? Aliás.... Aonde é aqui?” Questionou olhando em volta, logo reparando que nada do que via era conhecido por si “Estamos fora do acampamento?”
O deus do sol abriu a boca para responder, na verdade começava a verbalizar seus esclarecimentos quando ouviu um grito que nem ele saberia distinguir se era de animação ou de desespero já que sua filha era uma adolescente e ele mal entendia questões de idade e hormônios tão discutidos sobre mortais.

“Pelos deuses, eu estou fora do acampamento!” Alexis repetia, mais para si mesma do que para o deus ao seu lado que a levara para aquele lugar. “Ai não, eu preciso voltar! Eu nem tenho permissão para sair em missão ou seja lá o que isso for, deuses.... Eu posso ter problemas”

“Ei, ei! Calma, Alexis! Eu sou um deus, seu pai, e eu te trouxe aqui porque preciso da sua ajuda! Acalme-se, sim?” pediu o deus segurando a menor pelos ombros, a fazendo olhar para si e respirar fundo. De certa forma achava fofo a maneira como ela se preocupava, mas sua questão era tão importante que não poderia perder tempo, deveria dar-lhe as informações logo para que pudesse ter a ajuda da semideusa.

“Minha ajuda? Do que precisa? Ou melhor: por que minha ajuda?”

Apolo falaria algo, claro que falaria, mas ele simplesmente se distraiu de uma forma muito repentina, os olhos fixos em uma bela moça que passou por eles ao sair de um prédio e foi andando em direção a uma rua movimentada logo a frente.

“Pai? Pai... PAI!”

“Oi? Oi!” ele pigarreou, disfarçando um pouco e fitando a pequena que o olhava curiosa.

“Não me diga que me tirou do acampamento para pedir ajuda com uma mulher...?”

“Na verdade...”

“Uau.” Lex o interrompeu, erguendo os braços e olhando para os céus “A primeira vez que vejo meu pai e ele quer ajuda em uma paquera. Sério mesmo?”

Com uma expressão emburrada e passos firmes – o típico de uma adolescente irritada após uma briga com os pais – Alexis virou as costas e começou a caminhar em direção à rua que vira a tal moça indo. Apolo começou a ir atrás dela em passos mais lentos, logo a chamando enquanto a menina o ignorava.

“Alexis, qual é? Aonde você vai?” perguntou em tom frustrado, totalmente desconfortável com a situação. Era um deus, mas ainda assim tinha que lidar com certas situações por ter escolhido pedir a ajuda logo de sua filha. “Alexis, volta aqui! Eu sou o seu pai! Alexis! EU SOU UM DEUS, VOCÊ TEM QUE ME OBEDECER! Onde você vai?”

Ele havia apertado o passo, mal tinha ideia do porque estava se esforçando como um humano quando era um deus, mas a situação o deixara tão nervoso que nem ao menos pensou em agir como o ser divino que era. Ah, se fosse Zeus em seu lugar provavelmente pulverizaria a criança. Ele era muito paciente ou ao menos assim pensava.

“Pro acampamento! De onde eu não deveria ter saído!” ela parou, gritando em direção dele, pouco antes de alcançar a saída daquela rua – que por acaso parecia mesmo era com um beco.

O deus bufou, observando aquela garota claramente magoada consigo. Ele precisava a convencer de lhe ajudar, não queria forçar um filho mesmo que pudesse fazer isso com qualquer semideus. Infelizmente para ambos Alexis era a melhor escolha dele, ela saberia como o ajudar. Ele via isso nela.

“Não é uma moça qualquer, Lex. Ela não me dá bola e eu realmente estou encantado com ela... É como se... Se ela tivesse uma ligação comigo! Eu senti isso há alguns anos com Dafne, ah como sinto por Dafne.”

“E com Jacinto.” Acrescentou a coreana em voz manhosa, resmungando e fungando com a vontade de chorar que sentia. Ela não esperava muito dele, mas não esperava ter que ajudar em uma conquista. Infelizmente os genes de sua avó a faziam tender para o amor dos outros, bem como sua mãe, e Apolo sabia disso. Sabia que a menina seria atraída por isso.
O deus a olhou e suspirou pesadamente, ela quase teve dó de sua expressão desolada. “E com Jacinto...” repetiu, se aproximando da pequena que assentiu e fitou o chão, limpando o nariz nas costas das mãos. “Olha,” ele começou “eu REALMENTE sei que você esperava um contato depois de ser reclamada, mas agora eu preciso muito da sua ajuda. Se te trouxe aqui é porque só você pode me ajudar”

“E Eros? Peça uma flecha do cupido ou algo assim. Ou um filho dele, quem sabe?”

“Não!”

Com um pequeno riso pela reação do pai a menina assentiu levemente, olhando-o de forma pensativa.

“Certo, eu vou tentar ajudar! Mas eu não garanto nada.”

“Você vai conseguir” o deus afirmou com um sorriso e ela sorriu de volta, erguendo os punhos fechados e movendo os braços para baixo.
“Fighting!” A menina falou animadamente e logo ele riu, a imitando e em pouco tempo eles já estavam na frente de uma cafeteria, a mesma do sonho de Alexis, observando o movimento das pessoas e, principalmente, da tal moça ali.

Lexi analisava bem a situação, olhava as reações dela e abaixava para se esconder sempre que a garota evidentemente mais velha que si olhava para a janela do estabelecimento. É claro que a pequena semideusa achava que estava sendo eficiente, mas tanto Apolo quanto a tal moça sabiam que não. Não demorou muito para que a atendente saísse de seu posto e abrisse a porta da loja, fitando Alexis e Apolo ali, sorrindo para a menor e olhando torto para o deus em forma humana.

“Você vai fazer com que ela fique espionando ou vai trazer a garota pra dentro, Apolo?” a desejada pelo deus falou, fazendo a sua prole olhá-lo de forma confusa enquanto ele assentia como se indicasse que eles logo entrariam.

A garota, que Alexis pode ler o nome Elena no avental, entrou na frente e assim que a porta atrás dela se fechou Lex virou-se para o pai o repreendendo com o olhar.

“Por que não me disse que ela já te conhece? Vocês conversaram? Aish... Você é muito complicado, pai!”

Antes mesmo que o deus pudesse dizer algo a adolescente se levantou, seguindo o mesmo rumo que Elena havia tomado e entrando no local. Apolo a viu se aproximando do balcão e rapidamente a seguiu, mas assim que ele se aproximou dela Alexis o mandou ir para uma das mesas e a deixar sozinha no balcão da cafeteria enquanto olhava a vitrine de cupcakes.
A semideusa observava todos os detalhes a sua volta enquanto fingia olhar os bolinhos, quando Elena se aproximou Lex apontou para um de blueberry e sorriu para a mais velha.

“É esse que eu quero!”

“Ele te trouxe aqui para falar sobre ele?” Elena perguntou de forma direta, pegando o cupcake da vitrine e servindo-o para Alexis que sentou em uma cadeira ali do balcão e a analisou de forma pensativa.

“Depende do que você sabe sobre ele” a semideusa respondeu, passando o dedo no glacê e o provando com um sorriso infantil. “O que ele te falou sobre si?”

“Não precisou falar muito, ele não tem nenhuma aura mortal pra me enganar.” A mais velha deu de ombros, afastando-se minimamente da outra e pegando um dos copos, dando início ao preparo de um chocolate quente.

“Você vê através da névoa?” Lexi a seguia com os olhos, se inclinando para frente curiosa com o que a barista fazia. Mordeu o cupcake de forma distraída, olhando de canto de olho para ver onde o pai se encontrava. As duas deveriam saber muito bem que ele ouvia todo o assunto, mas a Chwe gostaria de ter certeza que ele não se aproximaria antes da hora. Quando seus olhos se encontraram com os de Apolo o tom quase dourado das orbes da forma humana do deus lhe passaram uma confirmação de que ele lhe daria o tempo que quisesse e precisasse, então ela apenas relaxou e voltou a atenção novamente para Elena, percebendo que a mesma também havia olhado para a direção do deus e agora sorria pequeno.

“Chalé 6, filha de Atena. Eu só estou aproveitando que por aqui o meu chefe tem um cheiro insuportável e juntando algum dinheiro antes da faculdade.”

“Eu gosto de filhos de Atena” a menor comentou, colocando o cupcake no prato e sorrindo em direção de Elena que sorriu de volta e colocou o copo de chocolate quente na frente da prole do sol. “Mas minha mãe é filha de Afrodite, gosto mais delas” ela brincou rindo e agradecendo pela bebida, provando e sorrindo.

“Eu estava para falar algo sobre você ser de Afrodite ou filha dele, ainda estou sabendo bem então.” A mais velha comentou, chamando um dos outros atendentes para ajudar um cliente solitário que se aproximava do balcão e logo voltando para Lexi. “Mas posso deduzir que se é filha de uma semideusa você ainda tem algum vínculo com ele, não?”

“Bingo.” A pequena assentiu, logo concluindo que não deveria enrolar tanto. Dentro de si já havia conseguido tudo o que queria saber. “Mas vamos ao ponto: você gosta dele, não é?”

Elena riu e meneou a cabeça, retirando o prato do cupcake que Lex havia acabado de terminar em algumas mordidas pelo momento que passara pensativa sobre como responder aquela pergunta tão direta. “E adianta eu dizer que não pra uma neta de Afrodite?”

“Não, não adianta. Qual é, por que dá foras nele?”

“Eu não posso perder meu foco, pequena... Ahn... Eu não sei seu nome”

“Oh! Desculpe. Me chamo Alexis.”

“Alexis, prazer. Bem, eu não sou do tipo que vá ter um caso com um deus pra ter um filho como eu e perder meu tempo de seguir meus objetivos... Eu sei como pode funcionar, no que pode dar. Há muitos motivos para não deixar que ele se aproxime.”

“Mas há muitos motivos pra deixar que se aproxime. Elena... Pensa menos. Você ainda não está na faculdade, provavelmente vai entrar em breve. Quando estiver estudando eu entendo, mas agora... Você tem uma chance única de curtir algo que você tem aí dentro, tentar relaxar um pouco. Não precisa necessariamente ter um filho com ele, por favor!”

“Tem muito mais do que isso...”

“Elena. Talvez algo que você deva aprender é que nem tudo está nos livros, ok? Eu tenho só dezessete anos e precisei que meu pai me tirasse do acampamento para vir aqui ajuda-lo a te mostrar isso. Você faz o seu futuro, mas os deuses influenciam no seu destino. Nesse caso Apolo está diretamente tentado a fazer algo por você, apenas... Tente. Quebre a rotina, se permita ser uma jovem de vinte anos por uma vez. É típico de crias de Atena, estudar estudar guerra estudar blá blá blá!” Elena riu um pouco e Alexis estendeu a mão, segurando na dela que estava no balcão. “É só um conselho, eu não preciso te forçar a nada ou usar nenhum poder de persuasão em você. Você sabe bem o que quer, não vai ser um sentimento que vai tirar isso de você. Mas você precisa provar pra si mesma que se permitir algumas coisas não é perder o controle da situação.”

“Eu entendo. Obrigada”

“De nada.” E soltando a mão da mais velha, Alexis pegou seu chocolate quente e desceu do banco. “Vou pedir para ele vir pagar. Tem alguns minutos para pensar” Elena assentiu e a menina foi calmamente até o pai, bebericando o chocolate quente e sentando na cadeira de frente para o deus.

“Como foi?” ele perguntou, sorrindo de orelha a orelha.

“Você ouviu tudo. Não faça perguntas bobas, pai.” Apolo riu e se levantou, mas logo que ele fez menção de ir até o balcão Alexis o chamou. “Depois disso posso ir pra casa?”

“Claro” ele assentiu e foi até Elena enquanto Lex os observava conversar.

Não demorou muito a conversa dos dois, mas de longe ela sabia que o resultado era positivo. Na verdade Alexis sentiu-se à vontade para incentivar a moça não por seu pai, mas pelo sentimento verdadeiro que havia nela. Ela sabia que a filha de Atena precisava relaxar um pouco, ela tinha grandes oportunidades na vida, mas não podia dispensar as que não eram regidas pelo raciocínio como se fossem menos importantes. Assim que Apolo voltou ele mostrou o copo de café que trazia em mãos para a filha, que sorriu ao ver um desenho de uma face sorridente e um coração ali. Os dois marcaram um passeio que ele prometeu ser inesquecível e Alexis esperava que fosse bom para a outra semideusa.
Voltando para o lugar onde haviam aparecido Lex fitou seu pai que sorriu para ela e abraçou seu corpo, sabia que não o veria novamente tão cedo, então apenas sorriu pequeno e fechou os olhos, já estando de volta ao acampamento com seu livro quando os abriu. Viu no horizonte o sol se pondo e ajeitou suas coisas caminhando em direção ao chalé com uma sensação boa e calorosa no peito.








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Re: O Místerio de Apolo

Mensagem por Simon Montgomery em Sab Jan 28, 2017 1:44 pm

The First of Many

O que aconteceu?

- Mas me conte, como o Deus da poesia não consegue conquistar uma garota? – Simon perguntou rindo. – Você deveria conseguir conquistar quem quisesse. – Olhou para o deus que dirigia seu carro vermelho em direção ao café onde conheceu a garota de seus sonhos.
A alguns minutos atrás, Simon e Febo tinham falado com as ninfas para que elas cuidassem do orfanato que iria abrir no Olimpo, elas haviam adorado a ideia, gostavam muito de crianças, então iriam cuida-las com muito amor e carinho e lhes ensinar tudo que possivelmente gostariam, afinal, eram os deuses do amor.
Os dois conversaram bastante, descobriram várias coisas em comum, o único problema entre eles, surgia na constante mudança de personalidade de Simon, alternando bruscamente em alguns momentos, como agora que repentinamente ficara entediado após perguntar-lhe a história toda e arrepender-se amargamente.
- Depois que eu a conheci, não consegui olhar para outras da mesma maneira. – Recitou o Deus e continuou com a mesma narrativa. – Apenas sei que junto dela quero estar, a frente de uma lareira. – O Deus luz da verdade, as vezes arriscava umas rimas durante suas conversas, demonstrando um pouco de seriedade e comprometimento nesses casos.
- Você já a chamou para sair? – Perguntou o garoto, ainda entediado. – Digo, ela poderia aceitar e te poupar de fazer algo muito grande.
- É claro que já a chamei, mas ela nunca aceitou, nunca me deu uma chance. – Respondeu desanimado.
- Então teremos que mudar um pouco a direção. – Disse o jovem enquanto pensava no que fazer.
Primeiros sinais!

- Bom dia, eu gostaria de um cappuccino com chantili. – O garoto pediu a garçonete que estava atendendo atrás do balcão envernizado em tons não muito escuros. – E mais uma coisa. Meu amigo gosta de você. – O garoto se apoiava no tampo do balcão com o cotovelo.
- Me desculpe, eu não estou disponível. – Respondeu a garota de cabelos escuros enquanto começava a preparar o cappuccino.
- Não vejo nenhuma aliança. Por que não pode dar uma chance para ele? – Encarou-a de modo curioso.
- Primeiro, por que eu tenho que me focar nos estudos, segundo, por que ele não veio pessoalmente me convidar para sair e terceiro, por que se eu fosse querer ficar com alguém, eu já teria aceitado o convite de um homem em especial que veio aqui, mas não quero, então não. E por favor, a fila está crescendo. – Disse ela entregando o copo de isopor ao garoto.
Simon aprendeu em sua infância a se retirar nos momentos certos, e esse era um deles. O garoto se afastou do balcão bebericando seu cappuccino indo em direção a porta de vidro. Do lado de fora esperava o Deus encostado em seu carro, com as duas mãos apoiadas na porta do conversível.
- Precisamos rever nosso plano, mais tarde nos encontramos aqui para falar sobre isso. – Disse o garoto decepcionado consigo.
Pouco mais tarde, no mesmo dia, encontraram-se dentro da cafeteria, o semideus tomava novamente seu cappuccino enquanto o Deus bebia café forte, ambos em xícaras de porcelana sentados em uma mesa circular no centro do estabelecimento.
- Diretamente, não funcionou, indiretamente também não, qual vai ser nossa próxima tentativa? Rufem os tambores... – Ele fez um gesto com as mãos e um som que sugeria um verdadeiro tambor, mas o deus da fez soar sobre a mesa algo que realmente parecia um tambor, fazendo com que o garoto perdesse o ânimo.
- O que?! Você pediu... – Disse o Deus ao perceber que o garoto o encarava chateado.
- Era... Esquece! Vamos faze-la te notar. – O garoto disse criando um sorriso desafiador. – Bem, você vai usar o poder de sedução e romantismo que tem em si para chama-la para sair novamente, assim que ela vier a nossa mesa.
- O único problema é que já foram três pedidos de maneiras diferentes, por que essa será diferente? – O Deus parecia confuso e inseguro.
- Por que dessa vez eu estou aqui, irei perceber os sinais e você finalmente irá conquista-la. – Falou confiante de que dessa vez daria certo, até que os eventos desenrolaram:
- O senhor pediu um café expresso, certo? – O homem não era muito humano, mas névoa deveria acobertar isso.
- Sim, claro. – Disse o homem olhando para Elena. A garota serviu o copo do homem, vidrada em seu olhar, furiosa, como se soubesse que por trás daquele chapéu existisse algo que não poderia ser humano. – Eu ganho algum brinde? – Disse aquela coisa que o garoto não consegui identificar o que era. A garota virou a jarra em cima do colo dele, fazendo o homem se levantar.
- Nunca mais insinue nada desse tipo seu ciclope imundo. – A garota disse baixinho, mas o homem ignorou olhando para os lados achando que alguém poderia ter a escutado.
O jovem percebeu que se tratava de um ciclope, quando ele deixou o dinheiro em cima da mesa e fugiu, quase como se o calor do café não o incomodasse e devido ao único olho que ele tinha no meio da testa.
A garota limpou a mesa assim que ele saiu. O banco de estofado que o homem estava sentado, teve que ser retirado, a fazendo passar um bom tempo na cozinha conversando com seu chefe.
O garoto se perguntava como ela poderia saber sobre aquilo, como ela poderia ver através da névoa, era quase impossível uma humana normal adquirir essa habilidade, o único caso que ouvira até hoje, fora o que Rachel, uma Oráculo de Delfos.
- Acho que podemos adiar isso, não podemos? Você devia voltar ao acampamento e eu te busco amanhã. – O Deus estava um pouco assustado com o acontecido.
- Acho melhor mesmo. Não é uma ideia muito boa mexer com ela hoje. – Respondeu Simon atordoado.
Ambos saíram da cafeteria em silencio e permaneceram assim até a chegada no Acampamento Júpiter. Simon cortesmente se despediu de Febo e foi para a biblioteca de Nova Roma, procurar algo sobre o ocorrido, algo que talvez ele não soubesse.
Um segredo de Milênios.

Simon passara bastante tempo dentro dá biblioteca pesquisando seres e outras coisas, algo que pudesse dar alguma pista sobre o que essa garota era, mas não havia encontrado nenhuma pista sobre isso, apenas adquirira mais perguntas que precisava encontrar respostas.
O garoto fez ronda pelo perímetro durante a noite, ainda pensando sobre tudo que estava acontecendo. Mesmo com o raciocínio rápido dele, as palavras chaves não vinham a mente para que ele pudesse formar palavras. Seria algum ser unicamente grego? Mas qual?
Durante a manhã, ele havia dormido pouco, mas havia comentado com o Deus que sairiam as 08:00 e que ele iria pedir permissão a pretora, ela não devia recusar um pedido direto do Deus. E como dito, o Deus estava lá na hora certa, com o carro na frente do alojamento e lixando suas unhas.
- Bom dia, preparado para conseguir um encontro com a garota? – Simon disse adentrando o carro, pouco antes de Alice pousar em seu colo.
- Bom dia, estou mais do que pronto, no que você pensou? – Simon acariciou a cabeça de Alice que olhava curiosa para Febo.
- Será uma longa conversa com ela, então ela deve aceitar sair conosco, e ai você conseguirá um encontro. – O rapaz disse em resposta. – E você garota. – Ele voltou-se para o pássaro. – É meus olhos e ouvidos aqui no acampamento, qualquer coisa que acontecer, você deve me informar, imediatamente.
Para um corvo falante, Alice era bem tímida, falava poucas vezes, na maioria quando ela estava apenas na companhia de seu mestre. Alice bateu suas asas e como forma de rebeldia, acerou o rosto de Simon por não a deixar ir junto, em seguida desapareceu no céu para observar o território.
Os dois traçaram seu plano perfeito durante a viagem, enquanto Simon o explicava o porquê e como fazer funcionara. Em teoria era tudo muito fácil de realizar, embora essa garota não fosse puramente teoria.
- Eu... – Pausou o Deus na presença da moça que havia perguntado o que gostaria de beber. – Eu gostaria de um Latte... – O homem estava mais tenso que o normal. – Na verdade, vim por que precisava falar com você.
- Ótimo, olha, eu não estou disponível. – A moça disse educadamente para o homem.
- Não, não é isso, é que eu sei que você vê... – Ele disse em um tom mais baixo, enquanto Simon aguardava em uma mesa ali perto, escutando a conversa e tomando café expresso.
- Vejo o que? O que quer dizer com isso? – A moça parecia realmente confusa.
- Os monstros... Eu escutei você falando outro dia, você os vê. – Ele sussurrou.
- Eu saio as 12:00 e hoje eu folgo a tarde, venha me buscar e conversamos, agora tenho que ir trabalhar. – A garota parecia desesperada quando passou pelas portas de empurrar que iam em direção da cozinha.
- Primeira parte, funcionou! – Disse Febo todo sorridente enquanto se aproximava do jovem semideus.
- Agora vamos para a segunda parte. – Simon levantou-se e ambos saíram pela porta para esperarem até a moça sair do serviço.
[...]

Elena parecia outra pessoa quando passou pelas portas de vidro. Sem o avental ela era ainda mais bela, estava usando uma saia dourada até os pés, uma blusinha tomara que caia de cor branca e brincos de argola prata. Realçando sua pele morena clara e seus olhos verdes.
A garota se aproximou do carro, do Deus do sol, sentando-se no banco da frente, enquanto Simon se recostava no banco traseiro e Febo a cumprimentava com um sorriso.
- Vamos para um restaurante aqui perto, espero que não se importem, eu já fiz a reserva de uma mesa. – Disse ela por fim.
- Tudo bem. – Respondeu Febo que acelerou o carro e seguiram pela rua, por algumas poucas quadras, até chegarem a um restaurante de fachada azul e com o nome escrito em neon “Nilo’s Fast”.
Sentaram-se do lado de fora do estabelecimento que era decorado com diversos deuses de mitologias diferentes. O cardápio possuía comidas com nomes de lugares, pessoas e outras coisas mitológicas, mas optaram pelo tradicional “x-burguer com fritas” que eles ofereciam como “A deusa picada”.
- Olha, eu não sei quem são vocês, não sei o que querem, mas eu aceitei vir apenas para dizer a vocês para me deixarem de fora dos assuntos dos deuses. – A garota falou em voz baixa e claramente estressada.
- E eu vim, apenas para perguntar como você consegue enxergar através da névoa. – Disse Simon em resposta de modo a tentar parecer indiferente, mas sem muito sucesso.
- Vocês não são egípcios? – Ela tornou a perguntar mais calma.
- Egípcios? Não, somos romanos. – Disse Febo com o olhar interessado.
- Espera, vocês estão me dizendo que os Deuses Egípcios ainda existem? – Simon ficara realmente confuso dessa vez.
- Claro que sim. Achou que só romanos existiam? – Disse a mulher direcionando o olhar para Simon. – Antes da deusa de vocês roubar meu lugar, eu era a deusa do amor.
- Qual o seu nome? – Perguntou o filho de Trívia. – O verdadeiro nome.
- Eu sou Hator, ex-deusa do amor, da beleza e da música, mas abandonei o meu posto quando os outros deuses assumiram. – A calma estava nítida, agora ela não precisava mais se preocupar com os dois. – Por isso não posso me relacionar com humanos, seria um erro.
Um cântico invadiu a mesa, era uma canção criada por pássaros, o garoto, Simon, apenas observou o homem cantarolar, enquanto Hator, respondia com outro cântico, o mais bonito que já vira. Sua missão estava completa, eles haviam adquirido a própria sintonia, agora era apenas questão de tempo até que ela caísse de amores pelo deus do sol.
Simon levantou-se e afastou-se da mesa enquanto os dois conversavam. Ela ria e mexia em seus cabelos, até que Simon dobrou a esquina e os perdeu de vista. O garoto pegou um táxi até o metrô mais próximo, para retornar ao acampamento e recebesse as boas notícias pelo deus.
Sometimes, we need change our history.
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Re: O Místerio de Apolo

Mensagem por Helena Rodis Katsaros em Dom Jan 29, 2017 11:25 pm

A marca de Athena
O segredo dos deuses
Os olhos da semideusa estavam pousados distraidamente sobre o jornal. Realmente não estavam lendo coisa alguma. Em sua mão direita, um copo de café fumegante para completar o disfarce. Não sentia-se segura ou confortável fora do Acampamento assim. Estando exposta demais a qualquer ataque que pudesse recair sobre ela. Ainda mais não estando em uma posição fácil para se defender. O por quê ela estava ali? Era uma longa história, que envolvia um deus apaixonado.

“Era uma noite rara, onde Helena dormia. Havia treinado bastante nos últimos dias, e saído em missões pequenas com os ceifadores, por isso precisava repousar a cabeça e o corpo por algumas horas. Suas juntas e músculos doíam. Seus braços, levemente arranhados e seu cabelo chamuscado. Queria ter sonhos tranquilos, ou sonho algum, já que sempre algum deus se intrometia neles. Respirou fundo e limpou a cabeça de pensamentos.

Sentiu o sono a puxar como se tivessem cordas invisíveis. O corpo ficando mais pesado, a cabeça também. Hypnos, seu tio estaria a abençoando naquela noite. De início, teve sonhos dispersos e sem nexo, lembranças das missões recentes. Mas tudo começou a mudar em uma nuvem estranha. O sol começou a raiar forte, fazendo sua visão ficar prejudicada. Não se dava bem com o dia e com o Sol. Uma canção de Harpa tocava ao fundo, como um som ambiente. Helena então se deu conta que estava na presença de algum deus. — O que esses malditos querem agora. — resmungou baixinho, rodando nos próprios calcanhares.

— Helena de Tróia. Uma bela mulher, com grandes catástrofes em suas costas. Uma beleza inigualável, devo dizer. — a voz era desconhecida para a semideusa, que não reconhecia de onde vinha realmente. — Você não se difere dela, semideusa. Em questão de beleza. Só tem um coração duro demais. — voltou a dizer, tornando-se um vulto em meio à fumaça. A figura de um homem alto, loiro e bronzeado, com porte atlético, arrancaria suspiros de qualquer uma que não fosse Helena, que manteve-se impassível. — O que quer, Apolo? — disse firme.

O deus do Sol não pareceu se abalar com a frieza da semideusa, talvez conhecendo assim sua história e progenitura. — Você já se apaixonou, Helena? — ele começou, com uma pétala de rosa nas mãos, distraído. A morena segurou-se para não fazer bobeira diante ao deus. —Nem pretendo. — respondeu ríspida. — Eu já me apaixonei por muitas pessoas. Homens, mulheres, deusas e deuses. Mortais ou imortais. Nenhuma até hoje me rejeitou. A minha beleza e presença sempre conquistaram a todos. Minha boa lábia, até meus poemas e canções. Mas, uma com seu mesmo nome, tem me rejeitado. — sua voz era mansa, e bem triste.

—Comovente. — Helena tentou virar-se para retirar-se do lugar, mas seus pés ficaram presos. Respirou fundo. — Elena, o nome dela. Uma moça simples, que trabalha em um café de Nova York. Os cabelos escuros, os olhos amendoados e a pele levemente bronzeada. Muito parecida com a de Tróia. Mas com uma personalidade imutável e impassível. — suspirou novamente o deus. A prole da Morte apenas o olhava, sem esboçar reação alguma, mesmo querendo suspirar de pena.

—E o que uma filha de Thanatos pode fazer por você? —mórbida novamente, frustrada por ter sua noite de sono tão esperada com aquela baboseira. — Eu já entrei nos sonhos dela várias vezes, sabe? Dei presentes. Declarações, músicas e canções. Prometi tantas coisas, porém nada tira da cabeça dela o sonho futuro de faculdade. Biologia, acredita? Ela está trocando um deus fabuloso por uma faculdade. — seu semblante era realmente triste e desanimado. Talvez ele estivesse assim não por estar realmente apaixonado, mas pelo fato de estar sendo rejeitado.

— De novo, o que eu posso fazer? Estava tentando descansar, sabe? — impaciente, Helena jogou os ombros para trás. — Bem, Helena. Queria sua ajuda pra convencer ela a ficar comigo. Já que vocês possuem nomes iguais, devem se entender. — e a menina não acreditou no que ouviu. — Sério, Apolo? Não poderia ter chamado uma filha de Afrodite ou Eros? Eu sou filha de THANATOS. Não sei se sabe, amor e essas coisas não correm em minhas veias. Se quisesse que eu ceifasse ela, seria útil. Mas pra isso, não. — soltou as palavras como uma enxurrada, não lembrando assim que ele era ainda um deus.

—Eu estou mandando você, semideusa. Não queira ver minha fúria. Não queira que minha ira caia sobre ti. Sua vida e morte não seria lembrada por ninguém. Ninguém encontraria seu corpo para um funeral. Seu nome não estaria em canções. Você apenas se tornaria pó. — então Helena arrepiou-se, ao sentir a veracidade das palavras dele. Permaneceu em silêncio por alguns segundos, relutante. Até que cedeu. — O que devo fazer?


A semideusa virou a página do jornal, bebericando mais do café e olhando de soslaio para sua quase xará. Elena era realmente muito bela, e concentrada em seu trabalho. Arrumava mesas, recebia os pagamentos, anotava pedidos. Um exemplo de empregada. Porém algo em seu olhar fazia uma desconfiança boba brotar no peito da ceifadora. O sol estava se pondo, e dali alguns minutos o expediente acabaria. Estava observando seus movimentos e sua rotina. Não sabia ainda como abordá-la, já que normalmente abordava mortais com a foice em mãos e em questão de segundos sua alma amolecida estava em seus braços.

— Olá. Ahm. Elena? — a semideusa tentou ser simpática, dado um sorriso quase sincero. Não trazia nada nas mãos enquanto a garota guardava as coisas dentro de uma mochila, pronta para ir. Os seus olhos amendoados a fitaram com interesse, semicerrando de forma desconfiada. —O que uma semideusa quer comigo? — revirou os olhos parecendo levemente irritada, começando a caminhar.

Helena de início ficou perplexa. Como a reconheceu? Como sabia o que a ceifadora era? Não tinha conhecimento que um semideus podia reconhecer outro assim. O que essa garota era afinal? —Hey, hey. Como sabe que sou uma semideusa? Quem é você afinal? — intrigada, puxou a garçonete pelo braço, a fazendo parar. — Sou uma garçonete. O que quer de mim? — parecia cansada de tudo aquilo. Talvez Helena não fosse a primeira semideusa a abordar a garota. —Olha, eu queria tanto estar aqui quanto você. Mas estou sendo... coagida a fazer isso. A dizer o quanto Apolo está sofrendo por sua rejeição. — teve que usar as palavras certas para não receber um raio na cabeça. As feições dela ainda exalavam cansaço, desanimo e impaciência. —Olha. Eu não quero nada disso pra mim. Não posso, entende? Eu tenho que viver minha vida normalmente, sem tudo isso me pesando a cabeça.  Quero viver minha vida normal, ok? — ela virou-se, saindo.

A morena ficou extremamente desconfiada com as palavras e atitude da garçonete. Por que insistia em dizer sobre uma vida normal? Com isso, decidiu segui-la, sem ser vista, puxando sua capa da mochila e vestindo sobre o corpo. Também liberou suas asas, sentindo a leveza espiritual das mesmas com a liberdade, alçando voo sobre os transeuntes. A garçonete andava apressada, como se estivesse atrasada para algo. Seu olhar sempre sendo lançado em todas as direções, buscando ter certeza não estar sendo seguida.

Não morava muito longe dali. Um prédio simples, com a tinta descascando e poucos andares. Helena ficou sobrevoando o prédio até achar qual quarto a mulher residia, sendo um assim do segundo andar. Teve sorte ao ver a janela aberta. Ficou alguns minutos vendo-a separar cartas e tirar as roupas. Até naquele momento, tudo normal. Tirando o fato que nos minutos seguintes, sua pele começou a derreter. Exatamente como água, escorria pelo corpo dela até o chão, revelando uma pele verde e asquerosa por baixo. Seus cabelos também caíram, dando lugar a uma careca grotesca. Suas unhas cresceram, seus dentes alongaram-se. Elena era um monstro.

[...]

—Apolo. — a semideusa cumprimentou, ao ver o mesmo deus bronzeado chegar em seus sonhos. Demorou uma eternidade para conseguir pegar no sono, mas não sabia outra maneira de o contatar. — E então? — estava apreensivo, nervoso e ansioso. Helena retorceu o rosto e franziu os lábios. — Olha. É complicado. A menina não é quem você pensa que é. Ela me disse que queria uma vida normal. Faculdade, e tudo mais. Porque ela é um monstro, Apolo. — disse com cuidado, apreensiva com a reação do deus.

— U-um monstro? C-como, se ela tem a doçura do mundo todo nela? — confuso, ele andava de um lado a outro. —Olha, ela é um monstro, ok? Eu vi sua pele descamando e ela mudando. Porém, creio que está sendo verdadeira ao tentar ser uma pessoa normal, viver como uma mortal normal. — quem não queria? Helena mesmo estava sempre farta de todo esse jogo dos deuses com a humanidade. — Se você gosta realmente dela, da essência dela, poderia tentar ficar com ela. Mostrar a ela que você não se importa com aparência. — mesmo que grotesca.

Helena não sabia de onde tirou tudo isso, mas queria ajudar Apolo e se livrar disso tudo o mais rápido possível. —Talvez se você mudasse a aparência e ficasse igual ela, desse certo. — deu de ombros, vendo os olhos dele brilharem.

[...]

Helena observava novamente invisível da janela, um deus apaixonado transformado em uma criatura grotesca, receber a amada. Não conseguiu entender quais sentimentos estavam envolvidos, e as razões de fazerem aquilo. O porque aceitar alguém assim ou vice-versa. Talvez só quisessem ser felizes.


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Re: O Místerio de Apolo

Mensagem por Vênus em Ter Jan 31, 2017 4:47 pm





AVALIAÇÃO
A forma de avaliação irá seguir o modelo abaixo:
Trama e Enredo, forma que resolveu o problema (Historia) – 2.000 XP
Escrita: Gramatica, erros, pontuação, coerência, concordância – 1.000 XP
Realidade da Postagem – 1.000 XP
Criatividade, estratégia em combate e desenvolvimento – 1.000 XP
Bônus: (Dado a quem merecer xp a mais por algo em que se destacou) – 500 XP
Total: 5.000 + 500 de Bônus = 5.500 XP
Dracmas: Até 4.000.

Observação: Os valores descritos acima são de pontuação máxima, ou seja, a XP máxima que pode ser conquistada pelo semideus, e o valor máximo de dracmas. Esse valor pode ser diminuído de acordo com o seu desempenho no evento. Esperamos uma postagem com criatividade, excelência, bom desenvolvimento de trama, e muitos detalhes, então caprichem
Observação Dois: O Item especial e individual de casa missão, só será dado os campistas que conseguirem atingir mais de 4.200 XP

item de Apolo - Poção de cura: Serve para regeneração rápida, qualquer ferida, ou veneno ingerido pelo semideus, será curado pela poção, e além disso, a poção ainda recupera 50% do seu MP/HP. (Só pode ser usada uma única vez).


Beau G. Edmond
Trama e Enredo, forma que resolveu o problema (Historia) – 1.800 XP
Escrita: Gramatica, erros, pontuação, coerência, concordância – 900 XP
Realidade da Postagem – 900 XP
Criatividade, estratégia em combate e desenvolvimento – 1. 000 XP
Bônus: (Dado a quem merecer xp a mais por algo em que se destacou) – 400 XP
Total: 5.000 + 5000 de Bônus = 5.000 XP
Dracmas: 3.800

Lauren L. Hill
Trama e Enredo, forma que resolveu o problema (Historia) – 1.700 XP
Escrita: Gramatica, erros, pontuação, coerência, concordância – 1.000 XP
Realidade da Postagem – 1.000 XP
Criatividade, estratégia em combate e desenvolvimento – 800 XP
Bônus: (Dado a quem merecer xp a mais por algo em que se destacou) – 200 XP
Total: 5.000 + 5000 de Bônus = 4.600 XP
Dracmas: 3.600

Hela A. Deverich
Trama e Enredo, forma que resolveu o problema (Historia) – 1.900 XP
Escrita: Gramatica, erros, pontuação, coerência, concordância – 1.000 XP
Realidade da Postagem – 1.000 XP
Criatividade, estratégia em combate e desenvolvimento – 800 XP
Bônus: (Dado a quem merecer xp a mais por algo em que se destacou) – 400 XP
Total: 5.000 + 5000 de Bônus = 5.100 XP
Dracmas: 3.800

Alexis C. Chwe
Trama e Enredo, forma que resolveu o problema (Historia) – 2.000 XP
Escrita: Gramatica, erros, pontuação, coerência, concordância – 1.000 XP
Realidade da Postagem – 1.000 XP
Criatividade, estratégia em combate e desenvolvimento – 800 XP
Bônus: (Dado a quem merecer xp a mais por algo em que se destacou) – 500 XP
Total: 5.000 + 5000 de Bônus = 5.300 XP
Dracmas: 4.000 x 2 = 8.000

Simon Montgomery
Trama e Enredo, forma que resolveu o problema (Historia) – 1.200 XP
Escrita: Gramatica, erros, pontuação, coerência, concordância – 500 XP
Realidade da Postagem – 900 XP
Criatividade, estratégia em combate e desenvolvimento – 800 XP
Bônus: (Dado a quem merecer xp a mais por algo em que se destacou) – 100 XP
Total: 5.000 + 5000 de Bônus = 3.500 XP
Dracmas: 2.500

Helena Rodis Katsaros
Trama e Enredo, forma que resolveu o problema (Historia) – 1.800 XP
Escrita: Gramatica, erros, pontuação, coerência, concordância – 1.000 XP
Realidade da Postagem – 900 XP
Criatividade, estratégia em combate e desenvolvimento – 900 XP
Bônus: (Dado a quem merecer xp a mais por algo em que se destacou) – 400 XP
Total: 5.000 + 5000 de Bônus = 5.000 XP
Dracmas: Até 3.800.



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..
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