The Blood of Olympus
Para visualizar o forum é necessário estar cadastrado, por favor registre-se no rpg ou entre em sua conta. É necessário estar cadastrado para ver as informações contidas no forum. Lembre-se de usar nome e sobrenome, não se cadastrar usando nomes geralmente utilizados por Hacker. Exemplo: "Barum" "Hakye" e por ai vai. Bem vindos.

O Mistério de Athena

Página 2 de 2 Anterior  1, 2

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Re: O Mistério de Athena

Mensagem por Nanami Tsukushi em Seg Jan 30, 2017 8:07 pm



顔で笑って 心で泣いて「そうよね」って は見せないの
through the looking-glass


the light drop out from her eyes
( 彼女の目から光が落ちる )

Havia essa grande sala de armamento. Armas de fogo enfileiradas em estantes, armas brancas expostas em outras estantes, granadas, bombas de gás, e mais uma infinidade de coisas que poderiam ser usadas para matar, tudo em um grande cômodo com luzes fluorescentes esbranquiçadas. Não era um lugar para uma criança estar, mas era ali que uma Nanami de 13 anos se encontrava. “Traga para mim algo importante em uma batalha.”, seu mestre dissera. “Você tem 30 minutos.” , e então saíra, abandonando a garota em um cômodo repleto de armas importantes em uma batalha.

Agora, parada em frente à deusa Minerva, Nanami Tsukushi sentia como se tivesse 13 anos novamente. Seus olhos escuros fitavam a deusa que parecia prestes a explodir à qualquer momento. Ela parou por um momento na sua constante andança de um lado para o outro. Seus cabelos negros e ondulados estavam presos em um rabo-de cavalo alto, deixando os traços finos de seu rosto amostra. Minerva era uma deusa bonita, ainda que não passasse um pingo de confiança ou sensatez na maior parte do tempo. “Onde...?”, a deusa finalmente fitou a mulher de traços asiáticos que estava parada no centro de sua biblioteca há mais de 20 minutos sem dizer uma palavra. “Mas o que...?! Quem diabos é você e como ousa invadir a minha biblioteca?!”, a deusa berrou e em um segundo já estava bem em frente à Nanami.

“Nanami Tsukushi. A senhorita me invocou aqui, creio eu.”, respondeu a garota, curvou-se levemente em respeito, ainda que não sentisse respeito algum realmente.

Minerva a avaliou por um momento, talvez tentando lembrar se realmente havia chamado a semideusa até ali. Balançou uma das mãos a frente como se desistisse da linha de pensamento ou de tentar resgatar algum pedaço da memória, Minerva não era tão boa com coisas assim como Athena era afinal. “Já que está aqui, irá me ajudar.”

Não havia sido um pedido, era uma ordem. Uma ordem dada por uma deusa menor romana que sonhava com todos os privilégios da sua parte grega e ainda possuía um sentimento de vingança com aqueles que a demoveram simplesmente pelo significado que seu nome grego possuía. “Sim, senhora.”, a garota respondeu, curvando-se uma segunda vez. Não havia qualquer entonação diferente ou mudança na expressão de Nanami, mas eu conseguia ver os seus olhos. Ah! Eles, em raros momentos, diziam mais que o necessário... “No que posso ser útil?”

Essa era uma pergunta perigosa vinda dela, sabia? Nanami Tsukushi poderia ser útil de muitas formas, e tratando-se de ordens, ela seria útil com total perfeição. Se Minerva dissesse para que ela fosse e jogasse um ovo no rosto de Júpiter, Nanami teria feito; se tivesse de rasgar a jugular de um semideus de 7 anos, Nanami teria feito; era sem dúvida uma pergunta muito perigosa aquela. Felizmente, o problema de Minerva não parecia ser tão perigoso assim..

“Meu livro, ele sumiu!”, a deusa disse, descabelando o penteado de sua cabeça. Sumiu e apareceu no segundo andar, procurando de prateleira em prateleira em um piscar de olhos. Poucos segundos depois, retornou ao ponto à frente de Nanami. “Você! Romana!”, ela cuspiu as palavras. “Traga-me meu livro! AGORA! Eu sei que um de vocês roubaram! É a única explicação! Ou, ou, ou aquela deusa maldita... Belona! Há! Como os romanos OUSAM me substituir por... aquilo!”, a cada palavra proferida um livro caia de uma estante, no final da frase uma estante toda teve seus livros atirado para todas as direções como uma explosão, Nanami teve de desviar de uma enciclopédia e de um dicionário de mandarim.

“Eu irei encontra--”, a garota não teve tempo de terminar a frase ou mesmo perguntar à deusa qual livro ela procurava. “ENCONTRE-O EM UMA HORA!”, Minerva berrou e desapareceu, enquanto os livros ao chão voltavam às prateleiras calmamente, como se já estivessem acostumados a toda aquela cena.

Agora tudo o que precisava encontrar era um livro desconhecido em uma biblioteca na qual a própria deusa já havia procurado. Não era uma tarefa em que Nanami era a melhor opção para a busca, e ela sabia bem disso. Tampouco era a primeira pessoa na lista de deuses para se pedir ajuda. Ainda assim, lá estava ela. Por quê? Era outra das muitas perguntas que aquele dia trazia.

Nanami resolveu que procurar nos lugares em que a deusa já havia procurado seria perda de tempo, então foi olhar em lugares menos óbvios, como a escrivaninha, o banheiro, a mesinha onde ficava uma máquina de café. Foi só quando chegou à mesinha, que ela viu algo que provavelmente Minerva, em seu ímpeto de fúria e descontrole, não deu atenção. Caído no chão, parcialmente debaixo da mesa estava um pequeno cartão semitransparente que brilhava em tons de vinho. A japonesa o pegou, e em letras negras e em caixa alta estava escrito:

HA HA HA HA HA
mande alguém para negociar!
montgomery street, 4, brooklyn, ny

Ótimo. Alguém havia sido burro o bastante para roubar de uma deusa. Os semideuses deviam saber mais sobre história; da última vez que fizeram isso não deu muito certo...

Nanami mostrou o cartão à Minerva, que depois de mais uns gritos e de amaldiçoar romanos, gritou para que a filha de Discórida resolvesse isso rápido. Um pégasus foi dado à Nanami para que fosse até o endereço, e em pouco tempo, lá estava.

Todo esse trabalho por um livro...

there was only darkness now
( 暗闇だけがあった )

Era uma pequena casa escondida ao lado de apartamento e casas maiores e mais chamativas. A porta de acesso estava fechada por madeiras e as janelas, as poucas que encontravam-se com vidros, estavam quebradas; todas fechadas com tábuas de madeiras como a porta. A pintura avermelhadas descascava deixando à mostra o esqueleto de tijolos que o compunha, e aqui e ali viam-se grandes rachaduras em seu corpo, dando toda a impressão que à qualquer momento o prédio desabaria.

Nanami deu a volta ao redor da casa de dois andares, e soltou as tábuas da porta de trás. Se o lado de fora do lugar era decrépito o de dentro era três vezes mais. Além do cheiro de mofo e xixi de rato, ainda havia teias de aranha e todas as coisas dignas do cenário de uma casa de terror.

O piso rangia sobre seus pés à cada passo que dava, denunciando sua presença e posição, mas era isso que queria. Quem quer que tivesse mandado o cartão e roubado o livro, deveria aparecer de uma vez para que aquele assunto se desse por encerrado.

Depois de passar pela cozinha pavorosa, ela chegou à sala, que caia aos pedaços tanto quando as outras partes. Mas, ali, descansando sobre uma mesa de madeira perneta, um grosso livro iluminava-se no ralo breu do cômodo. Sua capa era como o céu à noite, literalmente; da cor do céu, e com pontos luminosos exatamente iguais às estrelas que tingiam-no. Não fossem as páginas que pareciam em luz neon azul clara, Nanami poderia facilmente acreditar que a capa do livro era um portal para o universo. Caminhou até ele, mas deteve os seus passos quando uma figura pulou no meio do caminho.

As kusarigamas vieram às mãos automaticamente, a posição de batalha e a armadura que cobria seu corpo. “Calma, calma!”, disse a figura erguendo os braços pra cima em rendição. “Sou Chadwick Calessan, filho de Éris!”, ele falou com um bom-humor exagerado. Nanami Tsukushi desfez a guarda, ainda que mantivesse suas armas em mãos. Fosse ou não filho de Éris, aquele impuro havia roubado de um deus. “Devolva-me o livro, ele deve retornar à Minerva.”, ela disse com a voz firme e autoritária de sempre.

Chadwick, agora sobre a rala luz que ultrapassava os vãos das madeiras das janelas, tinha o rosto cansado. Os cabelos loiros estavam sujos, compridos e embaraçados, e abaixo dos olhos azuis grandes bolsas escuras de noites sem dormir marcavam seu rosto magro. “Não, não, não. Não foi esse o combinado. Não, não, não. E-ela disse que você viria. E você veio. Veio buscar pra levar pra ela, não à Athena!”, ele parecia mais estar falando sozinho do que com a asiática. “Quem disse o que? Você não está fazendo sentido.”

E, como se apenas para confirmar a loucura que cravava sua face, o semideus pegara duas cimitarras. “Não, não, não.” O filho de Éris desferiu um golpe vertical com uma das cimitarras, um golpe óbvio o bastante para que Nanami pudesse o bloquear sem muitas preocupações. Ela moveu Tenshi para cima fazendo com que a lâmina da arma do garoto parasse entre a brecha que interligava a lâmina da pequena foice com o seu suporte. O rapaz atacou novamente com a mesma cimitarra, agora horizontalmente, fazendo com que a garota aparasse o ataque novamente com a arma, como em um golpe, forçando a lâmina da arma do outro a se afastar. Quase no mesmo instante o rapaz atacou-a com a outra arma visando acertar Tsukushi na altura de sua cintura. Ela girou Akki com a outra mão, afastando com a lâmina a cimitarra do outro.

Sua expressão ainda estava emergida em marasmo. Seu olhar como o de um robô, frio e quase inumano. Seria poético dizer que a vida tornou-a daquele modo, todavia não seria a verdade. Sua família a havia feito daquele modo, haviam a criado para abraçar a morte, repudiar os seres que corroíam e maculavam a Terra, ver-se livre de sentimentos e emoções que abalariam qualquer outro. Os Tsukushi fizeram de Nanami uma máquina, tal como haviam feito com muitos e muitos outros dos seus. A calma com que ela se movia, e a sua expressão apática pareceram incomodar Chadwick Calessan, ele parou.

“Éris disse que você viria, mas está aqui para me roubar!”, ele falou, quase em meio aos prantos. Éris? Discórdia?  Agora toda a situação começava a fazer um mínimo de sentido. Não fora levada até a biblioteca de Minerva pela deusa, e sim por sua matriarca divina, que por algum motivo acreditava que Nanami Tsukushi era um peão bom o bastante para aquela tarefa.

Mas Nanami não era um peão... Ela era a rainha, e não se moveria cegamente à frente.

A garota guardou Tenshi, Akki continuou na sua mão. A corrente de seu final foi esticada, enquanto a japonesa fitava o meio-irmão grego. “Devolva-me o livro.”, sua paciência estava esgotando-se. “Agora.” Chadwick, no entanto, apenas choramingou mais alto e arregalou ainda mais os olhos já arregalados. Ele correu para cima dela. Nanami desviou com um rolamento para a esquerda, ainda agachada no chão, ela girou a ponta da corrente e a atirou sobre os pés de Chadwick, fazendo com que suas pernas enrolassem-se no metal. Com um puxão, o semideus caia de cara no piso imundo de madeira da casa abandonada. Rápida como um felino, ela pulou sobre as costas do homem, a corrente de ferro enrolando um de seus braços e o pescoço, o imobilizando ao mesmo tempo que começava a sufoca-lo. Uma de suas pernas forçava o outro braço dele à permanecer no chão.

Nanami podia sentir. A vibração de uma caçada novamente. Havia começado a abrir a boca para entoar a prece que sempre dizia à sua presa, mas deteve-se. Não deveria matar. Deveria se comportar como uma boa impura. Chadwick já estava ficando roxo à esse ponto, as lágrimas grossas escorrendo dos olhos, e quando a corrente foi afrouxada de seu pescoço, ele mal tinha forças para puxar oxigênio para os pulmões.

Nanami pegou o livro da mesa. Minerva ou Discórdia? Em outras circunstâncias teria levado o livro à ORENDA, não a qualquer deus, mas estava em outro lugar, agindo de outro modo, e devia continuar assim.

{ . . . }

“Foram os romanos? Eu sei que foram! Vocês me roubaram, não é?!”, a deusa disse desconfiada pegando o livro das mãos de Nanami. A garota tinha um leque de respostas para escolher naquele momento, fosse a verdade ou a mentira, haviam uma série de respostas para dar à Minerva, mas ela respondeu simplesmente: “Sim, foram os romanos.” Nanami Tsukushi não sabia o que Discórdia queria com o livro, ou se apenas encenou tudo aquilo por diversão, mas se era a discórdia que ela teria, faria esse agrado à sua mãe; o único de toda a sua vida, talvez. “Foi um filho de Bellona.”, completou; e quando Minerva começou a gritar e ficar ainda com mais raiva, berrando para que Nanami se retirasse, a garota saiu, curvando-se em respeito antes de fechar a porta atrás de si.

Deuses poderiam ser tão infantis quanto humanos...



Bônus:
Monstrinho céu azul: Dia de sorte: É um bônus de um mês para um semideus de sorte, onde, durante 30 dias a partir da data que essa bonificação for colocada no perfil, toda xp ganha pelo semideus multiplica por 2. Lembrando que essa bonificação só é válida para XP, para níveis não. (Valido até 16/02/2017)
Armas:
Arm Changer (Tenshi & Akki) — Inicialmente uma colar que tem um pomo de ouro como pingente. Na primeira vez que o semideus o usa o pomo se transforma na arma que o filho de Éris desejar. [Kusarigamas: Duas pequenas foices com cerca de setenta centímetros de altura, cada com a lâmina alcançando 50 centímetros. São extensíveis, conectadas por uma corrente de aço com dois metros de comprimento que permite as manusear a distância; na forma normal (fechada) assimilam-se à uma foice média de dois lados.] [Item retorna ao pescoço do filho de Éris depois de dois turnos caso o perca].


we all have monsters inside us
akuma
avatar
Nanami Tsukushi
II Coorte
II Coorte

Mensagens : 22
Data de inscrição : 14/09/2015

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: O Mistério de Athena

Mensagem por Maya Ock Kannenberg em Seg Jan 30, 2017 11:38 pm


Minhas mãos permaneciam nos bolsos do moletom escuro, e meus olhos vasculhavam o local atentamente. Sempre acontece, é um reflexo natural direcionado ao fato de não sair do acampamento, outros locais sempre me deixam curiosa, e levemente distraída. Eu tinha sido mandada ao Olimpo pela manhã, e esperava a cerca de dez minutos em frente ao palácio da deusa da sabedoria. Não saberia dizer o que a deusa planejava fazer comigo, mas pelo que me foi dito, tinha a ver com a falta de organização presente em sua biblioteca, e um estranho objeto desaparecido. Sempre fui do tipo que achei que os deuses estralavam os dedos e conseguiam as coisas, mas aparentemente, não é assim que funciona a mágica presente nos olimpianos.

Bocejei, a esperava estava me dando sono, e eu começava a ficar entediada. Troquei o peso de um pé para o outro, e estourei a bola de chiclete, foi aí que ouvi os passos, e minha cabeça virou depressa para contemplar a deusa. Athena era linda, de um jeito que me dava medo. Seus olhos eram sagazes, astutos demais, cinzentos e penetrantes, seu corpo era escultural, e seus cabelos dourados pareciam ter um brilho sutil de ouro, balançavam de um jeito que me deixou desnorteada. Acho que entendo o que é ser deus agora, é algo como tirar o foco de tudo ao redor, porque você simplesmente se torna o foco do momento.

— É você? — Perguntou ela, e eu com cara de boba, me limitei a menear a cabeça, sem nem saber com o que estava concordando/respondendo. — Ótimo, venha comigo, temos muito que fazer ainda, revirei tudo e nem o encontrei — Athena resmungava, me guiando pelo corredor de ladrilhos brancos em direção a uma imensa porta de madeira. A deusa empurrou o trinco, e liberou minha passagem para um cômodo amplo, com prateleiras que iam do chão ao teto, e todas elas repletas de livros. A Biblioteca tinha cerca de três andares, e a forma circular dava ao cômodo um toque de luxo único, muito sutil, e elegante.

— Uou — Me vi murmurando, mesmo que não gostasse de ler, estava impressionada com o tamanho do lugar, e a quantidade de livros ali dentro. Virei-me para a deusa, um sorriso discreto permanecia preso em seus lábios, e os olhos brilhavam de orgulho. Percebi naquele momento, que a biblioteca era como seu refúgio, eu ficava com o mesmo olhar quando visitava a clareira das Ninfas, e o lago escondido onde as roseiras cresciam. Não comentei, aguardando as instruções do que deveria ser feito, me parecia algo bastante propicio, e eu confesso que também estava com um pouco de sono.

— Eu preciso que me ajude a encontrar um livro — A deusa se virou para mim ao falar, parecia compenetrada, perdida entre os próprios pensamentos, mas ao mesmo tempo, franzia a testa em uma postura um tanto tensa. — Ele é um livro um tanto quanto, diferente, pode causar problemas para nós deuses, então preciso mantê-lo seguro, a capa é escura, negra, e ele não tem título, é semelhante a um diário, eu o perdi na noite passada, e está aqui, mas não consigo encontra-lo — Ela parecia... perturbada? Sim, essa palavra poderia descreve-la bem.

— Não é muito, mas acho que podemos dar um jeito — Dei de ombros. — Onde você estava noite passada? — Perguntei, eu bancaria a detetive dali para frente, só precisava de algumas informações, seria o suficiente. Athena olhou ao redor, procurando algo em especifico, e então apontou a poltrona ao canto. — Ali, creio que adormeci com ele no colo, eu estava bastante cansada — A deusa parecia envergonhada, como se estivesse se desculpando pelo próprio desleixo, sorri de forma discreta.

Milhões de possibilidades perpassavam minha mente, entre ela, um possível infrator pegando o livro, e outra, a mais provável, a deusa deixando-o escorregar de seu colo, e o livro deslizando pela poltrona. Sabendo que minhas aventuras não tinham nexo – pois em minha mente já imaginava ninjas saindo do teto – optei pela segunda opção, e me aproximei analisando a poltrona. Ao redor nada parecia estar diferente, era velha, um pouco gasta nos cantos, de cor bege com algumas manchinhas do que supus ser café.

Estudei os cantos, tirei as almofadas e passei o dedo pelo estofado, nada encontrei. Por fim me abaixei em frente ao móvel, e coloquei a mão por baixo sem medo dos bichinhos que poderia encontrar. Tateei o chão a procura de algo, e meus dedos se fecharam entorno de um quadrado de couro, entusiasmada, o puxei lá de baixo, dando de cara com o caderno descrito pela deusa. Ao fechar os dedos ao redor dele, e estende-lo em sua direção, no entanto, algo me deteve. Minha visão ficou embaçada, e imagens de guerra surgiram em minha mente, palavras ressonando, deixando minha boca.

O céu e a terra não estão mais seguros
Os filhos de deuses não vão prosperar
A chegada da noite a filha da morte o aguarda
E a deusa renegada a de se levantar

Meus olhos saltaram e minha boca ficou seca, a cabeça girando quando cai de joelhos no chão, e o livro escorregando, deslizando para longe, onde os pés da deusa se encontravam. — O que foi isso? — Perguntei assustada, erguendo o olhar ao recuperar os sentidos. A deusa envergonhada, juntou-o com delicadeza, o enrolando em um tecido fino, linho, supôs a encarando. Athena suspirou, virando-se de costas para mim, e quando consegui me sentar novamente, tudo que conseguia encarar eram seus cabelos dourados.

— Isso é um livro de profecias, o mais antigo existente entre o mundo dos mortais, e o mundo dos imortais, o que você acabou de ver é um acontecimento do futuro, ou do passado, não temos como controle do que vemos com apenas um toque, é por isso que preciso mantê-lo seguro — Explicou a deusa, assenti rapidamente, querendo manter distância daquele livro. Eu precisava mesmo cochilar. — Você pode ir agora que o encontramos, acredito que ele deva ter caído do meu colo quando peguei no sono — Suspirou ao dizer. Revirei os olhos, serio? Nem tinha percebido, quis responder, não fiz por ter bom senso, e não ser louca de contrair uma deusa.

— Assim sendo, estou de saída — Disse, me levantando e ajeitando o moletom, colocando novamente as mãos nos bolsos, e ao deixar a biblioteca, me perguntei como sairia do Olimpo. Praguejei baixo, e voltei para dentro. — Ah, pode me dar uma ajudinha? — Perguntei envergonhada, afastando uma mexa do cabelo claro para trás da orelha. — Não tenho como sair daqui se não me enviar de volta — Dei de ombros. A deusa me encarou, sorrindo de canto, e ao estralar os dedos me vi sugada por um portal de luz, e minutos mais tarde, caindo no gramado do acampamento, de onde não sai pelo restante do dia.
Monstrinho laranja:

Finalmente rico: Durante um mês OFF todo os dracmas ganhos pelo semideus serão duplicados. (Valido até 07/02/2017)
OBSERVAÇÃO: TIO EU FIZ DO HEFESTO MAS ESQUECI DE COLOCAR EM SPOILER, MAS ME DA DRACMAS LA TAMBÉM OBRIGADO.



O destino é um parente elegante do acaso.
avatar
Maya Ock Kannenberg
IV Coorte
IV Coorte

Mensagens : 94
Data de inscrição : 06/01/2017

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: O Mistério de Athena

Mensagem por James F. Novak em Ter Jan 31, 2017 1:15 pm



Book

O sonho com Ares havia chegado ao fim, porém a perturbação dos deuses do Olimpo não. James estava completamente exausto da rotina de ter que ajudá-los todo dia e em todo tipo possível de problema. Não tinha nem mesmo uma semana no Acampamento Júpiter, e já queria voltar para casa. Seus poderes continuavam uma bagunça, mas ele ao menos não sentia mais a dor de antes, graças à presença de Hera. Mesmo assim, seu corpo estava exausto de todas as missões e tarefas, e tudo o que ele queria era conseguir passar mais que algumas horas descansando e recuperando suas energias antes de ser chamado por outra divindade. Porém, isso obviamente seria esperar demais.

Primeiramente, o jovem viu seu sonho anterior mudando. Antes estava em um dia de aula, com seus amigos antigos. Era só um dia qualquer, até que se viu em um local completamente novo. Estava lúcido, como sempre acontecia quando um deus o convocava no reino dos sonhos. Podia perceber tudo ao seu redor, e mal podia acreditar no que estava vendo. A biblioteca era simplesmente gigantesca, muito maior do que as que ele havia visto nos diversos filmes de fantasia e ficção. As prateleiras se estendiam até o enorme telhado verticalmente, e pareciam tem mais de um quilômetro horizontalmente, e escadas indicavam que haviam outros andares de livros. James passaria gerações inteiras para conseguir ler os livros de apenas uma das prateleiras.

— Acorda, garoto! — Então, James abriu os olhos, e estava naquele lugar. Sua respiração estava ofegante, e ele caiu para trás, batendo com a bunda no chão enquanto olhava parta a figura em sua frente. Seu coração estava completamente acelerado e ele sabia que não estavam mais em um sonho: havia sido transportado para aquela biblioteca por alguma deusa. Seu corpo ainda estava coberto pelos pijamas e sua cara não devia ser das melhores, já que havia acabado de acordar. — Vai ficar me fazendo esperar o dia todo? Não te chamei aqui para perder meu tempo, anda logo.

— Desculpe — o rapaz respondeu por impulso, antes mesmo de ver quem o havia chamado. Só então se colocou de pé, olhando para cima e vendo uma bela mulher. Seus cabelos castanhos estavam presos em um penteado clássico grego, e adornado com ramos de oliveira. Usava vestes clássicas, também, e olhava para o rapaz com uma pura expressão de aborrecimento. Os deuses andavam muito impacientes naqueles dias. De qualquer modo, o filho de Vulcano reconheceu a deusa da sabedoria e, olhando diretamente em seus olhos – por alguma razão, não a respeitava tanto quanto a Hera – falou com a deusa. — Minerva. O que quer?

— Acha que pode falar de qualquer forma comigo só porque os romanos não gostam de mim, semideus? — O rapaz sentiu medo com as palavras tempestuosas da deusa. Sentiu vontade de recuar, mas ao mesmo tempo não conseguia se mover, e por isso nada fez além de ficar parado, aguardando uma possível punição. — Vou te deixar vivo simplesmente porque estou sem qualquer paciência para ficar procurando coisas. Eu perdi um livro, e preciso muito encontrá-lo, então dê um jeito nisso. Eu quero que esse livro esteja nas minhas mãos até meio dia. Tchau.

E então a deusa sumiu. Simples assim, ela o deixou lá, com centenas de milhares de livros, talvez até mais, e sua tarefa era achar um. Um só, que a deusa precisava muito encontrar, porém o rapaz sequer sabia qual era. Não sabia em que prateleira procurar, não sabia como o livro se parecia, mas ainda assim precisaria achá-lo de qualquer maneira. James estava completamente cansado dos deuses. Mas não tinha o que fazer, infelizmente. Então, ele começou a procurar. Simplesmente procurar, livro por livro, lendo diversos títulos desde os mais antigos até obras recentes. Livros de grandes filósofos ao lado de trabalhos como Eragon e até mesmo muitos outros dos quais o filho de Vulcano sequer ouvira falar.

Sabia que nunca encontraria o livro certo nem mesmo durante toda a sua vida, muito menos em algumas horas. Porém, não é como se ele pudesse fazer qualquer outra coisa, então continuou a buscar, sem parar. Retirava livros do lugar, olhava seu título buscando sentir qualquer coisa diferente, mas nada acontecia, e então ele simplesmente colocava de novo. E assim, ele repetiu o processo, correndo entre várias prateleiras, subindo e descendo várias escadas, completamente entediado e exausto de tudo aquilo. Ele precisaria de longas férias de todo o mundo divino quando acabasse, isso supondo que ele realmente conseguisse acabar. Sentiu raiva de Minerva.

...


Horas já deveriam ter se passado, e nada. James sequer retirava os livros de suas estantes, apenas passava de um para o outro correndo os olhos pelo título, quando havia um, ou apenas saindo de perto. Não tinha qualquer esperança, e sabia que logo o tempo limite da deusa da sabedoria chegaria ao fim, assim como sua vida, provavelmente. Estava tão irritado e estressado que sentia vontade de socar a primeira prateleira que encontrasse, mas ainda assim se conteve e continuou sua busca. Até que encontrou um livro que o interessou. Não por ser aquele que Athena estava procurando, mas por se tratar de uma enorme paixão do semideus. O nome da obra era “Piratas do Caribe – Por Trás das Câmeras”.

Desde muito criança, o semideus amava aqueles filmes. Já os havia assistido tantas vezes que conhecia até mesmo as falas perfeitamente, e por isso não conseguiu resistir. Mesmo tendo uma missão a cumprir, ele simplesmente retirou o livro da prateleira, e o abriu. E então, entre as páginas do enorme livro encouraçado, ele encontrou um item que simplesmente não conseguia acreditar que era real. Uma bússola, exatamente igual à que Jack Sparrow usava. Sua agulha sempre apontava para o que a pessoa mais queria no momento. James imediatamente a pegou. Não acreditava que ela realmente fosse funcionar, mas não tinha qualquer ideia melhor. Talvez fosse destino abrir exatamente aquele livro.

O jovem então começou a seguir a bússola. A agulha apontava para uma direção diferente do marcador de Norte, o que o deu uma leve pontada de esperança. James caminhou rapidamente, mudando de direção sempre que a bússola o fazia. Não sabia bem para onde estava indo, porém seguiu entre os enormes corredores. Subiu escadas, e se deparou com uma grande porta. A saída da biblioteca. Hesitante, o rapaz abriu a porta. Tinha medo de estar se afastando completamente do livro que a deusa buscava, porém continuou a seguir. Saiu por outras portas, abandonando completamente aquela estrutura e seguindo. Encontrou-se com ninfas e jovens deuses – soube o que eram de alguma maneira – enquanto seguia por um belo caminho, porém não tinha tempo para admirá-lo.

Continuou a caminhar na direção apontada, até que se deparou com uma cena inusitada. Várias ninfas se reuniam ao redor de uma pessoa, exatamente no local apontado. James caminhou apressadamente na direção do grupo, e realmente não estava pronto para o que viu. No centro do grupo havia uma única ninfa, segurando um grande livro. Com fotos de um homem nu. A bússola continuava apontando para aquele mesmo lugar, e o filho de Vulcano percebeu, incrédulo, que aquilo era o que passara horas de seu dia procurando. Aquilo era o que a deusa queria.

— Com licença — o rapaz disse, e várias ninfas se assustaram. Algumas inclusive saíram correndo, enquanto a que carregava o livro o fechou rapidamente, olhando com medo para o semideus. James pôde ver o título da obra: G Magazine, Edição Olimpo – O dia em que a toga caiu. Abaixo havia uma pequena indicação dos modelos naquela edição: Héracles, Apolo e Ares. James sentiu vontade de rir, ao mesmo tempo em que ficou com raiva da deusa por fazê-lo perder tanto tempo por isso. — Não vou machucar vocês. Athena pediu o livro dela de volta.

...


— Senhora? — Trinta minutos depois, ele estava de volta ao templo de Athena. A deusa olhou para ele, ainda irritada, e sem dizer nada fez um sinal para que o garoto falasse. — Aqui está, o seu precioso livro de deuses pelados. Vou embora, se me permite.

Like ice, I burn.


avatar
James F. Novak
II Coorte
II Coorte

Mensagens : 13
Data de inscrição : 13/12/2016

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: O Mistério de Athena

Mensagem por Vênus em Ter Jan 31, 2017 10:56 pm





AVALIAÇÃO
A forma de avaliação irá seguir o modelo abaixo:
Trama e Enredo, forma que resolveu o problema (Historia) – 2.000 XP
Escrita: Gramatica, erros, pontuação, coerência, concordância – 1.000 XP
Realidade da Postagem – 1.000 XP
Criatividade, estratégia em combate e desenvolvimento – 1.000 XP
Bônus: (Dado a quem merecer xp a mais por algo em que se destacou) – 500 XP
Total: 5.000 + 500 de Bônus = 5.500 XP
Dracmas: Até 4.000.

Observação: Os valores descritos acima são de pontuação máxima, ou seja, a XP máxima que pode ser conquistada pelo semideus, e o valor máximo de dracmas. Esse valor pode ser diminuído de acordo com o seu desempenho no evento. Esperamos uma postagem com criatividade, excelência, bom desenvolvimento de trama, e muitos detalhes, então caprichem
Observação Dois: O Item especial e individual de casa missão, só será dado os campistas que conseguirem atingir mais de 4.200 XP

Athena - Gotinha de sorte: Uma pequena gota de cristal para ser ingerida como uma pílula. Quem ingerir a gotinha de sorte, terá sorte durante um turno inteiro, nesse turno, três ações realizadas por você em postagem, darão certo.

Becka Klasfox La'Fontaine
Trama e Enredo, forma que resolveu o problema (Historia) – 1800 XP
Escrita: Gramatica, erros, pontuação, coerência, concordância – 800 XP
Realidade da Postagem – 1.000 XP
Criatividade, estratégia em combate e desenvolvimento – 900 XP
Bônus: (Dado a quem merecer xp a mais por algo em que se destacou) – 300 XP
Total: (4.500 + 300) x 2 = 9,900 XP
Dracmas: 3.200

Helena Rodis Katsaros
Trama e Enredo, forma que resolveu o problema (Historia) – 1.700 XP
Escrita: Gramatica, erros, pontuação, coerência, concordância – 1.000 XP
Realidade da Postagem – 1.000 XP
Criatividade, estratégia em combate e desenvolvimento – 800 XP
Bônus: (Dado a quem merecer xp a mais por algo em que se destacou) – 400 XP
Total: 4.900 XP
Dracmas: 3.500

Zoë Ehlert Nordberg
Trama e Enredo, forma que resolveu o problema (Historia) – 1.900 XP
Escrita: Gramatica, erros, pontuação, coerência, concordância – 800 XP
Realidade da Postagem – 1.000 XP
Criatividade, estratégia em combate e desenvolvimento – 900 XP
Bônus: (Dado a quem merecer xp a mais por algo em que se destacou) – 300 XP
Total: 4.900 XP
Dracmas: 3.500

Hela A. Deverich
Trama e Enredo, forma que resolveu o problema (Historia) – 1.900 XP
Escrita: Gramatica, erros, pontuação, coerência, concordância – 1.000 XP
Realidade da Postagem – 1.000 XP
Criatividade, estratégia em combate e desenvolvimento – 800 XP
Bônus: (Dado a quem merecer xp a mais por algo em que se destacou) – 400 XP
Total: 5.100 XP
Dracmas: 4.000

Samanta Sink
Trama e Enredo, forma que resolveu o problema (Historia) – 1.800 XP
Escrita: Gramatica, erros, pontuação, coerência, concordância – 1.000 XP
Realidade da Postagem – 1.000 XP
Criatividade, estratégia em combate e desenvolvimento – 1. 000 XP
Bônus: (Dado a quem merecer xp a mais por algo em que se destacou) – 300 XP
Total: 5.000 XP
Dracmas: 4.000

Evie Farrier
Trama e Enredo, forma que resolveu o problema (Historia) – 1.9000 XP
Escrita: Gramatica, erros, pontuação, coerência, concordância – 1.000 XP
Realidade da Postagem – 1.000 XP
Criatividade, estratégia em combate e desenvolvimento – 1. 000 XP
Bônus: (Dado a quem merecer xp a mais por algo em que se destacou) – 500 XP
Total: 5.400 XP
Dracmas: 4.000 x2 = 8.000

Pandora M. Drumachesky
Trama e Enredo, forma que resolveu o problema (Historia) – 2000 XP
Escrita: Gramatica, erros, pontuação, coerência, concordância – 980 XP
Realidade da Postagem – 1.000 XP
Criatividade, estratégia em combate e desenvolvimento – 1.000 XP
Bônus: (Dado a quem merecer xp a mais por algo em que se destacou) – 500 XP
Total: (4.980 + 500) x 2 = 10,960 XP
Dracmas: 4.000

Beau G. Edmond
Trama e Enredo, forma que resolveu o problema (Historia) – 1.900 XP
Escrita: Gramatica, erros, pontuação, coerência, concordância – 900 XP
Realidade da Postagem – 1.000 XP
Criatividade, estratégia em combate e desenvolvimento – 1. 000 XP
Bônus: (Dado a quem merecer xp a mais por algo em que se destacou) – 500 XP
Total: 5.300 XP
Dracmas: 4.000

Kang Pipper
Trama e Enredo, forma que resolveu o problema (Historia) – 1.700 XP
Escrita: Gramatica, erros, pontuação, coerência, concordância – 1.000 XP
Realidade da Postagem – 1.000 XP
Criatividade, estratégia em combate e desenvolvimento – 900 XP
Bônus: (Dado a quem merecer xp a mais por algo em que se destacou) – 300 XP
Total: 4.900 XP x 2 = 9.800
Dracmas: 3.300

Nanami Tsukushi
Trama e Enredo, forma que resolveu o problema (Historia) – 2.000 XP
Escrita: Gramatica, erros, pontuação, coerência, concordância – 1.000 XP
Realidade da Postagem – 1.000 XP
Criatividade, estratégia em combate e desenvolvimento – 1. 000 XP
Bônus: (Dado a quem merecer xp a mais por algo em que se destacou) – 500 XP
Total: 5.500 XP x 2 = 11.000
Dracmas: 4.000

Maya Ock Kannenberg
Trama e Enredo, forma que resolveu o problema (Historia) – 1760 XP
Escrita: Gramatica, erros, pontuação, coerência, concordância – 900 XP
Realidade da Postagem – 1.000 XP
Criatividade, estratégia em combate e desenvolvimento – 1.000 XP
Bônus: (Dado a quem merecer xp a mais por algo em que se destacou) – 400 XP
Total: 4.660 + 400 = 5,060 XP
Dracmas: 3.500 x 2 = 7.000 Dracmas

James F. Novak
Trama e Enredo, forma que resolveu o problema (Historia) – 1.900 XP
Escrita: Gramatica, erros, pontuação, coerência, concordância – 1.000 XP
Realidade da Postagem – 900 XP
Criatividade, estratégia em combate e desenvolvimento – 900 XP
Bônus: (Dado a quem merecer xp a mais por algo em que se destacou) – 400 XP
Total: 5.300 XP (o valor foi reduzido pela metade devido ao atrasado, sendo assim recebe 2.650)
Dracmas: 2.000




Vênus, love's lady
..
diva, déesse de l'amour et de la beauté
avatar
Vênus
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos

Mensagens : 1145
Data de inscrição : 16/05/2014

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: O Mistério de Athena

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 2 de 2 Anterior  1, 2

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum