The Blood of Olympus
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A Fogueira

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Re: A Fogueira

Mensagem por Maya Ock Kannenberg em Qui Jan 19, 2017 5:03 pm


Eu queria, queria deixar a mata e correr para a cama dela, mas aquele lugar não era seguro. Zoe tinha muitos irmãos, e ser pega em flagrante seria simplesmente constrangedor, ao contrário de mim, que vivia sozinha no chalé das nuvens. Mordi os lábios, ela podia facilitar meu trabalho e não me fazer convites ousados como aquele, ainda mais no primeiro dia. Eu tenho que confessar, sou romântica, queria fazer tudo certo com ela, cada passo, mas aquele convite me soava muito tentador. – Você não facilita mesmo, certo? – Brinquei, puxando sua mão e beijando sua palma. – O seu chalé não, é movimentado, e eu não estou disposta a ser pega em flagrante, enquanto eu vivo sozinha, acho que você entende o que estou querendo dizer, certo? – Perguntei, a trazendo para mim pela cintura e lhe beijando o pescoço. Se ela aceitasse meu convite, não sabia se responderia por mim, eu perderia sim o controle, e a noite seria inteiramente dela.



O destino é um parente elegante do acaso.
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Re: A Fogueira

Mensagem por Bella-Aubrée Winnemann em Qui Jan 19, 2017 6:00 pm




i should just walk away

but i can't move my feet.
Sempre fora do conhecimento de Isabella-Aubrée Winnemann que linhas tênues costumam interligar polos inversos, como o ódio e o amor, o desejo e a repulsa, o medo e a bravura; estariam então interligados por esta mesma linha tênue a felicidade e tristeza da bela menina?

Enquanto observava a contagiosa euforia dominar cada mínimo semideus que habitava no esbelto chalé afrodisíaco, Bella não conseguia deixar de se sentir extremamente confortável – não pelas pequenas briguinhas pela ocupação do lavabo, pelos estresses devido o uso indevido de maquiagem alheia ou críticas gratuitas sobre o look do meio-irmão para a noite festiva do acampamento, não mesmo! Mas, de alguma forma devido ao tempo de convívio naquele refúgio de crianças meio-sangues, a menina sentia-se em casa. Tal sensação costumava ser exclusivamente associada a uma luxuosa cobertura de um invejável prédio da quinta avenida em Upper East Side, Nova Iorque; onde localiza-se sua casa, a casa de seu pai.

E era exatamente nesses pensamentos que Bella pendia à tristeza.

Lembrar da casa de seu pai e do próprio homem –  o afamado multifuncional Aj Winnemann, ator, cantor, empreendedor e pai nas horas vagas – fazia com que um sentimento de culpa perturbasse-a. Ela não deveria estar sorridente e animada com o que a noite poderia propor naquele acampamento, ela deveria estar incomodada pelo primeiro ano em que passaria um fim de ano longe do abraço quente do seu pai e da tradição de assistir o descer da bola na Times Square, certo?

Errado!

Martirizar-se era algo completamente desnecessário na situação presente, principalmente pelo fato de ser algo de via única; Bella era a única a procurar um pequeno motivo para desgostos. Seu pai? Estava sim saudoso pela companhia de sua pequena estrelinha – algo que deixou explícito na carta de felicitações ao ano novo recebida por ela na manhã daquela dia –, mas não teria qualquer tempo de lamentações, uma vez que estaria festejando em solo sul-americano; do jeito brasileiro mais exótico possível. Em companhia da carta, Winnemann recebeu um presente tradicional o suficiente para fazê-la sentir um pouco mais próxima do pai. Desde que consegue se recordar, Bella e seu pai costumavam fazer as compras de fim de ano juntos, procurando manter uma harmonia em suas roupas, fosse na coloração, na grife, no estilo dominante. Felizmente, aquele ano não seria diferente. Dentro de uma grande caixa de tom rosa pálido e laço de cetim de cor idêntica haviam embrulhos bem organizados; uma saia-lápis de cetim – perfeitamente proporcional para a altura e silhueta da morena –, uma cropped de material harmônico a saia – uma peça sem alças e de corte retangular –, um casaco de pele – desnecessário – branco que cobria desde os ombros até a bainha da saia, e por fim um par de All Stars prateado lustroso que arrancou sorrisos cheios de graça da menina, por divergir de todo o luxo do traje mas não quebrar a harmonia do mesmo.

E com todas aquelas peças revestindo a silhueta esguia e curvilínea, os fios capilares castanhos presos no alto da cabeça em um coque charmosamente bagunçado e maquiagem bastante leve, ela não podia negar que parecia ótima – assim como seu pai deveria estar com todo aquele cetim, seda e afins.

*

Sorrisos fáceis, abraços frouxos e o típico "feliz ano novo" eram como comandos automáticos para Bella, que era apenas mais uma semideusa dentre tantos outros que cercavam o ambiente festivo naquela noite. Era como estar em uma confraternização de uma grande, perturbadoramente, grande família; onde se há comida aos montes e bebidas dispostas por todo lado, onde você vê risadas em qualquer canto, pequenos grupinhos divertindo-se entre si e alguns poucos deslocados perambulando por entre todos os demais festeiros. Naturalmente, uma filha de Afrodite nunca passa despercebida, e em qualquer caminho feito por seus passos firmes e lentos, Isabella era devidamente apreciada, notada e cumprimentada por conhecidos e desconhecidos; mas nada daquilo lhe parecia capturar total atenção.

Uma parte da menina estava adorando a festa.

A outra desejava sair correndo dali e se enfiar em qualquer diversão imprudente Nova-Iorquina.

"Bella, o que você acha de ser o meu primeiro beijo do ano?" Por alguns instantes, a prole de Afrodite imaginou que aquela frase pertencesse a alguma letra de música estranhamente pessoal e desconhecida, até seus olhos azulados mirarem o responsável pelo convite e ela alargar um sorriso zombeteiro em direção ao mesmo. Jordan, um jovem sátiro que havia feito parte do resgate da própria garota para o acampamento meio-sangue, encontrava-se ali, em meio a alguns outros semideuses tão ébrios quanto ele parecia estar. "Pegue leve com a bebida, Jordie." Com a atenção voltada ao amigo sátiro, e os passos incessantes em um caminho que sequer estava em seu campo de visão, Bella seguiu por alguns instantes – até o momento em que sentiu a colisão de seu corpo contra algo, alguém na verdade.

A queda do copo que trazia em mãos, o recuar dos passos na tentativa de não cair sentada e o rosnado indignado pelo ocorrido desastroso moldaram os segundos que antecederam o momento em que os olhos da menina pousaram na vítima de sua desatenção. Definitivamente ela não o conhecia, jamais havia visto aqueles olhos azuis os traços faciais cruzando seu caminho – e aquela era uma péssima maneira de conhecer alguém, ela pensou. "Me desculpe por isso, eu espero não ter machucado você." Ela murmurou, atentando-se ao rapaz em uma sigilosa busca por algo resultante ao esbarrão abrupto.
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Re: A Fogueira

Mensagem por Anthony Beauford Lewis em Sex Jan 20, 2017 12:28 pm

Antes de permitir arrastar-se para a festa, Anthony pensara nas muitas variáveis que aquele local poderia lhe oferecer, mas nada, ele podia afirmar que nada, lhe preparara para aquilo. O garoto poderia ter listado inúmeras coisas que poderiam ter lhe constrangido, entre elas ridículas maneiras de se expor em meio ao público, mas não tinha pensando que se manter distante pudesse causar algum transtorno. Tudo aconteceu de forma repentina, a garota surgiu do nada a sua frente, e quando deu por si, ele já a encarava. Foi instinto é claro, dar passos à frente e lhe apoiar pela cintura, até que ela recobrasse o equilíbrio. Quando voltou a se afastar pegou-se admirando seus traços, sem se importar se ela tinha causado algum estrago. Costumava ser um pouco ignorante quando se tratava de impactos, pois pequenas coisas nunca o afetavam da maneira que deviam.

Seus cabelos dourados refletiam em um brilho sutil sobre o luar, eram únicos. Ele podia afirmar jamais ter visto tal brilho em outra garota, seus olhos eram marcantes, um tanto ousados, mesmo com a expressão de analise extrema presente no momento. Lábios carnudos emolduravam um rosto delicado, juvenil e belo, e o corpo curvilíneo seria deixado de lado, pois não era educado descreve-lo quando acabara de conhecer a jovem, mas magnifico era uma palavra para se colocar no meio naquele instante. Anthony pigarreou ao perceber que a encarara por tempo demais, e sem nada dizer, e desajeitado como era passou a mão pelos cabelos, sentindo o rosto esquentar devido ao constrangimento de possivelmente ter sido pego em flagrante. — Não me machucou, creio que é leve demais para causar algum dano — Respondeu o garoto, abrindo um sorriso de canto, levemente divertido.

Recuperou-se no minuto seguinte, e na tentativa de quebrar o silencio desconfortável – que podia afirmar que se instalaria caso não se pronunciasse – estendeu a mão. — Sou Anthony, legionário da coorte romana — Apresentou-se de maneira formal, como exigia da boa educação que lhe fora dada ainda na infância. O britânico cresceu cercado pela alta sociedade Londrina, em um casarão qualquer em Kensington na Cadogan Square, até ser obrigado a passar longas temporadas de treinamento em São Francisco, cercado de semideuses. Não tinha é claro esquecido do que aprendera, apenas adaptara a rotina para se assemelhar aos heróis, e não aos aristocratas. Essa rotina lhe proporcionara perder certas manias irritantes, o fazendo deixar de ser arrogante e prepotente, mas sem deixar de lago a ligação sanguínea com a família humana.

— Encantado em conhece-la — Completou, esperando que ela lhe apertasse a mão para ergue-la até os lábios, e lhe beijar a palma, soltando em seguida. — Diga-me senhorita, garotas bonitas costumam trombar com desconhecidos o tempo todo por aqui? Pois se sim, acho que devo vir mais vezes — Suas palavras não passaram é claro de uma brincadeira, uma maneira de descontrair o clima e deixa-la mais confortável. Ele sabia o quanto podia ser constrangedor passar por situações como aquela, e por ventura não gostava de presencia-las. Muitas vezes ignorou comparecer em festividades justamente por achar perda de tempo, mas o ano novo era diferente, exigia certa formalidade, e ele não queria passar a virada sozinho, para mais tarde descobrir que o ano se passara da mesma maneira.



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Re: A Fogueira

Mensagem por Rory Christensen em Dom Jan 22, 2017 12:55 am





A luz da noite mais escura


Não tenho medo da noite, pois eu mesmo sou a escuridão.








Os garotos cantavam fantasticamente bem na fogueira, ou talvez fosse apenas efeito de ayahuasca que moça Rory até sua alma. O importante era que ali havia felicidade, não importava como eles haviam conseguido aquilo. As mentes dos jovens semideuses estavam conectadas de um modo primitivo, com a musica juntando todos os sentidos. Não havia coisa que hipnotizasse mais do que ayahuasca com musica.
-Você tem a maldição ainda, Rory... – chegou uma filha de Afrodite que lhe puxa pelos ombros. Os dois semideuses não se continham em risada, era difícil entender um ao outro.
-Eu não sei... – Ele dá um grito perto do ouvido da garota para a musica alta não atrapalhar os dois. – Quer saber? – Ele fala meio pensativo, fazendo um gesto com as mãos que demonstrava indiferença. – Tanto faz, coloca ai a musica. Qualquer uma.
A garota dá um pulo de animação, fazendo um gesto para os amigos e então começa.
A musica começava com algumas batidas lentas e interessantes. A luz do ambiente parecia reagir à melodia, onde alguns holofotes focaram no filho da noite. Apesar de ser um lugar aberto, o acampamento possuía um grande equipamento de luz que fazia aquilo ser uma festa de primeira.  
-I think I see confetti from this potion… - Rory canta a letra inicial, que estranhamente ele sabia. Ele se expressa de forma lenta, tentando imitar o clima erótico que a musica dava. O garoto começa a andar, tentando deixar seus olhos abertos mesmo com a forte luz do holofote indo direto em seu rosto. Enquanto cantava com harmonia a letra, o garoto permitia-se mexer seus ombros e quadris para melhorar a sua performance. Se fosse pra fazer daquela forma, ele faria direito.
Algumas pessoas então se reúnem atrás do garoto, imitando com perfeição os movimentos que eles faziam. Pareciam estar todos na mesma vibe, com uma grande união.
-Cause we got them candles hanging. – Rory canta, se ajoelhando logo em seguida no chão, mexendo os seus braços pelo ar, fazendo alguns gestos que já havia visto anteriormente na televisão. - Like a slumber party. – Algumas bolhas então começaram a aparecer no ambiente, sopradas por alguns filhos de Éolo, enquanto as luzes dançavam num tom de roxo e verde. O local todo inspirava sensualidade, enquanto todos dançavam a musica de forma perfeita e coreografada. Parecia um musical da Disney.
-Let's fill up this clawfoot bath with bubbles. – Então ouviu uma filha de Dioniso pegar o microfone e cantar a parte mais lenta da musica. A voz da garota possuía melodia e mais sensualidade do que Rory jamais terá.
Enquanto fazia os movimentos brutos da musica, Rory sentia o seu corpo todo tremer e estalar. O garoto nunca fora muito atlético, por isso todos aqueles passos de danças estavam cansando o garoto.
No refrão final, Rory simplesmente desiste e se joga no chão, com a multidão lhe acompanhando, e começa a balançar seu cabelo para todos os lados, sem parar os seus movimentos com braço. E quando as ultimas batidas tocam, Rory se deita no chão em êxtase. A maldição se fora.




Atualmente, a tua mente, atua ou mente? ©






RoryC
Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.
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Re: A Fogueira

Mensagem por Samanta Sink em Dom Jan 22, 2017 3:01 pm



So let's get covered in flames
And play some games with the smoke

"don't you try to run right now
'Cause baby I could burn you down. "


A menção de visitá-la no Acampamento Romano fez minha barriga borbulhar em excitação e me aqueceu um pouco. Seus olhos pareciam refletir o brilho das estrelas com o convite de observá-las. Já era esperado que ela gostasse daquilo. Era uma filha da Noite, afinal.

— Vamos! Olhe. — Evie levantou a mão acima da água e, conforme as gotas lhe escorriam pela pele me permiti observá-la. Enrugadinha como um maracujá. — Estamos aqui a tanto tempo, mas parece que não passou tudo isso!

Sorri com o que a semideusa fizera, tanto que quase não consegui fazer um biquinho nos lábios ao receber o selinho. Quando a filha de Nox se afastou, permitindo que a água tocasse livremente minha barriga, senti um gelado incômodo e quase pedi para que ela voltasse a colar o seu corpo no meu, mas já estávamos de saída, de qualquer forma.

— Sim, eu também estou meio murcha. — Torci o nariz, observando minhas próprias palmas e as pontas dos meus dedos. — Eu gostei de ter passado esse tempo aqui, isolada. E você? — Observei seus olhos azuis uma vez mais.

— Claro que sim, mas sabe o que eu acho? — Me era de interesse saber o que se passava na cabecinha da romana, ainda mais com aquele sorrisinho travesso estampado em seus lábios.

— Não. O que? — Estava com o cenho franzido, intrigada.

— Que você não chega lá primeiro!

Com o som da sua voz faceira e animada veio a água salgada em meu rosto. Em um reflexo imediato, por estar confiando na garota, apenas fechei os olhos. A água me atingiu com força, entrando pela boca e um pouco nos olhos, me obrigando a esfregar as mãos pelo rosto, em um gritinho indignado e incrédulo.

Quando voltei a observar onde a menina estava deixei o queixo cair em uma raiva infantil e inofensiva, passando a, apenas, usar os músculos para me impulsionar para frente, na água, correndo e lutando contra as correntezas. Os risos, à distância, de Evie me faziam sorrir e também acabar soltando algumas risadas incontidas, contagiantes. Os músculos das pernas queimavam e, então, comecei a nadar, conforme fazia no lago. Volta e meia uma onda me impulsionava mais para frente e, por um momento, achei que já a teria passado, mas ao sentir o chão arenoso raspar em meus joelhos e erguer minha cabeça, perdendo alguns segundos neste processo, Evie me passou novamente e chegou à beira da praia antes de mim.

Também me ergui e corri até onde ela estava e, quando as ondas não tocavam mais meus pés, deixei que o meu corpo caísse na areia, me virando de barriga para cima, ofegante e com um sorriso bobo no rosto. Sequer liguei para a areia que colava em minha pele.

— Idiota... você trapaceou. — Comentei entre uma risada e outra, observando-a de baixo.

Deuses, aquele corpo era magnífico.



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Re: A Fogueira

Mensagem por Percy Jackson em Dom Jan 22, 2017 4:28 pm



Fugindo de encrenca


Cabelo bagunçado, camisa do acampamento, uma calça jeans e um tênis escuro. Essa era minha grande produção para as festividades; meu cabelo e o pente nunca se deram muito bem. No momento, estava sozinho no chalé. Bati a porta ao sair e vi pessoas se dirigirem apressadas para onde ficava a fogueira; segui-as até o local . Quando cheguei lá, me deparei com, nada mais, nada menos que... Afrodite, ou Vênus? Esse lance de deuses terem dupla personalidade me deixava confuso. Eu fiz um sinal com a mão, apenas levantando-a, para dar um boa noite que fosse. Não tinha intimidade com os deuses, mas eu aprendi que eles podem se vingar por motivos de você revirar os olhos. Não me surpreenderia se uma dia ela olhasse para baixo e fizesse algo pensando hmm, vou aprontar com esse garoto mal educado, ele nem me deu oi quando me viu aquela vez. Afrodite já me dissera que não iria me dar uma vida amorosa fácil, o que era verdade, sendo mesmo tudo obra dela ou não; Mas, ainda poderia ter algo pior que o Tártaro? Só o tempo tempo tem essa resposta. Ou Rachel.

Após esse momento de tensão, dei uma circulada por ali. Havia pessoas dançando; e como... Eu nem se quer me imaginava fazendo aquilo. Talvez eu tivesse ossos demais para isso. Eu ainda andava quando avistei Piper, que conheci nas aventuras do Argo II, e Annabeth, minha namorada. Eu fiquei pensando se talvez fosse atrapalhar algum assunto se chegasse, mas logo aquilo fugiu de meus pensamentos. Quando me aproximo, consigo ouvir um comentário de Piper. O que tem de mal numa festa?

- É, o que tem de mal? - disse. Eu deveria chamar Annie pra dançar? Nem eu sabia como fazer - eaí, Piper? Jason não chegou ainda? - ela comenta que não o viu ainda na fogueira, mas tinha planos pra noite - entendo.
Minha mão direita encontrou a esquerda de Annabeth e elas se entrelaçaram.

e...
----------------------------------------------------------------------
@Lilah


Última edição por Percy Jackson em Ter Jan 24, 2017 7:43 pm, editado 1 vez(es)


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Re: A Fogueira

Mensagem por Zoë Ehlert Nordberg em Dom Jan 22, 2017 11:34 pm

I wouldn’t loose my mind
Estava se tornando mais difícil a cada segundo se controlar com Maya em sua frente, provocando-a pelo mínimo mesmo que sem querer. Seus lábios a tentavam, seus olhos estavam sugestivos e por um momento pensou poder ler a mente da loira que estava tão próxima de si, sentir a respiração dela bater contra seu rosto estava se tornando uma das suas coisas favoritas naquele dia.

Você tem razão… eu não facilito. E não gosto de facilitar. – Disse com um sorriso safado, mordiscando seu lábio inferior sem deixar de admirar suas íris azuis suavemente esverdeadas. Sua cabeça maneou em positivo e como se a respondesse positivamente, tomou sem lábios em um beijo urgente e necessitado, sua língua enroscando à dela explorando sua boca com calma. – Eu entendo cada palavra, baby. – Interrompeu o contato sussurrando contra sua boca, um sorriso surgindo em seus lábios.

Zoë recolheu as coisas que estavam no chão e colocou entre seus braços, com a mão livre puxando Maya para longe dali. Mais especificamente, pro chalé dos filhos de Éolo, o mais conveniente para as duas já que naquela hora, estaria extremamente vazio e silencioso.
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Re: A Fogueira

Mensagem por Stasya Alekseev em Seg Jan 23, 2017 12:10 pm



Mico do Ano!


Não bastava estar me envolvendo com um garoto que não consegui ter olhos para uma menina só, resolvi me meter na festa que estaca acontecendo no acampamento e resolvi jogar um joguinho que todos estavam jogando. Eu não tinha sorte com jogos, mas a minha teimosia de querer participar foi maior que a minha certeza que me daria mal. Fiquei na fila junto com a minha amiga enquanto não chegava à nossa vez. Depois de algum tempo ela foi primeiro e tirou um monstrinho legal, estava toda empolgada para que isso acontecesse comigo também e quando chegou a minha vez, o monstrinho do azar resolveu aparecer e me picar. – MALDITO!  - disse querendo esmurrar ele, mas fui segurada e arrastada para longe pela minha amiga. – Nossa....... Ninguém merece! – reclamo sacudindo a mão.

-Olha, essa desgraça de monstrinho tinha que ser instinto! – falo entre os dentes e pro perto da fogueira ao lado dela. – Eu não estou brava, eu quero matar aquele negócio. – rebato o comentário dela e suspiro. – Dançar, que? - me viro para ela com um sorriso nos lábios, afinal, eu amo dançar. – Dança do siri? - arqueio a sobrancelha. – Sabe que todo mundo vai zoar a gente né? Mas... – olho de relance para os lados. – Eu não ligo para o que os outros pensam de mim, vamos sim! – tinha conseguido um celular com o filho de Hermes, puxo o aparelho do bolso da calça e procuro a musica que eu e a garota ficamos dançando no chalé e rindo uma da outra. – Achei.. – falo e coloco a música para tocar. – Pronta? - pergunto para ela e sorrio com a pergunta da mesma. – Eu nasci pronta! – sorrio e flexiono os joelhos, erguendo os braços, dobrando eles e começo a dançar a dança estranha que eu e a loira gostávamos de fazer quando estávamos juntas. Três passos para a direita e três para a esquerda, começo a rir não acreditando como podia estar fazendo aquela dança ali, as nossas risadas se junto com a dos outros semideuses que começaram a gargalhar com a dança do siri. A jovem era tão boa em dança e em equilibro que pisou no meu pé, fazendo com que eu caísse. – Sua louca!- exclamo no chão, me sento e acabo por rir mais. – Acho que já pagamos todo o mico desse ano. – comento parando de rir aos poucos. – Vem, vamos ao banheiro comigo. – falo puxando-a para que levantasse. - Espero que ninguém tenha filmado isso. - comento andando ao lado nela. - Já pensou isso cair nas redes sociais?- faço uma cara dramática e nego de leve só de imaginar isso. - Ok, se acontecer eu te mão. - empurro-a de leve e saio correndo do lugar sendo seguida por ela.



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Re: A Fogueira

Mensagem por Evie Farrier em Ter Jan 24, 2017 5:23 pm


A festa na fogueira que você respeita
'As oportunidades multiplicam-se à medida que são agarradas."
~ Local: Praia/Fogueira
~ Com: Samanta
~ Tempo: Algum momento depois das 22h
~Roupas: Descalça, usando shortinho e blusa regata



Ao atingir a praia, a minha respiração estava ofegante por conta do esforço de correr e nadar na água, somados ao ar perdido pelo riso. Meus pés arrastaram na areia molhada até atingir uma área em que as ondas já não me alcançavam mais.

Observei a garota de cabelos vermelhos desabar ao meu lado. Um sorrisinho um tanto infantil e implicante desenhou meus lábios. Trapaceando ou não, havia ganhado de uma grega filha do deus da guerra. O gostinho de conquistar algo sempre seria doce ao meu paladar competitivo. De maneira distraída, passei a mão em meus cabelos molhados e os torci para retirar o excesso de água salgada. A escutei me acusar de trapaça e logo meus olhos buscaram a figura da garota de cabelos carmesim... Apenas para flagrar os olhos verdes cravados em mim. Por um singelo momento o peso daquele olhar esverdeado fez meu coração errar algumas batidas... Para logo conseguinte acelerar ao captar a imagem por completo.

O legado de Afrodite estava deitado sobre a areia. A pele clarinha era destacada pelo brilho da lua, a única fonte de iluminação do lugar. O cabelo vermelho estava molhado e levemente bagunçado, mas isso a deixava ainda mais singular. Ela trajava apenas um simples biquíni, mostrando mais do seu corpo do que minha mente estava capacitada a suportar. O motivo? Eu enxergava perfeitamente a noite. Conseguia captar até mesmo as gotinhas de água salgada que ainda deslizavam vagarosamente pela pele alva, vislumbrar os pelinhos arrepiados pelo frio. Quem iria culpar-me por estar lutando bravamente contra um suspiro?

Mordi o lábio inferior e sentei ao lado esquerdo de Samanta. Apoiei uma mão ao lado do ombro dela enquanto a outra segurou meu cabelo. Assim, quando inclinei meu corpo em direção ao dela, os fios castanhos e molhados não atrapalharam o meu plano. Plano este que consistiu em depositar um beijo sutil na ponta do nariz dela.

-Aceite isso como prêmio de consolação e este... – desci meus lábios até os dela, capturando o superior para sugar lentamente, depois o inferior para morder e puxar - ... meu prêmio por vencer uma filha legítima do senhor da guerra.

Pisquei o olho esquerdo de maneira marota e logo permitia meu corpo repousar ao lado da garota. Nossos braços tocavam um ao outro, nossas cabeças estavam próximas. Mas meu olhar agora pertencia ao manto estrelado sobre nós. Meu olhar era indubitavelmente encantado e sereno, um efeito natural sempre que parava para admirar o céu noturno. Talvez eles estivessem refletindo o mesmo brilho em minhas íris azuladas, agora encantadas com toda a imensidão negra.

-Você sabe encontrar alguma constelação? Eu consigo ver quase todas elas – não estava me vangloriando, em verdade, revelava algo do qual eu era perdidamente apaixonada. E ali, enquanto falava e admirava as estrelas, um sorriso inconsciente permanecia imortal no canto de meus lábios, sempre presente e inalterado – Não sei quanto aos meus outros meios-irmãos, mas... Eu realmente gosto disso, astronomia. Cliché, não é?


TEMPLANTE: MONSTRO@MKD





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Re: A Fogueira

Mensagem por Ahri Kiev Razvan em Sab Jan 28, 2017 4:24 pm

The stairs creak as you sleep, it's keeping me awake
Soon it will be over and buried with our past



Observava a irmã pegar a frente da situação com um meio sorriso nos lábios, era gratificante vê-la colocar o filho de Apolo em seu devido lugar. Pelo jeito que se portava e a indiferença posta em suas íris, era perceptível que os dois se conheciam, mas Serena permanecia incrivelmente alheia a ele. Ahri pensou em questiona-la sobre onde e quando ela havia o encontrado enquanto caminhavam para longe do rapaz, porém limitou-se a ficar em silêncio, pois entendia que em algumas situações a melhor opção era permanecer quieta. Observou Mihay por cima do ombro, sua face permanecia inexpressiva e os olhos castanhos perdidos em algum ponto da fogueira. — O que ela tem? — Perguntou no instante em que pararam de caminhar.  

O sucinto manear na cabeça executado por Serena foi o suficiente para saber que a mais velha estava tão confusa quanto ela. Estavam a uma curta distância da mais nova e sequer ela havia percebido o distanciamento das outras duas, a prole de Éris até mesmo duvidava se a irmã havia reparado na chegada do garoto. — O que está acontecendo conosco, Serena? — Sua voz era quase inaudível e as íris castanhas permaneciam fixas na face de Mihay. As irmãs Razvan desde os primórdios de suas vidas possuíam uma ligação única, um elo que as faziam depender uma da outra de maneira quase doentia, na verdade, eram incapazes de sobreviver separadas. Todavia, a relação entre as três estava mudando. Ahri não gosta de mudanças, ao contrário, é em sua zona de conforto que se sente segura.

A presença de Vênus deixou parte dos presentes ligeiramente alterados, por um momento até mesmo Ahri deixou-se levar pelos encantos trazidos pela deusa, mas fechou os olhos rapidamente e suspirou, permitindo que o ar quente saísse de seus pulmões ao controlar suas emoções. Ser filha de Éris e necromante tornava mais fácil o exercício de autocontrole, por isso não foi tão difícil recobrar os sentidos e ficar totalmente neutra em relação às rosas que recaiam sobre seu corpo. — Devíamos voltar para o chalé. Todas essas pessoas estão me incomodando. — Pronunciou secamente, desviando de um casal que quase se fundiam um ao outro e sequer se importavam de chocar-se com os outros. Pelos deuses, qual a necessidade de ficar mostrando aquela troca de germes para todos? Era nojento!

Segurou a mão de Serena com a destra e caminhou com a mesma em direção a Mihay, mas seu caminho foi bloqueado por uma figura inusitada. Ahri franziu o cenho ao erguer o queixo e encarar o rapaz de porte atlético, mesmo que possuísse o dobro de seu tamanho não o deixaria lhe intimidar. Deveria ser mais um atrás de Serena, era incrível como a irmã conseguia chamar atenção dos garotos repletos de hormônios.  — Saia da nossa frente. — Bravejou, irritada. Tudo aconteceu muito rápido, mais rápido do que esse narrador e a adolescente foram capazes de acompanhar, afinal, em um minuto Ahri empurrou o desconhecido para o lado e em outro teve os lábios imaculados tocados por ele.  

A princípio não soube como reagir, suas bochechas tornaram-se rubras e seu corpo simplesmente ficou estático. Definitivamente havia sido pega de surpresa e não de uma maneira agradável. Sem perceber afrouxou a palma da mão de Serena até solta-la completamente, as íris castanhas recaíram sobre a face do moreno que visivelmente parecia afetado por algum tipo de alucinógeno. Aquela pequena confusão foi o suficiente para que o encanto da deusa do amor invadisse seus sentidos, tornando a adolescente totalmente refém de sentimentos e emoções até então desconhecidos. Ahri nunca havia sido tocada de forma tão íntima por ninguém, nem mesmo pelas irmãs gêmeas. Sentia-se invadida, queria mata-lo e ao mesmo tempo era como se existisse uma barreira entre o que deveria e o que queria fazer.

Não possuía controle de seu corpo e muito menos de seus atos quando colocou os braços em volta do pescoço dele. Foi uma sensação estranha, era como se de algum modo possuísse a certeza de como fazer aquilo. A prole de Éris ficou na ponta dos pés e puxou sua cabeça para baixo, pressionando sua boca contra a dele. Seus lábios se abriram com os dele, e ela sentiu, pela primeira vez na vida sentiu as famosas borboletas no estômago que os livros clichês das aulas de literatura retratavam. O que está fazendo? Uma vozinha fraca sussurrou em sua mente, o único fio de razão que ainda lhe restava. Abriu os olhos e encarou o garoto mais uma vez, a raiva fluindo por seu corpo fazendo-a retomar parcialmente o controle e desprender-se do encanto de Vênus.  

Ahri trincou os dentes e mordeu os lábios do moreno, fazendo-o se afastar minimamente. As mãos no estômago dele tornaram-se rijas, zangadas e sem pensar duas vezes o empurrou com toda a força que possuía. O sangue ardeu em seu rosto, quente como uma febre, mas isso não a impediu de encara-lo visivelmente irritada. — Você ficou louco? Eu vou mata-lo! — Exclamou, aproximando-se e o segurando pelo colarinho, ignorando todo o resto.





Ahri Kiev Razvan
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Ahri Kiev Razvan
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