The Blood of Olympus
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A Fogueira

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Re: A Fogueira

Mensagem por Hades em Sex Dez 30, 2016 9:31 pm

Allyria - 200 de xp.

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Re: A Fogueira

Mensagem por Ariel Sehn Kahlfels em Sex Dez 30, 2016 10:53 pm



Um cheiro familiar invadiu o olfato de Ariel, que imediatamente ergueu o rosto para fitar a figura que se aproximava. De imediato se deparou com Emmanuelle semelhante a uma noiva, vestida de branco e extremamente linda. A renda na parte superior de seu vestido lhe dava um ar de menina, combinando com sua aparência imortal. − Se eu soubesse que ia vir tão arrumada, teria me preparado melhor. − Suspirou, desencostando-se para abraçá-la e sentir o corpo da morena colado ao próprio. − Você está lin... − antes que completasse a frase, uma garrafa estilhaçou no chão, fazendo um barulho irritante de vidros quebrando por poucos segundos. Quando Ariel puxou o olhar para o centro da mesa mais ao lado de onde estavam, viu que uma garota de cabelos louros provocava uma pequena confusão junto com mais uma outra loura. − Tinha que começar com briga? − como instrutora de uma das aulas do acampamento, Ariel deveria manter os olhos sempre abertos para com o comportamento rebelde dos campistas, podendo delegar ao líder de chalé para que tomasse providências com o infrator. Entrelaçou os dedos da mão direita aos de Emmanuelle e puxou-a para o centro da confusão, o porte ameaçador o suficiente para dispersar a rodinha da baderna que incentivava a briga. − Parece que a noite começou animada para as duas. − puxou a que estava por cima pelo ombro, sendo muito mais alta que ela e que a outra também. Em fatos, Manu era a única que chegava próximo de sua altura, mas ainda tinha certa diferença. Isso sempre a fazia pensar que era mais desengonçada do que realmente parecia, o que não era verdade. − Se querem brigar, por que não vão para a arena e duelam? O acampamento não é lugar para rebeldes, é a morada de semideuses. Cheguem perto uma da outra, e eu vou obrigá-las a continuarem o showzinho em outro lugar. − os olhos azuis estavam praticamente acesos, olhando de uma para outra. − Fui clara? − um sorriso debochado tomou os lábios da filha de Hades, que tinha estado com os braços esticados para que uma distância se somasse entre elas. − Usem poderes para ferir uma a outra, e a coisa vai ficar realmente séria. − tratou de não deixar nenhuma brecha, voltando a se aproximar de Emmanuelle.

Fez questão de se misturar entre a multidão para chegar do outro lado, de onde ainda podia vislumbrar a silhueta das duas garotas. Não ficaria de vigia e nem de babá, mas precisava manter a ordem, já que nenhum dos outros instrutores estavam presentes, se não, a própria Manu. Mas, não queria que ela chamasse atenção. Estava tão linda... Arrastava olhares de cobiça, admiração, e por mais que também estivesse tendo a mesma cartada para si, sentia um leve ciúme se encorpar devagar. − Nunca tinha visto essas duas por aqui. − comentou, um pouco exasperada com aquela situação. Mas, depositou um beijo na testa da namorada, para logo selar seus lábios longamente. − Senti sua falta, baby. − sussurrou, capturando seu lábio inferior para chupar devagar e repuxar com os dentes até que escapasse.



roupa aqui. apenas a roupa, cabelo e maquiagem fazem parte do conjunto citado no post. ariel usa uma rasteira prendendo no pé, para não ficar exageradamente alta. suas dores impedem o uso de saltos.
happy new year














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Re: A Fogueira

Mensagem por Rory Christensen em Sab Dez 31, 2016 1:52 am



A fogueira da virada.
O inicio de Logan e Rory


-Como você conseguiu arruinar a noite em menos de 30 minutos? – Rory fica se martirizando mentalmente, enquanto ficava com o rosto, repleto de vergonha, escondido pela mesa. Era a chance de Rory arrumar amigos, de rir sobre coisas bobas. Bom, naquela noite as pessoas iriam rir dele e não com ele. – Burro. – disse.
Com todos esses pensamentos em sua mente, o semideus já havia até esquecido que estava nervoso por causa de seu encontro com o filho de poseidon. Quando ouviu as palavras de Logan, Rory sentiu todo o peso do nervosismo, que ele havia acumulado o dia todo, cair novamente sobre os seus ombros.
-Olha isso. – Rory levanta a ficha de monstro, olhando para a sua frente sem olhar diretamente para o semideus. – Eu tirei a pior coisa daquele estupido sorteio. E logo de primeira. – ele ri amargamente. – Você vai ter que passar essa vergonha comigo, vou logo avisando.
Rory olha para o lado onde estava o seu acompanhante e de repente foi como se estivesse esquecido cada uma das palavras do dicionário. Rory que antes falava de nervoso, agora ficou quieto enquanto olhava para o semideus. O filho de Nyx ostentou em seu rosto um sorriso largo e verdadeiro enquanto olha para o semideus.
Ele não olhou com muitos detalhes para Logan. A primeira coisa que pensou foi “Caramba. Esse garoto é maravilhoso” e se lembrou de cada um dos momentos que eles já haviam se passado junto. Os dois não se conheciam há tanto tempo, mas as memórias que ele tinha do filho do Poseidon já eram bastante especiais pra ele.
Rory, que antes era tímido, havia perdido toda a sua timidez com o garoto, então ele se levanta para cumprimentar o garoto com um abraço ou um aperto de mão, mas não controla a sua animação e dá um beijo no semideus.






RoryC
Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.
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Re: A Fogueira

Mensagem por Beau G. Edmond em Sab Dez 31, 2016 12:14 pm





 
 
 












Fire, fire



Não ter participado da comemoração natalina foi um erro que cometi. Ficar trancado no quarto do chalé não era algo tão agradável quando se tem vários campistas socializando em um local. Desta vez, seria diferente. Sabia que a fogueira estava mais intensa aquela noite. Pelo que entendi, fim de ano era sinônimo de comemoração e bastante comida naquele lugar, o que para mim é mais um ano que se acaba e mais uma idade que ganho. Realmente, a velhice era algo que me incomodava. Mas, não iria deixar esse pessimismo me impedir.

Não foi preciso muito tempo para me arrumar: roupa justa que seguisse a forma do corpo definido ficava sempre bem em um filho de Eros. Uma calça jeans preta e uma camisa básica, branca. Apenas uma sandália de mesma cor que a camisa para deixar com ar um pouco mais despojado.

A fogueira já estava cheia quando cheguei, alguns semideuses sentados ao seu redor e outros mais afastados com seus respectivos grupos sociais. Como sabia que não lembraria o que teria que fazer mais tarde, tratei de pegar um prato com comida já pronto e me aproximei da fogueira sem nem observar o que tinha pegado.

— Eros...

Falei em voz baixa enquanto jogava a comida com um pouco de desdém nas chamas intensas. Fazia a oferenda apenas por obrigação, porque não tinha nenhum motivo para agradar aquele deus que não conseguia chamar de pai.

Colocava o prato vazio no local onde havia pegado e ia até um canto vazio próximo a fogueira. Sentava e observava a movimentação do lugar. Já tinha visto alguns presentes ali, mas na sabia como me aproximar.


maybe?!

Post #07 // Fogueira // Tag #NewYear // Tag #Evento // BY LOONY!


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Re: A Fogueira

Mensagem por Yoon Bom em Sab Dez 31, 2016 1:43 pm

daisy, daisy
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Meu estado de tédio chegara ao nível máximo. Viver em meio as raízes das outras não me agradava mais, ainda mais quando todas estavam tagarelando sobre uma tal "fogueira". Encontrava-me na forma humana, sentada em uma pedra na beira da cachoeira. "Oh, vamos todas para uma festa feita para semideuses! Estamos cansadas de nos oferecer para deuses, então o melhor jeito é se oferecer para os filhos deles!" Caçoei, até parece que elas estavam afim de ir só para ouvir histórias de fantasmas . Ergui-me sobre a pedra, dando um pequeno pulo para cair de pé sobre a margem. A caminhada para fora da floresta era longa, ainda mais se começasse perto do lago, onde me encontrava.

Não é nada pessoal, sabe? Mas cada uma dessas florzinhas idiotas está afim, somente, de embuchar de um desses romanos bestas para ter um monstrinho e se dar bem. Pois é, a nova moda são os romanos.

Arrastei meus pés descalços até a última árvore da entrada, me escondendo atrás da mesma. Querendo ou não, os faunos me conheciam, então eu tinha que prestar muita atenção antes de sair do meu esconderijo. Sai de trás da árvore, jogando o cabelo para trás dos ombros.

A fogueira já estava lotada no momento que cheguei, mas nenhum rosto era conhecido. Caminhei pela festa, observando bem o rosto das garotas, a procura de qualquer árvore mal criada e afim de me arrumar um bebê para atrapalhar as noites de sono. Tudo demonstrava que a noite seria pacífica, nenhuma ninfa chata estava dando em cima dos garotos e nenhum fauno estava correndo atrás de mim. Apanhei rapidamente um copo com uma bebida qualquer, virando-o de uma vez. Mesmo que tudo demonstrava que eu era a doida da vez, pelo menos não estava dançando.
vitu




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Re: A Fogueira

Mensagem por Dimitri Lancaster em Sab Dez 31, 2016 2:32 pm

I'm bigger than my body.
Qual a vantagem em ser um indefinido? Não saber quem é o seu pai, ou sua mãe, verdadeiramente? Provar a si mesmo que a sua vida foi somente um ilusão, esta criada por mover de dedos, como um ventríloquo manipulando as cordas, as quais estão conectadas aos membros de uma marionete. Os semideuses são as marionetes dos deuses, seus brinquedos favoritos. Alguns desses seres místicos e celestiais dizem ser apegado a algumas crias específicas de sua genética, coisa que duvido muito. Eu cresci com o meu divino por anos. Porém, não lembro ao certo quem era ele, ou ela. Eu era uma criança, não me culpem. O fato de ter aparecido, um dia específico, em uma casa qualquer, com uma família humana, que me deram Ehlert Friedrich como complemento familiar ao meu nome, nunca me ajudou lembrar nem ao menos da face daquele que me gerou. Em certos momentos paro para que eu possa refletir sobre quem sou e o que sou, e a resposta era sempre a mesma: "Não sei".

Estou perdido nesse acampamento tem uns anos, já que não tenho a informação para onde guiar-me. Dividia um casebre qualquer com outros nas mesmas circunstâncias do que eu: não sabiam de quem são filhos. Merda. Encarava a minha imagem refletida no líquido transparente, no lago. Olhava para mim mesmo, reparando na pigmentação inconstante de minhas irises. Essa, predominantemente, tinha tintura esverdeada, como o mar, mas ao fundo, em torno da fosca esfera preta - pupila -, tornava-se um azul vivo. Formando uma concha com as ambas as palmas, capturei uma porção do líquido e molhei minha face e, mais tarde, meus fios capilares. Lavei meu rosto e minha alma. Me pus ereto, sobre o plano do sono da margem, enquanto um sopro de gases comprimidos esvaiu-se na forma de um suspiro. Me vi diante de ruídos de alegrias, risadas contagiantes, sorrisos eram fitados há metros de distância. Estava a par de todos os aconteciam em minha atual residência, meu lar, mesmo que não pudesse contribuir muito para. Depois de tantos eventos catastróficos, os regentes resolveram presentear os semideuses com uma festividade, para comemorar a finalização de mais um ano.

Meu relacionamento com todos nunca foi muito aberto, pelo verdade de que sou muito na minha, reservado e quieto. Minha facilidade para se relacionar com uma pessoa, não importando o gênero desta, era quase nula. Todavia, conhecia as minhas próprias artes & travessuras. Se eu desejasse, poderia ser o ser com a voz mais persuasiva existente. Conseguir o que eu queria nunca foi algo tão difícil desde que eu soubesse usar os métodos e palavras certas. Tomei uma bebida entre minhas falanges, sustentada pelo recipiente que o guardava. Ingeri tudo de uma só vez, em grandes goles. Perpassei o dorso de meu palmo nos lábios, limpando os pingos e resquícios do líquido que jaziam no canto esquerdo de minha boca, escorrendo. Mirei os olhares e expressões dos presentes, a fim de ver com quem se relacionavam. Não havia motivos para passar aquela noite sozinho, não mesmo? Foquei meu olhar em uma figura de menor tamanho, feminina, de cabelos dourados, com os globos esmeraldas fixados na imagem fervente e dançante das chamas do fogueira. Olhei suas palmas, vazias.  — Noite divertida, né? — Indaguei ao me aproximar o suficiente, parando ao seu lado. Cutuquei-lhe o ombro ao mesmo lado, estendendo um copo com bebida, enquanto empunhava outra para mim na mão livre.

Fiquei encarando a garota pelos cantos dos olhos, já que estar ao seu lado só possibilitava tal coisa. Fiz como ela, olhando a fogueira a minha frente. Deixei que o silêncio reinasse por alguns segundos, talvez até minutos, para que pudesse chamar a atenção novamente. — É nova por aqui? Me lembraria se já tivesse te visto por aí. — Questionei, levando a boca do copo à minha, empurrando a bebida alcoólica para dentro da própria. Ingeri parte dele, e deixei uma quantia dentro do copo ainda. Cocei a barba rala do meu maxilar, pensativo, diante da resposta que foi lhe dada. — Desculpe, esqueci dos meus modos. — Dei de ombros, dando um sorriso de canto no processo. E ri baixo. — Sou Near, filho de sei lá quem. — Apresentei-me, fazendo uma referência como tivesse perto de um membro da realeza. — E você, quem é?


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Re: A Fogueira

Mensagem por Ahri Kiev Razvan em Sab Dez 31, 2016 3:16 pm

The stairs creak as you sleep, it's keeping me awake
Soon it will be over and buried with our past



Envolveu as mãos com as luvas negras, encarando seu reflexo no espelho. Definitivamente aquelas não eram roupas apropriadas para uma festa, estava mais para trajes de um dia comum no acampamento.  Movimentou os ombros e tombou a cabeça para o lado, observando as irmãs. — Qual o motivo de irmos a essa fogueira mesmo? — Perguntou, encarando Serena. Não havia nada de especial naquela noite, exceto pela passagem de ano, que na opinião da adolescente não muda nada. As pessoas tem a típica mania de fazem promessas, dizerem que o novo ano será melhor, terão realizações e todo aquele blá blá blá que se escuta todos os anos. Aparentemente a fogueira era um encontro simbólico, onde campistas se reuniam para comemorar e interagir entre si. Seria interessante se não houvesse tantas pessoas aglomeradas, só de pensar na ideia já sentia arrepios.

Serena rolou os olhos, como sempre estava com a expressão tranquila, e não hesitou em si aproximar, ajudando Ahri a vestir a jaqueta. — Eu sei me arrumar sozinha. — Resmungou a semideusa, mas logo ambas começaram a rir. Algumas coisas nunca mudam. Serena, mesmo sendo apenas alguns segundos mais velha do que ela, sempre se demonstrou mais responsável e racional em determinadas situações. Ahri era a impulsiva, enquanto a irmã nunca perdia o controle, sempre sabia a hora certa de agir e falar. Por um momento, a loira observou Mihay de soslaio, estava em silêncio e especialmente distraída naquela noite. — Ei, acorda pra vida! — Chamou, inclinando o tronco e balançando as mãos na frente do rosto da mais nova, que lhe deu como resposta uma olhada nada amigável. Enfim, apenas um dia normal entre as irmãs Razvan. Enquanto Serena tentava manter o equilíbrio entre elas, Ahri era a que precisava ser controlada ou seria capaz de agredir metade do acampamento só por respirarem o mesmo ar que ela, e Mihay, podia ser quieta, mas possuía uma mente e habilidades de uma assassina habilidosa, visto que, controlava as emoções melhor do que ninguém. Se é que possuía alguma.

Depois de alguns minutos, as gêmeas deixaram o chalé dos Necromantes para trás, caminhando em direção à fogueira. Ahri não queria ir, mas estava com fome e o jantar seria servido no local. Droga, murmurou, eles faziam de tudo para que todos comparecessem aquelas reuniões estúpidas. Pelo menos todo aquele clima comemorativo acabaria logo, bastava o ano passar e tudo voltaria ao normal. A mesma rotina monótona resumida em acordar cedo, caçar, treinar, comer, dormir, treinar mais e assim por diante. O pior desse período é que a maioria dos indivíduos ficam cobertos por uma aura amorosa e carinhosa, achando-se no direito de abraçar e cumprimentar qualquer ser vivo que passe na sua frente. Razvan odiava ser tocada, odiava ter pessoas próximas a ela, sentia-se mal e sufocada, era como se sugassem todo o seu oxigênio, não que precisasse dele para sobreviver, mas mesmo assim não dava o direito deles roubarem o dela.

Chutava pedrinhas de cascalho por onde passava, distraída em seus pensamentos. No fundo sabia o real motivo de não gostar do Natal e nem do Ano Novo, claro que tinha relação com o fato de detestar ficar com outras pessoas além das irmãs, mas o principal fator era Yver. Como dito anteriormente, ele nunca foi verdadeiramente um pai para as três meninas, pelo contrário, estava mais para um inimigo que vivia sobre o mesmo teto. O único arrependimento de Ahri em relação a ele era não tê-lo matado antes, assim suas vidas teriam sido bem melhores. Desde que se tornou uma necromante, por vezes acordou a noite e teve a impressão de vê-lo parado na porta, espreitando as gêmeas enquanto dormiam, mas ao piscar os olhos a imagem do homem sumia, o que a fazia pensar que só estava sobre o efeito do sono ainda. Razvan ergueu o rosto, percebendo que estava ficando para trás no caminho, assim apressou os passos até acompanhar Mihay e Serena que já adentravam a clareira.

Logo na entrada se podia observar a grande fogueira, similar aquelas de São João sabem? Mas possuía algo de diferente. Suas chamas não eram comuns como de uma fogueira comum, eram incrivelmente brilhantes e intensas. As pessoas dançavam ao seu redor, alguns com pares e outras sozinhas, porém, seguindo a mesma música que estrondava pelo local. Ahri semicerrou os olhos, atordoada com todo aquele barulho. — Saímos do chalé para isso? Prefiro voltar. — Sussurrou perto do ouvido de Mihay. Razvan estava distraída demais reclamando do quanto o lugar era chato e coberto por germes, pobre garota, enquanto falava com as irmãs não notava a presença de um bichinho minúsculo que voava de um lado para o outro, e aos poucos ia aproximando-se dela. A cada segundo a distância entre os dois tornava-se mínima, lentamente o mesmo pousou em sua nuca, caminhando pela região despreocupadamente. Era um bichinho travesso, tão pequeno que sequer outra pessoa além desse narrador poderia nota-lo. Ahri sentiu um formigamento na cerviz, mas não se importou. Deveria ser apenas algum efeito colateral por estar na presença de tantas pessoas, ainda bem que ao sair do chalé havia pegado as luvas que ganhará de presente.

Ele a picou, e voou tão rápido quanto o desconforto que surgiu na região. A prole de Éris levou uma mão até a nuca, deslizando os dígitos pela pele alva. Fisgou o lábio inferior com os dentes e esboçou uma expressão de dor. — Ahri, está tudo bem? — Perguntou Serena, aproximando-se e encarando a garota. — Sim, acho que um mosquito me picou. — Respondeu ainda dedilhando o local, uma vez por outra passando as unhas para aliviar a coceira. — Desgraçado... — Resmungou para si, suspirando e voltou à atenção para a mesa de bebidas. Indescritivelmente sentia a garganta seca, e a música... Esperem, a música estava tão boa assim? Meneou a cabeça para os lados, estava começando a suar frio, mas afinal, o que estava acontecendo? — Vou pegar algo para beber. — Informou a Mihay e Serena, em seguida girou os calcanhares e começou a andar. Antes de alcançar o local de destino, era como se todos ao redor tivessem sumido, a música produzia efeitos em sua mente nunca sentidos antes, aos poucos seus quadris começaram a se mover, mas não era ela. Estavam simplesmente se movendo sozinhos.

Relutante, levou ambas as mãos até a cintura no intuito de obrigar a si mesma a permanecer parada. O que diabos estava fazendo? Não sabia, mas dentro de si surgia uma incrível vontade de... Dançar? Sim, dançar! Queria se mover ao som da música, mas pera ai, isso não era ela. Não poderia ser. Ahri meneou a cabeça para os lados, e mesmo com dificuldade e resistindo a tentação conseguiu alcançar a mesa de bebidas. Pegou o primeiro copo que viu pela frente e levou aos lábios, despejando dentro da boca todo o seu conteúdo. Suas mãos tremiam, e de um a um foi pegando e bebendo o conteúdo de todos os copos que via sobre a mesa. Alguns tinham um gosto amargo enquanto outros eram mais doces e agradáveis. Por um momento tudo a sua volta rodou, deixando-a totalmente tonta e até mesmo se equilibrar em seus próprios pés se tornou uma tarefa difícil. Aquela era a sensação de se estar bêbada? Não sabia, mas se ainda tinha capacidade para perguntar-se a si mesma sobre seu atual estava mental, então provavelmente não estava 100% alcoolizada, se é que aquelas bebidas possuíam algum teor alcoólico. Para a felicidade da adolescente, a última música havia parado e uma pequena pausa foi feita, mas alegria de semideus dura pouco, e logo outra começou a tocar.

Work, work, work, work, a voz hipnotizante da cantora começou a adentrar em sua mente, era como uma chamado para ela. A prole de Éris sabia que era incapaz de dançar, mas não podia resistir àquela vontade, era algo mais forte do que ela. Guiada pelos efeitos da picada do bichinho de alguns minutos antes, a loira deixou para trás a mesa de bebidas e caminhou até o centro do local, juntando-se aos outros semideuses. Ergueu os braços para o alto e virou-se de lado, movimentando uma perna no ritmo da música, aos poucos foi descendo as mãos pelo corpo, primeiro parando sobre os ombros e logo descendo pelo tronco. Não sabia exatamente o que estava fazendo, mas era incapaz de parar. — He see me do mi dirt, dirt, dirt, dirt, dirt, dirt! — Cantarolou, e rapidamente levou uma mão até os lábios. Desde quando sabia aquele tipo de letra? Não sabia, como também não sabia o motivo de estar dançando. — Você precisa parar! — Ordenou para si, qual é, ela possuía dezesseis anos, não era nenhuma criança. Dependente de qualquer feitiço ou sei lá o que que tenham feito com ela, aquilo não funcionaria, era dona de si e controlaria o seu corpo independente de qualquer coisa.

Autocontrole? Teoricamente deveria ter, mas detesto afirmar que a adolescente não possuía um naquele momento. Pelo contrário, bravamente ela encheu o peito de ar e marchou com o intuito de ir para longe, porém a música continuava soando em sua mente como o canto de uma sereia. Mesmo contra sua vontade, retornou para o lugar de antes, mas dessa vez ficou de frente, encarou todos ao seu redor e fechou os olhos, reprimindo aquela vontade absurda. Aos poucos seu corpo foi relaxando e quando se viu já estava com as mãos nos joelhos, bumbum empinado e rebolando de um lado para o outro, descendo até o chão enquanto jogava os longos cabelos loiros para o lado. Nem em seu pior pesadelo se viu fazendo algo igual, na verdade, nunca imaginou que possuía tanta flexibilidade no corpo. Acompanhava o ritmo das batidas sem parar, virando-se e continuando a mover os quadris, suas nádegas pareciam que estavam com algum tipo de motor nervoso, afinal, não paravam de se mover sequer por um segundo.

Depois de alguns minutos de plena tortura, a música parou e com ela a vontade de dançar. Ahri olhou em volta, a maioria dos campista – os conhecidos pelo menos – estavam a encarando, como se ela fosse algum tipo de mutante, mas não os culpava, provavelmente nunca haviam sequer cogitado a ideia de ver a garota passando por tal situação. Sentiu as maças de seu rosto arderem, estava tão envergonhada que seria capaz de enfiar a cabeça no travesseiro por anos. — Perderam algum coisa? — Falou ofegante, estava suando mais do que vara verde e suas pernas estavam relativamente trêmulas. — Se continuar olhando eu vou arrancar seus olhos com os dentes! — Ameaçou um garoto, que virou de costas e murmurou algo que ela foi incapaz de ouvir devido à outra música que havia começado a tocar, mas dessa vez não causando nenhuma reação em seu corpo. Razvan teria avançado contra ele caso suas pernas não continuassem a tremer e suas irmãs não estivessem do outro lado a observando confusas. — Não digam absolutamente uma palavra sobre isso. — Pronunciou em voz baixa ao se aproximar das duas, os olhos fixos nos pés na tentativa de esconder a vermelhidão de suas bochechas, não conseguia entender o que acabará de acontecer consigo, mas quando descobrisse, o culpado poderia se considerar uma pessoa morta.





Última edição por Ahri Kiev Razvan em Dom Jan 01, 2017 2:49 pm, editado 1 vez(es)



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Re: A Fogueira

Mensagem por Hela A. Deverich em Sab Dez 31, 2016 4:10 pm


New Year
 ♦ listening hurricane with xxx♦ words: 209 ♦

A noite era de muito ânimo para praticamente todos os campistas. Ainda sim, a necromante trajava uma roupa escura. Os tradicionais coturnos, um suéter cor vinho, uma jeans em azul escuro. Os cabelos úmidos caíam pelas costas da garota enquanto ela caminhava até a fogueira. Sentou na mesa onde era seu costume sentar e serviu-se com uma quantidade razoável de comida.

A primeira oferenda foi para sua mãe. Ela fez uma segunda prece rápida a seu patrono e, por fim, acabou oferecendo uma outra parte de sua comida aos olimpianos. Olhou ao redor antes de se sentar na mesa e, comeu devagar. Estava sozinha, observando todos que ali estavam.

Seus olhos não encontraram ninguém que ela conhecesse e, quando acabou de comer, ela aceitou uma das taças que estavam sendo servidas. Tomando um gole, deixando que o líquido borbulhante fizesse cócegas em sua garganta antes de descer completamente até o estômago.

Pôde ver a irmã. E sorriu levemente, ela parecia bem. Levantou-se da mesa e caminhou até um canto escuro, tomando um gole demorado do champanhe. Esperaria, se Rob se aproximasse, como sempre, passariam a noite juntas. Talvez, com sorte, elas tivessem alguma outra companhia além de uma a outra.

Terminou com a taça e a devolveu a uma das bandejas quando um espírito passou perto de si, pegando - então - uma segunda taça.

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Re: A Fogueira

Mensagem por Yoon Bom em Sab Dez 31, 2016 4:18 pm

daisy, daisy
give me your answer, do
Tirei meus olhos da fogueira ao sentir o toque em meu ombro.  Estendi os lábios horizontalmente em um sorriso, mas não os abri o suficiente para mostrar os dentes. Aceitei o copo de bebida em silêncio, segurando-o com as duas mãos. Virei meu rosto, observando o maior com o lábio inferior entre os dentes. — É... Sou nova. Prazer. — Soltei uma risada sem graça, estendendo a mão direita, como um cumprimento.

— Olá, Near. Meu nome é Spring. Gostaria de lhe dizer de quem sou filha, mas não é nada relevante. — Fechei um dos olhos, logo o abrindo, enquanto levava a bebida até a cavidade bucal, dando um longo gole. — A verdade é que sou um espírito da natureza. Uma margarida, para ser exata. — Voltei a olhar em volta, ainda a procura de qualquer uma das minhas "amigas". De certo modo, elas eram as amigas mais próximas que eu tinha, mas sinceramente, ninfas não são tão legais assim. A maioria é malvada e mesquinha, daquele tipo de planta que bota a raiz na frente quando os semideuses passam.

Parei meus olhos nas pernas alheias, abrindo mais meu sorriso. — Gosto das suas pernas. Faz tempo que um garoto com pernas normais fala comigo. — Dei levemente de ombros, cruzando os braços.
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Re: A Fogueira

Mensagem por Kang Pipper em Sab Dez 31, 2016 7:16 pm

Ano Novo
Uma linha tênue a separava da completa euforia, funcionando como um invólucro a impedir que os campistas apreciassem a verdadeira natureza de Kang Pipper. Entretanto a animação da asiática era palpável ao passo que a noite e a fogueira cresciam proporcionalmente. Os tons alaranjados do fogo estavam cada vez mais altos, demonstrando o quão empolgados estavam. Possivelmente tamanha animação era proveniente apenas da jovem líder do chalé de Nyx. Que trajava uma espécie de vestido possuindo tons claros de azul e branco, com detalhes de diversas cores. Seus cabelos estavam trançados ao lado do rosto e eventualmente a semideusa girava, seguindo o ritmo da música, como se estivesse novamente numa das festas ciganas que costumava frequentar na companhia da mãe adotiva.

Eventualmente a adolescente buscava alguns doces, os solvendo numa rapidez absurda antes de bebericar goles generosos de um refrigerante de coloração escura. Logo retornando para onde alguns campistas – ébrios em sua maioria – se reuniam para dançar. Entretanto a adolescente não se importava com o fato, afinal ninguém parecia disposto a atrapalha-la ou importuna-la com coisas constrangedoras. Pipper havia chegado na fogueira no momento em que alguns adolescentes iniciaram uma pequena aglomeração no local, imediatamente escolhendo os doces que pareciam mais apetitosos e os oferecendo como oferenda a Nyx. Esperando que os mesmos fossem capazes de chegar até a Deusa e adocicar o humor da mesma. Logo depois despejou uma quantidade razoável de vinho no fogo, desejando que os Deuses aproveitassem o liquido e pudessem ter uma comemoração agradável. Obviamente a asiática ficou, no mínimo, orgulhosa com o fato. E, como já é de conhecimento geral, logo a festa tornou-se povoada e animada.

Eventualmente o cansaço havia se apossado da semideusa e ela moveu-se para um dos diversos assentos, com dois copos de refrigerante – que eram obviamente para ela, já que bebericava os dois de tempo em tempos. Estava sorrindo e parecia aproveitar a festa, como sempre fazia. Não tardando que os olhos escuros se movimentassem pelo local, em busca de uma figura conhecida. Afinal o Ano Novo também se referia a compartilha-lo com amigos. E, movida por tal pensamento, a semideusa levantou-se, tomando cuidado para não derramar nenhum dos refrigerantes. Indo em direção a Hela, ao menos achava que se tratava da garota, pois havia a vislumbrado em um canto particularmente escuro. E, após chegar perto o suficiente, Pipper concluiu que tratava-se realmente da Deverich.

O sorriso da adolescente cresceu a medida que separava a distância entre as duas.

- Feliz ano novo! – Pipper desejou, bebericando um dos refrigerantes.


the night
"We carry all of the power we need inside ourselves already."

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Kang Pipper
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