The Blood of Olympus
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A Fogueira

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A Fogueira

Mensagem por Athena em Qui Dez 29, 2016 7:32 pm





A FOGUEIRA

A fogueira está mais uma vez acesa durante o jantar. É noite de comemoração e a comida é farta, espíritos invocados servem os campistas com aquilo que mais gostam, e ao final da noite, grandes histórias são contadas. A oferenda aos deuses tem se tornado uma aventura e tanto. Ao final da noite, todos aqueles presentes, foram agraciados com uma estranha surpresa, pois em seu pulso, surgiu uma nova marca.
• Todos que realizarem uma postagem na fogueira, com no mínimo 15 linhas, ao final dela ganharão uma tatuagem na nuca, que lhes dará uma nova habilidade.
HABILIDADE GANHA ABAIXO, TODOS QUE POSTAREM RECEBERÃO ELA EM SUA FICHA AO FINAL DO EVENTO NO CAMPO DE CONTAS E TATUAGENS ADQUIRIDAS.

Marca do tempo: Uma tatuagem em forma de ampulheta, que ficara marcada na nuca do semideus, um pouco abaixo da orelha, é pequena, porém perceptível. Tal marca proporciona ao semideus um bônus de força e precisão em seus poderes ativos durante dois turnos, nesses dois turnos, todos os poderes ativos usados pelo semideus, terão um dano de 20% a mais ao atingirem o inimigo. Além disso, durante um turno inteiro – de sua escolha – a ampulheta se expande como um campo de força, e envolve o semideus, durante esse turno, ele ficara protegido contra-ataques mentais e físicos, nada pode entrar nessa barreira, mas isso não impede nada de sair, ou seja, o semideus ainda poderá atacar. (Essa marca não tem gasto de MP, ou HP, pois se trata de uma liberação de reserva de poder, como se o semideus estivesse acumulando energia, e libertasse ela em um momento de risco). Essa tatuagem só poderá ser usada uma vez por evento, luta, missão, ou etc. Essa tatuagem não é permanente, ela desbota conforme o uso, por isso, só será permitido utiliza-la cinco vezes, depois disso, ela sumira por completo. (Reservatório cheio, 5 chances de uso).


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Re: A Fogueira

Mensagem por Guilherme R. Mckinnon em Qui Dez 29, 2016 10:11 pm

When you feel my heat
Look into my eyes
It’s where my demons hide

Tudo recomeça


Eu havia passado a ultima tarde de minha licença caminhando, não sabia oque vestir, nunca havia ido em festas de ano novo, então era tudo novo, todos acham que isso é anormal mas para um semi-deus nada é normal
A Fogueira começava a queimar e eu estava lá parado a observando, eu vestia o de sempre camiseta branca de algodão com algumas estampas de Surf, calça Jeans Negra e air nikes também preto, pela primeira vez anos estava bem vestido, meus olhos azuis brilhavam enquanto a fogueira queimava, o céu estava cheio de estrelas, era a noite perfeita.

Me aproximei  do  fogo então me escorando em um pinheiro próximo, eu estava a pensar, eu acabara de convidar uma garota de Segunda Coorte para me acompanhar, talvez fosse meu primeiro encontro tipo, dez de que nasci, literalmente passei mais tempo matando monstros do que paquerando garotas, isso nunca fora meu forte e agora com um braço robótico isso se tornaria um pouco mais difícil mas eu tomei coragem e chamei, e por milagre ela aceitou.

Eu raramente ficava nervoso, ou sem jeito mas previa que isso aconteceria essa noite, peguei um copo de néctar e com calma os levei aos lábios bebendo o liquido, observei aos lados ainda escorado na arvore e não a encontrei,  ``será que ela desistiu?´´ pensei comigo mesmo ao estralar o pescoço em um movimento abrupto, minha mão protética tamborilava na madeira com tanta força que a casca da árvore ficará marcada de leve, e meu sorriso havia dado seu lugar a uma cara de nervosismo.

eu estava me acostumando ainda com meu novo braço, Vênus havia me dado o melhor presentes de todos a chance de continuar a lutar, e logo eu mostraria que o presente fora bem usado.



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Re: A Fogueira

Mensagem por Evie Farrier em Qui Dez 29, 2016 11:15 pm



EVIE FARRIER

Happy New Year

Menções no post: Guilherme

Raaarw #2


Evie sempre teve como uma de suas marcas ser direta. Não gostava de rodeios, não desviava olhares. Então sabia reconhecer quando deixava alguém nervoso, mesmo que suavemente. Buscou rapidamente por um lugar ponde pudesse abandonar suas sandálias, podendo assim ter ambas as mãos livres. Retornou ao lugar onde estava, próxima do legionário sustentando um semblante sereno até ter a permissão para que pudesse ser curiosa.

-Eu não sei como perguntar isso de outra forma sem me exaltar – Farrier começou e olhou para o braço do garoto, sem conter a sua fala ser acompanhada por gesto de mãos – Como você conseguiu uma dessas?! O que pode fazer? Desculpe se isso traz alguma lembrança ruim, mas é que não é todo dia que eu vejo algo como... isso!

Tinha consciência de que estava se intrometendo, porém, como evitar? A sua frente estava alguém que tem mais do que cicatrizes de guerra, ele possuía um braço mecânico! Qual seria a história por detrás daquilo? Teria sido doloroso? As questões ferviam na mente criativa da romana, mas evitaria lançar aquele bombardeio no garoto para não deixa-lo nervoso ou acuado. Não era de seu temperamento afastar as pessoas, não quando estava querendo tanto saber sobre um determinado assunto. Então manteve-se perto, os olhos claros buscando os de Guilherme igualmente claros. Seus ombros estavam relaxados, demonstrando uma guarda relativamente baixa. Ela não permitia que sua mente esquecesse que estava ali para um momento de lazer, não haveria problemas em ceder um pouco, certo?


rise and rise again until lambs become lions

Don’t give up!




Última edição por Evie Farrier em Sex Dez 30, 2016 12:52 am, editado 1 vez(es)


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Re: A Fogueira

Mensagem por Rory Christensen em Sex Dez 30, 2016 12:20 am

O sol da meia noite
Rory não admitiria isso, mas desde manhã o garoto estava nervoso pela fogueira que acenderia em comemoração á virada de ano novo. Ele havia ido ao chalé de Afrodite pedir algumas dicas do que vestir e saiu de lá impregnado com o perfume de cada uma daquelas semideusas, mas também conseguiu umas dicas valiosas.
O motivo para o nervosismo do semideus era um: O filho de poseidon que ele iria encontrar lá. Era na verdade a primeira vez que os dois se encontrariam pessoalmente e seria na frente do acampamento todo, isso que o deixava nervoso. Rory não se considerava uma pessoa tímida, apenas não gostava de ser o centro das atenções.
O semideus chegou á fogueira eram quase sete horas. Ele ficou procurando o seu acompanhante, mas não enxergou de primeira.
-Ótimo... – Rory pensou, ironicamente. Ele detestava ser o primeiro a chegar aos lugares.
O garoto se aproximou da fogueira e arrumou um lugar ali com mesa para sentar-se. Ele estava há uma distancia segura da fogueira, mas mesmo assim conseguia sentir o calor reconfortante que ela emitia.
-Espero que ele chegue logo. – Rory ficou mexendo as pernas de tão ansioso que estava e ficava olhando para o relógio.
-Ei... – falou uma garota se jogando para cima de mim e me abraçando. – Tudo bem? Chegou cedo... – Ela olhou ao redor. – E antes que eu respondesse a pergunta dela, ela voltou a falar. – A gente meio que tá fazendo um sorteio. – Ela fica em pé, puxando uma caixa e colocando á frente de onde estava sentado. – É assim: Tem sete tipos de moedas ai dentro dessa caixa. Você mete a mão nesse buraco. – ela indica uma parte que dava para enfiar a mão, sem conseguir ver nada. – e tira uma moeda. – Ela mexe no meu cabelo. – Você pode ganhar milhares de dracmas, ou uma ajuda nos treinos. – ela dá uma risada travessa. – ou algum mico... Você topa?
Rory olha um pouco o ambiente ao redor, pensando se negaria de forma gentil a oferta daquela garota ou se talvez participaria da brincadeira. Ele estava precisando se entrosar no acampamento.
-Ah... – Rory fala hesitando. – Tudo bem! – Ele coloca a mão ali e tira uma moeda com uma cara de algum monstro peludo. – Ei tirei...
-Não! – ela me dá um folheto. – não me fala, olha nesse folheto qual tu tiraste.
Rory pega o folheto e fica olhando os sete tipos de moedas, até que viu a sua que estava por ultimo.
-O monstro: A pessoa que o tira tem que fazer uma dança na festa de ano novo. – Rory levanta a cabeça imediatamente. – não... – ele fala chorosamente.
A garota se aproxima e deposita um beijo na testa dele e lhe dá palavras de encorajamento, sumindo logo depois. Rory fica de cabeça baixa na mesa, tristonho pelo que deveria fazer até o fim da noite.

.
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Re: A Fogueira

Mensagem por Guilherme R. Mckinnon em Sex Dez 30, 2016 12:24 am


New Night
Um novo começo

E Por uma fração de segundos eu estava la na enfermaria deitado com aquela espada cravada em meu corpo, estava frio mas meu sangue me aquecia, eu mesmo la sabendo que ia perder o braço, eu não pensei em tipo como iria sobreviver, mas como iria matar monstros e logo depois recebi a prótese de Vênus, e dez de então tenho a habilidade de usar o dobro da força de qualquer campista normal.

Quando voltei a terra lá estava ela já próxima a mim, gaguejei, sorri mas não falei quase nenhuma palavra que se decifrasse, em batalha eu tinha tanta coragem por que em relacionamentos eu não poderia ter ?

Me aproximei a ela o suficiente para podermos conversar, meu sorriso demonstrava meu nervosismo e meus passos pesados também, senti meu coração apertar, as palavras subiam até a garganta e não saiam, ela estava linda, e nesse momento acho que sem querer balbuciei uma ``Ah Dah`` mas minha sorte que fora baixo, e então fui logo me tentando me comunicar.

A pouco, estava sem nada a fazer então vim logo — Falei meio que sem jeito mas mantendo o sorriso, foi quando a fitei nos olhos, sério, acho que fui a lua e voltei, devo ter visto o Olimpo no caminho. — Você esta linda ... e sinto curiosidade, quer me perguntar algo ? — Falei já sabendo a resposta da garota, algo ligado a meu braço .

® Credits to Lux



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Re: A Fogueira

Mensagem por Ariel Sehn Kahlfels em Sex Dez 30, 2016 12:35 pm



Ariel estava encostada em uma das muitas árvores um pouco atrás da fogueira, ostentando o peso do corpo sobre a perna esquerda, para que a direita descansasse. Ainda estava em processo de recuperação, apesar de já não apresentar nenhuma escoriação ou machucado, as dores persistiam e em pouco tempo estaria completamente curada, se seguisse as informações de Will. Aguardava Emmanuelle, para juntarem-se a festa na fogueira, passando o seu primeiro final de ano em companhia dos outros semideuses e da garota pela qual tinha se apaixonado. Vestia branco, com espaços na parte do busto, como se estivesse com um sutiã serpentado. O que claro, não era a verdade do traje. Calorenta, precisava de algo que não lhe sufocasse, e antes de procurar por Violett e pedir uma ajudinha como de costume, resolveu optar pelo look mesmo. Os cabelos estavam enrolados nas pontas, caindo em cascatas longas pelas costas e ombros, os lábios pintados em um vinho não tão escuro e a maquiagem não era pesada. Acreditava que a comemoração era algo simples, próximo do íntimo, o que não requeria algo mais magnificente do que aquilo.

Pensou em se teletransportar para buscá-la, mas estava proibida de usufruir das habilidades até segunda ordem, o que lhe deixava um tanto que... Irritada. Vários campistas perambulavam aqui e ali, alguns parando para lhe darem um "oi" e desejar melhoras, outros elogiavam o seu estilo e davam aquele típico "rabo de olho", dando uma conferida mais detalhada no corpo da jovem. − Pelos deuses, eu vou ter um ataque de ansiedade. − Comentou baixinho, respirando profundamente enquanto tentava se estabilizar. Sempre ficava nervosa quando tinha de encontrar a - agora - namorada, já que nunca sabia o que esperar dela. Sabia apenas que Manu não gostava de festas, mas havia começado a tentar socializar de seu jeito. Puxou a saia, uma, duas vezes, tentando não deixar a silhueta traseira tão marcada, o que estava sendo algo praticamente impossível, já que possuía um quadril preenchido por nádegas avantajadas. Bufou impaciente, se tivesse visto aquilo muito antes, com certeza teria demorado mais alguns minutos escolhendo outra roupa, o que lhe serviu de lição para não fazê-lo sem uma pequena consultoria antes. Ainda não tinha visto Lauren ou Hell, o que era estranho, mas não contestaria a presença dos dois, agora que estavam de caso. Todo mundo parecia estar se ajeitando aos poucos, o que era bom, é lógico. − ...Vou começar a contagem regressiva pro ataque. − esboçou um pequeno sorriso para uma das filhas de Quione, com quem tinha feito amizade, aproveitando para se distrair.




roupa aqui. apenas a roupa, cabelo e maquiagem fazem parte do conjunto citado no post. ariel usa uma rasteira prendendo no pé, para não ficar exageradamente alta. suas dores impedem o uso de saltos.
happy new year




I know you think that you know me but you ain't even see my dark side.
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Re: A Fogueira

Mensagem por Aspen Kent Koenigsberg em Sex Dez 30, 2016 1:13 pm

Are you Kidding me man?


Alinhei a jaqueta de couro sobre as costas, como sempre estava com os cabelos bagunçados e a mesma calça jeans que costumava usar cotidianamente. Era ano novo, todos deveriam estar animados e se preparando para o grande jantar. Confesso que não estou empolgado, mas também não desejo ser o único a ficar enfurnado dentro de um chalé, até porque já estava quase me tornando uma decoração do lugar. - Encontro você lá. - Informei ao meu irmão, balançando a destra para que o mesmo se afastassem. Não precisava acompanhar ninguém e muito menos de acompanhante, ficava melhor sozinho.

Passei a ponta da língua sobre os lábios e semicerrei os olhos, sentia que a noite seria interessante. Não me demorei muito, afinal, não estava preocupado com aparência nem nada, só queria comer e tomar umas boas taças de champanhe. Ah champanhe, pensei, me trazia ótimas recordações de quando estava no mundo dos mortais. Ao passar pela porta, enfiei as mãos nos bolsos e caminhei com passos largos, acompanhando os semideuses que também estavam indo até a fogueira. O grande fluxo de indivíduos não era de se admirar, desde que passou o Natal não se falava em outra coisa.

Adentrei a clareira em poucos minutos, admirando a grande fogueira ao centro. Olhei em volta, procurando uma figura conhecida, mas não a encontrei. Movi os ombros devagar e balancei a cabeça para os lados negativamente, pouco me importava encontrar aquela nanica idiota. Ainda não havia esquecido o ocorrido na arena, e só pelo desfecho de tudo conseguia ter ainda mais repulsa por ela. Aproximei-me de um dos espíritos que estavam no local, avaliando a bandeja de bebidas que trazia consigo. Havia uma espécie de líquido vermelho, com algumas partes azuis, misturando-se em uma só. Nunca havia visto nada igual, mas aparentemente parecia boa. - Quero uma. - Disse, pegando um dos copos e tomando um gole do mesmo. Eu tinha razão, era realmente boa, uma mistura calorosa com um pouco de frescor, permitindo uma sensação única. Sem pensar duas vezes, tomei mais um gole da bebida, logo pegando outro copo e repetindo o mesmo movimento. Aquele espírito não se livraria de mim tão cedo.



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Re: A Fogueira

Mensagem por Logan B. Archibald em Sex Dez 30, 2016 3:40 pm

do i look lonely?
Duas horas antes do evento que comemoraria a chegada de um novo ano, eu já estava começando a me arrumar. Tomei um dos banhos mais demorados da minha vida, que eu nem sei como nenhuma das minhas irmãs apareceu pra me xingar pelo desperdício de água. Abri todas as minhas inúmeras malas com roupas, escolhendo a que mais se adequasse ao meu estilo e à ocasião. Me perfumei com uma fragrância que eu nunca havia usado até então, fiz a barba, tirei os pelinhos excedentes da sobrancelha... enfim, me arrumei em todos os detalhes, porque eu finalmente ia encontrar Rory pessoalmente sem estarmos em uma missão sendo perseguidos por alguma coisa monstruosa ou podendo ter nossos pescoços cortados. Era uma festa sem grandes perigos, uma situação banal.

Logo me pus a caminho do local da festa. Já fazia quase uma hora que ela havia começado, mas eu não havia marcado nenhum horário com o rapaz, então esperava que ele não estivesse bravo. Alinhado, com uma camiseta branca lisa, calças jeans pretas e um All Star comum mesmo, eu apareci no local, encontrando já alguns semideuses se divertindo, a maioria deles. A minoria era um rapaz que simplesmente estava com a cabeça abaixada na mesa, como se estivesse passando mal. Claramente, era Rory. Acabei rindo comigo mesmo, me aproximando do rapaz e mexendo em seus cabelos desgrenhados.

-Já deu PT a essa hora, Christensen? - Perguntei, tirando sarro da posição em que ele se encontrava.
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Re: A Fogueira

Mensagem por Allyria em Sex Dez 30, 2016 8:24 pm


Reencontro...

Controlar os poderes, aprender a ter equilíbrio, ser menos impulsiva, não destruir tudo que se encontra pela frente, ser paciente, ser gentil, saber quando e como agir. Essas eram frases e palavras das quais já estava acostumada a ouvir, não que se importasse, ela claramente não tinha culpa se as pessoas a tiravam do sério, a irritavam, a faziam perder o controle. Enquanto a loirinha encarava o pai do outro lado da mesa, também se perguntava quando poderia voltar as celas do reino inferior, tinha gostado de ver como os monstros, e prisioneiros eram tratados, aprendera muito sobre tortura aquele dia, e estranhamente gostava disso. É claro que ela não gostava apenas de coisas caóticas, tinha 18 anos, e era quase tão delicada como uma flor. Eu disse quase, não se engane pelo rostinho de princesa dessa criança. E nem pelo sorriso encantador, ela é filha do capeta no fim das contas, mas continuemos a linha do raciocínio.

Ally gostava das flores, e de observar o quanto a vida poderia ser frágil. Gostava das cores presentes nas asas de uma borboleta, e de como nenhuma jamais se igualava a outra, no mundo inferior elas eram raras, mas apareciam algumas poucas vezes no jardim de sua mãe. Perséfone... essa a encarava como se analisasse sua criança, e o que se tornara. Certa vez aquela mesma deusa lhe contara como era desafiar o mundo, o que tinha perdido ao tê-la jogado sobre a terra, recuperara os anos um pouco tarde, mas ainda criara a filha rodeada pelos mimos, não fora uma boa ideia. Ninguém sabia apreciar o pôr do sol como aquela criança, jamais veriam como as cores se misturaram em um tom de laranja dançando sobre o roxo, ou que o azul permanecia sempre nas bordas até desaparecer completamente. Ela podia apostar que a maioria não sabia que o vermelho mudava para rosa claro, e que era o último a sumir junto com o sol. Então vinha a noite, as estrelas reluzentes, o negror das sombras sobre as constelações brilhantes, e tudo virava sonho.

A noite nunca assustou aquela menina, nem os gritos de horror que povoavam o inferno, e se tornavam mais amplos a medida que a madrugava chegava. Não temia a morte, pois dentro de si ela corria, assim como a vida presente em cada parte do sangue dourado em seu ser, mas sim a contemplava. Allyria era doce e caótica ao mesmo tempo, era a noite e o dia, a tempestade e a chuva de verão. Podia ser uma andorinha e um abutre, e tudo isso dentro de si era tremenda confusão, imagem tentar equilibrar tantos sentimentos, você conseguiria? Aposto que não, mas esperam que ela consiga, ter controle, equilíbrio, ser paciente, ser gentil... todas as frases que ouvira frequentemente, e as repetia em sua cabeça como um mantra, apenas para tentar se entender. E lá estava ela, recontando palavras como se fossem números, enquanto se pegava encarando a mesa de madeira escura, quase negra.

— Allyria, eu estou falando com você! — Foi a voz do senhor do inferno que a despertou dos pensamentos, a fazendo erguer o rosto. O olhar bicolor da menina encontrou o do pai, mudando de cinza brilhante para azul límpido, o resultado por ter sido pega de surpresa, e ter os pensamentos agora claros ao prestar atenção. — Você escutou alguma palavra do que eu disse? — Perguntou o deus, a encarando por sobre a mobília da mesa e a fazendo engolir seco, Ally não temia o pai, mas o respeitava. Fora criada pelo senhor dos mortos a partir dos 5 anos, e aprendera muito mais com ele do que com qualquer pessoa, podia ser rude com qualquer outra pessoa, e chegar a ter pensamentos egoístas e prepotentes, mas não com ele. Não com Hades.

— Sim — Respondeu a garota, a voz saindo um pouco rouca pela falta de uso. Pigarreou para limpar a garganta, e quando voltou a falar a voz saíra mais claramente. — Sim estou te ouvindo, sei o que disse sobre equilíbrio, sobre paciência e tudo isso, a questão é, eu estou tentando! E o senhor não está me dando chance de... seja lá o que for tudo isso — Ergueu os braços, agitando-se na cadeira e desviou o olhar, não queria chorar na frente dele, mas também não queria ir para um acampamento de semideuses frágeis e idiotas. Tinha pensamentos ruins a respeito daqueles garotos, talvez por não ter crescido como eles, talvez pelo que ouvira a respeito, a questão era que ela não queria ir.

— Mãe... — A criança tentou, quase implorando para a rainha do inferno para lhe deixar ficar, mas sabia que ambos os pais estavam irredutíveis. — Você parte amanhã, e só volta quando aprender o que ainda não conseguiu, você é minha filha Ally e eu a amo, mas existem coisas que estão além da sua compreensão, e além do meu controle... — Essas palavras mudaram o rumo da menina na noite seguinte, na virada do ano.

...
Um dia depois nossa heroína se depara com o acampamento, e não parece muito contente.

Sabe aquela pessoa irritante que parece fazer questão de incomodar todos ao redor, e parecer descontente? Essa é Allyria bancando a rebelde por querer voltar para casa, é claro, que você caro leitor entende que essa menina foi cercada por mimos durante a vida inteira, e viver com modéstia para ela não soa legal. Contrariada a garota se vestira de preto, como se celebrasse o enterro de alguém, e estourava bolas de chiclete enquanto procurava por soluções de escapar daquele inferno. Ela morava no inferno, e o inferno chegava a ser acolhedor perto daquilo. O cenário era estranho aos seus olhos, afinal não subia para superfície havia anos, e nas poucas vezes que visitara a terra, na verdade fora para ver o monte Olimpo durante a primavera, e a visão era encantadora perto daquilo.

— Tem uma fogueira hoje à noite, no centro do acampamento, porque não dá uma olhada? — Quiron a encorajava por medo, Ally podia sentir a hesitação do centauro pelo cheiro, e acreditem não era agradável, fedia a suor a nervosismo, a estava tirando do sério. — Legal, posso matar alguém? — Perguntou a jovem, virando-se para ele a abrindo um sorriso ao estourar outra bola de chiclete, e para ressaltar seu pedido, retirara os óculos escuros, revelando os olhos agora vermelhos. Como já mencionado pela autora anteriormente, a jovem deusa tem olhos bicolores, e eles refletem seu humor. — Seus pais me alertaram quanto ao seu temperamento, mas lembre-se que se quer voltar lá para baixo, terá que se comportar aqui em cima, e isso quer dizer seguir as regras do acampamento, minhas regras, e não matar ninguém — Allyria concluirá que Quiron era um tremendo chato, ainda mais depois de dizeres tão duros, limitou-se a revirar os olhos e encarar o campo mais à frente.

— Se assim deseja, eu vou ver a tal fogueira, e tentar não colocar fogo em nada, senhor — Irônica como sempre a menina recolou os óculos, e desceu os degraus rangentes da casa grande. — Achei que precisasse de um guia — Ouviu o cavalo gritar as suas costas, e ergueu a mão para o alto lhe mostrando o dedo do meio, nada educado da parte da menina que tentava bancar uma de rebelde. — Valeu! – Gritou de volta. — Mas eu encontro o caminho sozinha — Respondeu grossa, pisando firme sobre o solo. Em outros tempos a garota deixaria as flores morrerem enquanto passava por elas, de proposito pela falta de controle e pela raiva, mas não agora, não quando crescera. Quando mais nova costumava chorar ao ver a natureza morrer, sua mãe lhe dissera que era sua sensibilidade pela vida aflorando, Ally agora mais velha, conseguia entender o que isso significava. A vida é frágil, mas é muito bonita, valiosa sobre os olhos daqueles que a enxergam com clareza e perfeição.

A princesa dos mortos aproximou-se de um grupo, e no mais tardar se viu rodeada por música e bebida. A comida rolava soltas, os corpos se amontoavam sobre a grama, dançando e festejando em meio a gritos de alegria. Ally jamais vira algo como aquilo em todos os 18 anos de vida, e devia confessar que estava curiosa. Minutos mais tarde se sentiu estranha, algo tinha mordido seu pescoço, e uma bolinha vermelha surgira sobre a pele esbranquiçada, a euforia tomou conta do sangue da princesa do inferno. A vontade surgiu do nada, era como se sua personalidade tivesse sido moldada por completa, e foi exatamente isso que a fez subir por sobre a mesa, derrubando garrafas de álcool e refrigerante, e chamando atenção do público como se estivesse bêbada. Não estava, mas algo semelhante tinha acontecido com ela.

Uma garrafa de tequila foi chutada pelos saltos da garota. O vidro se espatifou quebrando sobre o chão, ao mesmo tempo que o refrão de Love Myself começou a tocar. Ally remexeu os quadris em compasso com a dança, agitando os braços no ar e rebolando sobre a mesa. Pulava feito louca, mexia a cabeça e deixava os cabelos sacudirem na batida da mudança, estava completamente fora de si, e sem beber nem mesmo uma gota de álcool. Os campistas a olhavam como se fosse louca, mas ela se sentia uma completa retardada, então não fazia diferença. Em dado momento, a jovem deusa começou a dançar, e em ocasiões normais não teria feito, era sua ligação com Lady Perséfone falando mais alto. Estava no ápice de sua apresentação quando se deparou com uma criatura risonha, os cabelos loiros e volumosos eram cobertos por cachos, e diferente das auras inferiores ali presentes, aquela reluzia como a dela. Ally instantaneamente soube que aquela garota era a culpada.

— Ei você, idiota — Gritou, parando o corpo e saltando da mesa, abriu caminho por entre o amontoado de semideusas, e a pegou pelo colarinho, a atirando no chão. — Achou que seria legal brincar comigo, não é mesmo patricinha? Tem ideia de com quem você mexeu? — Pronunciou-se, o corpo se sacudindo em espasmos pela risada sádica que lhe escapara dos lábios. — Não sabe falar? Ah não! Coitadinha dela, vamos ver se arrancando a língua ela aprende o dom das palavras — A garota estava começando a perder o controle, e as consequências para isso seriam catastróficas. Uma lamina surgiu por entre seus dedos, negras como a noite, e seus olhos se tornaram tempestuosos enquanto a menina descia a lamina de encontro a garota abaixo de seu corpo. Ficou surpresa ao deparar-se com sua força, o pulso fora detido pela mão da patricinha, que agora a encarava como se estivesse prestes a brigar. — Achei que não iria reagir— A garota abriu um sorriso maroto, enquanto a mão livre prendia o ombro esquerdo da garota ao chão, deixando a posição entre elas comprometedora. A briga tinha apenas começado, e a noite seria tremendamente longa para aquelas duas, que mal sabiam no momento, mas já se conheciam.



Fantasmas são lembranças, e os carregamos porque aqueles que amamos não deixam o mundo.
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Re: A Fogueira

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Sex Dez 30, 2016 8:49 pm



Não precisamos de uma resposta, pois tudo está nesse seu sorriso
Não pense em nada, não diga sequer uma unica palavra, apenas ria comigo...

Manu ajeitou a fita sobre a cintura, prendendo-a nas costas até deixar o vestido em seu devido lugar. Olhou-se no espelho ao ajeitar os cabelos, presos a uma trança lateral por fios de prata, e observou o próprio reflexo, constatou que estava apresentável. O vestido era branco, tinha detalhes em renda que deixavam parte dos ombros e do colo a mostra, delicado, batia um pouco abaixo das coxas. A garota caminhou até a porta e calçou as sapatilhas, para enfim deixar o aposento sem olhar para trás. Nos últimos dias tinha prefiro manter-se afastada, e acabara se isolando no chalé de Ártemis, suas caçadoras fizeram o mesmo, ganhando férias da tenente, e estavam aproveitando o momento de uma maneira bem fora do comum. Manu deixou a área destinada ao lazer dos semideuses, e seguiu para o pavilhão a passos lentos, perdida nos próprios pensamentos.

A mente vagava pela noite em que passara com Ariel, os momentos ainda presentes em sua mente, cada toque e cada palavra, tinha sido diferente, especial. Manu gostava de saber disso, e nem se deu conta de que tinha chegado até atingir as margens da floresta. Vasculhou o local com os olhos, até encontrar o corpo esguio de Ariel recostado sobre uma arvore, ela estava linda, parecia uma deusa pacata naquele momento, o que fizera Manu sorrir a observando, para só então se aproximar. — Permita-me dizer que você está encantadora essa noite — Brincou, parando bem a frente dela. A cabeça da caçadora tombou para o lado, e um sorriso divertido surgiu em seus lábios. — Demorei muito? — Perguntou, olhando ao redor para se certificar que estavam sozinhas, mas não estavam.

Thanks Panda



Emmanuelle Sophie Henz
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Emmanuelle S. Henz
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