The Blood of Olympus
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Provações - Missão teste para Logan de Poseidon

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Provações - Missão teste para Logan de Poseidon

Mensagem por Athena em Ter Dez 27, 2016 12:54 pm


Provações

Poseidon não é um deus original, suas ideias, geralmente nada promissoras só sabem arrumar confusão. Claramente aquele homem tem parafusos a menos, pois acredita que testar seus filhos é a melhor maneira de vê-los crescidos, mesmo que esses não estejam preparados. Logan foi o escolhido da vez, convocado ao reino dos mares para cumprir algumas tarefas – uma réplica muito malfeita dos 12 trabalhos de Hércules – só que em menor número.

Com a convocação, três tarefas, algo fácil na cabeça do deus dos mares, mas que daria um trabalho e tanto para o jovem Logan, afinal, não seria nada fácil capturar e prender uma criatura marinha com milhões de anos, quanto mais uma que desejava insanamente mata-lo. Servir a Anfitrite? Pior ainda, a rainha dos mares não era lá uma das pessoas mais agradáveis, e para piorar, odiava todos os filhos do marido, pois eram claramente a prova de sua traição, e infidelidade para com ela.

E como se nada disso bastasse, eis que surge a proposta de entrar num aquário repleto de criaturas marinhas, para formar um laço com um povo nada amigável, e ainda arriscar perder o pescoço para seu exército. O jovem Logan tinha se metido em uma grande enrascada, e para resolver tais problemas, só teria três dias.
Informações e Regras::

• Sua missão é simples, você foi convocado ao palácio de seu pai e precisa realizar três tarefas, sendo elas. Derrotar o Kraken, e prendê-lo novamente numa caverna subterrânea nos sete mares, ele anda causando tremenda confusão, e seu pai (Poseidon), já não aguenta mandar soldados para serem mortos, você é a nova cobaia dele, precisa retornar em um dia, e a qualquer custo. Ao terminar de cumprir sua segunda tarefa, virara escrevo da mulher de Poseidon, e por um dia todo deverá servir a rainha dos mares, a deusa não está contente, e tarefas como limpar os estábulos dos cavalos marinhos, e polir as conchinhas presentes na parede ao lado de fora do palácio podem e vão acontecer, é claro que ela ainda não perderia a chance de fazê-lo lustrar seus sapatos – um armário com mais de 50 pares – entre outras coisas que poderá enfrentar. Se sobreviver até aqui, e precisa, ainda terá uma última tarefa. Um dos inimigos de seu pai é Tritão, que também vem a ser seu irmão, o príncipe dos mares reuniu junto a esposa – uma sereia temperamental – um exército de peixes espadas, e criaturas marinhas, todas presas no fundo do oceano em uma espécie de risort, você deve convencer tritão a aliar-se ao seu pai, correndo o risco de perder o pescoço, e possivelmente ser morto.

• O roteiro acima não passa de instruções simples, a forma com que irá resolver os problemas ficara a seu critério, porém lembre-se que cada ação sua contara sim na avaliação.

• Você estará sendo avaliado por três deuses, eu e mais duas pessoas, portanto capriche.

• O mínimo de linhas é 40 e sabemos que esse número é relativamente pequeno devido a quantidade de informações.

• Você tem duas semanas para responder a postagem, e caso não o faça seu teste será anulado, e outra pessoa poderá solicitado, além disso ira perder 20 pontos em sua barra de comportamento dentro do fórum.

• Template com + de 500 px de largura e com a fonte mínima sendo 13 para calibri, ariel pode ser 12.

• Cores berrantes também acarretam em perda de pontos.

• Duvidas devem ser enviadas via Mp

• Boa sorte.
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Re: Provações - Missão teste para Logan de Poseidon

Mensagem por Logan B. Archibald em Qua Dez 28, 2016 6:40 pm

Eu terminava de consertar meu barco para a próxima fase do meu campeonato anual de corrida de barcos, no qual eu estava em segundo lugar até o momento, perdendo para uma filha de Afrodite muito boa. Precisava fazer alguns ajustes para que o vento o levasse mais rápido, o que seria muito útil para a próxima modalidade da competição.
De repente, uma náiade saiu de dentro do lago, me agarrou pelo pescoço e me puxou para a água. Eu estranhamente comecei a me afogar, até perceber minha visão escurecer e finalmente, não enxergar mais nada. Um tentáculo gigante voou na minha direção e eu vi minha espada à minha frente. Ouvia barulhos e resmungos de agonia. Depois, Anfitrite surgiu à minha frente e sua cara era maligna como a de Tânatos, me vi limpando algo numa parede e só me livrei quando fui atropelado por uma manada de peixes, tendo um flash de ninguém menos que tritão
.
A náiade me empurrou para fora da água e me jogou às margens do lago, onde vários amigos meus estavam reunidos, com faces mecânicas e hipnotizadas.

-Para a praia, Logan. Vá para a praia
. – Eles diziam todos, em uníssono. – Para a praia, Logan. Vá para a praia.

--- xxx --- xxx --- xxx ---

Acordei ensopado de suor e me afogando de verdade. Tossi algumas vezes e olhei ao meu redor, confirmando que eu estava no chalé de Poseidon, novamente sozinho na parte masculina do dormitório. Meu coração estava disparado. Olhei pela janela e vi que ainda era madrugada e a lua brilhava em seu esplendor bem no meio do céu. Caminhei para o banheiro do chalé, me lavei rapidamente e coloquei uma roupa nova. Fiquei na dúvida se eu deveria ir ou não para a praia, como as pessoas do meu sonho haviam me pedido. Nossos professores e sátiros sempre nos diziam para não ignorarmos nossos sonhos, pois os deuses se comunicam através deles. Poseidon raramente falava comigo, mas se ele havia entrado em contato, ele deveria estar precisando de alguma coisa, não é mesmo? Em minhas mãos, o anel de Sea já descansava. Coloquei a bainha em minha cintura e de um lado, coloquei a espada marinha, do outro, o Kirp, transformado em espada.

Suspirei, só de imaginar o que aconteceria dali em diante e abandonei o chalé III, correndo em direção à praia do acampamento. Parei em frente ao mar e eu, por instinto, já sabia o que fazer. Fui lentamente caminhando em direção à agua, indo cada vez mais fundo, até que eu via somente minha cabeça para fora d’água. Uma onda gigante veio na minha direção e me sugou para o fundo do mar. Fechei os olhos, enquanto sentia a água ao meu redor e tentei respirar normalmente. Só parei de ser sugado depois que eu me senti arremessado para dentro de algum cômodo, onde voei por alguns segundos e caí desajeitadamente no chão, dando algumas cambalhotas.

Olhei para cima e vi dois cavalos-marinhos gigantes segurando lanças na mão, barrando a minha entrada em uma outra sala. Observei tudo ao meu redor, notando todos os adornos em ouro e as diversas marcas de tridente por todo o local. Já havia visto aquele lugar antes, mas apenas através de figuras nos livros: era o palácio de Poseidon. Me pus em pé na frente dos cavalos e eles fizeram menção para que eu entrasse no que provavelmente era a sala do trono.

Não entendi como eu não havia me machucado na queda, mas não havia tempo para aquele tipo de questionamento. Poseidon estava sentado em seu trono, com uma expressão de indiferença ao seu filho que acabara de ser arremessado do além pra dentro de um castelo subaquático, ao lado dele, Anfitrite o encarava com sincero desprezo. Alguns servos andavam pela sala do trono, sendo escravizados pelo rei e rainha do oceano.

-Logan, há quanto tempo não nos vemos.  – Poseidon começou a dizer, com um olhar de saudade na voz. – Meu querido filho...

-Nunca nos vimos.  – Ousei cortar meu pai. – O senhor abandonou minha mãe quando ela ainda estava grávida, passei a vida achando que era filho de outro cara. Mas sem ressentimentos. Só me diga porque estou aqui. – Menti ao dizer que não era ressentido, mas tentei manter a calma e torci pra não ter a cabeça cortada.

-Tudo bem, não falaremos da sua família. – Ele disse, visivelmente contrariado. – Você está aqui para uma nobre missão. Preciso de você para realizar três tarefas.

-Quais seriam, papai? – Perguntei, não conseguindo disfarçar o sarcasmo ao chamá-lo de pai.

Ele movimentou o ar ao seu redor e uma imagem, como uma mensagem de íris, surgiu. Mostrava um enorme monstro cheio de tentáculos, rugindo e se debatendo, atacando animais, barcos e soldados de Poseidon.

-Este é o Kraken. Preciso que você derrote-o e o leve de volta para uma caverna que eu lhe indicarei. – Poseidon falou, com a maior naturalidade do mundo. – Se voltar vivo, lhe direi qual a sua segunda tarefa.

-Mas... como eu derroto uma coisa dessas? – Perguntei, visivelmente assustado.

-Corte os tentáculos dele, em primeiro lugar. Eles se regenerarão, mas apenas daqui a dezenas de anos. – Poseidon orientou. – Sem eles, o Kraken fica sem defesa, mas cuidado com sua boca, continua sendo mortal e capaz de sugar tudo num raio de cinco metros.

-Certo, espero voltar vivo. Onde ele está?  - Perguntei, fingindo que estava me sentindo pronto para a batalha.

Poseidon apenas estendeu a mão e de sua palma, surgiu um jato d’água que me acertou bem na boca do estômago, me atirando para fora do palácio. Minha visão escureceu por alguns segundos e quando eu consegui me nortear novamente, percebi uma grande movimentação na água próxima a mim. Um crânio de alguma criatura marinha recém-abatida passou por mim e eu parei para prestar atenção nele, enquanto ele flutuava lentamente pelo oceano.

Voltei-me para o lado, bem a tempo de desviar de nada menos que um tentáculo gigante que tentou me empurrar para baixo. A adrenalina em meu sangue foi a mil e eu imediatamente retirei minha espada do mar da bainha e toquei o anel de Sea, tornando-me invisível, o que com certeza seria muito útil numa luta contra o Kraken. Me afastei da área atingida por seus golpes, para analisar a situação com a qual eu estava lidando.

O que eu observei não era uma luta nada convidativa. Ao redor dos tentáculos agitados da criatura, era possível observar dezenas de restos mortais de animais e outros seres mágicos que, como eu, tentaram derrotar o Kraken ou simplesmente se colocaram acidentalmente em seu caminho. O monstro, apesar de ter dez tentáculos fortes e rápidos, praticamente não saia do lugar, ele parecia mais uma anêmona gigante do que uma lula.

Bem, eu não podia ficar só olhando e esperar que ele sofresse morte natural. Seguindo os conselhos de Poseidon, aproximei-me do tentáculo mais perto e acertei um golpe com a espada com toda a força que eu poderia fazer. O problema era que a carapaça dele era resistente demais e, embora eu fosse um semideus fisicamente forte, a lâmina penetrou apenas metade do tentáculo. Pra piorar a situação, o monstro percebeu a minha presença e um de seus tentáculos tentou me quebrar ao meio. Como a luta era no fundo do mar, eu tinha diversas vantagens, uma delas era a que eu podia me esquivar muito mais rápido.

Tomado pela adrenalina e entrando no pique da batalha, golpeei o mesmo tentáculo, agora do outro lado, cortando fora a metade que faltava. É óbvio que não cortei o tentáculo a ponto de torná-lo inofensivo, pois eu estava muito perto da ponta dele. Devo ter arrancado aproximadamente um terço do apêndice, mas já ajudava muito, tendo em vista que ele provavelmente sentia dor ao movimentá-lo e, portanto, descansava-o, o tornando inofensivo. Mas isso não era vantagem, já que ele dobrava a força e velocidade dos outros nove tentáculos, o que eu provei na prática no momento em que ele acertou uma das extensões nas minhas costas e me lançou para longe, dando piruetas na água.

Aquilo provavelmente iria doer, mas as propriedades curativas da água aliviavam a dor. Percebi que, mesmo invisível, só com a força dos meus braços eu não ia conseguir derrotar aquele monstro gigante. Respirei fundo e arquitetei um plano que acreditei que daria certo. Me aproximei novamente dos tentáculos enfurecidos do Kraken e golpeei o segundo apêndice, o cortando um pouco mais que a metade. Me esquivei em direção a superfície, fugindo do golpe de defesa dele. Dei algumas voltas e avancei para um outro tentáculo, num lado completamente oposto ao cortado anteriormente, dessa forma, o Kraken nunca poderia deduzir onde eu estava. Logo que cortei-o, novamente nadei na direção da superfície.

Dessa mesma forma, eu consegui golpear seis tentáculos, os deixando mais lentos, já que o Kraken evitava movimentá-los, mesmo que eu não os  tivesse cortado completamente, como fiz com o primeiro. Pensei que estava tudo correndo conforme o planejado até o monstro simplesmente parar de se mover e uma nuvem de areia subir ao redor da cabeça dele. Quando percebi, já era tarde demais, a criatura estava... andando.

Virando a sua boca para cima, ele começou a sugar tudo o que conseguia e me lembrei de Poseidon me alertando que qualquer coisa num raio de cinco metros não sobreviveria. Movimentando os três tentáculos inteiro intensamente e apenas mexendo os outros tentáculos feridos, ele se pôs a nadar pelo oceano, sugando indefinidamente tudo que encontrava, já que ele não podia me ver. Agora eu tinha que redobrar o cuidado ao lutar.

Procurei pelo tentáculo mais longe e percebi que era um dos feridos. Rezando a todos os deuses para não morrer sugado por um Kraken, golpeei novamente o monstro, conseguindo arrancar parte de seu tentáculo e desativando um segundo, o tornando mais lento. No pique da batalha, consegui me aproximar ainda mais e arrancar o terceiro tentáculo fora. Percebi que agora ele sugava tudo com mais violência. Me perguntei para onde ia toda aquela água que ele estava puxando, até que recebi a resposta.

O Kraken começou a expelir tudo o que tinha sugado, a diferença era que tudo estava triturado, então era uma espécie de vômito de areia, pedras, algas e peixes. A correnteza que ele produzia era muito forte, a julgar pela agitação da água, mas ela era incapaz de me afetar, tendo em vista meus poderes de filho de Poseidon. O problema era que a areia vomitada estava afetando a minha visão.

Consegui nadar para a frente do monstro e, dali eu pude notar o furacão d’água que ele estava fazendo ao cuspir tudo o que tinha sugado até o momento. Mesmo na água, eu já estava me sentindo cansado demais para continuar a cortar tentáculos. Eu tinha que matar o Kraken cometendo uma loucura. Desembainhei a minha outra espada e nadei em direção a cabeça do Kraken, tão perto que seria possível eu golpear o olho dele, se quisesse.

Eu simplesmente reuni toda a força que eu tinha e cravei violentamente as duas espadas no crânio dele. Saí nadando o mais rápido que eu consegui, com medo da reação do monstro. Ele agitou os tentáculos com tanta força que todos os feridos acabaram se abrindo e arrancados, numa espécie de suicídio acidental do Kraken. Ele tentou sugar tudo de novo, mas não tinha mais forças. Respirei fundo, com um certo alívio, quando aos poucos, ele foi parando de ser mexer.

Cheguei perto dele e descravei as espadas, aproveitando que ele estava desmaiado para golpear seus olhos e arrancar uns três tentáculos desde sua origem. Percebi então, um brilho no horizonte, não muito longe dali. Nadei até ele e percebi a forma de um tridente azul, luminoso e, embaixo dele, um buraco gigante... a caverna. Me voltei para perto do Kraken e utilizei a força de minha mente para criar uma correnteza que empurrava o corpo do monstro para a caverna. Eu já havia feito tanta força que meu nariz sangrava, mesmo embaixo d’água. No entanto, consegui usar a força da água para jogar o monstro dentro do buraco, que mais parecia um precipício. Embainhei as espadas e me tornei visível de novo.

Agora que tudo havia acabado, me senti tonto e acabei apagando. A última coisa de que eu me lembrava era de uma arraia gigante se aproximando de mim e fazendo com que meu corpo se deitasse sobre suas costas, funcionando como um transporte de volta para o palácio de Poseidon.

--- xxx --- xxx --- xxx ---

Acordei deitado em cima de um monte de algas, em um lugar cheio de água, que logo percebi que era uma espécie de aquário, tendo em vista os soldados que me vigiavam do lado de fora de uma membrana transparente, que cutuquei e percebi que era vidro. Havia algo naquela água que fazia eu me sentir revigorado, mesmo depois de lutar com um Kraken e ter sido violentamente golpeado nas costas.

Quando perceberam que eu acordei, os soldados deram ordem para que eu abrisse uma porta que havia dentro do aquário e saísse. Achei tudo aquilo muito estranho e, assim que o fiz, senti uma pontada de dor violenta nas minhas costas, que me derrubou imediatamente no chão. Um soldado me obrigou a ficar em pé, ordem que segui com muita dificuldade. Ele deu sinal para que eu retornasse a sala do trono.

Assim que Poseidon me viu, tinha um olhar que era pura indiferença, mas no fundo com certo orgulho do meu feito heroico. Apenas o encarei com uma expressão de dor, tentando colocar minha coluna numa postura ereta para falar com meu pai sem estar vulnerável.

-Essa dor não existirá enquanto você estiver na água, Logan. – Poseidon afirmou, como se eu não estivesse com nada demais. – Recomendo que passe na enfermaria do acampamento se voltar pra lá. Desculpe por não termos mais água na sala do trono, Anfitrite quis fazer umas reformas...

-Ora, amor, é óbvio que não foi intencional. – Anfitrite se manifestou, com sua voz de taquara rachada. – Se eu soubesse que seus filhos se sentiriam mal... jamais o faria.

-Não se preocupe, minha rainha. – Poseidon respondeu. – Tenho certeza que Logan é forte o suficiente pra suportar qualquer coisa.

-Com certeza... – Anfitrite disse, descendo de seu trono e caminhando em direção a mim. – Veja só que belo garoto.

A rainha dos oceanos me abraçou e me deu um tapinha nada gentil nas costas, bem na região que o Kraken havia afetado. Meu primeiro impulso seria gritar de dor, mas eu sabia que era isso que a minha madrasta queria e eu não daria esse gostinho a ela. Eu já sabia muito bem o que ela fazia com os filhos de Poseidon.

-Logan, sua próxima tarefa é muito simples. Preciso ir visitar o Olimpo e conversar com seu tio, Zeus. Enquanto isso, Anfitrite precisará de ajuda para cuidar do castelo e será seu dever fazer tudo o que ela mandar. – Poseidon afirmou, e só aquela frase fez todo meu corpo se arrepiar. – Mas não tenha medo, ela já tratou muito mal os meus filhos, porém... ela mudou e sabe que eles não tem culpa dos meus erros. Vocês se darão muito bem.

-É claro que nos daremos.  – Anfitrite respondeu, com um sorriso. – Você foi tão corajoso ao derrotar o Kraken, estou orgulhosa! – Ela afirmou, com uma expressão de animação e em seguida me abraçou, esmagando meus ossos fragilizados pela luta.

-Nos daremos muito bem, papai. – Eu afirmei, com um falso sorriso, só para provocar a rainha dos oceanos.

Dessa forma, Poseidon se levantou de seu trono e, batendo o tridente no chão, sumiu em um turbilhão de água. Imediatamente, o falso sorriso do meu rosto e de minha madrasta se desfez.

-Você mente tão mal, recebeu alguma benção de Apolo? – Perguntei, me voltando para Anfitrite.

-Cale a boca, bastardo! – Ela exclamou, já enfurecida. -Estou animadíssima para escravizar mais um da sua espécie.

-É bem teu tipinho... – Respondi, a provocando. – É uma pena eu ter jurado lealdade a Poseidon... assim como seus soldados, então se você fizer algo contra mim, acredito que teremos testemunhas de sobra, não é mesmo?

Anfitrite conjurou então uma espécie de esfregão especial para mim, o atirando em minha direção. Já sabia exatamente qual seria a tarefa que ela me daria. Peguei o objeto no ar, o que não era o que ela esperava, já que o lançou com violência.

-Limpe os estábulos dos cavalos, Archibald. – Ela afirmou, fazendo a referência ao nome do meu falso pai que me batizava. – Quero vê-los brilhando.

Me coloquei para fora do castelo, passando a entrar na água novamente e tendo as dores em minhas costas aliviadas. Nadei até os estábulos, encontrando ali cerca de trinta cavalos de diversas cores e raças, todos depositando quantidades enormes de merda no chão. Observei-os e comecei a conversar com eles:

-O que vocês pensam sobre Anfitrite?

Os cavalos começaram a relinchar e ouvi em minha cabeça uma série de xingamentos, ofensas pesadas e palavrões que eu nem sabia que existia. Aparentemente, todo mundo odiava aquela nereida que parecia uma criatura do Tártaro.

-Muito bem, essa moça duvida que eu consiga limpar o estábulo. Vocês estão dispostos a me ajudar a provar para ela que ela está errada? Eu ficaria muito agradecido.

Eles concordaram, o que eu já estava esperando. Então, saí abrindo cada portinhola dos celeiros e libertando os equinos. Alguns deles tentavam juntar seus montes de cocô com as patas, mas essa era a parte suja com a qual eu iria lidar. Peguei uma pá que estava encostada em um dos celeiros e comecei a cavar um buraco, criando uma pequena correnteza para me ajudar a terminá-lo mais rápido. Logo, havia um grande vaso sanitário no meio do estábulo.

Pedi que todos os cavalos aguardassem novas ordens do lado de fora, enquanto eu limpava os celeiros. Não foi uma tarefa fácil, já que nenhum dos meus poderes seria muito útil naquele momento, mas consegui, depois de quase uma hora, tirar todo o cocô e juntar dentro do buraco. Durante todo esse tempo, um dos cavalos, que se chamava de Principe, ficava troteando e me pedindo para ajudar e eu pedia apenas que ele esperasse.

Assim que terminei de limpar o cocô, cobri tudo com apenas uma fina camada de areia, pois tinha um plano arquitetado. Voltei-me para os cavalos e os pedi:

-Há ali do lado um monte de feno, por favor, levem dois fardos para seus celeiros! – Eu pedi e eles se animaram bastante. – Mas resistam ao impulso de comer antes.

Os cavalos trotearam até o monte de feno e começaram a empurrar os fardos com os focinhos para dentro de seus celeiros, todos muito obedientes. Príncipe foi o primeiro a terminar e, tomando cuidado com minha armadilha, fui até o celeiro dele e falei bem baixinho um plano maligno para quando Anfitrite aparecesse para conferir como estava meu trabalho, o que aconteceu cinco minutos depois.

-Como? Como você fez isso tão rápido? – Ela perguntou, indignada.

-Eu ainda não acabei, Anfitrite. Falta fechar a portinhola deles.

Essa era a deixa para que Príncipe saísse cavalgando rapidamente de seu celeiro e desse um coice nas costas de Anfitrite, a jogando por cima do monte de cocô que eu havia coberto com areia. Ele relinchou uma risada e voltou para seu lugar.

-Esses cavalos, tão desobedientes. – Falei, num tom sarcástico. Passando a fechar as portas dos celeiros enquanto Anfitrite berrava cheia de nojo. – Tudo certo, Anfitrite?

-CHEEEEEEEEGA! – Ela berrou, com o seu cetro de rainha na mão, todo sujo de bosta de cavalo. – Para aprender, senhor Logan, a não mexer comigo... vai polir as paredes do castelo com uma escova de dentes!

-Será um prazer. – Respondi, em tom desafiador, pegando a escova que a mulher acabara de conjurar. – Terminarei rapidamente.

-Eu duvido muito! – Ela disse, se retirando toda suja de bosta para dentro do castelo, socando a cara de um soldado que ousou rir da sua cara.

Peguei a escova de dentes e comecei a esfregar uma das pedras, com um sorriso de vitória no rosto. Assim que a rainha dos mares adentrou o palácio e não estava mais a minha vista dei um assobio alto, colocando dois dedos na minha boca.

-Todos os peixes e seres marinhos que se alimentam de restos em decomposição, eu os convoco! – Falei, animado.

Inicialmente, surgiu um peixe menor que uma sardinha, que logo foi embora. Droga! Aquele era meu único plano. Foquei em esfregar o palácio com uma escova,
até que senti minha perna sendo cutucada por mais peixes pequenos. Quando olhei para trás, vi uma nuvem cinza caminhando na minha direção e em alguns instantes, fui atropelado por um cardume nada ecológico de várias espécies.

Todas começaram a disputar pelas algas, musgos e restos que sujavam a parede do palácio. Eram tantos animais que em menos de vinte minutos, haviam apenas pequenos resíduos do que eles haviam comido e o cardume se dispersou. Levei cerca de cinco horas só tirando restinhos e procrastinando, para que Anfitrite não percebesse meu truque. Eu podia perceber que já deviam ser umas duas horas da tarde. Retornei a sala do trono, com um sorriso de escárnio no rosto. A sala fedia a perfume, com o qual Anfitrite provavelmente se banhara para se livrar do cocô.

-E aí, mamãezinha? Mais alguma tarefa? – Perguntei, com as mãos no bolso. A dor na coluna já era menor.

-Seu lixo! – Ela xingou, revoltada, fazendo com que eu risse satisfatoriamente. – Eu não sei qual é o truque que você está utilizando, mas eu não vou deixar barato.

Ela se levantou do trono, me agarrou pela gola da camisa e me arrastou para o quarto real, fazendo com que eu entrasse dentro de um closet muito apertado, cheio de pares de sapatos.

-Quero todos eles brilhando! – Ela disse, conjurando uma flanela e um borrifador nas mãos. -Sem água, pra que você sinta a dor.

Sacudi meus ombros, em sinal de indiferença, embora eu não tivesse pensado num plano pra me livrar daquela tarefa. Ela me trancou dentro do closet e eu me vi obrigado a limpar o monte de sapatos espalhafatosos daquela mulher ridícula. Não tenho muito o que descrever sobre essa tarefa, tudo consistia em borrifar a mistura estranha que ela me deu e limpar com o pano. Eu sempre tive certo prazer em ver uma coisa suja ficar limpa, então a tarefa não foi tão horrível assim, apesar de eu ter levado quase três horas nela. Terminei no exato momento em que ouvi ela abrindo a porta do closet. Me joguei no chão e fingi que estava dormindo.

-Ai, quem acendeu a luz... – Resmunguei, como se acabasse de acordar. – Ah, é você, mamãe. – Provoquei.

Anfitrite deu um grito de raiva tão alto que eu achei que meus tímpanos iam estourar. Ela acertou o cetro na minha cabeça e me feriu, abrindo um buraco que sangrara. Percebendo que havia feito besteira, ela levou a mão à boca, assustada.

-Oh, não... – Mas depois se tornou indiferente. -Bom, ele não acreditará em você mesmo.

-Você não conhece meus poderes. – Afirmei, misterioso, sentindo o sangue correr pela minha testa. – Não conhece, sua grande moça.

-Vá imediatamente para a cozinha e prepare meu jantar. Se não estiver delicioso, eu juro que te mato e ninguém ouvirá mais seu nome.

Vi aí uma bela oportunidade de vingança. Desci as escadas, até o subterrâneo, onde criaturas criadas por Poseidon preparavam as refeições. Eu não precisei cozinhar nada, apenas esperar que eles deixassem tudo pronto e pedi a bandeja de Anfitrite. Os funcionários me entregaram, fazendo uma longa reverência, pelo simples fato de eu ser filho de quem era.

Peguei a bandeja, com um enorme leitão assado. Tirei a maçã que tampava a boca dele e discretamente, escarrei dentro dele. Confesso que eu tinha pensado em fazer coisa pior e mais obscena, mas se eu fosse pego, estaria muito encrencado. Ainda com a testa suja de sangue e com uma cara de arrependido, subi para a sala do trono.

-Sua comida... – Falei, em voz baixa e sem olhá-la diretamente nos olhos. – Desculpe, sra. Anfitrite.

-Muito melhor, bastardo. – A deusa, burra como uma porta, aceitou o leitão. – Me siga para a sala de jantar e me sirva.

Então ela se levantou e tudo ocorreu conforme ela queria, até que finalmente o sol se pôs e Poseidon retornou em um turbilhão de água. Mostrei o dedo do meio para a rainha e saí correndo para a sala do trono, onde meu pai havia retornado.

-Filho... como você se feriu assim?

-Desculpe, pai. Eu adoraria mentir.... mas Anfitrite me feriu com seu cetro. – Respondi, como se estivesse morrendo de dor. – Para provar que não é falsa acusação: eu juro pelo Rio Estige que eu fui ferido por sua esposa, de propósito.

Vendo que eu não morri queimado, ao jurar pelo Rio Estige, a expressão de Poseidon se tornou furiosa. Ele tocou minha testa e o corte se fechou. Fiquei esperando na sala do trono enquanto ao longe, eu ouvia meu pai humilhando a esposa com gritos, na frente do castelo todo. Aquela havia sido uma das melhores tarefas da minha vida. Adoraria voltar para atormentar a rainha dos mares mais uma vez.

--- xxx --- xxx --- xxx ---

Passei a noite em meu aquário particular, descansando para minha próxima tarefa, que Poseidon só me diria qual é pela manhã. Eu esperava que aquela fosse a última, para que eu finalmente pudesse voltar a passar minhas noites no chalé de Poseidon e não no seu castelo, do lado da minha desprezível madrasta.

Não consegui dormir direito, mas a dor e minhas energias eram restauradas enquanto eu estava na água. Quando o sol nasceu, os soldados abriram a porta do meu aquário e deram sinal para eu voltar mais uma vez a me encontrar com meu pai.

-Filho, estou orgulhoso de você, mas tenho uma última tarefa. – Poseidon disse, com um humor diferente da primeira vez que me viu. Ao seu lado, sua esposa escondia o rosto, humilhada. – Seu irmão prendeu centenas de animais muito úteis para mim no palácio dele. Preciso que você convença-o a libertá-los, em nome de um bem maior.

-Bem maior? – Perguntei. Não queria ter que encontrar Tritão pessoalmente.

-Ainda é cedo para detalhes, mas Zeus não tem tido boas ideias, é preciso que o povo do mar se una para combater os males que estão por vir.

-Me mande para lá então, pai. – Pedi, nada contente com a tarefa.

-Tome cuidado com Tritão, ele mata por qualquer coisa. – Ele alertou, com certo ar de desprezo. – Ah, um conselho: a esposa dele é muito emotiva. Aproveite-se disso.

Então aquele mesmo jato na boca do estômago me atingiu e eu me vi mais uma vez sendo lançado para fora do castelo, depois de apagar por alguns instantes, abrindo meus olhos e me vendo a frente de uma espécie de fortaleza, bem menor do que o palácio do meu pai, mas ainda assim impressionante.
Os mesmos cavalos-marinhos gigantes que vigiavam as terras de meu pai também vigiavam o território de Tritão, porém estes possuíam um olhar maligno e vestiam um estranho uniforme vermelho. Me aproximei deles, tomando cuidado com suas lanças.

-Preciso falar com o príncipe. – Eu disse, calmamente e tentando não parecer ameaçador. – Sou irmão dele e tenho assuntos sérios a tratar.

Os cavalos-marinhos permaneceram imóveis. Eu já estava quase desistindo e indo embora, tentando encontrar outra forma de penetrar a fortaleza, quando um deles movimentou a nadadeira, indicando que eu deveria esperar. Eles então tiraram as lanças que bloqueavam meu caminho, liberando a minha entrada.
Uma ponte levava para a porta de um pequeno castelo e, ao redor dele, uma grande rede de cordas resistentes fazia a função de piso, pois abaixo dela, havia um buraco, mas não um buraco vazio. Centenas de peixe-espadas, cavalos-marinhos, águas-vivas e outras criaturas estavam amontoados, impedidos pela rede de escaparem e terem sua liberdade. Eu não entendia qual era o objetivo de Tritão ao capturar aqueles animais, mas sabia que eu tinha uma missão e não podia perder mais tempo.

As portas do castelo se abriram e eu andei por um tapete vermelho, onde no final se encontravam dois tronos vazios. O detalhe mais impressionante é que não era uma simples caminhada. Um exército de águas-vivas que moviam os tentáculos, mas sem saírem do lugar, me acompanhava como se fossem milhares de olhos.

Assim que cheguei perto do trono, a água se movimentou em uma espécie de turbilhão e eu vi um vulto dentro dela, que logo se transformou em dois vultos e, ao fim da transformação, duas sereias surgiram, sentadas em seus tronos. Uma delas não era “ela”, e sim “ele”, pois era Tritão e a outra, sua esposa.

-Tritão, príncipe e meu irmão! – Cumprimentei, com uma reverência, fingindo que respeitava ele. Eu sabia que ele não era tão idiota quanto Anfitrite. – Trago um recado do seu pai.

Tritão apenas me olhou com clara repulsa estampada em seu rosto e, com um aceno de cabeça, fez com que duas águas vivas se aproximassem de mim e liberassem sua substância urticante em mim. Senti um ardor profundo em meus dois braços, gritando de dor, enquanto elas queimavam, mas logo era anestesiado pela água. Lembrei do conselho de Poseidon sobre a sereia desposada por ele e fiz um drama enorme, me joguei no chão, como se estivesse derrotado e ofegante.

-Não suporto esses filhos de Poseidon que acreditam na bondade dele. – Tritão respondeu, com desprezo. – Mas confesso que sou um deus curioso. O que ele quer?

-As criaturas que você capturou. – Respondi, e imediatamente levei uma segunda queimadura de água-viva, dessa vez no pescoço. Continuei o dramalhão, olhando diretamente para esposa dele. – Poseidon precisa... delas.

-É claro que precisa! – Ele exclamou, erguendo sua cauda. – Foi pra isso que eu as capturei. Com um exército de criaturas marinhas, eu posso começar a dominar os mares.

-E se não existirem mais os mares? – Perguntei, ainda me fazendo de torturado pelas águas-vivas. – Se tudo for domínio de... Zeus?!

Mais queimaduras, dessa vez cinco águas-vivas me fizeram ver estrelinhas, a ponto de eu não precisar mais fazer drama, porque a dor realmente era insuportável, mesmo depois de ser anestesiado pela água.

-Como ousa insinuar que Zeus é melhor que alguém? – Tritão perguntou, revoltado. – Aquele lixo!

-Poseidon falou com ele ontem à noite. Zeus tem planos terríveis que ele me fez jurar pelo rio Estige que não contaria. – Menti, mordendo meu lábio inferior. – Eu os ouvi e temo pelo povo do mar. Os amo tanto quanto você!

-MENTIRA! – Tritão gritou, ordenando que mais águas vivas me fizessem gritar de dor. – Ninguém ama mais o povo do mar do que eu e eu sei que meu pai não te contou nada!

-Tritão, eu não gosto... Argh! Eu odeio Poseidon! – Eu gritei, parando de receber as queimaduras dos cnidários. – Ele me fez derrotar o Kraken, me fez ser escravo de Anfitrite... mas você precisa se aliar. – Falei, com voz de choro e soluços.

-Não me diga o que fazer, servo ridículo do meu pai! – Tritão respondeu, ofendido. – Exército, joguem-no aos tubarões.

Todas as águas-vivas se direcionaram contra mim, algumas me queimando, outras simplesmente me empurrando. Eu fui obrigado a fugir delas, provavelmente para ser jogado para tubarões que eu não daria conta de controlar. Eu estava prestes a desmaiar de dor quando um grito feminino cortou a ação!

-NÃO! – A sereia gritou, chorando. – Ele não merece, Tritão, você está sendo injusto... – Ela começou a dizer, magoada. – Liberte-o e faça o que ele pede ao menos uma vez. Eu lhe imploro, meu marido! – Ela gritou, se abaixando em frente ao deus. – Não mate seu irmão. Eu sinto que ele diz a verdade.

As águas-vivas pararam de me empurrar, mas ainda me cobriam como uma nuvem que me cegava. Aos poucos, uma a uma foram retornando ao seu lugar de origem e eu me joguei no chão, como se fosse um cadáver. Tritão se aproximou de meu corpo e me empurrou com sua cauda.

-Levante-se, seu grande idiota. Você tem sorte que minha mulher seja tão misericordiosa!

Então, Tritão convocou um jato d’água parecido com o de seu pai, que me expulsou de sua fortaleza. Apaguei e só acordei de volta ao meu aquário no palácio de Poseidon. Como de costume, os soldados me retiraram de lá e encontrei com Poseidon, Tritão e Anfitrite na sala do trono. Tritão parecia preocupado e Anfitrite envergonhada, mas ainda maligna.

-Esta foi sua última tarefa, filho. Sei que teve dias difíceis. – Poseidon afirmou. – Nade até a superfície, normalmente, você estará de volta ao acampamento, em segurança.

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-AI! – Eu gritei, quando a curandeira fez um curativo na minha coluna com alguma substância gelada. – Isso arde!

-Eu sei, mas cura. – Ela respondeu, com tom intrigado. – Como você fez isso mesmo?

-Um Kraken, eu já disse!  - Respondi, revoltado porque ela não acreditava.

-Ok, você ainda está tendo delírios.

Fiquei por três dias internado, até que eu confessasse que na verdade, havia só caído da cama. A curandeira me liberou, depois de algumas doses de néctar e ambrosia. Então, seis dias depois de ter levantado da minha cama e inocentemente ido a praia, eu retornava para o chalé III, vitorioso, da maior aventura da minha vida.

Poderes e armas:
*Anel de Sea: Um anel que deixa o semideus invisível por quanto tempo o mesmo desejar, nem mesmo os mais perigosos monstros consegue avista-lo ou senti-lo em uso do anel da invisibilidade. O mesmo também serve como um escudo especial quando tocado no lugar correto. Sempre retorna ao dono.

*Espada Marinha:Espada de dois gumes com o fio em perfeito estado (sempre se restaurando na água) , tem 1m cumprimento e 10cm de largura de lâmina. 15cm de cabo. Lâmina toda revestida com prata e bronze celestial, nunca enferruja e encrustada no meio dos metais há um pedaço de alga marinha na cor verde. Seu cabo é prata revestida com madeira, musgo e couro de cavalo, dando flexibilidade apenas para filhos de Poseidon/Netuno. Em descanso toma a forma de um cordão de couro com um pequeno pingente prata na forma de peixe. Sempre retorna ao pescoço do dono

Kirp- Conjunto com duas adagas de bronze celestial. Sua lâmina é fina e precisa. Caso o semideus queria transforma-la em uma arma de longo alcance, a união das duas adagas é possível devido a um mecanismo especial que uni as duas adagas transformando-a em uma espada.

Respiração Aquática - O semideus possui a habilidade natural de respirar debaixo da água pelo tempo em que desejar. Essa habilidade serve tanto para águas doce, quanto para águas salgadas e águas poluídas. No caso da água poluída, deve-se tomar um pouco mais de cuidado. Quanto mais tempo se passar submergido nessas, mais força e energia vai se perdendo, ao passo em que pode vir a adoecer.

Pressão – Ao contrario dos demais semideus e pessoas normais, a prole de Poseidon possui a habilidade de não ser afetado pela pressão da água, a profundidade passa a não ter importância, e o desconforto é nulo.

Comunicação Equina -  O semideus consegue se comunicar naturalmente com Equinos. Projetar seus pensamentos na mente de um cavalo, e conseguir o ouvir os pensamentos destes, é apenas uma condição de sua ligação com tais criaturas. Poseidon as criou, e na maioria das vezes você obterá o respeito dos Equinos sem grandes problemas.

Cura – O semideus possui a habilidade de se curar ao tocar na água. Independente da onde a água provenha, seja ela doce ou salgado. O semideus recupera cerca de 30 HP em uma batalha, missão ou evento. No caso, pode curar ferimentos de pequeno e médio porte

Movimentação Aquática – O semideus passa a se movimentar melhor em água do que em terra. Nadando, ele adquire semelhança aos movimentos de um tritão. Basicamente, passa a possuir agilidade e velocidade embaixo da água.

Correntezas – O semideus passa a adquirir a habilidade de controlar as correntezas. A habilidade é tão natural, que para o semideus a correnteza não é nada além de um pequeno movimento de água, que não tem a capacidade de puxa-lo. O semideus pode projetar a habilidade de controlar as correntezas, para um barco, ou até mesmo um navio ou um animal.

Comunicação Aquática - Pode convocar seres aquáticos mortais para lhe ajudar em missões.

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Re: Provações - Missão teste para Logan de Poseidon

Mensagem por Zeus em Qui Dez 29, 2016 3:15 pm

Resultado: A liderança do chale não foi concedida, por motivos apresentados via MP.
Recompensas: 900 xp + 1200 dracmas


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Re: Provações - Missão teste para Logan de Poseidon

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