The Blood of Olympus
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Mensagem por Hela A. Deverich em Dom Out 07, 2018 5:45 pm

NEW LIFE


Blood and Power



Depois de se livrar a maldição de Érebus, Hela descobriu que possuia uma maldição de nascença e que a cada vez que usasse magia, seu corpo se deterioraria. Sua própria essência poderia matá-la a qualquer momento.

Com isso em mente, ela fechou um acordo com sua mãe e foi atrás das partes do cajado há muito destruído pela deusa, se submetendo a um arriscado ritual no qual lutaria com cinco antepassados no mundo dos espíritos. Ao fim das batalhas, ela teve um encontro com a deusa Hela, que a amaldiçoara em seu nascimento, e então recebeu uma estranha bênção da qual ela, inicialmente, não sabia a existência.

Pensando que sua vida estava normal, a semideusa retornou aos acampamentos e sua rotina. Mas ainda sentia falta de uma parte da sua vida: a parte humana.

Deverich então retornou ao mundo mortal e assumiu os negócios da família, assumindo publicamente para A Seita que a famosa, influente e perigosa família Deverich tinha semideuses. O que foi uma forma de garantir que não fosse morta - já que havia um prêmio por sua cabeça desde os ataques simultâneos a NY e San Francisco -.

Em um de seus retornos ao Júpiter, ela presenciou um ataque a Nova Roma, no qual lutou e sentiu algo dentro de si morrendo ao perder um de seus companheiros de batalha. Naquele momento, ela percebeu que precisava de mudanças e, foi então, que Érebus passou a pressiona-la para tomar uma posição favorável ou não a ele.

A situação de sua saúde mental foi agravando-se ao longo do tempo, atingindo um limite crítico ao ver o demônio de Nyx morrer durante o interrogatório. Interrogatório esse que revelou muitas coisas sobre Nyx e sua localização.

Por fim, sendo pressionada por seu patrono e sentindo-se cada vez mais doente, não hesitou em descer ao inferno com Evie e oferecer a própria vida para Hades se preciso fosse, provando ao deus dos mortos suas hailidades de luta e capacidade de enfrentar os próprios medos e, acima de tudo, finalmente escolhendo um lado. O dos olimpianos.

Agora, uma nova parte de sua vida começava. E Hela não sabia o que esperar.









Power is a dangerous game
Hela A. Deverich
Hela A. Deverich
Imortais
Imortais

Idade : 21
Localização : xxx

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 ( ʤ ·  run on gαsolıne - Página 2 Empty Re: ( ʤ · run on gαsolıne

Mensagem por Hela A. Deverich em Qua Out 02, 2019 10:26 pm

Hope is a dangerous thing for a woman like me to have
“(...)Os homens mortais sabem mais do que é esperado que eles saibam. Eles passam sua vida acreditando que tudo aquilo que lhes é dito não passam de lendas. Eles sabem sobre deuses e sobre imortalidade. Sabem disso desde os primórdios dos tempos, mas com a chegada do cristianismo, eles simplesmente se esqueceram. Há muito mais entre o céu e a terra do que sonha nossa mente. Somos limitados. Somos fracos. E esse corpo, essa alma, ambos mortais, são frágeis demais para lidar com esses sentimentos que cercam as divindades.

Uma mente humana comum jamais aguentaria um terço de tudo que há pelo universo. Mas nós, semideuses, suportamos bem mais do que os simples humanos. Nós, semideuses, aguentamos menos que os deuses, também. Mesmo para o padrão de um semideus, eu vi dor demais. Destruição demais. E nada mais que nossa raça - humanos, meros mortais ou meio divinos - faça, é capaz de me chocar. Eu só sei que preciso de mais conhecimento. Eu preciso saber mais. Descobrir mais. Eu preciso de respostas e com minha vida correndo risco a todo tempo e com esse tempo sendo limitado, eu sei que jamais as conseguirei. Por isso, parto em uma missão que pode ser suicida. Mas você sabe, eu gosto do perigo. Você me conhece bem demais para sequer tentar me deter.

Com amor,
Hela.”

Finalizou o diário e o olhou por algum tempo. O tinha escrito enquanto ainda estava com Pipper e decidira terminá-lo assim mesmo. Se ela não voltasse e Pipper se importasse o suficiente, o diário lhe seria entregue por Rafael. Havia pesquisado, pelo mundo mortal, tudo que poderia lhe ser útil para a missão na qual estava partido. E continuara a pesquisar depois de voltar para a cobertura de seu apartamento em Nova Iorque. Ela lera coisas que nunca haviam lhe chamado a atenção e, agora, ela estava indo em uma missão real, de interesse próprio, atrás de um rei. Não um rei qualquer, mas o maior deles, de acordo com todas as lendas. Ou, ao menos, um dos maiores. Alexandre, o grande.

Por volta dos séculos II ou III, os mortais haviam escrito vários poemas para tal homem, sobre seus grandes feitos. Tais poemas, juntos, foram chamados de “Romance de Alexandre”. Dentre os feitos do grande governante, era possível ler sobre sua busca pela imortalidade, encontrando-a de fato, embora em outros mitos e lugares, a história narrava que ele havia acabado por falecer de febre durante sua busca, sem jamais encontrar realmente a fonte da imortalidade e juventude eterna.

No entanto, havia outro ponto importante a ser levado em conta nas pesquisas de Hela. Registros daquele tempo, mostraram que o corpo de tal homem não possuía nem mesmo o menor indício de decomposição, mesmo depois de sete dias. Ela também descobriu que recentemente, haviam encontrado uma cidade que, supostamente, havia sido fundada por esse mesmo homem. E era para lá que ela estava indo.

Deixou um bilhete para Rafael que dizia pouquíssimas coisas e mais confundia do que ajudava, realmente. Em suma, dizia para ele entregar à Pipper o caderno se ela fosse procurar por alguma notícia sua. Tudo estaria bem detalhado. Mas duvidava que a noiva fosse depois de Hades. Hela acariciou a barriga, sentindo a leve protuberância que começava a apontar em seu ventre. Ainda era bem discreto, até pelo fato de a própria Hela ser magérrima antes mesmo da gestação, mas ficava evidente se ela usasse roupas justas.

É claro que não contara para Rafael que estava esperando uma criança. Ainda se lembrava bem do desespero que sentira enquanto estava sentada no banheiro esperando que os dois pauzinhos não aparecessem e que ela não precisasse contar nada para Pipper. Mas foi uma discussão pequena, se é que poderia ser chamada de discussão, quando Hela abriu a boca para contar à noiva que a havia traído e agora esperava uma criança desta traição.

A semideusa suspirou baixinho e conferiu se havia pegado o que era necessário: curador, colar de contas do Acampamento, faca de caça e sua varinha. Não precisou pensar muito mais antes de checar uma última vez o mapa que havia deixado sobre a mesa. Tinha olhado as fotos e o satélite do local, tendo certeza de que não havia mudado muito nos anos. Tinha mentalmente memorizada as coordenadas geográficas e tudo que precisou foi mergulhar em uma das na parede de seu quarto.

A sensação de que seu corpo se perdia no nada antes de se refazer no ponto exato da cidade de Alexandria onde se encontravam catacumbas que era um ponto turístico, era um tanto quanto engraçada. Hel precisou respirar fundo para engolir a náusea e só contou até dez de olhos fechados antes de tornar a abri-los e olhar ao redor, procurando por algum sinal. Manipulou a névoa ao próprio redor, sumindo com a própria presença, e buscou por algum indício de que alguém havia notado seu sumiço ou sua aparição. Quando todos permaneceram exatamente como estavam, suspirou aliviada e prosseguiu calmamente para dentro de uma parte que dizia “acesso restrito”.

Tentou forçar a própria concentração em encontrar qualquer coisa que pudesse ser uma pista para o paradeiro do homem que procurava. Mas nada parecia diretamente ligado a ele e tudo parecia frágil demais, de modo que se ela tocasse, tudo iria ruir. Tocou as paredes, buscando pelo passado, algo que pudesse ser útil, mas foi surpreendida por uma faca em seu pescoço antes mesmo de abrir os olhos. ― Eu não sou uma ameaça. ― a semideusa murmurou em inglês, sentindo a lâmina ser pressionada ainda mais forte em sua garganta. ― Quem é você? O que quer aqui? ― a voz masculina em suas costas a fez inspirar o ar profundamente. ― Posso te dizer se você prometer não me ferir. ― a faca cortou a pele, causando leve ardência em seu pescoço. O filete de sangue que escorreu pareceu servir de aviso para que ela não levasse as atitudes do homem como uma brincadeira. ― Meu nome é Hela. Eu estou aqui porque preciso de algumas respostas. Por favor, não me machuque. Eu estou grávida. ― disse em uma tentativa de desarmar o homem.

Pareceu dar certo já que ele afrouxou um pouco a faca em seu pescoço. ― Eu não vou te machucar. Mas não deveria estar aqui. É uma área restrita. ― murmurou o homem, de modo que a garota apenas concordou, como se dissesse que ele tinha razão. ― Então, o que faz aqui, Hela? Que tipo de respostas quer? ― a semideusa mordeu o próprio lábio e afastou-se discretamente. ― Como me viu aqui? Porque eu meio que- ― o homem a interrompeu com uma risada. ― Você acha mesmo que eu não posso ver através da névoa, garota?

Você é um semideus? ― murmurou confusa, passando a mão pelo corte irritantemente ardente em seu pescoço quando ele a soltou de fato. ― Você é? ― ele voltou a pergunta para a mulher em sua frente. Deverich ficou surpresa em ver que ele parecia ter um metro e meio. ― Filha de Hécate. ― ele franziu a testa. ― Não vi muitas como você. Mas isso explica porque os seguranças te deixaram passar. Uma bruxa. ― a palavra parecia repleta de fascínio, como se ela fosse realmente alguém rara. ― Bom, creio que você possa ter visto muitas coisas. Talvez consiga me ajudar. ― ele guardou a faca, olhando-a como quem diz “prossiga”. ― Eu queria saber mais sobre Alexandre Magno. Ou, O Grande.

A expressão no rosto do homem era semelhante à expressão de quem vira um fantasma. Mas só durou um milésimo de segundos. ― Bom, ele foi um grande imperador e conquistou muitas coisas, morreu de febre. O que mais tem para saber? ― Deverich deu um passo para perto do homem baixinho. ― Sobre a imortalidade que ele foi buscar. Alguns dizem que ele morreu antes de achar. Outros que ele a encontrou. Por que o corpo dele levou sete dias para se decompor? Como enterraram o homem vivo? Onde ele estava quando contraiu a febre? ― a perguntas pareciam atingir o homem como ondas, ele então mudou a postura um pouco. Como um homem influente ou um grande general. ― Isso não é da minha alçada. Passar bem, senhorita.

Alexandre! ― Hela chamou, quando o homem deu de costas para ela. Ele parou de andar e olhou por cima do ombro. ― Está louca. ― retrucou e deu mais um passo antes que Hela voltasse a falar. ― Então quem é você? E por que respondeu à um nome que não o seu? ― dessa vez, ela sabia que tinha conseguido algo. Ainda estava camuflada pela névoa de modo que apenas o sujeito em sua frente. ― Ninguém nunca te disse que você se parece com ele? Quer dizer, tem até a mesma altura. Isso eu aposto. ― o homem voltou a olhá-la, parecendo temer sua perspicácia. ― Você me descobriu. Mas se espera que eu vá mesmo lhe ajudar-

E por que não ajudaria? ― a semideusa o questionou com a expressão de descrença. Se o homem em sua frente se negasse a falar com ela, como ela acharia o rio correto? Poderia ser um lugar que nunca fora mapeado. ― Não lhe conheço. E você precisa conquistar suas próprias coisas. Se é mesmo uma semideusa, peça para algum deus lhe dar auxílio. ― disse como se desse a sentença final. ― Nenhum deus vai me ajudar. Não importa que eu tenha enfrentado batalhas em nome deles, lutado ao lado deles, derrubado um império em nome deles... eles nunca farão nada por mim. E nem por qualquer outro. Eles não se importam. Você fica aqui, isolado e vive sua vida bem. Mas eu não posso mais me dar ao luxo de entrar em batalha temendo a morte.

Discurso sentimentalista não funciona comigo. ― ele fez menção de dar às costas para Hela. ― O que você quer? Dinheiro? Posso lhe dar. ― o homem riu e voltou-se para ela. ― Você está desesperada ao ponto de me dar o que eu quiser? ― a garota prendeu a respiração de forma involuntária. ― Sim. ― murmurou com firmeza. Ele olhou-a de cima para baixo e, por um momento, Hela temeu que ele quisesse sexo. ― Vamos lutar. Se você me vencer, eu te digo onde fica. Se eu vencer, você vai ter que ficar comigo até sua criança nascer. E depois eu te mato. Se você fez mesmo as coisas que fez, talvez seja bom ter a cabeça de uma heroína como espólio.

De repente, ela preferia que fosse sexo o preço a se pagar. ― E por que vai esperar a criança nascer para me matar? ― foi o que pensou em questionar, olhando-o com curiosidade evidente. ― A criança terá os poderes de uma bruxa. Sabe-se lá o que eu posso ensiná-la a fazer. ― então, Hela sentiu aquele arrepio sinistro percorrer sua coluna. Se Alexandre resolvesse brincar de “conquistador do mundo” e levasse sua filha junto, só os deuses sabiam o quanto o resultado poderia ser desastroso. ― Você quem escolhe. É pegar ou largar. Mas eu tenho técnicas de milênios, querida. E pelo seu porte físico, eu não acho que armas sejam o seu forte, não é? Ainda mais estando grávida.

Onde te encontro? ― perguntou ao homem, temendo se arrepender daquela decisão. ― Me encontre perto do monumento da Sereia ao anoitecer. O primeiro a cair em nocaute perde. Se for eu, você pode pegar a localização do rio da imortalidade. Se for você, bom, já sabe o que irá acontecer. Não se preocupe, cuidarei da sua criança como se fosse minha. ― ele disse com um sorriso ladino e se retirou do local. Hela soltou o ar sem nem mesmo se dar conta de que o tinha prendido. Seu peito doía e ela começava a se perguntar se havia tomado a decisão correta.

Deu com a cabeça contra a parede algumas vezes antes de dar meia volta e sair dali. Tinha levado o mínimo de coisas possível se aproveitando da bênção de ser invisível aos monstros para não acabar sendo atacada pela magia liberada por suas armas. A mulher duvidava que Alexandre a estivesse subestimando de fato, mas sabia que ele provavelmente visava mexer com seu psicológico por causa da fama que tinha. Hela caminhou para a rua e pegou um táxi, pedindo educadamente para o motorista leva-la até o monumento da Sereia. Deu alguns dólares antes de descer do carro e caminhou para o pequeno café que havia ali perto. Pediu uma água e sentou-se em uma das mesas olhando o mar.

Estava distraída, tentando formular um plano quando, subitamente, sentiu alguma coisa cutucar sua barriga de dentro para fora. Inicialmente, Hela apenas processou um pequeno choque. Tinha acabado de entrar no quarto mês e, naquela altura, estava até se cuidando bem melhor do que antes. Mas não conseguia raciocinar direito enquanto sentia o chute novamente. ― Isso é real? ― perguntou com um tom carinhoso, acariciando a própria barriga. Dessa vez, o movimento tocou sua palma e ela não pôde evitar um sorriso amplo. ― Eu não acredito que você está forte desse jeito. ― murmurou para a criança em seu ventre, sendo totalmente incapaz de não rir. ― Eu espero estar tomando boas decisões, Agatha. Eu vou cuidar de você, não se preocupe com isso, meu amor... ninguém vai te fazer mal. Vamos ser só eu e você. Mas vamos ficar bem, sim?

A voz que mal passava de sussurros em coreano, parecia pertencer a uma pessoa diferente da líder de Hécate. Talvez até tivesse chocado outras pessoas ver a instrutora de armas ser tão sutil com alguém que não fosse Pipper. Mas estava contente o bastante com o bom crescimento da própria filha apesar dos pesares. As horas pareciam se arrastar e Hela ficou no local até que fechasse, sentando-se na areia para esperar por Alexandre com seu plano já formulado em sua mente. Ficou de pé quando finalmente anoiteceu e sacou a faca de caça, esperando por uma concorrência desleal e atitude covarde do homem que iria enfrentar. Ele não devia ter conquistado impérios na base do “por favor” e nem mesmo do obrigada.

Eu deixei o mapa na estátua. ― ele disse assim que chegou na frente de Hela. A iluminação precária da rua ainda a permitiria ver mesmo se ela não tivesse visão noturna. ― Como vou saber que não está mentindo? ― ela inclinou a cabeça, apertando um pouco mais o cabo da faca. ― Não tenho porque mentir. Podemos começar? ― ele sorriu e mostrou uma espada que vinha trazendo em suas costas. ― Espera! Antes, eu tenho uma condição. Jure! Jure pelo Estige que se eu vencer, você não irá atrás de mim e nem da minha filha. ― ele riu, inclinando a cabeça para trás em meio à gargalhada. ― Eu estou falando sério. Jure pelo Estige. Ou nada feito.

Alexandre inclinou a cabeça, rindo com escárnio. ― Tudo bem. Eu juro pelo Estige que deixo você e sua criança em paz se você me vencer. Mas tenho uma outra exigência bruxa. Sem poderes. Para você ou para mim. ― Hela concordou quando o trovão ribombou ao longe e ajeitou a faca em sua mão. ― Que vença o melhor. ― murmurou para o homem. Ele correu em sua direção e a filha da magia esquivou-se para a esquerda antes de recuar três passos cambaleantes quando ele tentou atingi-la uma segunda vez. A luta parecia uma dança. Hela apertava o cabo da faca em sua mão, tentando cansá-lo enquanto resistia. A lâmina cortou seu braço superficialmente quando ele quase a encurralou contra o guarda corpo do café onde ela estivera mais cedo.

Ela ainda não havia tentado nenhuma investida. Não estava em seu plano atacar sem proteção e o homem parecia surpreso com o condicionamento físico da semideusa. A espada perfurou sua perna quando ele a enganou com uma golpe elaborado. Grunhiu com a dor e cambaleou para longe, ignorando a súbita fraqueza no músculo. Ela não havia se tornado sedentária depois da gestação. Pelo contrário, continuava treinando, mesmo que sozinha e vinha frequentando a academia e corrida para adquirir alguma força e manter o bom condicionamento físico. Foi por pouco que ela não teve a cabeça arrancada quando ele tentou atingir seu pescoço. Estava de pé apenas por adrenalina e força de vontade.

O suor, fruto de seu esforço, desceu por sua nuca e testa e ela jogou-se no chão, usando os braços para amortecer sua queda e impedir a barriga de acertar a areia. Sua faca ainda bem firme na mão esquerda enquanto seu coração batia acelerado. O homem parecia ofegante naquela dança mortal, onde ele tentava matá-la e ela tentava fingir que não estava com medo real da morte e de não poder criar a filha. Quando ele tropeçou no próprio pé por causa da areia fofa, Hela viu ali sua oportunidade perfeita para um ataque. Ativou a conta do colar que a protegia de qualquer ataque físico e avançou com tudo que tinha para cima do imperador.

Hela deu uma joelhada em seus testículos e cravou a faca de caça em seu pescoço, puxando-a de um canto a outro até que sua garganta estivesse completamente aberta. Ele pareceu surpreso de não conseguir tocá-la, feri-la, e por garantia atingiu sua têmpora com o cabo da faca até que a lateral de seu crânio se tornasse mais funda. Quando ele estava caído, imóvel e cheio de sangue, ela afastou-se meio trôpega e incapaz de soltar a faca. Correu para a estátua e buscou ali o mapa que Alexandre havia dito ter deitado. Olhou as direções e desenhos e reparou que a fonte da imortalidade e juventude eterna sequer ficava naquela cidade. Atrás do mapa havia um escrito: “Acham que essas águas foram as responsáveis por me matar. Mas elas foram as responsáveis por me imortalizar e conservar minha aparência. Basta banhar-se ou beber dela e toda a juventude e imortalidade que anseia será sua.”

A filha de Hécate então agarrou o papel, pensando várias vezes na mesma palavra. A palavra da localização definitiva enquanto mergulhava nas sombras outra vez. Aquela palavra que estava marcada com um círculo no mapa. O lugar onde o homem havia “morrido”. Estranhou, no entanto, ao abrir os olhos e perceber-se em um ambiente pantanoso, que não houvesse uma vigia ou coisa do tipo. Seu coração batia tão forte no peito que ela pensava que iria morrer. Tinha conseguido e aquilo era extraordinário. Não havia considerado real a hipótese de dar certo. Caminhou calmamente, pelo ambiente, sempre alerta, mantendo o papel e a faca bem posicionados, pronta para atacar. Inspirou profundamente por uma, ou talvez dez, vezes. E então, percebeu a água cristalina. Ela era diferente, mesmo na noite que tomava o céu. O lugar parecia intocado e Hela perguntou-se se estava em um lugar real do mundo mortal ou em algum lugar mitológico e de outra dimensão. Tirando a roupa e enrolando o papel nela, entrou na água e começou a se lavar. Tomou um longo fôlego antes de mergulhar e encher a boca com o conteúdo, bebendo-o assim que emergiu. Estava gelada e o ar noturno castigava sua pele.

Saiu da água. completamente curada, e tornou a vestir a roupa. Encolheu-se em um canto batendo queixo. De repente, sentia-se quente e sonolenta. Quase como se estivesse sendo envenenada. Tudo parecia queimar e ao mesmo tempo, o frio era tanto que ela batia o queixo. Esperava que fosse a água fazendo efeito. Tinha se ser a água fazendo efeito. Porque se não fosse, ela não sabia o que esperar. Temia acordar ainda mortal. Temia que tudo que havia feito fosse em vão. Todas as horas de pesquisa. Todo o medo que sentira. Tudo seria infundado se aquilo não fosse mesmo o resultado esperado.

Enquanto seus olhos se fechavam e seu corpo experimentava a dualidade de temperaturas, tudo que ela conseguia pensar era que havia sido muito fácil, apesar de tudo que sentira. Por que Alexandre, podendo ter tudo, havia escolhido estar em Alexandria? Havia algo por lá para ser descoberto ainda? Devia ter. Afinal, ele não seria tão possessivo com aquelas catacumbas se não houvesse. E por que ele queria sua filha? Para conquistar o mundo? Será que a modernidade havia dificultado que ele alcançasse seus objetivos? Seriam respostas que ela teria de buscar depois.

Por fim, tudo ficou escuro. Mas ela esperava, de corpo alma e coração, que quando acordasse, fosse imortal e eternamente jovem. Não queria mais sentir medo. Não queria mais depender da maldita sorte.

[...]

Alexandria, século IV a. C.
E então? Eu consigo achar a fonte?! — o homem perguntou para a mulher que tinha os olhos vidrados nele. — Eu não recomendo que a ache. Pensa que isso vai fortalecer seu império. Mas será sua ruína. Precisará de séculos na penumbra do mundo antes que encontre a bruxa que vai ajudá-lo em sua glória. — a mulher elegante o alertou com cautela. — Uma bruxa? Como você? — desdenhou o homem de Pasífae.

Não, seu homem tolo. Não como eu. Mas não posso te entregar seu futuro de bandeja. Escolha, Alexadre. Imortalidade ou glória. Vai levar um bom tempo até que tenha a chance de ter ambos. E você só terá uma chance. Precisa saber negociar ou vai acabar sem nada. E viverá em miséria pelo resto da vida. — a feiticeira disse com um olhar afiado. As palavras saíam doce de seus lábios, mas chegavam amargas aos ouvidos do imperador. O homem não acreditava em bruxas. Ainda mais aquelas como Pasífae que tinham fama ruim. Apenas sua bebedeira fora a responsável por levá-lo ali.

Infelizmente, ele aprenderia da maneira mais dolorosa que o tempo infinito não lhe traria a glória que ele tanto desejava e que ser um imortal não aliviaria em nada de seus problemas. Uma vez que ele subestimasse a bruxa em sua frente, seria só questão de tempo até subestimar a bruxa que poderia ajudá-lo a dominar o mundo.

Havia uma coisa sobre homens orgulhosos que nem todo o tempo do mundo ensinaria ao homem ali presente: seu poder de nada serviria quando a sabedoria saísse e a presunção entrasse.

Objetivo:

Antes de mais nada, talvez você pense que ficou fácil demais. Bem, como dá pra ver no final, Alexandre ignorou o conselho de Pasífae e banhou-se na fonte assim mesmo. Então, para seguir adiante com seu poder e império, ele precisaria de uma bruxa que só apareceria séculos depois. Ele pensou que a bruxa fosse a bebê e não Hela, já que Hela é adulta e possui seus próprios ideias e pode não concordar em ajudá-lo. Por isso, ele - com seu orgulho - subestima a semideusa e diz que irá matá-la depois do nascimento da bebê se ele ganhar. Eu pretendo fazer uma missão toda explorando isso, para explicar melhor do ponto de vista dele (pelas descobertas da Hel), mas realmente não faria sentido abordar isso tudo nesta missão porque ficaria longo e iria parecer encheção de linguiça. O que quero dizer é, foi fácil e Hela sabe disso. E isso a intriga. Mas só foi fácil porque era do interesse de Alexandre ter a criança que está no ventre da semideusa, uma vez que ele acredita que é ela a bruxa de quem Pasífae falou. Com isso, caso você decida que eu obtive o rendimento necessário para obter esta imortalidade, eu gostaria da habilidade que estará abaixo dela:
Hécate escreveu:3) Imortalidade recompensada – Essa é a forma em que você pode se tornar um imortal... sem ter consequência nenhuma! É extremamente rara, necessitando de 95% do rendimento da missão (CCFY). Geralmente, é uma recompensa dada em grandes eventos após grandes feitos. Como aconteceu com Percy no final da trama titânica. Porém, é possível conquista-la através de esforço próprio, basta atingir o rendimento necessário e ter um enredo impecável. Apenas assim você poderá curtir a imortalidade de maneira tranquila!

Nome da bênção: Eternamente jovem
Descrição: Após banhar-se nas mesmas águas que imortalizaram Alexandre Magno, a semideusa também tornou-se imortal. Seu corpo é incapaz de sucumbir em batalha ou até mesmo às doenças mundanas. Ela torna-se incapaz de envelhecer e, pelo resto da eternidade, terá a mesma aparência que tinha ao se transformar em imortal. Essa bênção confere à Hela, por mérito próprio, a mais completa e plena imortalidade, bem como a eterna juventude e vigor.
Gasto de HP: Nenhum.
Gasto de MP: Nenhum.
Extra: Caso o HP/MP da semideusa zere, ela passará um tempo em coma (relativo ao que consta no sistema) antes de retornar à vida.
Links de referência:

Aqui você vai encontrar as pesquisas feitas por mim. Como Riordan, eu adaptei algumas coisas encontradas por Hela para fechar os pontos. Desse jeito, ela teria uma teoria - mesmo que vaga - para ir atrás do que queria:
“Nas páginas do Romance de Alexandre, escrito no século 2 ou 3, o conquistador enfrenta gigantes antropófagos, encontra leões de três olhos, descobre a fonte da imortalidade(...)” Revista Super Interessante
“Segundo ele, o rei tinha navegado duas semanas antes de morrer por águas pantanosas nos arredores da Babilônia, onde poderia ter sido infectado.” BBC
Cientista afirma que Alexandre, O Grande, foi enterrado Vivo (A interpretação de Hela para isso é que ele trocou de lugar com alguém bem semelhante à ele para que continuasse dado como morto.)
Como pode ver, apenas links confiáveis de pesquisadores e cientistas em revistas e “emissoras” importantes. Hela acreditava que ele havia passado seis dias em coma e, por isso, seu corpo não se decompunha. Então, quando acordou no sexto dia, trocou de lugar com alguém semelhante fisicamente.
Itens levados:

Curadores Unissex [Camiseta branca básica do tipo sem estampas, o tecido é liso e bastante leve, gruda no corpo como se fosse uma sobre-pele, mas mais confortável. Manga curta de cor única. | Efeito 1: A blusa pode restaurar até 50% do HP do usuário dentro de dois turnos, 25% no primeiro turno, 25% no segundo turno. O efeito só funciona uma única vez por evento, luta ou missão. Efeito 2:  Foi feito de forma que possa ser usado por baixo de outras roupas, o tecido é fino, o que faz parecer com que o semideus não esteja vestindo nada, além disso, possui uma mágia que o impede de sentir calor. Efeito 3: Se ajusta perfeitamente ao corpo do usuário. | Tecido mágico | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Comprado na Ferreli & García - Mode et style]

• Faca de Caça [ Uma faca de caça feita em ouro imperial. Sua lâmina é curta, tendo cerca de 20cm, e seu cabo se encaixa perfeitamente na mão do usuário, dando equilíbrio perfeito para um bom manuseio. A faca possui uma ligação com o dono e, não importa onde foi perdida, sempre reaparece ao seu lado. | A arma contém a lâmina envenenada, provocando 20% a mais de dano e tendo chance de envenenar caso atinja a corrente sanguínea causando -15HP por 4 turnos. | Ouro imperial | Espaço para uma gema simples. | Beta | Status 100%, sem danos. | Épica | Nível 5 | Quando o passado revive.]

• Varinha [O canalizador do poder de um mago se apresenta normalmente na forma de uma varinha ou um cajado. Tal canalizador é descrito como um pedaço de madeira reta ou um bastão, contudo, nem toda varinha funciona desse jeito. Essa contém o núcleo preso dentro de um relógio feminino de pulso, que além de ajudar na redução dos gastos referentes a feitiços executados por seu portador, também é discreta o suficiente para passar despercebida. | Efeitos 1: Auxilia na condução e pratica de feitiços, fazendo seu portador ficar familiarizado com mais facilidade a feitiços executados de forma não verbal. Ele pensa, a varinha faz o resto para ajuda-lo a executar o feitiço. Efeito 2: Aumenta o dano dos feitiços de seu portador em +20. Efeito 3: Sempre retorna para o pulso do dono. | Prata | Sigma | Status: 100% sem danos | Mágico  | Presente da Manu ]

+ Colar de contas do Acampamento.
Conta usada:

Nome:Conta de Ouro
Descrição: A sétima conta do acampamento é referente aos cavaleiros apresentados pelo senhor do medo. As lutas foram de dificuldade extrema, e com toda certeza apresentaram aos semideuses um desafio e tanto. A conta tem a cor de ouro, e um par de asas com um escudo entalhada. O efeito dessa conta é de proteção, pois, o semideus com a conta de ouro consegue ativar um escudo protetor por uma única rodada, o escudo é invisível, e funciona como um campo de força capaz de repelir ataques mentais e físicos por um único turno. (Pode ser usado uma vez por evento ou missão.)
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: A conta repele 100% de todo ataque mental ou físico, desde que o atacante seja de nível igual ou inferior ao do semideus.
Dano: Nenhum.
Tatuagem:
ταξίδια σκιά [Tatuagem com inscritos em grego, envoltas em uma coroa de louros. Foi gravada sobre o braço esquerdo da semideusa, em um ponto abaixo da dobra do braço | Efeito: Como heroína condecorada dos deuses e abraçada pelo deus Hades, Hela agora tem a capacidade de utilizar a viagem nas sombras, mas de modo muito mais potente. Sua viagem não possui restrições de localidade, podendo ir até mesmo para o Submundo, se assim desejar. O custo de cada viagem varia de 30 a 80MP, dependendo da distância. Pode levar pessoas com ela, mas cada pessoa a mais deverá estar tocando na semideusa e o custo adicional de MP será de 20.]
Poderes e Habilidades (Hécate):
Passivos:
Nível 1
Nome do poder: Detector de Magia
Descrição: Filhos de Hécate/Trivia sentem quando se aproximam de uma natureza mágica - seja outro filho de Hécate/Trivia, um feiticeiro, item mágico ou criatura que esteja sob o efeito de algum encantamento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Sempre sabem quando estão na presença de outra pessoa com magia, item, ou monstro.
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Língua de Cobra
Descrição: O semideus possui certa afinidade com cobras, e eles o respeitam. Ele consegue se comunicar e entender o que as serpentes falam, mas não podem dar ordens, apenas conseguir informações.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Podem extrair conhecimento ou informações ao falar com esses animais.
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Amante da Lua
Descrição: Durante a noite, o filho de Hécate/Trivia tem seus poderes mágicos aumentados de acordo com a luz da lua, ou seja, quando mais intensa ela for sobre o semideus, mais poderosos seus feitiços serão.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de força em seus feitiços.
Dano: +10% de dano se o feitiço acertar o oponente.

Nível 7
Nome do poder: Comunicação Lupina
Descrição: Tendo como progenitora divina Hécate/Trivia, que tem certo controle sobre os lobos, os filhos desta deusa adquirem o mesmo dom da mãe. Podem comunicar-se mentalmente com eles e até pedirem certos favores. Os animais não lhe obedecem, mas escutam você e podem até ajuda-lo de alguma maneira, pois, lhe respeitam.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Podem lhe dar informações ou realizar pequenos favores se forem convencidos.
Dano: Nenhum

Nível 8
Nome do poder: Sensitivo
Descrição: Os filhos de Hécate/Trivia são bastante sensitivos e possuem a capacidade de ler auras e emoções, estas se manifestam através de seus olhos que mudam de cor de acordo com quem se está lendo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 9
Nome do poder: Olhos Noturnos
Descrição: Os filhos de Hécate/Trivia enxergam tão bem no escuro quanto de dia, a noite não incomoda sua visão de fato, portanto, desde que a escuridão ao redor não seja algo magico, ou com efeito de cegueira e etc, o filho da deusa da magia irá continuar vendo normalmente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: A escuridão normal não afeta a visão da prole da magia.
Dano: Nenhum

Nível 15
Nome do poder: Descendente da Magia III
Descrição: Você andou praticando? O resultado do seu esforço e do seu treinamento lhe fizeram um feiticeiro experiente, e agora sua magia além de ter ficado mais forte, lhe tornou um bruxo experiente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ganha 20% de força em seus feitiços (em poderes ativos).
Dano: +15% de dano se os feitiços acertarem.

Nível 18
Nome do poder: Resistência a Magia
Descrição: O semideus possui uma resistência a magias de nível igual, ou até dois níveis acima do seu. Ex: Se o filho de Hécate/Trivia estiver no nível 10, níveis abaixo o afetarão menos, ou equivalentes, e pessoas até dois níveis acima dele, no caso nível 12, também terão um efeito menor. Acima disso, o filho de Hécate/Trivia ainda recebera todo o dano.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Qualquer magia ou feitiço lançado contra o filho de Hécate/Trivia, possui um efeito de 50% menor do que em outros semideuses.
Dano: Nenhum

Nível 19
Nome do poder: Cura Noturna III
Descrição: Bastam os raios da lua ou as sombras para que seus ferimentos comecem a se fechar e criarem uma casca preta, como de uma ferida, feitas de pura energia negra, você aprendeu a lidar com elas, e agora as feridas mais fundas se fecham mais rapidamente, e as mais leves se curam por completo. Uma grande parte de sua energia também será restaurada.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +40 HP e +40 MP
Dano: Nenhum

Nível 25
Nome do poder: Olhos multicoloridos.
Descrição: A prole de Hécate/Trivia possui a habilidade natural de modificar a coloração dos olhos de acordo com as emoções sentidas no momento, no entanto, é impossível controlar a coloração por mais que as emoções do semideus estejam controladas naquele momento. Sendo que a coloração base dos olhos de tais semideuses não modificam, no entanto há um brilho correspondente da cor dos olhos da prole.
Azul: Tranquilidade, serenidade e/ou harmonia.
Verde: Esperança, liberdade e/ou saúde.
Amarelo: Luz, calor, inveja e/ou otimismo.
Roxo: Espiritualidade, magia e/ou mistério.
Rosa: Romantismo, ternura e/ou ingenuidade.
Vermelho: Paixão, energia, ódio e/ou excitação.
Laranja: Alegria, vitalidade, prosperidade e/ou sucesso.
Marrom: Seriedade e/ou integridade.
Cinza: Neutralidade e/ou estabilidade.
Branco: Paz e/ou pureza.
Preto: Morte, medo, solidão e/ou isolamento.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: As proles de Hécate/Trivia conhecem o significado, logo apenas outro semideus filho de tal prole poderá identificar seus significados. +5% de dano ao executar feitiços com a coloração roxa nos olhos.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Criadora de Poções I
Descrição: O semideus aprende a criar e desenvolver poções próprias, estudando com afinco e aprendendo a divisão de ingredientes, suas propriedades e magnitudes, podendo criar coisas mais fortes, únicas e realmente poderosas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poções feitas por filhos de Hécate/Trívia são 20% mais potentes.
Dano: Em caso de venenos, ou poções que causam dano, as poções realizadas por filhos de Hécate/Trívia ganham um bônus de +15% de dano.

Nível 30
Nome do poder: Clarevidência III
Descrição: O dom chegou ao seu ápice. Você apenas se sente cansado - desde que o use com moderação - e pode ver de forma mais definida o futuro além de poder voltar para qualquer momento do passado, além de agora exigir apenas plena concentração.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 33
Nome do poder: Pericia com Punhais III
Descrição: Você se tornou um mestre no manejo de punhais, essa arma em suas mãos, não é apenas mortal, mas também perfeita. Você consegue usa-la para diminuir seu gasto de energia, e acertar pontos críticos com ela.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade no manuseio de punhais. Consegue diminuir o gasto de MP desde que use o punhal para realizar os rituais de sangue. A MP então será reduzida pela metade, sendo que, se o gasto era de 20, gastara apenas 10.
Dano: +20% de dano se o inimigo for acertado pela arma do semideus.

Nível 50
Nome do poder: Progresso em rituais
Descrição: Magia é poder, e quando envolve rituais de usuários e varinhas, isso fica ainda mais forte. O filho de Hecate/Trivia, trabalha para desenvolver sua magia e fica mais forte, potencializando seus atributos e indo muito além do esperado. Ao desenvolver o progresso de rituais, também consegue realiza-los fora do tempo, isso permite ao semideus conseguir realizar qualquer ritual independente da lua no céu, porém, seus rituais terão uma força diminuída em 50% se forem realizados fora do período equivalente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode realizar rituais fora do período da lua exigido, porém a força do poder é reduzida em 50%.
Dano: Nenhum

Nível 60
Nome do poder: Pericia com Varinhas IV
Descrição: Você se tornou um bruxo poderoso, um feiticeiro impressionante. A varinha sempre foi a arma perfeita para o seu personagem, e agora que sabe disso, pode usa-la com uma precisão impressionante, usando em batalha para atacar e se defender, e ainda lançando feitiços para todos os lados, poupando assim uma grande parte de sua energia.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade ao lutar com essa arma. O semideus que usar a varinha para executar o feitiço, reduzindo o gasto de MP pela metade, assim sendo, um feitiço que gasta 10 MP para ser realizado, na posse de uma varinha só gastaria 5 MP. (O semideus deverá lançar o feitiço pela varinha, ou o gasto ainda será o mesmo).
Dano: +20% de dano se for acertado pela magia executada pela arma do semideus.
Ativos:

Nível 7
Nome do poder: Nevoa II
Descrição: O semideus aprendeu a lidar melhor com a nevoa do mundo em que vive, a agora já sabe usa-la para mudar situações mais drásticas, recorrendo a magia para enganar humanos e monstros, e consegue inclusive, deixar outros semideuses cegos para algumas coisas. Agora já consegue encobrir o próprio rastro e de outras duas pessoas por três turnos inteiros.
Gasto de Mp: 15 MP por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Quando em batalha dura 3 turnos, quando no mundo humano para reverter algo, o efeito é permanente. Se for magia para enganação, dura quantos turnos o semideus desejar, mas o gasto de MP será continuo.



Power is a dangerous game
Hela A. Deverich
Hela A. Deverich
Imortais
Imortais

Idade : 21
Localização : xxx

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 ( ʤ ·  run on gαsolıne - Página 2 Empty Re: ( ʤ · run on gαsolıne

Mensagem por Hefesto em Qui Out 03, 2019 11:01 pm


Avaliação


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 20.000 XP e Dracmas

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS: 20.000 XP e Dracmas Imortalidade

Comentários:

Vamos começar pelo fato de que seu texto foi escrito de modo quase impecável. Vi apenas alguns pequenos errinhos de pontuação, mas que não eram suficientes para resolver descontos. Gostei particularmente do uso de Alexandre Magno em sua trama. Tanto eu quanto Marte, que avaliou sua missão junto a mim, concordamos que você merece a Imortalidade. Parabéns.


Hefesto
Hefesto
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos


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 ( ʤ ·  run on gαsolıne - Página 2 Empty Re: ( ʤ · run on gαsolıne

Mensagem por Hela A. Deverich em Qui Out 10, 2019 4:19 pm

The heir of misery
Alexandria, século IV a. C.
E então? Eu consigo achar a fonte?! — o homem perguntou para a mulher que tinha os olhos vidrados nele. — Eu não recomendo que a ache. Pensa que isso vai fortalecer seu império. Mas será sua ruína. Precisará de séculos na penumbra do mundo antes que encontre a bruxa que vai ajudá-lo em sua glória. — a mulher elegante o alertou com cautela. —  Uma bruxa? Como você? — desdenhou o homem de Pasífae.

Não, seu homem tolo. Não como eu. Mas não posso te entregar seu futuro de bandeja. Escolha, Alexandre. Imortalidade ou glória. Vai levar um bom tempo até que tenha ambos. E você só terá uma chance. Precisa saber negociar ou vai acabar sem nada. E viverá em miséria pelo resto da vida. — a feiticeira disse com um olhar afiado. As palavras saíam doce de seus lábios, mas chegavam amargas aos ouvidos do imperador. O homem não acreditava em bruxas. Ainda mais aquelas como Pasífae que tinham fama ruim. Apenas sua bebedeira fora a responsável por levá-lo ali.

Infelizmente, ele aprenderia da maneira mais dolorosa que o tempo infinito não lhe traria a glória que ele tanto desejava e que ser um imortal não aliviaria em nada de seus problemas. Uma vez que ele subestimasse a bruxa em sua frente, seria só questão de tempo até subestimar a bruxa que poderia ajudá-lo a dominar o mundo.

Havia uma coisa sobre homens orgulhosos que nem todo o tempo do mundo ensinaria ao homem ali presente: seu poder de nada servia quando a sabedoria saísse e a presunção entrasse.

[...]

Alexandria, século XXI d. C.
Quando Hela acordou um tempo depois, viu-se sob o sol de meio-dia com os lábios ressecados e a pele febril. Tomou um banho na mesma fonte e bebeu seu conteúdo para matar a sede. Dessa vez não houve problemas para que ela se vestisse e apenas retornasse para Alexandria. O mapa ainda em seu bolso. Aquela série de perguntas ainda latejando em sua mente. Por que fora tudo tão fácil? Nada era fácil para si. Sua vida era repleta de caos, dor e miséria. Provocada por ela mesma. Ruindo tudo como se nada mais importasse.

Não foi nenhuma surpresa encontrar com Rafael depois de perambular pela cidade em busca de um local para ficar. — Você podia ter me dito mais do que a cidade para onde estava vindo. — ele tentou iniciar um novo sermão quando já estavam dentro do quarto de Hotel com Hel estando limpa, bem cuidada e salva. Mas ela apenas comeu em silêncio. Não tinha ânimo para argumentar e o mais velho percebeu mais do que depressa que não haveria a série de fatos de sempre. — Ei, menina. O que houve? Você não me perguntou se a jovenzinha ligou. Não me contou o que veio fazer aqui. E tinha sangue em sua roupa. O que andou aprontando, Hela?

Ouvir seu nome naquele tom paternal a fez desmoronar. Sua garganta, queimando como brasa, a impediu de falar e Rafael deu a volta na mesa, abraçando a única filha que já tinha conhecido com um cuidado que não demonstrava desde que a jovem em sua frente havia entrado para a prostituição. Havia coisas que moldavam uma pessoa. Ele até acreditava e mentia para si mesmo que pensava que a mulher em sua frente tinha superado bem os traumas da criança que um dia fora. Mas sabia que não. Hela era… quebrada. Machucada demais. Uma menina inteligente e viva, com um sorriso caloroso e um dos melhores corações que ele já tinha visto. Mas que tinha sido esmagada por todos os lados com um pai cruel, uma avó narcisista, uma irmã desatenta e homens sujos.

Menina, chore. Chore sim, minha criança. Faz bem. — Hela abraçou a cintura do homem grisalho, tentando dizer por entre soluços que tinha ferrado com tudo. Ele já a tinha visto assim antes. Quatro anos antes, quando ela entrara para a prostituição para cuidar de si mesma e da irmã. Cinco anos antes. Quando ela parecia pequena e vazia sobre aquela maca de hospital depois de perder o filho que ela, animadamente, tinha dito a ele que desejava ter apesar da pouca idade. Sete anos antes, quando o homem que se dizia pai dela havia lhe batido com tanta força que causara hemorragia interna. Era engraçado como alguém tão pequena e frágil podia suportar tanta coisa. Mas Hela ainda estava de pé.

Ficou naquela posição por algum tempo, até que ela se afastou com o nariz vermelho e os olhos inchados. Rafael vira poucas garotas bonitas como Hela e seu coração sempre se apertava em ver a dor nos olhos escuros e pequenos. — Quer me dizer agora? — ele se abaixou na frente dela, segurando suas mãos. Estavam só os dois naquele quarto de hotel quando ela pigarreou para limpar a garganta. — Eu sou horrível. Um monstro. Igualzinho à ele, Rafael. Eu a traí. É por isso que ela não me procurou... ela nunca mais vai. — a voz baixa quebrou-se, enquanto a expressão do homem mantinha-se impassível. — Eu estou grávida. E não é dela, obviamente. Não porque não temos meios de ter uma criança nossa, mas porque se fosse, ela estaria comigo… e eu queria… — ela se calou, apenas olhando-o com um bico formado nos lábios em uma tentativa inútil de conter o choro. — Queria que fosse nosso. — completou com dificuldade, sentindo-se fraca.

Rafael, que não era um homem dado a 'machesas', puxou a menina para um abraço sem perder tempo algum em dizer que ela havia errado. Ele sabia que ela tinha ciência dos próprios erros. Talvez estivesse morta se arrependimento matasse. Não seria ele a lhe apontar o dedo. — Filha, não fique assim. Vai ficar tudo bem, menina. Vamos voltar para casa e você vai ficar bem. Vou te ajudar com essa criança. — a mão magra envolveu o pulso quente e enrugado do homem.

Por que eu não posso ter você para sempre? — Hela o questionou ainda com a voz chorosa das lágrimas que desciam por suas bochechas. — Porque é como a vida é. Um dia eu me vou. Você também se vai. Sua criança também… todos morreremos um dia. Mas enquanto eu viver, vou cuidar de você, Hela. Agora, tente dormir um pouco, sim? Esse stress todo vai fazer mal para o bebê.

Agatha. — ela disse baixinho, com um sorriso bobo ao que o olhar gentil do homem pousou sobre sua barriga. — Bom, Agatha precisa de você feliz. — ela disse com o tom mais amoroso possível. Naquele breve segundo, Hela esqueceu-se do nojo que sentia de si mesma. E então, quando se deitou na cama quente e macia, mergulhou em um sono turbulento.

No sonho, havia uma mulher de olhar caótico, sem boca e com feições familiares. Éris. A deusa da discórdia. A mulher olhava para ela de um modo que lhe causava arrepios na linha de sua coluna. Então, o sonho distorceu-se e Hela viu Alexandre conversando com uma mulher elegante, de cabelo longos e escuros e pele num tom de oliva, quase como um bronzeado. Embora ela não conseguisse entender a conversa, conseguia ler na linguagem corporal de Alexandre que ele parecia minimamente preocupado com algo e que estava altamente alcoolizado.

Então, a mulher virou-se em direção a Hela e disse algo em grego. Algo que atingiu profundamente seus ouvidos. — Ele comerá em sua mão em troca de sua misericórdia.

O sonho se dissipou e Hela sentou-se na cama sobressaltada. Rafael olhou-a com uma expressão surpresa enquanto limpava a arma. — Vamos embora? — o homem perguntou de forma sutil, ao passo que a garota negou com a cabeça. — Rafael, trouxe meu celular? — o homem apontou para a mala de onde tirara roupas para a jovem. Ela se levantou, ajoelhando-se no chão para procurar o que desejava.

Foi com algum choque que ela percebeu a criança em seu ventre movendo-se outra vez. Cuidadosamente, acariciou a própria barriga. Agatha parecia, sempre, mover-se nos momentos mais inusitados possíveis. Quando a mente de Hela estava extremamente agitada e ela parecia tomada de adrenalina. Pegou a arma e a colocou cuidadosamente no chão, revirando a mala até encontrar o aparelho. Ligou-o e agradeceu aos deuses por ter bateria o suficiente.

Pesquisou por notícias sobre algum guia turístico encontrado em uma praia vítima de morte brutal e, para sua surpresa, encontrou o nome completo do homem em questão. Continuou pesquisando acerca do tal homem, mas não conseguiu encontrar mais nada. Alexandre havia sido esperto em se manter fora da internet e com o mínimo de registros possível. — Rafael? — a garota chamou de forma delicada, vendo o olhar do mais velho prender-se em seu rosto como quem já sabia o tipo de pergunta que viria em seguida. — Quanto tempo acha que leva para encontrar alguém fora das mídias? — ele riu, terminando de montar a arma.

Alguém como você ou como eu? Se for alguém como você, é fácil. Tem um alvo nas suas costas. Mas como eu, por outro lado… - Hela assentiu. Não havia uma resposta exata. — Matei alguém, Rafael. Precisava saber onde ele residia antes de matá-lo. Preciso de um diário ou coisa do tipo que ela possa ter. — resmungou com uma leve carranca. Rafael parecia surpreso ao passo em que Agatha continuava se mexendo dentro da barriga.

Hela sentou-se, colocando ambas mãos sobre o ventre consideravelmente saliente em uma carícia sutil. Rafael apenas a olhou de cima à baixo. — Quem você matou agora, Hela? — a semideusa deu de ombros. — Longa história… — Rafael sabia que não adiantaria discutir. Então, moveu a mão como quem diz “deixe para lá” e a Deverich deu uma risadinha. Mas continuava a pensar que precisava olhar a casa do homem. Precisava de algum item pessoal do imperador para fazer uma regressão e ver o porquê ele precisava dela. O que tinha acontecido com Alexandre?

A pergunta continuava rondando por sua cabeça.

Hela retornou para Nova Iorque com Rafael e passou alguns dias atrás de informações com um detetive particular, o homem que ela contratara parecia convencido de que não conseguiria recuperar nenhum dos pertences de Alexandre com a polícia de Alexandria. Mas continuou tentando, sempre atualizando a semideusa que, por dias a fio, reviveu aquele mesmo sonho. Éris aparecendo. Seus olhos maliciosos rindo para Hela. Então, Alexandre conversando com a mulher bonita durante um estado alterado de embriaguez.

Hela decidiu que estava devagar demais para seu gosto. Deixar para homens fazer um trabalho que ela poderia fazer mil vezes melhor ou mais rápido a deixava frustrada. Mergulhou nas sombras de seu quarto àquela noite e dirigiu-se para o local de sepultamento do antigo conquistador do mundo. Hela passou a cavar com a pá que roubara de um armário de ferramentas. Era noite e o fato de ela conseguir manipular a névoa para se esconder era sempre bem-vindo. A garota continuou a cavar, sentindo Agatha se agitar e o pé de sua barriga doer.

Naquela brincadeira de esperar pelo mortal para resolver as coisas, dois meses tinham se passado. Precisou respirar fundo algumas vezes e, àquela altura do campeonato, ela já não era mais capaz de esconder a gestação. Estava quase entrando no sétimo mês e tudo que fazia parecia exigir muito esforço. Seu sono, apesar do cansaço, tinha se reduzido bastante também. Por um momento, Hela apenas encarou a figura quase completamente recuperada de Alexandre. Embora ainda pudesse ver a pele rosada do corte que havia feito e ainda houvesse um leve afundamento da têmpora em seu crânio.

Talvez a mulher se arrependesse profundamente do que estava prestes a fazer naquele segundo. Seus dedos tocaram a têmpora do homem e ela respirou profundamente buscando ver o passado. Hela retornou rapidamente, sentindo uma leve dor de cabeça com a série de fatos que viu. Havia muita coisa para ser analisada e digerida por Hela. Séculos, milênios... tantos que ela mal conseguiria pensar ser possível. Então, ela entendeu. Finalmente, peça por peça, as coisas começaram a fazer sentido.

Havia uma parte da história que ninguém dizia. A parte em que o alcoolismo quase levou Alexandre à mais completa desgraça. A parte em que depois de sua morte, ninguém acreditava que ele pudesse mesmo estar vivo. Alexandre caíra em desgraça depois da imortalidade. Não havia tido a chance de fazer o que desejara fazer quando se banhara nas águas da eternidade.

Por um momento estranho, Hela sentiu-se estranhamente empática com o homem. Decidiu que não poderia largá-lo ali. Arrastou o corpo para fora de seu caixão e ateou fogo no local juntamente com a pá. Só então sentiu-se pronta o suficiente para mergulhar nas sombras com Alexandre e cair no porão da sede de sua empresa. Hela o colocou em uma maca, sentindo cada vez mais dor no baixo de seu ventre com o esforço que fazia. Amarrou e amordaçou Alexandre, tendo certeza que ele não acordaria aos berros ou fugiria.

Retornou para casa. A dor tornando-se uma constante assim como os pensamentos de que, tal como o homem, ela era uma miserável. Para a tristeza dele, era ela sua salvação. Mas fazia sentido que ele pensasse em sua filha já que ela mesma não acreditaria ser útil. Em verdade, Hela estava cansada. Nada parecia ter mudado depois do banho na fonte. Ela ainda se sentia exatamente a mesma pessoa. E talvez fosse isso que a fizesse de sentir tão mal. Ela esperava ser alguém diferente. Alguém forte e capaz. Mas continuava sendo apenas a mesma Hela.

A dor no pé de sua barriga se tornou quase insuportável e o algo quente molhou sua roupa. Como que por instinto, Hela tocou a própria calça por entre as pernas, ficando surpresa e assustada com o tom de vermelho em seus dedos.

Tratou de deitar-se, encolhida com dor. Olhou o próprio reflexo no espelho que revestia o closet e, como no sonho, de repente Éris estava ali. — Você é boa, garota. Uma descendente digna. É incrível como seu avô conseguiu enganar sua avó direitinho. Ao ponto de ela acreditar mesmo que estava grávida de seu pai. Fazendo-a criar meu filho.

O que você está dizendo? — Hela perguntou com dificuldade. A dor se tornando pior a cada segundo. — Estou dizendo exatamente o que você acha que estou dizendo… netinha. — A palavra soara carregada de veneno e malícia. Éris era sua avó?! Seu pai era um semideus? As coisas pareciam nunca se encaixar completamente.

Era como um quebra-cabeças absurdamente complicado. Hela, no entanto, não tinha cabeça para absorver as novas notícias e nem para tentar encontrar um sentido. Sentia dor. Muita dor. E foi um alívio quando Hades a ajeitou na cama, segurando-a pelos ombros. Ela viu Éris levar o dedo até os lábios e sumir de seu espelho. E quando a discórdia desapareceu, a dor foi-se com ela.

Você precisa se cuidar. — A divindade rosnou, limpando o suor da testa da garota. — Tive de resolver umas coisas. Me desculpe. — Ela ainda tinha o olhar fixo no espelho. O pedido de desculpas havia sido um reflexo involuntário. — O que está-? — a pergunta do outro foi interrompida quando Hela pressionou os dedos contra a barriga e começou a chorar.

Esperava que Agatha estivesse bem. Rezava para isso em meio a murmúrios de pedidos de desculpa. Naquela noite, depois que Hades a acalmou e Hela adormeceu, Éris retornou em seus sonhos. — Você deve se perguntar em quem pode confiar. Foi mesmo eu quem a fez sentir aquela dor horrenda? Ou Hades apenas estava tentando te enganar? Pense bem. Adoro sua família. Sempre têm os melhores… assuntos.

Antes que a filha de Hécate pudesse rebater, Éris desapareceu. Só restava à Hela remoer aqueles mais recentes acontecimentos. O que Éris tinha a ver com Alexandre? Ou não tinha nada a ver e Hela apenas estava prestes a colapsar?

Objetivo:

Conquistar o legado (legado simples mesmo) de Éris.

- O poder usado para ver o passado de Alexandre é o passivo "Clarevidência III".
Itens levados:

Smartphone Divino [Um smartphone feito especialmente para os semideuses. Ainda é um aparelho tecnológico, sendo necessário ter uma passiva que permita uso de tecnologia ou um item com o mesmo objetivo. O smartphone possui um sistema operacional próprio e mais avançado do que os conhecidos Android e iOS. Ele vem com aplicativos especiais para o meio-sangue: bestiário; mapa de locais mitológicos conhecidos; visão de raio-x; identificador de monstros; locais mais próximos seguros (estabelecimentos ou semideuses adultos que oferecem abrigo); disk taxi das irmãs cinzentas; mensagens de íris ao colocar um dracma contra o sensor de objetos na parte traseira do smartphone; identificador de itens ao passar pela câmera, podendo dizer material e propriedades. | Efeitos: Além de ter todos os programas populares de um smartphone, possui aplicativos exclusivos para semideuses; Efeito 1: possui runas de resistência e renovação, permitindo que o celular se reconstrua caso quebrado | Resistência Beta | Sem espaços para gemas | Status: 100%, sem danos | Mágico | Comprado no Pandevie Magie - Presente de Evie]

Curadores Unissex [Camiseta branca básica do tipo sem estampas, o tecido é liso e bastante leve, gruda no corpo como se fosse uma sobre-pele, mas mais confortável. Manga curta de cor única. | Efeito 1: A blusa pode restaurar até 50% do HP do usuário dentro de dois turnos, 25% no primeiro turno, 25% no segundo turno. O efeito só funciona uma única vez por evento, luta ou missão. Efeito 2:  Foi feito de forma que possa ser usado por baixo de outras roupas, o tecido é fino, o que faz parecer com que o semideus não esteja vestindo nada, além disso, possui uma mágia que o impede de sentir calor. Efeito 3: Se ajusta perfeitamente ao corpo do usuário. | Tecido mágico | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Comprado na Ferreli & García - Mode et style]

• Faca de Caça [ Uma faca de caça feita em ouro imperial. Sua lâmina é curta, tendo cerca de 20cm, e seu cabo se encaixa perfeitamente na mão do usuário, dando equilíbrio perfeito para um bom manuseio. A faca possui uma ligação com o dono e, não importa onde foi perdida, sempre reaparece ao seu lado. | A arma contém a lâmina envenenada, provocando 20% a mais de dano e tendo chance de envenenar caso atinja a corrente sanguínea causando -15HP por 4 turnos. | Ouro imperial | Espaço para uma gema simples. | Beta | Status 100%, sem danos. | Épica | Nível 5 | Quando o passado revive.]

• Varinha [O canalizador do poder de um mago se apresenta normalmente na forma de uma varinha ou um cajado. Tal canalizador é descrito como um pedaço de madeira reta ou um bastão, contudo, nem toda varinha funciona desse jeito. Essa contém o núcleo preso dentro de um relógio feminino de pulso, que além de ajudar na redução dos gastos referentes a feitiços executados por seu portador, também é discreta o suficiente para passar despercebida. | Efeitos 1: Auxilia na condução e pratica de feitiços, fazendo seu portador ficar familiarizado com mais facilidade a feitiços executados de forma não verbal. Ele pensa, a varinha faz o resto para ajuda-lo a executar o feitiço. Efeito 2: Aumenta o dano dos feitiços de seu portador em +20. Efeito 3: Sempre retorna para o pulso do dono. | Prata | Sigma | Status: 100% sem danos | Mágico  | Presente da Manu ]

+ Colar de contas do Acampamento.
Tatuagem:
ταξίδια σκιά [Tatuagem com inscritos em grego, envoltas em uma coroa de louros. Foi gravada sobre o braço esquerdo da semideusa, em um ponto abaixo da dobra do braço | Efeito: Como heroína condecorada dos deuses e abraçada pelo deus Hades, Hela agora tem a capacidade de utilizar a viagem nas sombras, mas de modo muito mais potente. Sua viagem não possui restrições de localidade, podendo ir até mesmo para o Submundo, se assim desejar. O custo de cada viagem varia de 30 a 80MP, dependendo da distância. Pode levar pessoas com ela, mas cada pessoa a mais deverá estar tocando na semideusa e o custo adicional de MP será de 20.]
Poderes e Habilidades (Hécate):
Passivos:
Nível 1
Nome do poder: Detector de Magia
Descrição: Filhos de Hécate/Trivia sentem quando se aproximam de uma natureza mágica - seja outro filho de Hécate/Trivia, um feiticeiro, item mágico ou criatura que esteja sob o efeito de algum encantamento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Sempre sabem quando estão na presença de outra pessoa com magia, item, ou monstro.
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Língua de Cobra
Descrição: O semideus possui certa afinidade com cobras, e eles o respeitam. Ele consegue se comunicar e entender o que as serpentes falam, mas não podem dar ordens, apenas conseguir informações.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Podem extrair conhecimento ou informações ao falar com esses animais.
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Amante da Lua
Descrição: Durante a noite, o filho de Hécate/Trivia tem seus poderes mágicos aumentados de acordo com a luz da lua, ou seja, quando mais intensa ela for sobre o semideus, mais poderosos seus feitiços serão.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de força em seus feitiços.
Dano: +10% de dano se o feitiço acertar o oponente.

Nível 7
Nome do poder: Comunicação Lupina
Descrição: Tendo como progenitora divina Hécate/Trivia, que tem certo controle sobre os lobos, os filhos desta deusa adquirem o mesmo dom da mãe. Podem comunicar-se mentalmente com eles e até pedirem certos favores. Os animais não lhe obedecem, mas escutam você e podem até ajuda-lo de alguma maneira, pois, lhe respeitam.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Podem lhe dar informações ou realizar pequenos favores se forem convencidos.
Dano: Nenhum

Nível 8
Nome do poder: Sensitivo
Descrição: Os filhos de Hécate/Trivia são bastante sensitivos e possuem a capacidade de ler auras e emoções, estas se manifestam através de seus olhos que mudam de cor de acordo com quem se está lendo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 9
Nome do poder: Olhos Noturnos
Descrição: Os filhos de Hécate/Trivia enxergam tão bem no escuro quanto de dia, a noite não incomoda sua visão de fato, portanto, desde que a escuridão ao redor não seja algo magico, ou com efeito de cegueira e etc, o filho da deusa da magia irá continuar vendo normalmente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: A escuridão normal não afeta a visão da prole da magia.
Dano: Nenhum

Nível 15
Nome do poder: Descendente da Magia III
Descrição: Você andou praticando? O resultado do seu esforço e do seu treinamento lhe fizeram um feiticeiro experiente, e agora sua magia além de ter ficado mais forte, lhe tornou um bruxo experiente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ganha 20% de força em seus feitiços (em poderes ativos).
Dano: +15% de dano se os feitiços acertarem.

Nível 18
Nome do poder: Resistência a Magia
Descrição: O semideus possui uma resistência a magias de nível igual, ou até dois níveis acima do seu. Ex: Se o filho de Hécate/Trivia estiver no nível 10, níveis abaixo o afetarão menos, ou equivalentes, e pessoas até dois níveis acima dele, no caso nível 12, também terão um efeito menor. Acima disso, o filho de Hécate/Trivia ainda recebera todo o dano.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Qualquer magia ou feitiço lançado contra o filho de Hécate/Trivia, possui um efeito de 50% menor do que em outros semideuses.
Dano: Nenhum

Nível 19
Nome do poder: Cura Noturna III
Descrição: Bastam os raios da lua ou as sombras para que seus ferimentos comecem a se fechar e criarem uma casca preta, como de uma ferida, feitas de pura energia negra, você aprendeu a lidar com elas, e agora as feridas mais fundas se fecham mais rapidamente, e as mais leves se curam por completo. Uma grande parte de sua energia também será restaurada.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +40 HP e +40 MP
Dano: Nenhum

Nível 25
Nome do poder: Olhos multicoloridos.
Descrição: A prole de Hécate/Trivia possui a habilidade natural de modificar a coloração dos olhos de acordo com as emoções sentidas no momento, no entanto, é impossível controlar a coloração por mais que as emoções do semideus estejam controladas naquele momento. Sendo que a coloração base dos olhos de tais semideuses não modificam, no entanto há um brilho correspondente da cor dos olhos da prole.
Azul: Tranquilidade, serenidade e/ou harmonia.
Verde: Esperança, liberdade e/ou saúde.
Amarelo: Luz, calor, inveja e/ou otimismo.
Roxo: Espiritualidade, magia e/ou mistério.
Rosa: Romantismo, ternura e/ou ingenuidade.
Vermelho: Paixão, energia, ódio e/ou excitação.
Laranja: Alegria, vitalidade, prosperidade e/ou sucesso.
Marrom: Seriedade e/ou integridade.
Cinza: Neutralidade e/ou estabilidade.
Branco: Paz e/ou pureza.
Preto: Morte, medo, solidão e/ou isolamento.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: As proles de Hécate/Trivia conhecem o significado, logo apenas outro semideus filho de tal prole poderá identificar seus significados. +5% de dano ao executar feitiços com a coloração roxa nos olhos.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Criadora de Poções I
Descrição: O semideus aprende a criar e desenvolver poções próprias, estudando com afinco e aprendendo a divisão de ingredientes, suas propriedades e magnitudes, podendo criar coisas mais fortes, únicas e realmente poderosas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poções feitas por filhos de Hécate/Trívia são 20% mais potentes.
Dano: Em caso de venenos, ou poções que causam dano, as poções realizadas por filhos de Hécate/Trívia ganham um bônus de +15% de dano.

Nível 30
Nome do poder: Clarevidência III
Descrição: O dom chegou ao seu ápice. Você apenas se sente cansado - desde que o use com moderação - e pode ver de forma mais definida o futuro além de poder voltar para qualquer momento do passado, além de agora exigir apenas plena concentração.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 33
Nome do poder: Pericia com Punhais III
Descrição: Você se tornou um mestre no manejo de punhais, essa arma em suas mãos, não é apenas mortal, mas também perfeita. Você consegue usa-la para diminuir seu gasto de energia, e acertar pontos críticos com ela.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade no manuseio de punhais. Consegue diminuir o gasto de MP desde que use o punhal para realizar os rituais de sangue. A MP então será reduzida pela metade, sendo que, se o gasto era de 20, gastara apenas 10.
Dano: +20% de dano se o inimigo for acertado pela arma do semideus.

Nível 50
Nome do poder: Progresso em rituais
Descrição: Magia é poder, e quando envolve rituais de usuários e varinhas, isso fica ainda mais forte. O filho de Hecate/Trivia, trabalha para desenvolver sua magia e fica mais forte, potencializando seus atributos e indo muito além do esperado. Ao desenvolver o progresso de rituais, também consegue realiza-los fora do tempo, isso permite ao semideus conseguir realizar qualquer ritual independente da lua no céu, porém, seus rituais terão uma força diminuída em 50% se forem realizados fora do período equivalente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode realizar rituais fora do período da lua exigido, porém a força do poder é reduzida em 50%.
Dano: Nenhum

Nível 60
Nome do poder: Pericia com Varinhas IV
Descrição: Você se tornou um bruxo poderoso, um feiticeiro impressionante. A varinha sempre foi a arma perfeita para o seu personagem, e agora que sabe disso, pode usa-la com uma precisão impressionante, usando em batalha para atacar e se defender, e ainda lançando feitiços para todos os lados, poupando assim uma grande parte de sua energia.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade ao lutar com essa arma. O semideus que usar a varinha para executar o feitiço, reduzindo o gasto de MP pela metade, assim sendo, um feitiço que gasta 10 MP para ser realizado, na posse de uma varinha só gastaria 5 MP. (O semideus deverá lançar o feitiço pela varinha, ou o gasto ainda será o mesmo).
Dano: +20% de dano se for acertado pela magia executada pela arma do semideus.
Ativos:

Nível 7
Nome do poder: Nevoa II
Descrição: O semideus aprendeu a lidar melhor com a nevoa do mundo em que vive, a agora já sabe usa-la para mudar situações mais drásticas, recorrendo a magia para enganar humanos e monstros, e consegue inclusive, deixar outros semideuses cegos para algumas coisas. Agora já consegue encobrir o próprio rastro e de outras duas pessoas por três turnos inteiros.
Gasto de Mp: 15 MP por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Quando em batalha dura 3 turnos, quando no mundo humano para reverter algo, o efeito é permanente. Se for magia para enganação, dura quantos turnos o semideus desejar, mas o gasto de MP será continuo.
Bênção:

Nome da bênção: Eclipsado
Descrição: Graças a benção de Levi, o semideus poderá ocultar a sua presença divina totalmente. Não será detectado por monstros ou criaturas por causa de sua essência como descendente dos deuses, sendo ocultado o cheiro e a aura. Para muitos, será apenas um humano comum.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Dano: Nenhum
Bônus: Nenhum
Extra: Nenhum


Power is a dangerous game
Hela A. Deverich
Hela A. Deverich
Imortais
Imortais

Idade : 21
Localização : xxx

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 ( ʤ ·  run on gαsolıne - Página 2 Empty Re: ( ʤ · run on gαsolıne

Mensagem por Minerva em Qui Out 10, 2019 9:08 pm


Hela

Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 5.000 XP – 4.000 dracmas – 10 ossos
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 5.000 XP – 4.000 dracmas – 10 ossos + legado de Éris

Comentário:
Hela,
Eu particularmente achei a narrativa bastante interessante, principalmente por ser uma continuação da narração anterior. Ver tantos sentimentos e controle da Hela, assim como a presença de Éris a provocando é bastante construtivo a meu ver. Também não fui capaz de achar erros gramaticais gritantes e toda a construção do plot foi ótima. Parabéns, semideusa.
Minerva
Minerva
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos


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 ( ʤ ·  run on gαsolıne - Página 2 Empty Re: ( ʤ · run on gαsolıne

Mensagem por Hela A. Deverich em Sab Out 12, 2019 8:29 am

Another 'Deverich' Thing

Hades? — Hela chamou pelo deus que estava sentado na ponta de sua cama. Ela mantinha-se enrolada no lençol fino, sorrindo quando o olhar da divindade recaiu sobre si. — Precisa ir? — perguntou com cautela, vendo que ele já havia se vestido. — Tenho coisas a resolver. Mas vou continuar de olho em você. Não quero que passe dos limites. — disse com seu tom decidido, de modo que a semideusa apenas riu baixo. — Certo, certo. E eu finjo que acredito que o único motivo pelo qual você vem é preocupação com a criança. — sussurrou, vendo-o estreitar os olhos. — Desculpe. — murmurou em seguida. — Mas você não precisa se preocupar. Não quero machucá-la também. — dessa vez, Hela tinha se sentado e sua cabeça repousava no ombro da divindade. — Você não devia vir tantas vezes. Não quero sua mulher zangada comigo. — disse ao beijar o ombro do deus.

Ele fechou as mãos em punho e Hela percebeu que não devia ter tocado no assunto. — De todo modo, eu vou cuidar bem dela. Só falta um mês. Só isso. E logo você pode conhecê-la de fato. — quando ele pareceu relaxar, ela se afastou e deitou-se na cama novamente. Hades sumiu pela escuridão da madrugada e a filha Hécate suspirou baixo. Um mês tinha se passado desde o episódio com Éris. Ela ainda não tinha certeza de quem havia lhe causado toda a dor e a hemorragia. Havia sido um susto grande, mas quando o médico chegou na manhã seguinte, ele confirmou o que Hela vinha sentindo desde sempre: Agatha estava bem.

Não fazia sentido em sua mente que Hades quisesse machucar sua filha só para lhe dar uma lição. Mas fazia sentido que Éris quisesse implantar discórdia entre eles já que, apesar dos pesares, ela acabara por aceitar sua atual posição de amante. Hela já tinha feito coisas piores na vida do que ser a segunda opção de alguém. E ela, de fato, não merecia ser a primeira.

A garota se levantou, pegando o roupão antes de seguir para o banheiro. Tomou um banho demorado e foi até a cozinha, arrumando algo para comer. Ainda eram quatro da manhã quando a garota desceu para a garagem e entrou no carro, dirigindo até a empresa. A barriga já estava grande o suficiente para ser evidente que Hela logo teria a criança. Ela pegou um dos jalecos e desceu diretamente para a câmara.

Alexandre havia acordado no dia anterior e Hela o deixara ser examinado pela equipe de saúde que trabalhava para si. Agora, ela voltara para conversar com ele. Queria respostas detalhadas. E ela teria. Nem que o matasse. — Quando vai me soltar? — foi a primeira pergunta que  o homem fez ao vê-la passar pela porta. — Quando eu tiver certeza de que você não me oferece perigo.

Não posso quebrar meu juramento. Você deve saber. — Hela suspirou pesadamente e soltou as pernas de Alexandre, puxando um dos bancos de metal para se sentar de frente para ele. — Quem é o pai? — perguntou o homem, de modo que Hela riu ao pousar uma das mãos na região onde a criança se agitava.

Ela precisa de um? — perguntou com calma, verificando os sinais vitais do homem. — Você está bem. Mas já sabia disso, certo? Bom, de todo modo… eu sei o que queria com minha filha. Sinto te dizer, ela não é uma bruxa. — ele pareceu surpreso e a Deverich mordeu o inferior. — Sou eu a bruxa quem você procurava, muito possivelmente. Alexandre, você fez algum trato com Éris?

A discórdia? Não. Por que a pergunta? — pensou em mentir. Mas não tinha porque. Então, deu de ombros. — Eu só… pensei que sim. — murmurou, passando a língua por entre os lábios. — Eu tenho um trato para lhe propor. Mas eu preciso que me dê cerca de um mês.

E o que é? — ele pareceu interessado. Hel levantou-se e o soltou da maca. — Venha comigo. Eu vou te levar para comer, arrumar um hotel onde você pode ficar e vamos comprar algumas coisas para você. Depois tratamos de negócios.

O homem parecia desconfiado. — Posso te levar para um lugar onde será extremamente admirado. Ao menos, há a chance real disso. — finalmente pareceu fisgar a atenção do homem. Ah, o orgulho. Sempre previsível. — Claro! Vamos conversar. — ele disse com um sorriso e Hela bufou discretamente.

Fecharam o acordo de que ele daria tempo para Hela organizar-se no mundo mortal antes de  irem para Nova Roma e, assim, ele poderia conhecer uma outra bruxa que talvez concordasse em ajudá-lo a viver dentro da lei e com, ao menos, parte da velha  glória de sempre. Até lá, Hela tentaria descobrir o que Éris tinha dito, de fato, sobre sua família.

[...]


Naquela noite, ignorando qualquer sinal de bom senso,  a semideusa decidiu que invocaria seu avô. Ela usou um tabuleiro ouija. Tão simples e útil que até mesmo simples mortais conseguiam conversar com os mortos. Chamou seu avô pelo nome, perguntando se ele estava ali.

"Sim."

Você pode se materializar? — ela perguntou com calma, mantendo as mãos juntas sobre a  peça.

"Já estou aqui. Leve a peça até o olho."

Com o arrepio sinistro percorrendo sua coluna, Hela o viu assim que colocou aquela lente sobre um de seus olhos. — Tenho algumas perguntas para fazer. — disse com calma. O homem deu um riso sarcástico e permaneceu sentado na cadeira em frente à mesa dela. — Então faça-as. Não tenho muito tempo. — retrucou em uma voz rouca.

Éris. O que ela tem com nossa família? — ele riu baixo. — Tem muita coisa menina. Quase tanto a ver quanto Hécate. Elas parecem gostar dos homens e mulheres de nossa família. Meu pai prometeu para as duas que teriam uma descendente digna. Éris exigiu uma mulher. Eu já era casado com sua avó quando Hécate me ensinou a manipular a névoa.

Minha mãe…? — aquilo pegou Hela de surpresa. — Sim. E então, Éris me deu gêmeos. Mas eu não os queria. Queria apenas o rapaz. Ela decidiu que nunca permitiria que ele soubesse quem era. Éris arruinou minha vida quando fui contra seus desejos. Ela queria que eu criasse a garota. Mas foi mais fácil dá-la para o pescador de Busan.

Tenho uma tia? — a jovem perguntou com algum entusiasmo. — Tinha. Ela morreu. — a imagem do homem tremeluziu. — Mas ela deixou um filho. A garota foi para os Elísios. Mas eu a acompanhei em vida. Foi parte do meu castigo. Vi quando ela se deitou com- — o homem simplesmente desapareceu.

Com quem? Quem era o pai de seu primo?

Aquela resposta teria de ser descoberta depois. Hela foi dormir inquieta.

Não perdeu tempo em contratar um detetive particular. O homem levou duas semanas para contactar todos os pescadores de Busan que tinham tido uma filha e um neto. Haviam muitos deles. Mas havia um número reduzido de pescadores que tinham perdidos suas filhas. Esse trabalho de filtragem levou mais algum tempo. Então, havia o trabalho mais difícil. Encontrar o tal neto.

Hela já estava com os nove meses completos quando o nome de Maxwell Wittelsbach chegou aos seus ouvidos. Ela descobrira que ele havia ido para São Francisco. E a partir dali, seria responsabilidade dela encontrá-lo.

Hela estava deitada para dormir quando a dor começou a incomodá-la. Havia acabado de passar da meia noite quando as primeiras contrações vieram. Mas já ouvira falar sobre a demora do processo e não se preocupou. Talvez pudesse esperar pelo amanhecer. Mas o destino não iria colaborar tanto com ela. Meia hora depois, Hela já estava suando frio e mordendo um dos travesseiros enquanto tinha a sensação de que seus ossos do quadril iriam sofrer uma separação completa.

Levantou-se e passou a andar de um lado para o outro do quarto, hora parando para se apoiar na parede, hora sentando-se no chão enquanto tentava respirar fundo de forma ritmada. Precisava oxigenar o cérebro. Àquela altura, telefonar para alguém já não parecia mais uma opção. Hela só pensava em como acabar com a maldita dor. O ar parecia ter dificuldade de sair por seus lábios enquanto ela engatinhou até o banheiro e colocou a banheira para encher. Não pensando muito racionalmente enquanto começava a se despir e mergulhava na água morna que beirava a quentura completa. Seus músculos pareceram relaxar por alguns segundos antes que ela sentisse que a bolsa havia se rompido.

Decidiu então, por algum instinto primitivo, que teria de fazer aquilo por conta própria. Hela sentou-se na banheira e apertou as bordas da banheira branca, inspirando profundamente antes de empurrar a criança para fora. Aquilo doera bem mais do que ela esperava e ela podia sentir que tinha tido alguma eficácia. As dores intensas vinham, praticamente, a cada dez segundos, de modo que quando outra onda de dor a atingiu, ela só precisou empurrar mais uma vez antes de perceber a água ficar avermelhada. Ainda meio suada e trêmula pelo esforço de não surtar completamente com a dor, Hela segurou a criança em seus braços e a deitou em seu peito, ouvindo o choro baixo da neném.

Chora, por favor. Chora mais alto. — pediu a semideusa, sentindo-se levemente desesperada. Como se atendendo ao pedido da mãe, Agatha começou a chorar cada vez mais alto. Os braços finos da bruxa a envolvendo enquanto esta chorava em alívio. Parecia surreal que aquilo tivesse acontecido. A mulher pegou uma tesoura na gaveta do armário e, depois de amarrar o cordão umbilical da filha com fio dental, o cortou. Hela abriu o ralo da banheira e passou a lavar a neném com cuidado, esfriando um pouco mais a água. Sentia-se exausta enquanto a enrolava no roupão e a deitava na cama. Hela não se preocupou em lavar-se adequadamente. Apenas ficara na água com a filha, sendo limpa por tabela ao banhar a neném.

Em algum ponto, sua placenta também saíra e, meio traumatizada, Hela jogou-a no lixo sem ter ideia do que fazer. Deitou-se na cama ao lado da neném, sem se importar com a própria nudez. A recém nascida tinha um biquinho rosado e a pele clara. Os cabelos escuros e as mãozinhas gordas arrancaram um sorriso bobo da cria da magia. Hela sentiu a presença de Hades mesmo antes de vê-lo. O deus sentou-se ao lado da própria cria e passou um dos dedos por sua bochecha, fazendo-a abrir a boca.

Hela nada disse. Apenas permaneceu deitada de bruços, sem ter uma ideia exata do que deveria fazer. — Você está bem? — a voz dele a tirou do transe de admirar a própria prole. — Com sono… — murmurou em resposta, colocando um dos dedos entre a mão pequena da menina, sentindo-a apertá-lo. Antes de se deitar, Hela vira na tela do celular que eram quase quatro da manhã. Seu inferno, que parecera muito mais longo, tinha durado apenas três horas e meia. Viu quando o deus se inclinou para deixar um selar em sua têmpora e apenas fechou os olhos. — Ela precisa comer. — o tom do outro era gentil ao alertar a garota. Com algum esforço e sentindo-se ainda meio dolorida, Hela se sentou na cama e se arrastou até encostar as costas na cabeceira.

Pegou a filha com cuidado e colocou o rosto dela próximo de um dos próprios seios. A sensação inicial que teve quando as gengivas da neném fecharam-se ao redor do bico de seu peito foi desagradável. E não melhorou em nada enquanto ela sugava com força para mamar. Ainda assim, Hel fechou os olhos e, pacientemente, apenas acariciou o dorso de um dos pequenos pés.

Tudo que Hela sentiu ao abrir os olhos e perceber que Hades estava mesmo ali foi paz. Pela primeira vez em vinte um anos, ela sentira paz pura e simples em sua vida enquanto tinha uma das experiências mais intensas e dolorosas de sua existência. Naquele momento nada importava além da pequena criança que tinha nos braços.

Objetivo:

Descobrir mais sobre a ligação da família de Hela com Éris.
Itens levados:

Smartphone Divino [Um smartphone feito especialmente para os semideuses. Ainda é um aparelho tecnológico, sendo necessário ter uma passiva que permita uso de tecnologia ou um item com o mesmo objetivo. O smartphone possui um sistema operacional próprio e mais avançado do que os conhecidos Android e iOS. Ele vem com aplicativos especiais para o meio-sangue: bestiário; mapa de locais mitológicos conhecidos; visão de raio-x; identificador de monstros; locais mais próximos seguros (estabelecimentos ou semideuses adultos que oferecem abrigo); disk taxi das irmãs cinzentas; mensagens de íris ao colocar um dracma contra o sensor de objetos na parte traseira do smartphone; identificador de itens ao passar pela câmera, podendo dizer material e propriedades. | Efeitos: Além de ter todos os programas populares de um smartphone, possui aplicativos exclusivos para semideuses; Efeito 1: possui runas de resistência e renovação, permitindo que o celular se reconstrua caso quebrado | Resistência Beta | Sem espaços para gemas | Status: 100%, sem danos | Mágico | Comprado no Pandevie Magie - Presente de Evie]

Curadores Unissex [Camiseta branca básica do tipo sem estampas, o tecido é liso e bastante leve, gruda no corpo como se fosse uma sobre-pele, mas mais confortável. Manga curta de cor única. | Efeito 1: A blusa pode restaurar até 50% do HP do usuário dentro de dois turnos, 25% no primeiro turno, 25% no segundo turno. O efeito só funciona uma única vez por evento, luta ou missão. Efeito 2:  Foi feito de forma que possa ser usado por baixo de outras roupas, o tecido é fino, o que faz parecer com que o semideus não esteja vestindo nada, além disso, possui uma mágia que o impede de sentir calor. Efeito 3: Se ajusta perfeitamente ao corpo do usuário. | Tecido mágico | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Comprado na Ferreli & García - Mode et style]

• Faca de Caça [ Uma faca de caça feita em ouro imperial. Sua lâmina é curta, tendo cerca de 20cm, e seu cabo se encaixa perfeitamente na mão do usuário, dando equilíbrio perfeito para um bom manuseio. A faca possui uma ligação com o dono e, não importa onde foi perdida, sempre reaparece ao seu lado. | A arma contém a lâmina envenenada, provocando 20% a mais de dano e tendo chance de envenenar caso atinja a corrente sanguínea causando -15HP por 4 turnos. | Ouro imperial | Espaço para uma gema simples. | Beta | Status 100%, sem danos. | Épica | Nível 5 | Quando o passado revive.]

• Varinha [O canalizador do poder de um mago se apresenta normalmente na forma de uma varinha ou um cajado. Tal canalizador é descrito como um pedaço de madeira reta ou um bastão, contudo, nem toda varinha funciona desse jeito. Essa contém o núcleo preso dentro de um relógio feminino de pulso, que além de ajudar na redução dos gastos referentes a feitiços executados por seu portador, também é discreta o suficiente para passar despercebida. | Efeitos 1: Auxilia na condução e pratica de feitiços, fazendo seu portador ficar familiarizado com mais facilidade a feitiços executados de forma não verbal. Ele pensa, a varinha faz o resto para ajuda-lo a executar o feitiço. Efeito 2: Aumenta o dano dos feitiços de seu portador em +20. Efeito 3: Sempre retorna para o pulso do dono. | Prata | Sigma | Status: 100% sem danos | Mágico  | Presente da Manu ]

+ Colar de contas do Acampamento.
Tatuagem:
ταξίδια σκιά [Tatuagem com inscritos em grego, envoltas em uma coroa de louros. Foi gravada sobre o braço esquerdo da semideusa, em um ponto abaixo da dobra do braço | Efeito: Como heroína condecorada dos deuses e abraçada pelo deus Hades, Hela agora tem a capacidade de utilizar a viagem nas sombras, mas de modo muito mais potente. Sua viagem não possui restrições de localidade, podendo ir até mesmo para o Submundo, se assim desejar. O custo de cada viagem varia de 30 a 80MP, dependendo da distância. Pode levar pessoas com ela, mas cada pessoa a mais deverá estar tocando na semideusa e o custo adicional de MP será de 20.]
Habilidades Aprendidas:

Nome do poder: Corpo Intuitivo I
Descrição: Após um árduo treinamento no qual o semideus pôs o corpo a prova, estressando-o até o limite, o semideus ganhou a capacidade de se adaptar a qualquer situação adversa. A habilidade lhe confere a capacidade de manter suas bonificações de agilidade e velocidade mesmo que sua movimentação esteja limitada por outros fatores que não sejam ferimentos e magias.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +30% de Velocidade e +30% Agilidade, também não perderá bonificações destes atributos quando estiver com movimentação limitada por algo que não seja lesão, congelamento ou magia.

Nome: Krav Maga - Defesa Pessoal
Descrição: O krav maga é um sistema de combate corpo-a-corpo desenvolvido em Israel que se baseia em uma abordagem que não necessita de equipamentos ou armas. Graças ao comparecimento na aula e o árduo treinamento, este personagem consegue usar de técnicas para defender-se e escapar de situações complicadas, tais como enforcamentos, agarrões, socos diretos, abordagens com facas e armas de fogo como pistola e revolveres.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Maiores chances de escapar de situações em que se possa aplicar a defesa pessoal; +30% de esquiva, equilíbrio e agilidade.
Extra: Nenhum

Nome: Taekwondo I
Descrição: O taekwondo é uma arte marcial milenar da Coreia. Em coreano a palavra taekwondo possui o seguinte significado: caminho dos pés e das mãos através da mente. Após assistir a aula de combate, o aluno agora possui noções básicas e sabe melhor do que ninguém aplicar chutes referentes ao taekwondo. Ainda sabe apenas o básico do taekwondo, mas logo estará preparado para os golpes mais complexos que esta modalidade permite aprender.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +25 de dano em chutes; +30% equilíbrio, agilidade e flexibilidade.
Extra: Nenhum

Nome da habilidade: Jianshu (Arte da Espada)
Descrição: Consiste em movimentos ofensivos e defensivos. Esta técnica trabalha suavidade, velocidade, giros, equilíbrios com os movimentos contínuos do corpo. Com isso, poderá usar tanto de movimentos corporais quanto ataques poderosos com a espada.
Gasto de HP: Nenhum
Gasto de MP: Nenhum
Bônus: +20% de velocidade e equilíbrio.
Dano: +20% de dano físico.
Extra: Habilidade deve ser contada apenas quando em combate utilizando uma espada, sendo assim válido golpes com o corpo e com a arma.

Nome da Habilidade: Perícia com Espadas III
Descrição: Espadas são uma das principais armas de um semideus, especialmente se ele gosta do calor do combate. Alguns possuem uma perícia inata, mas outros precisam de alguma prática para melhorar e evoluir. Tendo participado dessa aula, o indivíduo foi capaz de aprimorar os conhecimentos já adquiridos.
Gasto de HP: Nenhum.
Gasto de MP: Nenhum.
Extra: +55% de habilidade com a espada.
Dano: +30% de dano.

Nome da habilidade: Perícia em lâminas III
Descrição: Uma habilidade primordial para se entender bem como usar armas dotadas de lâminas, melhorando uma habilidade nata ou dando uma habilidade por prática para quem não tem intimidade com tais.
Gasto de HP: Nenhum.
Gasto de MP: Nenhum.
Bônus: +75% de assertividade ao usar qualquer uma das armas citadas nesta habilidade.
Dano: +55% de dano ao realizar golpes com fazendo uso de uma das armas.
Poderes e Habilidades (Éris):

Passivo:
Nível 1
Nome do poder:  Apreciadores da Discórdia
Descrição: Os filhos de Éris/Discórdia são parcialmente conhecidos por serem bastante impiedosos, do tipo que gostam de ver “o circo pegar fogo”, ainda mais se forem eles mesmo que causaram o “incêndio”. (Isso depende muito da pessoa, alguns de seus filhos podem ter não herdado sua maldade.)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 2
Nome do poder: Cura do Pomo I
Descrição: Inicialmente comer uma maçã - um dos símbolos de sua mãe - poderá lhe dar um pouco mais de energia e fazer você se sentir revigorado, mas nesse nível não é nada muito elaborado.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 10 HP e + 10 de MP
Dano: Nenhum

Nível 3
Nome do poder: Energia
Descrição: Caso haja um clima de discórdia, vingança ou ira no campo de batalha, você irá se sentir mais forte e revigorado.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 5 de HP e + 5 de MP.
Dano: Nenhum

Nível 4
Nome do poder: Perícia com facas e lanças I
Descrição: Os filhos de Éris/Discórdia possuem habilidade tanto com armas que conferem certa distância quanto com armas de curto alcance. Nesse nível ainda é algo muito simples e sua habilidade se destaca, mas está longa da perfeição.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +20% de assertividade no uso de uma dessas armas.
Dano: +5% de dano.

Nível 5
Nome do poder: Ambidestria
Descrição: Éris/Discórida era braço direito de Ares, por isso - ao menos com armas - seus filhos são ambidestros. Tendo habilidade de manuseio com ambas as mãos.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Mesmo estando com uma arma na mão dominante, conseguira usar outra na mão oposta sem qualquer problema.
Dano: Nenhum
Ativos:
Nenhum.
Poderes e Habilidades (Hécate):
Passivos:
Nível 1
Nome do poder: Detector de Magia
Descrição: Filhos de Hécate/Trivia sentem quando se aproximam de uma natureza mágica - seja outro filho de Hécate/Trivia, um feiticeiro, item mágico ou criatura que esteja sob o efeito de algum encantamento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Sempre sabem quando estão na presença de outra pessoa com magia, item, ou monstro.
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Língua de Cobra
Descrição: O semideus possui certa afinidade com cobras, e eles o respeitam. Ele consegue se comunicar e entender o que as serpentes falam, mas não podem dar ordens, apenas conseguir informações.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Podem extrair conhecimento ou informações ao falar com esses animais.
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Amante da Lua
Descrição: Durante a noite, o filho de Hécate/Trivia tem seus poderes mágicos aumentados de acordo com a luz da lua, ou seja, quando mais intensa ela for sobre o semideus, mais poderosos seus feitiços serão.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de força em seus feitiços.
Dano: +10% de dano se o feitiço acertar o oponente.

Nível 7
Nome do poder: Comunicação Lupina
Descrição: Tendo como progenitora divina Hécate/Trivia, que tem certo controle sobre os lobos, os filhos desta deusa adquirem o mesmo dom da mãe. Podem comunicar-se mentalmente com eles e até pedirem certos favores. Os animais não lhe obedecem, mas escutam você e podem até ajuda-lo de alguma maneira, pois, lhe respeitam.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Podem lhe dar informações ou realizar pequenos favores se forem convencidos.
Dano: Nenhum

Nível 8
Nome do poder: Sensitivo
Descrição: Os filhos de Hécate/Trivia são bastante sensitivos e possuem a capacidade de ler auras e emoções, estas se manifestam através de seus olhos que mudam de cor de acordo com quem se está lendo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 9
Nome do poder: Olhos Noturnos
Descrição: Os filhos de Hécate/Trivia enxergam tão bem no escuro quanto de dia, a noite não incomoda sua visão de fato, portanto, desde que a escuridão ao redor não seja algo magico, ou com efeito de cegueira e etc, o filho da deusa da magia irá continuar vendo normalmente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: A escuridão normal não afeta a visão da prole da magia.
Dano: Nenhum

Nível 15
Nome do poder: Descendente da Magia III
Descrição: Você andou praticando? O resultado do seu esforço e do seu treinamento lhe fizeram um feiticeiro experiente, e agora sua magia além de ter ficado mais forte, lhe tornou um bruxo experiente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ganha 20% de força em seus feitiços (em poderes ativos).
Dano: +15% de dano se os feitiços acertarem.

Nível 18
Nome do poder: Resistência a Magia
Descrição: O semideus possui uma resistência a magias de nível igual, ou até dois níveis acima do seu. Ex: Se o filho de Hécate/Trivia estiver no nível 10, níveis abaixo o afetarão menos, ou equivalentes, e pessoas até dois níveis acima dele, no caso nível 12, também terão um efeito menor. Acima disso, o filho de Hécate/Trivia ainda recebera todo o dano.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Qualquer magia ou feitiço lançado contra o filho de Hécate/Trivia, possui um efeito de 50% menor do que em outros semideuses.
Dano: Nenhum

Nível 19
Nome do poder: Cura Noturna III
Descrição: Bastam os raios da lua ou as sombras para que seus ferimentos comecem a se fechar e criarem uma casca preta, como de uma ferida, feitas de pura energia negra, você aprendeu a lidar com elas, e agora as feridas mais fundas se fecham mais rapidamente, e as mais leves se curam por completo. Uma grande parte de sua energia também será restaurada.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +40 HP e +40 MP
Dano: Nenhum

Nível 25
Nome do poder: Olhos multicoloridos.
Descrição: A prole de Hécate/Trivia possui a habilidade natural de modificar a coloração dos olhos de acordo com as emoções sentidas no momento, no entanto, é impossível controlar a coloração por mais que as emoções do semideus estejam controladas naquele momento. Sendo que a coloração base dos olhos de tais semideuses não modificam, no entanto há um brilho correspondente da cor dos olhos da prole.
Azul: Tranquilidade, serenidade e/ou harmonia.
Verde: Esperança, liberdade e/ou saúde.
Amarelo: Luz, calor, inveja e/ou otimismo.
Roxo: Espiritualidade, magia e/ou mistério.
Rosa: Romantismo, ternura e/ou ingenuidade.
Vermelho: Paixão, energia, ódio e/ou excitação.
Laranja: Alegria, vitalidade, prosperidade e/ou sucesso.
Marrom: Seriedade e/ou integridade.
Cinza: Neutralidade e/ou estabilidade.
Branco: Paz e/ou pureza.
Preto: Morte, medo, solidão e/ou isolamento.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: As proles de Hécate/Trivia conhecem o significado, logo apenas outro semideus filho de tal prole poderá identificar seus significados. +5% de dano ao executar feitiços com a coloração roxa nos olhos.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Criadora de Poções I
Descrição: O semideus aprende a criar e desenvolver poções próprias, estudando com afinco e aprendendo a divisão de ingredientes, suas propriedades e magnitudes, podendo criar coisas mais fortes, únicas e realmente poderosas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poções feitas por filhos de Hécate/Trívia são 20% mais potentes.
Dano: Em caso de venenos, ou poções que causam dano, as poções realizadas por filhos de Hécate/Trívia ganham um bônus de +15% de dano.

Nível 30
Nome do poder: Clarevidência III
Descrição: O dom chegou ao seu ápice. Você apenas se sente cansado - desde que o use com moderação - e pode ver de forma mais definida o futuro além de poder voltar para qualquer momento do passado, além de agora exigir apenas plena concentração.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 33
Nome do poder: Pericia com Punhais III
Descrição: Você se tornou um mestre no manejo de punhais, essa arma em suas mãos, não é apenas mortal, mas também perfeita. Você consegue usa-la para diminuir seu gasto de energia, e acertar pontos críticos com ela.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade no manuseio de punhais. Consegue diminuir o gasto de MP desde que use o punhal para realizar os rituais de sangue. A MP então será reduzida pela metade, sendo que, se o gasto era de 20, gastara apenas 10.
Dano: +20% de dano se o inimigo for acertado pela arma do semideus.

Nível 50
Nome do poder: Progresso em rituais
Descrição: Magia é poder, e quando envolve rituais de usuários e varinhas, isso fica ainda mais forte. O filho de Hecate/Trivia, trabalha para desenvolver sua magia e fica mais forte, potencializando seus atributos e indo muito além do esperado. Ao desenvolver o progresso de rituais, também consegue realiza-los fora do tempo, isso permite ao semideus conseguir realizar qualquer ritual independente da lua no céu, porém, seus rituais terão uma força diminuída em 50% se forem realizados fora do período equivalente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode realizar rituais fora do período da lua exigido, porém a força do poder é reduzida em 50%.
Dano: Nenhum

Nível 60
Nome do poder: Pericia com Varinhas IV
Descrição: Você se tornou um bruxo poderoso, um feiticeiro impressionante. A varinha sempre foi a arma perfeita para o seu personagem, e agora que sabe disso, pode usa-la com uma precisão impressionante, usando em batalha para atacar e se defender, e ainda lançando feitiços para todos os lados, poupando assim uma grande parte de sua energia.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade ao lutar com essa arma. O semideus que usar a varinha para executar o feitiço, reduzindo o gasto de MP pela metade, assim sendo, um feitiço que gasta 10 MP para ser realizado, na posse de uma varinha só gastaria 5 MP. (O semideus deverá lançar o feitiço pela varinha, ou o gasto ainda será o mesmo).
Dano: +20% de dano se for acertado pela magia executada pela arma do semideus.
Ativos:

Nível 7
Nome do poder: Nevoa II
Descrição: O semideus aprendeu a lidar melhor com a nevoa do mundo em que vive, a agora já sabe usa-la para mudar situações mais drásticas, recorrendo a magia para enganar humanos e monstros, e consegue inclusive, deixar outros semideuses cegos para algumas coisas. Agora já consegue encobrir o próprio rastro e de outras duas pessoas por três turnos inteiros.
Gasto de Mp: 15 MP por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Quando em batalha dura 3 turnos, quando no mundo humano para reverter algo, o efeito é permanente. Se for magia para enganação, dura quantos turnos o semideus desejar, mas o gasto de MP será continuo.
Bênção:

Nome da bênção: Eclipsado
Descrição: Graças a benção de Levi, o semideus poderá ocultar a sua presença divina totalmente. Não será detectado por monstros ou criaturas por causa de sua essência como descendente dos deuses, sendo ocultado o cheiro e a aura. Para muitos, será apenas um humano comum.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Dano: Nenhum
Bônus: Nenhum
Extra: Nenhum



Power is a dangerous game
Hela A. Deverich
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 ( ʤ ·  run on gαsolıne - Página 2 Empty Re: ( ʤ · run on gαsolıne

Mensagem por Héstia em Dom Out 13, 2019 9:30 pm


Hela

Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 5.000 XP – 4.000 dracmas – 10 ossos
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa: 5.000 XP – 4.000 dracmas – 10 ossos

Comentário:
Nunca pensei que veria Hades ser tão carinhoso. Parabéns pelo nascimento de sua filha Hela.


Héstia...
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 ( ʤ ·  run on gαsolıne - Página 2 Empty Re: ( ʤ · run on gαsolıne

Mensagem por Hela A. Deverich em Qui Dez 05, 2019 10:26 pm

I'm a bad blood
Agatha já havia dormido quando Hades apareceu naquela noite. A filha tinha pouco mais de dez dias enquanto o deus estava parado na frente de Hela, observando-a mortalmente sério. — Quando ia me contar? — a filha de Hécate ergueu a cabeça, assumindo a pose de líder que tinha desde que conseguia se lembrar. — Não lhe devo satisfações.

Hades se aproximou dela um passo, mas Hela não se moveu. Continuou firmemente parada. — Acredita nela? — perguntou com o tom baixo e profundo que somente um deus tinha. — Eu devo? — foi a vez de Hela se aproximar em um passo. Hades respirou profundamente, segurando nos braços da mulher. — Eu nunca as machucaria. — a imortal sustentou o olhar de divindade antes de erguer uma das mãos e acariciar sua bochecha. — Hades. Não seja assim…

Ele fechou os olhos, a testa vincando-se em evidente confusão. — E como eu deveria ser? — Hela sorriu levemente e selou os lábios nos dele. — Não se preocupe tanto com ela, querido. Eu consigo proteger nossa filha. — murmurou baixo, sentindo a mão do homem pousar em sua cintura, puxando-a para si. — Éris é astuta. — disse ele por fim. A filha de Hécate não discordaria. Era verdade. — Eu vi o que ela fez com você. E eu vi o que você fez com ela. E ela não seria louca de tocar em uma de suas crianças. — o olhar de Hela era carregado de tranquilidade, enquanto Hades buscava alguma evidência de que ela estivesse com medo.

Mas Hela não estava e decidiu que abraçar o homem era a única coisa que poderia fazer para acalmá-lo. O cheiro familiar que lhe invadia as narinas era um bálsamo para suas preocupações. Talvez pela fragilidade de Hades em ter perdido uma das filhas deusas, ele parecia ainda mais preocupado com as outras crias que tinha. Ainda assim, Hela não podia permitir que ele ficasse intervindo em sua vida ou na de Agatha. Zeus não deixaria passar tranquilamente. E nem mesmo Perséfone. — Você merecia mais do que inferno. — deixou escapar em um murmúrio.

O que disse? — ele perguntou e Hela passou a acariciar sua cabeça. — É verdade. Você merecia. Mas também não há ninguém mais justo que você para ficar naquele lugar. — Hades não respondeu e Hela ficou na ponta dos pés, beijando-o sem pressa alguma. Havia algo que ela sempre achara injusto na mitologia. Não lhe fazia sentido que em toda sua tirania, Zeus fosse o rei supremo e Hades o vilão quando seu maior pecado havia sido um rapto. Se comparado com estupros e jogar os filhos do topo do Olimpo, aquilo parecia até uma piada.

As mãos de Hades firmaram-se em suas coxas, erguendo-a para que ele não precisasse mais ficar curvado. E as pernas dela prenderam-se ao redor dele enquanto suas mãos continuavam a brincar com os fios escuros do homem. Quando uma de suas mãos subiram para seu quadril, a bruxa se afastou. — Eu não posso. — disse com a respiração acelerada. Ele a deixou descer e Hela apenas segurou em sua mão, levando-o até a cama, onde Agatha dormia tranquilamente. Deitou-se ao lado da menina e viu Hades fazer o mesmo,  olhando a pequena de forma atenta. — Precisa cuidar dela, Hela.

Eu vou. Não se preocupe, sim? — ele respirou fundo, mas seus olhos diziam que não haveria tranquilidade até que Hela conseguisse entender o que, de fato, Éris queria consigo.

Havia aquele misto de carinho e tensão quando Hela fechou os olhos para dormir com uma das mãos acariciando a pequena mão de Agatha. Hades então mergulhou os dedos nos fios escuros da semideusa e ficou com as mãos ali até que a garota finalmente adormecesse.  

Quando acordou no dia seguinte, Hades ainda estava ali. Parecia estar em sono profundo e Hela sentiu-se feliz. Gostava de tê-lo por perto e tentava manter isso o mais secreto possível. Pegou o celular e revisou os emails que vinha trocando com Patrick, um semideus que também era detetive particular e vinha buscando mais notícias de Maxwell. Ele dissera que não queria se meter com um cara como um filho de Plutão. Mesmo em sua versão romana, Hades ainda era intimidador. Mas Hel sabia que ele tinha um preço. Todos tinham. Inclusive, ela mesma.

Se a neném havia acordado naquela noite, Hades fora muito rápido em cuidar dela já que a própria Hela tinha dormido a noite toda. Agora, banhada, sentou-se na cama e pegou a menina no colo logo que ela começou a resmungar e se mexer. Abriu os botões da própria camisa e deixou que o bico de seu peito roçasse na pequena bochecha da menina, vendo-a virar a boquinha aberta em direção ao pedaço de pele já bastante dolorido. Ela passou a sugar com força enquanto Hela continuava a repetir o mantra de fechar os olhos e relaxar. Deu um dos dedos para que a pequena agarrasse e sorriu com o aperto em seu indicador enquanto a garotinha alegremente continuava com sua refeição.

Havia vantagens em ler a aura dos outros. Ela sempre sabia quando Agatha estava feliz ou quando Agatha estava incomodada. A pequena, naquele momento, estava feliz. E sempre ficava daquele modo com Hades por perto. Mesmo quando estava assustada. Hela não tinha coragem de separar-se dela porque sabia que isso traria imenso sofrimento para ambas.

Sentiu a mão de Hades pousada em suas costas. Ele nada disse, mas Hela sabia que ele estava olhando com a mesma serenidade e, talvez até, o mesmo sorriso que guardava apenas para sua menina. Era bom ver que ele se importava com a criança. Era bom ver que ela era importante para ele. E que ele a amava. Porque Agatha merecia todo o amor que o mundo pudesse lhe oferecer. Ela teria absolutamente tudo que Hela pudesse lhe dar.

Os dias passavam-se arrastados enquanto ela distribuía seu tempo em cuidar da própria filha e trabalhar. Hela fazia questão de reforçar os feitiços da casa todos os dias. Éris continuava a aparecer, sempre provocando-a com palavras ruins. Dizendo que ela deveria ir ao inferno e confrontar sua mãe. Ou confrontar Hades e obter uma resposta satisfatória. — Pergunte para sua mãezinha o que ela e Erebus fizeram com você. — então, ela gritou para Éris ir embora e aquilo foi o suficiente para despertar a neném.

Tudo estava caminhando rumo a discórdia, pouco a pouco. Deverich precisava de respostas rapidamente.

A semideusa esperaria por Patrick e por suas novidades. Ele seria pago por aquilo. — Você vai acabar sozinha, Hela. Devia se matar. Devia se matar. Vai morrer sozinha. Sua vagabundinha. — a deusa não estava mais lá, mas os soluços que cortavam seu choro foram o suficiente para que Agatha se calasse e observasse a mãe de maneira muito curiosa.

Era, então, chegado o dia em que Patrick finalmente lhe passaria as novidades sobre Maxwell. Aliviando parte das dúvidas que rondavam a mente da imortal.

Hela estava em casa, sentada na poltrona. Seus olhos, carregados de astúcia, demonstravam o quão pouco ela ligava para o fato de estar apenas com o roupão de cetim vermelho e escuro. — Tem certeza? É assim que quer que eu pague pelas informações que vai me dar? — o homem olhou-a da cabeça aos pés e se sentou no sofá. A Deverich revirou os olhos e se levantou a poltrona, despindo-se por completo. — Quantos homens já a tocaram? Uma mulher como você…

Hela riu da tolice do outro, enquanto abria sua calça e pegava em seu pau, tateando a mesinha atrás dele até encontrar o preservativo que deixara ali. — Muitos. Não é difícil me fazer abrir as pernas. — disse com tranquilidade, fazendo homem parecer surpreso e ultrajado. Ele segurou em seu quadril assim que a garota terminou de vestir a camisinha no membro que, agora, parecia flácido. Hela riu e olhou ao redor, precisando de um esforço gigantesco para não ficar séria ao ver que Hades estava parado ali. — Não consegue? — o homem empurrou Hela no sofá e lhe deu um tapa no rosto ao que ela tentou empurrá-lo. Ele era bem maior e, apesar da força que ela tinha, quando ele lhe deu um soco, sentiu-se tonta.

Hades então o puxou pelo pescoço e o jogou no chão. Hela permaneceu quieta no sofá, com vergonha e perplexa com o que tinha acontecido. Conhecia Patrick havia anos. Por mais que o tivesse livrado de algumas acusações de agressões, ele nunca havia lhe faltado com respeito. Bom, isso até que ele decidiu que queria ser pago com sexo, no lugar de dinheiro.

Deverich não achou que aquilo fosse de todo um problema. Não até ele se mostrar impotente. E não até ele lhe dar um soco com sua força de filho de Ares. Ela tinha, naquele momento, plena certeza de que acabaria sendo estuprada se Hades, que parecia furioso, não tivesse considerado ver a filha.  Hela limpou o sangue que escorria de sua boca e se colocou de pé. Bastou que  olhasse bem para Hades para perceber em seu corpo que ele estava irado. — Hades… — tentou, com calma, vendo a expressão de choque no rosto de Patrick.

Onde está Agatha? — Hela inspirou o ar profundamente. — No quarto. No meu. — disse com delicadeza, vendo-o caminhar para longe. Então, voltou-se ao filho de Ares. — Me conte tudo o que descobriu. — ordenou, pegando o roupão para vestí-lo. Havia aquela dor estranha que subia por seu osso, quase como se tivesse trincado o local.

Patrick falou, olhando com medo para o local por onde Hades havia sumido. Hela pegou uma faca na cozinha, escondendo-a atrás de seu antebraço e se abaixou na frente do rapaz. Seus olhos, escuros de ódio e desejo de matá-lo, fixaram-se no homem enquanto ele apenas lhe fornecia informações das quais ela já tinha ciência. — Sabe, Patty. Eu sempre te considerei alguém razoável, mesmo quando você espancava caras nos bares. Mas tentar cobrar por algo que não fez foi a gota d’água. Não me contou nada de novo. E ainda me agrediu por ser um broxa de merda.

Segurou firme no pau e nas bolas do outro, apertando-os com força. Posicionou a faca sobre seus testículos e respirou fundo. — Se eu fosse você, não faria de novo. Hades não vai gostar de ver você me batendo outra vez. — disse com calma e, então, arrancou fora toda a região genital e o escroto do outro. Viu o sangue jorrar em função das artérias que se localizavam ali.

O homem continuou a gritar enquanto Hela descartava o membro decepado junto da faca na lixeira da cozinha. Lavou as mãos e caminhou até o quarto, onde entrou no banheiro e tirou o roupão. Olhando o próprio reflexo no espelho, ela respirou fundo e pegou um pouco de ambrósia dentro da caixinha de primeiros socorros. Comeu o cubinho e viu o roxo começar a se aliviar, enquanto a dor parecia diminuir aos poucos. — Por quê? — Hades perguntou em forçada calma. Hela abaixou a cabeça. — Vai. Pode me xingar. Eu sei o que você viu.

Hades se aproximou e Hela encolheu-se. — Por quê? Por que eu iria te xingar? — a Deverich se virou para olhá-lo. — Hades, o que eu sou para você? — a pergunta soou baixa, apenas um sussurro. — Você é importante. — disse o outro, ainda com evidente raiva. — Importante…? Por que você foi… por que o impediu? — agora ela se sentia confusa e exausta. — Queria que eu te deixasse apanhar? — ela negou com a cabeça. Hades permaneceu impassível e a semideusa se arriscou a se aproximar dele. Não houve qualquer movimento para afastá-la ou qualquer coisa do tipo, mas Hela ainda estava receosa quando o abraçou. Sentiu o tecido da roupa dele contra a própria pele e inspirou profundamente o ar ao enterrar o nariz em seu peito. — Eu não posso te ter… então por que faz isso comigo? — perguntou com um tom de voz baixo, meio choroso.

Sentiu os dedos do outro afundando em seu cabelo e apenas buscou o ar, tendo os lábios e o nariz completamente tomados pelo odor amadeirado, meio mentolado, que vinha dele. — Como eu vou te esquecer quando você decidir que já deu para mim? — ele não respondeu, de modo que Hel apenas ergueu a cabeça, buscando olhar seu rosto. Mas a única coisa que via era sua mandíbula. — Você quer que eu pare de vir? — ele perguntou por fim ao passo que Hela rapidamente negou. — Não quero. Você é importante para a Agatha. E para mim. Ela… eu. Eu preciso de você.

Hades beijou a testa da filha de Hécate e ficou naquela posição por um tempo. Hela o amava. Só não diria isso em voz alta. Admitir seus sentimentos tornava as coisas mais intensas. Ela sabia que nunca seria mais do que a outra. — Vou tomar um banho. Amanhã eu dou um jeito no corpo de Patrick. — Hades a soltou, mas havia algo de diferente em seus olhos quando ele a olhou da cabeça aos pés. Por um segundo, Hela ficou imóvel. Então, a mão que antes estivera em suas costas, agarrou a cintura fina da imortal, seus lábios se unindo aos dela com alguma brutalidade. Não era nada que fosse machucá-la, mas também não tinha nada do toque cuidadoso que ele lhe ofertara apenas alguns segundos antes. Hela retribuiu, suas mãos se afundando nos fios de cabelo curtos e escuros, enquanto seu coração parecia que iria pular para fora de seu peito, entregando ao homem em sua frente exatamente o que ela sentia quando ele estava por perto. Estava sendo um beijo longo. Intenso. Feroz. Hades a colocou contra uma das paredes e deslizou os lábios por seu pescoço, fazendo com que a mulher se arrepiasse por completo.

Hades... não faça assim. Por favor. — pediu em tom baixo, sentindo a mão livre dele enrolar-se nos fios de sua nuca. Seu olhos, escuros pelo desejo ao mesmo tempo em que se apresentavam em um caleidoscópio de paixão, que ele deveria saber ler muito bem já que convivia com sua mãe, eram muito mais sinceros do que quaisquer palavras que pudessem sair de seus lábios. A Deverich era boa em contar doces mentiras e enganar a todos que estivessem ao seu redor, mas seus olhos podiam entregá-la se ela estivesse em um momento de vulnerabilidade, como era o caso agora. Hades beijou toda o pescoço da bruxa no local onde os ossos de sua traquéia eram evidentes, lhe causando certo formigamento.

Hela apenas colocou as mãos sobre seus ombros, fraca demais para tentar negá-lo. Ele era como uma droga que ela sentia mais necessidade de ter a cada dose que usava. Mas o rei do inferno não parecia querer tomá-la naquela noite. Ele apenas prosseguiu distribuindo beijos e carícias delicadas por seu corpo. Deverich fechou os olhos e passou a controlar a própria respiração, especialmente quando Hades a envolveu entre os braços longos e a manteve ali. Sentiu-se acolhida. Protegida. Ela era importante. Para ele. Do mesmo modo que ele era importante para ela. — Tome um banho. Eu vou te esperar com a Agatha. — disse próximo do ouvido da legado da discórdia. Hela apenas assentiu, sentindo-se muito mais leve do que se sentia em meses.

Ela ainda matutou por mais alguns dias antes de decidir se deveria dar ouvidos para a Éris sussurrante que a circundava. Cada dia que se passava a deusa tornava-se mais ousada. Ao ponto de Hela fraga-la passando um dos dedos compridos pela bochecha gordinha de sua bebê. Havia, então, em um sonho perguntado à deusa se tinham um acordo onde Hela teria paz caso conseguisse o que a deusa queria. — É claro que sim. Quero que desperte o meu lado que há em você. Mas para isso, você precisa de respostas. — a semideusa torceu o nariz em desgosto. Não queria que Éris tivesse controle sobre sua vida de forma alguma. — Então jure pelo Estige que eu ir minha filha teremos paz quando eu conseguir o que você quer. — a deusa riu com a esperteza da neta. Mas ela sabia que com as respostas Hela poderia acabar procurando-a sem que ela fizesse muito esforço. — Juro pelo Estige.

E era essa a razão de a semideusa estar no submundo. Mesmo não querendo ir. Mesmo desejando manter-se o mais longe da senhora do inferno que pudesse. Em verdade, tudo que Hela realmente queria era ter um pouco de paz e sossego. Mas coisas com tranquilidade e uma vida de marasmo pareciam ser, simplesmente, impossíveis para ela. Ela só queria que Hades pudesse ficar por perto para sempre de modo que Éris nunca, jamais, tocasse em Agatha de novo. Mas esse era o outro tipo de coisa que nunca iria acontecer porque Hades, é claro, tinha mais obrigações do que uma bebê mortal com uma semideusa. Não que ela não achasse a própria filha importante, era só que ela meio que não desejava mesmo ter que negociar com Éris e Hades era um excelente repelente.

Não acha que é muita audácia de sua parte vir aqui? — Perséfone soou irritada assim que a figura de Hela se materializou em seu jardim. Havia calculado mal o lugar onde sairia, mas isso se devia ao fato de não ter mais a mesma familiaridade com o submundo. — Perséfone, senhora. Não queria cruzar seu caminho. Só vim consultar minha mãe, já irei sair. — fez menção de retirar-se e, então, uma roseira enroscou-se em sua perna, cortando a carne mais fundo do que Hela acharia ser possível.  — Você o corrompeu. — disse a deusa em fúria, ainda parecendo querer punir a semideusa. Hela não evitou o riso baixo. — Eu? Você também o corrompeu quando foi raptada? — disse em um murmúrio tão calmo que sequer se parecia com ela mesma. A deusa pareceu desarmar-se.

A sua história só a retratou como vítima porque você não acabou transformada em monstro. Ao invés disso, virou uma rainha. Veja o que aconteceu à Medusa. Punida por ter sido estuprada, como se fosse culpa dela. — os olhos de Perséfone ainda eram escuros enquanto ela inclinava a cabeça e ouvia Hela falar com o tom sereno e quase arrastado. — Medusa só estava fazendo seu trabalho. E Atena a puniu quando tudo que ela queria era... socorro. — um risinho de escárnio surgiu nos lábios da asiática. —  E Cila? Transformada em monstro depois de ser perseguida porque seu perseguidor negou uma deusa. Punidas pelos erros de um homem. — havia certa repulsa na voz da garota, ela sentia-se enojada com tantas histórias e sabia dos boatos de que Perséfone já fizera o mesmo com uma das amantes de Hades. — Ele é seu marido. Foi ele quem fez um compromisso com você. Vim ver minha mãe, você sabe como é ruim não ter a mãe por perto, certo? Não quero lhe desrespeitar, de modo algum, aceito meu papel como amante e desculpo-me por isso, embora eu não vá ser tola o suficiente para negar a um deus. Sabe como homens são temperamentais, não?

Por fim, a deusa da primavera respondeu em um misto de rosnado e ódio. Hela suspeitava que não fora sua argumentação a responsável pelo fato de Perséfone não tê-la punido. Havia um motivo por trás e, talvez, fosse o afeto de Hades por si. — Suma da minha frente antes que eu me arrependa de ser boazinha. — a deusa tinha uma expressão impassível. Hela fez uma mesura. — Com prazer, minha senhora. — e afastou-se, passando pelo jardim até chegar à caverna onde Hécate residia no inferno.

Chegar até sua mãe fora mais fácil do que ela sequer seria capaz de sonhar. Hela estava nos domínios da deusa que a havia trazido ao mundo em menos de três minutos. Logo que viu a mulher de corpo esbelto e cabelos pretos, sentiu-se abatida. Vinha lidando com tudo sozinha havia muito e sua mãe era sempre uma constante em sua vida quando os problemas apertavam.

Mamãe, o que me escondeu dessa vez? — foi tudo que disse. Não havia tempo para polidez. Hécate com toda certeza já sabia porque a própria cria estava ali. — Ela te contou o que? — a resposta que Hela desejava não veio, mas a pergunta que já sabia que viria, sim. Soltou o ar pesadamente, sentando-se no sofá vermelho e macio que lhe fora indicado com um único aceno de mão.

Que você mentiu para mim. Que todos mentiram para mim. A minha vida toda. Não posso… mãe, você…? O que você e Erebus fizeram? — ela pronunciou por fim. Era uma das primeiras vezes na vida em que Hela não sabia o que dizer e não conseguia manter a própria voz firme e constante. Era possível ver, muito claramente, que Hécate tinha escondido algo. Hela estava muito familiarizada com as expressões da mãe para saber que havia mesmo um segredo a ser revelado.

Tinha esse acordo entre seu avô e Éris. Ela queria alguém que fosse… obediente a ela. E que fosse muito poderosa. Ela teve sua própria filha com seu avô e, suspeito, a menina era uma das favoritas dela. Mas não fazia diferença para o seu avô porque ele só queria saber do rapaz. — Hécate sentou-se em frente a própria filha. — Seu pai nunca descobriu que era um semideus. Por algum motivo, os genes dele nunca se manifestaram. Então, seu avô me procurou um pouco antes de morrer e me pediu ajuda. Para cumprir o que tinha acordado com Éris.

Àquela altura do campeonato, Hela não mais respirava normalmente. Havia um aperto doloroso em seu peito. Ela quase se sentia sufocada. — Filha, entenda. Eu nunca me importei em firmar acordos com os membros de sua família. Os Deverich sempre me cultuaram bem. Então, eu ajudei. Tive você e Robin com seu pai para satisfazer os desejos de Éris. Mas houve um erro. Você era a maior, mais forte e mais esperta também. Mas tinha tanto poder. Tanto peso sobre você que eu temi que você não conseguisse. — Hela engoliu o choro, mas seus olhos cheios d’água denunciavam o peso que esmagava seu peito.

Hela… eu não podia. Não podia tocar em você. E sabia que se não inibisse os genes de Éris, eles se desenvolveriam junto de seus próprios poderes. Aqueles que herdou de mim. Então eu pedi ajuda para Erebus com um ritual antigo e botei um selo que só pode ser rompido quando cessar as batidas do seu coração. Assim, você está a salvo. Você pôde crescer e até Éris abrir o maldito bico, não havia sequer um traço dela em você. — a expressão no rosto de Hécate era maternal. Hela entendia isso agora que tinah sua própria filha.

Você tirou uma parte de mim! Tirou porque me achou fraca! — seu tom de voz, apesar de exaltado, era muito baixo. Ela começou a chorar, sem se dar conta do que fazia. — E agora eu nem posso morrer. Tem essa parte de mim, que vai ficar faltando para sempre, porque você me achou incapaz!

Hécate não tentou argumentar. Havia tanta dor e mágoa nos olhos de Hela que apenas deixou a garota ir embora. E assim, a filha da magia se viu caindo de joelhos no chão da sala de seu apartamento. Em meio a toda a confusão que turvava sua cabeça, seu cérebro buscava uma saída para recuperar aquela parte de si que ela nunca havia tido e que, agora, parecia a tentadora resposta para seus problemas.

A deusa fora clara. Hela precisava que seu coração parasse de bater. Era algo que ela nunca fizera antes, é claro. Havia quase encarado a morte várias e várias vezes, mas ter o coração parado era uma outra história. Ela só precisava que seu coração parasse de bater para romper o selo.

Correu aos tropeços até a sala de armas e pegou uma das pistolas, passando a montá-la com as mãos trêmulas. Seus dedos magros eram quase experts naquilo. Então, quando colocou o pente e engatilhou a arma, Rafael entrou no cômodo com a expressão consternada. — O que vai fazer? — ele parecia quase em pânico. — Descobrir quem eu sou de verdade e sentar no colo do rei do inferno por um bom tempo. — respondeu, colocando a arma na própria têmpora. — Hela, pelo amor de tudo que é mais sagrado, você tem uma filha!

Cuida dela para mim. Se isso falhar, entregue-a para Pipper, sim? — pediu com calma, respirando fundo. Rafael não ousou de mover, com medo de que qualquer movimento seu a fizesse puxar o gatilho. Mas a despeito do que pareceu, Hela voltou a chorar copiosamente enquanto murmurava que não conseguia. Ela não conseguia pensar em deixar Agatha sozinha. Sem uma mãe. Não tinha coragem suficiente para acabar com a própria vida usando suas próprias mãos. Deixou a arma sobre a mesa e olhou para o mais perto que tinha de um pai. Ela tinha tido uma ideia. Sabia que aquilo poderia magoa-la mais do que tudo, mas era algo que ela, definitivamente, precisava muito tentar. E se ele caísse, ela se odiaria por tê-lo tentado.

Rafael, quantos homens matou? — ele deu de ombros, aproximando-se dela com calma. — Vários. — ela sorriu o mais diabolicamente possível. Sabia atingi-lo no ponto fraco. — Você os matou porque estava sendo pago. E estava sendo pago para isso porque não é um homem de verdade. Você é fraco, Rafael. Sabemos que você nunca será inteligente para qualquer outra coisa além de tirar a vida de terceiros.

Hela… — ele começou, mas a garota ergueu uma das mãos em sinal de “pare” e retomou seu tom autoritário. — Você é um merda, Rafael. Você é fraco. Vai morrer sozinho. Eu sou tudo que você tem e ainda assim eu ia me matar. Eu ia me matar porque você é um incompetente que não sabe me ajudar, Rafael. E eu-

Ela não precisou dizer mais nada. Havia ódio nos olhos do homem enquanto ela correu em direção à herdeira dos Deverich, apertando seu pescoço fino com ambas mãos, mantendo-a presa contra a parede. Hela não conseguia respirar e bater nos braços de Rafael para que ele a soltasse não ajudava. Ele passou a bater sua cabeça contra a parede para matá-la mais rápido e, de fato, a morte veio em menos de três minutos por causa da asfixia intensa.

Mas bastou que o corpo de Hela caísse inerte no chão para que Rafael entendesse a gravidade do que fizera. Sua única filha estava ali, caída e morta. Ele poderia ter fugido. Mas sabia que poderia quase tê-la matado. Não havia batimentos cardíacos quando ele abriu sua jaqueta e decidiu que precisava começar a manobra de ressuscitação. O homem chorava e pedia desculpas de forma descontrolada enquanto a imortal era reanimada. Não era uma morte, mas Rafael não sabia que Hela era incapaz de morrer.

Ligou para Ezra, um amigo curandeiro da garota que residia a alguns quarteirões dali e, quando Ezra chegou, não demorou para começar a tratar Hela para fazer seus batimentos voltarem. De fato, depois de algumas tentativas, ela ficou estável, embora o roxo em seu pescoço fosse visível.

Hela se sentou, sentindo que havia algo de diferente em si. E embora Ezra tivesse insistido para terminar de curá-la, a semideusa insistiu que não precisava. Não teve coragem de olhar para Rafael quando ele lhe deu “tchau”, apenas maneando a cabeça com uma expressão de dor.

Ao contrário de Rafael, o curandeiro ficou ali por um tempo até ter certeza de que o coração da garota não pararia de bater. Logo que Agatha acordou para mamar, no entanto, ele a deixou sozinha com a pequena. E ela ficou naquela cobertura imensa de bom grado ainda sem ter certeza de que as coisas tinham dado certo. Logo mais, a bruxa colocou sua criança para dormir e dirigiu-se para a sala de estar.

Hades a olhava como quem ainda não acreditava no que havia acontecido. O roxo em seu pescoço sumia pouco a pouco, mas os olhos dos deus estavam fixos no rosto de Hela. Agatha ainda dormia tranquilamente no quarto enquanto sua mãe olhava de cima o deus que mantinha-se sentado na poltrona. — Isso foi arriscado. — Hela inclinou a cabeça, sentando-se em uma das pernas do imortal. — Eu sei. Mas isso me trouxe respostas. Eu espero.

Valeu a pena? — a posição dele naquela poltrona, em muito a lembrava da posição que ele tinha ao estar sentado em seu trono. — Hades… — sussurrou baixo, colocando uma das mãos que pareciam pequenas demais no rosto do deus. — O que eu posso dizer agora para te deixar feliz? — perguntou em um tom baixo, beijando o maxilar da divindade. Era engraçado a forma como ele não fazia questão de afastá-la. Seus braços envolveram o corpo pequeno e magro, deixando um beijo casto no topo de sua cabeça quando ela deitou a cabeça em seu ombro. — Pare de se colocar em risco desnecessário, Hela. — não havia bom humor em sua voz ao dizer aquilo, Hela sabia que estava sempre se colocando em risco desnecessário. — Mas-

Você é impulsiva. Eu sei. — ela levantou-se e o olhou com a expressão confusa. Seu olhar confuso dizia o que seus lábios não conseguiram verbalizar. Ela queria que ele fosse mais específico. — Não tente mais se matar. — o outro pediu, segurando o rosto da garota com delicadeza. — Jure, Hela. Jure que não vai mais tentar tirar a própria vida. — a Deverich abaixou a cabeça, beijando as palmas das mãos que tão gentilmente adornavam o próprio rosto. — Eu juro pelo Estige. Não vou mais atentar contra minha vida.

Objetivo da missão:
Esta missão tem como objetivo obter o legado completo. Como consequência, sugiro a seguinte condição:

Dissociação: Hela sente dificuldade de utilizar seus poderes ativos (seja de Éris ou Hécate) por algum tempo já que seu corpo não está habituado ao fluxo de poder. Deve fazer 10 posts em on com mais de 20 linhas para se livrar da condição. (Postagens: 0/10)
Itens levado:

• Arsenal [Anel brilhante com uma pedra preciosa, esbranquiçada e minúscula em seu centro | Aço | . Possui o efeito de alterar uma arma, mudando assim sua forma, detalhes, e qualquer outra coisa que o portador desejar, desde que as alterações sejam apenas físicas. Ou seja, utilizando o efeito do anel, é possível transformar uma lança em uma espada ou faca, ou qualquer outro item de ataque. Um escudo circular pode ser transformado em um broquel, ou um escudo de corpo. Os materiais dos itens podem ser alterados, mas seus efeitos sempre serão os mesmos (exemplo: uma espada elétrica ainda causaria dano por eletricidade se transformada em uma lança) | Não possui espaços para gemas | Comum | Resistência: Sigma | Status: 100%, sem danos | Comum | Comprado na loja ].

• Blood 꽃 [Espada longa, com cerca de 120cm ao todo, sendo um metro de lâmina com dois fios de corte, pequenos desenhos de flores de vinha virgem podem ser vistos na lâmina a depender da iluminação e em seu cabo há entalhes de flores de camélia. | Efeito de ligação: a espada retorna ao dono em forma de acessório, depois de perdida ou roubada; Efeito de transformação: vira um bracelete | Efeito 1: Graças ao encantamento com o signo da luz, a espada é capaz de conduzir o elemento. Graças a isso, também provoca 50% de dano a mais em criaturas ligada ao elemento sombras/trevas | Bônus de forja, de FPA e lendário aplicados no dano base | Bônus lendário (Elemento): Ganha propriedade de conduzir o raio e o fogo, qualquer poder de raio ou fogo lançados contra ela poderá ser rebatido e lançado novamente para o lançador. Tal dano ainda poderá ser neutralizado pela arma. | Ouro Imperial | Alfa | Gema Atração: É uma gema com magia ilusória, mas que não funciona ou tem efeitos para seu portador, mas sim seus oponentes. Ao ser combinada com uma lâmina (lanças, espadas e adagas) encherão essa com uma propriedade única de beleza, deixando a lâmina diferente, mais bonita, mais elegante. A magia e o poder presente nessa farão com que todos aqueles que se virem como oponentes do semideus que portar essa lamina (com a gema embutida) se sintam atraídos por ela, ou seja, ficam apaixonados, é um efeito de vicio, eles sentirão uma vontade estranha de serem cortados por ela, é algo – literalmente – sádico. Um amor unilateral por uma arma, cuja a essência é atrair inimigos para a morte. O efeito é cortado no momento em que o inimigo desviar o olhar da espada, contudo, ainda é um vício, ele se sente tentado a olhar para ela, e é difícil resistir, mas não impossível. Se o portador da arma for derrotado, o efeito é quebrado totalmente.| Rubi imperial: +40 de dano | Tanzanita real: 15% de roubo de vida. (Todo dano causado volta para a vida do usuário. Caso o golpe com a arma causa 100 de dano, 15 viram HP para o semideus atacante.) | Dano em semideuses: 139 (-10% HP e MP por golpe); em monstros: 150 (x5 monstro aéreo) | Lendário | Forjado por Nikolaev]
Habilidades Aprendidas:

Nome do poder: Corpo Intuitivo I
Descrição: Após um árduo treinamento no qual o semideus pôs o corpo a prova, estressando-o até o limite, o semideus ganhou a capacidade de se adaptar a qualquer situação adversa. A habilidade lhe confere a capacidade de manter suas bonificações de agilidade e velocidade mesmo que sua movimentação esteja limitada por outros fatores que não sejam ferimentos e magias.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +30% de Velocidade e +30% Agilidade, também não perderá bonificações destes atributos quando estiver com movimentação limitada por algo que não seja lesão, congelamento ou magia.

Nome: Krav Maga - Defesa Pessoal
Descrição: O krav maga é um sistema de combate corpo-a-corpo desenvolvido em Israel que se baseia em uma abordagem que não necessita de equipamentos ou armas. Graças ao comparecimento na aula e o árduo treinamento, este personagem consegue usar de técnicas para defender-se e escapar de situações complicadas, tais como enforcamentos, agarrões, socos diretos, abordagens com facas e armas de fogo como pistola e revolveres.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Maiores chances de escapar de situações em que se possa aplicar a defesa pessoal; +30% de esquiva, equilíbrio e agilidade.
Extra: Nenhum

Nome: Taekwondo I
Descrição: O taekwondo é uma arte marcial milenar da Coreia. Em coreano a palavra taekwondo possui o seguinte significado: caminho dos pés e das mãos através da mente. Após assistir a aula de combate, o aluno agora possui noções básicas e sabe melhor do que ninguém aplicar chutes referentes ao taekwondo. Ainda sabe apenas o básico do taekwondo, mas logo estará preparado para os golpes mais complexos que esta modalidade permite aprender.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +25 de dano em chutes; +30% equilíbrio, agilidade e flexibilidade.
Extra: Nenhum

Nome da habilidade: Jianshu (Arte da Espada)
Descrição: Consiste em movimentos ofensivos e defensivos. Esta técnica trabalha suavidade, velocidade, giros, equilíbrios com os movimentos contínuos do corpo. Com isso, poderá usar tanto de movimentos corporais quanto ataques poderosos com a espada.
Gasto de HP: Nenhum
Gasto de MP: Nenhum
Bônus: +20% de velocidade e equilíbrio.
Dano: +20% de dano físico.
Extra: Habilidade deve ser contada apenas quando em combate utilizando uma espada, sendo assim válido golpes com o corpo e com a arma.

Nome da Habilidade: Perícia com Espadas III
Descrição: Espadas são uma das principais armas de um semideus, especialmente se ele gosta do calor do combate. Alguns possuem uma perícia inata, mas outros precisam de alguma prática para melhorar e evoluir. Tendo participado dessa aula, o indivíduo foi capaz de aprimorar os conhecimentos já adquiridos.
Gasto de HP: Nenhum.
Gasto de MP: Nenhum.
Extra: +55% de habilidade com a espada.
Dano: +30% de dano.

Nome da habilidade: Perícia em lâminas III
Descrição: Uma habilidade primordial para se entender bem como usar armas dotadas de lâminas, melhorando uma habilidade nata ou dando uma habilidade por prática para quem não tem intimidade com tais.
Gasto de HP: Nenhum.
Gasto de MP: Nenhum.
Bônus: +75% de assertividade ao usar qualquer uma das armas citadas nesta habilidade.
Dano: +55% de dano ao realizar golpes com fazendo uso de uma das armas.
Poderes e Habilidades (Éris):

Passivo:
Nível 1
Nome do poder:  Apreciadores da Discórdia
Descrição: Os filhos de Éris/Discórdia são parcialmente conhecidos por serem bastante impiedosos, do tipo que gostam de ver “o circo pegar fogo”, ainda mais se forem eles mesmo que causaram o “incêndio”. (Isso depende muito da pessoa, alguns de seus filhos podem ter não herdado sua maldade.)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 2
Nome do poder: Cura do Pomo I
Descrição: Inicialmente comer uma maçã - um dos símbolos de sua mãe - poderá lhe dar um pouco mais de energia e fazer você se sentir revigorado, mas nesse nível não é nada muito elaborado.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 10 HP e + 10 de MP
Dano: Nenhum

Nível 3
Nome do poder: Energia
Descrição: Caso haja um clima de discórdia, vingança ou ira no campo de batalha, você irá se sentir mais forte e revigorado.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 5 de HP e + 5 de MP.
Dano: Nenhum

Nível 4
Nome do poder: Perícia com facas e lanças I
Descrição: Os filhos de Éris/Discórdia possuem habilidade tanto com armas que conferem certa distância quanto com armas de curto alcance. Nesse nível ainda é algo muito simples e sua habilidade se destaca, mas está longa da perfeição.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +20% de assertividade no uso de uma dessas armas.
Dano: +5% de dano.

Nível 5
Nome do poder: Ambidestria
Descrição: Éris/Discórida era braço direito de Ares, por isso - ao menos com armas - seus filhos são ambidestros. Tendo habilidade de manuseio com ambas as mãos.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Mesmo estando com uma arma na mão dominante, conseguira usar outra na mão oposta sem qualquer problema.
Dano: Nenhum
Ativos:
Nenhum.
Poderes e Habilidades (Hécate):
Passivos:
Nível 1
Nome do poder: Detector de Magia
Descrição: Filhos de Hécate/Trivia sentem quando se aproximam de uma natureza mágica - seja outro filho de Hécate/Trivia, um feiticeiro, item mágico ou criatura que esteja sob o efeito de algum encantamento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Sempre sabem quando estão na presença de outra pessoa com magia, item, ou monstro.
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Língua de Cobra
Descrição: O semideus possui certa afinidade com cobras, e eles o respeitam. Ele consegue se comunicar e entender o que as serpentes falam, mas não podem dar ordens, apenas conseguir informações.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Podem extrair conhecimento ou informações ao falar com esses animais.
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Amante da Lua
Descrição: Durante a noite, o filho de Hécate/Trivia tem seus poderes mágicos aumentados de acordo com a luz da lua, ou seja, quando mais intensa ela for sobre o semideus, mais poderosos seus feitiços serão.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de força em seus feitiços.
Dano: +10% de dano se o feitiço acertar o oponente.

Nível 7
Nome do poder: Comunicação Lupina
Descrição: Tendo como progenitora divina Hécate/Trivia, que tem certo controle sobre os lobos, os filhos desta deusa adquirem o mesmo dom da mãe. Podem comunicar-se mentalmente com eles e até pedirem certos favores. Os animais não lhe obedecem, mas escutam você e podem até ajuda-lo de alguma maneira, pois, lhe respeitam.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Podem lhe dar informações ou realizar pequenos favores se forem convencidos.
Dano: Nenhum

Nível 8
Nome do poder: Sensitivo
Descrição: Os filhos de Hécate/Trivia são bastante sensitivos e possuem a capacidade de ler auras e emoções, estas se manifestam através de seus olhos que mudam de cor de acordo com quem se está lendo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 9
Nome do poder: Olhos Noturnos
Descrição: Os filhos de Hécate/Trivia enxergam tão bem no escuro quanto de dia, a noite não incomoda sua visão de fato, portanto, desde que a escuridão ao redor não seja algo magico, ou com efeito de cegueira e etc, o filho da deusa da magia irá continuar vendo normalmente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: A escuridão normal não afeta a visão da prole da magia.
Dano: Nenhum

Nível 15
Nome do poder: Descendente da Magia III
Descrição: Você andou praticando? O resultado do seu esforço e do seu treinamento lhe fizeram um feiticeiro experiente, e agora sua magia além de ter ficado mais forte, lhe tornou um bruxo experiente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ganha 20% de força em seus feitiços (em poderes ativos).
Dano: +15% de dano se os feitiços acertarem.

Nível 18
Nome do poder: Resistência a Magia
Descrição: O semideus possui uma resistência a magias de nível igual, ou até dois níveis acima do seu. Ex: Se o filho de Hécate/Trivia estiver no nível 10, níveis abaixo o afetarão menos, ou equivalentes, e pessoas até dois níveis acima dele, no caso nível 12, também terão um efeito menor. Acima disso, o filho de Hécate/Trivia ainda recebera todo o dano.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Qualquer magia ou feitiço lançado contra o filho de Hécate/Trivia, possui um efeito de 50% menor do que em outros semideuses.
Dano: Nenhum

Nível 19
Nome do poder: Cura Noturna III
Descrição: Bastam os raios da lua ou as sombras para que seus ferimentos comecem a se fechar e criarem uma casca preta, como de uma ferida, feitas de pura energia negra, você aprendeu a lidar com elas, e agora as feridas mais fundas se fecham mais rapidamente, e as mais leves se curam por completo. Uma grande parte de sua energia também será restaurada.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +40 HP e +40 MP
Dano: Nenhum

Nível 25
Nome do poder: Olhos multicoloridos.
Descrição: A prole de Hécate/Trivia possui a habilidade natural de modificar a coloração dos olhos de acordo com as emoções sentidas no momento, no entanto, é impossível controlar a coloração por mais que as emoções do semideus estejam controladas naquele momento. Sendo que a coloração base dos olhos de tais semideuses não modificam, no entanto há um brilho correspondente da cor dos olhos da prole.
Azul: Tranquilidade, serenidade e/ou harmonia.
Verde: Esperança, liberdade e/ou saúde.
Amarelo: Luz, calor, inveja e/ou otimismo.
Roxo: Espiritualidade, magia e/ou mistério.
Rosa: Romantismo, ternura e/ou ingenuidade.
Vermelho: Paixão, energia, ódio e/ou excitação.
Laranja: Alegria, vitalidade, prosperidade e/ou sucesso.
Marrom: Seriedade e/ou integridade.
Cinza: Neutralidade e/ou estabilidade.
Branco: Paz e/ou pureza.
Preto: Morte, medo, solidão e/ou isolamento.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: As proles de Hécate/Trivia conhecem o significado, logo apenas outro semideus filho de tal prole poderá identificar seus significados. +5% de dano ao executar feitiços com a coloração roxa nos olhos.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Criadora de Poções I
Descrição: O semideus aprende a criar e desenvolver poções próprias, estudando com afinco e aprendendo a divisão de ingredientes, suas propriedades e magnitudes, podendo criar coisas mais fortes, únicas e realmente poderosas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poções feitas por filhos de Hécate/Trívia são 20% mais potentes.
Dano: Em caso de venenos, ou poções que causam dano, as poções realizadas por filhos de Hécate/Trívia ganham um bônus de +15% de dano.

Nível 30
Nome do poder: Clarevidência III
Descrição: O dom chegou ao seu ápice. Você apenas se sente cansado - desde que o use com moderação - e pode ver de forma mais definida o futuro além de poder voltar para qualquer momento do passado, além de agora exigir apenas plena concentração.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 33
Nome do poder: Pericia com Punhais III
Descrição: Você se tornou um mestre no manejo de punhais, essa arma em suas mãos, não é apenas mortal, mas também perfeita. Você consegue usa-la para diminuir seu gasto de energia, e acertar pontos críticos com ela.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade no manuseio de punhais. Consegue diminuir o gasto de MP desde que use o punhal para realizar os rituais de sangue. A MP então será reduzida pela metade, sendo que, se o gasto era de 20, gastara apenas 10.
Dano: +20% de dano se o inimigo for acertado pela arma do semideus.

Nível 50
Nome do poder: Progresso em rituais
Descrição: Magia é poder, e quando envolve rituais de usuários e varinhas, isso fica ainda mais forte. O filho de Hecate/Trivia, trabalha para desenvolver sua magia e fica mais forte, potencializando seus atributos e indo muito além do esperado. Ao desenvolver o progresso de rituais, também consegue realiza-los fora do tempo, isso permite ao semideus conseguir realizar qualquer ritual independente da lua no céu, porém, seus rituais terão uma força diminuída em 50% se forem realizados fora do período equivalente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode realizar rituais fora do período da lua exigido, porém a força do poder é reduzida em 50%.
Dano: Nenhum

Nível 60
Nome do poder: Pericia com Varinhas IV
Descrição: Você se tornou um bruxo poderoso, um feiticeiro impressionante. A varinha sempre foi a arma perfeita para o seu personagem, e agora que sabe disso, pode usa-la com uma precisão impressionante, usando em batalha para atacar e se defender, e ainda lançando feitiços para todos os lados, poupando assim uma grande parte de sua energia.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade ao lutar com essa arma. O semideus que usar a varinha para executar o feitiço, reduzindo o gasto de MP pela metade, assim sendo, um feitiço que gasta 10 MP para ser realizado, na posse de uma varinha só gastaria 5 MP. (O semideus deverá lançar o feitiço pela varinha, ou o gasto ainda será o mesmo).
Dano: +20% de dano se for acertado pela magia executada pela arma do semideus.
Ativos:

Nenhum.
Bênção:
ταξίδια σκιά [Tatuagem com inscritos em grego, envoltas em uma coroa de louros. Foi gravada sobre o braço esquerdo da semideusa, em um ponto abaixo da dobra do braço | Efeito: Como heroína condecorada dos deuses e abraçada pelo deus Hades, Hela agora tem a capacidade de utilizar a viagem nas sombras, mas de modo muito mais potente. Sua viagem não possui restrições de localidade, podendo ir até mesmo para o Submundo, se assim desejar. O custo de cada viagem varia de 30 a 80MP, dependendo da distância. Pode levar pessoas com ela, mas cada pessoa a mais deverá estar tocando na semideusa e o custo adicional de MP será de 20.]



Power is a dangerous game
Hela A. Deverich
Hela A. Deverich
Imortais
Imortais

Idade : 21
Localização : xxx

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Mensagem por Hades em Sex Dez 06, 2019 6:51 pm


Avaliação

Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 20.000 xp e dracmas 10.000 xp e dracmas
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 10.000 xp e dracmas 5.000 XP, dracmas e legado completo.

Comentário:

O texto foi muito bem escrito e desenvolvido, apesar de conter partes com conteúdo sensível sem aviso prévio. De uma próxima vez estarei descontando caso não haja uma sinalização no inicio do texto. Em um momento especifico do texto notei uma certa descontinuidade narrativa, o que é bastante comum em narrações longas e com muitas cenas importante para a história. Naturalmente não descontei, mas gostaria que você ficasse atenta a essas pequenas coisas. Acredito que você tenha se superado em questão de texto e construção de plot com essa CCFY. Parabéns.
Hades
Hades
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos

Localização : Importa? A morte ainda será capaz de te achar.

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