The Blood of Olympus
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( ʤ · run on gαsolıne

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( ʤ · run on gαsolıne

Mensagem por Hela A. Deverich em Ter Dez 20, 2016 3:11 pm


Go on and light a cigarette...
 ♦ listening Trouble with xxx♦ words: 2006 ♦


A narrativa que segue abaixo serve para entender um pouco melhor como funciona a mentalidade e as atitudes de Hela Ahn Deverich.

O princípio



Era uma noite quente na tão famosa Califórnia, Jack era um jovem de 23 anos que havia acabado de assumir o negócio da família e comemorava com os amigos. Foi quando viu uma das mais belas e misteriosas mulheres de toda sua vida.

O que ele, certamente, não esperava, é que aquela única noite de prazer lhe renderia responsabilidades para uma vida toda.

21 de abril de 1998


Já era noite, a lua minguante brilhava com toda a serenidade do mundo pelo céu tomado de nuvens quando o jovem Jack viu uma mulher parada em sua sala com dois bebês em seu colo.

Ela então contou a ele quem era e qual era a natureza das crianças que ela lhe entregava.

Assim a criança que parecia ser um pouco maior e que já tinha os olhos abertos, olhando o mundo curiosamente recebeu o nome de Hela. Uma homenagem a deusa nórdica do submundo. Enquanto a menina de olhos fechados que parecia dormir tranquilamente recebeu o nome de Robin, em homenagem à falecida tia que fora uma pessoa doce e muito sábia.

Presságio


Nada, verdadeiramente bizarro ou grandioso acontecera na vida das gêmeas até uma certa noite, onde Hela empurrara uma Robin assustada que tentava acorda-la de seu sonho. Elas estavam com cinco anos e Robin estava jogada no chão quando a garota ligeiramente maior se sentou na cama. - Me desculpe, Rob. - murmurou baixo, um tanto atordoada ao que a irmã dissera ter ouvido Hela falar em uma língua estranha, mas que era - claramente - antiga.

- ... eu abri os olhos e então estava naquele lugar. O submundo do qual a vovó sempre nos conta histórias. - segredou ao que terminou a narrativa. - Tinha uma moça muito bonita lá. Acho que a conheço. - a pouca voz saiu ainda mais baixa.

Apenas mais uma narrativa...

Hela, definitivamente, não teve uma vida normal. Ambas as proles da magia viviam cercadas de esquisitices. Sempre que se irritava as coisas tomavam um rumo anormal.

A menina mais alta tinha um espírito sedento por sangue, onde ela demonstrava sempre ter ótimos instintos e reflexos. Hela era quem batia, raramente quem apanhava. Sempre defendia quem achava merecer. Não tinha amigos, nunca teve, acreditava que tal coisa lhe atrapalharia a capacidade aguçada de julgamento e reflexão.

Assumindo a culpa por cada evento estranho, tudo que ela recebia de seu pai era desafeto e broncas. Tinha tudo o que era necessário para ser uma filha pródiga e trazer orgulho ao homem que chamava de pai, entretanto em sua cabeça a ideia de que apenas ela ou Robin poderia ser a boa filha para que o universo mantivesse seu curso natural a mantinha em um caminho que cada vez mais a levaria para o fundo do poço.

Tendo problemas com o pai porque ele era mentiroso e sendo detestada por causa de seu gênio e seu ego, ela não sabia como aquela família poderia ser mais desestruturada.

Aos treze anos, ela já usava roupas escuras e maquiagem pesada para parecer mais velha e, de fato, ela parecia. Saía com os garotos de turmas acima para cometer vandalismo, sendo livrada pelo pai de um amigo que pagava suborno ao guarda, ou - em certas vezes - pela própria capacidade de ser ágil como um fantasma durante noite.

Claro que com a piora de sua conduta, a situação com seu pai não era das melhores. Eles brigaram de forma constante, onde Hela levava uma ou duas sacudidas. Vez ou outra, um tapa pela petulância, o que não mudava em nada seu modo de agir. Batendo a porta na cara do homem ao entrar no quarto, vendo Robin sentar sobressalta na cama e - muitas das vezes - até limpar o sangue de sua boca.

Não foram poucas as vezes onde a menina mais nova a questionava sobre suas atitudes, os lugares onde ia, as pessoas com quem andava... Robin, de fato, pareceu cansar-se de ver a irmã tomar a culpa por tudo mesmo quando não era ela a verdadeira culpada.

Ainda sim, sabia que não houvesse nada que pudesse fazer.

Aos quatorze anos, elas mudaram a cor de seus cabelos. O que finalmente as faria serem diferenciadas de fato. Hela não tinha ninguém além da irmã, mas notava que o fato de professores as confundir parecia irritar a menina que - agora - tinha os cabelos coloridos.

A única vez que Hela se lembra de ver o pai brigando com Robin fora quando ela, tentando manter o corpo igual ao da irmã a todo custo, fizera a mesma tatuagem que Hela, exatamente no mesmo lugar.

Naquele mesmo dia, a morena empurrara o homem e segurara no braço da irmã subindo até o quarto. Estavam a salvo. Ela se lembra de ter confortado a irmã, garantido que o pai a perdoaria, enquanto esta chorava e deixava sua camisa bege manchada com a maquiagem leve que usara.

Hela não dormira naquela noite.

Sentia-se claramente como uma ameaça à segurança e integridade de sua irmã. Mas não se via simplesmente indo embora para longe. As coisas ficaram piores quando sua avó veio a óbito. O pouco de sanidade que parecia restar em Hela havia ido embora.

Fora a única vez na vida onde Robin a vira chorar. Era um choro doloroso, sofrido. Ela se via gritando a cada vez que pegava no sono. Chegou a bater a cabeça na parede tantas vezes e com tanta força que o sangue quente pegajoso lhe escorria pela nuca.

Perdera o controle.

Quando o luto passou, ela se viu voltando para a bolha que dividia com sua irmã, ainda mais calada do que antes.

Elas existiam separadamente, Hela estava ciente disso. Ciente de que aquele cordão a manteria na superfície enquanto ele estivesse intacto. Mas algo começara a lhe assombrar.

A visão de monstros se tornava frequente. Ela se via correndo pela vida em quase todos os sonhos, acordando engasgada no próprio ar por vezes. Seu lado da cama ficava molhado com o suor de tal modo que parecia que alguém tinha virado um balde de água em sua cama.

Não apenas por uma ou duas vezes, ela via uma figura masculina e encapuzada a olhando pela janela do quarto, nessas horas ela se sentia completamente fascinada e tentada a ir até ele. Mas não demorava muito e ela piscava, então a figura sumia como sombra.

Já estava com quase dezesseis anos quando ouviu seu pai falando com uma mulher na sala. Gelou diante da possibilidade de aquela ser sua mãe. Eles se mudaram tantas vezes desde que elas nasceram. Como ela sabia onde estavam?

A presença da mulher era poderosa, ela sentiu isso antes mesmo de se atrever a olhar. Ficou ali. Parada ouvindo a conversa até que ela foi embora.

Não ouve porta batendo à sua saída. Seu pai apenas largou-se no sofá e ela correu de volta para o quarto, olhando as paredes fixamente, sentindo os pelos de sua nuca e braços se arrepiarem com o que sentira e vira ao entrar ali. Uma silhueta perfeita.

Gritou o nome da irmã e assim que a mesma se sentou a silhueta sumira.

Contou da conversa entre o pai e a estranha, sendo criticada por não ter olhado a aparência da mulher. Não disse para a irmã o porque não o fizera. Apenas deixou que passasse batido.

No dia de seu aniversário de dezesseis o pai a mandou até a rodoviária com a irmã, duas passagens, uma boa quantidade de dinheiro e um cartão onde ela poderia sacar mais dinheiro caso precisasse.

A explicação que ele lhe dera fora tão fantasiosa que ela se via duvidando de cada palavra. Mas antes mesmo de chegarem ao destino final do ônibus a ficha caíra. Era verdade. Ela tinha que acreditar. Tudo que lhe acontecera em sua vida...

Ainda sim, não acreditara em tudo. Desceu na grande NY e procurou um apartamento no subúrbio com a irmã. Não havia nada que pudessem fazer. O pai praticamente as expulsara, mas ela não acreditava que corriam perigo real de vida.

Estudavam pela manhã e Hela trabalhava em período noturno em um local que ela nunca contara a ninguém, nem mesmo a Robin - que ingenuamente acreditava que a irmã era balconista em uma lanchonete 24h -.

Hela vivia cercada de pessoas perigosas, de má índole, tendo o cheiro destas impregnados em seu corpo, o que lhe protegia dos monstros. Mas, com a idade, tornava-se inevitável que sua aura não fosse farejada.

Após ter a impressão de estar sendo perseguida por um ciclope, ela se viu questionando se não seria melhor procurar o tal Acampamento.

No dia seguinte, roubou as roupas de alguns dos clientes de seu trabalho e as vestiu, indo para casa. Acordou Robin de maneira delicada, dizendo que era hora de partirem. Sonolenta demais para questionar que roupas eram aquelas, Rob as vestiu.

Fizeram uma mala apenas com aquilo que consideravam estritamente necessário e de valor. Desceram pela escada de incêndio, mas não antes que Hela provocasse um incêndio no local de onde saíam.

Naquela altura, não havia nada que ela pudesse - de fato - perder além da irmã.

De carona em carona, elas chegaram ao Acampamento sãs e salvas. Algumas pessoas as olhavam torto ao verem suas roupas, outras questionavam curiosas o que elas faziam indo para um lugar no meio do nada.

Nada respondiam, nem mesmo elas sabiam o que responder. Em preces silenciosas, Hela só pedia para que chegassem bem ao novo lar. E de fato, chegaram.

Instantaneamente, a garota morena começara a treinar. Treinava de maneira árdua para mostrar à sua mãe que ela e Robin eram dignas de serem reclamadas. E mesmo em dias onde ela sentia sua fé naquilo tudo falhar, ela continuava a orar para sua genitora.

Já estava se sentindo cansada de tudo quando, durante o jantar, ela foi recebida por sua mãe. Uma filha de Hécate. Era como se, finalmente, ela houvesse se mostrado digna.

Ainda sim, mesmo no Acampamento, ela se vê lutando contra os próprios demônios. Não foi para o local por temer a própria morte. Foi para lá no intuito de garantir a segurança do sangue de seu sangue. Mas só chegando lá notou que, talvez, o melhor que ela poderia fazer por Robin, era mostrar-lhe que não deveria e não poderia depender de si.

Ela estava no fundo, tão no fundo que não deveria deixar ninguém se aproximar demais pois corria o risco de puxar a pessoa consigo. E esse era seu maior medo.

Ela era um universo único, vivo. Um mundo a parte como qualquer pessoa. Mas seus tons eram pesados, sobrecarregados de emoções e sentimentos que - para 90% das pessoas - poderia ser desagradável apenas imaginar.

Ela não era uma boa pessoa. Ela sempre fora muito consciente disso, era consciente também de que se não fosse por seu ego e autoaceitação, ela provavelmente seria bem deprimida com o que sabia de si. Porém, a não ser por alguns lapsos de consciência, ela não se arrependia de nada do que havia feito até aquele dia.

Talvez, somente talvez, ter destruído o cadáver do homem que fora seu pai. Mas a voz de seu patrono... ela lhe era, de alguma forma familiar, ainda sim, para Hela, parecia completamente estranha.

Sabia que um rosto bonito não salvaria sua alma, e por alguma razão, não sentia-se assustada com aquilo. Fizera o que achava certo. Sempre faria o que achasse certo, independente de ser ou não.

O Acampamento, no fim das contas, estava mostrando muito mais de sua humanidade e seus pontos fracos do que jamais havia deixado transparecer.

Em um pouco tempo lá, já sentira muito mais do que sentira durante toda a sua vida. Talvez, só talvez, os deuses estivessem ouvindo suas preces. E, só por um momento antes de sua morte, ela viesse a sentir o que era liberdade. Não que aquilo importasse de fato... mas se acontecesse, ela aproveitaria ao máximo.


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Hela A. Deverich
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Re: ( ʤ · run on gαsolıne

Mensagem por Hela A. Deverich em Qui Out 26, 2017 1:49 pm

you'll find me between the devil and the deep blue sea

Adendo (importante para o desenrolar da missão):
Charlotte Chwe é a mãe de Alexis C. Chwe (líder do chalé de Apolo). Ela é parte da razão de Hela ter recebido a marca da lealdade. Durante uma tentativa de ajudar a filha de Apolo a resgatar a mãe das garras de Nyx, Hela pediu um favor de alto preço para a mãe, recebendo a marca.

Hela perdera a cria do sol de vista. Sua amiga. Sua pequena protegida. Por mais que ela quisesse, sabia que não era uma ideia inteligente mudar o plano só para ir atrás de Alexis. Eram dois deuses. O que eles (meros semideuses) poderiam fazer sem ajuda divina? Isso mesmo. Nada. ㅡ Vamos atrás dela. Nós temos que achá-la! ㅡ o outro filho de Apolo ameaçou ir atrás da menina, mas a mão firme da necromante o fez parar. ㅡ Se quiser morrer e arriscar matá-la, vá em frente. Ou podemos seguir o plano original e eu vou conseguir ajuda. ㅡ visivelmente contrariado, Derek concordou em seguir Hela até uma parte mais afastada. Ao que parecia, eles não eram parte do jogo que viria a seguir.

Não demorou para que Hela encontrasse o local que era descrito como morada de sua mãe, cuidadosamente ela foi seguida pelo filho de Apolo. Foi então que viu uma mulher bonita, de cabelos escuros sentada em um tipo estranho de trono, olhando para um ponto fixo da parede rochosa. ㅡ Lady Hécate… ㅡ a menina se curvou para a mãe, como se ela fosse da realeza. ㅡ Sabia que viria. ㅡ a deusa disse com calma, seu olhar correndo de sua prole para a prole do sol. ㅡ Eu vou lhe dar o que quer, você sabe. ㅡ Hela estreitou os olhos. ㅡ Eu aceito. ㅡ disse prontamente, se colocando de pé. ㅡ Minha criança, você sabe que as coisas não vão ser exatamente assim, não sabe? ㅡ a deusa perguntou enquanto Hela levantava a manga do suéter escuro até a altura do cotovelo, deixando parte do braço direito exposto. ㅡ Sei sim, mãe. Mas eu preciso tentar. ㅡ a menina viu, na palma da mão da deusa, uma fina camada de fogo surgir. A deusa segurou na pele exposta, enquanto Hela engoliu em seco, respirando fundo, contendo a vontade de chorar provocada pela ardência que chegava até seus ossos. ㅡ Você finge ser algo que não é, minha querida. Você cresceu achando que era um monstro. Mas as coisas não são exatamente assim, não com você. ㅡ a mão livre da deusa tocou uma das mechas que se soltara do rabo de cavalo. ㅡ Você foi enganada a sua vida toda… por ser, simplesmente, quem você é.

E então Hela se viu na porta do labirinto. De frente com Deimos. ㅡ Gosta de joguinhos? ㅡ ela perguntou ao abaixar a manga e sacar a espada. ㅡ Conheço um bem divertido.

[...]

Era um dia normal no Acampamento. Só mais um dia em que Hela estava treinando algum campista mais inexperiente. E nesse caso, o tal campista era seu irmão.

Adachi novamente fora encurralado contra a parede com a lâmina no pescoço. ㅡ Você não pode ter medo de investir contra mim só porque eu sou sua irmã. ㅡ a mais velha disse com calma, abaixando a arma. Foi quando uma menina veio em direção aos dois e Hela a reconheceu como sendo Alexis. ㅡ Oi, criatura animada e saltitante. ㅡ disse em sua corriqueira rabugice.

Vocês estavam mesmo brigando? ㅡ ela perguntou, olhando de um para o outro. ㅡ Em minha defesa, é só um treino. ㅡ disse a mais velha, guardando a espada antes de pular o muro que separava a arena da arquibancada para se sentar, sendo seguida pelos outros dois.

Estava calor e não tardou para que Hela removesse o suéter de mangas longas que usava por cima da camisa branca que ficava bem justa em si. Foi só quando a filha de Apolo segurou seu braço direito que ela se lembrou do porque usava o suéter. ㅡ Você não tinha isso. ㅡ a menina tocou na marca, fazendo a expressão de Hela se contrair em sinal de dor. Algo que a mais velha não costumava demonstrar. ㅡ Está tudo bem…

Você sente dor… só quando tocamos nela ou quando tocamos em você também? ㅡ Hela puxou o braço, respirando fundo pela boca. ㅡ Isso é minha culpa… ㅡ a menina de Apolo abaixou a cabeça. Kou parecia confuso enquanto via o diálogo. ㅡ Tinha que ser assim. ㅡ a mais velha tocou no ombro da menina, o olhar era calmo, compreensivo. Os olhos se encontravam em um azul intenso, sentindo a tristeza que emanava da menina. ㅡ Lex… não fique assim. Não foi sua culpa. Só… tinha de ser. ㅡ murmurou, sem saber como dizer aquilo.

A garota mais jovem assentiu. ㅡ Isso é… alguma maldição? ㅡ a voz do irmão fez a garota desviar o olhar. ㅡ Devo um favor para nossa mãe. E ela me marcou com isso para garantir que eu vou cumprir… ㅡ admitiu, um sorriso cansado passando nos lábios vermelhos. De repente, o ar estava melancólico e Hela se sentia a pior companhia possível. ㅡ Vocês dois se cuidem. ㅡ ela disse ao se levantar, olhando ao redor antes de sair dali.  

Então, em poucos minutos, ela estava de volta no chalé. Lia um dos livros grossos sobre rituais enquanto ouvia a voz do corvo, tagarela e irritante, e observava o dragão comer pelo canto dos olhos. Hela era uma pessoa que estudava muito. Sobre muitas coisas. Especialmente magia. Seus poderes. E tinha facilidade naquilo.

Não tardou, no entanto, para que o cansaço do dia atarefado caísse sobre seus ombros e ela pegasse no sono.

Pouco depois, sentiu como se estivesse caindo através de sua cama e da terra até que se chocou contra o chão em uma pancada seca. Ouviu o tilintar de metais contra o solo rochoso, erguendo as mãos por instinto para proteger o rosto, e se levantou devagar, notando que estava cercada de suas próprias armas e livros de magia e poções. ㅡ Não havia um modo mais suave de fazer isso? ㅡ ela se viu questionando a deusa, enquanto limpava a poeira do corpo. ㅡ Na verdade, teria. Mas eu estava sem tempo para isso. ㅡ a divindade permanecia sentada em seu trono, os dedos passando pelos lábios pintados de um tom escuro. ㅡ Até que você não demorou a cobrar o favor.

Hécate riu. ㅡ Não, minha querida. Mas acho que você já sabia que seria rápido. ㅡ ela disse com um sorriso que Hela reconhecia como malicioso. ㅡ Eu tenho inibido meus poderes, mãe. Achei que soubesse disso… mas não é para isso que você me invocou. O que houve?

Há um tempo, um criado de Nyx me pediu um favor. Um grande favor. Mas ele correu para sua senhora e pediu para que ela o livrasse da minha marca. O que ela fez, é claro. ㅡ a deusa se colocou de pé, olhando a prole que reunia suas coisas dentro da mochila e respirava fundo, pensativa. ㅡ O que quer, mãe? Que eu o ache?

Sim. Quero que o ache e que me traga sua mão direita. Uma mão pela outra. ㅡ Hela piscou algumas vezes, aturdida com o pedido da deusa. Achar um criado de Nyx e lhe trazer sua mão direita. Parecia um pedido ousado demais.

Mãe… eu… ㅡ a deusa tocou em sua testa, colocando ali a perfeita imagem de como o jovem era. Loiro, olhos negros, pele bronzeada, uma cicatriz na bochecha. Parecia ter, pelo ou menos, uns vinte centímetros a mais que Hela. ㅡ O que ele pediu? ㅡ a voz da menina saiu como um fio tênue, prestes a se romper.

Ele me pediu para que a mãe de sua amiga fosse levada para sofrer nas mãos de Nyx. ㅡ Hela arregalou os olhos. Se colocando de pé. ㅡ Charlotte. ㅡ o maxilar de Hela rangiu quando ela trincou os dentes, sentindo-se tão furiosa que poderia matar a divindade se esta não fosse imortal. ㅡ Eu pedi sua ajuda para salvá-la. Ele pediu sua ajuda para matá-la. E você ajudou nós dois… e ainda mentiu. Disse que era o destino dela.

Ele também é meu filho. Mas quando pedi para ele cumprir a parte dele do acordo, ele se negou. Uma mão lava a outra. Eu quero a mão dele. E você não tem para quem recorrer. Tenho certeza que Nyx não aprova sua união com uma prole dela. ㅡ Hela abriu a boca algumas vezes, pronta para protestar. Desejando protestar. Mas era verdade. Ela não podia. E naquele momento, não importava se ele era seu irmão ou não. Ela só queria sua morte.

Iria matá-lo. Hécate queria sua mão. Não pedira sua morte e, em qualquer outra ocasião, Hela não a cogitaria. Mas aquilo era diferente. Ela tinha que fazê-lo. ㅡ Onde eu o encontro?

[...]

A semideusa foi devolvida em um ponto do Lincoln Park, em Denver. Hécate dissera que ela precisaria de roupas e sapatos, mas Hela não sabia onde conseguiria tais coisas no meio de um parque.

De fato, brotar em plena 05h da manhã, em um parque, não era algo divertido. Algumas pessoas que fazia caminhada pareceram não notá-la. Mas ela sabia que se notassem, achariam estranho uma garota trajando regata e shorts de algodão, com uma mochila nas costas.

Notou então que havia uma loja de conveniência de artigos esportivos - muito conveniente - do outro lado da rua e correu para lá do modo menos chamativo que conhecia. Leu a placa, notando que estava da W 13th Ave e suspirou de modo pesado, sentindo uma leve ardência nos pulmões quando adentrou a loja.

Posso ajudá-la? ㅡ a venderora parecia simpática, e também parecia uma cópia mais velha e menos radiante da Barbie. ㅡ Ah… eu preciso de roupas. Eu… bem. Roupas. Roupas e um tênis. ㅡ assentiu, vendo que a mulher sorria de forma doce. Talvez um tanto doce demais.

Notou que, estranhamente, aquela era a única loja aberta naquele horário. Ok, não era estranho que as outras lojas estivessem fechados, uma vez que era apenas cinco da manhã, mas… acho que deu para entender. Hela duvidava que aquela loja fosse uma 24h, ainda sim, se deixou ser guiada pela mulher até um provador, recebendo as roupas de ginástica que a loura estranha recolhera no meio do caminho. A legging preta entrou com facilidade e a blusa de corrida feita de um tecido fino e gelado poderia muito bem caber duas de si, mas Hela achou melhor manter aquela roupa mesmo.

Quando saiu, a mulher estava cantarolando, remexendo nos cabides e havia separado um  par de tênis de corrida pretos e meias vermelhas. Aquilo tudo estava muito estranho para a cabeça de Hela, mas não queria questionar. ㅡ Sabe, querida, é bem difícil levar a vida assim, não, é?

Como? ㅡ Hela se virou para olhá-la, já calçada, se colocando de pé em um súbito. ㅡ O que…? ㅡ tentou alcançar a mochila, notando que havia deixado-a dentro do provador. Hela notou que a mesma agora parecia mais bonita, seu cabelo pegava fogo e suas pernas eram diferentes uma da outra. Detalhe principal? Nenhuma das pernas era humana.  

Avisaram à senhora Nyx que você estaria aqui, atrás de seu irmão. Ele não está na cidade… ㅡ Hela mergulhou no chão em direção ao vestiário, sendo seguida pela empousa que parecia cansada de falar. Abriu a mochila, sendo puxada pelo tornozelo e arremessada contra o balcão do caixa. ㅡ Você foi bem esperta fingindo não notar nada… achou mesmo que eu a deixaria sair assim?

Não respondeu. A semideusa se focava em encontrar a espada dentro da mochila sem fundo, sua mão envolveu o cabo de alguma de suas armas e, para sua surpresa, acabou arrancando a faca de caça, feita de ouro imperial. ㅡ Na verdade, eu só não queria arriscar antes de saber que tipo de criatura era você. ㅡ Mentira. Mas a criatura não poderia saber, poderia?

Você é mesmo tola. ㅡ um sorriso vitorioso brotou nos lábios da criatura, enquanto todos os itens menores e mais leves da loja começaram a voar contra Hela em uma velocidade absurda.

A prole de Hécate se esquivava e se movia de um lado para o outro, tentando cortar distância entre si e a criatura de cabelos flamejantes, mas era difícil ir contra o mar de tênis, roupas e artigos de esporte que voavam contra si e, ao mesmo tempo em que avançava meio metro, a criatura recuava um. ㅡ Sua irmã, minha senhora, é muito boa para nós.

Finalmente as coisas pararam de voar, Hela acabara, sem querer, sendo soterrada debaixo de uma pilha de camisas, chutava o tecido e se desembolava de camisas, tendo o braço envolto pelas garras da criatura. ㅡ Mas Nyx prometeu muito mais do que Circe… ㅡ a criatura olhava Hela, talvez a julgando como fora de forma. Os braço da menina começou a sangrar minimamente, a faca era mantida firme na mão direita.

Nyx entende mais os monstros. A maioria de seus filhos são seres horríveis, ainda piores que nós. ㅡ o aperto se tornou mais forte, Hela fechou os olhos. ㅡ Ah, querida, não tema. Eu tenho uma morte bem lenta e dolorosa para você. Além do mais, mesmo que saia daqui, a cidade dos anjos é muito grande para que o encontre.

Só uma chance. Era tudo que Hela tinha. A criatura expôs os dentes e Hela girou a faca, cravando-a no braço da empousa, ao mesmo tempo em que erguia o joelho e lhe acertava na altura do que seria o estômago.

O braço livre foi usado para dar uma cotovelada em sua têmpora e, finalmente, a criatura livrou seu braço. ㅡ Infelizmente para você, não tenho tempo à perder. ㅡ Hela disse, cravando a faca no pescoço da criatura, puxando-a da esquerda para a direita de forma firme.

Antes que o sangue denso tivesse a chance de pingar no chão, a criatura explodiu em pó.

Hela se levantou e olhou ao redor, suspirando baixo ao notar que não havia mais nenhum monstro ali. Por um momento, enquanto escondia a faca, ela se sentiu um tanto humilhada. Nyx pensava mesmo que uma Empousai só daria conta dela? Bufou, pegando um lenço e o prendeu ao redor do braço, para cobrir as feridas.

Olhou ao redor, notando que o movimento começava a aumentar gradativamente. Ao que parecia, o semideus que ela fora procurar não se encontrava ali e ela não tinha a menor ideia de como começar começar a procurar.

Poderia rodar o país inteiro procurando por um ser humano com aquelas características e nunca encontrar. Mas sabia que sua mãe não  a ajudaria mais. Um suspiro pesado passou por seus lábios ao que ela parou em um food truck e pediu um chocolate quente.

Repassava mentalmente a conversa que tivera com a empousai. Ela dissera algo sobre cidade dos anjos. Bem, será que ela estava falando de Los Angeles? Las Vegas era a cidade do pecado e Nova Iorque a cidade que nunca dorme. A única cidade dos anjos que conhecia era L.A.

Pegou o copo de café e remexeu na mochila, pegando uns dólares amassados para pagar o rapaz do caminhão de comida. Continuou tomando o chocolate quente, não sabia muito bem como conseguir mais dinheiro, duvidava que sua carteira com o cartão de seu pai estivesse dentro da mochila e, mesmo que estivesse, seria um tanto incômodo para ela usar. Cartões são rastreáveis e, a última coisa que Hela precisa, é que o cartão de seu “desaparecido” pai seja registrado em uso.

A polícia, na certa, iria investigar quem fez uso do cartão e, a última coisa que Hela precisava, era sair do anonimato. Embora o fato daqueles executivos patéticos não acharem estranho que Jack e suas filhas gêmeas sequer tenham dado notícias no último ano.

Hela decidiu, então, que apelaria para o crime, desceu para dentro da estação de metrô e tratou de manipular a névoa. O guarda certamente gostaria de ver alguém que comprou seu bilhete e pagou a entrada, e foi isso que Hela o fez ver.

Suspirou aliviada quanto, ao pular a catraca, o guarda se manteve no mesmo lugar, o cabelo solto encobria seu rosto, ela caminhou até a plataforma e entrou no trem para Las Vegas. De lá, desceria na estação St. George Texaco e subiria até a rodoviária, onde pegaria um ônibus para Los Angeles.

Dali, ela seguiria até Santa Monica Beach. O plano era simples, mas, sendo uma semideusa, ela sabia que as coisas seriam bastante complicadas.

Seriam quinze horas dentro de um trem que ficaria se movimentando em alta velocidade, esperava então que não fosse atacada por nenhum monstro, mas ela sabia que não seria tão simples, ainda havia o risco de ser reconhecida por algum humano se baixasse a guarda. Mas não ia ser o medo de ser capturada que a manteria alerta, infelizmente.

Hela pegou no sono e, de início, foi suave. Mas então, ela estava em frente ao mar, em Malibu. Reconhecia o local das férias que tivera com a família - uma das poucas - sete anos antes. Antes das coisas ficarem ruins demais.

Ela reconheceu a área como sendo Zuma Beach, o menino que ela procurava estava ali. ㅡ Então é você o novo peão dela? ㅡ a voz soou difusa, Hela não sabia com quem ele estava falando. ㅡ Por quanto tempo ela vai te usar antes de se cansar?

Ele não podia estar falando com ela, podia? ㅡ O que ela lhe prometeu? Hécate não é muito diferente dos outros deuses. Ela diz coisas. Ela faz coisas. E ela cobra um preço. O que foi que ela lhe disse que teria se viesse atrás de mim?

A prole da magia se aproximou, segurando no braço da irmã. ㅡ Vou lhe dar o opção de não lutar para ela. Você está vendo onde eu estou. Sabe onde me encontrar.

Ele balançou a mão e o sonho se tornou uma névoa escura, Hela sentiu-se tossir e sufocar levemente durante o sono. Ou será que não era durante o sono?

Os murmúrios aumentaram, ficando mais presentes. Hela olhou pela janela, pareciam já ter entrado em Nevada, mas carros pretos e homens de terno haviam parado o trem. Ela viu um senhor grisalho, conversando com o maquinista e xingou baixo, se colocando de pé de modo sorrateiro. Pegou a capa de ocultação - que ela nunca usara e nunca vira motivo para usar, mas agradecia sua mãe por tê-la levado-a para o submundo -.

Colocou a capa ao redor do corpo e se esquivou para o banheiro, deixando a cabine aberta. Estava em um ponto que seria impossível que alguém esbarrasse em si, e por isso, estava um tanto livre para pensar em alguma coisa. Aqueles homens estavam procurando por vestígios de semideuses. Não havia como eles saberem que ela estava lá.

Notou um respiradouro mediano no teto do vagão, ela poderia passar por ali? Sua cabeça cabia? Fechou a porta sem fazer barulho, os homens haviam entrado, pareciam estar procurando por sinais de magia com um tipo de detector. Hela não sabia qual o raio de alcance daquela merda, mas sabia que ele ficaria louco quando se aproximasse do banheiro, empurrou a tampa da claraboia, empurrando a mochila para o teto do trem, tirou a capa, subindo na pia enquanto se sentia extremamente grata por pesar menos de cinquenta quilos.

Passou o braço direito e a cabeça, fazendo força para içar o corpo com o uso de um só braço, tentando não fazer nenhum barulho anormal para alguém que usa o banheiro. Suspirou de forma pesada, mordendo o lábio e passou o outro braço, puxando o corpo para cima do veículo metálico. O dia havia acabado de amanhecer e Hela não fazia ideia de quanto tempo - exatamente - ela havia dormido. Ela não ousou ficar de pé, apenas se arrastou, tentando se manter o menos visível possível. Voltou a usar a capa, deitando-se sobre o trem após cobrir a claraboia de novo. Esperava que, ao menos ali, sua presença fosse indetectável.

Os minutos que se seguiram foram de tensão. Ouviu conversas baixas que pareciam se questionar se o aparelho era capaz de ler através de portas, um silêncio rápido e certa concordância de que estava limpo. Ao que parecia, nenhum semideus havia sido capturado naquele trem. Hela sentiu-se aliviado. Mas ainda prendia a respiração. A mochila estava oculta consigo, sob a capa, mas ela temia não conseguir se segurar no teto por tempo suficiente para sumir da vista d’A Seita e retornar para o seu lugar.

Mas ela conseguiu escapar, ao menos por hora, estava a salvo. Não sabia quanto tempo sua maré de boas escolhas ia durar. Mas como filha de Hécate, ela costumava saber qual caminho percorrer.

A semideusa voltou para dentro do trem com dificuldade, enfiando a capa de volta na mochila antes de voltar para seu lugar.

[...]

Certa vez, Hela se sentara no topo de um prédio, assistindo à briga de duas garotas. Ela havia decidido não se meter até que a coisa ficasse feia demais, ou se uma delas tentasse matar a outra. Ela se lembrava de que, na ocasião, ela não considerara chutes como muita coisa. Mas agora ela estava com duas enormes patas de cão infernal em seu peito.

Todo o ar de seus pulmões haviam sumido e sua cabeça rodava enquanto seu braço ferido latejava. Pensando bem, um chute ou arranhão poderia ser muita coisa.

Hela chegara até Las Vegas, onde entrara em um cassino e fizera seus trinta dólares - conseguidos da carteira de um estranho - virarem pouco mais de mil em uma mesa de poker com valores baixos. Pegara então o dinheiro e comprara a passagem para L.A.  

O ônibus havia acabado de entrar na cidade, ainda em uma parte “mais tranquila” quando um bando de Harpias o atacou, e não foi só isso, Hela notou que haviam grandes cães infernais.

Três harpias ela poderia lidar, mas três harpias e dois cães infernais eram um problema grande.

Hela puxou o colar de seu pescoço quando uma das Harpias abriu um buraco o teto, três flechas foram lançadas em sequência e ela explodiu em pó, uma segunda Harpia entrou pela larga janela da parte traseira e cravou as garras no ombro de Hela, que deu uma boa cotovelada na criatura e atirou duas flechas quando se virou para olhá-la.

A semideusa podia sentir o sangue quente e pegajoso, mas precisava ignorar. A terceira Harpia parecia irritada por ter perdido sua amiga, ela entrou pela porta da frente, Hela armou uma flecha, mas os cães começavam a pular contra a lataria.

As pessoas não se arriscavam a passar pela adolescente armada, gritando em desespero, coisa que Hela ignorava. Ela armou a flecha novamente, fazendo a mira certeira para atingir a cabeça da criatura, mas só conseguiu atingi-la de raspão.

Puxou a corda novamente, mas precisou se esquivar para o lado, para evitar ser atingida no rosto, um suspiro pesado saiu de seus lábios quando as garras afiadas rasparam na pele de seu braço.

Soltou a mochila e enfiou a mão dentro da mesma assim que abriu o zíper, puxando a faca de ouro imperial e a cravando no pescoço da criatura. Puff. A Harpia era pó dourado.

Pegou a mochila e desceu pela traseira do ônibus, se deparando um o primeiro cão que a notara, ele não teve tempo de dar o bote, a lâmina dourada atravessou sua cabeça. Mas Hela não pôde dizer o mesmo do outro, que a derrubou no chão.

Ainda tinha a visão turva, mas se focou em golpear o monstro tanto quanto conseguia, rolando para o lado quando ele se afastou todo coberto de sangue. Um xingamento saiu por seus lábios e ela inspirou o ar profundamente ao se colocar de pé.

O monstro tentou abocanhá-la, mas em um gesto rápido, Hela atingiu-o entre os olhos, vendo uma nuvem dourada explodir.

As pessoas no ônibus começavam a pegar seus celulares, provavelmente pra filmarem ou tirar fotos. Ela não queria saber qual seriam as opiniões. Então, pegou a mochila e correu pelo acostamento, ignorando a dor dos ferimentos e o cansaço da batalha. Se embrenhou por entre as plantas tropicais que margeavam a pista, tropeçando algumas vezes.

Se, mais tarde, você perguntasse a ela quanto ela correu, ela não saberia dizer. Talvez seis ou sete quilômetros para o meio da vegetação antes de topar com os muros de uma larga residência. Estava ofegante, os pulmões queimavam e a blusa estava empapada de sangue.

Tirou a mochila das costas e se sentou, tirando a blusa para analisar os ferimentos, mas não teve tempo de fazê-lo de forma decente. Um dardo rápido a atingiu no pescoço, sua visão ficou turva, mas antes de cair do sono ela sentiu-se um pouco mais relaxada. O dardo que extraíra de si era rústico demais para pertencer A Seita.

Caiu em completa inconsciência questionando a própria inteligência. Ela era mesmo tão burra assim? Ou estava apenas fora de forma?

[...]

Acordou em uma cama macia, usava roupas limpas e havia uma jovem de pele verde colocando uma bandeja sobre o criado mudo. ㅡ Onde…? ㅡ uma pontada atingiu a cabeça de Hela.

A Ninfa não a respondeu, apenas saiu do local rapidamente e fechou a porta do quarto. A roupa que usava estava um tanto larga. As calças deveriam ser ao menos dois números maiores, enquanto a camisa era visivelmente um artigo da seção masculina. Seus ferimentos - ao menos boa parte - estavam melhores, mas naqueles mais profundos ela ainda podia sentir que havia gaze ali.

Hela mexeu na mochila, que estava aos pés da cama e encontrou a faca de caça, prendendo-a na cintura com cuidado para que não a cortasse. Sabia que um corte daquela arma no lugar certo poderia ser mortal.

Então a porta do quarto abriu, revelando a pessoa que fizera Hela cruzar o país. ㅡ Não se preocupe. Não quero lutar com você… não por enquanto. ㅡ ela garantiu, mostrando as mãos limpas, o que não fez com que Hela relaxasse.

Ele maneou a cabeça para que ela o seguisse, o que, após pegar a mochila, a semideusa fez ainda com a postura tensa. ㅡ Você podia ter me matado. ㅡ ela disse em tom definitivo. A expressão severa.

Poderia, irmãzinha. Mas matar indefesos não é do meu feitio. Tenho amor por uma boa batalha. Sei que sabe o que é isso… ㅡ ele parou em uma ampla sala. Tudo na casa era tão claro que os olhos de Hela estavam doendo.

Ouvi muito ao seu respeito. Eu soube que tentou impedir a morte de Charlotte Chwe. Brava atitude… mas não funcionou, não é? Bem, ela mereceu. Tentou dar às costas para Nyx. Mas… eu queria lhe oferecer uma posição junto à senhora da noite. ㅡ ele estendeu a mão direita. Tudo que Hela precisava fazer era segurá-la e arrancá-la fora.

Também ouvi sobre você. Receio que você não cumpra suas promessas. ㅡ ela desviou rapidamente os olhos para a própria marca. ㅡ E receio que não saiba que eu já tenho meu lado nessa guerra. Estou aqui para cumprir meu trabalho, porque diferente de você, eu cumpro com o que prometo.

Você sabe o que ela me pediu para fazer? Ela me pediu a mão de um assassino! Eu não posso… ㅡ as mãos do rapaz se fecharam em punhos. ㅡ Você é fraco. Não se deve julgar o que certo ou errado. Não cabe a nós. Mas acho que temos dois assassinos nessa sala.

Ela encomendou minha morte? ㅡ ele demonstrou irritação, caminhando para perto da mesa, onde sua espada se encontrava. Faca contra espada. Aquilo parecia meio injusto.

Ela me pediu sua mão. Direita. ㅡ murmurou, sorrindo um tanto travessa. ㅡ Era você o assassino de quem ela queria a mão, não é? Eu só queria entender porque ela precisa da sua mão…

Ele ergueu a espada e apontou para Hela, a aproximando do peito da mesma. ㅡ Junte-se a Nyx ou morra.

É assim que vocês recrutam? ㅡ um risinho de escárnio saiu pelos lábios da semideusa. ㅡ Eu nunca me juntaria à Nyx. Eu sirvo à Érebus. ㅡ a mão da garota se fechou ao redor da lâmina, empurrando-a para o lado, o que causou um corte mediano quando o loiro tentou empurrar a lâmina no coração de Hela.

O joelho de Hela atingiu-o entre as pernas, fazendo-o se curvar, ela pegou a espada do mesmo e a jogou do outro lado da sala. ㅡ Eu nunca vou me juntar à ela e sua falsa nobreza.

Ele partiu para cima de Hela com punhos limpos, tentou acertar o rosto da semideusa, que se esquivou para a direita, recuando em direção à espada. Ele tentou de novo e de novo, mas ainda parecia com dor, ao passo que Hela continuava mais rápida, mesmo que deixasse um rastro de sangue - pingando de sua mão - para trás enquanto cruzavam a sala. Ela empurrava móveis e atirava objetos, nenhum parecia disposto a usar os poderes que tinham ㅡ Já chega! ㅡ ele derrubou-a no chão quando pulou para cima da semideusa e suas mãos envolveram seu pescoço.

Ela caiu perto da espada, mas não perto o suficiente, seu braço esticado, seus dedos se prenderam ao redor do cabo, seus pulmões ardiam e ela tentava não se debater para poupar oxigênio. ㅡ Você não parece temer a morte, espero que mantenha essa determinação ao ser julgada. ㅡ conseguiu fechar a mão ao redor do cabo da lâmina e o perfurou na altura das costelas, vendo a ponta da lâmina sair do outro lado de seu corpo.

Sangue pingou no rosto da garota diretamente da boca do irmão. O apertou em torno do pescoço relaxou e ele parecia chocado. ㅡ Nunca abaixe a guarda. ㅡ ela disse em tom baixo, rouca pelo aperto na garganta.

Puxou a lâmina e segurou a mão direita do mesmo, arrancando-a. Sentiu um pouco de ânsia, mas correu até a mochila e a pegou, vendo o ambiente mudar, ficar mais escuro e seu corpo voltar àquela sensação de queda livre antes de se chocar contra o sofá de veludo.

Muito bem. ㅡ a voz da deusa continha certo pesar. ㅡ Eu sei que ele poderia ter vivido, mas ele ia…

Te matar. Sim. Mas você considerou matá-lo, não é? ㅡ recolheu a mão do morto. ㅡ Sim. Considerei. Por que precisa da mão?

Hécate a colocou em um tipo de altar ao lado de um crânio. ㅡ Mãe…? ㅡ agora Hela estava com um pouco de medo da deusa. ㅡ Agora, você precisa fazer mais uma coisa para mim.

Mãe, o que são essas coisas?! ㅡ Hela podia se sentir um tanto histérica de ouvir aquele pedido depois de observar o macabro altar.

Há muitos séculos, eu desmontei meu cajado. Era um cajado diferente dos demais. Muito poderoso. Mortal para qualquer não imortal que tentasse usá-lo. Eu coloquei algumas condições para que ele fosse remontado. O crânio de um cavaleiro. A mão de um assassino. O sangue de um traidor. A dor de um dos meus. ㅡ ela fitou Hela fixamente, causando um arrepio esquisito no corpo de sua prole.

Que tipo de dor. ㅡ a menina balançou a cabeça de forma negativa. ㅡ Sua avó mentiu para você bem mais do que imagina.

Meu pai era bastardo. Ela já contou. ㅡ a deusa se sentou ao lado da menina, lhe causando estranhos arrepios. ㅡ Sua avó era pagã. Sabe disso. Ela cultuava os nórdicos. E ela sabia que seu pai havia matado sua tia.

Ele… ㅡ os dedos da deusa passaram pelo cabelo da menina. ㅡ Sua avó fez um acordo. Com Hela. Ela queria um lugar melhor para o filho. A deusa concordou, mas ela precisaria de uma alma inocente para fazer isso. Ele deveria ser morto por alguém que fosse sangue do sangue dele. Do mesmo modo que ele fez com a irmã.

Ela não… ㅡ balançou a cabeça veemente. ㅡ Ela fez. Escolheu você. E você seguiu o plano dela. Sua avó sabia quem eu era antes mesmo de vocês demonstrarem poder. Você recebeu uma maldição. Uma que deveria ter te matado. Eu sempre soube que seria forte, mas não esperava que conseguisse curar o envelhecimento acelerado que a maldição causa todas as vezes que usa seus poderes.

Por que está me contando isso?! ㅡ se colocou de pé. ㅡ Eu preciso disso. E você precisa se livrar disso. Pode morrer durante a guerra se exagerar com seus poderes. E eu preciso do poder depositado nessa maldição para remontar meu cajado.

Ela se colocou de pé, com toda sua majestade. ㅡ Temos um acordo? ㅡ ela tinha a mão estendida para a cria, que a segurou temerosa. ㅡ Temos, sim.

Itens levados:

• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]

+ Camiseta laranja do Acampamento Meio-Sangue/Camiseta roxa do Acampamento Júpiter.

+ Colar de contas do Acampamento.

*Arco Mágico: Consiste em um arco de material escuro, tende-se a crer que seja ferro estígio. A corda da arma é de tom claro, quase transparente. Em toda a estenção do arco vê-se o nome do filho da Magia entalhado. As flechas são magicas, surgem ao esticar da corda, as mesma são envoltas por uma aura negra que é capaz de aumentar em 5% o dano causado no oponente. [Transforma-se em um colar para as garotas e em um bracelete para os rapazes.]

§ - Sword of the Vacuum - Uma espada com a lamina negra, que quando o jovem a utiliza, ela pode lançar uma rajada de vácuo, que ai invés de jogar o alvo para longe, faz com que o local acertado seja contraído/esmagado de certa forma (não esmaga completo, apenas causa grande dor).

§ -Cover of Darkness/Κάλυψη του σκότους - Uma capa que cobre o corpo do necromante de Érebus, impedindo que qualquer um o veja, ou escute onde ele está, é como se o mesmo não estivesse no local. Apenas quem os necromantes querem que os veja, os vê.

♈️ Arsenal [Anel brilhante feito em aço polido, com uma pedra preciosa esbranquiçada minúscula em seu centro. Possui o efeito de alterar uma arma, mudando assim sua forma, detalhes, e qualquer outra coisa que o portador desejar, desde que as alterações sejam apenas físicas. Ou seja, utilizando o efeito do anel, é possível transformar uma lança em uma espada ou faca, ou qualquer outro item de ataque. Um escudo circular pode ser transformado em um broquel, ou um escudo de corpo. Os materiais dos itens podem ser alterados, mas seus efeitos sempre serão os mesmos (exemplo: uma espada elétrica ainda causaria dano por eletricidade se transformada em uma lança).]

Grimório: Encadernado com couro vermelho, é um livro de feitiços selado, que apenas se abre pelas mãos de seu portador – qualquer outro individuo que conseguir abrir o grimório, só vera páginas em branco – a capa tem o desenho de um pentagrama de cinco pontas, e é coberto por símbolos. O Nome do portador é gravado na capa.

Livro de Poções: Encadernado em couro azul, é um livro de ensinamentos para preparo de poções, desde o efeito, a quantidade de rendimento, ingredientes e efeitos, tudo contido dentro do livro de poções.

☾ Luva [Trata-se de uma luva de aparência comum, entretanto possui um compartimento que permite a semideusa de guardar quaisquer poções ou frascos dentro da mesma. O compartimento é protegido magicamente, de maneira que a luva parece colada na pele, mesmo quando cheia de poções (o máximo é dez poções). Além disso foi projetado para suportar e proteger o conteúdo guardado, sendo que tais poções não irão sofrer qualquer ação caso a semideusa caia ou lute, por exemplo. Está carregada de três poções da invisibilidade.]

Guardião dos sonhos: Para aqueles que veem de longe apenas um pedaço de giz nas mãos de um semideus, um giz feito de material completamente transparente. Nas mãos de seu portador, um cajado repleto de magia. Ao toque do semideus o pequeno pedaço translucido transforma-se em um cajado completo, quase do tamanho de seu portador, com um brilho arroxeado, ou azulado – a cor fica a critério do dono – e um cristal em seu topo. O Cajado solta faíscas brilhantes, e amplia o controle do semideus sobre seus poderes, ou seja, torna seus ataques mágicos mais precisos, dando equilíbrio ao seu portador. O Artefato está coberto de runas de equilíbrio, pensamento positivo, e perseverança, o que permite foco em batalha. Seu nome foi dado de acordo com sua propriedade, pois o cajado é capaz de captar os sonhos presentes em outro ser, e estimular a mente do inimigo com imagens de tais sonhos, de forma a distrai-lo por pelo menos dois turnos, dando chance ao portador de atacar.

Anéis: Anéis de fada geralmente delicados e cobertos por pequenas plantas e pedras preciosas tem o poder de transmitir o pensamento ao portador que o usa. Tal objeto é sempre vendido em par e não tem tamanho, pois se ajusta ao dedo do portador conforme esse o desliza, como se fosse moldável a pessoa. Ambos os portadores do par quando em uso poderão conversar em pensamento um com o outro. Fadas tem ciúmes de seus objetos, logo raramente alguém que não seja uma fada possui um adereço como esse.(Par com o anel de Robin).

Espirito ancestral: Gargantilha de prata com um pingente de ampulheta. Quando o semideus tiver a mente tomada por ilusões de um inimigo, o espirito é ativo, toma a mente do semideus e a limpa até deixa-la clara novamente. (Só pode ser usado uma única vez por evento/luta, ou missão.)

Mordor [Um machado de guerra com certa de setenta centímetros de cumprimento, mais pesado do que um machado comum e com as duas extremidade afiadas. É necessário usar as duas mãos para melhorar o manejo da arma| Bronze celestial e Madeira | Possui veneno de píton na ponta da cabeça esquerda do machado, que proporciona uma leve paralisia no local atingido pelo veneno, mas o efeito só dura dois turnos || Não apresenta espaço para gemas | Beta | Status: 100%, sem danos | Comum | Bingo Olimpiano ]

• Amuleto of the fates [Um amuleto de ouro aparentemente comum, com uma pedra de jade em seu centro, que quando ativo, fica com uma aura brilhante, assumindo sua forma mágica. | Quando usado, faz com que tudo ao seu redor diminua o tempo, ou seja, o tempo para o usuário do amuleto continua normal, mas o cenário ao redor, e para as pessoas presentes nele o tempo fica muito mais lento. O efeito dura apenas um turno, e depois disso entra no modo de espera, ou seja, é preciso aguardar outros cinco turnos para ativa-lo novamente. | Arambarium e Ouro | Não possui espaço para gemas | Alfa | Status 100% não apresenta danos |Mágico | Conquistado no evento: A mente liberta]

• Punhal Ritualístico [Uma lâmina comum feita de prata comum, seu cabo possui desenhos decorativos e parece se encaixar na mão do portador. É extremamente afiada.| Efeitos e Bônus: Nenhum.|Prata. |Não possui espaço para gemas. |Beta.| 100%|Lâmina comum.| Nível 1 | Aula de Magia Aplicada, dada por Kang Pipper.] + Runa Naudhiz: O semideus poderá fazer uso de tal runa sem ser necessário o uso do grimório, invocando uma bola de fogo ao desenhar runa em algum local natural (o que inclui o corpo humano) a energizando com sangue. O fogo irá durar um turno. [-10 de hp por corte]

• Vooke, Sword of the Dark Lord [Uma espada que se ajusta perfeitamente a seu portador. Essa espada feita de darkanium, o minério primordial, que pode ser dificilmente encontrado em alguns locais do submundo, tem uma aparência semelhante ao aço, sendo reluzente e completamente polido. Tem inscrições simples, com os dizeres: "Sword of the Dark Lord", em filetes de ouro, pois pertenceu ao próprio Érebus, passando de mão em mão entre seus filhos, como uma herança. Seu tamanho é ajustável, enquanto transita entre um tamanho e outro, sombras parecem se solidificar ou evaporar do metal. No lugar de um pomo comum, encontra-se um diamante gigantesco encrustado no local, que emite um brilho vermelho quando os poderes da espada são ativados. | Ajuste: A espada é ajustável a qualquer tamanho que o portador desejar, podendo se conter a milímetros, como até mesmo três metros limite; Bainha: Sua bainha se ajusta assim como a espada, quando juntas, a bainha de ouro da espada faz com que todo seu peso seja praticamente reduzido a zero, ficando extremamente leve de carregar; Vooke: A verdadeira magia da arma, enquanto o portador segurar a arma, todo seu gasto de mana com poderes de trevas são reduzidos pela metade e todos seus danos por estes mesmos poderes são dobrados. | Darkanium | Possível remover o diamante para adicionar uma gema | Alfa Prime | 100% de Status | Lendária | Requisitos: Conhecimentos sobre as trevas e nível 30 | Despojo de Guerra por derrotar o Espírito de Trevas]

• Faca de Caça [ Uma faca de caça feita em ouro imperial. Sua lâmina é curta, tendo cerca de 20cm, e seu cabo se encaixa perfeitamente na mão do usuário, dando equilíbrio perfeito para um bom manuseio. A faca possui uma ligação com o dono e, não importa onde foi perdida, sempre reaparece ao seu lado. | A arma contém a lâmina envenenada, provocando 20% a mais de dano e tendo chance de envenenar caso atinja a corrente sanguínea causando -15HP por 4 turnos. | Ouro imperial | Espaço para uma gema simples. | Beta | Status 100%, sem danos. | Épica | Nível 5 | Quando o passado revive.]

Blood Magic [Uma caneta aparentemente comum, porém de aparência elegante. Porém essa caneta não funciona com tinta normal, mas apenas com sangue. Para encher o tubo, é preciso encostar a ponta da caneta em um pequeno machucado ou qualquer fonte do sangue a ser usado. Sua grafia varia de acordo com o desejo do dono, podendo ser mais forte e assim usando mais da tinta sangrenta, ou mais fina e delicada. Feita basicamente de arambarium - metal que conduz magia com mais facilidade – e ouro compondo todos os detalhes. | Efeito: Ela tem o efeito de sempre retornar ao dono depois de algum tempo | Arambarium e Ouro | Resistência: Beta | Status: 100%, sem danos | Mágica | Forjado por Leo Valdez]

• Cupid Ring [Um anel de ouro com um fino fio vermelho cortando o centro do aro, na parte interna das alianças há a frase "A mais doce das minhas memórias" e as iniciais de Kang Pipper logo após o fim da frase. Possui Thurisaz e Raidho gravadas uma ao lado da outra. | Traz proteção a quem usa pelo fato de possuir a runa Thurisaz e faz com que o casal que a usa possua uma forte ligação. | Ouro | Sem espaço para gemas| Beta | Status 100%, sem danos | Mágica  | Loja de Afrodite, encantadas por Hela A. Deverich]

Livro para criação de Talismãs e Amuletos: Encadernado em couro branco, repleto de símbolos dourados com dizeres de sorte, aprendizagem e ensinamento. Abre-se ao toque do dono, geralmente o nome do mesmo será gravado em sua capa. O livro contem os ensinamentos, passo a passo para criação, efeitos de amuletos, efeitos de pedra e os rituais da lua, bem como os dias de mau agouro.

• Lá’ Mor del Vênus [ Um chicote com cabo de ouro imperial e material brilhante, que fica mais nítido a luz do luar. Tal chicote é adornado com um brilho sutil arroxeado, o que denuncia o seu poder. Tem cerca de 2 metros de comprimento e mais 40 cm no cabo| O principal efeito do chicote é sua mutação, ele pode virar um bastão longo com uma boca de serpente na ponta, que possui dois dentinhos afiados, essas ao grudarem no adversário acabam soltando no sangue uma toxina diferente, que faz o oponente do semideus entrar em êxtase, ou seja, ele sentira o prazer semelhante ao de um orgasmo, e evitara atacar por um turno inteiro. A segunda propriedade, a mais legal, é que o chicote é mutável, e pode virar um brinquedo erótico para causar prazer, um chicote de couro comum que provoca mais prazer aos atingidos por ele, então para quem gosta de um bom jogo sado, esse item é perfeito. Transforma-se em um pingente de coração quando não está em uso. | Ouro imperial e material raro não identificado | Não possui espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Épico | Loja especial do dia dos namorados]

• Aljava com flechas paralisantes [ Aparentemente uma aljava comum com flechas comuns, mas que contém uma toxina rara extraída de uma planta da ilha. Além disso a aljava vem com dez flechas e, quando essas se acabam, são respostas automaticamente após dois turnos. | Causa paralisia no membro atingido por um turno. | Madeira, ferro estígio e toxina desconhecida | Beta | 100% sem danos | Épico | Festival das estações. ]

• Presa: Um frasco de liquido verde borbulhante. Quem bebe desse liquido terá presas de vampiro durante dois dias inteiros. (Contém o suficiente para uma magia).

• Mørk [ Aros feitos de ouro branco com três pequenas ametistas incrustadas no centro onde, ao lado das pedras, é possível ver entalhes da serpente Jörmungandr à direita e de um trevo de quatro folhas à esquerda (representando o lado nórdico de Hela e o lado cigano de Pipper), na parte interna das alianças encontra-se gravado apenas os nomes das jovens em uma caligrafia fina e delicada. | As alianças permitem que as semideusas tenham uma ligação mental, podendo se comunicar por pensamentos independente de onde se encontram e também podem alertar quando uma das duas se encontra em iminente perigo, dando a chance de que uma vá ao socorro da outra. | Ouro Branco e Ametista | Hela e Pipper ]

• Punhal ritualístico [Com lamina fina, é um pouco menor que uma espada pequena, mas perfura mais fundo. Sua ponta possui dois pequenos dentes afiados, levemente curvados, quando perfura um corpo e retira com força dobra o tamanho da ferida no oponente | É bom para canalizar magia, traz sorte em rituais. | Arambarium | Espaço para duas gemas | Beta | 100% sem danos | Épico | Necessário nível 5 para empunhar perfeitamente | Festival das estações. ]

• Faca [Com cabo de madeira e lâmina de trinta centímetros de comprimento, fio único. Melhor efeito no corte. | Madeira e Aço | Efeito: Comum | Não apresenta suporte ou espaço para gemas | Resistência: Sigma | Status: 100%, sem danos | Comum | Curso de Forjas ]

Maldição de Nascença:

Maldição de deterioração [A semideusa sofre com envelhecimento precoce e acelerado em caso de abuso dos poderes. Não é uma maldição permanente, visto que pode ser retirada, no entanto a maldição só pode ser extraída de Hela se houver um receptáculo. Embora a maldição não funcione em Hela como deveria - visto que seus órgãos se recuperam do dano com descanso e sua aparência física continua intacta -, um uso desenfreado e de longa duração dos poderes de modo contínuo podem levá-la à morte.]

Duplicador de XP:

XP Pack Insanamente Insano do BO – O personagem ganha 5000 XP automaticamente. Por 2 meses OFF, todo ganho de XP do semideus é duplicado. (xp não níveis). [Válido até 22/11/2017]

OBS: Não retirar, ainda, a Marca da Lealdade do perfil de Hela.

BY MITZI
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Re: ( ʤ · run on gαsolıne

Mensagem por Arcus em Qui Out 26, 2017 11:46 pm

Avaliação de Hela

Recompensas: 5.520 dracmas e 11.040 XP (duplicador contabilizado).
Comentários:

Querida, o desenvolvimento da sua personagem é incrível! Eu acho o background da Hela impressionante, a carga emocional, o peso das decisões... Adoro a forma como ação e consequências são trabalhadas na trama da pequena.

Foi, realmente, uma boa história!

Tenho que destacar as cenas de batalha, são muito claras e diretas, odeio enrolação e mistura de batalha com pensamento porque fico bem perdida.

Seguem os critérios de avaliação, valores máximo à esquerda e valores obtidos à direita.

20% - Gramática - 12%
30% - Criatividade - 30%
50% - Enredo e batalhas - 50%

Observações de gramática:
O excesso de pontos dificulta a fluidez do texto, além disso, houve momentos que você separou objeto do resto da frase e itens que seriam separados em vírgula, um ponto só deve ser usado após uma oração completa. Eu entendo o efeito de pausa, mas a leitura as vezes fica comprometida. A gente lê parecendo carro velho brecando.

Não só os pontos, mas as vírgulas estavam em excesso e, por causa da escolha por exagerar na pontuação, faltaram elementos conectivos para dar fluidez. Muitas pausas nos faz dispersar.

-- Esses (↑) foram os principais motivos do desconto em gramática --

E observava o dragão comer pelo canto dos olhos ► Entre comer e pelo acredito que precisa de uma vírgula, ou mudar a ordem da frase. A sensação da tia foi que seu dragão como pelo canto do olho ao invés da boca.

Loja fosse uma 24h, ainda sim ► Ainda assim, querida.

Suspirou aliviada quanto, ao pular a catraca, o guarda se manteve no mesmo lugar ► Quando ao invés de quanto.

Assim que abriu o zíper, puxando a faca de ouro imperial e a cravando no pescoço da criatura. ► Nesse caso, quando usa assim que isso aconteceu aquilo outro também aconteceu, ao invés de cravando (gerúndio) deveria usar no passado.

Se deparando um o primeiro cão que a notara
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Re: ( ʤ · run on gαsolıne

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