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O EVENTO - O Duende verde está a solta!

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Re: O EVENTO - O Duende verde está a solta!

Mensagem por Adam Ehlert Nordberg em Qua Dez 21, 2016 12:31 pm

date me
it's xmas
Depois de muito ser xingado pelas árvores, eu agora estava em um lugar mais estranho ainda. Aos poucos, fui visualizando uma mesa, aparentemente um banquete de natal. Várias comidas estavam dispostas sobre ela, e no centro, um enorme peru de natal, aparentemente suculento. O duende havia sido bem específico quanto a sua ordem, ele queria que eu comesse todo o peru.

Sentei em uma cadeira reservada que estava de frente para o peru. Observei o prato. Estava sobre a bandeja, o tamanho indicava que havia sido entupido por algo. Comer tudo isso? Seria fácil. — Sério, duende? Isso tá longe de ser um desafio pra mim... — Admiti com um sorriso no rosto.

Alcancei um garfo e uma faca, em mão destra e canhota, respectivamente, e comecei a comer. A superfície do peru em si consistia apenas da carne branca de ave, até aí tudo normal. O gosto estava relativamente bom, o tempero não era dos melhores, mas dava para aguentar. Aos poucos, preenchi minha boca com tiras do peru.

Então, tudo fez sentido. É claro que o duende não faria algo fácil como aquilo. A medida que o garfo e a faca iam se desfazendo da camada de carne do peru, ia chegando mais próximo do grande vão oco que foi preenchido pelo desafiador. E ao chegar na camada em que se encontrava o recheio, eu torci o nariz e fiz uma careta.

Minhocas vivas se mexiam desesperadamente, todas comprimidas num pequeno espaço, enquanto clara e gema aparentemente podre escorria por entre elas. Merda. Minhas entranhas reviraram e senti o gosto da bile preencher minha boca. Eu ainda nem tinha colocado a parte nojenta na língua e já estava com o rosto pálido, enojado.

— Proteínas, Adam... Aehoo... — Tentei me iludir numa falsa animação. — Super saudável... — Avancei com o garfo e faca para a parte recheada e o levei a boca. Instantaneamente prendi a respiração e fui comendo o máximo que podia. O corte da entrada de oxigênio me fazia parar de prestar atenção no gosto, perdendo uma boa parte da capacidade do meu paladar momentaneamente.

Quando meus pulmões já pediam arrego, eu parava de comer por uns segundos e voltava a recuperar o ar. E sempre que ia botar mais uma garfada na boca, o prendia novamente, engolindo o máximo que podia enquanto não respirava. As minhocas se debatiam, aproveitando os últimos suspiros de vida dela. Só de imaginar nelas sendo mortas pelos meus dentes... não, tira isso da cabeça.

Um bom tempo se passou, até que eu finalmente completei a missão de comer todo o peru. Eu estava sentado na cadeira, com a barriga um tanto quanto saliente. Pousei a mão direita sobre a mesma, o sentimento de enjoo predominava, mas a regra é clara, não poderia vomitar em hipótese alguma. Acho que escreveram o nome desse cara? Duende? Tá mais é pra Doente Verde.


Spoiler:
vitu




agr eu n tenho mas um dia vou botar assinatura ok e serio
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Re: O EVENTO - O Duende verde está a solta!

Mensagem por Tessa S. Henz em Qua Dez 21, 2016 12:40 pm


Me pedir para conquistar uma rena? Tudo bem, não é como se fosse impossível realizar essa tarefa. Exigir que eu encontrasse uma arvore falante , e a enfeitasse com enfeites raivosos? Tudo bem também, afinal um chute nas nádegas não era lá assim tão ruim, não quando eu já passara por coisa pior em minha vida de semideusa, escravizada pelos deuses. Agora, mexer com a minha comida? Ah! Ai você estava querendo demais. Quando eu encontrasse aquele maldito duende verde eu faria questão de esfregar a cara dele na poço de lama mais suja que eu encontrasse, eu até mesmo chantagearia Tristan para que ele permitisse que eu usasse a fazenda da tia estranha dele. Como mamãe costumava dizer, uma mão lava outra, e Tristan me devia muito mais do que ele poderia imaginar por ainda estar vivo em toda sua ignorância.

Se bem que, se ele estivesse ali provavelmente comeria aquela coisa nojenta, de uma forma ou de outra aquela pessoa tinha um poço sem fundo dentro do corpo. Tinha um ditado popular bem simples que costumava dizer que, aquilo que os olhos não veem o coração não sente. Mas cara, era impossível não ver aquele peru imenso. Seria algum castigo divino por eu ter acidentalmente deixado cair um caixinha de remédios dentro da fonte de íris? Ou quem sabe por eu ter esquecido de alimentar os peixes e eles terem virado alimento do acampamento? Eram inúmeras coisas que poderiam ter me feito passar por aquele castigo, mas o pior de tudo ali naquele momento era aquele cheiro O fedor de comida estragada que logo atrairia moscas por toda parte.

Engoli em seco, limpando minha mão com um guardanapo como uma maneira de ganhar tempo. Se eu pudesse voltar atrás eu faria questão de não participar daquela coisa de encontrar o Papai Noel. Que as renas e os duendes bonzinhos se virassem com seus problemas relacionados ao Natal. Retirei um pedaço do peru com a faca e levei-o até os lábios, engolindo em seco a cada nova mordida. Aos poucos a carne do peru ia sendo deixada de lado, adentrando meus lábios restando apenas ovos e minhocas. Minhas mãos foram levadas aos lábios buscando conter o vomito que queria passar por eles. Eu já não suportava mais comer aquela coisa, e as minhocas vivas somado aos ovos de aparência podre faziam com que eu sentisse uma imensa vontade de correr.

“Duende, se eu te encontrar tu já era”- refleti fechando os olhos quando coloquei um punhado de minhocas na boca. A espessura somada ao sabor amargo, fazia com que meu estomago se revirasse. “Pai, eu nunca te pedi nada como vou pedir agora, por favor desaparece com esses ovos podres eu não sei se vou suportar comer essas coisas”- implorei mentalmente levando uma taça de água aos lábios para tentar me livrar daquele sabor. Respirei profundamente tampei o nariz com uma das mãos e levei o ovo cozido aos lábios. Céus. Sabe quando você sente vontade de morrer pra se livrar de um momento embaraçoso? Ou quando deseja sumir diante de uma multidão? Aqueles eram meus desejos naquele momento.

Como consegui finalizar aquele prato? Nem eu sei. Mas eu consegui. E jamais me esqueceria do ódio e nojo que sentia ao fim. Independente de tudo, havia uma convicção em minha mente, uma certeza dentre todo o nojo. Eu faria questão que o maldito duende provasse de seu próprio remédio. A não ser que alguém ali o fizesse antes de mim, o que seria bem provável diante das expressões de medo que ali existiam. “Valeu pela falta da ajuda pai, vai ver só quando precisar de acompanhante para a Claire”- pensei esboçando um sorriso irônico. Quando precisavam apareciam, quando nos precisávamos nos deixavam a ver navios. A beleza de se ter pais deuses no final das contas.  


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Re: O EVENTO - O Duende verde está a solta!

Mensagem por Blake "Sirius" Falkenrath em Qua Dez 21, 2016 12:57 pm

Invasion

Esse duende realmente começava a ser um problema e um pé no saco. Primeiro me fazendo passar vergonha, despindo minhas roupas para tentar seduzi-la, depois decorar uma árvore falante com penduricalhos mal-educados que tentavam me morder, mas até agora nada havia sido muito complicado, só vergonhoso e/ou tedioso para esse jovem semideus.

Voltei para o trenó onde os semideuses se reuniam novamente para ver a próxima tarefa que aquele lazarento havia “proposto” para nós. E pela cara de todos ali presente não seria algo muito agradável, digo, não que eu esperasse algo bom daquela criatura asquerosa, mas parecia pior. Se tratava de comer um frango natalino, sim, não vou falar peru. Entretanto cheio de nojeiras, minhocas, ovos podres, entre outros.

Mas eu sabia como remover o sabor desagradável da comida, uma das vantagens de ser um gênio e ter poderes criogênicos. Levei a palma da mão à comida, a congelando completamente e eliminando qualquer germe e em seguida usando meus braceletes elétricos reaqueci com pequenos raios, dando um choque térmico, matando qualquer resto que poderia existir.

Sem puder, como meu pai fazia quando acampávamos, comi com as mãos aquela ceia nojenta. Definitivamente aquilo não havia sido a pior coisa que havia comido, um pai militar amplia seus horizontes de nojo.


OBS:
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Re: O EVENTO - O Duende verde está a solta!

Mensagem por Donl McMacoy em Qua Dez 21, 2016 1:14 pm




Merry Christmas




'O Nosso bonde vai te dar tanta porrada doende verde, pouca ideia nessa fita, raptou o papai noelo dono da boca, vai é morrer, vai levar PIPOCO.
Acabava finalmente de arrumar a arvore, e tecnicamente fora a mais fácil tarefa até agora, e a rena ainda me seguia, apaixonada. Talvez a próxima tarefa poderia ser mais constrangedora do que as duas primeiras, mas aceitaria, afinal, tudo para o bom velhinho - ou para os seus presentes - logicamente que queria ser bem bonificado por todas aquelas tarefas, por mais simples que fossem ainda eram extremamente constrangedoras e eram poucos os campistas que aceitavam fazer-las, e após andar um pouco ...

Estávamos de frente com uma grande e farta mesa de natal, provavelmente o duende verde estava feliz com o nosso sofrimento, mesmo que para mim, tudo estava indo bem. A tarefa agora era comer um peru inteiro recheado com minhocas e coisas nojentas que não fora possível distinguir - E se eu estivesse no campo, e isto fosse a única coisa que seria possível comer, o que eu faria? - movido por este espírito começava a comer o peru, tampando a respiração para deixar a tarefa ainda mais fácil, comia o peru em algumas mordidas, tirando apenas os ossos para fora, e depois que acabasse seguraria para não vomitar, afinal, era uma das regras do evento.
 
Passivas Utilizadas::
2 – Espírito de Guerra: Ares é o deus da guerra, profundo amante de combates e um dos principais deuses amantes da morte. Seus filhos possuem um espírito parecido com o do deus, de modo que todos os conhecimentos referentes a guerra (Como sinais de comunicação, técnicas de sobrevivência básica, manuseio de armas e tudo mais o que tiver ligação direta com guerra), surgem naturalmente na mente do semideus, mesmo que ele jamais tenha passado por alguma situação de dificuldade.







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Re: O EVENTO - O Duende verde está a solta!

Mensagem por Pandora M. Drumachesky em Qua Dez 21, 2016 1:40 pm



Dormir não foi minha melhor ideia, ainda mais encostada em um pinheiro vingativo, e muito revoltado. Quando acordei – minutos depois de ter adormecido – foi com folhas e galhos cobrindo a cabeça, e raízes enroscadas sobre as pernas. — Você não sabe brincar mesmo, não é? — Perguntei, usando a faca para afastar as raízes, o pinheiro que me desculpasse, mas foi ele mesmo quem me prendeu ali. — Você é pesada, não me deu bolinhas de natal como seus amigos, e ainda babou no meu tronco — Reclamou a arvore, velha e enrugada, uma careta surgindo e desaparecendo em seu tronco.

Dei de ombros, abrindo um sorriso maroto ao atirar a caixa em sua direção. — Se enfeite você mesmo, essas coisinhas me morderam, não sou obrigada a aguentar nada disso, passar bem senhor pinheiro falante — Dizendo isso, fiz minha saída triunfal, joguei os cabelos para o lado, tropecei na raiz do tronco – que a arvore maldita colocou a minha frente de proposito – e sai rolando colina abaixo. Tudo bem, não foi uma saída triunfal, foi algo comigo, desleixado, e que deixaria qualquer outra pessoa sem graça, qualquer outra pessoa que não seja eu. Não fico sem graça com quase nada no mundo.

Levantei-me ao me recuperar do susto, o rosto manchado de terra, e as roupas todas cobertas de folhas de pinheiro, não vou mencionar o cabelo por agora, acho que vocês já sabem a situação em que ele se encontra. Sai mancando em direção ao treno, mas me desviei em certo momento para limpar as mãos, me juntando minutos mais tarde ao restante dos semideuses. Qual foi minha surpresa? Eu tive a melhor de todas naquela noite, pois agora tínhamos comida. Não importa se a comida em questão venha com pimenta ou minhocas, o que não mata engorda, estou feliz com isso.

— Licença — Invadi a mesa antes de metade dos presentes, esses apresentavam uma cara de nojo imperdível, o que me fez pensar que sobraria mais para mim. Peru com recheio, existe coisa melhor? Existe é claro, mas peru é peru, nunca se deve reclamar quando se tem um peru gigante a sua frente. — Delicia não acha? — Perguntei ao maluco sentado ao meu lado, provavelmente um filho de Apolo, e puxei a coxa do peru enfiando na boca. Boa parte dele estava temperada, e as minhocas saiam aos poucos, mas era só fingir que era macarrão preto, e tudo ficava bem, o gosto de fato não era de todo ruim, e a pimenta até deixava elas um pouquinho picantes, era exótico, apenas isso.

Eu não percebi que meu prato estava limpo até estar lambendo os dedos, e adivinha o que eu fiz? Roubei o peru do vizinho. Ou seja, do garoto sentado ao meu lado. — Você está comendo com uma cara de nojo, que eu decidi ajuda-lo — Mordi um pedaço do peito do peru, espetando com o garfo, e bebi boa parte do refrigerante a minha frente, a pimenta estava começando a fazer minha língua arder de uma forma boa. Eu gostava daquilo, simples assim. Ajudei-o a comer o peru quando ninguém estava vendo, e me senti satisfeita apenas quando abri o botão do short para aliviar a pressão na barriga, a noite agora podia continuar, eu estava feliz da vida com o peru e as minhocas.





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Re: O EVENTO - O Duende verde está a solta!

Mensagem por Kang Pipper em Qua Dez 21, 2016 2:43 pm

— IN DREAMS

Você ainda continua lendo?! Realmente, você é bem radical. Mas devo alertar que os acontecimentos a seguir só podem ser taxados como... nojentos. Logo darei apenas um resumo, afim de preservar a sua integridade física (e o almoço do dia). Pipper estava indo bem, ao menos ela realmente acreditava nisso, após decorar duas das arvores e ser mordida por bolas natalinas bravinhas. Mas, claro, as coisas realmente tinham como piorar. Para começar aquele duende (ou doente, vocês escolhem) havia aparecido em uma cortina de fumaça e estalado os dedos dramaticamente, fazendo com que Pipper aparecesse no refeitório. Devidamente sentada, portando talheres e a sua frente estava uma espécie de ceia natalina... macabra.

E, para completar o circo, haviam placas de neon piscando indicando que a semideusa deveria comer tudo aquilo e, certamente ela estava em um sonho realmente ruim. Provavelmente alguém do chalé de Hypnos estava fazendo a festa na cabeça da Kang. E àquela altura a adolescente começou a suspeitar que não tinha tanta escolha assim. Afinal no momento em que cogitou simplesmente se levantar e ir catar coquinhos congelados na praia de fogos de artificio o duende verde apareceu em cima da mesa, com um sorrisinho macabro. E Pipper simplesmente sentiu vontade de cometer um crime de ódio, mas ao invés disso, ela simplesmente passou a comer aquela porcaria...

Exatamente isso: ela comeu. Aquilo estava com determinadas criaturas vivas como minhocas e que, majestosamente, Pipper comeu. Obviamente não mastigando nada daquilo, ela apenas engolia, tentando esquecer daquele gosto horrível que pululava em sua boca. Claro, para completar não havia nenhum copo de água ou qualquer coisa para beber e, após comer aquilo, o único desejo da semideusa era ralar a língua no chão, afim de esquecer o gosto. Afinal provavelmente comer terra com sangue parecia muito mais apetitoso.

A adolescente estava com majestosas lagrimas malformadas nos olhos, pensando o que fazer contra aquele duende demoníaco. Pensando se conseguiria esfaqueá-lo. Porém, como uma boa pacifista, ela não fez nada disso, apenas pousando as mãos sobre o estomago, como se contemplasse um futuro não vão bonito e, logo depois ela realmente foi esfregar a língua no chão.
— FOOL DREAMS




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Re: O EVENTO - O Duende verde está a solta!

Mensagem por Aidan Ehlert Nordberg em Qua Dez 21, 2016 3:13 pm

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Última edição por Mephis Chabernaud em Ter Jan 31, 2017 2:47 pm, editado 1 vez(es)
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Re: O EVENTO - O Duende verde está a solta!

Mensagem por Ahri Kiev Razvan em Qua Dez 21, 2016 3:25 pm

The stairs creak as you sleep, it's keeping me awake
Soon it will be over and buried with our past



Lições importantes para sobreviver ao natal do acampamento Meio Sangue:

a) Se ver um treno abandonado, corra o mais rápido que puder! Ouviu? Corra sem olhar para trás.
b) A tentativa de encontrar um duende maluco pode trazer sérias consequências, como por exemplo, grandes dores nas nádegas e costas.
c) Enfeites de natal e pinheiros falantes são extremamente PERIGOSOS.

Ahri levantou-se com dificuldade, todo seu corpo estava dolorido. Definitivamente o Natal era a pior época do ano. — Estrela maldita! — Resmungou, esticando o tronco lentamente. — Tudo dói... — Lastimou consigo mesma. Mihay tinha razão, ela deveria ter continuado no chalé e aguentado o burburinho de seus vizinhos, seria uma opção mais viável do que quase morrer pra um pinheiro psicopata e de bônus quase ter o dedo decepado por uma estrela de plástico. O pior de tudo era não saber verdadeiramente para qual finalidade eram aquelas instruções, afinal, a única coisa que a estimulou realizar a tarefa foi sua curiosidade em descobrir o final de tudo aquilo.

A prole de Éris caminhou com passos curtos e preguiçosos até o treno novamente, em seus pensamentos planejava uma forma de destruí-lo e assim resgatar seu orgulho perdido, mas o que encontrou no local chamou-lhe a atenção e por um momento se esqueceu do que realmente iria fazer. As íris castanhas voltou-se para a grande mesa, coberta por comidas e bebidas. Porém, aquela não era a única surpresa. Vários semideuses surgiram, provavelmente estavam na mesma missão maluca. — Porque estamos aqui? — Sussurrou próximo de uma garota, odiava se aproximar das pessoas, mas sentia-se obrigada a fazer aquilo ou nunca saberia o real motivo. — O Papai Noel sumiu, é preciso encontra-lo. — Respondeu a outra sem olhar diretamente para Ahri.

Então estava passando por toda aquela humilhação para salvar uma figura inexistente? Era isso mesmo produção? Razvan fitou os próprios pés, os dentes trincados e os punhos fechados, provavelmente socaria qualquer indivíduo que ao menos ousasse respirar perto dela. Todos eram malucos, tinha certeza disso, até mesmo ela era maluca, afinal, havia se metido naquela confusão por vontade própria, movida por uma curiosidade idiota e um orgulho retardado. — Não vou participar disso. — Disse, mas não para a campista que estava ao seu lado, e sim para si mesma. Na verdade, nem mesmo deveria estar no local. Sua missão ao deixar o chalé era simplesmente escapar de todas aquelas pessoas invadidas pelo espírito natalino, e por ironia do destino estava participando de um grupo com a missão de salvar o Papai Noel. Palhaçada não acha? Se a resposta foi sim, você certamente está de acordo com Ahri.

Ela deveria ter saído enquanto podia, mas seria a única a desistir. Todos os presentes aproximaram-se da grande mesa e observaram atentos os pratos postos para cada um. A adolescente não conseguiu deixar de notar o tamanho do peru e a cor douradinha que inspirava fome, sim, ela estava faminta. Pensativa, mordeu o canto do lábio e suspirou longamente, se saísse se sentiria inferior a todos ali. Sentia que iria se arrepender, mas precisava continuar. Assim, caminhou até uma das cadeiras e sentou-se. Era apenas um peru, não havia nada de errado em comer.

Sem pensar duas vezes, Ahri pegou os talheres e crispou os lábios. O alimento cheirava bem, provocando reações no estomago da mais nova, mas no instante em que cortou o primeiro pedaço descobriu o que havia por trás daquela falsa boa vontade do Duende Verde. É normal pessoas comerem as mais diversas coisas para chamar a atenção, como formigas, cobras, ovo cru, enfim, várias opções que desagradam à maioria dos paladares. Deveria ter desconfiado que aquele serzinho só estava pregando uma peça em todos, inclusive nela, o peru não era bem um peru. Como explicar, estava coberto das mais nojentas e grotescas coisas. A prole de Éris soltou os talheres ao visualizar as minhocas no interior do alimento, que tipo de doente era aquele duende? Olhou em volta, buscando algum semideus que estivesse tão perplexo quanto ela, mas o que visualizou foi uma garota deliciando-se e até mesmo lambendo os dedos, pelo visto alguém no local gostava de minhocas.

Ahri é fria, egocêntrica, orgulhosa, rabugenta, violenta, adora estar em uma arena e visualizar o sangue de seu oponente escorrer por sua derme, mas não suportava qualquer coisa que inspirasse sujeira ou germes. Às vezes a própria garota suspeitava que possuía uma espécie de TOC, afinal, era quase impossível para si se aproximar de alguém sem pensar nos inúmeros micróbios que a mesma possuía. — Como conseguem? — Murmurou baixinho, evitando o olhar curioso do garoto ao seu lado. O mesmo a encara com uma expressão do tipo: Ei, você não vai comer? Que fresquinha! Talvez esteja exagerando um pouco, mas era exatamente isso que se passava na mente da semideusa.

Não poderia desistir, não quando todos pareciam tão empenhados. Segurou os talheres mais uma vez, dessa vez decidida ir até o fim. Posso assegurar-lhes que a experiência da adolescentes certamente foi uma das piores que já viveu em sua vida. Seus olhos enchiam-se de lágrimas a cada garfada que levava aos lábios, as minhocas e os ovos desciam por sua garganta com dificuldade e seu estomago rejeitava aqueles alimentos indesejados. Por mais de uma vez levou uma mão aos lábios e tentou concentrar-se, a fim de que impedisse tudo de voltar e acabasse vomitando na mesa. Quando conseguia recuperar o controle, voltava a comer, internamente gritava para que o peru acabasse, porém, o mesmo parecia um poço sem fim, quanto mais comia mais tinha. Evitou mastigar o máximo que conseguiu, recusava-se a sentir os estalos nojentos quando mastigava os animais invertebrados.

Enquanto comida, imaginou-se quebrando cada um dos ossos daquele duende estúpido. Ahri se vingaria, todo aquele sofrimento não passaria em vão. Foda-se Papai Noel, foda-se natal, foda-se qualquer coisa, seu único desejo era torturar aquele maldito. Estava repleta de germes, sentia nojo de si mesma, queria tomar um banho, queria colocar tudo para fora, mas segundo as instruções não poderia vomitar ou teria que comer mais um daquele peru mortífero. A prole de Éris usou de todas as suas forças e imaginação para comer até o último pedaço, por vezes tentou convencer-se de que não era tão ruim, que durante sua vida já havia passado por coisas piores, mas nada era tão abominável para superar o gosto e o cheiro desagradável que exalava do peru.

Quando terminou, soltou os talheres e deitou a cabeça sobre a mesa. Pensando bem, os natais com Yver haviam sido ótimos se comparado com o primeiro natal que estava passando no acampamento. Seu estomago embrulhou, como se estivesse sendo contraído por alguma força. Imediatamente a garota levou uma mão à barriga, estava começando a sentir uma estranha dor na região, fora o enjoo que estava sentindo. Bom, ou vomitaria de uma vez ou teria uma bela dor de barriga, isso se sobrevivesse a quantidade absurda de germes que havia ingerido.





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Re: O EVENTO - O Duende verde está a solta!

Mensagem por Arya Doprav em Qua Dez 21, 2016 3:30 pm



Jingle Bells.

Então é Natal. E o que você fez? Certamente não vai comer um peru estragado. Cadê os bons costumes? Aquela mesa farta de comidas suculentas e aquele aroma de vinho no ar? Conto-lhes que isso pode se encontrar em qualquer lugar, menos na mesa maluca dos meio-sangues. Lá vamos nós para mais um conto natalino, do tipo que conversa com renas, enfeita árvore, usa vestimentas de duende e afins. Hoje falaremos de algo mencionado ainda pouco: ceia. Ah, você já deve está imaginando panetones, salgadinhos, lasanha, docinhos, farofa, peru... Opa, chegamos ao ponto. Apenas não é exatamente como você está imaginando. Hoje nossos queridos semideuses irão degustar um belo peru natalino.
As írises cor-de-mar focavam o animal morto em cima da mesa. A cena é bem pior do que vocês devem estar imaginando. Algumas moscas circundavam o cadáver, provavelmente elas o achavam suculento. A ceifadora ponderou alguns segundos sobre realizar ou não a tarefa. Não era obrigatório, porém a jovem não fazia as coisas pela metade. Já estava ali, já havia se metido naquela história natalina. Fazer o quê? Apenas prosseguir. Afinal, ela tinha vantagem naquela “missão”. O organismo da ceifadora não precisava de alimentos, claro que havia benefícios ao ingeri-los, mas nada que fosse uma necessidade. Logo toda aquela carne pútrida não causaria danos sérios.
O odor chegava até as narinas da morena tornando a inalação um ato não muito agradável. Os anelídeos moviam-se como se estivessem adubando o solo. Doprav engoliu em seco, retirando uma fatia grande do peito, ganhando duas oligoquetas de brinde. Interrompeu a respiração pelo nariz, abocanhando a “comida”. Sentia algo pressionando o interior da boca, mas continuou com a ação de triturar as carnes antes de irem para o estômago. O gosto ruim se impregnou no paladar da ceifadora, a qual não conseguiu evitar uma careta.
- Maldito seja esse duende. – Resmungou antes de ingerir um ovo escuro. Apenas o odor já gerava náuseas, mas a filha de Poseidon lembrara que passara por coisa bem pior. Não seria vencida por meia dúzia de ovos podres. A respiração mantinha-se irregular e apenas pela boca com o intuito de amenizar o gosto desagradável. Semicerrou as pálpebras com determinação. Estava na hora de terminar com aquilo. As garfadas começaram a ficar ágeis, espetando cada parte do peru, ingerindo a carne juntamente com ovos e anelídeos. A boca da morena ardia, o que, de certa forma, amenizava o gosto ruim. Porém a situação continuava tensa. Demorou alguns minutos para que a ceifadora finalizasse o “banquete” com uma careta nada boa.
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Re: O EVENTO - O Duende verde está a solta!

Mensagem por Gena Harden Fewan em Qua Dez 21, 2016 3:43 pm

Uma das primeiras coisas que um semideus aprende é que suas vontades nem sempre são colocadas em primeiro lugar. Não é uma coisa que você queira ou que seja deixado implícito quando você descobre que sua vida correra risco constante, sendo perseguida pelos mais variados monstros sem se quer oportunidade de viver uma vida completamente sem medo. Além disso, tem o fator pais divinos. Eles pensam que seu tédio deve ser aplacado de uma maneira que nossas vidas se tornam insignificantes.

Diante daquelas atividades, que começavam a me irritar de uma maneira sobre-humana, minha mente gritava em alto e bom som que aquilo ali era trabalho de um dos desocupados do Olimpo, principalmente quando apareceu aquela atividade. Aquele imenso peru, que devia ser devorado inteiramente, sem se quer pensar em se sentir mal, ou jogar para fora o que foi comido. Para dizer bem a verdade, eu não sei dizer ao certo como consegui comer tudo aquilo. A ultima coisa que eu me lembrava com toda a certeza era a presença de Becka ao meu lado, uma taça com um liquido avermelhado entre minhas mãos e um sorriso confiante nos lábios de minha amiga.

Becka era uma pessoa confiável em cerca de 98% de seu tempo. Digamos que nos outros dois por cento ela deixava a loucura herdada de seu pai divino dominar seus sentidos. Se é que aquilo poderia ser chamado de loucura. Mas voltando a minha pequena história, eu sabia que finalizara o peru. Mas eu não conseguia compreender o motivo de todos parecerem tão angustiados ao comê-lo. A carne levemente defumada, o sabor apimentado leve e os magníficos ovos recheados , tudo satisfez minha fome como em um piscar de olhos.

Mas então o efeito do que Becka colocara na bebida havia passado e eu me deparara com o peru recheado de minhocas e ovos podres da menina a minha frente. O horror que senti dificilmente poderia ser descrito. Mesmo que estivesse grata a Becka, eu preferia simplesmente ter desistido daquela tarefa inútil, ditada por um duende verde ainda mais inútil e desocupado. Já que não daria pra voltar no tempo, me contentei em buscar conter meus anseios.
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Re: O EVENTO - O Duende verde está a solta!

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