The Blood of Olympus
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O EVENTO - O Duende verde está a solta!

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Re: O EVENTO - O Duende verde está a solta!

Mensagem por Adam Ehlert Nordberg em Ter Dez 20, 2016 10:58 am

date me
it's xmas
Mais uma carta do duende verde. O conteúdo desta não era muito diferente da carta anterior, minha nova tarefa era enfeitar algum pinheiro e deixa-lo em clima natalino. Ergui a sobrancelha com a simplicidade e caminhei até o trenó, segurando com ambas as mãos a caixa que me indicaram – que supostamente teria os enfeites – e segui para o bosque.

Ao chegar no meu destino, logo entendi o sentido daquela tarefa. Era óbvio que não ia ser apenas decorar um pinheiro, nem que iria ser um pinheiro comum, eles falavam e andavam. Eu, mais uma vez, teria de convencer um ser mágico. Olhei para meu próprio corpo, ainda trajava o ridículo traje de duende. Xinguei mentalmente, mas segui com a tarefa.

Me aproximei de um dos pinheiros, o mesmo estava levemente irritado. O cumprimentei, como normalmente se inicia uma conversa com um estranho. — Olá. — Recebi um resmungo de algo indecifrável como resposta. Revirei os olhos e coloquei a mão no queixo, como em pose reflexiva, enquanto o encarava.
— Cara, sabe o que falta em você? Estilo. Talvez eu devesse... — Me abaixei e abri a caixa, nela estava contendo diversos enfeites natalinos. Capturei um Papai Noel em miniatura e avancei na direção do pinheiro. O mesmo pareceu indignado e falou que se eu estava pensando em colocar aquilo nele, eu estava completamente enganado.

Ergui a sobrancelha direita. — Meu querido, eu já botei outras coisas em lugares mais difíceis que você! — Exclamei demonstrando uma parcela da indignação que ele também mostrava. — Cara, olha a época em que estamos... francamente, tu tá ridículo assim. Parece que tá pelado. — O mal-educado fez questão de retrucar o meu argumento, falando que preferia estar daquele jeito do que trajando algo similar a minha roupa.

Ah não, agora eu estava realmente pistola. Ergui o indicador a frente do pinheiro e dei uma pisada firme no chão. — Olha aqui, tu vai usar essa merda sim. E vê como fala comigo, te faço virar combustível para fogueira do acampamento, ovário! — A irritação era clara em minha voz na minha exclamação.
Se eu estivesse em um desenho animado, uma lâmpada indicando ideia acenderia na minha cabeça. — Ô! Senhor Tora Transuda, se tu me deixar botar essas coisas em ti, fico te devendo um favor. Tipo, afastar uns sátiros tarados. — Ótimo, a proposta parecia que havia funcionado. Ele me perguntou sobre mais informações, e lhe dei minha palavra que o retribuiria assim que tudo isso acabasse.

Apesar de demonstrar hesitação e desconfiança, o pinheiro aceitou o trato comigo. Aos poucos, fui decorando o pinheiro com os itens que havia dentro da caixa de decoração. Em questão de alguns minutos, o pinheiro encontrava-se de cara totalmente nova, com enfeites que iam de miniatura de Papai Noel até laços. — Tá gostosão, hein, Zé Madeira? — Lhe dei fracos tapinhas no tronco e tomei distância, me certificando se havia cumprido com o que a carta havia solicitado.


Spoiler:
vitu




agr eu n tenho mas um dia vou botar assinatura ok e serio
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Re: O EVENTO - O Duende verde está a solta!

Mensagem por Kang Pipper em Ter Dez 20, 2016 11:27 am

— IN DREAMS

Devo alertar a você, querido leitor, que as coisas só tendem a piorar. Caso profundos traumas sejam deixados a responsabilidade é puramente sua, afinal psicólogos são caros. Ainda vai continuar lendo?! Ual, você é radical!

Obviamente Pipper estava surpresa ao checar o bilhete novamente, encontrando novos passos que não estavam lá antes (se alguém pode se telestransportar também poderia escrever bilhetes escondido, pff). Arqueando as sobrancelhas ao constatar que deveria, no sentido literal, realmente decorar arvores de natal e ajudar naquela situação inteira. Claro, ela esperava que fosse alguma dessas brincadeiras – de mal gosto –, onde teria boas memorias no futuro. Mas aquilo era um pouco demais, certo? Certo! Mas mesmo assim ela caminhou até o treno, sentindo-se calma ao constar que as renas haviam parado de xingar, menos o Josias – que o senhor das renas o leve para os infernos, se bem que papai Noel nem deve conhecer essa palavra. Encontrando uma caixa de enfeites... falantes. Definitivamente Dionísio havia feito uma festa daquelas e todos estavam ou muito alcoolizados ou drogados, quem sabe ambos.

A semideusa tentou pegar um deles e quase terminou sem o próprio dedo, não demorando a colocar aqueles enfeites trucidadores de dedos dentro do chapéu horrível que trajava, afinal não iria gostar de perder o dedo. Como esperado havia uma escada em torno de uma árvore e a semideusa resolveu começar pela estrela que estava MUITO pistola, xingando mais do que o Mc VukVuk. E, como esperado a decoração foi algo bastante confuso e repleto de mordidas, além de uma queda da escada provocada por enfeites natalinos possuídos pelo ritmo ragantanga (no sentido ruim, por favor). E, certamente, havia sido uma vitória para a semideusa terminar de decorar duas das arvores, incluindo um pisca-pisca que tinha CERTEZA de que ela era a arvore, se enrolando em torno das pernas da semideusa e piscando em felicidade. Aquilo parecia uma versão bem merda de um jogo (no modo hard, sério). E obviamente a semideusa não sabia como aquela situação poderia ficar pior.
— FOOL DREAMS




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Re: O EVENTO - O Duende verde está a solta!

Mensagem por Tessa S. Henz em Ter Dez 20, 2016 12:01 pm


Sabe quando você pensa que a coisa já foi estranha o suficiente e que nada poderia te surpreender em meio a tudo? Bom, eu me sentira exatamente daquela forma após utilizar de uma poção para conseguir fazer com que uma rena se apaixonasse por mim. Mas é claro, que na vida de uma semideusa nada se tornava fácil com o tempo. De fato as coisas tendiam a ter uma piora crescente. A primeira frase que veio a minha mente quando recebi a segunda missão foi: Qual duende, é Natal. Certamente ele não me ouviria, mas aquela era uma coisa minha, reclamar mesmo que fosse para mim mesma, para me sentir melhor com a situação que me aguardava.

Soltei um suspiro de desalento, observando o imenso saco que até então havia passado despercebido por mim. Era como se eu tivesse uma cegueira parcial, vendo apenas o que talvez me interessasse no momento. Ele era grande o suficiente para me preocupar a respeito de seu peso. Sim, eu admito sou uma pessoa preguiçosa. Do tipo que prefere se enclausurar na cama por algumas horas a ir aquelas festas que nossos pais divinos insistiam em dar, simplesmente para tentar não parecer tão negligentes a respeito de sua imensa quantidade de filhos. Como se uma data comemorativa fosse o suficiente para apagar um ano quase que inteiro de abandono.

Sorri quase que automaticamente quando a solução para o meu pequeno problema apareceu. Eu faria com que “tiras” de água envolvessem o saco, e utilizaria de meu controle sob a água para carrega-la por ali, até que eu encontrasse um pinheiro de Natal. Um que fosse suficientemente amigável e me permitisse enfeita-lo. Como eu não era uma das pessoas mais sortudas desse mundo, muito provavelmente teria que caminhar em demasia em busca do que eu necessitava. –Árvores de Natal, aonde estão?- gritei para o nada, tentando de alguma forma chamar a atenção das arvores. Se você estiver me julgando nesse momento, pense novamente. Se as renas do Papai Noel podiam falar por que as árvores de Natal seriam diferentes.

No entanto, minha empreitada pareceu infrutífera, já que nada se moveu, e não percebi nenhum sinal de árvore alguma. E bom, venhamos e convenhamos que uma imensa árvore de Natal não conseguiria se esconder com facilidade. Pisquei meus olhos algumas vezes quando acreditei enxergar um vislumbre do que parecia uma árvore andando. Sim, eu já vira muitas coisas naquela minha vida, mas uma árvore andando? Tipo com vida própria e tudo mais aquilo era novidade, e uma das bem surpreendentes. –Arvorezinhaaaaaa, me espera!- gritei ao confirmar o que realmente era uma árvore. Iniciei uma corrida desenfreada em direção a árvore, com o saco me seguindo dentro da cesta de água.

Quando por fim a árvore optou por me dar alguma atenção, em uma palavra eu me encontrava exausta. Os deuses lá em cima deveriam ter uma pequena birra de mim, pois nem mesmo nos feriados eu conseguia um descanso descente. Com as mãos sob as pernas, busquei acalmar minha respiração, antes de focalizar minha atenção na árvore que apesar de não possuir olhos, parecia me encarar e até mesmo rir de mim. Como se houvesse feito aquilo tudo de propósito, e claro que ela o deveria ter feito. Se podia andar possivelmente poderiam falar e saber o efeito de seus atos. –Qual é árvore, precisava correr assim pra tão longe?- resmunguei trazendo o saco de enfeites para mais perto.

-Eu não gosto de você- rosnou a árvore jogando alguns gravetos em minha direção. Brilhante. Além de ter conquistado uma rena eu ainda teria de convencer uma maldita árvore a me deixar enfeita-la. Como se eu quisesse passar horas a fio colocando enfeites em toda aquela imensidão. –Eu também não. Mas sejamos honestas, você ta super feia toda pelada ai. E olha aqui, eu tenho esses enfeites. Eu até mesmo corri atrás de você, vamos lá, seja razoável- murmurei esboçando um sorriso, com o máximo de sinceridade que eu poderia conseguir. A árvore pareceu se mover de uma forma como se de fato estivesse considerando minhas palavras, e então a voz grossa e irritada gritou um enorme não.

“Ah é?! Você vai ver só com quem esta mexendo!”- refleti já formando uma ideia do que eu faria. Abri o saco, e com a ajuda de meu controle sob a água passei a retirar os enfeites dali de dentro, pronto para coloca-los na árvore. Primeiro peguei o que me pareciam ser luzinhas de natal, todas bem coloridas, brilhando bem mais do que se poderia imaginar. Controlando a água, a fiz erguer o objeto até o topo da árvore, rodeando-a com as luzes. -O que você pensa que esta fazendo?! Eu disse não menina, pare! Pare imediatamente- gritou a árvore jogando uma imensa quantidade de folhas em minha direção, quase me revestindo daquela coisa estranha. Era como um aviso para que eu parasse. Mas acontece que, eu não tinha muito tempo para finalizar a decoração.

-Para! Olha só como você ta ficando bonita! Olha as bolinhas fofos que eu vou colocar em você! Seja menos ingrata!- resmunguei continuando meu bom trabalho com as luzes antes de passar para as bolas. Acontece que, tudo naquela ilha era malditamente estranho. As bolinhas começaram a se mexer como se negando a ficar na arvore. Minha vontade era jogar tudo lá e cair fora, mas eu era uma pessoa persistente, portanto continuei a tentar colocar os enfeites, um a um até que me deu por satisfeita. -Já chega! To parecendo uma palhaça, você teve sorte que eu estou de bom humor, se não te jogava daqui pra fora- rosnou a arvore jogando um graveto em minha direção pela segundo vez naquele dia.

-Posso pelo menos colocar a estrela ai? Ela parece tão triste e solitária aqui dentro do saco- murmurei fazendo uma carinha de piedade que pareceu não ter convencido a árvore, mas foi o suficiente para que ela me deixasse colocar a brilhante estrela. Colocada, me preparei para sentar para um descanso merecido. Diante das circunstancias eu havia feito um bom trabalho. Foi quando senti algo duro em meu bumbum, e meu corpo ganhar uma altitude desconhecida por mim. A maldita arvore havia me chutado pra longe. Aquela coisa ingrata! -Sua ingrata! Espero que suas raízes apodreçam e você morra- roguei a praga enquanto a arvore ficava a cada segundo mais longe.
Poder usado:
Poder Oceânico – O semideus passa a conseguir invocar os poderes do oceano, criando milhares de litros de água a partir do nada. A água pode ser utilizada para cura, bem como para recuperar um pouco de sua vida, no entanto isso fica a critério do criador.


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Re: O EVENTO - O Duende verde está a solta!

Mensagem por Shin Tae Hoon em Ter Dez 20, 2016 12:14 pm





I'm falling...
O duende parecia ter um senso de humor de psicopata e fazia sentido ter roubado o velho Noel, qualquer um no hospício faria o mesmo. Após o primeiro bilhete e pagar de amigo de uma rena, Shin não parecia preparado psicologicamente para o segundo bilhete. Suspirou profundamente e abriu o pequeno bilhete.
 
  Um sorriso se fez lentamente ao terminar de ler o pequeno papel com as informações. De fato, decorar uma árvore de natal era uma coisa bem fácil para o semideus, será que teria algo relacionado à Quione? Esperava que não. Sem mais delongas, o jovem asiático seguiu até a caixa de enfeite mais próxima e a segurou nos braços, caminhando lentamente para a floresta dos pinheiros. Ao chegar no local, o semideus pôde ouvir diversas vozes que pareciam zangadas e automaticamente pensou que o local estava cheio de semideuses sem educação, mas estava errado. Ao se aproximar da primeira árvore que fitou, percebeu a origem de toda aquela falação. – Olha... Finalmente um desses humanos veio me dar atenção. Eu estou a muito tempo aqui, rapaz. E ninguém dá valor para isso! – Resmungou a árvore indignada. Shin demorou alguns segundos para absorver aquela informação estranha e finalmente se comunicar com a árvore. Suspirou fracamente e sorriu de canto. –  Sério? Você realmente me pareceu ser importante, diferente das outras. – Sussurrou na última parte. –  Bom... Acho que você sabe pra que estou aqui, certo? – Indagou, olhando para a árvore e depois olhando para a caixa. Ela parecia observar o garoto, dando uma risada alta logo após. Se árvore tivesse braço provavelmente estaria gesticulando com o mesmo, pois seus galhos moveram-se de um lado para o outro. – Claro, claro. Mas um aviso... Se eu ficar feio, você está morto. – Ser ameaçado por uma árvore não era algo para se preocupar, mas o garoto teria que fingir estar com medo apenas para sair dali mais rápido. –  Sim, senhor... – Sussurrou em um resmungo. Apoiou a caixa no chão e direcionou sua destra para dentro da mesma, pegando uma daquelas bolas coloridas de natal, mas novamente fora surpreendido por algo estranho. O enfeite parecia se debater e xingar a prole de Quione. –  Mas que porra é essa? – Proferiu com surpresa. Sua mente já estava muito cheia para aquilo, então apenas ignorou aquele fato e continuou seguindo com sua missão.
 
 Não demorou muito para que a árvore estivesse quase toda enfeitada, com uma mescla de coloração entre branco da neve, vermelho e dourado das bolas de natal e alguns outros acessórios como mini Noel e estrelas douradas. Faltava o último detalhe, a estrela maior, a do topo. Após ser retirada da caixa, essa estrela realmente parecia se achar muito famosa, pois perguntava para o semideus se estava querendo um autógrafo ou uma selfie. – Hm? Vamos garoto! Eu sei que você quer, está nos seus olhos. Você não vai perder a chance de ter uma foto com uma estrela tão famosa quanto eu, certo? – Shin piscou várias vezes antes de pensar em algo para responder, mas apenas caiu na risada ao imaginar a estrela fazendo algum filme em Hollywood. O enfeite pareceu ficar sentimental de uma hora para outra, pois mordera o dedo indicador canhoto do semideus, derramando algo que deveria ser uma lágrima. –  Não precisa ficar assim, só não gosto de fotos, ok? Agora fique quietinha aí... – Tentou consolar a estrela enquanto a encaixava no topo da árvore. Suspirou longamente antes de observar a árvore decorada e pareceu estar satisfeito. A árvore falante também pareceu gostar já que não ameaçou o asiático com seus galhos inofensivamente assustadores. Shin se alongou e voltou para o trenó esperando por algum outro bilhete.




Merry Christmas


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Re: O EVENTO - O Duende verde está a solta!

Mensagem por Pandora M. Drumachesky em Ter Dez 20, 2016 12:25 pm



A comida não me parecia mais tão atrativa. Vestida de duende e com uma caixa em mãos, sem a amiga rena. Foi assim que segui em direção a arvore mais próxima, arrastando o corpo de qualquer maneira para chegar mais rápido e encontrar o pinheiro mal-humorado. Até aquele momento nada tinha sido realmente difícil, eu me sentei embaixo da arvore, escutei alguns chingos e permaneci com a caixa sobre o colo, ainda fechada é claro. Não queria correr o risco de ser surpreendida quando estava com sono, tinha poupado poucas energias para chegar até ali, mas agora, minha cama parecia muito melhor do que a comida.

Acho que minha mãe – me refiro a Melinoe – me reclamou por engano, e que na verdade Hipnos não queria mais uma bastarda. Sinceramente, eu queria ter cumprido aquela tarefa, mas o pinheiro não me deixou colocar qualquer enfeite, as bolinhas me morderam quando tentei pega-las, e a estrela não parava de resmungar coisas que eu não entendia. Adivinha o que me aconteceu? Dormi recostada no pinheiro pelas próximas horas, e não cumpri aquela tarefa. As bolinhas ficaram protegidas dentro da caixa, e o pinheiro reclamando da minha ousadia.






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Re: O EVENTO - O Duende verde está a solta!

Mensagem por Robin A. Deverich em Ter Dez 20, 2016 12:29 pm


Merry Christmas
hhuh, what this ? I dont know - word ? XXX - Who? XXX

Robin tentando refletir o que deveria fazer. Seus braços se mantinham cruzados enquanto olhava atentamente para as renas que pareciam tão impacientes quanto antes. Porém, agora poderiam refletir no que deveriam ser feitos quanto ao resgate do sequestrado Papai Noel. A garota de cabelo rosa era alguém extremamente calculista, e ao reler o bilhete deixado pelo Duende – por vezes que ela nem sequer perdeu tempo de contar – finalmente soube o que poderia fazer. Ela tinha olhos herdados que poderiam ser extremamente atentos, e por fim, resolveu dar mais uma volta sobre o trenó, buscando qualquer evidência que pudesse lhe dizer sobre algo. Subiu novamente sobre ele, ouvindo resmungos das renas que se perguntavam se Robin realmente iria fazer algo, até que ela ouviu vozes que não eram deles, e que obviamente não saíram da boca dela. A garota se aproximou do banco de trás do trenó, remexendo em alguns panos, encontrando uma estranha caixa com designe diferentes das que continham a fantasia divertida a qual ela estava vestida. – O que é isso? – perguntou-se, chamando até mesmo a atenção das renas, que viraram o pescoço para olha-la de soslaio.

Com certo receio, a garota abriu uma pequena fresta para olhar, ouvindo um grito fino de alguém assustado e como reação, a garota acabou gritando em conjunto, dando uns passos para trás, caindo sobre o chão do trenó podendo ouvir o riso das renas. – Aish. – Levantou-se dando tapinhas sobre o traseiro antes de avançar sobre a caixa, abrindo-a por inteiro. – O que está olhando, garota estranha? – a voz era masculina e grossa, e Robin não evitou uma gargalhada ao notar que vinha diretamente de uma estrela com mais glíter que as mulheres no carnaval do Brasil. – Me desculpe. – Pronunciou falsamente, cruzando os braços com desdém para a caixa cheia de enfeites hiperativos para árvore de natal. – Quem é você? – Ouviu a estrela macho lhe perguntar. A garota pensou por alguns segundos se deveria realmente dizer-lhe, dando de ombros antes de enfiar a mão dentro da caixa, sentindo uma pequena bolinha amarela morder seu dedo com força. Retirou sua mão ali de dentro de forma apressada, choramingando pela dor, pensando se era possível que enfeites de natal transmitissem raiva como animais. – Sou Robin, filha de Hécate. – Resmungou, agarrando a caixa por inteira, evitando que qualquer outra parte de seu corpo fosse atingindo. Por fim, desceu do trenó indo diretamente à frente das renas, mostrando-lhes a caixa. – Vocês estão de brincadeira comigo não é? – As renas pareceram ignora-las, porém pode ouvir uma voz baixa, vindo de um enfeito incrivelmente bonito. – Nosso lugar é em uma arvore, filha de Hécate. –

Robin suspirou, decidida que iria colocar aqueles enfeites em uma árvore. Pensou primeiramente em leva-las até o pinheiro que fora colocado no meio do acampamento, entretanto, ela já estava cheia de mais, além do fato de que aqueles enfeites não eram comuns. Decidida, resolveu caminhar pela floresta a procura do pinheiro mais bonito. Quem sabe ela não consegui agradar aqueles enfeites resmungões? – Vocês já estão a muito tempo com o Papai Noel? – perguntou para que pudesse tirar a tensão existente entre eles, ouvindo apenas alguns relinchar, antes da estrela – que parecia ser o líder deles – responder ainda de forma mau humorada. – Claro que estamos, ou você acha que fomos comprados ontem na lojinha de beira de estrada? – Robin segurou-se para não amaldiçoar os enfeites, desviando-se por pouco de um galho de arvore que estranhamente havia se movido de lugar. – Bull shit. – Xingou, sentindo um tremer em seus pés e neve cair em sua cabeça. – Olha a boca, menina mal educada. – A garota sentia-se que estava ficando louca. Renas, enfeites e agora arvores falantes? Se elas falassem em latim ela realmente acharia que um demônio veio para terra e criou o apocalipse.

Robin olhou para cima, vendo a árvores se mexer conforme o vento a batia, porém, galhos estranhamente particulares pareciam gesticular da mesma forma a qual podia ouvi-la reclamar. – Me desculpe... – Resmungou agora de forma sincera, ouvindo risadas de dentro da caixa, virando-se de costas para ir embora, entretanto, teve a ideia mais louca que poderia ter. Já que todas falam, por que não iria unir o útil ao agradável? Robin abriu um sorriso largo, e virou-se novamente para arvore, aproximou-se sorrateiramente, mantendo a expressão e fofa em seu rosto. – Senhora arvore, com licença. – Colocou a caixa com os enfeites no chão, colocou as mãos para trás e fez sua expressão mais fofa possuía. – Se importaria se eu lhe enfeitasse para o nat... – e antes que ela pudesse terminar, notou um galho novamente vir em sua direção. A garota apenas deu um salto, desviando-se e pousando sobre o chão de forma precisa, irritando-se ao extrema. – Eu preciso fazer isso, entendeu? Se eu não enfeitar você, nunca acharemos o Papai Noel, e é isso que você quer? – Expressou-se rudemente, ouvindo ‘’wow’’ tanto da arvore, quanto de alguns enfeites dentro da caixa. – O papai Noel sumiu? – Ouviu a arvore, sentindo ligeiramente com a consciência pesada. – Tudo bem, pode me enfeitar. –

Com a aprovação dela, Robin sentia-se mais tranquila, poderia então, continuar a fazer as pequenas missões suicidas que o maldito Duende havia lhe passado. Com cuidado, Abriu a caixa e pegou a primeira bola, cuidando-se para que não fosse mordida novamente, e com destreza, a colocou sobre a arvore, vendo-a emitir um som fofo e agradável. Elas finalmente havia achado seu lar neste natal. Apesar de algumas mordidas a qual recebera, ela havia finalmente conseguido enfeitar a arvore com todas as bolinhas, tento ajuda dos galhos que lhe seguraram em locais altos, porém, o mais complicado chegara. Como ela iria convencer o Senhor Estrela de que o topo daquela arvore seria o melhor lugar para ele? Abaixou-se em frente a caixa, olhando curiosa para dentro, respirando profundamente antes de tocar a estrela com cuidado, estando atenta caso ele a atacasse. – Você se importaria se eu o colocasse no topo da arvore? Só assim, poderei salvar o Papai Noel.  – Sua voz estava ligeiramente triste, ela realmente se culparia caso o natal não acontecesse esse ano. – Sim. – Ela ouviu vindo de dentro da caixa, sentindo seu coração palpitar em felicidade. Agarrou a estrela com cuidado, e novamente com ajuda dos galhos, chegou a topo, depositando a estrela. Ouvindo toda a arvore se iluminar ao completar a missão com êxito ouvindo todos –inclusive a arvore – cantar músicas natalinas em perfeita sincronia. E ela por fim, sentiu-se contente por ter completado mais uma missão.

 


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Re: O EVENTO - O Duende verde está a solta!

Mensagem por Ahri Kiev Razvan em Ter Dez 20, 2016 12:37 pm

The stairs creak as you sleep, it's keeping me awake
Soon it will be over and buried with our past



Tecnicamente o espírito natalino deveria invadir os corações de todas as pessoas, afinal, é uma época linda não é mesmo? Todos se encontram, se amam, batem um papo e por fim esquecem todas as desavenças e tristezas do passado. Bom, teoricamente deveria ser isso mesmo, mas para Ahri o Natal não passava de um período onde as pessoas comiam mais. Não que ela criticasse ou odiasse a comemoração, pelo contrário, adorava ter mais comida em casa. Se bem que, durante sua infância seu pai conseguia ficar bêbado antes da ceia e no final da noite era obrigada a trancar-se no quarto junto às irmãs, pois Yver ficava realmente agressivo.  

Em outras palavras, o Natal não significava nada para a prole de Éris. Todas aquelas luzes, decorações, pessoas hipócritas se abraçando e fingindo uma falsa simpática, simplesmente tudo era irritante. Enquanto caminhava distraída pelo acampamento, perguntava-se sobre a existência de algum lugar que pudesse escondê-la de toda aquela felicidade temporária. Estranhamente, as pessoas passaram a querer se aproximar dela. No outro dia mesmo, uma garota do chalé de Afrodite ousou abraça-la com a desculpa de que gostaria de se tornar próxima por sempre vê-la sozinha. Francamente, quando iriam entender que ela gosta da solidão? Todos os campistas passavam horas e horas treinando arduamente sem tempo até para tomar um banho, ou seja, eram cobertos por germes.

Ahri odeia contato com qualquer outro individuo que não seja Mihay ou Serena, na verdade, só precisa delas duas em seu pequeno mundo. Seus pensamentos navegavam por outras dimensões, uma hora criticava o quanto o Natal era chato e todos eram bobões por acreditarem no bom velhinho de roupa vermelha, em outro momento pensava sobre onde estariam as irmãs, provavelmente também estavam tentando se esconder daquele grupo alienado que não pensava em outra coisa além de presentes e comida. A prole de Éris não se atentou para o treno a sua frente, batendo no mesmo e caindo no chão com o impacto. — Merda! — Exclamou, apoiando ambas as mãos no chão a fim de sustentar o peso e se levantar rapidamente.

Olhou em volta, certificando-se de quem ninguém havia visto a mesma cair. Aparentemente só ela estava no local, acompanhada de um treno vazio e algumas renas. Arqueou uma sobrancelha e mordeu o canto do lábio inferior, sentia que algo estava errado. Ahri repetia para si mesma que deveria virar de costas e continuar seu caminho, visto que, o plano era fugir de toda e qualquer coisas que inspirasse o Natal, mas ao mesmo tempo queria descobrir o motivo de os animais e automóvel do imaginário Papai Noel estarem abandonados no local. Aproximou-se lentamente, inclinando levemente a cabeça para frente de forma que pudesse espiar o interior do treno.

Em um dos bancos de veludo havia um pequeno pedaço de papel, escrito com letras finas e bem desenhada. Mesmo sabendo que era errado, não se conteve em pegar o bilhete e lê-lo. Se toda a ocasião já era estranha, o assunto contido naquelas palavras deixava tudo pior. Resumindo, tudo indicava que um tal de Duende Verde — ela sabia devido a assinatura no final da folha — queria que a mesma pegasse uma caixa com enfeites de natal e decorasse uma árvore. A prole de Éris gargalhou alto, francamente, quem em sua sã consciência perderia tempo com aquilo? Meneou a cabeça para os lados, recompondo-se da sua crise de risos algo que raramente acontecia, mas aquele bilhete realmente havia sido engraçado.

Seja quem fosse esse Duende Verde, teria que encontrar outro estúpido para realizar a tarefa. Ahri deixou o bilhete novamente no assentou e virou-se de costas, mas parou por um instante, observando a caixa brilhante dentro do treno por cima do ombro. Não custaria nada olhar o que havia em seu interior não é mesmo? Assim, voltou e pegou a caixa, em seguida a abriu. — Quem ascendeu a luz?! — Vociferou uma das estrelas, movendo-se compulsivamente. — Nós estamos tentando dormir, sacou? Fecha isso, sua fedelha. — Pronunciou uma das bolas no instante em que saltou, se Ahri não tivesse desviado tão rápido, provavelmente ganharia um galo gigante na fronte.

Razvan piscou os olhos várias vezes, tentando convencer-se de que o que estava vendo era real e não fruto da sua imaginação. Como poderia ser verdade? ERAM ENFEITES! Objetos não falam, por isso não chamados de inanimados. Enquanto pensava, outras bolas e estrelas proferiam coisas contra a garota, dizendo o quanto a mesma era intrometida e estava atrapalhando o repouso delas. Um biscoito falante chegou a dizer que encheria sua boca de chantilly até a mesma ter uma overdose. Ahri semicerrou os olhos e balançou a caixa, fazendo todos ali dentro se calarem por pelo menos um segundo. — Me chamem de fedelha de novo e prometo que vou derrubar cada um de vocês no chão e sambar nos caquinhos que ficarem espalhados! — Vociferou, ela estava realmente brigando com enfeites natalinos? Era o fim do mundo mesmo, estava definitivamente louca.

Antes que pudessem respondê-la, fechou a caixa a fim de abafar as contestações das estrelas, definitivamente elas conseguiam ser piores do que as bolas. Ahri voltou o olhar para o bilhete novamente, pegou-o e o leu mais uma vez. Na primeira vez não havia prestado atenção no final, ao qual informava o mau humor dos objetos da caixa e qual a finalidade de pegar eles. Então ela havia sido xingada por estrelas e bolas falantes, ameaçada por um biscoito de plástico e feito papel de louca por brigar com eles, apenas para saciar o espírito zombeteiro de um Duende Maluco?  A semideusa mordeu o canto do lábio inferior, lembra a parte do “montar árvore é papel para idiotas”? Esqueçam. Ela iria embarcar naquela aventura, mas não por ter sido invadida por algum tipo de milagre de Natal, mas sim por querer enfiar cada uma daquelas bolas no meio da goela daquele duende maldito. Bom, lá no fundinho, Razvan gostaria de descobrir no que toda aquela confusão daria no final.

Observou em volta, procurando algum pinheiro que pudesse decorar e por sorte a fizesse encontrar o serzinho de apenas alguns centímetros. Ajeitou a caixa debaixo do braço ao encontrar uma árvore do lado esquerdo, ao qual lhe chamou a atenção pelo formato das folhas e sua coloração extremamente verde. A adolescente sorriu de cantou antes de caminhar em sua direção, parando a sua frente. Porém, para sua surpresa, no instante em que ficou a uma distância mínima do pinheiro, o mesmo começou a se mover e inexplicavelmente tentou ataca-la. A planta inclinou-se completamente para trás e quando voltou foi com toda força para cima da garota. Por sorte, Ahri rolou para o lado, conseguindo desviar do ataque por um milésimo de segundos. — O que diabos têm de errado com vocês? — Disse ao se levantar, suas bochechas estavam vermelhas, mas não se enganem, a semideusa não estava com vergonha nem nada, pelo contrário, ela estava extremamente irritada.

— Afaste-se ou furarei seus olhos com minhas raízes! — Pronunciou o pinheiro, pera ai, até mesmo a árvore falava agora? Algo estava muito errado, não podia ser verdade. Árvores não falam, enfeites de natal também não, só havia uma explicação. Ou ela estava completamente biruta da cabeça, ou alguém havia a drogado. Se bem que, será que existiam drogas com alucinações tão loucas? Procuraria descobrir depois, se antes não perdesse completamente a sanidade. Balançou as mãos a fim de recuperar a própria atenção, afinal, só estava perdendo tempo. Precisava decorar aquela árvore, mas como faria isso se a mesma tinha um tipo de extinto assassino? E para piorar, dentro da caixa havia vários enfeites que a odiavam, visto que, momentos antes a garota prometeu sambar em seus restos mortais.

É meus caros, se vocês acham que a vida não está fácil, olhem para a situação de Ahri que se sentirão relativamente melhores. — É, ual, você fala. — Não era exatamente o que queria falar, mas estava surpresa demais para controlar-se. — É o melhor que tem a dizer? Os outros foram mais criativos. — Indagou o pinheiro, ele conseguia ser mais rabugento do que a própria garota. A prole de Éris sabia que não era o tipo de pessoa carismática, jamais conseguia convencer o outro por meio de qualquer habilidade que exigisse simpatia. Ela não era amigável nem com as irmãs, imagina com uma árvore que supostamente não deveria FALAR OU SE MOVER sem a ajuda de agentes exteriores. Ahri pigarreou, aquela causa já estava praticamente perdida. — Eu não consegui pensar em algo melhor. — Replicou, mas sua vontade mesmo era de mandar aquela árvore estúpida ir tomar bem no meio da bunda.

— Vá embora com essa sua caixa, não tocará em um só galho meu! — Os olhos da semideusa estavam fixos na vegetação irritadiça, não poderia simplesmente ir embora e desistir. Não era mais uma questão de encontrar o Duende Verde, agora era pessoal. Se fracassasse ficaria com o orgulho ferido, Ahri não suporta falhas, pelo menos não vindas dela. — Sabe os campistas que você mandou irem e quase os matou com essas suas galhadas? — A prole de Éris não tinha certeza sobre o que falava, mas jogaria daquela forma, seria como aquele ditado: jogaria verde pra colher maduro. — Eles estão vindo com facões e outras ferramentas para cortar você! Mas, se deixar que eu te decore eles vão embora, satisfeitos por terem a tão preciosa árvore de Natal decorada. — Sua expressão permanecia tranquilo, emitindo uma falsa preocupação com o bem estar do pinheiro, esperando convencê-lo de alguma forma, como não seria pelo carisma talvez conseguisse pelo medo.

As barreiras que separavam Ahri da árvore pareciam ter sido quebradas, afinal, o Pinheiro não era burro. Ele sabia o quanto os campistas são sanguinários e corta-lo não seria nada comparado as missões e as coisas que encontravam nas arenas. Em poucas palavras o mesmo assentiu, permitindo que Ahri finalmente se aproximasse e começasse a enfeita-lo. Mas ainda havia outro problema: os malditos enfeites reclamões. No instante em que abriu a caixa, as bolas e estrelas começaram a pular, inquietas com a presença da menor.  — Você de novo?! — Perguntou uma das bolas vermelhas. — Chamem a polícia! Ela quer nos matar! SOCORRO!!! — Gritou o biscoito de plástico falante. — Psicopata! Demoníaca! — Exclamou uma das estrelas. Ahri não conseguiu evitar o sorriso que se formou em seus finos lábios, a situação era engraçada demais.

— Fiquem quietos. — Disse baixinho, balançando a caixa de um lado para o outro. — Não vou fazer nada, mas só se ficarem comportados e em silêncio. — Ahri segurou uma das bolas e observou o restante. — Prometo coloca-las na árvore e depois ir embora, vocês ficam vivas e eu consigo o que quero. — Estava fazendo um jogo, mas sabia que aquelas pestinhas eram mais complicadas do que o Pinheiro, contudo, deveria correr o risco antes que eu tempo terminasse. A priori pegou cinco bolas, todas de cores diferentes, algumas tentaram saltar de suas mãos, mas nada que a semideusa não conseguisse controlar. Aos poucos foi pegando de uma por uma e decorando ao redor do pinheiro, distribuindo-as de formas organizada, atentando-se para sempre colar bolas de cores diferentes de forma que ficasse tudo colorido.

Chega a ser irônico, a garota que odeia cores preocupando-se com a mistura das mesmas em uma árvore que julgava ser apenas arrumada por idiotas, ela esperava que ninguém do acampamento soubesse sobre aquilo, ou passariam a achar que poderiam se aproximar ou tentar ser seus amigos. No segundo momento, pegou os enfeites mais alternativos, alguns com formato de biscoitos, mini trenos, entre outros, espalhando-os entre as bolas. Aos poucos a árvore ganhava vida, exibindo toda sua forma natalina. Por último, Razvan pegou as estrelas que estavam ainda mais estressadas do que antes. — Solte-me sua pirralha nojenta! — Pronunciou uma das amarelinhas, esbaforida por ser presa em um dos galhos. A garota ignorou o restante dos comentários, só queria acabar logo com aquilo.

Por último, segurou entre os dedos a estrela maior e mais brilhante, que estava escondida ao fundo da caixa. Estranhamente a mesma estava em silêncio, diferentemente das outras que não paravam de falar sequer por um minuto. Ahri analisou-a bem, mas logo subiu em uma das pedras que havia perto da árvore a fim de conseguir alcançar o seu topo, afinal, mesmo que odiasse admitir, era pequena demais. Ergueu o braço com dificuldade, esforçando-se para encaixar a estrela principal no topo. No instante em que conseguiu coloca-la, surpreendentemente ela a mordeu. Sim meus caros, uma estrela aparentemente inofensiva mordeu a semideusa. Pega de surpresa, a adolescente afastou-se rápido demais, desequilibrando-se e caindo de bunda no chão pela segunda vez no mesmo dia. — Isso é para aprender a não ameaçar os filhos de uma mulher. — Disse a estrela, com um tranquilidade inigualável. Ahri queria responde-la, mas estava perplexa demais para isso e estava mais preocupada com a dor localizada em suas costas.






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Re: O EVENTO - O Duende verde está a solta!

Mensagem por Gena Harden Fewan em Ter Dez 20, 2016 12:47 pm

Existia uma coisa denominada empatia. Se havia uma certeza dentre todas as dúvidas das quais eu possuía essa certeza era de que duende verde, não tinha o mínimo de simpatia necessária para a sobrevivência do ser humano. Se você quer saber como eu estava me sentindo com aquelas tarefas, eu posso dizer com facilidade que estava de certo modo me divertindo. Bom, pelo menos até aquele acontecimento. De que acontecimento me refiro? Só esperar querido, já vou começar a te contar. Lá estava eu, linda, bela e elegantemente vestida carregando aquele saco de enfeites e amassando o bilhete deixado pra trás. Então a avistei, linda, bela e recatada em todo o seu esplendor sem resplandecer tanto assim devido a falta de enfeites.

Sua simpatia me conquistou, ou melhor talvez eu até conquistado já que ela não fugiu pra longe e pareceu apreciar minha companhia, bom como não senti nenhum chute ou algo do tipo eu estava bem. Até que eu abri o saco, aquele bendito saco com seus enfeites malignos. Em questão de segundos meu corpo caiu dentro do saco e passei a sentir mordidas pelo meu corpo. Era como se diversos bichos houvessem decidido que aquele era o momento de transformar Gena Harden Fewan em alimento. -Ai! Ai! Ai!- gritei tentando me livrar das bolas sem grande sucesso. Me retirei do saco com dificuldade, me jogando no chão e rodando por ele em uma tentativa de me livrar daqueles monstrinhos.

Assim que consegui, senti que um suspiro de alivio se abandonava de meus lábios. As marcas do que pareciam dentes demarcavam a pele do meu braço e pernas. Se o intuito delas era me fazer sofrer, elas haviam conseguido tal feito. Retirando o casaco de minha cintura, retirei as mangas e envolvi minhas mãos com elas. Seriam minhas luvas enquanto eu colocava as bolas coloridas na árvore. Uma bola vermelho com detalhes em dourado foi a primeira a ser adicionada. Era bem bonita e chamaria atenção mesmo diante de todos os outros enfeites colocados posteriormente. Ao findar das bolinhas, optei por colocar um anjinho nas proximidades.

Ele vestia vestes azulados, que tinha contraste com seus olhos de mesma coloração e seus cabelos de um loiro brilhante. Quando me dei por satisfeito com o que havia feito ali, encontrei a estrela. Não tendo montado muitas árvores de Natal em minha vida eu não poderia ter certeza absoluta de que aquela era a estrela mais bonita do mundo, mas o que eu poderia dizer com toda a certeza era que ela era maravilhosa. Com a ajuda do saco fiz uma espécie de escada, amarrando no topo da arvore para poder escalar. Ao fim da escalada, coloquei a estrela no topo, e desci escorregando. Mesmo com um pequeno e doloroso contratempo eu havia conseguido finalizar aquilo que havia sido destinada a fazer.
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Re: O EVENTO - O Duende verde está a solta!

Mensagem por Isaac Dähl Bouwknech em Ter Dez 20, 2016 12:58 pm

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Última edição por Mephis Chabernaud em Ter Jan 31, 2017 11:48 am, editado 1 vez(es)
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Re: O EVENTO - O Duende verde está a solta!

Mensagem por Arya Doprav em Ter Dez 20, 2016 12:59 pm



Jingle Bells.

E vocês aí esperando histórias macabras com muito sangue e morte. Pois vão continuar na espera, porque, pelo que percebi, as próximas narrativas serão sobre “as diversas maneiras de uma ceifadora pagar mico”. Eu, particularmente, estou me divertindo com isso. Você? Bem, se continuou lendo é porque também pode achar interessante. As brincadeiras ridículas – segundo Arya – não pararam na vestimenta e na prosa com uma rena do trenó. Agora a morena realmente entraria no clima natalino. Quem nunca ajudou a enfeitar uma árvore de Natal, algo que não pode faltar nas casas, não é mesmo?
As írises repousaram na grande caixa sobre o veículo, cautelosamente. Aquilo estava muito estranho e comprovou a hipótese quando uma das abas de papelão abriu, seguida de outras três. A jovem esticou o pescoço devagar quando uma bola natalina, sim, uma bola, pulou na direção da filha de Poseidon. Então o balançar de sino ecoou e outras quatro bolas fizeram o mesmo percurso da primeira.
- Que loucura é essa? – Indagou a morena, eufórica. Enquanto bolinhas coloridas tentavam comer sua jaqueta de couro. – Não, não, não! É a minha favorita! – Resmungou Doprav, remexendo o corpo para expulsar as intrusas. Então a música “Jingle Bells” começou a tocar, mas sem a letra. A ceifadora voltou a atenção para o caixote, deparando com um jogo de luzes que saia se requebrando do papelão. A mão destra fora levada até a testa, como se não acreditasse naquela situação. Enquanto isso, pequenos bonecos do Papai Noel se reuniam ao pé da maior e logo começavam a escalá-la.
- Chega! – Esbravejou a semideusa. O silêncio atingiu o local e todos olharam espantados para a garota.
- Quem ousa me acordar? – A voz veio de dentro da caixa. A sobrancelha canhota de Doprav fora arqueada a medida que uma Estrela saía manhosa de seu abrigo.
- Então, Dona Estrela. O Natal está chegando e é hora de vocês cumprirem seu papel de enfeites. – Afirmou a jovem, tentando ter certa paciência.
- Oh, pelas barbas de Noel. Vamos, vamos! Tenho que brilhar. – Falou, vaidosamente.
Os enfeites pareciam respeitar a Estrela, já que se organizaram novamente no caixote. Quer dizer, algumas bolas preferiram ir penduradas na jaqueta de Arya, a qual não estava contente com aquilo. Passou os braços ao redor da caixa e começou a caminhada, enquanto alguns anjinhos voavam por cima da semideusa. Adentraram a floresta e Doprav agachou-se para não ser acertada por um galho. Porém fora acertada por um cipó na bochecha.
- Hora da diversãoooo! – A voz serpenteou entre os caules e logo todas as árvores ganharam vidas. Lançando folhas e galhos na direção da ceifadora. Doprav, por sua vez, usava de sua alta velocidade para se esquivar e não sair com um machucado.
- Vejam, ela está dançando! – Falou um Papai Noel, colocando a barba branca para fora da caixa.
- Estou é tentando ficar inteira. – Rebateu a garota. Mas a música “Jingle Bells” voltou a ser emitida pelo pisca-pisca. Os bonequinhos pularam da caixa e começaram uma coreografia harmônica, enquanto saltitavam ao lado de Arya. As árvores pareceram gostar da dança e acompanharam o som, cantando. A filha de Poseidon observou tudo, abismada. Afinal, cada louco com sua loucura. Falando em loucura. Acreditam que até a Morghul resolveu entrar no clima para zoar a ceifadora? Realmente cômico.
A jovem deu de ombros, procurando um pinheiro. Não demorou para alguns aparecerem. Estavam balançando de um lado para outro e Doprav podia jurar que alguns estavam fazendo as coreografias dos bonequinhos. Quando se é um semideus, se vê de tudo. Freou os passos ao pé de um deles. Observando-o.
- Hey, Sr. Pinheiro. Eu gostar... – Arya tentou falar, mas fora interrompida.
- É senhorita Medly! – Respondeu o pinheiro. Doprav respirou fundo, não podia ser agressiva ou não conseguiria enfeitar a árvore. – E não venho me amolar, garotinha. – Ela voltou a dançar ao som da música, divertindo-se. A jovem deu de ombros, novamente. Dirigindo-se a outro pinheiro.
- Com licença. Muito prazer, chamo-me Arya. E confesso que achei magnífica a forma como você desenvolve a coreografia. Gostaria de ser tão esbelta quanto vós em uma dança. – Mentiu a filha de Poseidon, esboçando um sorriso amigável para o pinheiro que acabara de curvar-se.
- Sou Benton. E a música é realmente contagiante. Tente! Aposto que você consegue. – Insistiu o pinheiro. A ceifadora arregalou os olhos, mas não poderia recusar. Inspirou profundamente antes de começar a movimentar os membros junto com a árvore, a qual pareceu satisfeita.
- Então, Benton. O que acha de entrar ainda mais no espírito natalino? – Indagou a menor.
- Como?
- Deixe-me colocar alguns enfeites. Tenho certeza que te deixarão ainda mais incrível. – O pinheiro ficou em silêncio e a jovem já se preparava para convencer outro quando ouviu um “sim”. As asas foram libertas e a alta velocidade usada a seu favor. O enorme jogo de luzes que cantarolava fora rodeado no pinheiro, as bolinhas coloridas foram espalhadas pelo corpo da árvore, mas claro que Arya perdera alguns pedaços da jaqueta. Os bonequinhos e anjinhos dispostos em círculos perfeitos. Mais alguns enfeites foram erguidos, deixando alguns beliscões na pele pálida. Por fim, a ceifadora fora pegar a Estrela, recebendo uma bela mordida no indicador canhoto.
-[color=#ff666cc Pegue-me com cuidado, mortal! [/color]– Ordenou a Estrela. Doprav poderia fazer aquela coisa em pedacinhos, mas acabaria tendo consequências que não gostaria. Apenas respirou fundo e levou com cuidado a Estrela até o topo. Afastou-se, observando o Show continuar.  
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Última edição por Arya Doprav em Ter Dez 20, 2016 1:11 pm, editado 1 vez(es)


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Re: O EVENTO - O Duende verde está a solta!

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