The Blood of Olympus
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O EVENTO - O Duende verde está a solta!

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Re: O EVENTO - O Duende verde está a solta!

Mensagem por September Leif D'Ovidio em Seg Dez 19, 2016 1:30 am

remember, remember
all we fight for
A
atmosfera gélida, que anunciava a chegada da estação mais fria, a invernal, era confortante àqueles que eram assim por natureza, Oliver é um exemplo. Era involuntário, tudo se deve por seu pai. Tudo, absolutamente tudo. Desde o formato em que sua personalidade se desenhara, até os momentos em que chegara às proximidades do seu lar da atualidade, o Acampamento Meio-Sangue, o líquido de pigmentação carmim de sua progenitora pintara o solo de poças de lamas devido à chuva. Porém, sem devidos acontecimentos talvez nunca teria animação durante o cotidiano, possivelmente, hoje, estaria em frente a uma mesa, num escritório qualquer, esperando as horas passar. Além do mais, se tivesse essa vida, infelizmente, pacata, nunca teria conhecido seus fraternos menores. Sim. Aqueles que antes julgara ser única prole por parte materna detinha dois mais baixos: inicialmente, aquele que dota as características físicas mais semelhantes ao primogênito, Adam Ehlert Nordberg, um ano mais novo – dezoito anos -, irmão-primo, pois seu paterno não é o mesmo, já que é descendente direto do rei dos céus; por fim, a caçula um ano mais nova que anterior, esta que não se parece com nem um dos dois por conta do seu defeito genético, Summer Ehlert Nordberg, mas cria do submundo.

Conhecia os dois não passava mais do que alguns meses, mesmo que ambos já estivesse há mais tempo sob a camada protetora do estabelecimento. Começou a idealizar se havia mais parentes por toda a América como aqueles dois, que crescera sobre o colo de mãe como ele. Já considerava a família Ehlert Nordberg como aquela a fadada a carregar sangue divino por gerações; talvez sempre foi assim, desde os primórdios do nome familiar. Têm sido dois longos anos, Oliver Ehlert Nordberg. Divergiu os pensamentos de um segundo para o outro. A fala mental dirigiu a si mesmo, enquanto olhava os minúsculos flocos albinos que eram ejetados das nuvens cinzentas, ao alto do céu. O intervalo entre os elementos cadentes tendia a variar a cada hora, em certos momentos parecia que uma nevasca estava prestes a dar as caras, em outros simplesmente era algo “afagável”. Nessas horas, na que citei por último, era visível o desejo de alguns residentes em saltar para fora de seu chalé, e literalmente num salto, para aventurar-se na neve. Ele confessou que também gostaria disso. Divertir-se como se não houvesse amanhã, recuperar uma infância perdida. Era bom ter vivências comuns por um tempo, largar de mão este perigo constante que é ser um semideus. Lembre-se pelo o que lutamos. Pela sobrevivência.

O anseio foi satisfeito quando ausentou-se da suspensão do teto do chalé de seu procriador inumano – Hades -, claro que, em relação às circunstâncias climáticas, trajou-se previamente com vestes robustas, feitas propriamente para esta época do ano. O inverno era tão frio ali, coisa que não estava acostumado por ter morado anos em região quente e litorânea. A touca, que tampava o topo do crânio e as orelhas, como abrigava os fios capilares, impedia a absorção do gelo nas áreas mais sensíveis de seu físico, protegendo-o de pegar doenças virais. As solas das botas afundavam na abundância de neve já disposta acima da camada plana da superfície do chão em meio aos passos dados. A cria infernal cantarolava canções natalinas em sua psique, até que sua distração mental foi abalada e, por fim, finalizada por algo. Quando os globos rolaram até sua canhota, a única coisa que pôde constar foi um amontoado de renas. Quê? Questionou-se, ao mesmo tempo em que fixava o olhar nas criaturas mágicas do espírito do Natal. Natal estava próximo, aconteceria no final de semana seguinte, então por que motivos elas estariam ali? Saturando que o trenó do Papai Noel estava ali perto, contudo, vazio. Mas, ué. O que tá rolando? Aproximava-se com cautela do veículo peculiar em movimentos nada bruscos das pernas em conjunto aos pés.

Enxergou um papel de pequeno porte preso no local, capturando entre as falanges. Nele dizia a seguinte mensagem: ”Oi, oi. Aqui é o Duende Verde que vos fala. Tudo na boa? Comigo está mais do que ótimo, afinal, tenho o Papai Noel em mãos. Sem ele, o Natal não existirá mais. Beijos. P.S.: Faça bom proveito dessa fantasia”; Nordberg encarou, pensativo, com a visão estreitada, a veste jogada. Pegou-a, pondo a frente de si, igualando a gola do traje fantasioso ao que casual. Devia servir perfeitamente. E, assim, o silêncio foi quebrado quando uma rena rosnara para si, fazendo-o arquear as sobrancelhas em expressão de dúvida. — Não gosta, né? — Libertou a indagação ao desfazer das roupas atuais, vestindo aos pouco a fantasia de duende. Peça por peça, cada encaixava com perfeição nele, parecia ser adaptativo. — Nem um pouco! — Oliver deu um salto, e literalmente um salto, de susto. Repentinamente a voz tomou o local, cujo foi atrás seguidamente. — Fui eu quem falou, idiota! — Mirou o semblante animalesco. — Você fala? — Notavelmente surpreso era o seu rosto ao perceber que os animais possuíam o dom da fala humana. — Claro. — Ele deu de ombros, rosnando novamente. — Sou uma rena mágica. Por que não falaria? — Contraiu os músculos do focinho. O semideus assentiu. — É, faz sentido.

Percorrendo todos os olhares e feições das criaturas galhadas e natalina, reparou que nem uma delas estava com o humor agradável, nem ao menos ameno. O filho de Hades, por sua vez, sustentava um ar harmonioso, buscando motivos plausíveis para elas estarem assim em seu sistema nervoso. — Por que vocês, renas, estão irritadas? — Optou por ir pelo o caminho mais fácil e simples, que é perguntar o porquê. Aquele que estava comunicando-se por todos logo respondeu. — E por que não estaríamos “irritadas”? — Pausou, demonstrando um sorriso muito malfeito. Praguejou. — Papai Noel foi sequestrado, você deve saber, e não podemos fazer nada, sozinhas, para ajudar. Por isso estamos irritadas. — Confessou ao recém-conhecido, este que mostrou um arco na boca, soltando um “aaaah” referente ao entendimento à mensagem. Refletiu por alguns instantes sobre o que poderia fazer para melhorar humores alheios. — Desisto de pensar no que eu poderia fazer tirar vocês desse estado. — Armazenou gases em seu inteiro ao absorvê-los. Mais tarde, soprou-os na forma de um suspiro. — O que sugerem? — Elas olharam entre si. — Por que quer fazer isso? — O rapaz revirou as orbes oculares, entrelaçando um membro superior ao outro. — Vocês são seres, espíritos do Natal, não podem ficar desse jeito. Temos tempo, podemos salvar o velho gordinho.

Elas olharam-se mais uma vez, voltando a propagar a quietude inquietante no ambiente. Enquanto isso, o garoto coçou as vistas, sobrepostas pela pele protetora das pálpebras, no aguardo. — Canta uma canção natalina. — Em tom autoritário ela pediu, batendo os pés à espera. — Solta a batida. — Com a flexão de tais palavras, ruídos emanaram as bocas alheias, as quais formaram um ritmo melódico quando combinados. — Dashing through the snow. In a one horse open sleigh. O'er the fields we go. Laughing all the way. — O timbre era mais suave para que soasse com a voz original da música. Cantarolou. — Bells on bob tails ring. Making spirits bright. What fun it is to laugh and sing. A sleighing song tonight — Sequenciou a canção, fazendo pausas quando necessário. — Jingle bells, jingle bells. Jingle all the way. Oh, what fun it is to ride. In a one horse open sleigh. — Saturou mais a sua voz penetrante quando chegou ao refrão, já que é a parte mais emocionante. — Jingle bells, jingle bells. Jingle all the way. Oh, what fun it is to ride. In a one horse open sleigh. — Repetiu. Então, findou ao dar olhos aos belos sorrisos estampados nas faces animalescas.





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September Leif D'Ovidio
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Re: O EVENTO - O Duende verde está a solta!

Mensagem por Helena Rodis Katsaros em Seg Dez 19, 2016 3:03 am

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Duende Verde
Foda-se o Natal
Os primeiros raios de sol adentraram pelas frestas da janela do Chalé de Thanatos. Ninguém ali dormia quase nunca e quando o fazia, era por poucas horas para recuperar forças ou de algum ferimento.  O final de ano trazia para a morena lembranças boas, de um tempo em que "família" tinha algum significado. E isso era basicamente ela e sua mãe. Seu padrasto normalmente estava bêbado no sofá enquanto ela e a mãe preparavam algo para comer na cozinha. Assim passavam o Natal, Ação de Graças, Ano Novo e aniversário. Apenas as duas.

Por isso não gostava de lembrar de tais fatos, mas ao mesmo tempo saber que sua mãe poderia estar em um lugar melhor, a confortava. Rodando a foice entre os dedos, a garota saiu do Chalé estreitando os olhos com a claridade repentina. O ar da manhã era levemente gélido e bem limpo, e após toda aquela loucura da Nyx, um pouco de paz era necessário. Não havia muita movimentação enquanto caminhava, já que alguns semideuses se arriscavam passar as festividades com a família. Não reclamava também. Paz era sempre bem vinda.

No meio do acampamento, mais precisamente perto da Casa Grande, havia um estranho objeto parado. Mais precisamente, um veículo parado. Era relativamente comprido e colorido. Não. Branco e vermelho. Em seu interior deviam caber de duas à quatro pessoas sentadas. Parecia um... trenó. De Papai Noel. Mas, como? Que? Helena aproximou-se do veículo levemente interessada, olhando ao redor com curiosidade para ver se não era alguma pegadinha infeliz.

Uma pontada de dor em sua cabeça a fez suspirar momentaneamente. Tais dores eram mais frequentes naqueles últimos dias, e visitar a enfermaria não era uma opção. Respirando fundo e torcendo os lábios, virou o corpo nos calcanhares e começou a caminhar pra fora daquela bizarrice de algum deus louco. Seu corpo pareceu ficar mais pesado enquanto se afastava. Seu estômago se revirava. Sua mente estava enevoada e seus pensamentos fora do lugar. O que estava acontecendo, afinal? .

Impelida e desorientada, correu ao trenó e enfiou a mão no banco da frente, pegando um pequeno bilhete amassado. A letra era engarranchada, as palavras, confusas. Você não tem nada melhor mesmo pra fazer" uma vozinha disse dentro de sua cabeça. Realmente, ela não tinha nada melhor para fazer, mas vestir-se com aquela roupa ridícula que pedia no bilhete, era demais. O que essa merdinha queria com isso? As renas  — que Helena não tinha notado até agora — pareciam bem irritadiças e nervosas. O Papai Noel havia sido sequestrado por uma merda de duende. Era ridículo.

Tão ridículo quanto Helena pegar o embrulho com raiva e o rasgar, vendo cair ao chão uma roupa tão ridícula que a fez corar. Cores de natal, sapatos enormes e um gorro ridículo. Seu coração se acelerava conforme ia vestindo aquele macacão horroroso. — Fiu fiu hein. Tá linda com essa roupa. — uma das renas assoviou, olhando de relance para a ceifadora colorida. Ao colocar o gorro, respirava profundamente pela boca com os lábios entreabertos, confusa e desorientada.

— Olha quem fala. Você com essa bundinha linda hein? Voando deve ser maravilhoso. —as palavras saíam sozinhas da prole da Morte. Não estava em si naquele momento, tão pouco conseguia se controlar. Segurou a rena pela coleira e a puxou para um canto mais afastado. — Olhe, não estou pra gracinhas, okay? — sua voz era irritada. Lena notou que os chifres da rena eram de puro ouro. Talvez depois conseguisse roubar um chifre para transformar em um item.

Helena.... — Não fique assim! Essa bundinha linda e empinada sua. Esse seu pelo liso e lustroso. Eu NUNCA terei um cabelo assim, hein? Por que está tão irritada, docinho? — Helena tentando paquerar uma rena era ridículo e ao mesmo tempo bizarro. — O Noel sumiu e nos deixou aqui sozinhas em meio a um acampamento bizarro. Que tipo de aberrações são vocês? Por Zeus! — bufou batendo os cascos no chão.

— Não fique assim. Eu vou resgatar o Noel pra você, okay? Só fique calma. Vamos, cantarei uma música de natal. — pigarreou.

"Papai noel meu grande amigo
Quero fazer o meu pedido
Pra todo céu amor a paz
Ao coração neste natal
Papai noel se for me ouvir
Esse é o presente que eu mais quiz
Que desejar pra todo mundo um feliz natal
Papai noel meu grande amigo
Quero fazer o meu pedido
Pra todo céu amor a paz
Ao coração neste natal"

— Está mais calma?  — ficou alisando o pelo macio do animal, olhando atentamente para seus chifres.  — Um pouquinho. — fez um bico manhoso e Helena sentiu o corpo começar a pesar muito, e no instante seguinte, estava desacordada ao chão, com a rena gritando por ajuda.



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Re: O EVENTO - O Duende verde está a solta!

Mensagem por Chloe von Rewards em Seg Dez 19, 2016 4:20 am

MEU PERU MORREU
Um peru de borracha com olhar tristonho estava preso entre os dedos magros e brancos da demônio de Nyx. — POR QUEEEEE PERUZINHO? POR QUE VOCÊ MORREU? — a loira se debulhava em lágrimas, o corpo magro balançava com uma tristeza verdadeira. A maquiagem em seu rosto toda borrada pelas lágrimas e suas costas encurvadas, esmagavam o peru. — A gente se divertia tanto juntos. Eu, você e o Drogo. Não é, drogo? — Chloe olhou para o pequeno demoniozinho que flutuava no ar acima daquela cena patética.

— Para com essa coisa ridícula, Chloe. Vamos sair desse chalé. Tô ficando com vontade de vomitar. — resmungou, como era de costume. Chloe levantou-se e enxugou o rosto com as costas das mãos. — Depois Chloe vem fazer seu enterro, tá bom? Chloe promete! —fungou tropeçando ao sair do Chalé de Phobos.

—Por que você é sempre tão maluca? — Drogo resmunga mais uma vez, rodando no ar. — Chloe não sabe por que o peruzinho morreu! Gostava tanto de sentir ele entre as pernas, no lugar quentinho e especial da Chloe. — um bico enorme formou-se, e só se desfez quando a demônio viu um trenó colorido parado no meio do acampamento, com renas mas sem o Papai Noel.

— NATAAAAAAAAAAAAL — deu diversos pulinhos batendo as palmas e correu até o trenó. As cores, as flores e as renas. RENAS! Sorrindo de orelha a orelha, Chloe estendeu os braços e abraçou duas delas, levando uma cabeçada de uma delas, cambaleando para o lado e esfregando onde havia acertado com as mãos. — Rena má! Chloe vai contar tudo ao Papai Noel! —porém o bico logo se formou novamente em um sorriso animado.

— Mas onde está você, Papai? Chloe quer brincar no seu colo! — suspirou pesadamente, entrando no trenó e percebendo um bilhete. — Isso pode dizer onde o velho está. — a voz de Drogo estava bem próxima da garota, a orientando. — Aqui diz que o Duende Verde sequestou O PAPAI NOEL! — começou a correr os olhos com mais verocidade absorvendo tudo. Chloe faria de tudo para recuperar o Noel e dar uma boa sentada nele.

Revirou os embrulhos de dentro do trenó até achar a fantasia que o Duende havia deixado. Era colorida e simplesmente LINDA! Chloe ficou em pé no trenó e começou a retirar a própria roupa, ficando completamente nua no meio do acampamento. — Você é louca. — Drogo disse antes de sumir. Alguns semideuses apareceram, rindo e lançando olhares interessados para a demônio.   — Qual é! Depois que eu encontrar o Papai Noel, vou receber quem quiser no meu chalé. Mas só depois que a Chloe achar o Noel! — franziu o cenho e começou a vestir a fantasia.

O gorro posto na cabeça e aqueles enormes sapatos verdes, a roupa colorida e o sorriso iluminado. Chloe sentia-se sexy naquela roupa, uma vez que fazendo um buraco na roupa, qualquer semideus pudesse a foder sem qualquer problema e ainda realizando algum fetiche!  — Vamos lá. Você que tinha falado comigo antes, venha. — segurou em sua coleira e começou a puxar. A rena começou a resistir demais, fazendo com que Chloe usasse mais forças, em vão.

—Eu não queria ter que fazer isso, mas o Duende Verde do Homem Aranha está me obrigando!  — logo em seguida deu um soco poderoso na lateral da cabeça da rena, fazendo com que as outras ficassem mais agitadas e a atingida, levemente zonza e com dor. A própria Chloe sentiu a mão doer bastante pelo impacto, mas não ligava. Simples assim. — Vamos? — sorriu amavelmente e muito animada com a cooperação repentina da rena.

— Então, eu não queria fazer isso, coisa linda. Mas o Duende malvado que obrigou a Chloe. Ele está com o Papai Noel, sabe? — suspirou, encostando-se no animal e o alisando. — Você é tão linda, sabia? Aposto que as outras renas sentem inveja de você. — começou alisar seu chifre reluzente. — Vou cantar uma música pra você se alegrar, tá? — o sangue começava a escorrer das narinas do animal, e Chloe lambuzava os dedos no líquido rubro e os lambia, deliberadamente.

So this is Christmas
And what have you done
Another year over
And a new one just begun
And so this is Christmas
I hope you'll have fun
The near and the dear one
The old and the young

Desafinada e sem se importar, alisava ainda o pelo da rena que fraca, caiu sobre os joelhos magros. — Pobrezinha, tirarei seu sofrimento. — tirou uma adaga das vestes e introduziu e um só golpe na garganta do animal. Papai noel a perdoaria.
Crazy, Bicth!
[/b]


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Re: O EVENTO - O Duende verde está a solta!

Mensagem por Carter Rousseal em Seg Dez 19, 2016 5:04 am



O semideus acordara com a notícia de que o Papai Noel havia sido sequestrado. Mas que diabos era aquilo? Que espécie de brincadeira era essa agora? Saiu do chalé e a neve tocou seu rosto de maneira desagradável. Além do sequestro, aquela neve e aquele frio só iriam piorar a situação. Seguiu a enorme quantidade de semideuses e não foi difícil achar o trenó abandonado, com um bilhete deixado por aquele tal de Duende Verde. Pegou o papel com sua mão esquerda e não conteve a risada.

- Esse cara não pode estar falando sério - mas percebeu pelo olhar dos outros ao seu redor que aquilo era - e muito - sério. Com um suspiro irritado, pegou um dos sacos e o abriu, podendo visualizar o traje de duende de natal que teria que vestir para poder salvar o bom velhinho. Dirigiu-se novamente até o chalé e colocou a roupa com certo receio, mas logo notou que todos teriam de fazer o mesmo, então sentiu-se mais a vontade ao fazê-lo. A parte de conquistar uma rena parecia mais agradável para James, pois reconhecia que era bom o suficiente para conquistar qualquer um daquele acampamento. Pela segunda vez naquele dia, caminhou até o trenó, mas dessa vez com uma fantasia um tanto quanto apertada e que lhe pinicava entre as pernas.

- Isso sim é terrível. - falou, enquanto escolhia com os olhos a rena que lhe parecia mais fofa, apesar de irritada. Seus olhos admiravam os chifres dourados dos animais, que certamente estavam desesperados sem a presença do Papai Noel ali com eles. Aproximou-se com cautela de uma delas e logo foi recebido com uma tentativa de ataque, mas desviou a tempo. - Ei, calma, eu só quero conversar. - levantou as mãos acima da cabeça, tentando mostrar que não iria, de forma alguma, machucar o animal à sua frente. A rena ameaçou atacá-lo novamente, mas recuou aos poucos, deixando que o semideus se aproximasse lentamente, levando suas mãos às laterais do pescoço dela. - Viu? Não quero te machucar. - sussurrou próximo a orelha do animal.

- Olha, não precisa se aproximar tanto assim de mim, cada um em seu espaço. - a rena proferiu as palavras num tom de voz irritadiço, que deixou James atento a qualquer movimento inesperado que ela poderia fazer. Afastou-se novamente e caminhou em direção à uma árvore mais isolada, olhando por cima do ombro para ver se a rena o seguia e ela assim o fez, batendo as patas no chão de maneira ameaçadora. Ao chegar no local desejado, encostou suas costas no tronco irregular do enorme vegetal, aguardando a sua próxima paquera chegar perto de si. Quando o animal parou de andar, o semideus foi em direção dele, passando a mão novamente por seu pelo, acariciando-lhe toda a extensão de seu pescoço. Sentiu uma certa tensão no membro da rena, que prontamente se pôs a falar:


- Eu já disse pra você que ah... aí está ótimo... - teve sua frase cortada quando os dedos de James coçaram um ponto do pescoço peludo do bicho. Mentalmente, deu um enorme sorriso: Isso já é um avanço e tanto.

- Sabe, eu sei que você deve estar irritada, mas eu juro para você que farei o possível para achar seu chefe, nem que isso custe a minha vida. - sabia que aquelas palavras talvez fossem exageradas, mas naquele momento qualquer deslize levaria o sumiço definitivo do Papai Noel. Aquele maldito duende deveria estar se divertindo ao observar aquela situação ridícula em que colocara os semi deuses. Se tivesse a chance, iria fazê-lo vesti aquela roupa ridícula também.

A rena pareceu relaxar, tornando-se mais suscetível ao carinho que o jovem depositava em seu pescoço outrora rígido devido à irritação. - Garoto, eu espero mesmo que você consiga. Saiba que me lembrarei de sua promessa e farei você cumpri-la. - até mesmo a voz do animal mudara, tornando-se um pouco menos agressiva, mas ainda assim firme.

James sabia que precisava fazer algo ainda mais ridículo para conquistar a rena, e sabia que aquela era a hora. - Bom, me disseram que você gosta de músicas de natal, é verdade? - por mais idiota que a pergunta parecesse, ela fez com que a rena levantasse suas orelhas e desse duas batidinhas no chão com suas patas dianteiras, demonstrando certa alegria.

- Você... Você conhece alguma música natalina? - a voz agora demonstrava entusiasmo apesar da situação de estresse em que se encontravam. Com um sorriso, James pigarreou, pondo-se a cantar:
- Noite feliz, noite feliz - mentalmente repreendeu-se pela escolha da música, mas era a única que lembrava-se e sabia que a noite da rena não deveria ter sido lá a melhor de todas. - Oh, senhor, Deus do amor. Pobrezinho nasceu em Belém... - continuava acariciando o pelo do animal. - Eis na Lapa Jesus nosso bem. Dorme em paz, oh, Jesus, dorme em paz, oh, Jesus. - finalizou a canção e fez uma leve reverencia no final, a fim de descontrair ainda mais o clima entre a rena e ele.

O animal parecia muito mais feliz do que antes, agora mexendo suas orelhas freneticamente e com os olhos mais brilhantes do que antes, além de bem menos irritadiços. - Humano, você soube me alegrar nessa situação. Espero que você consiga trazer o Papai de volta, sabe, sentimos muita falta dele... - bateu uma pata no chão. - Mas você vai conseguir, né, humano? - James deu um sorriso à rena neste instante.

- Sabe o que eu acho? Que devemos tentar alegrar as suas amigas, você topa? - perguntou, dando início a trajetória que os levaria de volta ao trenó. A rena prontamente lhe seguiu, logo o alcançando e caminhando ao seu lado, possibilitando que o rapaz passasse a mão por seu pelo.


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Re: O EVENTO - O Duende verde está a solta!

Mensagem por Peter C. Gallagher em Seg Dez 19, 2016 5:33 am



Christmas Mission

A notícia havia se esgueirado por cada local do Acampamento como fogo em meio à palha. Minha reação, inicialmente, foi de descrença e um pouco de desdém, afinal, o Papai Noel era apenas uma lenda moderna para garantir que as crianças absorvessem o espírito de Natal. Em seguida, porém, refleti que os deuses regos eram lendas arcaicas que auxiliavam os antigos a explicarem as coisas incompreensíveis que os cercavam. Assim, se os deuses eram reais, apesar de suas naturezas incompreensíveis, por que questionar a possibilidade de Santa Claus também o ser?

Por pura curiosidade, fui em direção ao ponto do Acampamento Meio-Sangue onde o transporte do bom velhinho se encontrava, ainda com algumas de suas renas atreladas a ele. Indaguei sobre o que acontecia ali e alguns campistas me explicaram de forma breve que o Duende Verde se enfadara de perseguir acrobatas aracnídeos e decidira que seu alvo da vez era o nosso querido símbolo natalino. Também me informaram acerca da mensagem deixada pelo tal Duende e o seu pedido estranhíssimo: zoofilia. Bem, algo semelhante à zoofilia, mas não precisamente o ato em si.

Eu ri brevemente da solicitação do perverso vilão e só após o meu comentário sobre o qual ridícula era aquela situação eu ouvi a voz séria próxima ao meu ombro direito.

Por que você não tenta, Peter? – Virei o rosto na direção daqueles olhos acastanhados, que eram emoldurados por uma pele franzida devido a um sorriso presunçoso. – Você tem essa coisa de ser filho de Eros e o desafio é paquerar uma dessas renas aí. – Disparei uma expressão de leve desprezo ao filho de Apolo.

Não vou participar dessa brincadeira boba, Le Fay.

O outro deu um sorriso leve com o canto dos seus lábios – e eu acompanhei cada mínimo movimento muscular naquela parte de seu corpo com atenção – antes de dar de ombros.

Provavelmente nem conseguiria. – Afirmou com displicência, como se eu não fosse perceber sua tentativa de me dissuadir através de algumas provocações.

Nem tente usar esses artifícios comigo, de convencer pessoas eu entendo muito bem e sei o que está tentando fazer. Pior do que seduzir a rena é usar essa roupa estranha de duende.

Verdade, tá com medo de ficar horroroso se as vestir, não é?

Você sabe que eu não fico horroroso com nada.

A única coisa que sei é que fica maravilhoso sem nada. – O moreno ergueu uma sobrancelha depois de disparar aquela fala em um sussurro para que apenas eu escutasse, ao que respondi cruzando os braços. Ele resvalou a parte externa dos dedos contra a superfície das minhas costas, por dentro da camiseta. – Vamos, Gallagher, tente. Eu prometo que, se tiver sucesso, te recompenso.

Dei um sorriso mais largo e me virei para o necromante com os braços ainda firmes contra o peito, mas uma expressão curiosa no rosto. Uma negociação. Agora sim aquele chico muy guapo estava falando a minha língua.

Recompensa como? – Minha indagação eram permeada por um tom de pouco interesse, mas ele me conhecia bem o suficiente.

Não vai ter graça se eu te falar antes. Mas prometo que irá gostar. Se quer descobrir, vista-se com a fantasia de duende – Eu cortei suas palavras corrigindo o modo como ele descrevera as peças de roupa, murmurando “fantasia patética de duende”, ao que ele apenas riu e refez os termos – vista-se com a fantasia patética de duende, acalme um cervo e cante uma musiquinha de Natal.

Olhei em seus olhos negros à procura de sinceridade neles, mas, como sempre, aquele par de reflexos da escuridão eram capazes de ser bastante insondáveis.


Vince parecia estar tentando prender a risada, isto era claro pelo modo como tratava a mandíbula e franzia os lábios. Provavelmente eu ajudava a potencializar a comicidade dos meus trajes com a minha expressão extremamente contrariada, tornando-se mais carrancuda ao ver que ele desejava rir da minha cara, o que só o fez desejar rir mais.

Você está lindo. – Ele murmurou após segurar os dois lados do meu rosto e tocar nossos lábios de leve. Eu apenas o fuzilei com o olhar.

Cala a boca, Le Fay, ou eu te mostro o estrago que um duende possesso sabe fazer. – Minha ameaça não o reprimiu e ele apenas afagou minha barba rala com o polegar antes de soltar minha face. – Vou terminar logo com isso.

O filho do deus do sol apenas movimentou a cabeça em afirmação e tentou rachar meu mau-humor com um incentivo cômico, mas que eu resisti para não deixar abalar minha seriedade.

Enfim, aproximei-me de um dos cervídeos que esporadicamente chocavam os cascos contra o chão, presumidamente devido à irritação que já haviam me informado que os caracterizava naquele momento. É interessante frisar como nos longas metragens animados, objetos decorativos, desenhos gráficos e todos os elementos do Natal as renas do Papai Noel mais pareciam pequenas e simpáticas corsas com pescoços delgados, focinho fino e olhar sorridente. Bem, na realidade elas eram mais ou menos do tamanho de pequenas vacas, com chifres imponentes, uma cabeça enorme e ficavam constantemente mastigando a massa que vinha de seus estômagos antes de engoli-las novamente – quando não estavam reclamando de algo ou ofendendo alguém. Um pouco assustadoras, não posso negar.

Olá, senhorita Rena do Papail Noel – Dei um sorriso simpático ao animal e fiz menção de tomar sua rédea quando ela olhou diretamente para mim.

Não comigo, camarada.  – Como explicar? A rena do Papai Noel tinha o timbre grave e rouco e o tom agressivo de um trabalhador de obra de dois metros e dez de altura. – Estou esperando que uma dessas filhas de Afrodisíaca venha aqui pra me convidar para ajudá-la com a tal missão. Nós também merecemos um pouco de diversão, afinal.

Durante dezessete segundos eu e o ruminante nos encaramos. O Adolph – o chamemos assim, parece um nome adequado – ficava movendo o seu maxilar lentamente conforme mastigava seu alimento e eu tentava compreender como conseguira me colocar em uma situação tão rara. Por fim, eu me afastei dele sem ousar retrucar e fui tentar com sua companheira do lado, que me respondeu com um “O que você quer?” irado, feminino e quase histérico. Sem me abalar, entretanto, mantive o charme na voz e a dissuadi a me acompanhar para  que pudéssemos conversar, o que ela concordou apesar de soltar um palavrão em um dialeto diferente a cada passo que dávamos.

Situação difícil essa, não? Entendo a sua irritação, uma rena tão dedicada e esforçada tendo que ficar presa a este local cheio de adolescentes petulantes.  

Oh, finalmente um garoto educado! – Ela parecia estar aliviada, apesar de sua voz ainda ser um pouco alta demais. – Sim, esses jovens são muito boçais. Acredita você que um deles perguntou se eu era a mãe morta do Bambi?!  – Eu confirmei com a cabeça com um olhar dividido entre o choque e a seriedade, mas por dentro senti vontade de rir. – Eu nem tenho idade para ser mãe ainda!

Isso definitivamente você não tem mesmo! Não com essa aparência. Esse pelo sedoso, esses chifres tão brilhantes, esse...  – Parei para refletir sobre qual tipo de elogio uma rena gostaria de escutar caso estivesse sendo paquerada – ... ahn... olhos tão vibrantes.

Ela piscou ambas as pálpebras três vezes para mim. Seria bastante engraçada sua forma de chamar atenção para os orbes negros na sua face se não fosse um pouco medonho.

Você acha mesmo, querido?  – Antes que eu pudesse responder ela emendou sua fala. – Sabe que aquele idiota do Oliver nunca disse isso para mim nos duzentos e treze anos, dois meses, nove semanas, três dias, doze horas e um segundo que passamos juntos?

Oliver? Seu ex, eu suponho.

Exato, o brutamontes que disse estar aguardando para que alguma daquelas jovens ultra maquiadas viesse falar com ele.  – Ela estava falando daquele que eu conhecia como Adolph, a rena pedreiro, eu compreendi. – Mas elas jamais terão a beleza que eu tenho, com aqueles seus narizinhos finos.

Concordo plenamente, mas vale um belo, imponente e musculoso focinho como o seu.  – Ela soltou um “ah” longo e encantado, aparentemente cedendo aos efeitos dos meus poderes.

Por alguns segundos olhei para longe e vi Vince com as costas apoiadas a uma árvore, os olhos marejados e quase fechados e a mão em frente a boca, em um acesso intenso de risadas. Inicialmente, eu senti vontade de arrancar um dos cornos da rena diante de mim e atirá-lo na barriga do rapaz, entretanto, após breves momentos o observando eu deixei escapar um sorriso leve com o canto dos lábios. Até me irritando ele era lindo.

Posso cantar uma música para você? – Eu indaguei, com um sorriso largo e gentil no rosto. – Só porque eu te achei a rena mais especial de todas.  

É claro que eu te dou essa honra!

Então, eu respirei fundo antes de começar a cantarolar Something About December. Entoei toda a canção afagando o pescoço do ser ao meu lado, o que ela pareceu aprovar.

No matter where you are, you’re not alone – Aquela era a única vez que o refrão era refletido e naquele instante meu olhar e o de Vince se cruzaram no ar – because the ones you love are never far if christmas is in your heart. – Vince piscou um olho para mim, mesmo de longe e eu respondi com rolando os olhos com um sorriso leve na face – Gostou?

Eu amei, você tem uma linda voz querido. E é um rapaz muito adorável, mas... Sabe, eu preciso ser sincera, acho que nunca daríamos certo. – Eu franzi a testa e ri.


Então, como foi? – Le Fay indagou quando eu me aproximei, retirando aquele chapéu ridículo da cabeça.

Cara – Eu olhei para o outro com um olhar grave – Eu acho que recebi um fora de uma rena de Natal!

Ele riu alto e após um tempo eu cedi e comecei a rir também.


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Re: O EVENTO - O Duende verde está a solta!

Mensagem por Pandora M. Drumachesky em Seg Dez 19, 2016 10:01 am



— O papai Noel sumiu, temos que ir encontra-lo e salvar o natal — Disse o garoto parado na porta do meu chalé, boa pinta, bonito e cômico. Esse era Blake, um nerd que eu conhecera uma tarde qualquer. O papai Noel sumiu, sua frase não mudou em nada minha vida, e meu primeiro instinto foi fechar a porta e voltar a dormir, mas fui educada, sou uma pessoa legal as vezes, é sério! — E o que eu tenho a ver com isso mesmo? — Perguntei bocejando, minha cama estava me chamando, o cobertor era tão quentinho... e o sonho com rosquinhas e rio de chocolate estava tão perfeito, fui arrancada desse paraíso com as batidas do garoto a minha porta, o mesmo, que agora queria salvar o natal.

— Bem, temos renas paradas ali atrás, e se não formos ajudar, vamos ficar até sem ceia, o que quer dizer que ficaremos sem comida — Arregalei os olhos, aquilo era um desastre tremendo, o papai Noel tinha sumido e íamos ficar sem comida. — Sem comida? — Repeti incerta, apenas para ter certeza que não tinha ouvido nada errada, mas ele confirmou com um breve. — Sem comida — E foi essa simples frase, que tornou minha noite uma missão maluca na busca pelo papai Noel, e pela comida é claro.

— Vamos, temos que salvar a comida, quer dizer, o Papai Noel — Murmurei puxando o menino pela mão, saindo ainda com o Short de algodão do pijama, que eu usava para dormir, e a velha camisa do acampamento meio sangue. Pelo menos estava de chinelos, era o suficiente. Eu andava sempre preparada de qualquer maneira. Meu cabelo era um ninho de pássaros sobre a cabeça, minha cara estava amassada, mas eu estava desperta, e isso seria suficiente pelo restante da noite. — Para onde vamos agora? Cadê as renas? Elas sabem da comida? — Perguntei a Blake, as palavras saindo rápidas, atropeladas entre minha língua embolada. E sim, foda-se o papai Noel, o importante era saber da comida. Como ficariam as renas assadas mesmo?

Não foi preciso procurar muito, a evidencia estava ali a minha frente, o treno grande e vermelho, e 12 dos bichinhos com chifres dourados, confesso que as achei lindas, e elas são mesmo, de uma maneira totalmente fora do comum. A multidão estava ao redor daquele enorme treno, um emaranhado de semideuses excitados com a possibilidade de encontrar o bom velhinho, e eu aqui, preocupada com a comida. As pessoas realmente não entendem o verdadeiro instinto que nos leva a sair de casa, é claro que sempre foi a fome.

— Que pedido esquisito — Ouvi alguém murmurar a minha frente, e me aproximei tentando ler o bilhete por entre os ombros da semideusa mais nova. — Que pedido? — Perguntei, a fazendo pular de susto com minha chegada repentina, minha aparência fantasmagórica também não ajudava, mas isso é o de menos agora. — Você é muito estranha sabia? — Perguntou-me ela, me fazendo sorrir enquanto estendia a mão a frente de seu corpo. — Sabia, e o bilhete? — Perguntei de novo, ela revirou os olhos, me estendendo aquele papelzinho. Li rapidamente o recado ridículo sobre roupas, renas, e canções de natal, fazendo uma careta ao final.

— Ei Blake — Chamei o garoto, abrindo um sorriso maroto ao entregar o recado para ele. — Aqui diz que você precisa se vestir de duende e paquerar uma rena, boa sorte — Murmurei, pronta para sair dali. Vire-me depressa, mas fui parada pela voz do garoto me lembrando da comida, e uma careta surgiu em meu rosto. — Eu odeio o Papai Noel — Reclamei, pegando o primeiro embrulho que vi pela frente, e indo direto para o banheiro dos campistas. Eu não usava aquele banheiro com frequência, tinha um bem mais limpo dentro do meu próprio chalé, mas isso não vem ao caso na hora da pressa certo? Com certeza.

Minutos mais tarde eu estava vestida, dos pés à cabeça parecendo uma alface, com direito a chapéu de bobo da corte, e pantufas com sinos. Era irritante, mas valeria a pena, ao fim da noite eu ganharia um peru gigante, e se não ganhasse, o papai Noel teria que virar meu frango, porque eu ia acabar comendo ele. Deixei o banheiro e fui direto em direção a rena, Blake estava em algum canto, mas eu não podia perder tempo procurando pelo garoto agora, eu precisava cantar uma rena. Missão de risco para quem está passando fome, sim isso é o meu caso. — Então, qual de vocês vai ser — Murmurei ao me aproximar, coçando o queixo.

— Eu, eu, eu, me escolhe aqui olha — Uma delas saltitava ao fundo, menor que todas as outras, bêbada provavelmente enquanto saltava que nem uma rã, mas o que me chamou atenção, foi: A rena fala. Abri e fechei a boca varinhas vezes, e ela se aproximou – foi só aí que percebi que não estava presa ao treno – e a cara de pau lambeu meu rosto. Fiz uma careta, mas adivinha, devolvi a lambida, queria saber o gosto da rena. — Você fala, e lambe estranhos com muita frequência? — Perguntei, arqueando a sobrancelha de forma petulante. Meus olhos azuis brilhavam em sua direção, e a curiosidade estava estampada entre eles.

— Não, só os que acho bonito — A rena franziu o nariz, e se aproximou me cheirando, acho que acabei de virar filhote de rena. — Você não parece irritada como a maioria — Observei, tocando a coleira de ouro em seu pescoço para ler seu nome. — Mel, gostei do seu nome, é sempre doce pelo jeito — Sorri, e puxei-a para um canto, na verdade porque acho a rena tagarela, e pessoas tagarelas sempre acabam descobrindo algo. — Então, porque te chamam de Mel? — Perguntei, recostando-me a parede mais próxima, com a rena a minha frente. Outros campistas pareciam entretidos em suas próprias conversas com um grupo semelhante daqueles animais.

— Porque eu gosto de Mel, de pessoas, de carinho — Ela respondeu, colocando a língua de fora como um cachorrinho, era bem fofa. Cocei entre suas orelhas pequenas, e colei a testa a dela de maneira brincalhona. Eu gostei daquela rena. O que dizia mesmo o bilhete? Ah sim, cante para a rena, depois de conquistar a rena, a primeira parte eu tirei de letra, é minha beleza exótica fazendo efeito é claro. — Que fofa, gosta de carinho é? A Mel quer carinho, quer, quer, quer? — Perguntei imitando a voz de um bebe próxima a ela, e beijei seu narizinho preto.

Ela curvou a cabeça para o lado, me fazendo sorrir um pouco mais. — Quer, querrr, QUERRR — Okay, eu oficialmente animei essa rena um pouco demais, que ótimo, mereço o Oscar de domadora de renas. — E música de natal ela quer? — Perguntei de novo, estreitando os olhos como se entrasse na brincadeira, e confesso que estava me animando com aquela loucura. Ou Papai Noel bateu na minha cabeça com força. A segunda opção é mais viável é claro. — Ela quer — E dizendo isso, Mel saltitou ao meu redor, contente da vida, os outros semideuses que fiquem com inveja, peguei a rena mais maneira da região. — E que tal um dueto? Só sei cantar uma música de natal — Murmurei pensativa, era aquela com sininhos em uma cidade.

— Vamos, vamos, vamos — Repetiu ela, lambendo meu rosto uma segunda vez. Essa rena está começando a me lembrar alguém. — Hmm, então vamos, sinos de Belém, um, dois, três, e já — Gritei antes de começar a sacudir o corpo num rebolado estranho. — Bate o sino, pequenino, sino de Belém, já nasceu deus menino para o nosso bem — Comecei pegando um punhado de neve, e saltitando com a rena enquanto jogava a neve para cima, deixando-a a cair ao redor do corpo. Eu sou a maluca oficial do acampamento.

— Hoje à noite é bela, vamos a capela, juntos eu e ela, felizes a dançar, ao soar o sino, sino pequenino, vai o deus menino, nos abençoar.. — Continuei cantando e dançando com a rena, nossas vozes desafinadas danificando os ouvidos dos campistas do acampamento. Essa é claramente a graça da situação. Ri baixinho ao terminar a música, eu cometera uma loucura naquela noite, mas também tinha ganhado uma nova amiga.







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Re: O EVENTO - O Duende verde está a solta!

Mensagem por Blake "Sirius" Falkenrath em Seg Dez 19, 2016 2:32 pm

Invasion

Dois meses e meio. Dois meses e quinze dias para ser mais exato. Esse é o tempo que estou no acampamento e tanta coisa já havia acontecido... Sempre fui cético e descrente de tudo, mesmo depois de chegar aqui e ver um dragão guardando o pinheiro que nos protege. Entretanto, isso mudou no dia que o papai noel – SIM, O PAPAI NOEL – desapareceu. Não sei quando ou como fiquei sabendo, mas fora algo que mexera com meu psicológico, tudo que eu desacreditava se tornava realidade.

Como se não bastasse tudo isso, ainda teria que ajudar a recuperar a lenda desaparecida. E se Panda achava que eu faria sozinho, estava muito enganada. Ela IRIA deixar a preguiça de lado e me ajudar. Corri para seu chalé e bati na porta, ansioso. Obviamente que a lerda iria demorar alguns minutos até chegar e abrir a porta.

— Ahn... Panda. — Como falaria? Vamos imitar os filmes, óbvio. — O papai Noel sumiu, temos que ir encontra-lo e salvar o natal — Cocei a nuca, ainda incrédulo de tudo aquilo.

— E o que eu tenho a ver com isso mesmo? — Isso combinado ao bocejo, mostrava o quão enérgica era a filha de Melinoe.

— Tem certeza que não é filha de Hipnos? — Sacudi a cabeça, afastando as brincadeiras. — Enfim, não importa. Bem, temos renas paradas ali atrás, e se não formos ajudar... — Ponderei o que poderia dizer para fazê-la vir junto. — Vamos ficar até sem ceia, o que quer dizer que ficaremos sem comida. — Como esperado a jovem acordou na hora. Falei a única coisa que poderia fazê-la mover montanhas. Comida.

— Vamos, temos que salvar a comida, quer dizer, o Papai Noel. — Não consegui conter as risadas, Pandora é uma figura mesmo.

E assim começamos nossa caçada pelas renas natalinas. Lembram como eu chamado e tentaria arrastar a garota? Pois é, a situação mudou, agora eu era arrastado às pressas para salvar, como diria ela ”A janta”

Nos separamos por breves minutos, Panda parecia ter encontrado alguma coisa, um bilhete que continha as informações para salvar o velho comunista e barrigudo. Quando a semideusa se virou para mim, com aquele sorriso malicioso e maldoso no rosto, eu sabia que vinha algo que não iria gostar.

— Ei Blake. — Imediatamente negativei com a cabeça.

— NEM VEM, PANDORA DRUMSCOISA. — Dei alguns passos para trás.

— Aqui diz que você precisa se vestir de duende e paquerar uma rena, boa sorte. — Estreitei os olhos e rosnei baixo, não gostando da ideia. Roubei o papel de sua mão e o li para confirmar aquela palhaçada.

— Só podem tá de brincadeira comigo. — Fui para o banheiro mais próximo vestir aquele monte de coisa verde e penduricalhos. Fiquei parecendo uma árvore de natal para ser honesto. — Tudo bem, agora só preciso achar uma das renas e fazer o que o Derek me ensinou.

Rapidamente segui para o trenó onde restava uma última das renas presas, acredito que todos os outros semideuses convocados já estavam fazendo seu trabalho. Peguei pela sua pseudo-coleira e comecei e comecei a puxá-la para um canto, não iria fazer aquilo em público, entretanto, ela parecia relutante.

— Pode parar de puxar? Eu sei andar por conta. — Olhei confuso para a criatura, por um segundo havia esquecido que podiam falar.

— Então vem. – Mexi os ombros de forma sensual, tentando imitar o Bruno Mars, mas acho que a minha ginga não era tão boa.

Dei as costas rebolando, fazendo os penduricalhos sacudirem, fazendo barulhos engraçados e atraindo a pequena rena para dentro da grande mata do acampamento.

— Vem pro cantinho escuro comigo. — Seguia mexendo o popozão, rebolando como havia aprendido. Digo, tentando.

Assim que chegamos na parte mais densa, comecei a passar a mão pelo abdome, elevando a blusa, mostrando aos poucos meu tanquinho bem definido. Virei de costas, mantendo o quadril rebolativo como uma lagarta lumbrigosa, logo voltando a ficar de frente e remover a blusa verde alface, revelando todo meu tronco.
Mordi o lábio e pisquei para a criatura sensual para o animal místico que me olhava de forma estranha. Esfreguei a palma da mão pela extensão do meu corpo, salientando os músculos (pequenos pela minha magreza) semidesenvolvidos.

— Garoto... — Parei o que estava fazendo com o lábio entre os dentes, a olhando, mais uma vez, confuso. — O que você está fazendo? — Inclinei a cabeça para o lado. — Não precisa disso, só me cante uma música natalina que talvez meu humor melhore, não precisa se humilhar assim.

Sério? Toda aquela dança, toda minha sensualidade divina, nunca exibi meu corpo assim para ninguém e agora sou desprezado por uma rena? Realmente não nasci para essas coisas de conquistar.

— Tá bom... Eu acho. Mas sério, não gostou nenhum pouco? — Fui apenas ignorado e resolvi fazer o que ela pedia e acabar com aquilo logo.

Então é Natal
O que você fez?
O ano termina e nasce outra vez
Então é Natal
A festa cristã
Do velho e do novo
Do amor como um todo.
Então bom natal
E um ano novo também
Que seja feliz quem
Souber o que é o bem
Então é natal
pro enfermo e pro são
pro rico e pro pobre
Num só coração

No fim, a rena sorria e parecia mais tranquilo sem parecer que queria rir da minha cara pela pequena dança estúpida que Pandora me fez fazer. Ainda não acredito que tentei seduzir UM BICHO, NÃO SEDUZO NEM MULHERES. Faria a morena pagar pelo mico que havia passado.


Obs:
Ultra XP Pack [D$ 35.000] – Por 1 mês OFF, todo ganho de XP do semideus é duplicado. Até 27/12/2016.


Última edição por Blake "Sirius" Falkenrath em Ter Dez 20, 2016 10:36 am, editado 1 vez(es)
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Re: O EVENTO - O Duende verde está a solta!

Mensagem por Gena Harden Fewan em Seg Dez 19, 2016 3:08 pm

-Acampamento sob ataque! Repetimos acampamento sob ataque, coortes apresentem-se ao pavilhão!- o aviso reverberava pelo acampamento Júpiter causando uma comoção dentre os campistas. Olhando para Becka, esperei seu assentimento antes de correr em direção ao que parecia ser o local aonde estava a maior aglomeração. -O que esta acontecendo aqui?- questionei Charles. -Tony viu uma espécie de carruagem caída, temos que formar grupos para averiguar o que esta acontecendo- murmurou em resposta dando espaço para que eu me colocasse a sua frente. Ao longe eu podia ver uma moldura muito bem feita de treno. Sim, trenó. Revirei meus olhos brevemente para a ignorância de Tony e empurrei a garota que estava a minha frente. -Onde anda seu conhecimento sobre as construções Tony?- questionei interrompendo sua fala enquanto seguia em direção ao trenó. Quanto mais perto eu chegava, mais suas cores vibrantes chamavam atenção. Um vermelho aveludado, com detalhes em joias douradas faziam partes das construção, sem contar é claro nos animais que a acompanhavam.

-Gena! O que pensa que esta fazendo? Eu sou o centurião aqui!- gritou Tony segurando meu braço com firmeza e girando meu corpo para que ele ficasse de frente para mim. -Você é sim, mas da coorte II, eu não te devo nem se quer o mínimo de respeito. Agora, se não quiser que eu tire sua mão pra você, é melhor tira-la dai por si só- murmurei esboçando um pequeno sorriso. Tony bufou, retirando sua mão de meus braços e dando passagem para que eu seguisse em frente. Me limitei a seguir, sem dar atenção as suas reclamações que tendiam a ficar a cada dia mais insuportáveis. -Mas pelos deuses, o que aconteceu aqui?- questionei observando a estrutura abandonada. Parecia que o ser magico, que tendia a pilotar um trenó, com renas a frente e um saco de presentes ao fundo havia abandonado seu trenó ali. E sim, eu acreditava em Papai Noel. Pensa comigo, se os Deuses existiam, contra todas as probabilidades por que o Papai Noel não o faria? E com toda certeza deveria ser amigo de meu pai divino, se alguém poderia fazer um trenó tão bem caprichado como aquele, e manter conservado, esse alguém seria Vulcano.

-Papai Noel se foi! Aquele maldito duende verde. Deixou a gente aqui, com fome. Nesse lugar feio- a voz era um tanto fanha, e o mau humor evidente em cada uma das palavras ditas. Virei-me em busca do campista que pronunciara aquelas palavras, encontrando apenas os animais que estavam acompanhados do trenó. Possivelmente, algum engraçadinho com algum objeto que proporcionava invisibilidade. Passei meus olhos pelo trenó em busca de alguma pista que pudesse me ajudar a resolver o mistério, encontrando apenas coisas típicas natalinas. Subi em cima do trenó, e testei o assento almofadado. Definitivamente aquele trenó tinha os dedinhos de papai envolvido. O assento era macio e aconchegante, propicio para quem passava longas horas viajando. Passei minha mão pelo tecido, até que senti uma elevação diferente em minhas mãos. Um pedaço de papel, parecendo ter sido escrito as presas em uma caligrafia que deixava a desejar, dava uma explicação, sobre o que havia ocorrido, e o que deveria ser feito. Aparentemente o tal duende verde mencionado anteriormente realmente levado o senhor Noel, e suas exigências deveriam ser preenchidas caso quiséssemos salvar o Natal. Ou melhor, caso eu quisesse salvar o Natal.

Peguei o saco com vermelho com as vestes mencionadas no saco e o abri, tendo uma visão completa do que me esperava. Basicamente, eu seria envergonhada em publico. Talvez um castigo por ter desafiado Tony daquela maneira. Soltei um suspiro e me preparei para seguir em direção ao meu alojamento. -Garota idiota! Traz comida ou eu te machuco! Bando de sonsos, não servem pra nada! Maldito natal que me faz trabalhar como louco- a voz novamente. Mas desta vez eu pegara quem eu sabia ter falado. Ou melhor quem eu vira falar mas não conseguia acreditar naquilo que meus olhos haviam visto. Uma rena, ou melhor a primeira delas que parecia estar mais mal humorada que todas ali. E eu teria de dar um jeito de conquistar um daqueles animas. Pelos deuses, eu havia recebido um castigo de Natal ao invés de um presente. Assenti brevemente com a cabeça e voltei a seguir meu caminho adentrando o alojamento um tanto quanto infeliz. Minutos mais tarde eu deixava o alojamento com a roupa em meu corpo, uma ideia em minha cabeça e alguns torrões de açúcar e doces em minhas mãos.

A roupa natalina e os sapatos de palhaço me incomodavam um pouco, principalmente devido a temperatura inesperada do dia, no entanto a ideia que se focava em minha mente me mantinha ocupada. Alguns dias antes, eu passara todas as manhãs esboçando a “planta” de meu projeto. Era uma caixinha especial, que despertava nas pessoas o sentimento mais puro. Uma prole de Vênus havia tocado nela, provocando uma pequena chama. Mais tarde vim a descobrir que se transformara na chama da paixão. As cenas as amorosas de maior desejo da pessoa acabava por passar por sua mente. E a primeira pessoa olhada era confundida por esse amor. Haviam apenas três palavras que precisam ser ditas, e eu sabia perfeitamente como dize-las. Uma vez inventora, sempre inventora. Eu só desejava poder focar mais tempo em minha forja.  Sorri para as renas, e espalhei os doces entre elas, buscando melhorar seu humor. -Pelo menos foi útil pra alguma coisa, horrorosa- resmungou a mesma rena que havia me xingado anteriormente.

Mordi o lábio inferior levemente para manter em mim a resposta grosseira que eu queria dar a ele , e sorri. Aquela seria minha vitima no final das contas. -Senhor rena, você é tão fofo. Beleza, delicadeza, irreverência tudo isso reina e reinara em você- murmurei palavra por palavra em uma tonalidade mais doce de minha voz, sorrindo ao fim da sentença. Seu resmungo foi tão baixo que mal sei dizer o que foi dito por ele, entretanto passei para a segunda parte do plano. Coloquei a caixinha no chão e abri, colocando dentro dela, cerca de cinco torrões de açúcar. -Hey rena, aqui tem uns torrões especiais, iguarias de Vênus, gostaria de provar?- questionei recebendo como resposta um bufo, antes que a rena enfiasse seu focinho dentro da caixa. Foi questão de segundos para minha engenhoca ter efeito. Sorri estralando os dedos para chamar atenção da rena mal humorada. Seus olhos se focaram nos meus, e algo que poderia ser considerado paixão se encontrava esboçados neles. -Meu amor, meu amor! Venha para mim, venha- e então, havia funcionado e bem demais pro meu gosto. Mas seria o suficiente. Aquela missão havia sido comprida com sucesso, graças a filha de Vênus estabanada, e a minha engenhoca. Sorri em direção ao céu agradecendo aos deuses. -Missão cumprida doente sem noção, pode mandar a próxima- sussurrei para o nada, fechando meus olhos por alguns instantes.
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Re: O EVENTO - O Duende verde está a solta!

Mensagem por Kang Pipper em Seg Dez 19, 2016 3:19 pm

— IN DREAMS

Os olhos notavelmente incomuns, possuindo um tom do mais profundo preto, estudavam o local adornado de neve com afinco. A confusão em suas feições, no entanto, era visível e fácil de interpretar. A julgar pela maneira com que a semideusa arqueava as sobrancelhas e efetuava giros em torno do próprio eixo como se estivesse sobre o efeito de drogas alucinógenas. O que, caro leitor, seria uma opção deveras aceitável diante dos fatos posteriormente ocorridos. Em tal altura a filha da Noite havia começado a suspeitar está sendo vítima de um evento semelhante ao ocorrido há pouquíssimo tempo, onde havia ido parar em uma espécie de ilha da fantasia repleta de criaturas provenientes do cérebro de alguma criança. Talvez isso fosse extremamente comum a semideuses, vai saber. Entretanto o clima natalino era evidente ao analisar a neve amontoada pelo passadiço, assim como renas e outros objetos associados e tal época do ano.

A semideusa parou de movimentar-se, se questionando se deveria ou não se aproximar das renas – que, ao julgar pela distância em que estava, não pareciam nada contentes –, mas bastou que a semideusa desse um passo para frente para que um sonoro estalo fosse ouvido, fazendo-a olhar para cima de imediato. Encontrando um indivíduo de aparência excêntrica no mínimo. Aparentemente ninguém havia feito a favor de avisar aquela pobre alma que roupas esportivas verde marca-texto com animal print de oncinha junto a um tênis vermelho berrante em nada combinavam. E, obviamente, o resto da aparência do duende em nada contribuía ao visual. Afinal possuía uma pele esverdeada, semelhante ao catarro de criança bastante doente e com infecção. Ainda restando o cabelo que parecia ser feito de palha. Foi ai que tudo começou a dar errado – ou não –, só para esclarecer, querido leitor.

O indivíduo, que era pessoalmente a encarnação da feiura, berrou um “HA!” que provavelmente deixaria a Kang com problemas auditivos pelo resto da pobre-e-curta-vida. Estalando os dedos e teletransportando a menina até o treno adornado de renas, o mesmo que estava tentando se aproximar, ante de ter que lidar com tal criatura (grotesca). Felizmente tais criaturas sequer notaram a adolescente, continuando uma discussão acalorada que faria qualquer um suar.

- Josias, a culpa é sua! – Berrou uma das renas (se que renas podem berrar) com a mesma voz do Leo Stronda. – BIRLLLLL!

A rena concluiu seu urro bestial, que significava claramente que nenhuma criatura era tão monstro quanto ela. Mas, claro, a pobre semideusa não compreendeu nada daquilo, afinal havia encontrado um bilhete – nada amigável – daquela criatura, nomeada de Duende Verde. Ordenando que ela seguisse alguns passos um tanto quanto peculiares, afinal Papai Noel havia sido sequestrado – sinceramente ela não compreendia como alguém poderia ter interesse e força de vontade para sequestrar alguém que dá presentes, até os ladrões ganham presentes!

E, claro, àquela altura Pipper sabia que não possuía mais escolha. Afinal desejava salvar o natal e poder ganhar presentes, afinal havia sido uma boa menina. Ela já estava com lagrimas nos olhos quando uma das renas – provavelmente o Josias, afinal todo mundo odeia o Josias – berrou que ela deveria se apressar e fazer logo o que tinha que fazer. Obvio, tudo isso foi anunciando contendo vinte palavrões e muita voz máscula. Foi ai que a adolescente percebeu que estava no acampamento meio-sangue e aquilo significa que não estava em mais um sonho doido, ou estava, vai tentar compreender o subconsciente das pessoas.

- Eu estou indo Josias! – Pipper anunciou, indo para o chalé afim de trajar aquelas vestes horríveis que fariam qualquer criança de dois anos delirar com tanta cor mal encaixada. Obviamente o conforto não vinha em primeiro lugar, afinal aquelas meias eram finas demais e estava nevando, o que significava que Pipper estava tremendo – literalmente – como uma vara verde (com detalhes vermelhos, muito detalhes, vale ressaltar). Ela estava ridícula e, sinceramente não compreendia o motivo de ter se submetido a tal tortura medieval.

Mesmo assim lá estava ela, abraçada a uma rena que parecia arrotar a cada frase pronunciada – eu sei, renas não deveriam falar, mas provavelmente Dionísio havia feito uma festa e todos estavam drogados.

- Calma, Claudimar, tudo vai dar certo. Você é uma rena muito linda e imponente. – Pipper murmurou dando um beijinho no chifre de ouro da rena que, felizmente, realmente achava que a semideusa estava flertando com ele. Obviamente Pipper continuaria destinando sua atenção aquela pobre rena, caso as outras não estivessem passado a chorar, puxando um coro bastante depressivo. Enquanto recitavam os versos de uma poeta esquecido ao som de “Eu to Tristão”.

Obviamente Pipper não poderia deixar isso ocorrer, de modo que começou a pular para chamar atenção da população chifruda, batendo palmas assim que todos fizeram silencio e limpando a garganta antes de começar a cantar aquela música da propaganda da coca-cola. Obviamente, leitor, eu não vou transcrever os versos pois não recebi nenhum patrocínio.

As renas pareciam estar curtindo bastante o show, balando o chifre de ouro e acompanhando a semideusa. Obviamente todos estavam loucos.

Vídeos que farão sua vida ficar melhor:
— FOOL DREAMS




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Re: O EVENTO - O Duende verde está a solta!

Mensagem por Tessa S. Henz em Seg Dez 19, 2016 3:48 pm


Um sorriso dominava meus lábios conforme eu caminhava por entre as plantações de morango, uma cesta média se enchia aos poucos com a ajuda de minhas mãos firmes. Mesmo com a brisa gelada que soprava naquela manhã, eu me sentia imensamente alegre, como se gira de 360° fosse acontecer na minha vida. Quando me deu por satisfeita com a quantidade de morangos colhida, me retirei dos campos, cantarolando alegremente. Quem me conhecia poderia dizer que aquela não era a Tessa de sempre, no entanto era tão bom quanto o acampamento ficava razoavelmente vazio. Sem irmãos menores enchendo o saco, sem milhares de tarefas chatas e o melhor sem a chatice de Percy Jackson, só restara eu em meu chalé, podendo fazer o que queria e quando queria.

-Bom dia queridos, bom dia!- murmurei passando por uns campistas dos quais não lembrava o nome. Caminhei sem destino certo por minutos sem fim, até que avistei algo. Algo vermelho, grande e acompanhado de belas renas. Aparentemente estávamos recebendo a visita de Papai Noel. Quem seria a criança inocente que merecera presente naquele acampamento? Isso só os deuses poderiam me dizer. Tomada pela curiosidade, me encaminhei naquela direção, pronta para mexer em tudo e qualquer coisa que existisse por ali. Se havia uma pessoa por ali que poderia morrer devido a sua curiosidade essa pessoa de fato era eu, sem mais.  O que? Eu admito meus defeitos meu amor, Tessinha aqui é sincera em suas desventuras.

-E ai reninhas, tudo de boa?- cumprimentei me jogando sob o assento quase vazio e colocando a cesta de vime ao lado do saco vermelho que estranhamente parecia ocupar um papel branco. Mordendo o lábio inferior, cuidadosamente para não chamar a atenção das renas abri o papel lendo seu conteúdo. -Que?! Mas eu nem sou uma rena cara!- resmunguei amassando o papel e jogando-o no fundo do treno antes de abrir o saco de coloração verde. Uma roupa vermelha e verde, acompanhada de gorro e sapatos de duende me esperavam. -Maldito duende! Por que não trancaram ele na fabrica de brinquedos de trabalho escravo? Tolos!- resmunguei pulando para fora do trenó. Pelo que a missiva dizia eu teria de me vestir com aquela coisa feia e tentar conquistar uma das renas. Você tem noção de quanto trabalho dá pra tentar conquistar um daqueles bichos? Se forem iguais cavalos, uma era.

-Hey menina, papai noel não tem nada de trabalhos forçados- resmungou uma das renas sendo acompanhada das demais. -Ta bom, ta bom! Não precisa se ofender, erro meu- refutei com uma falsa voz de arrependimento. -Vou ali, trazer um presentinho pra vocês tá bom? Já volto- murmurei seguindo em direção ao meu chalé com o saquinho. Só havia uma coisa a ser feita, e eu de qualquer forma não tinha muitas chances. Obvio que eu era linda e tudo mais, você deve conhecer meus pais afinal, no entanto em se tratando de conquista, Tessa Henz não tinha nem se que o mínimo de jeito para isso. Pensou em um desastre ambulante para palavras doces? Pensou em mim. Trocando minhas vestes, pelas vestes deixadas pelo duende verde, eu procurava por uma solução fácil para o meu problema.

E então assim como eu encontrara aquele treno, a ideia viera. Em meio as minhas andanças pela vida, eu conseguira o que chamavam de poção do amor. Pra resumir em uma palavra, o efeito dela era esplendido. Tipo sucesso absoluto para fazer com que uma pessoa se apaixonasse por você. Uma gotinha daquela poção em um daqueles morangos suculentos faria com que qualquer uma daquelas renas se apaixonassem por mim. Não exigiria muita paquera, mas é claro que eu não perderia aquela diversão por nada naquele pequeno mundo. Com o frasco nas mãos e um sorriso confiante em meus lábios, segui para fora do chalé. A rena que me aguardasse. -Amorzinho da minha vida, belíssima. Venha comigo, olha só o que tenho pra você- murmurei para a primeira rena da fila esboçando um sorriso encantador e piscando os olhos de maneira ritmada.

Pinguei uma conta em um dos morangos, e os espalhei no chão, enquanto a rena se aproximava. -Você é tão lindo, não quer ser meu namorado?- perguntei sorrindo para a rena. -Não!- murmurou a rena enterrando o focinho no monte de morangos. Brilhante, rejeitada até por uma rena. Passei a mão por sua “pelagem” bem cuidada acariciando o flanco do animal com cuidado. -Vamos lá, eu sou bonita você é bonito por que não?- murmurei em um tom irritantemente doce. Uma filha de Afrodite teria orgulho de usar aquela tonalidade. Sorri deliberadamente quando o animal abocanhou os morangos com poção, enfim a missão se completaria. Abaixei minha cabeça para ficar de frente com o nariz avermelhado com a rena e observei seus olhos se focando nos meus. -Seu namorado, quero ser. Bonito, bonita, casal legal- murmurou a rena passando seu focinho em meu rosto. Soltei uma gargalhada satisfeita, e me sentei no chão para um descanso merecido.
Poção usada:
♥Poção do Bem me quer/Mal me quer: Uma poção rosa e ao usá-la você conseguirá fazer seu oponente virar-se contra seus aliados e se usar com a pessoa que se ama ela passará a lhe amar eternamente.


Tessa Samantha Clarissa Henz
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Tessa S. Henz
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Re: O EVENTO - O Duende verde está a solta!

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