The Blood of Olympus
Para visualizar o forum é necessário estar cadastrado, por favor registre-se no rpg ou entre em sua conta. É necessário estar cadastrado para ver as informações contidas no forum. Lembre-se de usar nome e sobrenome, não se cadastrar usando nomes geralmente utilizados por Hacker. Exemplo: "Barum" "Hakye" e por ai vai. Bem vindos.

Festa de Halloween

Página 5 de 5 Anterior  1, 2, 3, 4, 5

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Re: Festa de Halloween

Mensagem por Lysander Eion Fitzsgerald em Qua Nov 30, 2016 3:37 pm

Vente Pa' Ca ♛
Ven te cuento, un, dos, tres!

" Não consigo acreditar que você vai mesmo assim para essa festa." O lado bom de ser um homem como Hell era que ele não se importava em deixar todos os sinais de seu corpo a mostra, sendo que a pouca vergonha na cara que lhe restava já havia ido embora há muito tempo. Por isso, ao escutar o comentário da meia-irmã que o encarava com um misto de espanto e zombaria, tudo que fez foi alargar o sorriso jovial enquanto tirava os cabelos rebeldes dos olhos e adicionava à cabeça o ultimo detalhe de sua fantasia: um chapéu marrom gasto com uma tira encrustada de dentes afiados, muito semelhante ao de um aventureiro dos anos 80. "E eu não consigo acreditar que você ainda fica surpresa com qualquer atitude minha, Sis. Já falei mais de mil vezes que se não for pra tombar, eu nem saio da cama." Apesar do tom comumente brincalhão, ninguém poderia dizer que ele de fato não fazia uso daquele ditado. Despedindo-se rapidamente da irmã, ele finalmente rumou para o seu destino final naquela noite, usando um hobby para cobrir os seus reais trajes. Não queria soubessem o que aprontava tão logo de antemão.

Aquela atmosfera tão vívida do acampamento parecia ainda mais carregada por conta do evento ocorrendo. Uma festa com uma temática simples, mas também bastante propensa a loucuras; Libertação. Quase não conseguiu acreditar quando, alguns dias atrás, Ariel apareceu completamente animada exigindo sua presença na festa. De primeiro ficou com um pé atrás, mas, também sendo um possuidor do tão estereotipado sangue caliente, não conseguiu evitar de ficar vibrante com a possibilidade de uma boa farra. Desse modo, a cada passo que ficava mais perto do som alto e das luzes de neon na floresta, mais ele sentia como se pequenas cargas elétricas se dissipassem por sua derme. Talvez fosse a hiperatividade ou talvez fosse seus instintos avisando que aquela noite ficaria para a memória.

Como todos os outros, também fora impedido de seguir a trilha por não possuir ainda uma das quatro marcas. Esboçando uma careta interrogativa para o rapaz que o parou, não precisou elaborar uma pergunta para que o outro respondesse rapidamente. " Não me pergunta, são as ordens, cara. Vai ter que entrar pra descobrir o que significa. " Ao final da sentença alheia Hell pendeu a cabeça lateralmente, estudando uma das tatuagens que deveria escolher e pensando o que Ariel e Violett pretendiam com aquilo. Que se foda. Num gesto ligeiro e sem pensar deixou que o indicador pousasse aleatoriamente numa das imagens. "Passarinhos...me parecem uma boa." Comentou mais para si mesmo, dando espaço para que o outro rapaz colocasse a marca Proud no dorso de sua destra, somando esta a todas as outras que tinha espalhadas pelo corpo.

Com mais alguns poucos passos o caminho mal iluminado se abriu, revelando um clareia onde as luzes e os sons pareciam despertar os instintos mais profundos de cada corpo ali presente, ou como o próprio Hell preferiu pensar: revelando o antro da perdição. Sem ter mais porque se esconder, a prole de Athena finalmente arrancou o hobby, revelando a única peça que iria usar naquela noite. Era uma sunga branca que contrastava com a pele bronzeada do rapaz, porém o que realmente chamava a atenção era a cabeça de um elefante de pelúcia que se encontrava em fronte, junto com a tromba fina que descia até o meio das coxas do rapaz. A cena poderia até ser sexy....se não fosse tão cômica. Mas pouco se importava com aquilo, estava se sentindo livre. "Ok, vamos fazer esse lugar queimar mais que o inferno." Curvou a linha do lábios, exibindo um sorriso quase digno do apelido que lhe era atribuindo, sem mais delongas se juntando ao calor humano dos outros descendentes dos deuses.
Mis pasitos son descalzos
sin estrés


Fixation or psychosis? Devoted to neurosis now endless romantic stories. You never could control me.
avatar
Lysander Eion Fitzsgerald
Filhos de Athena
Filhos de Athena

Mensagens : 99
Data de inscrição : 29/09/2016
Localização : Não é obvio?

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Festa de Halloween

Mensagem por Ahri Kiev Razvan em Qui Dez 01, 2016 1:17 am

The stairs creak as you sleep, it's keeping me awake
Soon it will be over and buried with our past



Observava o teto do chalé de Érís, evitando encarar Mihay. O som de seus passos inquietos pelo o cômodo enquanto a garota continuava questionando sobre o motivo de irmos a tal festa de Halloween. Ela queria uma explicação plausível para o meu inusitado interesse por uma festa, e eu gostaria de dar-lhe se realmente possuísse uma. Suspirei longamente, esbaforida com todo aquele interrogatório. Normalmente esquivo-me de qualquer situação que envolva contato com outro individuo que não seja minhas irmãs gêmeas, mas também não suporto ser questionada por minhas decisões. Não havia nenhum motivo especial para comparecer, exceto que, pode soar estranho, mas certa curiosidade cresceu dentro de mim ao ouvir outros campistas comentarem sobre como era uma festa de verdade.

Por toda a infância e parte da adolescência, minha vida se resumiu a um cubículo que chamava de quarto e ao inferno do ambiente escolar. Yver fez questão de nos — eu e minhas irmãs — isolar de todo o resto do mundo, não que isso fizesse alguma diferença, Mihay e Serena são as únicas peças fundamentais em minha vida, o resto é descartável igual papel. Mas, como qualquer garota de minha idade possuo curiosidades que devem ser saciadas, e no momento é descobrir como as pessoas se comportam em um ambiente festivo. Sou uma pessoa extremamente intensa e imediatista, quando quero simplesmente quero e fico especialmente irritada quando não consigo alcançar meus objetos. Na verdade, estou sempre irritada, é algo já preso a minha natureza. Mihay continuava andando de um lado para o outro, para alguém que recusou tanto a ideia de cara, ela estava bem empenhada na preparação de sua fantasia.

Ergui o corpo da cama de maneira preguiçosa, refletindo se realmente gostaria de sair do conforto do chalé para me misturar com um bando de desconhecidos infestados por germes de brinde. Espreguicei-me devagar e desci os olhos pelas vestes de Mihay, chegava a ser bizarro vê-la em um vestido. — Ridícula mesmo. — Comentei com um sorriso travesso preso aos lábios rosados. Minhas palavras poderiam soar maldosas para um desconhecido, mas levando em consideração nossa ligação, ela sabia que aquela era minha forma de dizer que estava bonita. — Irônico você usar essa fantasia, achei que odiasse qualquer história que termine com um final feliz. — Pronunciei ao levantar do leito. Por um momento, a imagem de três garotas idênticas veio em minha mente. Mihay, Serena e eu, costumávamos nos reunir ao final de cada tarde no quintal de casa, apenas para respirar ar puro e esquecer do monstro que vivia conosco. Yver costumava sair nesse horário para uma de suas noitadas, e assim podíamos ter algumas horas de “liberdade”.

Mihay nunca foi o tipo de garota sonhadora, pelo contrário, durante as aulas no jardim de infância, sempre deixou claro sua repulsa pelos contos de fadas, afinal, falava copiosamente o quanto eram mentirosas. Serena era diferente de nós, como seu próprio nome diz, ela é serena. Leve como uma pluma e possuidora de uma inteligência invejável, certamente faz jus ao título de mais velha. Já eu, bem, não há nada realmente significativo que me faça ser diferente das outras, exceto pelo gênio forte e a capacidade de estar sempre com raiva. Observei as duas partes de mim a minha frente, conseguimos ser iguais e diferentes na mesma proporção. — Vai conosco, Serena? — Perguntei, observando a garota entretida com sua imagem no espelho. Seu silêncio foi o suficiente para saber que não deveria insistir, pelo menos Mihay me acompanharia, afinal, nenhuma de nós consegue ficar sem a presença da outra. Nas raras ocasiões em que nos separaram, foi como se estivéssemos presas dentro de um pote minúsculo. Até respirar se torna uma tarefa difícil quando não estamos juntas, e é exatamente por isso que acredito que Serena se juntará a nós, não de forma imediata, mas até o fim da noite isso aconteceria de um jeito ou de outro. Nunca uma sem a outra, essa é a nossa maldição.

— Um minuto. — Informei a Mihay, em seguida caminhei até o espelho oposto ao de Serena e encarei meu reflexo. Horas antes, quando ainda estava debatendo com a mais nova sobre comparecer ou não a festa, aproveitei para me arrumar, acho que nunca havia me empenhado tanto para ficar no mínimo decente aparentemente. Desci os olhos por meu tronco, avaliando a fantasia com cautela.  Aquele tecido era como pluma em meu corpo, a capa leve roçava em minha pele, mas não me fazia sentir pesada como em um jeans qualquer, estava mais para uma pena. Branco cintilante como perola, com um capuz sobre a cabeça encobrindo meu rosto, algo que me permitia olhar de soslaio para os demais, sem que pudessem interpretar minhas expressões, sequer poderiam vê-las.

As calças coladas estavam parcialmente ocultas, tinham um tom de chocolate semelhante à lama, mas não podiam ser vistas completamente. Botas de montaria cobriam boa parte das minhas pernas, subindo até um pouco acima dos joelhos, agradecia mentalmente por serem confortáveis. Para completar tudo uma capa vermelha, vermelha como o sangue que brotava sobre a pele quando uma ferida recente ficava aberta, era satisfatório olhar aquela cor sobre minha pele clara, combinava perfeitamente, e ao mesmo tempo me deixava mais viva. E eu ainda tinha um adorno de armas, que me permitia ocultar não apenas minha lâmina favorita, como também objetos de brinquedo dispensáveis, que usaria para não precisar me livrar do restante das roupas. Estava realmente parecendo uma assassina.  Ao fim de minha rápida avaliação, virei-me lentamente e fitei a expressão séria de Mihay. — Vamos. — Falei, ajustando o capuz em minha cabeça e tomando a frente antes de sairmos do chalé, deixando Serena para trás.

A lua estava especialmente linda, grande e brilhante, destacando-se na negritude do céu. Caminhávamos em silêncio, o único som que se fazia presente era o de nossos passos pela floresta. Estava tudo calmo demais, uma vez por outra me peguei observando em volta, em busca de algum individuo que também estivesse indo a tal festa. Nada. Não havia ninguém além de nós duas e uma coruja que protegia seus filhotes no alto de uma árvore. As luzes de neon nós guiavam pelo caminho, se não fossem por elas, provavelmente estaria perdida. Devo admitir, sou péssima com direções. Na última vez que inventei de andar sozinha, me deparei com um filhote de cão infernal e um estranho chamado Aspen, cujo qual nunca mais vi pelo acampamento.

A voz de Mihay quebrou o silêncio que pairava sobre nós, ao verificar sua presença do meu lado esbocei um sorriso de canto, nada muito amigável ou simpático. — Estamos juntas. — Disse, virando-me e ficando a sua frente, fazendo com que a mesma encarasse os orbes castanhos iguais aos dela. — Certamente não é seguro para quem se aproximar de nós. — Pisquei em sua direção, o sorriso antes discreto se transformando em um largo e talvez, até um pouco sádico. Eu tinha plena convicção em minhas palavras, o medo torna as pessoas fracas. Minha fraqueza e minha força se relacionam de forma antagônica e confusa, pois ambas se resumem as minhas irmãs. Estar com elas me proporciona uma força inigualável, juntas somos invencíveis e separadas não somos nada além de um corpo no mundo. Às vezes gostaria de me livrar de ambas, odeio a sensação de estar presa a alguém ou alguma coisas seja ela qual for, mas sei que sou incapaz de viver sem elas. Ceifar suas vidas seria o mesmo que ceifar a minha.

A clareira, diferentemente de todo o nosso percurso, estava animada e as batidas intensas da música podiam ser ouvidas desde o instante que adentramos a mesma. Um grupo de campistas passou por nós, esbarrando seus corpos imundos no nosso. Francamente, uma área imensa para eles passarem, tinham que escolher justamente passar perto de nós? Uma grande palhaçada. Esquivei-me o máximo que pude para o lado, detestava qualquer tipo de contato humano. — Estou começando a repensar se foi uma boa ideia vir... — Sussurrei perto de minha irmã, mas logo me arrependi, ela não precisou falar para que eu soubesse exatamente o que queria dizer, e era mais ou menos isso: “Você não fez eu vestir essa roupa para querer ir embora, vai ficar ou juro que enfio minhas lâminas nos seus olhos incrivelmente castanhos (talvez ela não desse ênfase nessa parte, mas gosto de destacar esse ponto alto da minha aparência)”.

Logo na entrada, um garoto aproximou-se de nós trazendo consigo uma espécie de carimbo. O encarei com cautela, avaliando quais eram suas reais pretensões. A principio, ele caminhou até Mihay e perguntou algo que a música não permitiu que eu entendesse, apenas verifiquei o símbolo que o mesmo tatuou em sua pele alva. Arqueei uma sobrancelha quando o mesmo se direcionou para perto de mim. — O que é isso? — Questionei-o, apontando para o objeto em suas mãos. — Não vou deixar que coloque isso em mim, é ridículo e sujo. — Bati com a mão na dele a fim de afastá-lo, recusava-me a colocar algo tão esquisito em meu corpo, e pior, imagine em quantas pessoas ele já havia usado aquilo? Recuso-me a ter em minha mão os germes e tudo de ruim daquelas pessoas desconhecidas, provavelmente sequer lavavam as mãos ou realizavam a higienização básica de qualquer ser humano.

Mihay fitou-me com a expressão emburrada, como se de alguma forma indicasse para que eu parasse de discutir com o garoto e aceitasse de uma vez que o mesmo tatuasse o símbolo em meu corpo. — Só entra na festa com ele. — Informou o estranho. — Que tipo de festa é essa? Sempre obrigam seus convidados a encostarem no seu corpo um verdadeiro deposito de germes? Eu me recuso a aceitar isso! — Cruzei os braços a frente do corpo, impaciente com todo aquele falatório. Não havia percebido o quanto estava chamando a atenção das outras pessoas até o momento em que a mais nova se aproximou e me cutucou, informando ao outro que eu iria aceitar e que gostava de borboletas. Pera ai, desde quando ela tomava decisões por mim? Inclinei a cabeça para o lado, incrédula com tamanha falta de respeito e bom senso.

Aproveitando-se de minha distração, o filho de Apolo carimbou minha mão esquerda e liberou a passagem para nós. Eu estava preparada para xinga-lo de todos os palavrões possíveis, mas antes que tomasse qualquer iniciativa, Mihay puxou-me para dentro ignorando meu pedido para que me deixasse voltar lá e quebrar a cara dele. — Olhe isso, é horrível! Pareço uma estrela ambulante. — Falei no instante em que paramos de caminhar, indicando a região da pele que estava tatuada. Pela segunda vez durante o dia, minha irmã me ignorou. Também não a culpo, ela estava mais preocupada em se desviar daqueles seres estranhos que dançavam em descontrole. Então isso era uma festa? Pessoas se abraçando, bebendo, rindo e dançando feito bestas? O silêncio do chalé de Eris parecia bem mais convidativo agora.

— Toda essa agitação me deixou com fome. — Pronunciei, passando a mão sobre a barriga que fazia alguns barulhos estranhos. Estava faminta. Olhei em volta, buscando a única coisa realmente importante: a mesa com comidas. Quando finalmente encontrei-a entre a multidão, puxei Mihay pela mão e corri até a mesma, mas sempre tomando as devidas precauções para não ter nenhum tipo de contato físico com ninguém além de minha irmã. Haviam doces espalhados por todos os lugares, fora os salgadinhos e os sanduíches que faziam meus olhos, literalmente, brilharem de empolgação. Não me contive, apanhei um dos brigadeiros e levei-o aos lábios esperando que Mihay me acompanhasse também. Talvez a festa não fosse tão ruim quanto pensei, bom, pelo menos havia comida suficiente para me deixar de bom humor até o fim da noite.








Ahri Kiev Razvan

avatar
Ahri Kiev Razvan
Necromantes de erebus
Necromantes de erebus

Mensagens : 189
Data de inscrição : 19/06/2016

Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 5 de 5 Anterior  1, 2, 3, 4, 5

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum