The Blood of Olympus
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Festa de Halloween

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Re: Festa de Halloween

Mensagem por Alivia Mitchell em Sab Nov 19, 2016 4:44 am


doçura ou travessura?
 O vento soprava forte, alguns campistas dentro do chalé de Hermes comentavam sobre uma festa de Halloween que estava acontecendo na floresta.
-Vamos, Liv? - Um indefinido me convidou e eu franzi o cenho analisando a face do garoto, e o sorriso que o mesmo direcionava à mim.
-Vou ver. Eu nem tenho fantasia. - O moreno fez uma piada sobre nuvem e coisas do tipo, piada essa que eu não entendi muito. Eu estava realmente muito lerda.
 A cada minuto o chalé esvaziava mais, com os campistas fantasiados indo para a tal festa. Ér... Nada melhor do que ir em uma festa de Halloween, não é verdade? Não! Na real eu nem estava com vontade, mas o que poderia salvar aquela noite se não uma bebida grátis? Isso seria mágico.
 Minha vestimenta não tinha nada a ver com o tema da festa. Estava com um short de cós alto jeans escuro, blusa branca apertada, com a borda para dentro do short, jaqueta jeans da mesma cor que o short e uma sapatilha preta.
 Fui para a floresta acompanhada por alguns campistas que falavam sobre várias coisas como se pegar, enquanto eu bufava e revirava os olhos pensando apenas na bebida.
 Segui alguns rastros neon que indicavam o local da festa. Logo na entrada as pessoas se marcavam com diversos desenhos.
-Qual emblema você quer? - O menino que estava desenhando com a tinta neon perguntou enquanto me mostrava os que tinham.
-Se você aceitar levar um soco no nariz, deixo você me pintar. Caso contrário... Dê-me licença. - Falei dando um sorriso fraco para o rapaz e adentrei o local que já estava cheio. Tudo o que eu procurava agora era o local onde tinham as bebidas.
 Passava esbarrando por alguns semideuses até, enfim, encontrar as minhas companheiras da noite. Meus lábios desenharam um sorriso largo enquanto meus dedos envolviam o corpo de uma garrafa de Whisky. Sabia que não aguentaria beber aquilo tudo. Eu não sou pinguça assim.
 Mais uma vez passei por entre uns campistas que me empurravam. Eu sabia que eram sem querer, mas minha vontade era de quebrar aquela garrafa na cabeça de um.
 Sentei no gramado da floresta, com as costas encostadas ao tronco de um árvore. Meu olhar passeava pelo local, observava cada campista, cada detalhe da festa. O som estava alto. Algumas partes do corpo dos campistas brilhavam por conta da tatuagem neon que fizeram.
 Após abrir a garrafa, levei a boca da mesma de encontro à minha. O líquido passava queimando pela minha garganta, o sabor era ótimo. Aquilo era divino, algo dos Deus. Tipo eu, dos Deuses.
 Minhas pernas estavam esticadas no chão, coloquei a garrafa por entre as pernas e encostei a cabeça no tronco da árvore, fitando as folhas presas nos galhos do top de cada árvore.

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Re: Festa de Halloween

Mensagem por Bella-Aubrée Winnemann em Seg Nov 21, 2016 12:51 am



i slay
you slay?
slay trick or you get eliminated

Eu não poderia negar que estar na presença de Samanta era divertido.

A conversa se desenrolava de maneira suave, e vez ou outra eu analisava-a de cima a baixo, interessando-me em como ela era muito maior que eu – e sequer usava saltos – ou em como seu cabelo parecia chamas verdadeiras queimando pelos efeitos luminosos que o atingia. A bela menina, prole de Ares, era também educada. Não muito tempo após encontramos um lugar para ficarmos e ela me ofereceu algo que eu estava desesperada para conseguir: bebida. Um brinde não tardou a ser feito e aquilo arrancou um sorriso largo e sincero dos meus lábios. Que essa festa seja memorável. Gritei, em um complemento.

E foi após aquilo, pós-brinde, que as coisas mudaram.

Toda a floresta pareceu ganhar vida, quando uma nova música remixada se iniciou, embalando a todos presentes com as batidas potentes. Samanta de repente parecia próxima demais de mim, suas palavras soaram como um sussurro e eu precisei me concentrar para compreende-las em meio a tanto barulho. Ela havia dito algo sobre transparência? Desejei saber. Contudo, nenhuma confirmação veio, nem da minha mente que trabalhava para parafrasear as palavras da menina, nem da própria menina que ainda estava perto demais; o suficiente para que algo em sua face roçasse contra minha bochecha. Pela primeira vez, foi como se houvesse um cordão interno invisível ligando minha bochecha ao meu estômago. O toque súbito fez com que meu estômago se agitasse, de modo positivo, como um frio na barriga agradável.

Era bom sentir aquilo.

Everybody's watching her, but she's looking at you! Exclamei subitamente, fazendo da letra da canção atual minhas palavras. Em um único gole, ingeri metade do liquido da pequena garrafa em minha mão. O calor da bebida pareceu impregnar em minhas veias, correndo vorazmente por todo o meu corpo, me envolvendo de modo que se tornou insuportável permanecer parada. Um giro foi o início da minha perdição corporal. A garrada com o restante da bebida escapou por entre meus dedos, quicando seguramente no gramado raso. Minhas mãos livres agarras ao tecido da longa capa rendada e em um novo giro eu a fiz voar no ar. Baby, this is what you came for. Tornei a cantarolar em bom e alto tom, parando ante Samanta, com os braços esticado para o ar e o quadril tão solto em um rebolado ritmado que mais parecia guiado pelo sopro da brisa que me tocava.

O findar da música – e um leve esbarrão – surtiram um efeito contrário em minha excitação súbita e espontânea, fazendo-me despertar. Meu olhar correu pelo ambiente ao meu redor, aglomerado por semideuses dançando, bebendo e aparentando divertir-se com o que acontecia ali. A festa parecia seguir de maneira satisfatória. Era sinal de que precisávamos continuar com o planejado – e para isso eu precisava encontrar Ariel.  Samanta! Eu preciso encontrar uma pessoa. Mas eu tenho certeza que acharei você novamente, porque... eu irei querer isso de volta. Impulsivamente, estiquei meus braços no ar, guiando minhas mãos até o alto de minha cabeça onde se encontrava a coroa adornada em joias negras. Ao retirá-la dos fios dourados, movi-a com cuidado até a cabeça ruiva a minha frente, sem aguardar por sua permissão. Não perca. Sussurrei, deixando também um beijo na lateral da face feminina, antecedendo meus passos apressados por entre a multidão.

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Re: Festa de Halloween

Mensagem por Samanta Sink em Qua Nov 23, 2016 7:53 pm

Obrigada por este pedaço, Violett <3
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Sentira de perto o perfume delicioso da filha de Afrodite e, enquanto passei meu nariz pela sua bochecha, não consegui conter o pequeno sorriso que se desenhou em meu rosto. Graças aos deuses que consegui resistir à vontade de segurar seus lábios carnudos com os meus, ou que Violett se afastou em um acesso de alegria.

— Everybody's watching her, but she's looking at you! — Franzi o cenho e mantive o sorriso, expressando um pouco de confusão, até notar que ela cantava a música.

Observei Diehl virar a garrafa, sorvendo a bebida de uma única vez. Não deixei de notar o seu pescoço esticado e precisei conter muito os instintos de abraçá-la e morder a pele sensível. Em um momento que pareceu uma eternidade, a garota não se moveu, apenas bebeu. Seus cabelos longos e loiros escorrendo pelas costas como uma cascada de ouro, até o momento em que seus lábios se viram livres, novamente, e Violett soltou a garrafa, fazendo-a cair. Não tive problemas em esticar a mão e pegá-la. Não queria que alguém escorregasse e caísse.

Com um grito de animação, a filha de Afrodite segurou sua capa e girou algumas vezes, parando em minha frente com um sorriso animado.

— Baby, this is what you came for. — Acabei por também sorrir para ela, achando sua explosão um tanto quanto fofa.

— Você tá legal? — Perguntei, ainda rindo divertida, mas algo não estava certo com a semideusa. Sua feição endureceu de súbito, enquanto seus olhos perscrutavam a todos.

— Samanta! Eu preciso encontrar uma pessoa. Mas eu tenho certeza que acharei você novamente, porque... eu irei querer isso de volta. — Me senti trocada pela filha de Afrodite, por mais que ela tenha tirado a coroa da sua cabeça e posto na minha. — Não perca. — Antes de se virar e ir embora, ganhei um beijo na bochecha e, quando ela se afastou, revirei os olhos.

— Isso foi uma forma menos dolorida de me dar um toco. — Suspirei e terminei de beber o conteúdo da sua garrafa, já me sentindo um tanto quanto tonta. Com um movimento rápido, virei para um dos lados que não havia muitas pessoas, e joguei a garrafa em um local que ela não se quebraria, mas não ficaria no caminho de ninguém.

Voltei a balançar no ritmo da música, me sentindo meio idiota por conta do sumiço de Violett, o que me fez dançar com um beicinho proeminente nos lábios. As ondas sonoras faziam minha caixa torácica vibrar e, ao fechar os olhos de novo, comecei a sentir o álcool fazer minha mente girar de uma forma boa.

Senti alguém esbarrar em mim e, sem prestar atenção, soltei os braços em seus ombros, notando que era quase do meu tamanho, um pouco maior do que eu, talvez. Uma jaqueta de couro fazia a pele dos meus antebraços grudarem e, apenas isso, me fazia sentir mais calor, calor este que me fez aproximar e tocar nossos narizes enquanto os dedos seguraram os curtos cabelos da nuca do semideus.

— Não fala nada. — Disse, apenas, e travei o seu movimento para que eu pudesse aproximar nossos rostos, mas quando tentei aprofundar o beijo, acabei lambendo os seus lábios. Havia sido barrada na entrada. Me afastei alguns centímetros, voltando a abrir os olhos de leve. — Você é gay? — Perguntei antes de conseguir focar, mas quando o fiz, sorri animada. — Ah! Oi Blake!


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Re: Festa de Halloween

Mensagem por Blake "Sirius" Falkenrath em Qua Nov 23, 2016 8:49 pm

Special Touch
Ainda perambulava perdido no meio de todos aqueles semideuses loucos sem saber muito bem o que fazer naquilo que chamavam de festa. Para mim aquilo era um bando de alienados bêbados e se mexendo ao som de umas batidas insanas, não entendia eles. Não entendia o porquê do Derek mandar eu vir, o que poderia ter aqui para um cara como eu? Mal sei socializar longe das festas, nelas então...

Até então acreditava que não havia nada, nem ninguém naquela festa que pudesse gerar meu interesse. Cara... Como eu estava errado e graças aos deuses eu ter errado, na verdade.

Entre tropeços e esbarrões avancei pela festa e num desses encontrões, acabei por esbarrar com uma garota ruiva. O tempo pareceu desacelerar para que assistisse seus cabelos esvoaçados e seu rosto virarem para mim. Seus braços pousaram em meus ombros e pude sentir meu coração palpitar depressa fazendo com que o sangue esquentasse todas as extremidades do meu corpo. Eu já havia beijado antes, duas vezes, mas nenhum assim, de supetão do nada. Seus lábios se aproximaram e sua língua passou reto pelos meus, estava paralisado, não consegui corresponder ou sequer fazer algo a respeito. Havia perdido a maior chance da minha vida até então pela minha timidez social.

— Você é gay? – Sua pergunta fez uma nova onda de calor se espalhar por meu corpo. — Ah! Oi Blake! – Não sabia de onde ela me conhecia ou se conhecia ela, apenas queria provar dos seus lábios. Acredito que aquela pequena interação havia mexido com alguma parte de Ares dentro de mim, meus pensamentos foram se esvaindo rapidamente até que sobrasse apenas um desejo. Beijar a ruiva.

Passei a mão por dentro do laço que seus braços faziam envolta de meu pescoço e pousei em seu rosto enquanto a mão esquerda pegou em sua flanela. Puxei seu corpo para mais perto antes de aproximar ainda mais meus lábios dos seus, tocando nossos narizes. A mão passou do pano de sua roupa para sua cintura, colando em definitivo nossos troncos. Antes de tocar nossos lábios, eu tinha um sorriso malicioso neles..
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Re: Festa de Halloween

Mensagem por Samanta Sink em Qua Nov 23, 2016 10:00 pm

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A batida constante da música que embalava as pessoas ao redor já não nos afetava, principalmente por que o filho de Quione, um sobrinho distante para o qual eu e meus irmãos caçamos a primeira Lâmia, num ritual de iniciação digno do Deus da Guerra, estava completamente travado. Seus olhos estavam estáticos nos meus enquanto eu tentava entender o que se passava na cabeça do semideus, até que ele resolveu tomar uma ação.

Sua mão direita passou por dentro do laço que fazia em seu pescoço, com meus braços, e tocou em minha bochecha. Lá embaixo, na flanela, o senti me puxar, me segurar para que eu não fugisse de onde estávamos. Quando ficamos extremamente próximos um do outro, o senti passar o nariz pelo meu e sua mão segurar em minha cintura, colando nossos corpos.

— Você não é gay... — Comentei, também esboçando um sorriso fraco nos lábios, em resposta ao seu.

Aguardei mais alguns segundos, esperando que ele desse o próximo passo, mas revirei os olhos quando nada além daquilo veio. Então segurei os cabelos da nuca do garoto e o puxei, finalmente colando nossos lábios. Provei de sua boca sem pudor ou vergonha, sentindo que não estava sendo rejeitada, desta vez. Que algo vinha recíproco. Ambos desejávamos aquilo.

A batida voltou a me embalar enquanto nos beijávamos, me fazendo balançar a cintura de leve no ritmo bate-estaca daquela música eletrônica insana. Nos afastei levemente antes de morder o seu lábio inferior e puxá-lo para soltar, logo em seguida. Perdi alguns segundos levando a garrafa aos lábios, bebendo o resto da Ice que estava tomando. Aquela coisa tinha gosto de refrigerante de limão.

— Tu tá ligado quem eu sou, né? — Umedeci os lábios, limpando restos da bebida e procurando algum tonel de lixo e, quando achei, encestei a garrafa de vidro de onde estávamos. — Sam... — Voltei a prender o seu lábio com os meus, o sugando de leve para logo depois soltar. — Samanta. Lembra? — Voltei a colar nossos lábios, provando novamente da sua boca de forma intensa e cheia de desejo. Nos separei, alguns segundos depois, finalizando com uma lambida rápida em ambos os seus lábios. — Chalé de Ares.


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Re: Festa de Halloween

Mensagem por Blake "Sirius" Falkenrath em Qua Nov 23, 2016 10:38 pm

Firey Ice
Nossos lábios se colaram e em pouquíssimo tempo tínhamos nossas línguas provando uma da outra sem pudor ou limites. Minha mão esquerda passeava pelas costas da garota enquanto a direita acariciava seu rosto. Acho que esse meu lado meio meigo não me abandona, não é mesmo? Tenho certeza que a maioria desaprovaria esse pequeno gesto.

A semideusa começava a mexer seu corpo no ritmo da música eletrônica que pulsava forte das caixas de som. E para não perder a sincronia da nossa dança fui obrigado a me adaptar ao balançar de seu corpo. Nos separamos por um breve momento para que ela pudesse beber mais do que quer que estivesse bebendo e nesse meio tempo, a puxei alguns passos para trás.

Analisava os traços finos e delicados da jovem, seus lábios rosados e sorriso encantador. A ruiva misteriosa é realmente muito linda, e poder estar provando daquela perfeição era uma dádiva divina que iria aproveitar até o último segundo. Assim que seu braço tombou com a garrafa, voltei a provar de sua boca, agora com gosto de limão adocicado. Tenho que admitir que dava um toque a mais àquele lance.

— Tu tá ligado quem eu sou, né? – Sinto que deveria saber quem era aquela semideusa, como se um alarme piscasse no fundo do cerebelo. Apenas sorri para a garota sem responde-la de fato. — Sam... – Sua boca veio à minha e não a neguei, a correspondi com desejo. Assim não precisava falar. — Samanta. Lembra? – Suguei seu lábio inferior, sorrindo para Samanta. Agora sabia seu nome. Voltei a nossa pequena brincadeira labial e a semideusa correspondeu com intensidade e desejo, mais do que antes. Acabei sem fôlego depois daquele beijo. — Chalé de Ares.

Apertei mais sua cintura contra a minha e a girei, invertendo nossas posições. Entre beijos e alguns olhares, fui guiando ela a caminhar para trás até suas costas encontrarem uma árvore. E outra vez voltei a colar nossos lábios em um beijo sedento e molhado. Tinha a mão canhota passando por baixo da blusa dela, alisando as costas quentes da garota.

– Não tenho certeza se te vi. – Rocei os lábios nos dela. – Mas tenho certeza que não irei me esquecer. Quem é esse? O que está acontecendo comigo? Eu não era assim. – Não depois disso. – Afastei uma mecha de cabelo da frente de seu rosto antes de lhe entregar outro beijo demorado.

Os dedos da canhota agarraram uma de suas coxas e a ergueram de leve, a apalpando com vontade. Não demorou para que aquele calou dominasse meu corpo e eu descer o beijo, passando o nariz pela bochecha de Samanta antes de tocar os lábios eu seu pescoço. Além do seu perfume inebriante, pude sentir as pequenas bolinhos de arrepio se espalharem pela área antes mesmo de eu mordiscar a pele alva da filha de Ares.
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Re: Festa de Halloween

Mensagem por Samanta Sink em Qua Nov 23, 2016 11:55 pm

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O filho de Quione segurou com força em minha cintura e nos girou, começando a nos deslocar para trás. Apenas confiei no semideus e continuei a entregar a ele alguns curtos selinhos enquanto ganhávamos terreno para trás, até que minhas costas prensaram em uma árvore, momento este que me fez sorrir. O sorriso foi interrompido para que nossas línguas voltassem àquela dança hipnótica e cheia de desejo. Também notei sua mão passeando pela pele de minhas costas.

— Não tenho certeza de que te vi. — A sua respiração se misturava com a minha enquanto seus lábios tocavam os meus enquanto falava. — Mas tenho certeza que não irei me esquecer. Não depois disso. — Blake tirou uma mecha de cabelo da frente do meu rosto.

Deixei uma risada divertida com o comentário, principalmente por que ele sequer se deu conta de que, biologicamente falando, estava com a própria tia. Eu não o lembraria deste fato, principalmente por que agora minha boca estava um pouco ocupada demais para falar.

Pouco tempo depois seus dedos seguraram com força a minha coxa direita e senti minha perna ser levantada com potência e de forma possessiva. Os seus beijos seguiram uma trilha invisível até meu pescoço, me fazendo ronronar baixinho enquanto centenas de bolinhas de arrepio se espalhavam por minhas costas a partir dali.

— Ah... Blake... — Umedeci os lábios, sentindo a garganta secar por conta da respiração pesada. — Eu não quero perder pedaços, hoje.

Com o canto dos olhos reparei em um sátiro que passava com outro balde daquelas bebidas que partilhara com Violett, mais cedo. Então, com um esticar de braço, roubei mais uma das garrafas e a abri com um movimento de polegar, usando, mais uma vez, de um pouco de força divina, para fazer a tampinha saltar. Ergui a garrafa e virei um pouco onde Blake me beijava, provando de minha pele, agora, com gosto de limão adocicado.

— Bebe, Blake. — Senti algumas gotas se perderem no tecido da alça da regata e outras escorrerem pelo decote. — Não tem graça ficar sóbrio. — Deixei uma risada enquanto soltava o ar pesadamente.


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Re: Festa de Halloween

Mensagem por Blake "Sirius" Falkenrath em Qui Nov 24, 2016 12:31 am

Your sweet taste.

— Ah... Blake... - Sua fala saiu fraca e fina devido aos estímulos que dava à ela. — Eu não quero perder pedaços, hoje. - Deixei uma risada anasalada escapar antes de lhe entregar outro beijo na parte exposta.

Não sei o que aconteceu, mas de repente um líquido gelado escorria pelo pescoço da ruiva, chegando aos meus lábios sedentos. Provei com ainda mais gosto a área, aproveitando cada gota daquela bebida que ao mesmo tempo que era adocicada, descia ardendo pela minha garganta.

— Bebe, Blake.  - O líquido tinha o mesmo gosto que a boca da semideusa me proporcionou anteriormente. — Não tem graça ficar sóbrio. - Seguia a trilha que o rastro de smirnoff fazia, não me importando aonde iria me levar e sem pudor provei o que podia antes de ir longe demais para dentro dos tecidos.

Mal ela sabia que eu havia deixado a sobriedade da minha consciência quando lhe entregara o primeiro de nossos beijos. Voltei a erguer a cabeça e olhei em seus profundos olhos esmeralda, os quais possuíam um toque de selvageria exótica e sexy. Não sabia explicar, mas Samanta tinha algo único e muito atraente, talvez fosse isso que despertara esse meu instinto mais brusco.

Colei nossos lábios, voltando a envolver nossas línguas naquela dança íntima e sensual que apenas nós sentíamos naquele momento. Minhas mãos desceram às suas nádegas, as quais segurei com firmeza, sentindo toda maciez do seu corpo. Não dá para negar o quanto aquela garota havia mexido comigo.

— Quanto mais beber, menos vou lembrar... — Lambi a extensão de sua orelha. — E não queremos isso. —  Provei seu lóbulo com gosto.

O coração continuava a bater depressa e junto a respiração pesada, entregavam meu estado atual. Minha boca tocou a sua novamente, reiniciando os toques sensíveis e únicos que dávamos um ao outro. Aproveitava o gosto doce, não só proveniente da bebida, que a língua e os lábios dela me permitiam sentir.

A mão destra subiu devagar até os cabelos vermelhos da filha de Ares, os afagando devagar antes de agarrá-los com cuidado, os puxando de leve o que acabou por separar nosso beijo em um estalo. Com sua cabeça levemente inclinada, olhei em seus olhos como um predador que cuida sua presa antes de provar a pele pálida que havia exposto naquele momento.
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Re: Festa de Halloween

Mensagem por Mihay Kiev Razvan em Dom Nov 27, 2016 12:30 pm

Tão fria quanto gelo...

Como a sombra que cerca as arvores me movo em meio aos corpos que ardem

A capa avermelhada destacava a pele pálida da semideusa. Seus cabelos bicolores estavam jogados de qualquer maneira por sobre os ombros, e o capuz fora puxado por sobre a cabeça de forma a cobrir parcialmente seu rosto. A fantasia ainda consistia em um vestido rodado, com um corpete escuro e coberto por amarras e laços delicados, não fazia exatamente o estilo da garota. Mihay era magra, o que fazia com que qualquer tipo de roupa a deixasse parecendo um esqueleto com vestimentas. Mas, àquela em particular tinha lhe gerado belas curvas, e seus cabelos também pareciam mais brilhantes, embora seus olhos permanecessem mortos, tão mortos quanto ela era por dentro.

Aquela garota era simplesmente desprovida de emoções, e raramente se deixava afetar por algo ou alguém. Mas, ao mesmo tempo que era completamente sensata, também podia ser abalada por coisas certamente surpreendentes, o que certamente, no momento, não vem ao caso. Ah, esse narrador certamente sabe do que estou falando, afinal, já vira feitos surpreendentes sobre ela, assim como vira sua parte mais obscura surgindo das profundezas escondidas de seu ser. Era como um demônio, escurecia seus olhos e a deixava sem qualquer tipo de emoção. Em momentos como esse, Mihay era incapaz de conter a si mesma, movendo-se como a sombra da morte prestes a ceifar uma alma.

A filha da discórdia virou-se em direção a irmã gêmea, estava completamente vestida com a fantasia de chapeuzinho vermelho, e suas luvas de batalha ainda serviriam como um belo complemento. Era viável levar armas ocultas sobre as vestes no fim das contas, e aquelas eram perfeitas, e mortalmente perigosas. Afinal, ter a capacidade de tirar garras e perfurar inimigos com a mesma facilidade com que se atira um garfo, não é para qualquer um. – Estou pronta – Anunciou a garota. Ahri, sentada sobre a cama a encarou dos pés à cabeça, fazendo a criança revirar os olhos. – Eu sei, complemente ridícula em um vestido certo? – Abriu um sorriso, nem se importava de fato.

Deixe que esse autor explique o que está acontecendo. Naquela noite haveria uma festa, cores berrantes e pessoas bebendo loucamente enquanto dançam enroscadas umas nas outras. Mihay, desprovida de emoções recusara o convite logo de cara, mas algo tinha desperto o interesse de Ahri, e sabendo que a garota não poderia ser deixada sozinha, Mihay tinha concordado em acompanha-la. Certamente sem uma delas, Ahri não funcionaria de forma correta, tendia a ficar mais explosiva e irritadiça, enquanto Mihay por sua vez travava incapacitada de se mover, Selena, ficava perdida. Não entremos mais a fundo nessa história, pois envolve algo além de um passado obscuro, envolve sentimentos que ninguém seria capaz de compreender.

Ahri levantou-se da cama, e Serena? Ainda encarava-se sobre o espelho, como se decidisse se comparecia a um evento como aquele. De qualquer maneira, no fim da noite, talvez a garota mostrasse sua presença aos demais entes daquele acampamento de horrores. – Vamos? – Chamou Mihay, esperando que Ahri tomasse frente e a guiasse em direção a festa. A garota levantou-se completamente vestida, estava linda com a fantasia escolhida, parecia uma guerreira prestes a entrar em batalha. Mihay permitiu-se sentir orgulhosa da escolha da irmã gêmea e encaminhou-se para fora em sua companhia. Ahri seguia na frente, ocultando-se pela floresta e infiltrando-se na escuridão.

Mihay nunca se importou com a noite, ao contrário de muitos sentia-se revigorada ao ser abraçada pelo manto escuro dos deuses das trevas, talvez algo referente a sua mãe. Mihay perdeu-se em seus pensamentos por um momento, imaginando o que de bom estaria ganhando com algo festivo, mas no fim das contas não foi capaz de chegar a qualquer conclusão. A garota moveu-se para mais perto da irmã gêmea, seus passos inquietos quebrando os galhos da floresta. – Isso é mesmo seguro? – Questionou, pois não sentia-se totalmente à vontade perante os demais campistas, não ainda. Maneou a cabeça em resposta a irmã, mesmo ainda insegura, e foi nesse momento que as garotas atingiram a clareira.

Mihay ergueu o pulso, deixando que o garoto colocasse uma espécie de tatuagem brilhante desenhado em seu braço, pássaros voando em sua pele esbranquiçada. Esperou pela irmã, e juntas adentraram a festa. A garota não fazia ideia do que viria a seguir, então pegou-se encarando Ahri de canto de olho. Esperando coordenadas do que deveria fazer naquele campo de loucura, onde corpos se moviam, a música era alta, e gargalhadas escapavam dos lábios de completos desconhecidos.

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Re: Festa de Halloween

Mensagem por Summer Ehlert Nordberg em Ter Nov 29, 2016 8:34 pm



Ainda que por fora o chalé das adotadas de Héstia parecesse vazio, dentro dele uma prole de Hades se encontrava jogada em sua cama, indecisa sobre o que fazer naquela noite. Gostaria de passar aquele tempo no qual poderia ficar sozinha lendo seus livros sem suas companheiras para distraí-la com conversas paralelas, mas o som alto da festa que tinha se iniciado há alguns minutos certamente não deixaria.

E  havia Ariel e Hell. Sua irmã tinha sido uma das organizadoras da farra e parecia muito animada quando, mais cedo, a ruiva foi ter com ela, ajudando-a a terminar de se vestir. E quanto ao Hell, bem, ele tinha insistido muito para que ela comparecesse, de modo que era certeza absoluta de que ele não ficaria muito feliz se ela não desse as caras na floresta; seus próximos dias seriam infernizados pelo filho de Athena, tudo porque tinha feito uma promessa a ele. — Ah, droga. — Gemeu, tirando os fios rubros úmidos do rosto. Sua noite seria, infelizmente, animada demais para seu gosto.

Sem deixar seu leito, arrastou-se até um grande baú que ficava ao pé dele; seu guarda-roupas compactado, poderia dizer. Remexeu um pouco ali, tirou algumas coisas aqui, e voilà! Achou o que procurava. Como não tinha dado a devida importância à festa, não pensou em um detalhe crucial: a fantasia. Mas, com a desculpa certa, o traje em suas mãos poderia se tornar qualquer coisa que ela quisesse. — E tenho certeza que todos irão estar bêbados demais para reparar no que estarei vestindo. — Findou, saindo de sua cama num pulo para poder se arrumar.  

Não perdeu tempo com maquiagem ou penteado, apenas deixou que o vestido caísse sobre seu corpo apresentavelmente e descolou-se para dora do chalé. Enquanto caminhava, a saia começou a esvoaçar para todos os lados, deixando suas pernas praticamente desnudas. Seu tronco não estava muito diferente; decotes exageradamente grandes eram sinônimos de muita pele exposta.

Por um segundo, a semideusa questionou se o que estava fazendo era certo, afinal, quase poderia prever toda a confusão que o fim da noite traria. Mas, lhe acometeu que estava sempre abdicando de tudo em prol de responsabilidades que, talvez, não precisassem ser seguida tão vigorosamente; percebeu estar tão cansada de sempre tentar estar a um passo a frente do futuro, tão cansada de ser cuidadosa que varrer suas indagações, ao menos por algumas horas, pareceu o melhor a se fazer. Ela já estava ali, não custava nada se dar uma folga e se divertir, certo?

O resto do caminho até a floresta foi estranhamente mais animado. O que uma mudança trágica de espírito não fazia com uma pessoa? Summer, que não cogitava sequer levantar de sua cama, estava ansiosa para chegar até o centro do festejo e encontrar com seus amigos; a música, as luzes e os risos apenas amentavam sua inquietação. Quando, enfim, enxergou o que parecia ser a entrada, disparou até ela, o sorriso largo tomando conta dos lábios róseos por natureza. Até que, bam! Um par de braços a proibiu de entrar ao segurá-la pela cintura. Não tinha avistado nenhum conhecido próximo por ali, qual era o problema que as pessoas tinham em respeitar o espaço pessoal dos outros?

Tirou as mãos desconhecidas de seu corpo e virou-se pronta para dar alguns esporros no dito cujo, contudo, se surpreendeu com um pedido de desculpas. O semideus que a tinha impossibilitado de prosseguir explicou que ela deveria fazer uma tatuagem (insira aqui uma arqueada de sobrancelha 100% interrogativa antes de obter uma explicação mais completa) de rena. Era parte da festa, ao que parecia. Não vendo nenhum mal naquilo, esticou o dedo indicador sobre a cartela que lhe foi estendida, pensando em qual deveria escolher. Deslizou por cada imagem, até para sobre uma. — Sin? — Leu o nome da figura que a lembrou um sol. — Vai ser essa mesmo. E já que o nome é tão sugestivo, o lugar em que ele ficará também deve ser. — Não esperou que o semideus perguntasse qual lugar gostaria de aplicá-la, tomou a cartela de sua mão ao mesmo tempo em que erguia a perna destra, sobrepondo a tatuagem no início de sua coxa, lugar onde uma das fendas do vestido deixaria visível. Ao terminar, devolveu a cártula ao seu dono, não se importando com a careta que tinha recebido em troca. — Valeu heim, amigão.

Sem mais impedimentos, Summer se lançou no meio do aglomerado de semideuses já loucos. — Agora, a missão mais difícil da noite, achar o Haroldo. Onde aquela lombriga branquela pode ter se enfiado, hum?

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Summer Ehlert Nordberg
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Re: Festa de Halloween

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