The Blood of Olympus
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A alma de um herói - Missão benção da Vida para Klaus Maltz

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A alma de um herói - Missão benção da Vida para Klaus Maltz

Mensagem por Athena em Dom Ago 28, 2016 12:43 pm


A alma de um Heroi
As sombras cresciam a penumbra da noite, a clareira da floresta estava repleta delas, por todos os lados e por toda parte. Sobre o altar de pedra em seu centro o corpo repousada intacto, mas a alma do herói que um jazia sobre ele já não pertencia aquele corpo, morto, sem vida, sem indícios de que um dia seria capaz de retornar. O antigo ceifador adormecido em um sono profundo jamais retornaria, não se não fosse capaz de mudar a história, afinal um seguidor da morte de certa forma já está morto. As três almas surgiram em algum momento e absorto sobre tudo que acontecia ao redor o jovem não se moveu. Um triangulo de luz se formou a sua volta, e do chão labaredas escuras surgiram, onde três servos ajoelhados – um em cada ponto – começou a profetizar. Ao longe, na floresta, uma outra sombra surgiu, consciente do que estava acontecendo, mas sem fazer nada para impedir. O deus estralou os dedos e faíscas brilhantes dançaram por sobre a campina, a isolando de olhares alheios. No minuto seguinte a alma de Klaus surgiu entre as sombras, podia assistir a cena de sua sepultura, mas não era capaz de fazer nada para impedi-la
Instruções e regras:

-A princípio a cena acima pode parecer confuso, talvez porque não seja real, ou seja. Deuses são criaturas engraçadas capazes de atormentar a mente até deixá-los loucos, são capazes de outras coisas também, tão obscuras quanto.

-Sobre sua missão: È bem simples, ceifadores prenderam seu corpo em um triangulo magico, são servos de Thanatos prontos para sepulta-lo, de forma que, caso o corpo chegue ao limite, você será impossibilitado de retornar com vida. Uma alma precisa de um recipiente para permanecer em terra e ser considerado vivo, você não possui um, portanto, está vulnerável, de forma que se seu corpo for eliminado, você não terá qualquer chance de voltar a terra novamente. A missão é simples, resgate seu corpo dos servos de Thanatos, e volte a juntar a alma em seu corpo, mas tem um porém, basta ler o desafio abaixo.

- Um guardião foi estipulado para impedir que sua tarefa foi concluída com hesito, e como sua cena toda, incluindo o desafio será uma charada eu não direi quem é seu guardião, mas sim o que ele está fazendo com você. Cada vez que você tentar passar pelo triangulo de luz e resgatar seu corpo será transportado para uma dimensão paralela. Essa dimensão é coberta pelas mesmas sombras rodeiam a campina, e para piorar seus piores pesadelos atormentam sua mente.

Saindo dela a cena se repete e você vê de volta a campina, se tentar adentrar o triangulo novamente, tudo se repete, ou seja, pra resgatar seu corpo, primeiro vai ter que descobrir como quebrar a barreira paralela, derrotar seu guardião (que vai ter que descobrir quem é), e não acaba por ai. Logo após tudo isso, ainda vai ter que lutar com os três guardiões em seu centro (os ceifadores de Thanatos), que tentarão impedi-lo.

-O roteiro da missão, do desafio é bem claro, não tente se desviar dele, ele fica a seu critério (a solução), basta tentar resolver os problemas citados de maneira coerente, lembrando que seus poderes não serão completamente uteis nessa situação, mas sua mente sim, se pensar consegue fazer.

-Você tem 15 dias a partir de hoje para responder a essa postagem, caso consiga ganhara a benção de Hades retornando a vida com seu corpo, poderes e níveis intactos.

-Mínimo de 40 linhas e sabemos que esse número é insignificante. Templates com cores berrantes e pequenas estão totalmente vetados, para melhor avaliação.
-Duvidas devem ser enviadas via Mp
-Boa sorte.

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Re: A alma de um herói - Missão benção da Vida para Klaus Maltz

Mensagem por Convidado em Dom Ago 28, 2016 8:28 pm


I'm alive!


Eu ainda me lembrava claramente de toda a cena se desenrolando na frente dos meus olhos, naquele momento. Era como ver um filme passar em câmera lenta na minha mente, um que você não pode evitar de assistir porque as portas do cinema estão trancadas para sempre, e o telão está por toda parte... Não há onde se esconder.
Podia ver com clareza o local ao meu redor. Sentir o cheiro da grama molhada pela chuva torrencial que caía dos céus naquela noite, encharcando toda a floresta. E o mais importante, eu podia senti-lo dentro de mim. As sombras. A loucura. O ódio. Insanidade. Aquele que eu chamava de Klaus, lutando para sair, rasgando cada parte de meu corpo internamente, gritando contra a minha mente. Cada golpe que ele dava me fazia cambalear, e eu precisava me escorar contra as árvores para que não fosse imediatamente ao chão. Eu era forte, precisava continuar andando... Aquela era a única forma de proteger a todos do mal que eu faria se deixasse as sombras vencerem... Só eu sabia do que Klaus era capaz de fazer. As torturas, as mentiras, o banho de sangue interminável que rodeava aquele arauto de morte... Se eu não conhecesse Thanatos, diria que Klaus era a personificação da morte. Talvez Klaus fosse Thanatos, e apesar da honra que seria ter meu senhor controlando meu corpo, eu não queria aquilo, era demais pra mim, não era certo, era extremo.
Como que em resposta aos meus pensamentos, uma dor aguda atingiu meu peito, e eu cai ajoelhado no chão, arfando, apertando a grama molhada abaixo de mim com tanta força que meus dedos brancos ficaram ainda mais sem cor. Um grito alto e agudo saiu de minha garganta, e as lágrimas se misturaram a chuva.
- PORQUE FEZ ISSO COMIGO?
Como esperado, não houve resposta.
Pelo menos não imediatamente.
- Você pediu por isso, Hyun.
Ergui a cabeça assustado, olhando ao redor. A voz parecia vir de algum ponto entre as árvores, mas a chuva prejudicava minha visão antes perfeita. Depois de procurar por um tempo, notei dois brilhos vermelhos por entre os arbustos, logo a minha frente. Eram os olhos dele, eu sabia, e antes aquilo me daria medo, mas no momento eu só queria enfrentar tudo aquilo de forma que acabasse.
- Eu não pedi pra portar você dentro de mim. Você é um monstro. Um assassino.
- Um assassino apenas, querido. E sim, você pediu. Quando olhou para Thanatos e desejou ter todo o poder e a graça que seu senhor tinha, você desejou algo que estava além de sua capacidade. No entanto, nosso mestre é um mestre bom... Ele permitiu que você sentisse 10% do peso que ele carrega... Ouvir as vozes de todas as pessoas que clamam por suas vidas... Ceifar impiedosamente aqueles que não merecem mais caminhar por essa terra...
- VOCÊ NÃO SE IMPORTA COM QUEM MATA!
- E É ASSIM QUE TRABALHAMOS, SEU VERME! – A floresta pareceu ecoar com centenas de vozes e gritos e súplicas que acompanhavam a voz de Klaus. – Você não faz perguntas. Você não se importa com quem caça, nem com quem comanda sua caçada. Você apenas executa a sua missão, E É APENAS ISSO. Nada mais importa.
As lágrimas já formavam uma pocinha abaixo de mim, e eu mal percebia que não eram mais feitas de água... O sangue misturava-se com elas, caindo da minha boca e do meu nariz. Eu finalmente estava morrendo.
- E agora quem deve morrer sou eu? – Perguntei, quase num sussurro.
- Não... Morrer é muito fácil. – Quando olhei pra cima de novo, uma cópia exata de mim estava a minha frente, mas os olhos eram completamente vermelhos, como um demônio antigo. Seu toque era frio como um cubo de gelo. – Você irá ser dominado por mim. Será o veículo de morte mais sofisticado que Thanatos terá. Juntos, eu e você, mataremos cada um que ousar se opor a nosso mestre... Até que finalmente não sobre mais ninguém.
Klaus parou de falar aos poucos, enquanto eu começava a rir inconscientemente. Toda a dor e a angústia que tinham me seguido até o local passavam enquanto eu ria. Não era uma risada de alegria, e sim de raiva. Os dentes trincados provavam isso.
- Não.
- Não? Você ainda se recusa a desistir? VOCÊ NÃO PODE ME DERROTAR, HYUNSEUNG! EU SOU A PERSONIFICAÇÃO DO ASSASSINATO, EM CARNE E OSSO...
- Eu sei como posso matar você.
As sombras das árvores ficavam mais densas, e dessa vez eu sabia o motivo. Eram frutos de meu poder. Minha energia era sugada rapidamente, e eu podia sentir os sentidos começarem a me abandonar pelo esforço. Pouco a pouco, as sombras formaram três corpos, idênticos ao meu, todos segurando foices como a minha, e me rodearam.
- Não ouse. – Sussurrou Klaus, subitamente abaixando o tom de voz. – Você passará o resto da eternidade no Tártaro para salvar pessoas mesquinhas? Consegue fazer esse sacrifício?
Ainda sorrindo, olhei nos olhos vermelhos do demônio a minha frente.
- Nenhum ser humano merece a vida que tem... Mas você é chato demais pra continuar aguentando. – Sem desviar o olhar, ergui um dedo na altura do meu pescoço, e as sombras que eu tinha criado ergueram as foices. – Alpha. Mike. Foxtrot. – E então passei o dedo no meu pescoço. As foices desceram contra o meu corpo.
E então tudo era dor. Queimava, mas eu não me permiti gritar. Podia sentir meu corpo se desintegrando, caindo no abraço daquele que tinha jurado lealdade. Klaus gritava a minha frente, provavelmente morrendo junto comigo.
E escuridão.

E mais escuridão.

Escuro demais.

Ok, algo estava definitivamente errado. Esse era o momento de Caronte aparecer com seu barco, não?
Arrisquei abrir os olhos. Eu via o céu noturno, pintado de estrelas. Meu corpo estava curiosamente leve. Olhei para o lado. Eu ainda estava na floresta, no mesmo local que tinha cometido meu sacrifício. Mas meu corpo parecia estar translúcido... Eu estava morto mesmo ou não?
Arrepios percorreram meu corpo enquanto um sussurro estranho invadiu meus ouvidos. Era uma língua que não me era estranha, mas não conseguia entender o que dizia... Vinha de algum ponto a minha esquerda. Meio inconscientemente, meus pés começaram a me levar na direção dos sussurros. Uma luz estranha vinha de uma campina não muito além, e alguma coisa estava deitada sobre uma pedra. Outro arrepio. O que estava acontecendo ali?
Na minha direita, um vulto apareceu, observando tudo em silêncio. Pensei em me aproximar dele para tentar sacar o que estava acontecendo, quando ele levantou a mão e estralou os dedos. Imediatamente, um círculo de chamas foi feito ao redor da campina, cegando-me por completo. Quando abri os olhos novamente, estava mais próximo do triângulo do que antes, e agora eu podia ver o corpo que estava deitado.
Era o meu.
Em desespero, olhei para as três sombras que sussurravam palavras quase inaudíveis. Algo me dizia que aquela barreira luminosa não seria atravessada facilmente, mas geralmente brincadeiras com corpos “mortos” (eu estava morto?) também não eram um bom sinal.
- EI! EU ESTOU VIVO AINDA! O QUE VOCÊS ESTÃO FAZENDO?! – Gritei, acenando com a mão para as sombras.
Mas fui completamente ignorado. Me virei para a outra sombra, que observava tudo sem levantar um dedo.
- Vocês são necromantes? Tem que parar com isso, eu estou bem aqui! EI, SEU IDIOTA, OLHA PRA MIM! – Gritei, exasperado, mas a sombra mal olhou pra mim.
- Tá legal. Chega.
Fui caminhando na direção do meu corpo, mais com base no desespero do que na razão. Atravessei a barreira luminosa.
E de repente eu estava em outro lugar.

Eu conhecia aquela cela.
Era impossível não conhecer. Fora minha última missão antes de descobrir que eu era um semideus. De longe a mais terrível e difícil que eu tinha participado.
Eu estava bem ali no meio, acorrentado de forma que me deixasse ajoelhado, os braços abertos. Meu corpo todo estava ensanguentado e coberto de cortes e hematomas, e meu olho direito estava completamente fechado de tão inchado que estava. Ao redor disso, quatro homens estavam postos com armas de grosso calibre, enquanto um estava de frente pra mim, vestido de social.
- Você acha que sua lealdade irá leva-lo a algum lugar, jovenzinho?
Levantei a cabeça sem responder, apenas olhando pra ele.
- Eu estou começando a perder a paciência com você, sabia? Estamos indo para o terceiro dia e nada de você piar... Você precisa entender... Que você vai morrer aqui, de uma forma ou de outra.
Continuei em silêncio, sem tirar os olhos do rosto dele. Era um homem caucasiano, aparentemente italiano, com barba para fazer. Tinha olhos verdes penetrantes, que pareciam querer ir ao fundo da minha alma para me machucar lá também.
- Vou perguntar de novo, sr. Maltz... Onde é o esconderijo do seu grupinho, e onde está a porcaria do meu colar?
Silêncio. Por dentro, meu coração batia a mil, porque eu sabia o que viria a seguir.
- Muito bem... – Ele sacou a faca, e antes que eu pudesse me preparar, a enfiou contra a minha costela.
Um grito deixou meus lábios, enquanto fechava a mão em punhos para aplacar a dor.
- Me responda.
Silêncio. Ele repetiu o movimento.
Eu podia sentir a dor como se vivesse o momento outra vez. O sangue deixava os ferimentos aos poucos, e eu me sentia cada vez mais fraco... Mas não era possível. Eu tinha escapado dali. Eu sabia o que aconteceria. A qualquer segundo meus companheiros entrariam por aquela porta no fundo, e matariam todos eles, inclusive o homem de terno...
Olhei na direção onde eles estariam.
Não havia porta ali. Nem janelas. Nem qualquer colega para me resgatar. Eu estava preso ali.
- Achou que eu cometeria o mesmo erro de novo, Maltz? – Os homens ao redor começaram a rir. – Você me matou junto com seus parceiros... E agora aqui está você... Morto, pronto para pagar o preço na vida seguinte. Eu vou rasgar você em pedaços para sempre. Pouco a pouco.
E me cortou novamente com a faca. Todo o meu peito.
Eu gritava por ajuda, mas nada acontecia. Meu corpo queimava em resposta de cada corte, a cacofonia pela risada dos homens embaralhava minha cabeça.
- ALGUÉM ME AJUDA!
E tudo ficou escuro.

Abri os olhos novamente. Estava de volta na campina, na frente do guardião. Meu corpo continuava no meio dos necromantes ou dos doidos que recitavam os dizeres. O que tinha acabado de acontecer?
Tentei dar a volta pelo lado contrário, evitando o que tinha acabado de atravessar. Eu nunca mais queria reviver aquele momento de tortura, de forma alguma, nem em meus piores pesadelos. Não era humano o que tinham feito comigo. Assim que atingi o lado contrário, tentei outra vez atravessar a barreira, dessa vez correndo.
Escuridão.

Lápides por todos os lados. Eu estava num cemitério. Dessa vez eu já sabia do que se tratava antes mesmo da cena se fixar na minha mente. Aqueles túmulos tinham me atormentado por meses a fio, assim como as cenas que vieram depois deles.
Cai de joelhos na frente das lápides de Mark e Mary del Fiori, as lágrimas já lavando meu rosto enquanto eu socava o chão com raiva.
- Não. Não é real. Eu não posso estar aqui. Não.
Subitamente, uma mão saiu da terra e agarrou a minha mão, me prendendo no lugar. A surpresa era tanta que eu permaneci parado, boquiaberto, enquanto um buraco era feito no chão. Logo uma cabeça loura se ergueu, e ao lado dela outra cabeça apareceu. Então um tronco, e outro.
Mark e Mary se sentaram na minha frente, com “perninha de índio”. Mary segurava minha mão firmemente, mas não era a mão delicada que eu conhecia. Eu podia ver o esqueleto dela por baixo da pele podre, e aquilo me assustava demais.
- Porque não olha pra gente, Klaus? Olha o que você fez conosco... – Sussurrou uma voz que eu sabia ser de Mark.
- Porque vocês não são reais. Nada disso é real.
A mão que me segurava se apertou ainda mais, parava a minha circulação, penetrava minha carne.
- Isso é real o suficiente para você?
- OLHE PARA MIM!
Ergui a cabeça finalmente, e um grito de terror saiu da minha garganta.
O rosto de Mary, antes bela como um anjo, estava totalmente queimado, e eu podia ver o esqueleto de metade do rosto dela. Larvas tomavam todo o corpo putrefato dela. Já o de Mark tinha cortes em vários pontos, inclusive um buraco que eu tinha certeza derivar de um tiro.
- Gosta do que vê, “chefe”? Estamos bonitos para o senhor?
- Eu não fiz isso com vocês... Eu nunca faria isso...
- Você nos abandonou a própria sorte. Foi viver com seus amigos, filhos de deuses, enquanto seu clã se desmanchava em dívidas e desgraças. Um por um, morremos todos... Sempre acreditando que um dia o descendente... O lendário Klaus Maltz... Voltaria para nos ajudar.
- Mas ele não voltou.
- Não voltou. Nos deixou morrer. Fomos torturados. Horas e horas e dias e meses a fio... Gritando por você...

- Parem.
Os cadáveres riram, e Mark de repente apareceu atrás de mim, deixando os dedos tocarem meu cabelo. Eu tremia dos pés a cabeça, sem conseguir me mexer pelo terror.
- Você afogou essa culpa, Klaus? Esqueceu de seus amigos? Da garota que amou? Do garoto que você teve a ousadia de chamar de irmão? Ou simplesmente eramos peças pra você... Dois peões protegendo o rei e a rainha...
- Não. Eu não sabia... Me perdoem.
- PERDOAR?
Mais risadas, diabólicas, cruéis, que me cortavam mais fundo do que a lâmina do italiano.
- Não... Você merece sofrer... Tudo o que sofremos por você, você merece sofrer em dobro... Até o fim da sua existência miserável...
- Estamos te esperando...
- Sempre estivemos...
- E nós vamos torturar você...
- Até que você se torne um de nós...

Puxei a mão rapidamente, me livrando do aperto de Mary. Ergui a cabeça lentamente, olhando o rosto desfigurado dela.
- Eu amei vocês, como irmãos. Eu nunca deixaria vocês sofrerem se soubesse do que estava acontecendo... Eu fui um fraco, e preferi aperfeiçoar a mim mesmo, sem me importar com minhas origens ou com outras pessoas... Mas eu nunca esqueci vocês, nem por um minuto sequer... Eu chorei por meses quando vocês partiram. E eu os vinguei. Matei cada um dos malditos que tocaram em vocês.
Os cadáveres continuaram me olhando.
- Vocês não são Mark e Mary. Eles sabiam disso, e sabem o quanto eu sofri e sofro com a sua morte. E se um dia eu os encontrar, então resolveremos isso, não como inimigos, mas como irmãos. Vocês são frutos da minha imaginação.
Silêncio.
De repente os cadáveres avançaram contra mim, com gritos de fúria, tão subitamente que não pude me defender. Os dentes desceram contra a minha carne, acabando com a minha pele.
Escuridão.

Novamente estava olhando para o guardião, mas dessa vez fiquei mais um tempo parado, chorando. Eu entendia o que estava acontecendo ali. Eu não atravessaria aquele triângulo, não antes de aceitar meus erros e quem eu era. Eu precisava encará-los. Precisava ter certeza do que eu queria, não voltar por impulso.
E eu sabia quem era aquele guardião. Aquele que observava a tudo e a todos, sem dizer uma palavra.
- Você demorou demais para voltar.
Klaus olhou para mim. A máscara de sombras que cobria seu rosto caiu. Não era aquele Klaus da floresta, possuído por Thanatos... Não totalmente. Era aquele Klaus de antigamente, o que tinha acabado de saber que era um ceifador. Aquele que não era totalmente puro, mas também não tinha uma sede de sangue inabalável. Ele fazia o que tinha que fazer, para seu mestre, e era somente isso que importava.
- Eu sempre estive ao seu lado, criança. Você só se esqueceu de quem realmente era... Se deixou levar pelas inúmeras vidas que levou.
- Acho que a pior parte de trabalhar com a morte é deixar ela tomar conta de você.
- Com certeza.
Ficamos em silêncio por alguns segundos, olhando o triângulo luminoso e os três ali, no meio do ritual.
- Você não pode me deixar voltar, não é?
- Exatamente.
- E sabe que eu vou voltar de qualquer jeito, não sabe?
- Você tem certeza de que quer voltar, Klaus?
A pergunta fez com que eu olhasse nos meus próprios olhos, ali na minha frente. Se tivesse me perguntado isso dois minutos atrás, eu provavelmente teria hesitado. O que tinha de bom na vida? Você é vulnerável enquanto vivo. Sangra. Adoece. Briga. Mata. Treina. Apaixona-se. Envelhece. Afinal, quais são os prós da vida?
Mas graças aos cenários que tinha passado, e graças a Mark e Mary (por mais que eu soubesse que não tinha de fato visto eles... Ou talvez tivesse), eu sabia os prós. Eu tinha amigos. Mesmo que não muitos, por conta do meu trabalho obscuro e temido, mas eu tinha pessoas que se importavam comigo. Eu me lembrava do rosto de Arya, enquanto ela acabava comigo no nosso combate. O desprezo notável no rosto dela. Eu ainda queria tirar aquele sorrisinho da cara dela.
Tinha aquela feiticeira maldita... Qual era o nome dela? Pandora? Talvez. Não, eu ainda tinha que chutar a bunda daquela maldita. Tinha que pagar um jantar pra ela, talvez tentar alguma coisa mais ousada.
Me lembrava de Paul. Onde estava aquele Demônio agora? Tinhamos conversado uma vez sobre Arya, e ele tinha uma visão completamente oposta da que eu tinha. Ela parecia ter sentimentos, apesar de matar pessoas apenas de olhar para ela. Será que ele estava certo? Será que ele estava vivo?
Eu ainda tinha que ver meu pai outra vez. Concertar tudo o que tinha dito pra ele. Deuses, eu xinguei ele de inútil... O mensageiro do Olimpo. Tudo por causa da minha raiva que não conseguia conter... Agora eu entendia o quanto devia ser difícil para um deus, a vida deles não tinha fim, mas também não era exatamente um mar de rosas.
Meu clã. Eu precisava encontra-los. Ajuda-los. Eles estavam em perigo, em algum lugar, afundando em dívidas. O que acontecera com Mark e Mary não se repetiria com mais ninguém, enquanto eu estivesse vivo.
Mas pra estar vivo... Eu precisava responder a pergunta.
- Sim. Eu tenho certeza.
O outro-eu suspirou de forma cansada, e um movimento dele quase imperceptível acendeu uma pequena lanterninha no fundo da minha cabeça, algo instintivo. Movimento pequeno, para as costas. Me joguei para trás no mesmo momento que a ponta da foice passava por cima de mim, onde segundos antes estava o meu pescoço.
- Então vou ter que mata-lo de novo. Minhas ordens são claras... Você não deve voltar.
A foice veio voando contra o meu peito, e precisei girar pro lado rapidamente, fazendo a ponta da arma cravar no chão. Eu estava desarmado, e não achava que conseguiria usar meus poderes antigos ao meu favor. Aquela seria uma batalha muito, muito difícil. A pior de todas.
Mas eu precisava resgatar a mim mesmo.
- Eu e você então, amigo.
Me levantei, ostentando o melhor sorriso como tinha feito inúmeras vezes. Dessa vez eu tinha um motivo para lutar. Não era apenas matar alguém, ou algum monstro. Não se tratava de acabar com uma pessoa por ordens. Hoje eu lutava por mim. Eu precisava de mim.
- Show time.
O outro-eu, que vamos chamar doravante de Doido da Foice, ou simplesmente de K2, correu contra mim, e sua velocidade ainda era de ceifador, algo que não esperava. Enquanto me preparei para desviar, um chute contra as minhas costas fez eu voar para o outro extremo da campina, caindo de barriga no chão. Meu “corpo” gritou em protesto com o baque. Ele tinha simplesmente sumido, aquela era uma batalha simplesmente tosca demais. Eu ia morrer de novo.
- Levante-se, Klaus. Lute.
Como se obedecesse a ordem, fiz força pra erguer o corpo, e me virei novamente pro K2, que já estava bem na minha frente. Antes de me preparar, ele deu um soco extremamente forte contra minha barriga, me fazendo cuspir sangue imediatamente, seguido de um soco no queixo.
Escuridão. Um baque no chão. Os sons estavam distorcidos no meu ouvido. Eu não conseguia respirar.
Aos poucos as estrelas foram entrando em foco, logo bloqueadas pelo vulto que era o K2. O pé dele parou contra o meu peito, comprimindo-o de forma que o ar não passasse. Em desespero, agarrei o pé dele, fazendo força para tirá-lo de cima de mim.
- Essa é toda a sua vontade de viver? Toda a sua garra? Thanatos estava certo... Você não merece a vida.
Uma lágrima silenciosa desceu pelo meu rosto enquanto minha visão ia escurecendo. Eu estava desistindo? Estava morrendo definitivamente? Não, não podia acabar assim, não era certo. Não diziam que finais felizes sempre aconteciam para aqueles que perseveram?
Eu não podia desistir.
Uma estrela brilhou lá encima. Parecia um cometa. Passou do leste para o oeste, quase imperceptível, brilhante.
- Pai. – Sussurrei, estrangulado.
Eu não podia desistir.
A pressão abandonou meu peito, e eu puxei ar para os pulmões, de forma desesperada. Eu estava segurando os pés de K2, com uma força que eu não tinha a alguns segundos atrás... Ou talvez tivesse. O espectro me olhava confuso, mas logo levantou a foice para o golpe final. Com um grito, empurrei com toda a força que tinha o pé do mesmo para longe, jogando-o para trás.
Rapidamente me coloquei de pé e sentei sobre o corpo caído do espectro, sem dar chances para que ele se recuperasse. Desferi um soco contra a boca dele, e outro, e mais outro, direita e esquerda. Não pensava, apenas socava cada centímetro do rosto dele que encontrava. Um tranco me jogou para o lado, me fazendo cair, e de repente K2 estava encima de mim, fazendo o mesmo que eu fazia antes. O punho dele atingia minha boca como se um boxeador me esmurrasse.
Usei o pulso para desviar um dos socos que vinham contra o meu rosto, e a outra mão subiu contra o queixo dele, jogando o espectro para o lado. Fiquei mais alguns segundos no chão, recuperando o ar, e deixei a cabeça cair para o lado contrário.
A foice dele estava no chão, onde ele tinha caído antes.
Sem hesitar, levantei e peguei a foice. Ela se encaixava perfeitamente na minha mão, como antes. Fora feita sob medida para um assassino, como eu.
Caminhei calmamente na direção do espectro, caído e aparentemente atordoado. Coloquei o pé contra o peito dele.
Um arrepio percorreu a minha espinha.
Aquele ali era eu. Era a mesma cena.
Klaus me olhou de forma profunda, ali no chão, depois olhou para a foice.
- Me mate.
Inconscientemente, levantei a foice.
- Cumpra o seu dever.
Cumprir meu dever. Era tudo o que eu fazia. Tudo que eu sabia fazer desde que tinha entrado para o Acampamento Meio-Sangue.
Um grito de fúria abandonou minha garganta. Desci a foice com raiva. Um baque surdo.
Mantive os olhos fechados por mais alguns segundos, respirando fundo. Até que abri os olhos.
Eu estava no chão, no local onde antes estava o espectro. A foice estava completamente enterrada até o cabo na grama, a centímetros do meu pescoço. Usei as costas da mão para limpar um filete de sangue que escorria do meu nariz.
Se era eu que estava lá encima, ou se eu era o que ia ser morto, eu nunca conseguiria me lembrar claramente. Gosto de pensar que era ambos. Eu precisava daquela batalha interna, daquela contenda, para finalmente decidir quem eu era, o assassino ou a vítima. E a resposta era clara... Eu era ambos. Todos somos. Constantemente somos os assassinos e as vítimas, os júris e o réu, o ladrão e o assaltado... Nossa percepção só é distorcida de forma que vemos o que mais nos interessa no momento. Eu precisei quase morrer para notar aquilo, e a verdade era como uma água benta. Lavava minha alma, levava meus pecados embora. Eu estava limpo.
Me levantei com a ajuda da foice e olhei para o meu corpo. A luz parecia ficar mais forte, e a voz dos ceifadores mais urgente.
De começo hesitei em tentar atravessar a barreira de luz que se formava, mas eu tinha uma ideia do que ela significava, e do porque não tinha conseguido atravessá-la a princípio. Quando tinha chegado ali, eu ainda tinha medo da morte. Não queria morrer. Eu tinha medo de tudo que podia me acontecer, do que podia ver depois que eu abandonasse meu corpo físico.
Eu encontraria o italiano maldito no Tártaro? Talvez ele e seus quatro companheiros mafiosos, aqueles que me torturaram por vários dias? E enquanto lá, eu ainda teria poderes para afastá-los e me manter seguro? Ou talvez eles me prenderiam até o fim da minha eternidade, me punindo por suas mortes?
Eu encontraria Mark e Mary? Eles me culpariam por suas mortes? Talvez jogariam na minha cara todas as vezes que pude ajuda-los, mas não fui. Diriam que eu era egoísta, que poderia ter voltado para os Maltz’s antes, que a tragédia deles não teria acontecido. Eles fariam com que eu sentisse a dor deles?
Mas agora eu sabia que não. Talvez aquilo pudesse acontecer sim, mas não era a hora ainda. Eu não tinha medo da morte. Não mais. Quando isso acontecesse, eu encararia a vida seguinte de cabeça erguida, de peito aberto, enfrentaria meus inimigos imaginários um a um, a medida que eles viessem. Até que essa hora chegasse, eu seguiria tentando consertar meus erros, em vida, pois a morte é implacável, e chega a todos, uma hora ou outra.
Enquanto pensava em tudo isso, respirei fundo e arrisquei um passo para dentro do triângulo. A linha luminosa passou pelo meu corpo fantasmagórico. Um arrepio percorreu todo meu corpo espiritual, mas nada aconteceu. Sem escuridão. Eu estava mais próximo do meu corpo.
Obviamente os ceifadores notaram isso, porque imediatamente se calaram, e suas cabeças se viraram na minha direção. Levantaram-se juntos, como um, e igualmente juntos desembainharam suas foices.
- Olha só... Peguem leve, ok? Acabei de voltar.
Silenciosos, eles avançaram na minha direção, em alta velocidade.
Mas algo tinha mudado.
Talvez fosse apenas minha impressão, mas eles não estavam tão rápidos quanto o espectro-Klaus. Sim, eram rápidos como demônios, mas eu podia ver o borrão deles. Era o suficiente, sempre tinha sido. Eu podia não gostar muito da minha vida assassina, mas eu gostava do meu potencial, e eu sabia que se alguém queria me matar, ia sofrer um pouquinho tentando.
Meus movimentos saíram automaticamente. Eu não pensei muito. Joguei o corpo para o lado e posicionei a foice na vertical, no lado do meu corpo. Uma das foices passou ao meu lado, outras duas pararam na minha arma, uma deslizando na lamina, a outra batendo no cabo.
Girei a foice no sentido horário, junto com o corpo, como se dançasse em silêncio com os outros comensais. Defesa, desvio, desvio, defesa. Parava um golpe usando o pulso, batendo o mesmo no cabo da foice. Doía, mas não arrancava pedaço. Chutava o peito do outro. Pulava para trás.
Finalmente dei um salto um pouco mais alto, aumentando a distância, e deixei a ponta da foice tocar a grama brevemente. Um sorriso calmo tomou meu rosto, enquanto eu olhava as três sombras ao longe.
- Minha vez agora.
Avancei contra eles, ao mesmo tempo que eles corriam contra mim. Um rosnado baixo saía da minha garganta. Era a mistura da adrenalina junto com uma risada de excitação, uma pitada de instinto assassino com diversão.
Eu sabia exatamente como acabar com eles.
Assim que me aproximei o suficiente, dei um salto, deixando o corpo na horizontal. As foices passaram por cima e por baixo do meu corpo, já que eles não esperavam um mergulho desse, e caí atrás deles, me apoiando com o joelho.
- Riposté. – Disse, em voz alta, ao mesmo tempo em que abria o braço da foice e girava o corpo num 360, deixando toda a força descarregar no movimento.
A foice encontrou uma breve resistência, mas depois continuou o movimento. O som de algo caindo contra a grama foi ouvido atrás de mim. Na minha frente, a sombra de um dos ceifadores tombava, sem a cabeça. A lâmina da minha foice estava banhada com sangue negro.
Os outros dois ceifadores avançaram contra mim. Defendi o primeiro com o cabo da foice e tentei desviar do outro, mas meus reflexos talvez estivessem prejudicados por conta do corpo espiritual. A lâmina inimiga passou raspando minha barriga, abrindo um corte não muito fundo, mas ardido.
Chutei o peito do agressor com raiva, jogando ele para trás para ganhar algum tempo com meu outro parceiro de dança, que tentava arrancar meu pescoço com um ataque de foice padrão. Outra vez bloqueei o ataque com o cabo da minha arma e, usando de um movimento não muito leal, dei um chute entre as pernas dele. Talvez ele nem fosse um garoto, mas geralmente chutes doem, o suficiente para distraí-los. Tentei mata-lo, mas ele foi esperto o suficiente para se abaixar.
Ouvi passos, quase imperceptíveis, por trás de mim. Joguei o corpo para o alto.
Um barulho de carne sendo rasgada invadiu meus ouvidos, e por alguns segundos pensei que fora acertado. Mas não, eu não sentia dor.
Caí no chão e olhei para cima. O ceifador tinha atingido o peito do próprio amigo com a foice.
A cena era tão inesperada que me fez rir.
- Por Thanatos, como isso aconteceu? Você não sabe parar um ataque, cara?
O ceifador restante arrancou a foice do corpo do companheiro, que caiu ao chão já sem vida, e virou-se para mim. O peito de sombras dele subia e descia rapidamente. Sintomas de nervosismo.
- Relaxa cara. Deixa acontecer naturalmente. – Sussurrei, girando a foice casualmente. – Só vai doer por alguns segundos.
A sombra gritou e avançou contra mim, atacando rapidamente, sem dar tempo para um contra-ataque. Foquei em apenas me defender da imensa quantidade de ataques que vinham contra mim.
Não conseguia achar uma brecha, e aquilo me preocupava. Meu corpo não parecia aguentar muito mais tempo. Eu precisava fazer alguma coisa.
- TEMPO! PIX!
Talvez não fosse o significado das palavras, mas o grito repentino fez com que a foice inimiga parasse no ar por um milésimo de segundos.
Tempo suficiente.
Minha própria foice subiu contra o queixo dela. A ponta entrou por baixo do osso, e com violência apareceu no topo da cabeça dela, espirrando sangue contra o meu rosto. O ceifador tombou sem vida no chão, e eu caí de joelhos para recuperar o ar.
- Ainda bem... Que ainda conhecem... A lei do Pix.
Olhei para o meu corpo, ao longe. O triângulo de luz fora desfeito, e ele jazia pálido sobre a pedra. Levantei-me com dificuldade e fui andando até ele, passo por passo, até que sentei ao lado dele.
- Cara... Você é um gato, não acha? – Sussurrei, tocando meu próprio rosto com o dedo ensanguentado.
Sem que eu percebesse, uma lágrima correu pelo meu rosto. Eu queria viver. Eu precisava estar vivo ainda, não podia simplesmente desistir agora. Permiti uma olhada ao céu, e outra vez uma estrela cruzou o céu, dessa vez do oeste para o leste, veloz.
- Obrigado, pai. – Sussurrei.
O vento do local bagunçou meus cabelos brevemente enquanto eu me deitava na pedra, ao lado do meu corpo.
- Isso é muito gay... Mas pouco importa, acho.
Antes que eu percebesse o que acontecia, meu “corpo” foi descansando. A dor dos ferimentos novos foi se aplacando, até que sumiram. Soltei um último suspiro, lembrando dos últimos momentos que tinha passado no Acampamento. Uma lasanha muito bem feita. Quíron ralhando com alguns campistas. Adam bebendo. Um romano doido, com olhos vermelho sangue, me olhando como se eu fosse seu almoço. Uma garota gostosa me comendo com o olhar...
Viver. Eu precisava viver.
Escuridão.
Mais escuridão.
Em desespero, puxei ar, como se estivesse morrendo afogado. Luz. Muita luz. Vida.

Don't close the coffin yet!
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Re: A alma de um herói - Missão benção da Vida para Klaus Maltz

Mensagem por Athena em Qua Ago 31, 2016 11:43 am


Missão concluida
Benção da vida: Hades recorreu a bondade e acabou por decidir que o herói foi digno ao tentar salvar a própria alma, por esse motivo e unicamente esse, o semideus recebeu do deus dos mortos a benção da vida, permitindo assim que o mesmo retornasse ao seu corpo sem qualquer tipo de dano aparente, retornando a forma com a qual foi um dia. Caso morra de novo não terá a mesma oportunidade, visto que tal benção só é dada uma unica vez.

Recompensa Recebida -> 600 xp + 1000 dracmas pelo esforço em missão, parabéns e não seja tolo em matar-se novamente.

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Athena
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Re: A alma de um herói - Missão benção da Vida para Klaus Maltz

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