The Blood of Olympus
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Existência em Risco - Teste de líder de chale para Hela

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Existência em Risco - Teste de líder de chale para Hela

Mensagem por Athena em Qua Ago 24, 2016 9:31 pm


Existência em risco
As portas do tártaro ficaram abertas por muito tempo. Não se sabe exatamente o número de monstros e criaturas que fugiram, e nem quão antigas eram elas. Os necromantes encontravam-se inquietos e seu senhor não estava nos melhores dias, tinha designado inúmeros de seus seguidores para missões secretas, nenhum deles voltara.Hela fora chamada naquela manhã, ele seria o próximo. Erebus lhe sussurrou a mente o que vinha acontecendo, lhe contou sobre espectros malignos que deveriam ser capturados, mas era um pouco pior que isso. Fantasmas simples não são capazes de apagar pessoas, tirar lembranças, faze-los se esquecer de quem eram, de onde vinham, ou se um dia sequer existiram. Eram levados desse mundo para uma dimensão totalmente nova, uma na qual ele nem sabia existir, até aquele momento. A missão de Hela era simples, capturar e prender os espectros de lembranças, ao mesmo tempo que tentava sobreviver sem ser apagado da história da terra, da sua história, da sua vida.
Regras:

-Mínimo de 40 linhas e sabemos que esse número é insignificante.

-Os espectros fugitivos são capazes de apagar a existência de qualquer ser na terra. Os necromantes enviados, todos eles, tiveram esse destino, já não pertencem a algo em que possam ser salvos. Sua missão é capturar os espectros e traze-los de volta ao tártaro.

-È permitido que leve um ajudante com você (npc), mas apenas você deve retornar com vida.

-Deve enfrentar ao menos um monstro em sua jornada, de sua escolha, além dos espectros.

-A base já foi lhe dada, o enredo e informações ficaram a seu critério, me surpreenda.

-Você tem 15 dias para responder essa postagem, caso contrário o teste será enviado a lixeira.

-Duvidas devem ser enviadas por MP

-Boa sorte.


Palas Athena...
Sometimes the power must bow to wisdom. You can be strong, may have power, but if you are wise, you are all well. And more than that, yes you can defeat them. Once warned that to save the world destruiri you-your friends, maybe I was wrong.
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Re: Existência em Risco - Teste de líder de chale para Hela

Mensagem por Hela A. Deverich em Ter Dez 27, 2016 10:10 pm


a fever running through my bones
 ♦ listening empty gold with xxx♦ words: 3730 ♦

A asiática estava sentada na janela de seu chalé, era um dia como qualquer outro, porém ela estava com uma sensação estranha. Suas mãos estavam gélidas e os fios em sua nuca estavam arrepiados, era como um perfeito mal presságio.

A filha de Hécate usava um suéter escuro e jeans justas com alguns rasgos de tom tão escuro quanto o suéter, seu cabelo se mantinha preso firmemente em um rabo de cavalo enquanto ela passava a ponta da faca de bronze por debaixo da unha.

Uma coisa que ela notara fora que o número de necromantes no chalé havia diminuído de forma significativa de uns dias para cá, ela só não sabia a causa.

O sol começava a nascer e a menina se levantou para calçar os coturnos, alimentando o corvo e o dragão antes de começar a se armar para dar uma volta e, quem sabe, talvez até treinar um pouco.

Foi quando uma pontada muito forte lhe atingiu a têmpora, fora como um golpe de martelo perfurando seu cérebro. "Tenho uma missão para você.", a voz era familiar e Hela se apoiou na parede. - Sim, senhor. - então, a intensidade da voz diminuiu a um sussurro e a dor cessou. "Alguns espectros com uma habilidade que eu, até então desconhecia, saíram do Tártaro. Preciso que os capture e os mande de volta ao lugar de onde vieram." - É só isso? - a voz soou baixa, parecia algum tipo de piada. "Você deve ter notado a falta de alguns de seus companheiros. Não seja pega, ou assim como eles você será apagada dessa dimensão. Eles não podem ser salvos, se o mesmo acontecer com você, é o seu fim."

De repente a filha da magia sentiu suas entranhas darem um nó. Mas ela não podia recusar, seria sua deixa para provar que realmente era leal ao senhor que servia. - Eu irei detê-los. - confirmou, um tanto vacilante.

Fechou os olhos e mordeu os lábios. Precisaria arrumar a mochila e partir, e assim o fez.

Pegou a mochila preta e colocou dentro a garrafa de néctar e a caixa com ambrósia, fazendo o mesmo com a capa e a caixa com bolinhas de natal. Certificou-se de que o anel estava no dedo, o colar/arco no pescoço e passou as mãos pelo rosto. Prendeu a faca por dentro do coturno puxando a calça de modo a cobrir o cabo da mesma. Prendeu as Shuriken's na calça em um tipo de compartimento e embainhou a espada. O cantil mágico foi o último a ser colocado na mochila pois foi o último do qual ela se lembrou.

Despediu-se dos amados mascotes e, de maneira silenciosa, começou a sair do chalé. Já estava escuro quando ela decidiu partir e a mesma passava silenciosamente pela trilha do chalé, quando uma filha de Apolo, Jessica, que ela conhecia de vista, apareceu. - Você é louca? Se alguém te pega fora do chalé a essa hora, você iria ficar enrascada. - a garota disse em tom calmo, sorrindo amigável. - Apesar de que você já pode estar triplamente encrencada se notarem essa mochila nas suas costas. Você está fugindo?

- Não. Eu preciso fazer um trabalho para meu senhor. - a garota respondeu a contragosto, algo dizia que se ela não o fizesse, a menina não a deixaria ir. - Bem... eu vou com você. - Hel franziu a testa. - Não, você não vai. - disse em tom firme, quase ameaçador. - Se não me deixar ir, eu vou chamar Quíron.

Ela rosnou baixo e respirou fundo. - Você tem cinco minutos. - murmurou baixo, olhando ao redor. - Me encontre no topo da colina. - saiu silenciosamente e caminhou em direção à entrada do Acampamento. Saiu dali com cuidado, já pronta para ser imediatamente atacada, mas para sua surpresa, não foi bem o que aconteceu. Tudo estava incrivelmente calmo e ela deu um suspiro de alívio.

- Vamos? - a filha de Apolo perguntou assim que chegou ao local marcado e Hela assentiu. Tinha pego algumas dracmas, só por garantia e pensou se, talvez, fosse melhor chamar o táxi daquelas três velhas malucas. - Nós podemos ir andando, ou tentar alguma carona. - sugeriu Jessica. Afinal, por que não?

Usando suas habilidades de ser mágico, Hela pensou qual das duas hipóteses seria mais segura. Acabou optando por irem andando, seu instinto dizia que aquilo poderia ser mais útil. Apesar de ser uma caminhada de mais de um dia e meio - isso se não fossem calculadas as paradas para descanso - para Hela ainda parecia um tanto menos perigoso do que aceitar caronas.

Caminharam pela noite toda, sentando-se a beira da estrada quando Jessica começou a resmungar de forma tão insuportável que Hela já estava para arrancar sua cabeça fora. - Você tem duas horas para descansar. - murmurou para a garota. Sabia que aquilo não era tempo o suficiente e havia se esquecido de pegar algo para comerem. - Não podemos mesmo pedir carona? - a menina choramingou. Hela jogou a cabeça para trás e fechou os olhos. - Não. Nós não podemos pedir carona. - resmungou. Quais seriam as probabilidades de passar um carro ali? Aliás, quais seriam as probabilidades de que elas conseguissem uma carona completamente humana? Mas, diferente de Hela, a garota parecia não ser lá muito acostumada em andar mais do que deveria. O estilo de vida que a necromante tinha antes do Acampamento lhe requisitava horas a fio de caminhadas. - Se alguém aparecer nós podemos pegar carona até a cidade de Nova York. Tenho um amigo que pode nos ajudar.

A menina sorriu, radiante, e após um tempo ali um carro passou na direção para a qual elas estavam indo. Hela acenou e o mesmo parou, uma mulher velha, de pele enrugada e nariz ancudo com óculos fundo de garrafa estava no volante quando o carro parou. - Vocês estão perdidas, crianças? - ela perguntou em tom gentil. - Bem, estamos um pouco. O namorado da minha amiga aqui nos largou pra trás porque eles brigaram. - Hela disse isso naturalmente, vendo Jessica fazer uma careta. - Nós moramos em NYC, estamos cansadas de andar, poderia nos dar uma carona? - a filha do sol perguntou em tom doce. - Mas é claro!

Entraram no carro, Hela no banco do passageiro e Jessica no traseiro. Hela se perguntava o que a velhinha via no lugar de sua espada e se ela, de fato, reparara que a filha da magia portava um objeto tão mortal. Aquela situação lhe parecia um tanto suspeita, mas não poderia dizer que Jess pensava o mesmo, visto que esta já estava dormindo no banco traseiro. - Sua amiga parece cansada. - a senhora disse em um tom suspeito. Estavam próximo ao túnel que dava entrada para a cidade. Hela conhecia muito bem aquele lugar. - Nós passamos a noite em claro. - respondeu simplista. - E por que você não dorme também, querida? - o sorriso da mulher, de repente, parecia bastante cruel.

Hela jogou a mochila em Jessica bem a tempo de ver a benevolente mostrando sua verdadeira face. - Porra, você continua feia pra um caralho. - a garota resmungou, um tanto irritada. A companheira se sentou com um sobressalto no banco enquanto Hel já estava em cima da coisa, tentando enfiar a faca de bronze celestial em sua testa. - Você não vai cumprir seu objetivo. Você não vai fazer o que seu senhor pediu. Eu não vou deixar. - bufando, Hela continuava com os braços travados pelos da Fúria. - Você veio sozinha contra duas garotas? Você é burra? - Hela afastou o corpo, batendo-o contra o volante, só então percebendo que o carro ainda se movia. - Merda. - praguejou baixo, as asas da Benevolente batiam de modo que Jessica parecia não saber muito bem como agir. Aquele era o ápice da missão? O momento onde ela se via entre a cruz e a espada, com a vida prestes a ser arrancada de si? Ela pensou que a respostas fosse sim, quando viu uma das asas serem arrancadas fora e a Fúria gritar de dor, aquilo a poderia ter distraído, mas foi o suficiente para ela conseguir uma brecha que foi atrapalhada quando o carro - que ela nem se dera conta de estar fora da estrada, bateu em uma árvore, fazendo um rasgo em sua testa quando ela raspou em uma das garras.

O sangue descia quente e até parecia pingar em seu olho, embaçando sua visão, com alguma dificuldade ela desceu a perna até a alavanca que era usada para regular a distância do banco com volante.

De forma rápida, puxou a mão que estava com a faca, descendo-a até a altura do peito, apoiando o cabo da faca em seu próprio corpo antes e pisar na alavanca e sentir o banco chegar para frente - como costuma acontecer quando se acionava aquele dispositivo - seu corpo foi pressionado entre a fúria e o banco e a faca entrou precisa no corpo do monstro, dando brecha para que Jessica segurasse na testa da criatura e lhe arrancasse a cabeça.

Assim que o ser virou pó, Hel ainda podia sentir a adrenalina em seu sangue, seus batimentos ainda estavam acelerados e ela fuzilava Jessica com o olhar. - Se continuar lenta assim, você vai acabar morrendo. - disse em tom de ameaça. Retirou o suéter, mantendo apenas a regata branca que usava por baixo do mesmo e o colocou na testa, para estancar o sangue.

Ao menos agora o túnel parecia estar apenas há uns dez metros de distância. - Vem, vamos terminar de chegar na cidade e então pegaremos um táxi. - pegou a mochila e se encostou debaixo de uma árvore de sombra densa, deixando o machucado descoberto para que ele absorvesse a ausência de luz e se fechasse.

Amarrou o suéter na cintura e guardou faca, o lado bom do suéter é que agora ele cobria sua espada. Suspirou de forma pesada e voltou a caminhar com a garota que, notando o claro aborrecimento da necromante, não se pronunciou.

Adentraram a cidade e, conforme Hela dissera, pegaram um táxi. Desceram em uma parte escura, um tanto mal acabada e Hela se viu com uma sensação grandiosa de nostalgia. Ela morara ali perto antes de ir para o Acampamento.

- Quantas horas? - perguntou à prole de Apolo, ouvindo em resposta que já passava das cinco. Assentiu, iria então atrás de seu antigo patrão.

Ao adentrar na boate, ela reconheceu as meninas que arrumavam o local. O segurança sequer a barrou, apenas estranhou que a mesma estivesse acompanhada. - O Juan está? - perguntou a Edith, uma das moças de quem fora bem próxima. - Hela! Você ainda está viva! - ela disse com alegria genuína, sorrindo para a moça. - Vaso ruim não quebra, Edith.

- Eu pensei mesmo ter ouvido a sua voz. - a voz surgiu atrás de Hela com um forte sotaque mexicano. - Juan, eu vim aqui apenas por um motivo. Preciso de um favor seu. - ele a olhou e passou o indicador no queixo. - Bem, eu lhe devo mesmo um favor pelo que fez por minha Elisa.

Sorriu para o homem e lhe deu um aperto de mão. - Eu prometo que volto para ver vocês depois. Mas eu estou com um pouco de pressa, no momento. É uma situação de vida ou morte. - disse séria, olhando-o. - Problemas com su padre outra vez? - negou, mordendo o canto do lábio. - Ele morreu, Juan. Estou indo fazer um favor pro cara que me acolheu.

- Do que precisa? - disse em tom compreensivo. Ao contrário de tudo que as pessoas pensavam, nem sempre as pessoas "ruins" eram realmente ruins.

Juan a levou até a garagem e lhe entregou a chave de um carro. - Você tem habilitação? Sabe mesmo dirigir. - revirando os olhos, Hela pegou a chave, sorrindo. - Claro que tenho. - ele deu alguns tapinhas nas costas dela, negando com a cabeça. - Você é completamente louca. Espero que tenha sorte em seu caminho, garota.

Colocou a mochila dentro do carro, vendo Jessica entrar e colocar o cinto. - Eu tenho tido até agora, não é mesmo? Só preciso me manter fora do mapa e tudo vai ficar bem.

A garota deu partida ao se ajeitar no banco e começou a dirigir em direção ao oeste. Precisaria chegar em L.A. o mais rápido possível. - Isso vai levar quase dois dias e nos custar alguns dólares. Pela I-80 é mais prático. São aproximadamente três mil milhas até lá. - negou com a cabeça e enfiou um pouco mais o pé no acelerador.

Com sorte, Hela sentia-se grata por isso, elas quase não pegaram trânsito. O que reduziu uma viagem de quase quarenta e oito horas em trinta. Haviam gastado cerca de cento e vinte dólares com os pedágios e Hela agradeceu mentalmente a Juan pelo dinheiro que ele havia lhe dado.

- Nós podemos parar em algum lugar para comer e tomar um banho? Eu também acho que você precisa dormir. - Jessica disse com calma. Hela tinha olheiras e estava ainda mais pálida do que costumava ser, seu ferimento na testa ainda permanecia razoavelmente visível. - Vou arrumar um lugar para isso.

Dirigiu pelas ruas estreitas até chegar em um hotel de aspecto sujo. Geralmente aqueles lugares eram ótimos para disfarçar o odor que semideuses podiam exalar. Jessica não protestou e elas alugaram um quarto por cinquenta dólares a diária.

Jessica foi a primeira a banhar enquanto Hela pediu uma pizza de uma pizzaria qualquer que ela achara nas páginas amarelas de uma lista telefônica velha e encardida. Enquanto o pedido delas não chegava a necromante tomou um banho demorado, deixando que a água lavasse os resquícios de sangue que ela tinha em seu corpo. Se secou e colocou a roupa de volta, mas notou algo de estranho, o quarto estava silencioso. Silencioso até demais.

Pegou a capa na mochila e se vestiu com a mesma, pegou a espada e a girou na mão esquerda, vendo o anel transformá-la em uma foice. saiu do banheiro com a capa fazendo o que deveria fazer e qual não foi sua surpresa quando encontrou Jessica com a garganta dilacerada e outras duas fúrias ao redor de seu corpo, provando de seu sangue. Silenciosamente ela passou a foice pelo corpo de uma delas, vendo-a se desfazer em pó. Porém, agora ela não tinha mais o elemento surpresa ao seu favor e sabia que, na mesma medida em que sua aura podia assustar monstros mais fracos, ela também poderia entregá-la a monstros mais poderosos.

- Onde você está? Não posso ver ou ouvir. Mas sei que ainda está aqui. - Hel tinha a respiração presa. Os lábios comprimidos. Viu a foice virar novamente uma espada ao seu desejo e então tirou  capa. - Vamos lutar de forma decente. - disse por fim, girando a espada, estava descalça e acabou pisando no vidro quebrado de um abajur, sentindo os pedaços perfurarem sua derme.

Balançou a cabeça em uma negativa e investiu contra o corpo da benevolente que alçou voo. Girando a espada novamente, vendo a se transformar em uma corrente, Hela a rodou. Podia claramente ver as rajadas de vácuo saindo violentamente dali, atingindo uma das asas da Fúria com força o suficiente para fazê-la urrar e cair no chão.

Jogou a corrente da direção do pescoço da criatura, vendo que a mesma se sentiu sufocada diante da nova onda de vácuo que passou pelo local. - Você matou uma garota inocente. Eu vou ter muito prazer em me divertir com você. - tentáculos de sombra irromperam do chão e se apertaram ao redor da criatura. Ela estava completamente presa. A filha de Hécate deu um sorriso largo ao se abaixar na altura da criatura. - Espero que seu senhor entenda o meu lado. Eu só faço o que é necessário. - passou as unhas pela pele de textura estranha e puxou a corrente, um sorriso sádico no rosto. - Se eu não estivesse com tanta pressa... - negou com a cabeça e pegou a faca de bronze, fazendo pequenos cortes superficiais até que finalmente percebeu que já havia perdido tempo demais, matando-a rapidamente.

Sentou na cama ao lado do corpo de Jessica. Passou as mãos pelo rosto. Estava ferrada.

Tirou os cacos do pé e calçou o coturno. Certificou-se de pegar todas as armas e arrumou Jessica na cama, colocando alguns dracmas em sua mão. Colocou moedas em seus olhos e mordeu o inferior. Foi até a precária cozinha do quarto, encontrando uma caixa de fósforos. Não levou mais de cinco segundos para abrir o gás da cozinha.

Esperou que vazasse até estar tomando conta de quase todo o quarto, correu para a escada de incêndio e acendeu um dos palitos, lançando-o no ambiente infectado, fazendo com que seu escudo de energia negra a protegesse do fogo enquanto corria escada abaixo.

Antes mesmo que o tal gerente pudesse chamar a atenção dela ou notar a placa do carro ela estava saindo dali. O fogo destruiria qualquer evidência de que ela pudesse estar ali antes.

Parou em frente ao estúdio que servia de fachada para a entrada do submundo e suspirou de maneira pesada, deveria mesmo fazer aquilo? Deveria. A resposta veio rápido. Não poderia deixar a vida de Jessica ter ido em vão.

Entrou no local e viu o guarda-costas. - Eu desejo entrar no submundo. - disse com calma. - Mas você está viva. - ele replicou em igual tom. - Eu sou filha de Hécate e tenho o direito de andar por essas terras tanto quanto os filhos de seu senhor. - ele continuava a se mostra relutante, de modo que Hela pegou cinquenta dracmas do bolso de sua mochila e entregou a ele. - Isso é mais do que o suficiente.

Sorrindo, ele deu passagem para que ela entrasse na barca. - Para o palácio? - ele perguntou casualmente. - Não. Para o Tártaro. - disse determinada. As mãos apertando a bainha da espada.

Estava com a capa sobre os ombros. Deixara a mochila com ambrósia e o néctar dentro do carro, olhando ao redor. Caronte não discutiu, apenas parou o pequeno condutor quando chegaram o mais perto que podiam do Tártaro.

Hela puxou a capa, se mantendo escondida e tentou aproximar-se dos monstros. - Não acredito que ele nos mandou outra criança. - ouviu-os dizer. Maldita aura. Os dois espectros pareciam procurá-la.

Ela quase podia sentir o suor frio em sua mão. Era agora ou nunca. Eles não tinham olhos ou pés, flutuavam. Eram tão magros e altos que ela se sentiu um pouco intimidada. Sabia que a única forma de matá-los era através de decapitação.

Porém havia um problema, seus "braços" pareciam extremamente afiados, capazes de partir o corpo franzino em dois. E ainda havia o fator "sumir do mapa".

Mordendo o lábio, ela se imaginou chamando duas serpentes enormes que poderiam lhe ser útil, servindo de distração, podia sentir uma parte de sua energia ser canalizada, mas isso pareceu insignificante quando ela viu as duas serpentes surgindo. - Ataquem. - ela ordenou em língua de cobra. Os espectros pareceram surpresos  com as serpentes gigantes, pegando uma das shuriken's ela lançou em direção a testa do mesmo, sem parar para ver se ela havia atingido o local desejado.

Abaixou o capuz e fez cinco de seus clones surgirem. Usou também de sua concentração para invadir a mente deles com uma escuridão capaz de deixar uma maioria de seres loucos, porém não estava certa quanto a eficiência daquele ataque psíquico  em seres que haviam saído do Tártaro. Finalmente ela se moveu em direção a eles, vendo a primeira das serpentes ser derrubada. - Cortem as cabeças. - ela gritou aos quatro - dos cinco clones que fizera - que ainda estavam vivos.

Só então os monstros pareceram notar a verdadeira natureza daquele ataque. Rindo como uma maníaca ela deixou que as asas de pura sombra saísse de suas costas, erguendo-se a uma certa altura para então arrancar a cabeça do primeiro espectro enquanto dois clones e a serpente restante cuidavam do outro, claro que sem muito sucesso.

Viu o primeiro espectro se desfazer em pó e a cabeça rolou para dentro do Tártaro. Olhou para o restante, determinada a sair viva dali. O último clone fora exterminado, agora ela estava sozinha e com pouca força para organizar um novo ataque de tamanha magnitude. Porém, ela não era a única cansada.

Com uma curta risada, transformou a faca em uma espada e se viu duelando no ar com as "mãos" do monstro. Em uma pequena brecha ele atingiu seu abdômen e ela sentiu uma dor excruciante tomar conta de seu corpo. Gritou, era como se, em um único golpe ela estivesse de fato sendo apagada do universo.

Girou as espadas, sentindo que a maioria de seus músculos já clamava para que ela parasse. Queimavam e ameaçavam trabalhar um pouco mais devagar, na medida em que o corte, por sorte superficial, em seu tronco continuava a sangrar. - Você não vai ter a chance de matar outro de nós. - ela disse com determinação.

Aproveitando-se de tudo que tinha ela disparou em direção ao monstro que ficou surpreso pelo avanço da menina, não era exatamente o que alguém que estava se esgotando costumava fazer. Fincou ambas as espadas no pescoço do mesmo e, antes que ele pudesse reagir, puxou uma para cada lado, vendo a cabeça rolar e o corpo explodir em pó ao mesmo tempo em que ela caía ao chão. Cansada demais.

Ficou quieta no canto, sentindo seus poderes de necromante regenerando um pouco da vida que quase lhe fora tirada, com alguma dificuldade, pegou a única shuriken que usara.

Ao sair do submundo, olhou para o céu noturno, as ruas estavam silenciosas. Entrou dentro do carro e pegou a garrafa de néctar dentro da mochila.

Tomou um gole e ficou quieta no banco por um tempo. Esperava, para seu próprio bem, que seu retorno fosse mais tranquilo. Não se sentia capaz de lutar pelas próximas horas, talvez dias. Cada parte de seu corpo parecia protestar sobre qualquer mínimo movimento.

Ela, finalmente, cumprira seu papel. Dando partida no carro, ela disparou em direção ao Acampamento. Jamais, em toda sua existência, ficara tão contente por ter aquele lugar para retornar.

Itens Levados:

-Faca de Bronze celestial

-Colar de Contas do acampamento

*Arco Mágico: Consiste em um arco de material escuro, tende-se a crer que seja ferro estígio. A corda da arma é de tom claro, quase transparente. Em toda a extensão do arco vê-se o nome do filho da Magia entalhado. As flechas são mágicas, surgem ao esticar da corda, as mesma são envoltas por uma aura negra que é capaz de aumentar em 5% o dano causado no oponente. [Transforma-se em um colar para as garotas e em um bracelete para os rapazes.]

§ - Sword of the Vacuum - Uma espada com a lâmina negra, que quando o jovem a utiliza, ela pode lançar uma rajada de vácuo, que ai invés de jogar o alvo para longe, faz com que o local acertado seja contraído/esmagado de certa forma (não esmaga completo, apenas causa grande dor).

§ -Cover of Darkness/Κάλυψη του σκότους - Uma capa que cobre o corpo do necromante de Érebus, impedindo que qualquer um o veja, ou escute onde ele está, é como se o mesmo não estivesse no local. Apenas quem os necromantes querem que os veja, os vê.

♈ Arsenal [Anel brilhante feito em aço polido, com uma pedra preciosa esbranquiçada minúscula em seu centro. Possui o efeito de alterar uma arma, mudando assim sua forma, detalhes, e qualquer outra coisa que o portador desejar, desde que as alterações sejam apenas físicas. Ou seja, utilizando o efeito do anel, é possível transformar uma lança em uma espada ou faca, ou qualquer outro item de ataque. Um escudo circular pode ser transformado em um broquel, ou um escudo de corpo. Os materiais dos itens podem ser alterados, mas seus efeitos sempre serão os mesmos (exemplo: uma espada elétrica ainda causaria dano por eletricidade se transformada em uma lança).]

Caixa grande de ambrósia (18 cubos)

3 litros de néctar dos deuses

Cantil mágico – Um cantil atribuído a deusa Nike (abençoado) que contém um líquido claro inacabável que recupera vida e força durante um combate ou uma luta (restaura 15 hp e 15 mp), podendo ser usado apenas uma vez durante a luta, missão, pvp ou mvp).

Shuriken’s: Três lâminas de mão afiadas feitas de bronze celestial. Se assemelham a uma estrela de quatro pontas e são de fácil lançamento, por serem muito afiadas quando acertam o alvo podem ter uma perfuração mais limpa, o que permite ao corte ser mais profundo.

: Bolinhas de Natal mordentes: Quando lançadas contra o oponente mordem a primeira parte do corpo que encontrarem (a mordida se assemelha a mordida de uma piranha (sim o peixe), o que pode causar perfuração e sangramentos). A caixa de plástico contém 4 bolinhas, e elas sempre retornam para suas caixinhas depois de usadas.

200 dracmas
Contas:

->Conta do seu progenitor: Bordo com uma varinha entalhada. A conta do progenitor será a primeira recebida por aqueles que entram no acampamento, cada progenitor terá a sua, mas a propriedade das contas é única, essa permite a entrada livre no acampamento, bem como a possibilidade e o dom de falar com seus irmãos mentalmente, desde que esses permaneçam dentro da área mágica do acampamento, seu lar.

->Conta de Ouro: A sétima conta do acampamento é referente aos cavaleiros apresentados pelo senhor do medo. As lutas foram de dificuldade extrema, e com toda certeza apresentaram aos semideuses um desafio e tanto. A conta tem a cor de ouro, e um par de asas com um escudo entalhada. O efeito dessa conta é de proteção, pois, o semideus com a conta de ouro consegue ativar um escudo protetor por uma única rodada, o escudo é invisível, e funciona como um campo de força capaz de repelir ataques mentais e físicos por um único turno. (Pode ser usado uma vez por evento ou missão.)

->Conta da Imaginação: A oitava conta do acampamento é referente ao reino da imaginação. Certamente que muitos se recordam de como foi enfrentar os seres mais fofos – e perigosos – de um reino desconhecido, para quem não se recorda, não sabe o quanto foi memorável. A conta apresenta uma coloração de tons roxos com detalhes azulados, e seu entalhe é um livro de contos de fadas, com criaturas pulando soltas. A conta tem um efeito distinto de qualquer outro, pois pode invocar por duas rodadas – apenas uma vez por evento ou missão – um dos amigos da imaginação para ajudá-lo em uma batalha. Esse amigo em questão é Yago, com sua fúria pronta para fazer baderna.
Poderes e Habilidades:

Poderes de Hécate:

Poderes Passivos:

ʤ Nível Um

ʤ - Perícia: [O semideus possui a habilidade de manusear foices, cajados, cetros e lanças com perfeita sincronia.]
ʤ - Pulmões de aço: [Habilidade que permite que o semideus possa respirar em qualquer tipo de situação, até mesmo em locais onde não existe oxigênio.]
ʤ - Cura Noturna: [Bastam os raios da lua ou as sombras para que seus ferimentos comecem a se fechar e criarem uma casca preta, como de uma ferida, feitas de pura energia negra, recuperando até 15HP por turno.]

ʤ Nível Dois

ʤ - Beleza sombria: [És tão belo que causa ciúmes a qualquer filho de Afrodite, sua beleza deixa qualquer homem ou mulher aos seus pés.]
ʤ - Resistência mágica: [O semideus possui uma resistência a magias de nível até três vezes maior que o dele. Também terá menos gasto de energia ao utilizar um encantamento.]

ʤ Nível Quatro

ʤ - Presença poderosa: [O semideus possui uma áurea negra que envolve seu corpo a mesma faz com que qualquer monstro de nível igual ao dele se afaste de sua presença.]
ʤ - Cinco sentidos: [O semideus possui os cinco sentidos três vezes mais aguçado do que os outros humanos, podendo sentir cheiros e ver coisas numa distância de até oito metros, ouvir até mesmo o mais baixo som, ter a sensibilidade de sentir a presença de coisas muito antes de tocar sua pele e sentir o gosto mais profundo de qualquer coisa que comer.]

ʤ Nível Seis

ʤ - Linguagem mestra: [Os filhos de Hécate conseguem decifrar qualquer língua, humana ou não, com uma perfeição quase total.]

ʤ Nível Oito

ʤ - Língua de cobra: [O filho da deusa da magia pode falar com serpentes como se estivesse falando com um ser humano.]
ʤ - Conhecedor de caminhos: [Esta habilidade permite ao semideus conhecer caminhos que possuem uma quantidade de risco menor, mas não fica livre de cair em armadilhas.]

ʤ Nível Doze

ʤ - Passaporte Infernal: [ Você ganha a capacidade de andar ir e vir do submundo, assim como os filhos dos deuses que vivem lá.]

ʤ Nível Dezesseis

ʤ - Divindade Tripla: [Esta habilidade lhe da o poder de ser bem vindo ao mar, nos céus e no inferno. Permite ter total conhecimento aeronáutico, marinho e geológico.]
ʤ - Unção cósmica: [Seus poderes ficam mais elevados em noite de luar e com muitas estrelas, assim, seus feitiços saem com 50% mais de êxito.]
Poderes Ativos:

ʤ - Escudo sombrio: [As sombras são magníficas armas de combate, mas também tão magníficas armas de defesa, em sua frente surgirá um círculo negro que lhe protegerá de qualquer ataque físico ou mágico de nível igual ou até cinco níveis maiores que o seu.] [Gasta 20MP]

ʤ - Botes: [Aquela velha história de que assobiar atrai cobra não é em vão, basta alguns assobios para convocar uma dupla de Najas cuspideira, que possui a habilidade de cuspir seu veneno até três metros de distância. Ambas as cobras possuem 8 metros de comprimento e seus pontos de vidas chegam a 100HP/MP cada.] [Gasta 30 – 40MP]

Poderes dos Necromantes:

Poderes Passivos:

> Nível 1, Perícia com foices/correntes (Inicial ) – O necromante de Érebus tem uma grande perícia, com foices e correntes, mesmo sendo um iniciante, é capaz de fazer movimentos habilidosos. ( Sem apelações )

> Nível 1, Visão – Você é capaz de enxergar tão bem no escuro, quanto enxerga no claro.

> Nível 1, Respiração – Pode respirar normalmente, em qualquer lugar que exista. Não necessita de oxigênio para sobreviver.

> Nível 3, Mediunidade – Você tem a capacidade de se comunicar com qualquer espírito, e enxergá-los.

> Nível 4, Emoções – Os Necromantes de Érebus não podem ser controlados por habilidades que mexem com emoções, pois eles possuem um excelente controle sobre suas emoções, só podem ser tirados do sério se quiserem, são duros e calmos, devido a sua personalidade natural.

> Nível 4, Regeneração – Quando envolvido por sombras, meus necromantes são capazes de regenerar os seus ferimentos. 3 turnos, 10 HP por cada turno(post). ( Uma vez por Missão, MvP, PvP. )

> Nível 7, Estratégia – Sempre tem uma boa estratégia em mente, e estas dificilmente falham. São estratégias dignas de Athena, mas não se comparam a um filho de Athena, do mesmo nível.

> Nível 13, Perícia com foice/correntes [Intermediário] – O Necromante, agora com uma certa experiência no manuseio de foices e correntes, pode fazer movimentos mais habilidosos, e complicados com tais armas.

> Nível 15, Perícia especial – Diferentemente de outros, você tem uma grande habilidade com o extermínio. Conhece os pontos fracos de monstros, semideuses, humanos, monstros... por ter este conhecimento especial, você pode acabar facilmente com seu inimigo, diferente dele, que terá ainda mais dificuldade para destruí-lo.

> Nível 17, Intangível ( Final ) – Agora pode desfazer o corpo todo, em sombras, quando quiser. O desfeito só refaz quando o necromante desejar.

Poderes Ativos:

> Nível 5, Asa Sombria – Um par de asas, feitas de escuridão, aparecem em suas costas. Não servem de escudo, pois a asa não é sólida. Você pode solidificar as asas com seu poder Umbracinese ( Final ).

> Nível 7, Tentáculos – Tentáculos feitos de escuridão irrompem do chão, e se enroscam no inimigo, prendendo-o.

> Nível 13, Duplicação (Intermediário) – Neste nível, você já pode criar no máximo 5 clones. Os clones têm mais resistência, neste nível, do que antes. Eles usam uma catana ( facão ) de escuridão.

> Nível 18, Escuridão devoradora – Você invade a mente do seu inimigo, que tem a impressão de estar sendo devorado por uma onda de escuridão. Não possui danos físicos reais, porém, os danos psicológicos são extremamente fortes. ( Uma vez por missão. )




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Hela A. Deverich
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Re: Existência em Risco - Teste de líder de chale para Hela

Mensagem por Zeus em Qui Dez 29, 2016 3:04 pm

Resultado do teste:
Você foi aprovada em seu teste de liderança para o chale de Necromantes, as recompensas encontram-se abaixo.
+700 xp
+1000 Dracmas
Parabéns


Lorde Zeus
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Zeus
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Re: Existência em Risco - Teste de líder de chale para Hela

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