The Blood of Olympus
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16 é o numero de mortos - Teste de líder para Helena Rodis Katsaros

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16 é o numero de mortos - Teste de líder para Helena Rodis Katsaros

Mensagem por Athena em Sex Ago 05, 2016 11:26 am


16 é o numero de mortos
Os raios cobriam o céu durante a noite e nuvens de tempestade se aproximavam das ruelas sobre o desfiladeiro. Uma queda daquelas devia causar grande estrago. Eram inúmeros os veículos que passavam pela avenida, buzinas eloquentes escapavam dos carros de motoristas irritados. No mais tardar a chuva despencou e o nevoeiro tomou conta de todo território. Parecia uma noite comum de tempestade, até que...

Tudo aconteceu muito rapidamente. O motorista do ônibus infantil buzinou, e o a luz do caminhão que vinha de frente cobriu seus olhos, o cegando. As crianças gritaram enquanto os ouvidos apitavam, e ambos os veículos se chocaram de frente. A pista foi cortada ao meio, e aquilo que selava a estrada e a separava do penhasco foi rompida, o ônibus deslizou rolando pelo desfiladeiro, e as crianças gritaram em agonia. Já estava destinado a acontecer, seriam 16 mortos.

Thanatos observava o pico com uma semideusa ao lado, sua serva leal coberta por uma capa negra. O deus dos mortos pousou a mão sobre seu ombro e lhe fitou o rosto, tinha um ar misterioso preso à face. — Vá — Disse ele. Helena saltou do pico direto para as sombras. Tinha um dever a cumprir.

A tarefa parecia fácil, já estavam os 16 a beira da morte, era só descer a foice entre os corpos e estaria feito, mas eis a questão, o problema era muito maior que isso. A jovem filha de Poseidon percebeu sua real missão no momento que ceifou a segunda criança, seu problema do momento era: Cada vez que ceifava um dos mortos outro retornava como fantasma. Não adiantava expulsa-los de volta, mandava um, outro voltava, era sempre nessa sequencia. A questão a resolver era muito mais complexa do que ela havia percebido.

Instruções:

- A missão que parecia simples na verdade não é tão fácil. Um acidente aconteceu numa estrada ao norte sobre a montanha em Oklahoma. Um caminhão se chocou de frente contra um ônibus de crianças, e dentro dele apenas um adulto estava presente. O ônibus despencou do desfiladeiro levando consigo 16 passageiros, alguns já devem ter morrido durante a queda, mas existem aqueles que deram sorte e continuam respirando em meio a arquejos. A questão é a seguinte: Todos os presentes devem ser enviados ao reino dos mortos até a meia noite.

-Já são 22:00 horas, e os moradores da região estão em alerta. Os pais das crianças estão em desespero, e as almas estão respondendo ao chamado. Helena deveria mandar todas as almas ao reino dos mortos, mas a questão se complicou em algum momento.

-As crianças estão retornando. A cada alma enviada uma antiga retorna. Explicando melhor, das 16 almas apenas o motorista ficou em silencio, crianças são arteiras e essas não são muito melhores. Se você enviou João para o Hades, e logo depois ceifou Maria, então João retorna aparecendo do nada de volta no ônibus, mas não em seu corpo, é só seu fantasma lhe atormentando. E assim se sucede, cada vez que enviar um o outro retorna.

-Sua missão é a seguinte, enviar todas as almas de volta para o Hades, e impedir que retornem. Elas devem permanecer entre os mortos. Resolva o enigma como achar melhor, o roteiro e a solução ficam a seu critério, mas lembre-se sou eu quem decide o resultado.

-Boa sorte.
Regras:

- Mínimo de 25 linhas em Word em fonte Arial tamanho 12. O template não deve ter largura menor que 500 px, e não deve conter cores berrantes que atrapalhem minha leitura, o mesmo vale para falas e pontos destacados no texto.

-Você tem 10 dias a partir da data de hoje, caso passe do prazo a missão será enviada para lixeira e você perdera seu teste.

-As recompensas ainda não foram definidas (salvo exceção em relação a liderança do chalé dos ceifadores). Elas serão de acordo com sua postagem.

- Sua postagem não deve fugir do meu roteiro, no entanto criatividade é essencial.

-Duvidas devem ser me encaminhadas via MP.

-Boa sorte.



Palas Athena...
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Re: 16 é o numero de mortos - Teste de líder para Helena Rodis Katsaros

Mensagem por Helena Rodis Katsaros em Qua Dez 28, 2016 12:07 am

.
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Teste de Líder

A morena estava parada, em pé, sobre o pico de uma pequena  montanha. Observava enquanto um ônibus escolar avançava sobre a rodovia, pensando no quão insignificante a vida é. Em um momento, você é uma alegre criança dentro de um ônibus, voltando talvez de um passeio escolar e ansioso para rever os pais e contar todas as aventuras que viveu naquele dia.

Em outro, está caindo de um desfiladeiro, sentindo o pequeno corpo ser lançado em todas as direções. O medo já impregnado na carne, sentindo o cheiro da Morte. O motorista do caminhão, sonolento já pelo dia exaustivo de condução, e a chuva também não ajudava na estabilização do veículo. Entre uma piscada mais longa que a outra, o motorista só acordou totalmente quando sentiu o choque de seu veículo contra o caminhão. O desespero bateu em seu coração quando, com a pista molhada, o ônibus deslizou pelo asfalto e rompeu a barreira da rodovia com o desfiladeiro, caindo naquele mar escuro.

Helena não se incomodava com as grossas gotas de chuva que batiam em seu rosto, ensopando também suas vestes. Sua foice brilhava com a fina luz da lua que conseguia romper entre as grossas e pesadas nuvens. Seus olhos, esquadrinharam a cena sem sentir dor ou pena alguma. Estava escrito no destino para aquilo acontecer. Dezesseis pequenas almas, naquela noite, conheceriam seu destino no submundo. Também não pensou nos pais ou familiares das crianças que estariam os esperando em casa. A dor e o luto seriam suas companheiras inseparáveis durante anos, ou em alguns casos, durante a vida toda. Quem culpariam? A chuva? O motorista do caminhão? Ou o motorista do ônibus? Talvez todos eles seriam amaldiçoados naquela noite, talvez fosse outro o alvo de toda a dor e culpa.

As pessoas só observam as cores do dia no começo e no fim, mas para mim está muito claro que o dia se funde através de uma multidão de matizes e gradações, a cada momento que passa. Uma só hora pode consistir em milhares de cores diferentes. Amarelos céreos, azuis borrifados de nuvens. Escuridões enevoadas. No meu ramo de atividade faço questão de notá-los.

Os tons arroxeados do céu que se misturavam ao negro da escuridão e morte eram parecidos com os tons das asas da ceifadora, que graciosamente pendiam sobre a chuva. Absorta nas cortes, Helena sentiu a pesada mão de seu pai sobre o ombro. — Vá. — ele apenas disse, com a voz firme e autoritária, seu rosto pesado. E ela sabia o que devia fazer. Andando dois passos e fechando os olhos, deixou o corpo cair de cima do pico, sentindo a gravidade a puxar rápida e eloquentemente em direção ao chão. Primeiro sentiu o ar bater rapidamente em seu corpo, a chuva atingir sua pele como pequenas agulhas por causa da velocidade. Sua missão, pensou ao abrir totalmente as asas e se misturar com a escuridão da noite. Com a foice firme nas mãos, preparava-se para mais uma colheita de almas.

Sempre fora um serviço rápido, e aquele seria ainda mais. Todos praticamente mortos com a queda repentina do ônibus. Helena usou as sombras a seu favor mais uma vez dentre tantas outras, ao misturá-las ao seu próprio corpo para assim atravessar a lataria danificada do veículo. Os gritos desesperados das crianças agonizando em medo e dor encheram os ouvidos da morena, que apenas respirou fundo e, como uma leve dança, ergueu a foice, ceifando a primeira criança. Rápido e simples, seu corpo ficou sem vida no mesmo instante.

A segunda criança estava próxima. Uma garotinha de cabelos ruivos e pele branca, olhou para Helena com admiração. — Veio me salvar? — não houve qualquer voz, mas seus lábios formaram a frase antes que Helena ceifasse também a garota. No momento em que a foice retirou a alma de seu pequeno e machucado corpo, um estrépido diferente ressoou dentro do ônibus, algo que não era comum. A atenção da morena voltou-se para a entrada do veículo, e ela notou sem esboçar reação que o fantasma do primeiro ceifado estava de volta. Atormentando. Atormentado.

"Pessoalmente, gosto do céu cor de chocolate. Chocolate-escuro bastante escuro. As pessoas dizem que ele condiz comigo. Mas procuro gostar de todas as cores que vejo — o espectro inteiro. Um bilhão de sabores, mais ou menos, nenhum deles exatamente igual, e um céu para chupar devagarzinho. Tira a contundência da tensão. Ajuda-me a relaxar. "

Por que as almas estavam voltando do Hades? O que as prendiam ali? Pessoas, objetos... Crianças não possuíam objetivos ou sonhos. Saiu do ônibus mais uma vez vendo a segunda criança retornar também em forma de fantasma. Semicerrando os olhos, Helena sobrevoou a região onde o ônibus caía e, quando finalmente encontrou o chão, apenas o eco da descida permaneceu. Sentia o doce cheiro dos corpos que estavam sem vida, mas algumas crianças ainda lutavam para sobreviver. A quê? Viver nesse mundo caótico sem qualquer perspectiva não parecia muito agradável aos olhos da prole de Thanatos. Mas sua atenção agora estava em... No que as crianças ainda estavam presas? No pico em que o ônibus caiu, algumas pessoas curiosas tentavam enxergar em meio a penumbra. Mas não era entre eles que estava a verdadeira dor e desespero.

Helena conseguia ver a luz forte que tentava alcançar o final do desfiladeiro, provavelmente vinda de um helicóptero. Se estavam noticiando aquilo, era bem provável que os pais das crianças estivessem vendo a situação de seus filhos, e prendendo-os ao mundo dos vivos com seus lamentos e frustrações, sua dor e angústia.

"Por favor, mantenha a calma, apesar das ameaças. Sou só garganta.
Não sou violenta.
Não sou maldosa.
Sou um resultado.
"

O luto dos pais faziam com que as crianças se sentissem na obrigação de voltar, mesmo não conseguindo fazer como queriam. Então a natureza brincalhona e pura delas as fazia retornar assim. Talvez nem lembrassem do que aconteceu ao certo. De qualquer maneira, Helena precisava ser ainda mais rápida em sua tarefa. Ceifar cada uma das almas e levá-las ao seu descanso antes que tudo desse errado.

**Antes que fizesse qualquer coisa, Helena sentiu. Sentiu antes que chegasse, antes que visse ou ouvisse. Uma presença extremamente maligna se aproximava. Seus ouvidos latejavam em alerta e seu coração igualmente palpitava. Rapidamente e antes que qualquer coisa a visse, a ceifadora puxou sua capa para cima do corpo mantendo-se invisível e indetectável. Observando.

Um canto baixo, pesaroso e muito distinto. Os pelos dos braços da morena se eriçaram ao reconhecer. Também sentiu o cheiro característico e por entre as sombras, perto do ônibus. Uma criatura se erguia. Era conhecido como Bal-bal nas histórias, devorava corpos. A semideusa sequer cogitava a possibilidade dele realmente existir, até mesmo no ramo dela. Mas sim, ele existia e tinha sentido o cheiro das crianças de longe.

Não era seu trabalho cuidar dos corpos sem vida e desalmados dos pobres recém defuntos, mas a aparência repugnante da criatura e deixou enjoada. Não poderia deixar que terminassem desse jeito. Estaria começando a se importar? Não era uma boa coisa, afinal. Mantenha o foco, semideusa. .

Agitando levemente os dedos por baixo da capa, viu as sombras reagirem seus comandos e prenderem a criatura. Prenderam os pés, mãos e também a boca. Não queria ser enfeitiçada ou algo parecido. Analisaria o alvo antes de se aproximar, ainda levitando no ar calmamente com suas asas brilhantes. Sempre admirou as cores de suas asas, perdendo-se nelas enquanto pensava nas asas de seu próprio pai. .


Não sabia também se possuía controle sobre aquela coisa, afinal não sabia de onde vinha, ou a quem servia realmente. Poderia muito bem servir a Érebus e seus necromantes ou algum outro deus bizarro e seus seguidores bizarros. Preferiu não testar, já sacando sua espada e preparando suas asas. Seu vôo fora veloz. Suas asas fizeram seu corpo alcançar no mínimo 60 km/h em um rasante limpo.

Os cortes de sua foice foram mais limpos ainda, acertando em veias e artérias importantes no funcionamento de seu corpo. O vermelho vívido esguichava dos lugares onde cortou, em alguns pontos, mais pastosos, em outros, mais correntes. Cinco golpes limpos e certeiros. Não deixou que as sombras o abandonassem, não sabia do que a criatura era capaz.

"O vermelho era uma cor presente em meu cotidiano. Ainda mais quando saía de algo ou alguém. Em muitas culturas dizem que o sangue equivale a alma da pessoa. Eu era uma apanhadora de vários tipos de almas. "

A criatura sumiu em uma nuvem de cinzas, sem rastros, sem sangue, sem danos. Os corpos das crianças continuariam intactos — ou quase — como já estavam antes. O Bal-bal não tinha aquele direito. As almas eram de Thanatos. Os corpos, dos familiares.


Fundindo-se novamente nas sombras, Helena afundou na vasta escuridão indo até o ônibus caído lateralmente sobre o fim do desfiladeiro. Uma fumaça mínima escapava do motor e antes que tudo explodisse e não restasse mais corpo algum, Helena voltou a agir. Sua foice trabalhando com agilidade com cada criança. As vivas foram as primeiras, poupá-las de agonizar até morrer parecia uma última gentileza da parte da prole da Morte, ainda que ela não sentisse tal necessidade. Conforme ia ceifando, também ia vendo e ouvindo os fantasmas retornarem. As crianças fantasmas brincavam pelo ônibus destruído, rindo e pulando entre os bancos, também tentavam atrapalhar Helena a realizar seu trabalho. Dezesseis almas, quinze fantasmas. O motorista ficou onde deveria ficar, descansando no Hades.

— ATENÇÃO! — gritou a plenos pulmões de dentro do ônibus, temendo até que as pessoas acima do desfiladeiro conseguissem ouvi-la. A autoridade formigava em seu corpo, autoridade dada por seu pai e deus. Thanatos era o deus da morte e tinha dado autoridade a seus seguidores e filhos sobre almas e criaturas do submundo. Os fantasmas das crianças pararam instantaneamente com o que faziam, olhando curiosas para Helena.

"Às vezes chego cedo demais.
Apresso-me, e algumas pessoas se agarram por mais tempo à vida do que seria esperado
"

—Crianças, eu me chamo Helena. Fiquem calmas e deixem que eu explique tudo. Aconteceu um acidente terrível e vocês caíram com o ônibus. Não sei se lembram. Há pessoas no outro plano chorando por vocês, pessoas que amam vocês mais que tudo no mundo. Eu sei que vocês devem ter voltado por eles, devem ter ouvido seus lamentos. — tentou ser o mais branda possível.

— Eu sei que vocês os amam também. Por isso precisam partir. No lugar onde estavam antes de retornarem para cá, é um lugar bonito e calmo, onde logo logo encontrarão com seus amigos novamente, com seus pais. Não querem ficar pra sempre com seus pais? — Helena suspirou ao pensar na própria mãe. As crianças ouviam com atenção, se entreolhando de lábios entreabertos.

Não sentia pena. Não sentia compaixão. A Ceifadora era imune à esses sentimentos e apenas queria terminar com aquele trabalho. Um trovão cortou o céu, iluminando os rostos fantasmagóricos dos pequenos. Um momento de completo silêncio em que as crianças pareciam ponderar, ora olhando para cima como se pudessem ouvir seus pais chorarem, ora para Helena.  Inclinando o corpo em direção ao ônibus, a morena fechou os olhos por um momento enquanto com a mão espalmada, pedia para que a alma do motorista do ônibus retornasse. Com certeza aquele bom homem era amigo dos pequenos e uma pessoa em quem confiavam. — Aqui estou. —  a alma do homem veio por trás da garota.

Parecia tranquilo e feliz, mesmo obedecendo as ordens dela. —Por favor, guie as crianças ao Hades. Você mais do que ninguém tem o direito à isso. — sua voz também era calma com o motorista. Um homem simples, de bom coração. Ele apenas acenou com um sorriso e virou-se, estendendo as mãos para as crianças e partindo com elas em meio à uma névoa.

**Conforme iam passando entre a névoa e a ceifadora pensava em retornar para onde deveria estar, o chão abaixo de seus pés tremeu quando outra presença surgiu. Não era uma criatura ou algum fantasma. Era uma presença diferente, pesada, cansada. Um espírito cheio de remorso e ódio. Vingança. Um espírito Vingativo.

Surgiu entre a névoa por onde as crianças e o motorista entravam, provavelmente usando de tal brecha para se libertar de um tormento terrível que estava passando, e bem merecido por sinal. Ninguém sofria a toa. Sem merecer. O deus dos mortos era justo. Realizava seu trabalho com afinco e responsabilidade. Ele se gabava disso.

— Retorne por onde veio. Seu lugar não é aqui. — a semideusa ordenou, vendo que o espírito imediatamente parou. Não obedeceu de imediato, mas em sua cabeça, algo lutava. A desobediência crescia como uma erva daninha.

— Eu. Mandei. Retornar. — o peso das palavras parece ter feio efeito  no espírito, que deu dois passos para trás, com o rosto retorcido em alguma espécie de dor e ódio. Ele não queria voltar, queria cumprir o propósito a qual havia retornado. — Vingança. — rugiu e sumiu em nuvem fina de fumaça, indo em direção ao ônibus.

Segundos depois, Helena viu com incredulidade, uma das crianças mortas sair de dentro do ônibus. Seu rostinho salpicado de sangue, as roupas rasgadas, e os olhos, completamente enegrecidos. A raiva e a ironia estampadas em um sorriso torto. Havia possuído o corpo da criança para conseguir desobedecer as ordens da semideusa.

Helena não sabia bem o que fazer, como lutar. Como resistir a alguém que sempre teve maior autoridade? E alguém que parecia sentir sua presença por debaixo da capa. Apertou a foice com as duas mãos firmes, ainda levitando levemente no ar. E recebera um golpe tão rápido e certeiro, que seus olhos não puderam acreditar.

No momento seguinte, seu corpo fora lançado com violência contra aparede do desfiladeiro, sentindo o fôlego se perder quando o impacto a fez tontear. Suas asas não puderam a proteger, sua capa muito menos. Não tivera tempo para sequer recorrer às sombras. Naquele momento, era apenas o corpo machucado da semideusa, a sujeira impregnada e a dor.

Que era lacinante quando levantou-se cambaleando, segurando o flanco com uma das mãos e arfando. Talvez um ou dois fios de costela haviam sido prejudicados, pois o ar estava rarefeito. Novamente outra investida do espírito, que quis erguer uma gigantesca mão feita inteiramente de sombras. As asas da ceifadora pareceram entender o perigo eminente e quase automaticamente, cobriram seu corpo ferido.

O impacto fora absorvido quase em totalidade, apenas uma pressão grande fez os ouvidos de Helena zumbirem. Rodopiando o próprio corpo no próprio eixo, Helena alçou vôo para cima até onde conseguiu chegar por causa da dor. Precisava pensar. Aquilo não era natural. — Você é fraca. A filha e seguidora mais incompetente. — a voz do espirito parecia vir de todos os lugares, sufocando, instigando.

Helena tampou os ouvidos com as mãos, balançando a cabeça enquanto sentia o espírito querer adentrar sua própria alma. "Você é uma filha leal. " pensava consigo mesma. Tinha que ser forte, pois se sucumbir a um simples espírito simples daquele. Como se portaria se fosse algo mais sério? Algo mais forte? Se sucumbisse, aí sim seria uma vergonha ao seu pai.

Abrindo as asas lentamente, absorvendo tudo o que a noite e a escuridão poderia lhe proporcionar, Helena respirou fundo ao se concentrar. A energia que vinha da lua, pensou que sua vó estava olhando por ela, ao sentir as penas eletrizarem. Tirou tudo de dentro da mente, mantendo-se leve e equilibrada. Deixaria o corpo cair em meio a escuridão, rodopiando novamente e satisfeita com a sensação de liberdade.

Quando chegou próxima ao espírito, sentiu as penas de suas asas serem lançadas a uma velocidade absurda, como finas agulhas azuis, que penetraram a pele da garotinha mas atingindo em si o espírito que urrou em resposta. Sabia que aquilo não o mataria, mas o deixaria fraco o bastante para desabitar o corpo.

Assim que o Espírito desabitou o corpo, fraco totalmente de sua energia, Helena pairou sobre ele com mais autoridade. Ainda sentia a dor lhe acometer e fazer faltar o fôlego, por isso preferia acabar logo com aquilo. — Eu não me importo em ser a filha menos querida ou vista. Ou até mesmo a Ceifadora mais fraca do grupo. Meu objetivo apenas é cumprir as ordens que meu senhor manda. Você não deveria estar nesse plano. Deveria estar no Tártaro cumprindo sua pena. Vir para cá atormentar quem é que fosse, não o traria à vida de volta. Se está onde está, é porque merece por isso. Ninguém escapa da Morte e de suas consequências.

Helena arfou mais uma vez, sentindo as forças esvaírem de seu corpo. — Ordeno que retorne para de onde veio, imediatamente. Sofrer o castigo em dobro por ter escapado. — dessa vez, enfraquecido, a alma respondeu as ordens da semideusa, sumindo em meio à névoa, retornando ao lar.

Já a ceifadora, perdeu a consciência de vez e sentiu o corpo cair mais uma vez na escuridão.


"Sabe assim por um momento, apesar de todas as cores que afetam e se atracam com o que vejo neste mundo, comigo é frequente captar um eclipse quando morre um ser humano.
Já vi milhares deles.
Vi mais eclipses do que gosto de lembrar.
"

Habilidades usadas:

Passivas
Príncipe da Morte II -> As almas de pessoas mortas agora respeitam a comandos, fazendo o que podem para ajudar os filhos do Deus da Morte.

ʡ Deathlord – Thanatos é o deus da morte, e portanto, o senhor de todos os seres mortos, junto a Hades. Dessa maneira, nenhum ser desse tipo(espíritos, zumbis, fantasmas, esqueletos ou qualquer outro do tipo) é capaz de desobedecer a um comando de um ceifador, sendo obrigado a acatar qualquer ordem. O poder também funciona com criaturas do submundo(cães infernais, etc), mas apenas se forem mais fracas que o ceifador.


Filho da Morte I -> O semideus tem a aparência de alguém que está quase morrendo. Ele é pálido, suas veias ficam destacadas contra a pele, e os olhos deles muitas vezes são da cor vermelho-sangue. Inimigos até o Nível 3 ou monstros fracos hesitam ao atacar.

A Arma do Fim I -> Sendo filhos do ceifador-mestre, os semideuses tem um dom nato no manuseio da foice, e conseguem fazer movimentos com a arma que poucos, se não nenhum outro semideus, conseguiria fazer.
Escuridão -> Ao ficarem cobertos por sombras, os filhos de Thanatos parecem sumir no meio delas, conseguindo se camuflar totalmente apesar de seu rosto extremamente pálido.

- Azul Claro: a rajada de penas com essa cor não causa dano na vida do inimigo, mas em sua energia. Inimigos atingidos por essas penas recebem dano de MP no lugar de HP, visto que estas atacam a alma e não o corpo do alvo. Após ser alvo do poder, o inimigo fica um turno sem conseguir usar poderes ativos que sejam mais fortes que a metade de seu nível(se o inimigo é nível 14, só pode usar poderes até o nível 7).


Olhos de Thanatos -> Thanatos não tem período de trabalho, ceifando as vidas de mortais a qualquer hora, no escuro ou na luz. Sendo assim, seus filhos tem uma visão apurada no escuro, conseguindo ver tudo como se estivesse claro.

O Último Sussurro -> Os gregos antigos costumavam acreditar que, quando se estava prestes a morrer, a morte sussurrava palavras calmas ao seu ouvido, tornando mais fácil o destino inevitável. Os filhos de Thanatos também conseguem "adoçar" suas palavras, ficando mais fácil convencer pessoas ou monstros a fazer o que querem.

Anjo da Morte III Agora as asas dos filhos de Thanatos resistem também a ataques físicos, ainda seguindo a regra de níveis citada no poder anterior(para inimigos mais fracos, o ataque é completamente defendido; para mais fortes, apenas metade do ataque é anulado). Não existe mais limite de altura para os semideuses, a não ser os do próprio corpo – afinal a mudança de pressão em alturas muito elevadas pode ser problemática para eles. As manobras realizadas durante o voo são perfeitas, e a velocidade atingida enquanto voando é alta, permitindo aos anjos a maestria dos céus.

ʡ Sem Medo - Todos tem medo, de fato, mas os ceifadores sabem o quão psicológico o medo é. Desta forma eles são imunes ao medo criado por um inimigo, só o sentem quando a própria natureza o cria.

Itens usados:
A Foice Lendária -> Uma réplica da foice carregada pelo próprio Thanatos. A arma, apesar de uma cópia, é tão mortal quando a original, sendo feita de ferro estígio e o cabo de um material indefinido, negro e indestrutível. Cada vez que um oponente morrer por um golpe dado por esse arma, seu portador é curado em 5 HP. Semideuses que não tiverem o sangue de Thanatos e tocarem na foice terão a palma da mão queimada imediatamente. Se transforma num colar com um pingente de foice quando não está sendo usado.

Capa da Morte -> Uma capa que pode cobrir o corpo todo do filho de Thanatos. Ao usá-la, o mesmo se torna invisível pelo tempo que a usar, mas note que a mesma não camufla seus passos, nem oferece proteção alguma, sendo feita de uma espécie de seda tão lisa que desliza como água por entre os dedos.


Habilidades e contas:
Blood Strike
Tal habilidade permite que o semideus seja capaz de acertar uma das artérias do inimigo com perfeição, fazendo com que o inimigo perca 5HP a cada turno pela perca excessiva de sangue. O ferimento só poderá ser curado com tratamento avançados médicos. Tal habilidade poderá ser usada a cada 4 turnos, e o dano é acumulativo. Se acertar outra artéria, o inimigo perderá 10HP por turno. Porém, essa habilidadesó terá efeito quando se é usada com uma foice, não tendo esses danos com outros tipos de armas.



->Conta do medo com a Morghul entralhada: Referente ao segundo ano do acampamento e ao evento nomeado de labirinto de Morghul onde semideuses foram levados a loucura completa e apenas uma saiu como vitoriosa. A conta permite ao usuário ter visões de lembranças felizes para lembra-lo que mesmo nas situações mais difíceis ainda existe esperança e chance de vitória. Trás ao portador pensamentos positivos para lhe dar forças perante as lutas que acreditam não ter mais solução.

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Re: 16 é o numero de mortos - Teste de líder para Helena Rodis Katsaros

Mensagem por Zeus em Sab Dez 31, 2016 5:48 pm

Seu teste foi aprovado
Liderança do chale de Ceifadores conquistada
+400 xp
+300 Dracmas


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Re: 16 é o numero de mortos - Teste de líder para Helena Rodis Katsaros

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