The Blood of Olympus
Para visualizar o forum é necessário estar cadastrado, por favor registre-se no rpg ou entre em sua conta. É necessário estar cadastrado para ver as informações contidas no forum. Lembre-se de usar nome e sobrenome, não se cadastrar usando nomes geralmente utilizados por Hacker. Exemplo: "Barum" "Hakye" e por ai vai. Bem vindos.

Biblioteca

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Biblioteca

Mensagem por Hefesto em Qui Jun 02, 2016 10:50 pm


Biblioteca (cortesia de Atena)
Ultimo cômodo da casa, a enorme biblioteca também serve como centro de ajuda aos participantes das provas. E ainda, uma fonte de agua doce que foram pequenos arco íris com dracmas ao fundo, onde os semideuses podem convocar um deus de sua escolha, e uma vez durante todo o evento, pedir uma dica, ou ajuda, para realizar a prova.




SENHOR DAS FORJAS
Lorde Hefesto
Quemaqui vai permanecer?
avatar
Hefesto
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos

Mensagens : 373
Data de inscrição : 28/08/2014

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Biblioteca

Mensagem por Derek "Fomalhaut" Froster em Qui Jul 28, 2016 11:09 pm

 
Esta noite não fora tranquila para mim. Por mais que meu corpo quisesse descansar, minha mente trabalhava a mil, minha memória trazia coisas da época de escola. E agora, você, leitor, se pergunta que tipo de lembrança não me permitem dormir. “Será que é da falecida namorada ou das brigas constantes? Talvez das suspensões ou dos jogos de futebol americano que ganhou? “; Minha resposta vai te surpreender.

Aulas de física.

Sim, por algum motivo, o professor em seu jaleco branco em frente ao seu quadro negro cheio de escritas incompreensíveis aos meus olhos dislexos foi o que se destacou. Algumas de suas explicações ficaram em minha cabeça, marcadas como cicatrizes em um corpo. Existem coisas só vêm a fazer sentido depois de um certo tempo, e isso, meus caros, foi uma delas.

As imagens não são perfeitas, são embaçadas e, muito provavelmente, meu próprio cérebro já as alterou para que se tornem ideais e agradáveis, como acontece na maioria de todos nossas lembranças. Enfim, o professor, senhor Roberts, escrevia com seu giz equações sobre eletromagnetismo, com poucos símbolos reconhecíveis e muitas letras avulsas. Porém, as fórmulas são apenas um método de se calcular, a parte importante da memória está em sua explicação.

Assim que acabou de encher o quadro, o qual na realidade é verde, começou a explicar aquelas loucuras escritas às suas costas.

– Tanto a eletricidade pode gerar magnetismo quanto o magnetismo pode gerar eletricidade, é apenas uma questão de movimento. – Suas palavras naquela época não faziam sentido, mas, ainda assim, prendiam minha atenção como se um dia fossem ser úteis. E esse dia chegou, o dia que “me tornei” um semideus capaz de manipular raios.

Eu não sou nenhum Einstein, mas fazia experimentos mentais como ele. Procurando simular como funcionaria o eletromagnetismo, e como poderia aplica-lo. Infelizmente, como eu disse, não sou nenhum gênio da física e os experimentos em minha cabeça não faziam sentido nenhum, nada se encaixava, não conseguia nem visualizar a coisa acontecendo. Tudo era muito abstrato para alguém com um conhecimento tão insignificante em relação a esse conteúdo.

Sozinho não conseguiria decifrar aquela frase ou simular algo que tivesse sentido. Precisava de algo para me indicar os caminhos dessa loucura e para responder as tantas dúvidas que possuía. Olhei para o relógio na cabeceira ao lado da cama, marcava 4:37 A.M. Provavelmente, não havia ninguém acordado a essa hora, nem mesmo Jean que seria a única que gostaria de ver em meio a esse ataque de ansiedade.

Se não iria conseguir dormir, era melhor arranjar respostas para meus devaneios da madrugada. E é isso que vou fazer. Ainda sem camisa, me sentei na borda cama, limpando os olhos com os punhos cerrados. Outra vez, voltei os olhos para o relógio digital na cômoda que mostrava 4:53 A.M. Eu, claramente, estava beirando a insanidade. Pensava em ir à biblioteca da casa. EU, BIBLIOTECA. TEM NOÇÃO DO QUÃO INSANO É? EU SOU UMA PORTA DE BURRO.

Antes de começar a busca pela biblioteca naquela casa imensa, era uma boa passar na cozinha para pegar um pouco de café. Estar numa casa criada pelo próprio deus da criação tinha várias vantagens, e uma delas é que se eu quisesse algo para comer ou tomar, teria. Com uma caneca grande em mãos, comecei a vagar pelos diversos corredores até encontrar a sala correta.

O contraste do calor do meu pé com o piso de mármore gelado, fez com que arrepios subissem por minha espinha. Entre goladas de café e portas abertas aleatoriamente, finalmente, encontrei a correta. E eu sou muito burro porque toda porta que abria tinha uma placa acima do marco, dizendo o que era e só fui perceber quando cheguei ao local certo.

Ao parar em frente a porta, podia ouvir alguns barulhos de coisas sacudindo e balançando. Não pode ser. Será que tão “usando” a biblioteca? Cara... Isso é tão errado, tanto lugar para ter esse tipo de relação e escolhem justo a biblioteca sagrada de Atena? Alguém seria amaldiçoado. Entretanto, algo chamou a minha atenção quando estava prestes a ir embora e deixar o casal se divertir. Alguns dos armários pareceram tombar e os barulhos viam de dois lugares distintos.

Abri a porta devagar, na esperança de não pegar ninguém pelado, seria muito constrangedor se isso acontecesse. A porta estava completamente aberta e não vi ninguém pelado, graças aos deuses; Na verdade, não vi ninguém lá dentro. E se tivesse alguém lá dentro, essa pessoa definitivamente não gostava de livros, pois havia jogado vários no chão e, inclusive, os rasgados.
Adentrei a sala com calma, com dois passos bem lentos. Analisando as estantes metálicas caídas e as páginas espalhadas pela sala. E do nada, três esqueletos apareceram de três lugares diferentes. Da esquerda veio um, da direita outro e de um dos corredores do fundo, outro que parou a frente dos dois.

- Eu só quero um livro de física. – Olhei para os pés de um deles e lá estava. Física III: Eletricidade e Magnetismo. – Só um. – Levantei apenas o indicador, para enfatizar o número. Bem devagar apontei para o livro que desejava, e com calma, o esqueleto o pegou. – Olha, a gente pode resolver isso pacificamente. Pode ser? – Tomei um gole do meu café.

- TAC-TAC-TAC – Respondeu o zumbi batendo seus dentes.

Meus olhos estavam fixados no puro-osso central, mas com a visão periférica pude ver o monstro da esquerda remover a terceira costela de seu esterno. Eu realmente esperava não ter que lutar, eram quase cinco horas da madrugada, não estava com saco para aquilo.

- O livro, por favor. – Estiquei a mão para que me entregasse.

- TAC-TACTAC-TAAAC – Aquilo claramente fora um não com algum tipo de ameaça.

E livro fora rasgado no meio. – Eu tentei. – Um projétil rápido veio em minha direção, porém, meus reflexos eram rápidos e consegui agarrá-lo antes de tocar em mim. – Eu vou cagar vocês a pau. – Levei o caneco ao chão e estralei todos os dedos das mãos. Aqueles esqueletos me tiraram do sério, eu ia deixá-los viver se me entregassem o livro. Mas, agora, fiquei muito puto, vocês não tão entendendo. EU LEVANTEI AS 4:30 A.M PARA UM ESQUELETO FILHO DE UMA PROSTIRANHA RASGAR O LIVRO.

O sangue fora bombeado para os músculos com intensidade, os expandindo para que eu pudesse disparar em uma investida contra meus inimigos. A palma da minha mão encontrou o crânio do primeiro, e com um movimento rápido de pulso, o impulsionei para longe. A cabeça voou até encontrar a parede e se espatifar em vários fragmentos ósseos.

O resto do corpo se desmontou imediatamente. A satisfação de destruir o crânio de quem destruiu meu livro foi imensa, quase indescritível. O que também foi indescritível, fora a dor da ossada que recebi de raspão no abdome. Não deixei passar a limpo, transcrevi um chute circular atingindo o tórax duro e branco do zumbi, o lançando para longe.

- Agora, só falta você. – Fui virar o rosto para o terceiro integrante dos três patetas, e claro, ele não esperou eu bater primeiro. Seu punho veio à maçã do rosto, acertando-a com força e me pondo no chão com um corte. – Vou palitar os dentes com teus dedos, seu merda. – Me pus de pé, outra vez.

Ergui os punhos a frente do corpo e deslizei a perna direita para trás. Não precisei me esforçar, o morto-vivo correu até mim, e a única coisa que precisei fazer, fora erguer meu pé e dar um pontapé nele. O impacto fora tão intenso que seu tronco foi jogado longe, deixando sua cabeça no ar por alguns milésimos de segundo.

- Nunca rasguem meu livro. – Passei a mão no ferimento na barriga, sangrava de forma superficial, nada com que se preocupar.

Não se preocupar com o machucado porque com os esqueletos? Era bom tomar cuidado, pois ambos se montavam novamente. Como mágica, os dois que não tiveram suas cabeças quebradas voltavam à “vida”. Se é que dá para chamar aquilo de vida. ESPERA AÍ, A CABEÇA É O QUE FAZIA ELES VOLTAREM A VIDA. SOU UM GÊNIO, ALGUÉM ME DÁ UM PRÊMIO NOBEL DE MAGIA NEGRA. OBRIGADO. QUERO AGRADECER MINHA MÃE, MEU PAI E A TIA DA COZINHA QUE FAZIA OS RANGOS PRA EU FICAR FORTÃO.

- Só pode tá de brincadeira comigo, quem foi o pau no ânus que enviou vocês? – Perguntei para o nada, não tinha ninguém para me responder.

- TAC-TAC - Estava perdendo mais que a paciência.

- AH CLARO, EU ENTENDI, O SEUS PAU NO C U. TAC-TAC PRA TU TAMBÉM, O FILHO DE UMA PROSTITUTA COM DEZ PAIS. – Acho que minha exaltação está clara, não é?

Virei o pescoço para um lado, ouvindo os ossos roçarem e fazerem seus barulhos típicos. O mesmo ocorreu quando fiz para o outro lado. Os dois monstros tinham adagas feitas de seus corpos e vinham furiosos para me espetar.

Esperei até o último segundo para sair da frente, deixando com que suas cabeças colidissem e ambos caíssem no chão pós-impacto. Sem perder tempo, ergui a perna e desci com força sobre um dos crânios, o destruindo. É óbvio que fiz cortes nele, como a mula que sou. Pulava num pé só, com o machucado nas mãos, o olhava vendo a gravidade do ferimento.

Dessa vez, não perdi tempo e antes que o puro-osso se levantasse, me aproximei, mancando e agarrei sua cabeça. Olhei no fundo das cavidades oculares e disse:

- FALA TAC-TAC, FALA! – Sua mandíbula começou a se mover e atirei o objeto no chão, o qual explodiu em centenas de pedaços. – TAC-TAC, Ô FILHO DA PUT A. – Entreguei um chute no morto-vivo. – CARALHO, VAI SE FODER, SOU MUITO BURRO. – Sim, lindo leitor, usei o pé cortado para dar uma bica no corpo inanimado.

Um passo curto, um longo, um curto, um longo. Como um manco que havia me tornado, busquei a caneca de café. Tomei outro gole, me aproximando do meu querido livro destruído. O agarrei e tentei folha-lo, e a única coisa que aconteceu foram as folhas se espalharem mais pelo chão.

- Primeira vez que tenho vontade de ler e é isso que acontece. – Olhei para os céus. – É por isso que não estudo, Atena, tá vendo isso? – Atirei o livro para o lado. – Todo esse trabalho para nada. Também não quero mais saber de magnetismo. – Com passos atrapalhados, marchei até a cozinha. Iria deixar que o próximo a visitar a biblioteca arrumasse, já fiz meu papel de livrá-la do mal.

O caminho todo até a cozinha fora marcado pelas pegadas ensanguentadas de um pé 43. As pessoas iriam questionar quanto a isso, mas não estava dando a mínima foda para o que pensariam.

A primeira coisa que fiz ao chegar, foi pegar um garfo puramente metálico. Com a ajuda da bancada, entortei dois dos dentes exteriores. Agora, você deve estar se perguntando: “Por que caralhos ele zoou com o garfo? Ele não pode ser tão babaca, não é?” E eu já te mostro o motivo.

Sagaz como nenhum outro homem jamais fora, encontrei uma tomada no canto da bancada onde estava conectada a cafeteira. Rapidamente, com um puxão, a desconectei, metendo os dois dentes ainda não deformados do garfo nos buracos.

Primeiro foram meus pelos do braço que se eriçarem, sentindo a corrente elétrica passar pelo meu corpo. Depois foi a sensação de prazer por ter eletricidade correndo nas veias, aquilo era como me alimentar, só que melhor. E por fim, os cortes começavam a se fechar aos poucos, levando junto embora a dor que me causavam.

Aos poucos, a consciência cedia para o sono. A mão escorregava do material que me conectava à tomada, me livrando daquela droga que somente nós, filhos de Zeus, podíamos aproveitar. Não demorou para que adormecesse por completo, escorado na parede ao lado da pia.
A Nic é a melhor autistona minha betinha do mundo♥


Poderes Passivos.:


    Rapidez: Em batalha o filho de Zeus é rápido e veloz, podendo desviar facilmente de qualquer golpe contra seu corpo e podendo correr atravessando o campo de batalha com suas armas.


    Forte como Touro – Literalmente, filhos de Zeus são fortes como touros, sendo esse um dos símbolos de seu pai. Também sob forte pressão ou em situações de fúria, o filho de Zeus fica ainda mais forte. Porém, é claro, a sua força não é comparada aos filhos de Ares.


    Barreia – O campista usa seus poderes para fazer uma barreira elétrica à sua volta. Essa, ajuda a diminuir danos físicos em até 15%.
avatar
Derek "Fomalhaut" Froster
Sem grupo
Sem grupo

Mensagens : 392
Data de inscrição : 04/03/2015
Idade : 20
Localização : Em algum lugar.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Biblioteca

Mensagem por Samantha R. Prescott em Sex Jul 29, 2016 1:36 am

A morte de um Cão Infernal
"Sem proposta, sem resposta, sem conceito, só discórdia."
A primeira semana de Samantha na casa dos doze poderia ser considerada relativamente monótona, isso se não fossem por seus treinos com a mais nova amiga, Kang Pipper. De resto, tudo não passava de horas a fio longe de seu quarto compartilhado com uma das crias egocêntricas de Zeus. Já não bastasse ter que dividir um quarto, teria que dividir com a prole de um dos deuses que irritara a sua mãe, o que era relativamente ruim, visto que contra a própria vontade ela era obrigada a nutrir sentimentos de ódio por qualquer filho de Zeus.  

Algo que a morena particularmente odiava, pois era um sentimento forçado. Ela queria odiar as pessoas pelo simples  de ser algo dela, não porque era obrigada a tal. Enfim, estou divagando. Continuando... Desde que havia chegado, caso não estivesse treinando, era possível encontrar a filha de Éris gastando seu tempo em um dos cômodos da casa e hoje não seria diferente. Seu destino? A biblioteca.  

Corria um boato de que o lugar tinha sido cortesia da própria Atena e Samantha não perderia a chance de poder conhecer alguns bons livros de magia, quem sabe ela pudesse se filiar as feiticeiras de Circe? Aprender magia negra até que não era um mal negócio. Com isso em mente, a garota adentrou o recinto conhecido como Biblioteca.

Na visão da Prescott, o lugar era sensacional. Suas paredes peroladas eram cobertas por janelas de vidro que iam do chão até o teto, adornadas por finas cortinas cor de creme. Elas davam uma visão encantadora dos jardins e permitiam que a luz solar adentrasse o lugar dando-lhe uma iluminação natural. No centro, havia poltronas acolchoadas da cor de vinho com uma mesinha de madeira entalhada e uma pilha de livros em cima. Por fim, havia as prateleiras. Estas eram diversas, cheias de livros diversos que ia do mais simples conto infantil a mais perigosa das magias negras.

A filha de Éris andou a passos largos em direção à primeira prateleira, procurava por um livro de magia negra para iniciantes, ela encontrava de tudo, até o Kama Sutra rodava por ali, menos o que ela queria. A garota acreditava estar sozinha, até que um barulho de vidro sendo quebrado chamar sua atenção. Desconfiada, Samantha tateou sua bota em busca de uma das muitas armas que tinha escondida pelo corpo e de lá retirou uma adaga.  

A morena caminhou de modo soturno entre os corredores formados pelas prateleiras. A adaga escondida rente a seu braço, para o caso de se tratar de um dos participantes e ele não confundir o ato dela, achando que ela iria trapacear e retira-lo da casa à força ou quem sabe por intermédio de um "acidente". Ao chegar no local de onde ouvira o barulho, encontrou uma das muitas janelas quebradas, algumas prateleiras deitadas no chão e diversos livros rasgados. Havia até uma fogueira sendo feita com uma da pilhas de livros.

Graças aos deuses, o sistema contra incêndio foi ativado e água jorrou do céu, apagando o fogo e, consequentemente, molhando a semideusa no processo. Samantha juntou dois mais dois e concluiu que aquele ato só poderia ser conspiração de alguém. A garota inspirou fundo, irritada. Quem quer que tivesse feito aquilo desejando que ela fosse retirada da competição pagaria caro. Muitíssimo caro. Sua mente da discórdia já trabalhava a mil por hora em uma forma de se vingar do futuro do infeliz que tinha armado contra ela.

A filha de Éris estava pronta para ir atrás do culpado quando o som de passos atrás dela fez com que ela se virasse e encarasse seu inimigo, uma espécie de esqueleto-zumbi. Ele avançava na direção dela, pronto para golpeá-la com o punho. Samantha desviou para trás e o punho esquelético passou por um triz de seu nariz, a garota não esperou muito e ela mesma tentou atingi-lo. Punho cerrado, base firme, impulso. Foi a vez do zumbi desviar e tentar ataca-la, dessa vez com um chute esquelético que atingiu a Prescott do lado esquerdo da barriga com o impacto ela largou a arma que segurava. Ao notar que o monstro era forte, ela decidiu que gostava menos de chutes do que socos.

Samantha sabia que precisava de uma tática, ou no mínimo conseguir poderes do além ou de um deus que fosse com a cara dela para ter a força de um touro e garras de tigre para acabar com aquilo de forma rápida e sem perdas. Como não tinha a segunda coisa, acabou optando pela primeira, apesar de não ser nenhuma grande estrategista como os filhos de Atena. Lembrou de outras brigas, lutas até a morte entre semideuses, combates entre gangues de ruas e tudo o mais. E uma ideia se formou na cabeça da garota ao mesmo tempo ela levava um soco no estômago e outro no rosto.  

Sentiu cheiro de sangue quando caiu ao chão e uma dor aguda percorrer sua face, além é claro da falta de ar momentânea. Passou as costas de sua mão em seu nariz confirmando que ele que estava sangrando, talvez também estivesse com alguns hematomas pelo rosto, mas nada que a fizesse se preocupar com isso, afinal, era normal conseguir alguns arranhões quando se lutava contra monstros. O esqueleto parecia rir da cara dela, isso a enfureceu. O zumbi aproximou-se e no momento que colocou o pé para trás para um chute, a menina deu uma espécie de cambalhota para trás e levantando-se rápido, parando de pé com um sorriso no rosto e numa pose digna, apesar da dor que estava sentindo.  

Ele não parecia surpreso, como se alguma emoção pudesse sair daquele rosto morto. E, sem demora, avançou estendendo o braço e agarrando as castanhas madeixas de Prescott, com força começou a puxá-la na intenção de girar a garota desequilibrando-a para que caísse. Ao invés disso, a filha de Éris aproveitou a posição e pegou a outra adaga escondida em sua outra bota e fincou a arma na cara dele. O zumbi cambaleou para trás, soltando a garota que aproveitou a oportunidade para desembainhar a espada, Purgatory Sword, e fez um corte em diagonal no monstro que rapidamente se desfez em pó e a adaga, antes fincada na face do inimigo, caiu tilintando no chão.  

Samantha tinha a respiração descompassada após tanta ação, a adrenalina ainda corria solta pelas veias da Prescott quando notou que aquele não era o único zumbi esqueleto do lugar. Este, ao contrário do primeiro, encontrava-se armado com uma espada. A morena encarou as orbes vazias do inimigo, esse, por sua vez, somente avançou com a espada. A filha de Éris viu a lâmina descer em direção ao seu corpo, bloqueando-a com sucesso e desferindo a tentativa de um golpe contra ele, que também conseguiu recuar e não ser atingido. Logo ele avançava e investia contra a menina, que repetia os movimentos na ordem inversa.  

Para afastar o corpo, utilizava o romper, uma técnica de esgrima que consistia em: afastar a perna esquerda, e a direita acompanhava o movimento, sempre com o calcanhar direito no chão. Ela recuou e rapidamente avançou contra ele, utilizando uma técnica arriscada, ameaçando ir pela esquerda e, num surto de rapidez, ela realizou o movimento reto, outra técnica, e simplesmente ergueu um pouco a mão, e quando ele ia bloquear, era tarde demais. Samantha conseguiu fincar a espada no esqueleto.  

Este retesou para trás, como se fosse perecer. Confiante disso, ela retirou a espada. E no mesmo instante, braços esqueléticos agarraram-na por trás, era um terceiro esqueleto zumbi. Enquanto isso, o segundo voltava a ativa, pronto para atacá-la. Com seu pensamento rápido de semideusa, Samantha chutou a perna do zumbi que a segurava, o inimigo folgou o aperto ao redor dela que aproveitou para fugir.  

Agora que a situação se encontrava ainda mais séria, ela teria que dar atenção à dois mortos vivos. A garota temia que ainda houvesse mais deles para enfrentar sozinha, se chegasse o momento que ela não pudesse mais lidar com o problema sozinha, a Prescott cogitaria a ideia humilhante de fugir e buscar por alguém para ajuda-la. Mas ela não deixaria chegar a esse ponto, não mesmo.

Por isto, ela fechou os olhos e começou a convocar um monstro.

A sala ganhou um aspecto mais pesado e o céu ficou nublado. Quando a Prescott abriu os olhos, esses se encontravam negros como o céu à noite. Um portal se abriu no chão e direto do tártaro surgiu um... filhote de cão infernal! Ao notar o feito, Samantha espalmou a mão na face como uma débil, considerando que era a primeira vez que fazia aquele tipo de invocação, era óbvio que não conseguiria chamar um cão infernal adulto logo de cara.

No entanto, aquilo poderia ser considerada como uma luta quase justa. O pequeno cão correu ao redor dela, animado, e se aproximou dos esqueletos farejando-os como se os reconhecesse. Um sentimento ruim preencheu a mente da garota, aquele cão maldito não estava com cara de que iria lutar contra os esqueletos.  

— Não acredito que te invoquei à toa. — ela resmungou obtendo como resposta a fuga do animal.

— Fala sério! — a garota exclamou, irritada, enquanto ele pulava a janela quebrada e corria pelo jardim da casa do doze.  

A vontade de correr atrás do cão infernal filhote e esfola-lo vivo era grande, no entanto, Samantha tinha mais o que fazer, problemas maiores para lidar, se é que me entendem. Por isto, a morena engoliu a raiva e voltou sua atenção para os esqueletos zumbis que pareciam zombar da cara dela.

Samantha não se segurou.

Irritada com a zombaria e a fuga do cão infernal — lembrar daquilo só a fazia borbulhar ainda mais de raiva —, ela avançou no mais próximo, o esqueleto que outrora estivera com a espada dela fincada no corpo. Desceu a espada num movimento firme que vinha do crânio do esqueleto até o seu reto, repartindo o zumbi ao meio num corte simétrico que o fez se desfazer em pó em questão de segundos, visto que esse já tinha sido ferido antes.

Samantha voltou sua atenção para o lugar onde deveria estar o último esqueleto, virou seu rosto com um movimento robótico pronta para lançar um olhar fulminante no último inimigo. A morena se surpreendeu ao encontrar o lugar vazio e ser apunhalada pelas costas com um golpe na cabeça que a fez cambalear de um lado a outro e quase a levou ao chão.  

O mundo girou e pontos negros dançaram diante dos olhos castanhos da garota. A Prescott sabia que não tinha tempo para perder, no entanto se encontrava desorientada e a ponto de ser atacada pelo esqueleto. Por isso não se prolongou mais em sua “recuperação” dos sentidos e se preparou para então se defender e acabar com aquilo de uma só vez.  

Sem dó ou piedade, Samantha levantou a espada na altura de sua cabeça e com força e agilidade, decepou o zumbi. O crânio de orbes vazios voou um metro de distância e o corpo se desfez em pó, deixando a cabeça como espólio de guerra.

A filha de Éris inspirou fundo, aliviada, visto que a luta tinha chegado ao seu fim com a vitória dela. Ela se aproximou do crânio e, só de raiva, chutou ele longe, fazendo com que atravessasse uma das janelas de vidro que outrora se mantinha intacta. Ao avistar o jardim, notou que tinha assuntos para resolver com certo filhote de cão infernal. Sem pressa, ela pegou as adagas que se encontravam no chão, perdidas durante a luta, e atravessou a janela quebrada com um olhar maligno estampado em sua face. Aquele maldito filhote pagaria com a vida.

Poderes:

Considerar passivas:

Um poder citado, explica o ódio pelo Derek. -q


Ódio - Por sua mãe ter sido banido por Zeus ao Tártaro,os filhos de Éris tem Ódio do os filhos de Zeus sendo um pouco mais forte nesse nível.

Agilidade - Éris era sempre vista acompanhando Ares, seu irmão, nas guerras e assim como ele possui uma grande agilidade em batalhar.

Guerreiro - Por Éris sempre estar em uma batalha manejando variados tipos de armas, os filhos de Éris podem manejar qualquer arma com perfeição.

Agilidade - Éris quase nunca perde em uma batalha, por isso seus filhos são ágeis, velozes e fortes.

Ativos

Fúria - Assim como sua mãe, os filhos de Éris são guerreiros natos, tendo então uma força adicionada que é quase igualável ao filhos de Ares

Convocação de monstros (Iniciante)- Por sua mãe esta dentro do Tártaro,você ganha a habilidade de Invocar um Monstro direto do Tártaro como Harpias,Empousas e etc... .O monstro terá 50 hp e mp.

Armas:


Purgatory Sword - Essa espada é feita de ferro estígio a cada vítima que morre por sua lâmina têm sua alma presa, tornando a espada mais forte. Quando o semideus usar esta espada durante a batalha os seus adversários poderão ouvir os gritos de dor e desespero dos mortos em batalha por todos os filhos de Éris, causando medo. [Número de almas - 00].


Primeira adaga citada


Daily Poison:  consiste numa adaga feita de ferro estigio com fios em prata, cujo a lâmina libera uma nevoa escura retirada de Isabella somente uma vez por dia, essa capaz de atortoar o oponente por alguns segundos. [Presente da Bella]


Segunda adaga citada


Adaga de Ares  - Uma adaga banhada nos mais nobres sangues de todas as guerras, que quando usada pelo semi-deus  aumenta em 50% sua força.


Considerar amuleto voltado para o lado que aumenta a força na hora de decepar a cabeça do esqueleto zumbi. Na boa, considera durante a missão toda. AHSUAHUSHUA


Amuleto da sorte: Um colar de prata com um medalhão de ferro estígio onde há duas runas gravadas, uma a frente e uma atrás a runa da frente é para força e a de trás para proteção. Quando ativo a runa da frente da um aumento de velocidade para a semideusa, durando 2 rodadas. E após ativado, fica 5 rodadas sem o poder.(presente de James)






Sammy Roux Prescott
"Sem proposta, sem resposta, sem conceito, só discórdia."

.soph.


avatar
Samantha R. Prescott
Filhos de Eris
Filhos de Eris

Mensagens : 99
Data de inscrição : 03/07/2013
Idade : 18

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Biblioteca

Mensagem por Kang Pipper em Sab Jul 30, 2016 2:47 pm


Já passava da meia-noite quando, em meio a iluminação precária que moça as vidraças provocando que as sombras drapejassem e bruxuleassem misteriosamente em contato com a parede. O molde de um corpo felino surgiu, deformado pela falta de luz, moldando a jaguatirica como uma espécie de monstro. Substituía o dançar fantasmagórico que parecia rondar o quarto temporário da semideusa – que estava aparentemente afogada em seu próprio mundo de sonhos, desatenta aos movimentos do seu mascote. Sua mente explorava o lado obscuro da natureza, via-se em um quarto ladeado por velas, com os poderes da visão reduzidos. E, naquele lugar, seus olhos não conseguiam ver através do escuro. Contava com os ouvidos sensibilizados e com o ar palpitando junto com cada batimento cardíaco, ela ouviu as sutis vibrações de uma estranha música etérea. Uma voz soou, mas era tarde demais.

A semideusa se moveu, abrindo os olhos escuros como piche pouco tempo depois. Carregando uma aparência cansada, como se estivesse percorrido um longo caminho até que pudesse finalmente acordar. Seus olhos estavam selvagens, como se pudesse destruir o pior dos inimigos apenas utilizando sua mente. E enfim, a adolescente ergueu-se, não se preocupando em calçar sapatos. Observou o ambiente a sua volta, completamente desperta diante do recente sono que havia escapado. Seu corpo estava descansado, porém sua mente estava mergulhada na inquietude. Algo estava errado, Pipper sentia. As criaturas do mundo subterrâneo da mitologia quase sempre são noturnas e a semideusa compreendia, a noite – detentora das sombras e da escuridão – os fortalecia. E silenciosamente a adolescente se questionou o quão Nyx e Érebus detinham influência sobre eles próprios.

Seria Nyx mais poderosa que o irmão gêmeo e marido? Já que se responsabilizava pela noite. Sem a noite não haveriam sombras ou quem sabe os domínios do seu padrasto fossem distintos de maneira sutil. Naturalmente a semideusa não possuía respostas satisfatórias, porém sabia que algo estava errado. Ela ergue-se da cama, procurando pelas armas de modo silencioso, temerosa que viesse a atrair a atenção da outra semideusa, com quem compartilhava o quarto vermelho. Não tardando até que a filha da Noite estivesse se esgueirando pelos corredores, armada com a Ghost – a espada que havia ganhado de sua mãe, que possuía um design retorcido e diferente – e sendo seguida por seu mascote. Talvez Leo – a jaguatirica – estivesse sentindo a tensão em torno da semideusa, de modo que a seguia com cautela.

A casa estava vazia, com roncos ritmados soando e eventualmente algum resmungo sonolento se sobressaia. Pipper evitou pensar nos outros semideuses e na espécie de sonho que estavam tendo, afinal sonhos para semideuses eram perigosos. Seu corpo tremia diante do contato dos pés descalços com o piso gélido, mas ela não se abalou. Seus instintos pareciam supersensíveis, lhe alertando que algo estava errado, terrivelmente errado. E a cada passo que dava, a filha da Noite sentia-se ainda mais próxima do perigo. Como se estivessem colocado um grande magneto em algum lugar próximo e ela fosse uma bussola, capaz de alterar seu norte na presença de um imã forte. Naturalmente, Pipper esperava que o suporto imã fosse, na realidade, fraco e que ela fosse apenas uma bússola sensível.

A semideusa não relaxou, mal respirando, com medo que pudesse chamar a atenção do que quer que fosse – e ela esperava que não fosse nada, sinceramente. Mas a atmosfera quieta e parada, como se algo estivesse esperando por ela a aterrorizava. Silenciosamente a menina deixou com que a jaguatirica tomasse sua frente, assistindo a forma como as garras de Leo se expandiram, parecendo brilhar como se fossem bronze. Numa situação normal a adolescente seria capaz de sorrir diante do progresso do mascote, entretanto estava tensa e com a sua intuição se agitando inquietamente. Pipper não seria capaz de dissipar a adrenalina que habitava seu corpo até que resolvesse o que a incomodada. Mas para isso era necessário que achasse a fonte dos seus problemas.

A menina seguiu pelo corredor, após examinar a cozinha – completamente vazia naquele horário – abrindo a geladeira e inspecionando os armários lotados de comida, como se tais locais pudessem esconder alguma ameaça em potencial. Porém bastou que a menina se aproximasse da arena de treinamento para que um som não natural chegasse até seus ouvidos, fazendo-a olhar sobressaltada para os lados. Seguindo Leo no segundo seguinte – já que a jaguatirica seguiu o som não natural por puro instinto. Ambos – mascote e semideusa – seguiram até o final do corredor, deparando-se com uma porta que nunca havia visto durante sua estadia na casa. Talvez devesse ter prestado mais atenção nos cômodos que compunham o local, mas era tarde para se lamentar.

Leo – o mascote – havia parado rente a porta fechada, parecendo indefeso. Como se o que estivesse esperando por eles do outro lado fosse uma espécie de criatura terrível e horrenda. Pipper quase deu meia volta, sentindo o corpo tremer sem qualquer influência do frio. Porém controlou-se a tempo, deslizando os dedos pela madeira fria numa tentativa de acalmar-se – o que não deu certo, já que as pernas da semideusa tremiam como varetas – percebendo que havia um símbolo entalhado na porta. O símbolo de Hades. Naturalmente o símbolo do Deus da morte não significava coisas legais e fofas como unicórnios, pôneis ou ursinhos. Mas naquele momento ela desejou que significasse.

No entanto, antes que a Kang pudesse simplesmente dissipar do local, enfiando-se no quarto vermelho e trancando a porta – decidida a amar Afrodite a partir daquela data. A criatura que estava dentro daquela sala misteriosa tornou a urrar, um claro indicativo de que não poderia ser humano ou semideus. Tratava-se de um monstro, ou vários. Pipper engoliu em seco, olhando para a jaguatirica que parecia acuado, como se temesse a fúria de Hades. E, sinceramente, a asiática não poderia julga-lo. Ela segurou a maçaneta – como se temesse que a mesma viesse a abrir por dentro – fechando os olhos por alguns segundos, desejando que a Noite a protegesse. Bem, era o mínimo que sua mãe poderia fazer, afinal.

E ela entrou na sala, erguendo a Ghost e exibindo uma expressão assustadora – bem, ela estava assustada, então poderia usar isso contra quem quer que fosse. Deparando-se com uma biblioteca muitíssimo estruturada e arrumada, pelo que percebeu, já que seus olhos pareciam acostumado a escuridão, que o local parecia limpo e sem sinais de, bem, Hades ou qualquer criatura. Àquela altura o cérebro da semideusa simplesmente parou de funcionar da forma como deveria, transformando o nervosismo que Pipper sentia – e que mesclava-se a adrenalina – num gatilho em potencial para piadas terrivelmente ruins. O que era ótimo, afinal sempre havia desejado morrer rindo, com grande estilo. Poderia até imaginar os Deuses, Titãs e Gigantes zombando da sua mãe, fazendo questão de contar a história de como Kang Pipper – pobrezinha – havia morrido contando uma piada digna de jantar de família no natal. Contariam a história durante o ápice da noite, para irrita-la ainda mais.

Mas aí a semideusa lembrou-se de que não era importante, sua mãe sequer deveria se recordar da sua existência e se o fizesse certamente estaria arrependida de ter saído para dar uma volta com o pai biológico de Pipper. Se é que deuses davam voltas.

A menina suspirou, sentindo o nervosismo aflorar e a temperatura da biblioteca cair, como se o próprio Hades estivesse observando-a enquanto caminhava invisível de um lado a outro, ora observando o progresso da adolescente ora analisando alguns títulos. A Kang não pode deixar de imaginar o Deus buscando um exemplar da biografia de Zé do caixão. Tal pensamento quase lhe provocou risos, porém ela o conteve, olhando para a jaguatirica em seus pés sem demonstrar nenhum desejo de avançar. Obviamente Leo era tão esperto quanto os instintos da semideusa – que naquele momento gritavam algo como: FUJA ENQUANTO HÁ TEMPO. Infelizmente ela não fugiu.

Pipper não era exatamente o ser humano mais corajoso que habitava o plano terrestre, muito menos poderia ser descrita como orgulhosa. Ela era apenas... Kang Pipper. Mas não recuou quando dois zumbis – em estados diferentes de decomposição. E um deles só possuía carne na região do rosto, praticamente, e não era uma coisa agradável de se observar – brotaram do lado oposto da biblioteca. E, como se estivesse se juntando a festa um esqueleto portando uma faca surgiu do meio de uma das prateleiras. Notavelmente mais próximo da semideusa. Ela piscou umas duas vezes antes de registrar que Leo – a jaguatirica – havia pulado no esqueleto. Obviamente o mascote preferia ossos a carne em decomposição. De modo que Pipper teria que lidar com os dois zumbis, que se aproximavam, sozinha.

Automaticamente ela deu a volta numa das mesas que adornavam a biblioteca, parecendo... assustada. Mas não poderia deixar que Leo lidasse sozinho com aquelas criaturas do submundo – esse detalhe estava claro como água, afinal Pipper havia visto o símbolo de Hades na porta. De modo que ela gritou de forma que julgava ser terrivelmente assustador e correu em direção aos zumbis, sem parar para observar se o seu jaguatirica estava se saindo bem, afinal aquilo poderia acabar com a sua – pouca – confiança. Mas os zumbis permaneceram inabalados, afinal eles não possuíam nenhuma espécie de sentimento. Eram como cascas vazias. Para ajudar ainda mais na confiança da adolescente, é claro.

Os zumbis continuaram se aproximando como se ela não fosse nada perigosa, mesmo diante da espada que reluzia e parecia bastante afiada. E, repentinas vezes, a semideusa repetiu para si mesma que iria acabar com aqueles monstros sem encontrar dificuldades. Mas ela mal acreditou nos próprios pensamentos, brandindo a espada por puro reflexo. E estando tão próxima dos dois monstros, a menina sentiu seus pensamentos se esvaziarem. Ela estava cheia de adrenalina, não parando para pensar, Pipper simplesmente segurou a Ghost mais forte – pronta para desferir qualquer ataque brutal.

Porém antes que pudesse sequer agir Pipper sentiu algo nas suas costas, a levando ao chão, devido ao peso. E, automaticamente ela reprimiu o grito de pavor em mescla a surpresa, prensando os lábios com força e, a filha de Nyx se virou – tentando empurrar contra a parede o esqueleto, se debatendo incansavelmente para se livrar do monstro, mexendo os cotovelos e os braços desesperadamente, tentando acerta-lo. E, aparentemente em um golpe de sorte, a semideusa conseguiu chutar o esqueleto para longe, observando a jaguatirica saltar sobre o amontoado de ossos. Rosnando raivosamente e enfiando as unhas nos ossos, deixando fendas profundas, mas a criatura sequer parecia senti-lo. Tentando acerta-lo com a faca, como se Leo fosse uma distração boba.

Pipper observou pelo canto dos olhos quando as criaturas se aproximaram, deferindo chutes nas pernas cobertas por calças reduzidas a farrapos. E, inesperadamente, um dos zumbis perdeu uma das pernas. Mas Pipper ainda estava no chão, como uma um saco de estrume, foi a partir disso que a semideusa recordou-se da sua espada: a Ghost. A Kang a agitou a espada nervosamente, impedindo que os zumbis se debruçassem sobre ela – numa clara tentativa de mordê-la –, arrancando uma mão inteira, alguns dedos e um nariz. Infelizmente era o do que ainda havia carne em decomposição no rosto. Imediatamente uma expressão de nojo se instalou nas feições da semideusa, que tentou erguer-se do chão no mesmo instante.

Mas obviamente aquela não havia sido a sua melhor ideia. De imediato um dos zumbis a segurou pelo braço, quase enterrando a face deformada entre os seios da semideusa – possivelmente preparando-se para uma mordida – e Pipper se esforçou para simplesmente não gritar e se encolher diante do susto. Enfiando a espada no pescoço do zumbi de imediato, provocando um corte em seu queixo pela proximidade com o Zumbi, porém o ferimento valeu a pena. Diante do monstro que perdeu a cabeça – literalmente – se dissolvendo em um amontoado de pó dourado, fazendo com que a semideusa respirasse de alivio.

Porém seus batimentos cardíacos tiveram pouco tempo para tentarem retornar ao ritmo natural, já que o Zumbi sem perna – que havia caído diante da falta de apoio – a agarrou pelo tornozelo, ao mesmo tempo que a semideusa sentia braços gélidos, junto a sensação do metal frio da faca em contato com sua pele, trancando círculos nas costas da filha de Nyx. Buscando uma forma de enfiar a faca mais fundo. E, dominada pelo instinto, a semideusa literalmente pisoteou o rosto do monstro que agarrava seu tornozelo, jogando o corpo para frente. Tentando escapar do metal cortante. Naturalmente suas ideias eram péssimas, já que estava sem sapatos e preocupada com a jaguatirica, mas de algum modo havia dado certo. (E o zumbi não havia lhe mordido)

A adolescente já estava com os pés sobre a caixa torácica do zumbi, esmagando os ossos apodrecidos quando achou adequado usar sua espada. Girando o corpo em um ângulo que só poderia ser descrito como estranho – certamente ela estava agindo de maneira imprudente – e golpeando o tronco do esqueleto que a segurava. Separando-o em duas partes que caíram no chão produzindo um som abafado. Obviamente a semideusa não parou para observar, enfiando o pé do pescoço do zumbi. Esmagando os ossos do local e fazendo-o desaparecer em uma poça de pó dourado. Naturalmente sua vida não se tornaria menos fácil, já que, aparentemente o esqueleto que havia partido em dois estava tentando se unir novamente.

Ela reprimiu o grito, correndo para longe, buscando Leo com os olhos. Vindo a encontra-lo deitado numa das prateleiras altas, parecendo bem... entediado. De imediato Pipper sentiu-se mais corajosa, afinal a jaguatirica estava bem. A semideusa suspirou, virando-se para o esqueleto, numa tentativa de evitar que a criatura do submundo a surpreendesse novamente, lhe deixando mais algum ferimento. Ela sacolejou a Ghost – e não saberia dizer depois quem foi o dono do movimento: ela ou sua espada – rebatendo um livro que havia despencado da prateleira por puro reflexo e tropeçou para trás. Com uma nova dor explodindo em seu ombro, juntamente com filetes de sangue que só viria notar mais tarde, caso sobrevivesse.

Ela quase prevê o que daria errado e percebe que estava se movendo lentamente – Pipper agarrou seu ombro enquanto tropeçava para trás, a dor que se estendendo a partir do topo do seu braço junto com uma flor vermelha de sangue pelo tecido, que ela não teve tempo de perceber, e sua garganta se apertou, fechada para conter o que certamente foi feito para ser um grito se a sua boca não estivesse completamente seca naquele momento. Só então ela percebeu que o monstro havia jogado sua faca nela. Pipper piscou algumas vezes, afastando os pontos escuros de sua visão, puxando a faca do ombro. Sentindo o mundo girar lentamente, diante da dor que experimentava. Sabia que a faca poderia estar envenenada ou, quem sabe, embebecida em carne podre. De forma que não deveria de forma alguma deixar aquele metal no seu corpo.

Mas felizmente o esqueleto ainda tentava colocar a coluna no lugar. Daquela vez a Kang não conteve a raiva, sentindo algo fluir pelo seu corpo, como se fosse éter, acumulando-se em sua espada, tornando-a completamente escura – mas ela não percebeu. Jogando a espada em direção ao esqueleto que mal prestava atenção nela, fazendo com que a Ghost atravessasse o monstro do submundo. O diminuindo a cinzas e enviando a espada para o chão. No segundo seguinte a visão da semideusa escureceu, como se seus poderes estivessem sendo drenados e ela escorregou para a escuridão, segurando a faca que havia pertencido ao esqueleto. Talvez fosse sua imaginação, mas a semideusa escutou uma risada grave antes de finalmente perder os sentidos por completo.

INFORMAÇÕES:

KANG PIPPER:
ARMAS:
*Ghost: A espada curta e irregular - com cabo de couro e lâmina de ferro estígio-, possui a habilidade de, basicamente, se adaptar ao usuário em relação ao seu peso e equilíbrio. Envolta por energia negra, a arma pode facilmente \\\'incrementar\\\' as habilidades dos filhos de Nyx, fazendo com que este não precise \\\'criar\\\' a energia para poder usá-la. (Só pode usar a energia negra da arma 3 vezes por missão/PvP/MvP){By Nyx}

*Foice Lunar - Foice grande com lâmina feita da mistura de ferro estígio com prata estelar, encimada por um grande morcego negro de metal.

PODERES:
ATIVOS:
Nenhum.
PASSIVOS:
☪ Visão noturna ☪ Têm sua íris dilatada, aumentando o foco, e consequentemente a distância a que se pode enxergar. O personagem toma posse da concentração para que consiga perceber se há pessoas no local através do nariz. Ao obter suas orelhas aguçadas, consegue perceber movimentos a até dez metros, caso estes façam barulho.
Onde foi usado? Durante toda a missão, porém teve inicio no terceiro paragrafo.

☪ Premonição ☪ Quando o filho de Nyx está correndo algum risco de serem atacados ou mortos de surpresa, eles têm uma premonição, um sentimento de perigo sobre o que irá acontecer. Este sentimento os alerta e eles conseguem, se forem espertos, antecipar tal ataque. [Duas por missão]
Onde foi usado? Mesclei tal poder com o INSTINTO (localizado mais a baixo nessa lista), sendo propriamente descrito no quarto paragrafo. Tal poder foi desativado quando a luta teve inicio.

☪ Silêncio noturno ☪: Os filhos de Nyx conseguem se movimentar sem produzir nenhum ruído, até mesmo correndo ou atacando.
Onde foi usado? Foi ativado no terceiro paragrafo e desativado no decimo paragrafo.

☪ Instinto ☪ Seu personagem possui um instinto animal durante a noite, variando dependendo da situação. A característica se assemelha com os lobos, animais símbolo da personificação da noite, Nyx. Torna-se uma fera quando acontece algo que lhe desagrada. Tem total controle de seus atos e possui sua velocidade ampliada junto das outras características. É capaz de chegar a matar indivíduos sem o menor remorso quando entra em estado de raiva.
Onde foi usado? Mesclei tal poder com a PREMONIÇÃO (localizado mais a cima nessa lista), sendo propriamente descrito no quarto paragrafo. Tal poder foi desativado quando a luta teve inicio.

☪ Pericia com Laminas ☪ Há boatos de Nyx era uma ótima dominadora de laminas. Seus filhos não ficam para trás, sabem manusear qualquer lamina de forma surpreendente.
Onde foi usado? Tal poder foi ativado no decimo quarto paragrafo.

☪ Armas Sombrias ☪ Por já ter um controle maior com laminas e controle sobre as sombras as proles podem não somente cobrir sua arma com uma aura, mas também criar uma da própria escuridão.
Onde foi usado? Tal poder foi utilizado no vigésimo segundo paragrafo.

MONSTROS:
ZUMBIS:
Assim como os esqueletos, são corpos que foram reanimados por alguma força mágica da escuridão, e passaram a perambular sem rumo pelo mundo. A diferença é que os zumbis ainda estão em processo de decomposição, e por isso conservam alguns músculos e carne, assim como trapos. Zumbis normalmente só conservam os aspectos mentais mais fundamentais de quando estavam vivos, como se alimentar. Por causa disso, saem por aí comendo qualquer coisa viva e que tenha carne que encontrem. Geralmente perdem suas feições humanas, ficando com a pele em aspecto enrugado e pútrido. São lentos, e não possuem uma constituição muito resistente.

Status base: 100 hp/ 100 mp
Nível mínimo: 1
Taxa de variação: Aumento de 5 HP/MP por nível.
ESQUELETO:
Esqueletos são formados a partir das ossadas de heróis morots em batalha. Podem ser trazidos de volta por feiticeiros, para obedecerem aos seus desígnios, ou por algum tipo de maldição, ou devido às propriedades de um objeto mágico. Não são muito rápidos, mas podem ser uma ameaça real se em grande quantidade. Naturalmente hostis, atacarão qualquer um que pise em seus domínios, até a morte. Não possuem qualquer consciência humana, ou pensamento.

Status base: 80 hp/ 80 mp
Nível mínimo: 1
Taxa de variação: Aumento de 5 HP/MP por nível.

obs: Informações retiradas do Bestiário.

-Alguns códigos By P.D! De resto foi by @kkmlpk


the night
"We carry all of the power we need inside ourselves already."

avatar
Kang Pipper
Lider de Nyx
Lider de Nyx

Mensagens : 445
Data de inscrição : 16/01/2015

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Biblioteca

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum